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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/21
Quer alguém goste de história ou a ache enfadonha, é difícil escapar do fato de que a história é essencial para nos ajudar a dar sentido ao presente. De certa forma, quando estudamos o passado, estamos aprendendo sobre o futuro. Escrevendo sobre o trabalho de Deus no curso do adventismo, Ellen White eloquentemente declarou: “Não temos nada a temer pelo futuro, a não ser que esqueçamos o modo como o Senhor nos conduziu e Seus ensinamentos em nossa história passada” (Testemunhos Para Ministros, 31).
Assim como Deus foi fiel em cumprir Suas promessas quando os israelitas tomaram posse da terra de Canaã, podemos confiar que Ele será fiel em cumprir Suas promessas para nós. Ao considerar a fidelidade de Deus ao Seu povo no passado, reserve algum tempo para refletir sobre Suas promessas a respeito do céu e da nova terra no futuro. Que você encontre beleza, conforto e esperança em passagens bíblicas como as seguintes: João 14:1-4, Colossenses 3:1-6, 1 Tessalonicenses 4:13-18 e Apocalipse 21-22. Que possamos permitir que a fidelidade de Deus no passado aumente a nossa esperança adventista, à medida que o dia de Seu retorno se aproxima cada vez mais!
Brent Wilson
Criador de sites
Cochrane, Alberta, Canadá
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/21
Tradução: Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1239 palavras
1 levitas. Esta tribo esperou todas as outras receberem sua porção para tomar posse de sua herança. A demora até a divisão total da terra era necessária a fim de que os levitas fossem espalhados em todo o Israel e recebessem cidades das diversas tribos. Seu pedido não era arbitrário, pois o Deus de Israel havia ordenado que se fizesse boa provisão para os levitas (Nm 35:1, 2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 284.
2 Os levitas deveriam ministrar perante Deus em benefício de todo o povo, então lhes foram concedidas cidades espalhadas pela terra. Apesar de Jerusalém ficar a distância considerável das casas de muitos israelitas, quase ninguém vivia a mais do que um dia de viagem de uma cidade levítica. Life Application Study Bible Kingsway.
3 levitas… sua herança. Os levitas não receberam terras (13.33) mas somente cidades em que podiam habitar. Dependiam dos dízimos e ofertas do povo para seu sustento, e sofriam quando o povo se descuidava da vida espiritual (Ml 1.6-10; 3.8, 9). Bíblia Shedd.
Ao que tudo indica, a petição dos levitas foi concedida com alegria. … Pelas cidades que foram dadas, parece que boa parte delas estava entre as melhores da terra. Nesse processo de distribuição, o povo levou em conta o plano de Deus de que os levitas fossem espalhados em todas as partes da terra de Israel. Desse modo, estariam no meio do povo para instruí-los nos caminhos do Senhor, tanto por palavra, como por exemplo. Formariam, assim, uma barreira contra a idolatria. … Com base na instrução dada em Levítico 25:32 a 34 e também no registro da história bíblica, fica claro que estas cidades não foram habitadas exclusivamente por levitas [Note que Hebrom foi concedida tanto para Calebe, Js 14:6-15, como para os levitas, Js 21:11,12]. Tendo em conta o propósito de sua distribuição, dificilmente este seria o plano divino. Deus queria que os levitas estivessem no meio de Israel, não isolados do povo que tinham de instruir e guiar. Portanto, as cidades dos levitas também foram habitadas por israelitas de outras tribos. … É provável que os levitas tenham recebido apenas o direito de ter a quantidade necessária de casas para viver nessas cidades. Se vendiam, algo que pareciam ter liberdade de fazer (Lv 25:32-34), tinham o direito perpétuo de redimir a propriedade. As outras moradias eram ocupadas por pessoas da tribo à qual pertencia o território. Fora da cidade, ficava a área de pastagens para o gado, que se estendia até dois mil côvados [aprox. 900 m] além dos limites da cidade. Essa terra era para uso dos levitas, mas não podiam vendê-la. Deviam considerá-la propriedade permanente do Senhor. CBASD, vol. 2, p. 284, 285.
4 Caiu a sorte… coatitas. Os três filhos de Levi eram Coate, Gérson e Merari. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É provável que, quando as 48 cidades foram designadas pelas diversas tribos, elas tenham sido divididas em quatro lotes. … Nesse caso, os coatitas foram considerados duas famílias: os coatitas da linhagem de Arão, que eram sacerdotes, e os outros, que não eram. CBASD, vol. 2, p. 285.
8 Deram… por sortes. A ideia transmitida é a de que o Senhor ordenara a Moisés que a distribuição das cidades fosse feita, lançando-se sortes. CBASD, vol. 2, p. 286.
9 de Judá e… Simeão. É interessante notar que, com exceção de Aim (v. 16), todas as cidades dos sacerdotes ficavam dentro do que posteriormente se tornou o reino de Judá (1Rs 12), cuja capital foi Jerusalém, a cidade escolhida pelo Senhor dentre todas as tribos de Israel para nela colocar Seu nome. Embora os levitas do norte tenham abandonado suas cidades e seus arredores quando ocorreu a rebelião de Jeroboão (2Cr 11:14), e se dirigido a Judá, foi uma grande vantagem o fato de a maioria dos sacerdotes já estar estabelecida ali. CBASD, vol. 2, p. 286.
11-12 [Como observado anteriormente no com. do v. 3, note que Hebrom foi concedida tanto para Calebe, Js 14:6-15, como para os levitas, Js 21:11,12.]
17 Gibeão. Ver nota em 9.3. Os gibeonitas tiveram que servir na Casa de Deus (9.23). Bíblia de Estudo NVI Vida. [Ver comentários em Js 9:3 e 23].
20 Coate. O segundo filho de Levi (Gn 46.11; Êx 6.16, 18) era o fundador da grande família dos coatitas que, além de servirem no tabernáculo (cf Nm 3.27-32; 4.6) e no templo, eram cantores dos cultos na casa do Senhor (1 Cr 6.31-38). Bíblia Shedd. [Permito-me (Jeferson) aqui, pensar que os cantores dos cultos, hoje, farão parte, futuramente, da família de Coate.]
25 Gate-Rimon. “Prensa das romãs”. É o nome de duas cidades, esta de Manassés e outra de Dã (19.45; 21.42; 1 Cr 6.69). Bíblia Shedd.
41 quarenta e oito cidades. Quando não estavam ocupados na tarefa de realizar as funções religiosas que lhes incumbiam, os levitas eram professores dos jovens, leitores, copistas e expositores da lei, analistas e cronistas que preservavam a memória de grandes acontecimentos e distintos personagens. Eles deviam trazer a religião para a vida cotidiana, ajudando-se entre si e também a seus vizinhos, a fim de que compreendessem o invisível e alcançassem o padrão de Deus. CBASD, vol. 2, p. 287.
43-45 Resumo final de como o Senhor tinha cumprido a promessa que fizera sob juramento para dar essas terras a Israel (v. Gn 15.18-21). A ocupação da terra ainda não estava completa (v. 23.4, 5; Jz 1 e 2), mas a campanha militar nacional chegara ao fim e Israel estava finalmente estabelecido na terra prometida. Não sobrou em Canaã nenhuma potência que pudesse ameaçar deslocá-lo dali. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um país pode ser oficialmente derrotado e ocupado antes que cada porção do mesmo cesse de oferecer resistência. Bíblia de Genebra.
Deus provou ser fiel em cumprir todas as promessas que havia feito a Israel. O cumprimento de algumas promessas levou vários anos, “mas todas foram cumpridas”. Suas promessas serão cumpridas de acordo com o Seu cronograma, não o nosso, mas sabemos que a Sua palavra é certa. Quanto mais aprendemos sobre as promessas que Deus cumpriu e continua a cumprir, mais fácil é ter esperança nas que ainda estão por vir. Às vezes, ficamos impacientes, querendo que Deus aja de uma certa maneira agora. Em vez disso, devemos fazer fielmente o que sabemos que Ele quer que façamos e confiar nEle para o futuro. Life Application Study Bible Kingsway.
44 repouso em redor. O hebraico diz “descanso dos arredores”, isto é, das nações vizinhas. No entanto, Deus desejava dar-lhes mais do que o mero descanso físico da guerra. A ocupação de Canaã era o início do grande programa missionário que o Senhor planejava realizar por intermédio de Israel. Tal programa de ação só podia ser executado por pessoas representantes desse plano com o exemplo da própria vida. O autor de Hebreus se referiu à conquista desse objetivo espiritual na alma e á realização do objetivo missionário no mundo quando disse: “Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia” (Hb 4:8). Quando Israel fracassou miseravelmente no cumprimento de seu elevado destino e não pôde entrar em seu “descanso”, Deus chamou a igreja cristã para cumprir o propósito original. Devemos, portanto temer, “que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado” (Hb 4:1). CBASD, vol. 2, p. 287.
Os versículos finais apresentam a situação do povo por ocasião da morte de Josué. No que dizia respeito às promessas de Deus, não tinha havido insucesso. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
45 No fim da vida, quando em nossa última parada dermos uma olhada para trás, veremos como é verdadeira a conclusão do versículo 45, e muito mais, mas infelizmente nós deixamos de utilizar plenamente as dádivas divinas! Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
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“Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu” (v.45).
Com cada tribo em sua possessão, a tribo de Levi poderia reivindicar o que “o Senhor ordenou, por intermédio de Moisés”, de que receberiam “cidades para habitar e os seus arredores para os [seus] animais” (v.2). Assim, “os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, segundo o mandado do Senhor, estas cidades e os seus arredores” (v.3). E segue-se uma grande lista de “cidades e os seus arredores” (v.8) que lhes foram dadas para habitação. Dentre estas cidades, estavam, inclusive, as cidades de refúgio. Notem que eles não ficaram nos arredores de Jerusalém, mas espalhados entre todas as tribos, inclusive dalém do Jordão, pois possuíam a sagrada responsabilidade de instruir todo o Israel na Palavra de Deus.
Uma das cidades dadas aos levitas foi Hebrom, que Calebe havia conquistado. “Porém o campo da cidade, com suas aldeias, deram a Calebe, filho de Jefoné, por sua possessão” (v.12). Ou seja, Calebe não perdeu sua herança, mas teve o privilégio de ter em seu território os descendentes de Arão. Uma forma de Deus lhe dizer que Ele cuidaria de sua descendência mediante o constante contato com a Sua Palavra. E as cidades com seus arredores foram dadas à tribo de Levi, como o Senhor havia prometido, “ao todo, quarenta e oito cidades com seus arredores” (v.41).
A repetição e os detalhes em alguns capítulos da Bíblia podem até parecer desnecessários e entediantes. Nunca devemos, contudo, desmerecê-los ou ignorá-los, pois não estamos lidando com qualquer livro, amados. É a Palavra do Deus Todo-Poderoso. Ao estudá-la, precisamos ter sempre em mente as palavras inspiradas de Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Se não houver fome e sede de aprender, um real desejo por ouvir a voz de Deus mediante a Sua Palavra, não passará de uma leitura superficial e, portanto, sem a eficácia do real propósito de examiná-la: “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm.3:17).
Meus irmãos, nenhuma promessa do Senhor jamais falhou, “tudo se cumpriu” (v.45), conforme a fidelidade “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). E as promessas temporais cumpridas no antigo Israel são tipos que apontam para o antítipo de uma promessa eterna ao Israel de Deus de todos os tempos. Porque “há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada” (Sl.46:4-5). E foi exatamente esta cidade, este reino eterno que o Senhor prometeu aos Seus filhos, pois “o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído […], mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn.2:44). “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is.35:10). “Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb.11:16). Ó, amados, o Senhor nos diz, hoje: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).
Está na hora de erguermos o nosso clamor e, como os levitas, pleitearmos pela promessa do Senhor. Está na hora de termos fome e sede do conhecimento de Deus. Está na hora de, como Calebe, sermos submissos à vontade do Senhor, aceitando-a como um privilégio e como a sabedoria de Deus para nosso próprio bem. O profeta do Apocalipse viu uma cidade, “a qual tem a glória de Deus […] e o Cordeiro é a sua lâmpada. […] No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida […] Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os Seus servos O servirão, contemplarão a Sua face, e na sua fronte está o nome dEle” e “o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap.21:11,23; 22:2-5). Logo, estaremos na cidade que Jesus nos preparou (leia Jo.14:1-3), e desfrutaremos também dos seus arredores, quando o Senhor fizer “novo céu e nova terra” (Ap.21:1). Que essa esperança vibre em nosso ser, pois aguardamos o Senhor!
Santo Deus e Pai de fidelidade, nós cremos em Tuas promessas! Louvado seja o Senhor pela maior das promessas que é a vida eterna em Cristo Jesus! As cidades deste mundo estão sujeitas à destruição, Senhor! Isso é tão triste, Pai! Não queremos ficar mais tanto tempo aqui! Pela fé, que possamos almejar e aguardar a cidade que tem fundamentos eternos. Nosso coração anseia por isso, Pai amado! Não porque haja em nós mérito algum, mas por Tuas muitas misericórdias e porque cremos na justiça perfeita do nosso Redentor. Volta logo, Senhor! Vem nos levar para a Tua santa morada! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros moradores da cidade de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 21 – Deus é bom, Suas promessas são maravilhosas e Sua atuação resulta em satisfação ao coração humano que confia e depende dEle.
O loteamento de Canaã estava pronto. O assentamento israelita já estava garantido. Embora os levitas não recebessem uma área geográfica, receberam 48 cidades. Não que eles fossem irrelevantes, mas porque eles eram importantes na sociedade do povo de Deus.
O clímax da revelação do livro de Josué encontra-se nos versículos finais deste capítulo. Deus jurou dar a terra aos israelitas, e cumpriu. Nenhuma de Suas boas promessas “falhou; todas se cumpriram”. Desta forma, o povo desfrutou de “descanso de todos os lados, como tinha jurado aos seus antepassados”. Tudo aconteceu conforme Deus revelou no Pentateuco.
Assim, cada parte do livro de Josué está fundamentada “na teologia proposta na Lei [Pentateuco]. Não há nenhum desvio do monoteísmo. Não há nenhuma hesitação diante da palavra escrita que Moisés deu ao povo. Não há nenhuma dúvida de que a terra que está invadindo vem de Deus, uma dádiva que não merece de forma alguma. Ainda assim, comentem-se erros. O povo é tão humano quanto seus genitores. Mas, ao contrário de seus genitores, confessa seus erros e aprende a evitar os castigos severos que são resultados de ignorar a palavra explícita de Deus. Pelo fato de o povo assim proceder, o livro de Josué descreve, na prática, o maior triunfo teológico e histórico já experimentado pela nação” – analisa Paul House.
Além disso, House afirma que “a conquista e a divisão [da terra] fazem com que a teologia de Israel esteja alicerçada na realidade histórica”; a Escritura mostra que “a guerra é real, os cananeus são reais e as cidades são reais”. Assim, a teologia israelita “não acontece em dimensões mitológicas mas nos embates cruciais da vida, em assuntos banais, nos eventos reais da história. Até mesmo os milagres acontecem em situações específicas em momentos específicos. Não acontecem no vácuo ou num mundo mítico”.
Deus atua em nossa história; não aleatoriamente, mas estrategicamente – não apenas a Terra Prometida, mas a Bíblia é prova dessa verdade. A Palavra de Deus é suficiente, perfeita e exata, nos fará bem dar-lhe mais valor e ouvidos estudando-a diligentemente (Deuteronômio 4:2; 12:32; Provérbios 30:5-6; Apocalipse 22:18).
Reavivemo-nos na Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 20 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/20
As seis cidades de refúgio mencionadas neste capítulo foram escolhidas para proporcionar segurança, a quem acidentalmente tivesse matado alguma pessoa.
Havia três dessas cidades a oeste do rio Jordão e três a leste. Elas estavam dispostas de modo que pudessem ser alcançadas a partir de qualquer ponto do paí, numa jornada de meio dia a pé. As estradas eram mantidas limpas e placas direcionais eram colocadas e mantidas nas encruzilhadas de modo a serem facilmente lidas até por quem estava correndo. O “vingador do sangue” era considerado qualquer parente próximo da vítima que poderia tentar se vingar do crime.
Qualquer um que buscasse abrigo em uma cidade de refúgio deveria explicar seu caso aos anciãos da cidade e, se esses permitissem, ele poderia viver na cidade até o julgamento de seu caso, quando se decidiria se o homicídio havia sido acidental (culposo) ou intencional (doloso). Se fosse decidido que a morte fora acidental, ao homicida era permitido viver na cidade e ali permanecer protegido, desde que não saísse dos limites da cidade. Ele deveria viver lá até a morte do atual sumo sacerdote.
Essas cidades de refúgio apontavam para o nosso grande refúgio, Jesus Cristo. Se pecamos (e ninguém pode dizer que não pecou), podemos correr e buscar refúgio em Jesus pela fé e seremos salvos, contanto que permaneçamos nEle.
Ralph Neall
Professor aposentado e missionário
Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/20
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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933 palavras
Havia seis cidades levíticas destinadas a servir de refúgio – três de cada lado do Jordão. Moisés designou as três ao oriente do Jordão (Dt 4.41-43) e Josué e os outros líderes indicaram as três ao ocidente do rio. As cidades não eram destinadas a proteger o criminoso, mas serviam de refúgio àqueles que cometiam homicídio, a fim de escaparem à vingança do sangue derramado enquanto se investigava se fora predeterminado ou acidental (Nm 35.6, 11). Bíblia Shedd.
2 cidades de refúgio. A lei das cidades de refúgio é apresentada em sua forma completa em Números 35 e Deuteronômio 19. … Na mentalidade hebraica estava profundamente arraigado o sentimento de que o parente mais próximo era o guardião da vida de seu irmão e, por isso, devia vingar sua morte. Em vez de contrariar esse sentimento ou tentar proibi-lo, Deus pôs tal emoção sob controles provisórios e saudáveis, os quais impediam que se cometesse uma grande injustiça quando o crime não houvesse ocorrido. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 280.
3 por engano, … sem o querer. Se refere, de modo geral, a atos não premeditados que resultavam na morte de uma pessoa. Mesmo que buscasse proteção numa das cidades de refúgio, o homicida que agira com premeditação recebia prontamente o castigo após um exame do caso. CBASD, vol. 2, p. 280.
vingador de sangue. Nas nações civilizadas a vida civil é regulamentada por leis e o castigo é aplicado contra o criminoso pelos tribunais. Nas nações antigas era permitido que a parte ofendida se vingasse com as próprias mãos; este era o “vingador de sangue”. (Veja Gn 9.5-6; Nm 35.31; Rt 3.9-12; Mt 5.38, 39). Bíblia Shedd.
4 fugindo. As estradas que conduziam às cidades de refúgio deviam ser sempre mantidas em bom estado. Onde houvesse encruzilhadas, era necessário colocar placas indicando o caminho que levava à cidade. … O antigo plano referente às cidades de refúgio apresenta notáveis ilustrações da vida cristã. O pecador deve fugir sem demora ao refúgio que é Jesus Cristo (Hb 6:18). Aqueles que conhecem a direção devem colocar placas no caminho. Uma grande responsabilidade repousa sobre esses guias, e o descuido pode resultar numa placa que aponte para a direção errada, extraviando, assim, o pecador em fuga. CBASD, vol. 2, p. 281.
à porta dela. O portão da cidade era o lugar normal para se realizar transações legais (Rt 4.1-12). Bíblia de Genebra.
6 perante a congregação. Provavelmente a congregação da cidade do acusado, não a da cidade de refúgio (ver Nm 35:24, 25). Se fosse considerado culpado, o homicida era entregue ao vingador de sangue; mas se fosse considerado inocente de assassinato voluntário, a congregação o devolvia à cidade de refúgio, onde deveria permanecer até a morte do sumo sacerdote. CBASD, vol. 2, p. 280, 281.
Até que morra o sumo sacerdote. Era necessário que um acontecimento notável marcasse o fim do período de asilo para que o vingador soubesse, sem sombra de dúvida, quando cessava seu direito legal de exigir vingança. CBASD, vol. 2, p. 281.
Apesar do assassino acidental ser protegido da morte e livre dentro da cidade de refúgio, ele somente estava livre para voltar para casa quando o sumo sacerdote morresse. Este sistema reforçava a seriedade de de se tirar uma vida humana, mesmo que acidentalmente, e dava aos parentes do morto um tempo para se recuperar de sua ira. Andrews Study Bible, p. 215 (sobre Núm. 35:25).
7 Designaram. Literalmente, “santificaram”, isto é, separaram estas cidades para uso santo. … Todas elas eram cidades dos levitas, nas quais viviam esses ministros de Deus, que desempenhavam seu serviço ao Senhor em turnos. Essas circunstâncias proporcionavam ao fugitivo a oportunidade de estudar e conversar com os levitas, que eram instruídos nas coisas de Deus. Portanto, o lugar de refúgio poderia, ao mesmo tempo, se transformar numa verdadeira fonte de bênção para o homicida, pois os sacerdotes e levitas poderiam lhe ensinar o caminho do Senhor (ver Dt 17:8-13; 21:5; 33:9, 10). Todas as cidades de refúgio estavam localizadas em planícies ou vales, em regiões bem conhecidas. Para benefício de todas as tribos, ficavam a uma distância conveniente umas das outras. … Ao angustiado fugitivo que buscava salvar a própria vida, todas as vantagens deveriam ser dadas. Não precisaria subir uma montanha estafante no último trecho de sua fuga, quando possivelmente já estivesse quase exausto. As estradas que conduziam a esses centros deviam ser boas e asa cidades bem conhecidas. … Há nessas circunstâncias, um ensinamento sábio. Existe um lugar de refúgio para os pecadores culpados. Esse refúgio é Jesus. A estrada está sempre aberta, há placas ao longo de todo o caminho e o acesso à cidade é fácil. “Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado” (Sl 34:18; cf. Sl 85:9; 145:18). CBASD, vol. 2, p. 281.
Quedes. Este nome vem do heb. qadash, “ser santo”, que, em sua forma intensiva, quer dizer “santificar”. É dessa palavra que deriva o substantivo qodesh, que significa “santidade”. CBASD, vol. 2, p. 281.
Designaram, pois, solenemente, Quedes (ARA; NVI: “separaram Quedes”). Jogo de palavras em hebraico: “consagraram a (cidade de) consagração”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 e para o estrangeiro que habitava entre eles. Evidência de proteção igualmente garantida aos estrangeiros residentes em Israel (cf Lv 19.33, 34; Dt 10.18, 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Para o estrangeiro. Deus fez provisões para que o estrangeiro compartilhasse dos benefícios espirituais de Israel. Quando os israelitas saíram do Egito, uma multidão de estrangeiros recebeu permissão para os acompanhar. Quando os gibeonitas procuraram a paz, Israel fez aliança com eles. Quando Raabe expressou sua fé, o Senhor a aceitou. Assim ocorreu ao longo dos séculos. Deus não faz acepção de pessoas. Todo aquele que se aproxima dEle não será lançado fora (Jo 6:37). Há uma porta aberta para todos os que queiram se achegar a Deus com humildade e espírito contrito. CBASD, vol. 2, p. 282.
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“E, fugindo para alguma dessas cidades, pôr-se-á à porta dela e exporá o seu caso perante os ouvidos dos anciãos da tal cidade; então, o tomarão consigo na cidade e lhe darão lugar, para que habite com eles” (v.4).
Você já cometeu algum erro por engano? Ou já causou algum mal a alguém sem a intenção de o fazer? Acredito que todos nós já tenhamos passado por isso. Antes mesmo de Israel tomar posse de Canaã, o Senhor já havia estabelecido a criação de seis cidades de refúgio que pudessem servir de abrigo seguro para “o homicida que, por engano”, matasse “alguma pessoa sem o querer” (v.3): “escolhei para vós outros cidades que vos sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente” (Nm.35:11). Essas cidades abrigavam o homicida “até à morte do sumo sacerdote”, só depois disso ele poderia voltar “à terra da sua possessão” (Nm.35:28).
A Lei Penal Brasileira classifica este crime como homicídio culposo, isto é, quando não há dolo (intenção de matar). A pena pode ser mais branda, mas não deixa de ter uma penalidade. Fugir para uma cidade de refúgio certamente era melhor do que cair nas mãos “do vingador do sangue” (v.12), mas também não deixava de ser algo difícil, pois exigia, por exemplo, estar distante da família por muitos anos. Apesar disso, aquelas cidades eram verdadeiros oásis em meio ao deserto do desespero. Ali, os fugitivos encontravam abrigo seguro, um julgamento justo e a preservação da vida.
Deus é nosso “refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações” (Sl.46:1). “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” (Sl.91:1-2). Como a liberdade do homicida estava condicionada à morte do sumo sacerdote, nossa liberdade foi comprada pelo preço do sangue do nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. “Quando, porém, veio Cristo como Sumo Sacerdote […] não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue” (Hb.9:11-12). “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl.5:1). A morte do nosso Salvador nos remiu, amados! E precisamos depositar nossa confiança nEle.
Jó foi um servo de Deus que se manteve fiel e refugiado em Seus braços mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida. Mal compreendido pela esposa e acusado pelos amigos, ele não atribuiu a Deus o seu infortúnio, mas, abrigando-se nEle até o fim, obteve a vitória sobre o mal: “Mudou o Senhor a sorte de Jó […] e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42:10). Jó escolheu ser fiel mesmo em meio à mais terrível provação. Ele confiou em Deus.
O Senhor tem bênçãos incontáveis para aqueles que Lhe são fiéis mesmo nos momentos mais difíceis. Nele encontramos um lugar seguro (Sl.91:2), um julgamento justo (Lm.1:18) e a vida eterna (Jo.14:6). Enquanto ainda estamos aqui, somos sujeitos a errar com nossos irmãos e até mesmo a feri-los, mesmo que sem intenção. Fuja para os braços do Pai Celestial e busque nEle o refúgio seguro e a fonte de toda a sabedoria para saber lidar com cada situação conforme o Espírito lhe conduzir.
Amado Pai Celestial, aqui estamos mais uma vez porque reconhecemos a nossa total dependência de Ti. Como disse Pedro, certa vez: Para onde iremos? Não temos para onde ir, senão para os Teus braços de amor, nosso Pai! Acolhe-nos, perdoa-nos e guarda-nos para, muito em breve, entrarmos na Tua cidade de eterna liberdade! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, refugiados em Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 20 – Não devemos abrigar em nossa mente a ideia de que haja algum lugar em nosso planeta – tomado pelo maligno – que seja absolutamente seguro.
Os planos de cidades refúgios orientados por Deus a Moisés (Êxodo 21:12-13; Números 35:6-28; Deuteronômio 4:41-43; 19:1-13), deveriam ser executados por Josué. Pois acidentes acontecem em todos os lugares. Inclusive poderia acontecer na Terra Prometida; sim, mesmo entre o povo abençoado e protegido por Deus.
Josué 20 revela que uma pessoa pode machucar ou matar a outra sem intenção. Acidentes fatais e mortais podem acontecer entre pessoas consagradas. A vingança irracional oriunda do calor da emoção pode surgir inclusive em corações de pessoas que possuem o privilégio da presença de Deus entre elas. Por conseguinte, é possível ter homicidas involuntários entre os servos de Deus.
Além de acontecer de pessoas consagradas causarem acidentes graves, pessoas consagradas podem sofrer acidentes fatais. Ninguém neste mundo está absolutamente blindado diante das situações acidentais resultantes da degradação causada pela força do pecado. Cristãos fervorosos podem ter membros da família ceifados pela morte resultante de acidente.
Josué 20 incentiva-nos a não alimentarmos um espírito vingativo. Não devemos abrigar e nem alimentar a raiva em nosso íntimo.
Também, não devemos abrigar culpa quando o que causamos foi acidental. Como diz o próprio nome, “acidente” não é algo programado, ou premeditado; acontece sem querer, sem nenhuma intenção de que qualquer fatalidade acontecesse.
A proteção para quem causa acidente foi provida por Deus nas cidades refúgios, lugares em que, “qualquer israelita ou estrangeiro residente que matasse alguém sem intenção, poderia fugir para qualquer dessas cidades para isso designadas e escapar do vingador da vítima, antes de comparecer a julgamento perante a comunidade” (Josué 20:9). Assim, os vingadores são protegidos de não praticarem injustiças tomados pela raiva natural ou vingança irracional.
Mesmo que o homicídio fosse acidental, onde o causador da desgraça não fizesse nada por maldade ou premeditação, ele precisaria “permanecer naquela cidade [de refúgio] até comparecer a julgamento perante a comunidade e até morrer o sumo sacerdote que estiver servindo naquele período. Então, poderá voltar para a sua própria casa, a cidade de onde fugiu” (Josué 20:6).
Jesus é o nosso sumo sacerdote que livra-nos do temor da retaliação do pecado. Sua morte nos confere vida, vida eterna! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 19 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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