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“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas” (v.7).
As derradeiras palavras de Tiago nos exortam a olhar para o presente século. O Espírito Santo lhe revelara os piores problemas e as maiores necessidades dos últimos dias. Dentre os pecados perniciosos, as riquezas mal adquiridas e mal administradas são veementemente condenadas: “Tesouros acumulastes nos últimos dias” (v.3). Cristo mesmo já havia advertido: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt.6:19). O tolo se esquiva de tais palavras, construindo celeiros maiores a fim de viver “regaladamente sobre a terra” (v.5). “Mas Deus lhe [diz]: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc.12:20).
A má administração dos bens que o Senhor nos dá, contudo, não será um mal maior do que o mau uso da língua. O julgamento parcial e o falso testemunho são fortes artimanhas malignas a fim de enfraquecer e destruir o povo de Deus. No sofrimento e na paciência, os profetas de Deus “perseveraram firmes” (v.11) no caminho do Senhor. E dois nomes em particular surgem no texto como modelo a ser considerado: Jó e Elias. A “paciência de Jó” (v.11) redundou em um fim que nem ele mesmo esperava. Assim como a fé de Elias e sua vida de oração o tornou as primícias dos vivos que serão salvos no segundo advento de Cristo. Realmente, a vida destes dois servos de Deus tem muito a nos ensinar.
De todos os livros históricos do Antigo Testamento, o livro de Jó é o único que apresenta uma cena do mundo invisível, relatando um diálogo entre Deus e Satanás. O grande conflito é desvendado e temos uma visão mais clara da intensa luta entre o bem e o mal. Jó era um “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), e ao contrário do que Satanás sugeriu, nenhuma dessas características dependia das circunstâncias, mas faziam parte de seu firme caráter, que foi provado “no sofrimento e na paciência” (v.10). Já Elias, “era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (v.17). Sua confiança em Deus e vida de oração lhe renderam um ministério singular de restaurar a verdadeira adoração em Israel.
Nestes dois servos, encontramos algo em comum que será encontrado no remanescente dos últimos dias: a perseverança. Jesus assegurou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Mesmo ante as dificuldades extremas que os assolaram, preservaram a firme esperança na vinda de Cristo. Foi com inequívoca certeza que Jó declarou: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27). Jó representa a classe de justos que será despertada do sono da morte no grande Dia do Senhor. Elias, que em vida “subiu ao céu num redemoinho” (2Rs.2:11), representa a classe de justos vivos que será transformada “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar a última trombeta” (1Co.15:52).
Não sabemos se estaremos vivos ou não quando Cristo vier “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). É por isso que o nosso tempo de oportunidade se chama Hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores” (v.13). Que a nossa vida glorifique ao Senhor, e certamente Ele atenderá as nossas súplicas. Como Jó intercedeu por seus amigos e Elias orou para que chovesse, oremos uns pelos outros, até recebermos “as primeiras e as últimas chuvas” (v.7) do Espírito Santo. Seja este o nosso lema até o fim: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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TIAGO 5 – Matinho Lutero julgou equivocadamente Tiago chamando sua carta de “epístola de palha”.
Certamente, seus cinco capítulos possuem conteúdos sólidos, consistentes e relevantes aos cristãos. Dos 108 versículos, 54 contém verbos imperativos; portanto, é a carta que mais tem instruções para moldar o caráter do cristão.
“Tiago conheceu Jesus pessoalmente. Na verdade, sua epístola pode ser o mais antigo escrito cristão em existência e, de todas as epístolas, reflete mais de perto os ensinamentos de Jesus encontrado nos evangelhos. Como nas parábolas de Jesus, imagens de agricultura e do mundo das finanças são frequentes. Outros temas importantes são a sabedoria, oração e, acima de tudo, fé”. Além disso, “a epístola de Tiago oferece perspectivas cruciais sobre a lei, o juízo e a segunda vinda de Jesus. Elias é apresentado como modelo para imitarmos. Isso tem especial relevância para nós” que reconhecemos ser “incumbidos de preparar o caminho para o segundo advento de Cristo” (Clinton Wahlen).
Baseando-me em Hernandes Dias Lopes, apresento a síntese do último capítulo:
1. Como avaliar o poder do dinheiro:
· Como a riqueza foi adquirida (vs. 4, 6);
· Como a riqueza foi empregada (vs. 3-5);
· Qual é o destino final da riqueza (vs. 1-4).
2. Como compreender o poder da paciência: A paciência…
· …do lavrador (vs. 7-9);
· …dos profetas (v. 10);
· …de Jó (vs. 11-12).
3. Como usar a eficácia da oração: Devemos…
· …orar pelos que sofrem (v. 13)
· …orar pelos enfermos (vs. 14-16);
· …crer na eficácia da oração (vs. 17-18);
· …nos esforçar pela restauração dos desviados a fé (vs. 19-20).
Indivíduos explorados pelos ricos opressores, pobres injustiçados pelos poderosos indiferentes e, crentes humilhados por arrogantes estúpidos, devem reavivar-se; pois, certamente Deus fará juízo e justiça contra todos os erros e injustiças cometidos na história.
Ainda que tenha que esperar pacientemente pelo advento de Cristo, o adventista sabe, assim como o lavrador, que o resultado da espera é compensador. A experiência de Jó é um bom exemplo disso, para os que confiam em Deus.
Enquanto esperamos, devemos investir tempo na oração visando manter o amor e a esperança no coração, e então, agir em prol dos fracos física, mental e espiritualmente, utilizando palavras de fé e ânimo, que sejam “bálsamo eficaz para os quebrantados e feridos” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Como esta carta te ajudou no desenvolvimento espiritual?
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TEXTO BÍBLICO TIAGO 4 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
TIAGO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/tg/4
Nosso destino eterno depende de um fator principal: o caráter do nosso coração. Vamos colocar Deus em primeiro lugar? Vamos escolhê-lO?
Tiago fala sobre ter que escolher entre Deus e o mundo. “Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.” Tiago 4: 4.
Deus quer que o escolhamos. Se os desejos de nosso coração giram em torno de nós mesmos, isso se manifestará por meio de nossas ações. O orgulho é uma batalha constante assim como a questão do egoísmo. Tiago 4:6 nos diz “Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: ‘Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes’ “.
Para que realmente entendamos a palavra de Deus, temos que nos humilhar e vir até Ele. As repreensões e julgamentos de Cristo não produzirão o devido efeito se não nos humilharmos. O orgulho em nosso caráter nos coloca em uma mentalidade em que acreditamos que somos superiores. Nenhuma de nossas melhores ações e realizações pode chegar perto do caráter de Deus. Submeta-se a Deus e a Seus planos Ele o libertará do orgulho.
Anna Drozdov
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1396
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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781 palavras
1-3 Precisamos fazer esta pergunta a nós mesmos: “Qual a origem das brigas, guerras e contendas?” (v. 1). Este comportamento conflituoso começa dentro de nós e está diretamente relacionado a nossos desejos (v. 2). Pelo fato de querermos certas coisas e não as alcançarmos, não importa o quão duro trabalhemos, nos sentimos amargos ou derrotados. Então discutimos e expressamos raiva. Por outro lado, existem coisas que desejamos que o Senhor nos conceda, mas não nos preocupamos em pedir a Ele, então não as conseguimos. Às vezes, até nos lembramos de pedir ao Pai Celestial por nossos desejos, mas Ele não concede nossos pedidos porque pedimos pelas razões erradas (v. 3). Pedimos egoisticamente. Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/10/.
1 De onde. O apóstolo fala dos males específicos dentro da igreja, produto de línguas desenfreadas e corações facciosos. A causa de toda divisão e contenda é o egoísmo (Tg 3:14). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 579.
Nos vossos membros. Referência ao corpo propriamente dito ou à igreja. A despeito da interpretação, o egoísmo que constantemente busca reconhecimento e satisfação é a fonte de todo conflito pessoal que, com frequência, leva a discussões. CBASD, vol. 7, p. 579.
3 Não recebeis. Respostas à oração dependem tanto da natureza dos pedidos quanto do espírito com que se pede (Lc 11:9). CBASD, vol. 7, p. 580.
4 Amizade do mundo. Isto é, amizade com o mundo. O principal objetivo do “mundo” é satisfazer o desejo de complacência pessoal. O evangelho convida o ser humano a servir ao próximo. Entre o espírito e a prática do “mundo” e o da igreja deve haver uma diferença marcante (I Jo 2:15). CBASD, vol. 7, p. 580.
6 Graça. Do gr. charis (Rm 3:24). Devido ao amor de Deus por Seu povo, continuamente se renova e se amplia entre eles a graça para habilitá-lo a resistir às tentações mundanas. Aquele que, com sinceridade ora pela graça, estará constantemente desenvolvendo o caráter cristão. Deus pede obediência completa, mas também provê força suficiente para nos capacitar a obedecer (Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 581.
7 Sujeitai-vos. Tiago dá início a uma série de dez imperativos, aos quais todo membro de igreja sujeito ao perigo de se tornar “amigo” do mundo (v. 4) faria bem em atentar. Para que Deus conceda Sua “graça”, (v. 6) os “humildes” devem estar dispostos a submeter sua vontade ao plano divino. Submissão implica confiança plena de que todos os desígnios de Deus são para o bem (Hb 12:9). CBASD, vol. 7, p. 581.
8 Purificai as mãos. Purificar as mãos simboliza a remoção da culpa (ver Dt 21:6; Sl 24:4; 26:6; 73:13; Mt 27:24; ver com. de Is 1:15, 16). CBASD, vol. 7, p. 582.
Ânimo dobre. Do gr. dipsuchos, literalmente “duas almas”. Essa palavra descreve bem o vacilante do v. 6 [de Tiago 1]. Sua mente está dividida entre a sedução dos prazeres terrenos e a vontade de ser totalmente fiel a Deus. … A lealdade deve ser completa. CBASD, vol. 7, p. 551, 582.
10 Humilhai-vos. Ver Mt 11:29; 23:12; Tg 1:9. Tiago resume desta forma as várias admoestações sobre a lealdade completa à vontade de Deus. Para quem é honesto consigo mesmo, sua deplorável condição produz um espírito humilde diante de Deus, que está sempre disposto a perdoar (Is 57:15). CBASD, vol. 7, p. 582.
11-12 Não devemos tomar parte em fofocas contra os nossos amigos e familiares. Qualquer um que fala falsidades contra seus irmãos ou irmãs nas suas costas para destruir sua reputação está assumindo o papel de juiz. Quando fazemos isso, estamos nos colocando não só acima da lei de Deus, mas acima do próprio Deus. Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/10/.
11 Não faleis mal. Ou, “parai de falar mal” ou “deixai de difamar”. Tiago deixa de se ocupar dos deveres dos membros da igreja para com o Senhor, a quem professam servir, e condena alguns males específicos que prejudicam a igreja. A falta de humildade perante Deus inevitavelmente leva a uma falta similar perante o semelhante. A prática de criticar os irmãos de fé revela flagrante egoísmo e se torna fonte de dissensão na igreja (Tg 3:2-6). CBASD, vol. 7, p. 583.
14 E logo se dissipa. Isto é, a vida humana começa a desaparecer quase tão logo quanto se inicia. Como o vapor, a vida pode se dissipar repentinamente. CBASD, vol. 7, p. 584.
16 Pretensões. Do gr. alazoneiai, “alardes”. Está implícita a confiança presunçosa na esperteza, habilidade e força. Esses membros que confiavam em si mesmos agiam como se o futuro estivesse nas mãos deles e seu êxito dependesse de sua capacidade. CBASD, vol. 7, p. 584.
17 E não o faz. Aqueles que são apenas “ouvintes” e não “praticantes” mostram que sua religião é “vã” (Tg 1:23, 26). Uma pessoa de fé pervertida confia apenas no conhecimento e prova sua falsidade quando evita atos que o crente sincero faria com alegria (Tg 2:17, 20, 26). Esta também é uma repreensão para quem negligencia o estudo da Palavra de Deus, tendo em vista que mais conhecimento aumentaria sua obrigação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 585.
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“Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (v.10).
Assim como o pecado teve início no Céu, no coração de um ser criado perfeito (Ez.28:15), o mistério da iniquidade foi transmitido a todos nós a partir da queda de nossos primeiros pais. O salmista Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Desde então, a humanidade, que foi criada à imagem e semelhança de seu Criador, recebeu uma mácula cujo salário é a morte (Rm.6:23). Mas o Senhor provou o Seu grande amor para conosco quando “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Cristo recebeu em nosso lugar “o castigo que nos traz a paz” (Is.53:5), mas, após a Sua ascensão, o Pai nos enviou outro Consolador, que Ele concede a todos aqueles que perseverante e sinceramente O buscam.
A cobiça, a inveja e a contenda nada mais são do que o desejo humano em possuir o que não convém, e “não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl.5:21). Desses pecados derivam as guerras e conflitos, cujo objetivo é denominado por Tiago de “nada”. Numa guerra entre povos, por exemplo, há algum benefício? Seus territórios ficam devastados; a população, assassinada ou abatida pela fome e pela violência; o governo, fragilizado; a economia, destruída. Ou seja, precisam se reerguer do NADA. E quando acontecem guerras internas no meio de uma mesma comunidade? Jesus mesmo afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
Enquanto as contendas e invejas se originam da carne (Gl.5:19-20), as boas obras têm origem no fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23). Quando o texto nos diz que pedimos e não recebemos, porque não sabemos pedir (v.3), nos remete direto às seguintes palavras de Cristo: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem” (Lc.11:13). A profecia de Joel revela um tempo em que o Espírito Santo seria derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28), como um presente concedido a todos, mas “acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Todo aquele que, em atitude de humilde submissão, pedir pela guia divina, dando as costas para o mundo e afligindo a alma “por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberá do alto a porção dobrada do Espírito Santo e alcançará a vitória final.
Quando estudamos o livro de Daniel, aprendemos que, conforme as profecias, estamos vivendo no tempo do grande dia da expiação, ou do juízo. Tempo de humilhar o coração perante Deus. Tempo de arrependimento e confissão. Tempo de profunda reflexão e de purificação. Cumpre-nos, portanto, mais do que qualquer geração passada, considerar com muito interesse a exortação de Tiago: “Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai, chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (v.10). E todo aquele que entende que esta entrega e submissão deve ser pessoal, não irá se ocupar em falar mal e nem em julgar a seu irmão, mas estará bem ocupado “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Aqueles que têm seus pés iluminados pela guia do Espírito Santo, como Filipe, andarão em obediência à Sua voz pelas estradas da vida (At.8:26). As palavras de correção de Tiago, no entanto, mostram o desejo do Senhor em redirecionar todos os que têm vivido de modo contrário. Ainda há tempo para nos despirmos de nossas “arrogantes pretensões” (v.16), e dizermos: “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (v.15). Porque “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl.5:25). O Senhor está cumprindo a Sua promessa. O Espírito Santo está sendo derramado. Portanto, “cada um salve a sua vida” (Jr.51:6), sabendo que “o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl.5:8).
Que possamos estar unidos pelo Espírito Santo num mesmo propósito, como escreveu Lutero aos reformadores que estavam sofrendo severa perseguição: “Nossa principal necessidade, nosso trabalho principal, é a oração; saiba o povo que, no momento, se encontra exposto ao gume da espada e à cólera de Satanás, e ore” (O Grande Conflito, CPB, p.207). Portanto, amados, vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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TIAGO 4 – A prática descrita por Tiago deve penetrar fundo em nossa alma e causar a mudança que nenhuma teoria filosófica opera.
Por causa do imperativo “falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade” (2:12), Tiago alerta quanto ao cuidado com a língua em cada página de sua epístola, como sintetiza Álvaro César Pestana: A língua…
· …deve expressar convicção e não dúvida (1:5-8);
· …não deve culpar a Deus por nada (1:13);
· …não deve ser muito usada, especialmente se estamos bravos (1:19);
· …é a medida da espiritualidade e da religião (1:26);
· …não deve fazer acepção de pessoas (2:3);
· …não deve substituir as obras (2:14, 16);
· [omitidos pela limitação de espaço, tendo em vista a objetividade os comentário sobre 3:1-18]
· …não deve julgar (4:11-12);
· …não deve fazer planos orgulhosos (4:13);
· …não deve se queixar (5:9);
· …não deve jurar (5:12);
· … deve orar, cantar, confessar e ajudar (5:13-20).
Pense! Como seriam os relacionamentos se estes itens fossem devidamente seguidos? E, a vida na empresa/escola/lazer/família/comissões da igreja?
Agora, debruce sobre o quarto capítulo, em que Thomas D. Lea observa: “Tiago via uma epidemia de mundanismo entre seus leitores. Em 4.1-10 adverte contra o mundanismo e mostra os efeitos na vida de oração dos leitores. Em 4.11-12 e nos versículos 13-17 ele mostra que o mundanismo produz tanto um espírito de crítica quanto uma autoconfiança sem Deus”; por isso, “em 4:7-10, Tiago profere uma rajada de dez apelos imperativos à submissão a Deus e à prevenção do mundanismo”. Depois alerta: “Uma prova do mundanismo citado por Tiago é o espírito de crítica (4.11-12)”.
Um ditado da sabedoria judaica reza: “As más línguas matam três pessoas: A que fala, a que escuta e a pessoa sobre a qual se fala”.
Resumindo: Se quisermos reavivamento precisamos combater a cobiça, o descontrole, o orgulho, a reclamação, a crítica às pessoas, a jactância e a arrogância e, então, promovermos a humildade, a harmonia e a submissão a Deus! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.
Ellen G. White ressalta:
· “É correto cultivar o ânimo de espírito por meio da santificação na verdade; mas não é correto condescender com pilhérias e piadas, com frivolidades e futilidades, com palavras de crítica e condenação a outros”.
· “O tempo gasto em criticar os motivos e atos dos servos de Cristo, seriam mais bem empregados em oração”.
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TEXTO BÍBLICO TIAGO 3 – Primeiro leia a Bíblia
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/tg/3
Tiago ressalta que a existência de professores e líderes muito estimados em uma comunidade não significa que eles não sejam considerados um padrão mais elevado do que a média das pessoas. Na verdade, o que eles falam é julgado com maior rigor do que a fala de outras pessoas.
A língua é tão pequena e aparentemente tão inofensiva, mas pode causar muitos danos se não for controlada por Jesus. A língua pode edificar uma pessoa ou derrubá-la. Algumas palavras podem arruinar um relacionamento para a vida toda. Se permitirmos que o diabo manipule nossas palavras, podemos alienar indivíduos, igrejas e comunidades. Até mesmo guerras começaram por causa de algumas palavras mal colocadas.
Se entendermos o que Tiago está tentando nos dizer, usaremos palavras e comportamentos positivos, fazendo isso com humildade. Essas ações se tornam parte de nossa vida, pois é Jesus Cristo vivendo em nós. Nossas ações brilham como o sol porque temos o FILHO vivendo em nós.
As características das pessoas que se dirigem para o céu incluem sabedoria, pureza, gentileza, compaixão e paciência. Se exibirmos boas atitudes e bons comportamentos, livres de parcialidade e hipocrisia, um dia veremos a Jesus.
Robin Pratt
Ministério da Criança e da Família
Associação da Carolina, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1395
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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692 palavras
Homens e mulheres podem fazer grandes coisas se mantiverem suas línguas sob controle. Palavras gentis podem ser usadas para domar e treinar animais. Palavras também podem promover a cura e trazer bem-estar emocional e mental. … A língua pode ser repugnantemente má, espalhando seu veneno por toda parte. Ou pode ser uma ferramenta de poder para o bem, inspirando e habilitando pessoas a se assemelharem mais a Jesus. Se aceitamos como impossível que água boa e ruim possam fluir da mesma fonte, como podemos aceitar que palavras de encorajamento e intimidação possam fluir da mesma boca? A fonte de nossas palavras precisa ser santificada com a presença de Deus. … Despejar palavras raivosas sobre outros não é do agrado de Deus. Pelo contrário, essa é uma ferramenta muito usada pelo diabo para envenenar tanto aqueles que falam quanto os que escutam. Tal comportamento não é consistente com um cristão o qual deve espalhar a “boa notícia” do Senhor Jesus Cristo. A confusão é o resultado final de se espalhar o ódio, a raiva e a inveja. … Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/09/
1 Havemos. O apóstolo se inclui, como mestre e alguém propenso a correr os perigos e a cometer os erros próprios desse ofício honroso. Desse modo revela o espírito de humildade genuína, que também busca estimular em seus irmãos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 573.
Maior juízo. Isto é, um juízo mais severo. Existem níveis de responsabilidade na obra do Senhor, e aqueles que se jactam em ensinar serão cobrados por sua conduta pessoal e influência sobre os demais (Mt 23:14). Espera-se que o mestre conheça mais da vontade de Deus do que outros, e sua conduta deve ser exemplar. CBASD, vol. 7, p. 573.
2 Refrear. Ver Tg 1:26. As palavras de uma pessoa revelam o teor geral de seus pensamentos. Se ela controla seus pensamentos ao ponto de suas palavras serem sempre semelhantes às de Cristo, “todo o corpo” estará sob controle (Mt 12:34-37). CBASD, vol. 7, p. 573.
5 Assim, também. Tiago compara a relativa pequenez do leme à pequenez da língua e destaca as potencialidades da língua para o bem e para o mal. CBASD, vol. 7, p. 574.
6 Fogo. Tudo o que se pode dizer sobre o poder destrutivo de uma pequena chama pode também ser aplicado ao poder em potencial da língua. Irmãos de fé não devem só evitar o falar destrutivo, mas também as fagulhas destrutivas que se dispersam das palavras alheias. CBASD, vol. 7, p. 574.
8 Veneno mortífero. Isto é, atua sobre a felicidade individual e a paz da sociedade, como o veneno sobre o corpo humano. A perda da confiança, paz e amizade é o resultado inevitável de uma língua precipitada e imprudente (SI 140:3; Rm 3:13). CBASD, vol. 7, p. 575.
9 Amaldiçoamos. Damos evidência de que somos cristãos genuínos quando bendizemos nossos inimigos (Mt 5:44 e 45). O próprio Cristo não proferiu “juízo infamatório” contra Satanás (Jd 9). A maldição nasce da ira e exibe o espírito de Satanás, “o acusador de nossos irmãos” (Ap 12:10). Tiago mostra que a pessoa pode ter “língua dobre”, bem como “ânimo dobre” (Tg 1:8). CBASD, vol. 7, p. 575.
13 Mostre. A sabedoria genuína será demonstrada nas obras. O caráter de uma pessoa é demonstrado pelo fruto que produz, como enfatizado no v. 12. CBASD, vol. 7, p. 576.
14 Coração. A inveja e o sentimento faccioso podem ser ocultados, mas são como água amarga de uma fonte (v. 11), um dia jorrarão em palavras ou atos. Tiago indica que sempre devemos fazer um atento exame de coração. CBASD, vol. 7, p. 576.
Nem vos glorieis. Os cristãos não devem se gloriar de realizações nem de habilidades pessoais. Quem possui espírito faccioso normalmente busca atrair apoio por meio de autoafirmação. Essa jactância revela falta de sabedoria. O espírito de serviço é a única base legítima para a popularidade. CBASD, vol. 7, p. 577.
18 É em paz. Um caráter justo se desenvolve apenas pelo pacificador. Tiago obviamente compara os resultados da inveja e da contenda, que produzem apenas frutos inúteis (v. 16), com a recompensa de objetivos e métodos pacíficos. CBASD, vol. 7, p. 578.
Promovem a paz. Cristãos genuínos são os conciliadores de diferenças no lar e na igreja (Mt 5:9). Quem semeia paz desfruta paz, em parte nesta vida e, plenamente, na vida porvir no reino do “Deus da paz” (lTs 5:23). CBASD, vol. 7, p. 578.