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Comentário devocional:
O apóstolo Paulo tem as mãos cheias com mais problemas dos membros da igreja de Corinto. Como o líder mais destacado da primeira geração de crentes, ele agora se volta para a questão preocupante dos “alimentos sacrificados aos ídolos” (v. 1, NVI). A resposta parece clara, porque os apóstolos haviam proibido que se comesse qualquer alimento que havia sido oferecido em sacrifício (veja Atos 15:20, 29).
Mesmo que esta exigência a respeito do estilo de vida do cristão fosse bem conhecida, Paulo se dirige àqueles que não tem comido carnes oferecidas aos ídolos, advertindo-os do perigo deles se sentirem bem consigo mesmos e se orgulharem acerca do seu comportamento. “O conhecimento traz orgulho”, adverte ele (vs. 1b, NVI). Este orgulho poderia se transformar em um ídolo. Ídolos são objetos feitos pelo homem ou práticas humanas que Satanás usa para criar divisão e prejudicar o crescimento espiritual (como observado anteriormente no capítulo 4). Paulo usa essa controvérsia para chegar a questões mais profundas sobre como os crentes cristãos devem tratar uns aos outros.
Esta situação me faz lembrar de um almoço de comunhão de uma igreja da qual era pastor na época, onde cada família colaborou com ao menos um prato. Um irmão já antigo na igreja, vegetariano convicto, passou a examinar cada prato e a admoestar os irmãos que não observavam restritamente os princípios adventistas de saúde. Ao questionar sua atitude, lembrei que não deveríamos ser tão exigentes e rígidos quanto ao não consumo de carne, especialmente com relação aos irmãos mais novos. E argumentei que mesmo Jesus comia peixe [e, como perfeito judeu, comia carne de cordeiro, ao menos na Páscoa]. Em resposta, este irmão zeloso, mas carente de tato, retrucou: “Jesus não tinha todo o conhecimento que temos hoje…”. A ousadia de tal afirmação ainda me surpreende até hoje.
O apóstolo Paulo observou temos de colocar nossas prioridades na ordem correta. Não é o que comemos que nos recomenda a Deus (v. 8). Um crente maduro vive de modo a não ser uma “pedra de tropeço para os fracos” (v. 9, NVI), os recém-chegados à fé. Quando Cristo é o centro de nossa vida, faremos de tudo para promover o crescimento espiritual dos irmãos.
Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/8/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 8
Comentários em áudio
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Comentário devocional:
O primeiro sonho da Sulamita, em Cantares 3:1-6, apresenta primeiro a ausência do amado e, logo após, a sua presença. No sonho correspondente, no capítulo 5 (versos 2-8), o amado primeiro está presente e, em seguida, ausente. A mulher sonha com a chegada do marido, usando várias palavras de duplo sentido que provavelmente se refiram à relação de amor do casal.
Este sonho talvez aponte para os problemas que surgiram no começo do casamento (Salomão chegando tarde da noite e a falta de interesse da esposa). Os versos de 5:9 a 6:13 podem significar uma tentativa de resolver esses problemas através de uma mudança de atitude e ação.
Em nosso casamento iremos enfrentar desafios relacionais, mas pela graça de Deus, podemos encontrar soluções que resultarão em casamentos ainda mais fortes e mais felizes.
A Sulamita descreve com eloquência as qualidades de seu marido (versos 10-16). Ela retrata Salomão, filho de Davi, como “o mais distinguido entre dez mil” e “totalmente desejável” (versos 10 e 16 ARA). Estas frases são também particularmente aplicáveis a Jesus, o Messias, o prometido Filho de Davi. Veja quão similar é a fraseologia que descreve o Messias no Salmo 45:2.
Neste capítulo vamos encontrar marido e mulher se referindo a seu cônjuge com nomes carinhosos. Ele a chama de “minha querida, minha pomba, minha mulher ideal” (v. 2 NVI). Ela o chama de “meu amado, …meu querido”(v. 16 NVI). Ao longo de Cantares os amantes empregam pelo menos catorze diferentes termos carinhosos para se referirem um ao outro!
O Cântico dos Cânticos nos encoraja a encontrar maneiras criativas em nosso casamento de expressar verbalmente o nosso carinho um pelo outro. Qual é o “apelido” que você mais gosta de usar para o seu cônjuge? Eu gosto de chamar minha esposa de “Schatzie“, nome alemão que significa “tesouro”.
Senhor, obrigado por minha querida esposa. E muito obrigado por Jesus, Aquele que é “o mais distinguido entre dez mil” e “totalmente desejável”. Que todos nós olhemos mais constantemente para Seus incomparáveis atrativos e assim sejamos transformados mais e mais à Sua semelhança ! Amém.
Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Cantares 5
Comentário devocional:
Esta é um breve Salmo que traz uma grande mensagem sobre a unidade e a comunhão e as bênçãos que elas trazem. Unidade e companheirismo são tão importantes que o próprio Jesus orou por isso (João 17: 11; 20-23 ) e Paulo pregou sobre isso (Fl 2:2-8; Col 3:14-15).
Neste Salmo, duas imagens descrevem as bênçãos de unidade e comunhão. A primeira é a de óleo escorrendo pela cabeça e barba de Arão. No clima quente e seco da Palestina, óleo é calmante e cura para a pele seca e rachada.
O óleo era um símbolo das bênçãos de Deus ao que estava sendo ungido. Os óleos de unção possuíam uma fragrância que tomava conta de todo o ambiente, à semelhança do que aconteceu quando Maria ungiu os pés de Jesus e a casa se encheu com o perfume (João 12:1-3). A mensagem do salmista é que a unidade no relacionamento trará as bênçãos da paz e harmonia, curando e perfumando o ambiente.
A segunda imagem é a do orvalho que cai sobre o Monte Hermon. Na terra seca da Palestina o orvalho que cai à noite nas altas montanhas traz benefícios refrescantes para as plantas, animais e pessoas para todo Israel [as águas que descem o Monte Hermon formam o rio Jordão, que se estoca no mar da Galiléia e beneficia todo o país]. O Monte Hermon chega a quase três mil metros acima do nível do mar e tem uma vegetação verdejante em suas encostas, mesmo nos meses secos do verão. Em comparação, Jerusalém (Monte Sião) fica praticamente sem chuva durante 6 meses do ano.
As bênçãos de Deus que caem sobre nós quando vivemos em unidade e comunhão com nossa família nos refrescarão e nos sustentarão, mesmo nos tempos “secos” de nossas vidas. Além disso, as bênçãos de Deus nos darão “vida para sempre.” Esta é a vida abundante que Jesus veio nos dar (João 10:10). Na unidade e da comunhão com Deus e Seu povo, podemos desfrutar plenamente a vida e viver uma vida cheia de bênçãos e propósito.
“O segredo da verdadeira união na igreja e na família não é diplomacia, nem de gestão ou de um esforço sobre-humano para superar as dificuldades – embora haverá muito disso para fazer – mas a união com Cristo” (LA, p. 179).
Que todos nós possamos buscar uma união mais estreita com o nosso Deus Criador e viver em unidade e harmonia com nosso próximo. Amém.
Thandi Klingbeil
Estados Unidos
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/133/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Salmo 133