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II CORÍNTIOS 4 – Esse é um capítulo fantástico!
Nos versículos 1-6 Paulo aborda a magnificência do evangelho. Comentando estes versículos, Hernandes Dias Lopes destaca seis características desse evangelho que não é produto da invenção humana, mas da revelação divina: Tal evangelho…
1. …é concedido pela misericórdia divina, e não pelo mérito humano (v. 1);
2. …nos dá forças para enfrentar o sofrimento (v. 1);
3. …nos capacita a ser íntegros na pregação (v. 2);
• O cristão verdadeiro vive na luz;
• O cristão verdadeiro não usa truques para pregar a Palavra;
• O cristão verdadeiro não adultera a Palavra para ganhar os ouvintes;
• O cristão verdadeiro vive de forma transparente na presença de Deus e dos homens.
4. …nos adverte acerca de uma terrível oposição (vs. 3-4):
• O evangelho salva ou condena;
• O diabo interfere na mente dos ouvintes;
• O diabo ataca os incrédulos com a cegueira espiritual.
5. …nos mantém longe da presunção (v. 5);
6. …nos evidencia um poderoso milagre (v. 6).
Apesar das dificuldades e sofrimentos, das pressões e oposições, o discípulo de Cristo precisa proclamar o evangelho. O “trio Discípulos”, baseou-se nos versículos 7-11 para uma música magnífica, da qual destaco alguns trechos:
Se o Senhor mandar seguir
Seja feito até o fim
Jogo a rede ou vou pregar
Em terra firme ou alto mar
[…]
Eles pensaram que me fariam recuar
A glória é pesada e a tribulação é leve e já vai passar
[…]
Somos abatidos, mas não destruídos
Ainda há boa obra, eu sei
Seu amor é o primeiro e o último em tudo que farei
Somos perseguidos, mas não desamparados
Glorio-me na Sua cruz
Esperança irrompe do sangue de Jesus…
Merril F. Unger, comentando os versículos 12-18 descreve que o texto revela um segredo interior da natureza espiritual. Esse segredo abrange:
• A crucificação de si mesmo (v. 12);
• Uma fé intensa (v. 13);
• Uma radiante esperança (v. 14);
• Esquecimento de si mesmo (v. 15);
• Força espiritual (v. 16);
• Opinião correta (v. 17); e,
• Um sábio objetivo de vida (v. 18).
No versículo 15 temos a “declaração de missão pessoal de Paulo: (1) servir aos outros; (2) multiplicar a graça; (3) aumentar as ações de graça e (4) dar glória a Deus” (Bíblia de Estudo Andrews).
Aprendamos com Paulo! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 3 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2co/3
Neste capítulo, Paulo exerce a sua função de pastor. Ele se preocupa com os membros. Sei como Paulo se sente porque, como pastor que agora ensina pastores, posso dizer que amo receber notícias de pessoas que já foram membros de igrejas em que trabalhei. Alegro-me com eles quando ouço boas novas e choro com eles outras vezes. Nossos corações estão unidos, embora eu não tenha notícias deles com muita frequência.
Paulo contrasta seu próprio ministério com o de Moisés (2 Corintios 3:16), mas, em última análise, é o “ministério do Espírito” que é “muito mais glorioso” (v. 8). Na verdade, Moisés apontava para a vinda de Cristo, por meio do “antigo pacto”. Esses não são dois pactos separados, mas sim o que Moisés ensinou era como um “véu” que foi “removido e levado por Cristo”. Em outras palavras, o trabalho e as palavras de Moisés apontavam para Jesus Cristo como o Messias prometido.
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1327
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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501 palavras
2 em nosso coração. Os crentes de Corinto tinham um lugar cativo nos afetos do apóstolo. … Paulo está dizendo aos coríntios que, como igreja, eles são uma eficaz carta de recomendação para ele (2.17; 1Co 9.2). Bíblia de Genebra.
Em contraste com os mestres de fora que se apresentam à igreja com cartas de recomendação. Paulo tem um laço de amor tão profundo que todo o mundo pode perceber. Bíblia Shedd.
3 carta de Cristo. Sua carta de recomendação ao mundo. Bíblia de Estudo Andrews.
Nós não nos tornamos crentes por seguirmos algum manual ou usar alguma técnica. Nossa conversão é o resultado de Deus implantar o Seu Espírito em nossos corações, dando-nos novo poder para viver por Ele. Bíblia Shedd.
3.4 – 6.13 Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança (3.4-4.6), confiando em Deus em meio a tribulações (4.7-5.10) e falando a mensagem da reconciliação (5.11-6.13). Pulo insiste, pelo resto da carta, que a fidelidade a essas tarefas – e não a eloquência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal – é a base de um ministério válido. Bíblia de Genebra.
5 a nossa suficiência. Paulo responde aqui à pergunta de 2.16: (“Quem, porém, é suficiente para estas coisas?”). Antes, Paulo já havia desistido de qualquer dependência de meras habilidades humanas (1Co 2.1-5). Infelizmente, seus oponentes avaliavam as habilidades mundanas como mais valiosas que aquelas que vêm exclusivamente de Deus. Bíblia de Genebra.
6 não da letra. A lei escrita, por si mesma, que requer obediência perfeita mas não dá poder para isso. Bíblia de Genebra.
a letra mata. Meramente o guardar a lei não salvará ninguém. A decepção no juízo será horrenda. Bíblia Shedd.
o Espírito vivifica. Doador de vida e liberdade (v. 17, 18). Quando o povo perverte a lei, usando-a de maneira legalista, ela pode se tornar um ministério de morte. Levando em conta que uma das principais funções da lei é identificar o pecado (Rm 3:20), ela nunca foi dada como meio para obter a salvação. Bíblia de Estudo Andrews.
7 em pedras. Referência ao decálogo, que não é capaz de dar vida. Bíblia de Estudo Andrews.
8 de maior glória. Porque comunica perdão e vida. Bíblia de Estudo Andrews.
9 o ministério da justiça. A santificação tem lugar mediante a graça, através da fé, mas também requer estudo, oração e esforço consciente. Bíblia de Genebra.
11 o que se desvanecia. O sistema mosaico (ver Êx 34:29, 35). o que é permanente. O ministério de Cristo por intermédio do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.
13 punha véu. Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou a “glória”) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Bíblia de Estudo Andrews.
14 embotaram. A fim de evitar ver a condenação que os humilharia diante de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
15 Moisés. São os primeiros cinco livros da Bíblia. Bíblia Shedd.
véu. Neste caso, cegueira (4:3, 4). Bíblia de Estudo Andrews.
17 Liberdade. A presença pessoal do Espírito Santo influencia a própria vontade do crente (Rm 8.14). Bíblia Shedd.
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“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17).
Consagrado para um ministério santo e de grande responsabilidade, Moisés tornou-se o maior líder que Israel já teve. Sua missão desafiadora incluía, além de liderar milhões de hebreus doutrinados pela cultura egípcia, estar perante Deus a fim de receber os estatutos e as leis que regeriam aquela nova nação. Para um povo que era escravo, sob um governo injusto imposto por Faraó, o Senhor fez questão de introduzir, o que seria a “Constituição Federal” de Israel, da seguinte forma: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Os dez mandamentos deveriam ser obedecidos como lembrança da liberdade obtida pelas mãos de um Senhor justo, e não como uma nova forma de escravidão.
Porém, ainda que Moisés tivesse sido um grande líder e um homem de Deus, mesmo a glória manifestada em sua face com o tempo se apagou, mostrando que o temporário “ministério da condenação” (v.9) nunca seria suficiente para salvar o homem de seus pecados. A antiga aliança, mediante o sacrifício de animais e leis ritualísticas, era apenas uma ilustração acerca do verdadeiro e suficiente sacrifício de Cristo (Hb.9:12), e os mandamentos gravados em pedras pelo dedo de Deus (Êx.31:18), uma representação do que deveria ser escrito em seus corações. Tiago chamou os dez mandamentos de “lei da liberdade”, pela qual todos serão julgados, e, logo após, enfatizou que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:12 e 13). Ou seja, há uma saída para o pecador. Há uma oportunidade de remissão, “uma nova aliança” (v.6) estabelecida por Jesus Cristo, a qual retira o véu e revela a glória do Pai.
Como bem expressou Tiago, a lei do Senhor é uma expressão de liberdade. Porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17). O pecado nos escraviza e a lei de Deus nos faz lembrar disso. Mas, ainda que buscássemos obedecê-la com perfeição, jamais conseguiríamos. O único que obteve êxito na perfeita obediência foi Jesus, que foi morto pelas nossas transgressões. Somente por Cristo somos salvos da condenação da lei, e aí está a misericórdia que triunfa sobre o juízo. Como “ministros de uma nova aliança” (v.6), não nos recomendamos a nós mesmos como se a nossa obediência fosse suficiente, mas, endereçados por Cristo, como Sua carta, somos chamados para revelar o Seu caráter através de um coração submisso ao “Espírito do Deus vivente” (v.3).
Oh, amados, não confundam liberdade com libertinagem! Se Cristo morreu por causa de nossos pecados que são “a transgressão da lei” (1.Jo.3:4), deveríamos nós ignorá-la? Absolutamente! Se matar, roubar, adulterar, ter outros deuses além de Deus, não observar o sábado tornou-se uma possibilidade a partir do sacrifício de Jesus, o que estamos fazendo pregando o evangelho do amor a Deus e ao próximo? Percebem? Quando o véu do santuário terrestre se rasgou “de alto a baixo” (Mt.27:51), o Santíssimo passou a ser um lugar acessível para mim e para você. O “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (v.7) que antes apenas nos revelava o tipo, tornou-se em antítipo, o ministério da redenção gravado “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (v.3), revestido de glória permanente (v.11), apontando para o Único que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
Deus deseja gravar em nosso coração a Sua santa Lei. Não mais em pedras, mas “nos corações” (v.3), através do Seu Espírito. Então, o que o mundo julga ser uma escravidão, para nós será sempre liberdade. Assim como a glória de Deus era manifestada no lugar Santíssimo do santuário terrestre acima da arca da aliança onde estavam os mandamentos de Deus, o Senhor deseja manifestar a Sua glória em nós, que somos “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), gravando a Sua lei, manifestação do caráter de Cristo, em nossos corações.
Assim diz o Senhor: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). Jesus está voltando para buscar “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Aqueles que verdadeiramente têm sido “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (v.18). Que Jesus nos encontre não como legalistas, “porque a letra mata” (v.6), mas como livres por Seu intermédio (v.4), obedecendo porque escolhemos amá-Lo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, carta de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 3 – Existem verdadeiros e falsos ministérios eclesiásticos. Deus tem uma igreja na Terra, mas Satanás quer pervertê-la, adulterá-la e deformá-la. Pois a igreja de Cristo deve confrontar as obras do diabo e resgatar pessoas de suas fortes correntes do vício do pecado.
O ministério evangélico visa glorificar a Deus na Terra, transformando pecadores em adoradores.
Desde o capítulo anterior, Paulo mostrou a natureza do ministério eclesiástico. Conforme destaca Merril F. Unger, temos estes pontos:
• A glória do ministério – seu triunfo (2:14-17);
• A glória do ministério – sua autenticação (3:1-6a);
• A glória do ministério – sua mensagem de graça (3:6b-11);
• A glória do ministério – seu poder transformador (3:12-18);
• A glória do ministério – sua sinceridade (4:1-7);
• A glória do ministério – seus sofrimentos (4:8-18);
• A glória do ministério – sua intrepidez diante da morte (5:1-13);
• A glória do ministério – seus motivos e dignidade (5:14-21);
• A glória do ministério – seu caráter (6:1-10);
• A glória do ministério – sua pureza (6:11-7:1);
• A glória do ministério – sua reflexão na vida de Paulo (7:2-6).
O mesmo autor, comentando o capítulo 3, apresenta as seguintes verdades sobre o ministério evangélico:
• Ele não é autenticado pelo autoelogio (v. 1);
• É autenticado pelo testemunho e pela obra do apóstolo (vs. 2-3);
• É autenticado por Deus (vs. 4-6);
• A mensagem é espiritual e vivificante (vs. 6-11);
• Deve demonstrar grande coragem, iluminação e liberdade (vs. 12-17);
• Opera maravilhosa transformação (v. 18).
Verdadeiros ministros não precisam de endosso humano, pois vidas pagãs transformadas miraculosamente em cristãs autenticam o ministério genuíno. Ministérios que não transformam vidas para a glória de Deus devem ser descartados como espúrios.
Ligando os versículos 7-18 com Êxodo 34:29-35 obtemos as seguintes verdades:
1. O ministério do Antigo Testamento era glorioso, o rosto de Moisés brilhava após receber os Dez Mandamentos, “quão mais deslumbrante, então, será o governo do Espírito vivo?”;
2. No ministério do Novo Testamento, tendo Cristo retirado o véu que separa-nos da glória divina, não precisamos de ninguém além de Cristo entre nós e Deus;
3. Pelo que Cristo e o Espírito Santo fez e faz “somos transfigurados como o Messias, e nossa vida se torna cada vez mais deslumbrante e bela à medida que Deus entra em nossa vida e nos tornamos como ele” (A Mensagem).
Portanto, temos inúmeras razões para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 2 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2co/2
No segundo capítulo de II Coríntios, Paulo trata de uma pessoa que minara sua autoridade e aparentemente tentou desacreditá-lo.
Os membros de uma igreja se tornam irmãs e irmãos em Cristo. Isso torna o conflito interpessoal dentro de uma igreja ainda mais doloroso, pois esse conflito pode rapidamente escalar de uma simples discordância para o sentimento de ter sido traído por um membro da família. Igrejas já se dividiram por causa de algo tão simples como uma panela de sopa queimada.
Mas só porque o conflito entre irmãos e a disciplina eclesiástica sejam dolorosos, não significa que o pecado de uma pessoa deva ser escondido ou tolerado pela igreja. Como Lucas 12:2 nos lembra: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido.” Paulo repreendeu Pedro, um apóstolo, em Antioquia, quando ele discriminou os gentios e também alertou contra o pecado desse membro não identificado de Corinto.
No entanto, o castigo não deve durar para sempre para aqueles verdadeiramente contritos. Paulo conclama os Coríntios a se reconciliarem com aquele homem e o encorajarem. O objetivo da disciplina deve ser trazer cura para a pessoa pecadora. E no contexto de uma pessoa e uma comunidade que se sentiram feridas, a disciplina deve incluir a necessária reparação ou indenização. Mostrar o amor de Cristo pelos outros deve ser central em todos os atos de um cristão.
Heidi Olson Campbell
Estudante de doutorado em Filosofia, Burleson, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1326
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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792 palavras
1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.
2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, .”deixar triste”, “causar sofrimento”. Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.
4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.
7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.
9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.
10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.
13 Não tive […] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma “porta aberta”. O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.
14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.
15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam “bom” e “perfume”. A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.
16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.
17 Mercadejando. Literalmente, “vendedores”, “mascates”, “mercenários”, “negociantes”. A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar, adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.
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“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (v.15).
Aquele que possuía um profundo zelo quanto às leis e tradições judaicas, tornou-se em zeloso servo de Deus e rico em obras de misericórdia para com aqueles que antes perseguia. Sensível à necessidade dos irmãos e transparente para com todos, Paulo revelava cada vez mais um caráter semelhante ao de seu Mestre. Repreendia, corrigia, exortava, mas sempre com brandura e com o objetivo de edificar o corpo de Cristo. Seu amor a Deus era claramente notado em seu genuíno interesse pela felicidade e salvação de seus semelhantes.
Apesar da dúvida que a igreja de Corinto manifestou quanto ao seu ministério, o apóstolo mostrou a real motivação de não ter seguido o plano que outrora havia feito de visitá-la, devido ao seu estado emocional. Paulo se negou a ir ter com seus irmãos “em tristeza” (v.1), provavelmente por motivo de perseguições sofridas por membros da própria igreja de Corinto. Porém, também descartou a possibilidade de ser um empecilho para que estes, observadas as devidas disciplinas (v.6), não fossem ignorados pelos demais. Pelo contrário, Paulo enfatizou a importância da igreja em perdoar ao transgressor “e confortá-lo” (v.8) em amor.
Conhecido como um apóstolo corajoso e destemido, Paulo também demonstrou compaixão para com os que o perseguiam. Como ninguém, ele sabia o que era estar do outro lado. A misericórdia com que Jesus o buscou, aumentava em seu coração o desejo por liberar perdão. A sua alegria consistia em fazer a vontade de Deus e dedicar a seus irmãos amor “em grande medida” (v.4). Suas epístolas eram escritas “com muitas lágrimas” (v.4), mediante um coração angustiado de alguém experimentado no amor de Deus. A angústia de Paulo era para que todos fossem participantes da mesma alegria; que experimentassem do mesmo amor que o havia alcançado. Porque nenhuma tribulação era maior do que o genuíno amor que todos os dias era derramado em seu coração.
Quando estudamos as Escrituras, conhecemos a Deus, Seu caráter e propósitos eternos traçados para aqueles que O amam. Mas também percebemos que há um inimigo sagaz e astuto cujos desígnios também nos são descortinados. E “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós” (v.11), o amor é a resposta. Porque “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus […] pois Deus é amor” (1Jo.4:7 e 8.). Em contrapartida, aquele que diz amar a Deus e não ama a seu irmão, “é mentiroso” (1Jo.4:20) e, caso não haja arrependimento, participará do mesmo destino final do “pai da mentira” (Jo.8:44).
Perante Deus, somos considerados “o bom perfume de Cristo” (v.15). O verdadeiro amor consiste em “que Cristo deu a Sua vida por nós” e de nossa parte, “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo.3:16). É fácil? Não, amados, é desafiador. Porque é uma atitude que está muito acima do que possamos realizar. Na verdade, está em nossa esfera de impossibilidade. É por isso que, como Paulo, precisamos reconhecer: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento” (v.14). Pergunto novamente: É fácil? Não, mas é possível mediante Cristo, que “nos conduz em triunfo”.
Que o Espírito Santo nos torne, a cada dia, “o bom perfume de Cristo” (v.15), “aroma de vida para vida” (v.16). Porque, diferente de “tantos outros”, “nós não estamos” fazendo da Palavra de Deus um comércio, “antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (v.17). Aceitem ou não, acreditem ou não, perseveremos no Senhor como Seus instrumentos, instruindo, testemunhando e, acima de tudo, amando. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, bom perfume de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Coríntios2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100