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“Acabando, pois, de repartir a terra em herança, segundo os seus territórios, deram os filhos de Israel a Josué, filho de Num, herança no meio deles” (v.49).
A continuação da divisão das heranças às últimas sete tribos reserva particularidades interessantes. A herança da tribo de Simeão, por exemplo, foi “no meio da dos filhos de Judá” (v.1). A razão apresentada foi que “a porção dos filhos de Judá […] era demasiadamente grande para eles” (v.9). Já para a tribo de Dã saiu “pequeno o limite” (v.47) de sua herança, o que rapidamente eles resolveram combatendo contra a cidade de Lesém. Assim, aumentaram o limite de sua possessão, à qual deram o nome de Dã, “segundo o nome de Dã, seu pai” (v.47). O término da divisão se deu com os próprios filhos de Israel concedendo a Josué “herança no meio deles” (v.49). Percebemos, amados, que em nenhum momento Josué se valeu de sua condição de líder para reclamar privilégios especiais. Mas o próprio povo lhe deu, “segundo o mandado do Senhor, a cidade que pediu” (v.50), não que exigiu. Josué, então, reedificou “a cidade e habitou nela” (v.50). “E assim acabaram de repartir a terra” (v.51).
Deus é justo em tudo o que faz e Ele sabe a quem dar e o quanto deve dar. A cobiça tem sido um mal incontido que se alastra qual pandemia pelo mundo, causando muita dor e destruição. O descontentamento tem cegado a muitos para enxergar que só há verdadeiro contentamento e real felicidade dentro do plano perfeito de Deus. Contentar-se com o que possui não significa uma sentença de morte para os sonhos. O verdadeiro contentamento está em aceitar a condição presente com gratidão, sem ansiedade por coisas futuras que podem, ou não, acontecer. Uma tribo poderia se achar mais ou menos privilegiada por Deus através da escolha de seus territórios, mas o fato de Judá ter que compartilhar seu território com Simeão indica o princípio norteador da divisão da herança: “Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face” (Sl.11:7).
O Senhor também prometeu ao Seu povo a nossa possessão particular na Nova Terra: “Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles” (Is.65:21-23). Cada um terá um lugar para chamar de seu e todos estaremos plenamente satisfeitos com nossa parte, declarando: “porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” (Ap.15:4). E todos poderemos contemplar a face do Senhor para sempre. Ó, amados, precisamos sonhar com o Lar! Como foi com Abraão, o Senhor nos escolheu para ordenar nossos filhos e nossa casa, “a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir [sobre nós] o que tem falado a [nosso] respeito” (Gn.18:19).
Como Josué pediu uma cidade para si sem cobiça e sem sentimentos de superioridade, que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde e assim nos conserve até que finalmente alcancemos a promessa da nossa “pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Como diz a letra da canção: “Mais perto estamos, hoje, de entrar no Novo Lar” (NHASD, hino n° 504).
Nosso Deus e Pai, sabemos que mais do que desejamos entrar na cidade que tens preparada para nós, é o Teu desejo de nos levar para lá. Ajuda-nos, Senhor, a vivermos aqui em contentamento e gratidão, sabendo e confiando de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que Te amam, daqueles que são chamados segundo o Teu propósito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, futuros cidadãos das moradas eternas!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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