Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 40 – COMENTARIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de janeiro de 2024, 0:50
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850 palavras

1 Consolai o Meu povo. Este capítulo dá início à terceira e última parte do livro de Isaías […]. Em muitos aspectos, os cap. 40 a 66 constituem a parte mais importante da profecia de Isaías. Os cap. 1 a 35 consistem em grande parte de uma série de repreensões contra a transgressão e pronunciamento de juízos futuros. Os cap. 36 a 39 relatam a invasão de Senaqueribe, a enfermidade e recuperação de Ezequias e a visita dos enviados de Babilônia.  Nos capítulos seguintes, a mensagem do profeta é totalmente diferente tanto no conteúdo quanto no estilo. Pronunciamentos de juízos e destruição ficam em sua maioria no passado, e o restante do livro fala das promessas do derramamento da graça de Deus sobre os justos. Em geral, considera-se que os cap. 40 a 66 são o motivo de Isaías ser chamado de “profeta do evangelho”. Aqui, em linguagem sublime e inspirada, Isaías apresenta o futuro glorioso de Israel como o “servo”fiel de Deus, a libertação em relação a todos os inimigos, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.  A mente do profeta visualiza o tempo quando Deus terá compaixão de eu povo e lhe concederá as bênçãos da justiça e da paz. Nesta seção, há muitas predições a respeito do Messias. Seu caráter e ministério, a vida e o serviço abnegado e Sua morte. Descreve-se o crescimento da igreja e a participação dos gentios. Também há descrições fascinantes da Terra restaurada à paz e beleza edênicas. Israel, isto é, o povo de Judá (visto que o reino do norte não existia mais), é visto como o povo escolhido de Deus. Seu “servo”, eu “escolhido”, em quem Deus de compraz (Is 42:1). A ameaça da Assíria, o principal inimigo de Judá, nos cap. 1 a 39, ficou no passado, ao menos em grande parte; e, por meio do profeta Isaías, Deus prepara Seu povo para uma calamidade ainda maior: o cativeiro babilônico um século mais tarde. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 254.

Preparai. Era propósito de Deus, que com a libertação do cativeiro babilônico, Israel como nação se esforçasse ao máximo para se preparar e preparar as nações vizinhas para a vinda do Messias. Um glorioso futuro aguardava a nação, pois o programa divino seguiria aceleradamente e sem interrupções até que o Messias surgisse e Seu reino eterno fosse estabelecido ver p. 16, 17 [CBASD, vol. 4]). O processo de preparo alcançaria o clímax na vida e no ministério de João Batista, a cuja obra se referem estas palavras (ver com. [CBASD] de Mt 3:3). Do mesmo modo, é privilégio da igreja, no presente, preparar o caminho do Senhor, para que volte à Terra com poder e glória. Assim, como no caso do Israel antigo, esta obra de preparação é dupla, e consiste primeiramente de uma transformação de caráter e, em segundo lugar, da proclamação do evangelho a toda a humanidade (comparar com Is 62:10-12; Ml 3:2). CBASD, vol. 4, p. 254, 255.

A palavra de nosso Deus. A vontade revelada de Deus constitui o alimento espiritual com o qual o ser humano subsistirá (Mt 4:4; Jo 6:48-63). A verdade nunca muda, pois o Seu autor é “o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13:8, ARC). Aqueles que vão a Ele em busca de alimento para a alma jamais terão fome (Jo 6:35) ou sede (Jo 4:14). CBASD, vol. 4, p. 255.

12 Quem na concha de Sua mão mediu. A descrição sublime que Isaías apresenta da sabedoria, do poder e da majestade eterna de Deus não tem paralelo (ver Jó 38:4-37). […] É nosso privilégio confiar num Deus grandioso sábio e bom. Toda Sua sabedoria e poder estão à disposição dos que creem e confiam nEle (comparar com Is 57:15; ver DTN, 827). CBASD, vol. 4, p. 256.

30 Os jovens. Jovens no ápice do vigor ficam fracos e exaustos; mesmo pessoas no começo da vida alcançam um ponto em que lhes faltam as forças. Muitas lutas são perdidas por causa da debilidade do corpo e do espírito, esmo da parte do mais fortes. CBASD, vol. 4, p. 258.

31 Os que esperam no SENHOR. Isto é, buscam o Senhor com sinceridade e humildade por sabedoria e força, e esperam com paciência Sua direção (ver com. [CBASD] de Is 30:21; cf. 57:15). CBASD, vol. 4, p. 258.

Renovam as suas forças. A vida cristã é um processo constante de receber e dar a Deus. A força aumenta no serviço ao Mestre (cf. Mc 5:30), mas sempre há novos suprimentos de graça e vitalidade da parte dAquele que nunca Se cansa. A pessoa que não recebe continuamente força de Deus logo se encontrará num estado em que será incapaz de servi-Lo (ver DTN, 827). CBASD, vol. 4, p. 258.

Como águias. Uma bela visão da natureza é a de uma águia planando no céu, cada vez mais alto, sem esforço aparente. Do mesmo modo, o filho de Deus que recebe força do alto é capaz de ir sempre adiante e  para cima, conquistando novas alturas (ver Sl 103:5). Dia após dia é privilégio do cristão seguir, mediante a graça, de vitória em vitória (ver 1Co 15:57; 2Co 2:14; Ed 18; DTN, 679). A força divina é recebida progressivamente, e o progresso é constante. Surgem metas cada vez mais elevadas, e finalmente o cristão conquista “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14). CBASD, vol. 4, p. 258.



ISAÍAS 40 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de janeiro de 2024, 0:45
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A vinda do Messias era o evento mais aguardado pelos judeus. Eles almejavam um Libertador. Alguém que os livrasse do jugo romano e estabelecesse um reino inabalável. Mas a esperança que lhes enchia o coração estava assentada sobre alicerce terreno e exclusivista. Falando ao coração do Seu povo (v.2), o Senhor o livraria do cativeiro babilônico e o conduziria ao cumprimento da promessa: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (v.3).

João Batista não foi somente esta voz, como também “muito mais que profeta” (Mt.11:9). Aquele homem que, em sua época, era visto como um “lunático” do deserto, foi considerado pelo próprio Jesus como o maior ser humano que já pisou nesta terra: “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt.11:11). Sua vida foi uma manifestação completa da vontade de Deus. Ele comia diferente do mundo, se vestia diferente do mundo (Mt.3:4), falava diferente do mundo e tinha uma mensagem urgente para pregar aos seus contemporâneos (Mt.3:11). Mas a profecia do verso 3 vai muito além de João Batista e alcança os nossos dias.

Dentro de pouco tempo, “a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse” (v.5). Você compreende esta verdade futura? Mas, antes de qualquer coisa, você precisa compreender a verdade presente. A missão do povo de Deus era a de ser um canal de bênçãos para difundir “a palavra de nosso Deus” (v.8) a todos. No entanto, a missão de apregoar a verdade da primeira vinda do Messias foi desprezada devido a visão egoísta e limitada pela ambição de um reino terreno que subjugasse as demais nações.

Hoje, temos uma verdade presente “para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Como João Batista, temos em nossas mãos uma mensagem de juízo e de arrependimento. E, como ele, somos chamados a nos vestir diferente, a comer diferente, a falar diferente, dando testemunho de Jesus, assim como fez o profeta messiânico, “para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17).

O mundo não precisa de um povo que vive uma hipocrisia e que despreza quem não faz parte de seu conceito farisaico de religião, porque os judeus fizeram isso muito bem, rejeitando o que verdadeiramente importava: anunciar as boas-novas da salvação (v.9). O mundo precisa de homens e mulheres que se levantem revestidos pelo poder do Espírito Santo e que clamem com a voz e com a vida: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2). O mundo necessita de um povo que vive por preceito e por exemplo a Palavra que “permanece eternamente” (v.8). De cristãos genuínos, que façam jus ao seu nome, assim como em Antioquia ficaram conhecidos por sua experiência (At.11:26). Cristãos que vivam intensamente o evangelho que dizem acreditar, recebendo do Senhor toda a instrução, sabedoria e entendimento (v.14), sendo guiados pelo bom Pastor (v.11) de forma segura até à recompensa prometida (v.10).

“Levantai ao alto os olhos e vede” (v.26). Eis que a nossa redenção se aproxima! “Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus” (v.1). Anunciemos as boas-novas! Ergamos a “voz fortemente”! (v.9). Esperemos no Senhor, servos do Altíssimo, e nossas forças continuarão sendo renovadas (v.29) e como águias voaremos (v.31) espalhando pela “redondeza da Terra” (v.22) a mensagem de esperança, na certeza de que em breve, pela graça de Cristo Jesus, subiremos para Casa do Pai!

Senhor, não queremos ser cristãos apenas de nome, nem tampouco legalistas. Queremos ter uma experiência real e diária Contigo, crescendo em graça e sabedoria mediante o poder renovador e restaurador do Espírito Santo! Enche-nos do Teu amor até que este transborde através de uma vida de voluntária obediência! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros da verdade presente!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías40 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 40 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
2 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 40 – Mais que composição literária do profeta Isaías, este texto é uma obra teológica que transcende as eras. Sua poesia profética, retórica poderosa e ênfase na soberania divina convergem para criar uma mensagem que ressoa no coração daqueles que buscam significado e esperança.

Em cada verso encontramos uma chamada para consolação, uma proclamação urgente e certeza de que, em meio às adversidades, a soberania divina permanece inabalável. A mensagem ainda ecoa aos nossos ouvidos, convidando-nos a preparar o caminho para o Senhor e confiar na soberania dAquele que é eterno e infinitamente poderoso.

Assim, Isaías inicia a uma seção que muitos chamam de “O Livro da Consolação”. O primeiro capítulo proporciona consolo e esperança, alcançando as almas sedentas por conforto. Desta forma, a obra de Isaías não é meramente um conjunto de palavras; é um cântico profético que transcende o terreno, transportando-nos ao âmago da esperança divina.

A poesia profética de Isaías não é mera ornamentação linguística; é um eco do coração compassivo de Deus, envolvendo-nos na promessa de consolo em meio às tribulações que enfrentamos no mundo (Isaías 40:1-2).

• Devido à rebelião contínua a punição deveria ser de sete vezes mais, mas Deus a reduziu a duas, fruto da Sua graça (Levítico 26:18).

Nos versículos 3 a 5, a retórica não é apenas uma ferramenta literária; é uma proclamação que ecoa como trovões nos corações daqueles que a ouvem. A imagem da voz clamando no deserto não é meramente uma figura poética; é uma chamada urgente para preparar o caminho do Senhor. Essa retórica poderosa não apenas desenha um quadro vívido, mas também convoca a uma ação imediata. A voz que ressoa no deserto é a voz da urgência divina, uma retórica que desperta corações e orienta almas para a preparação do caminho do Senhor.

A grandiosa ênfase em Deus como Soberano sobre tudo permeia o capítulo. A poesia profética e a retórica poderosa convergem para proclamar a soberania divina sobre a história humana. Em meio à efemeridade da existência humana, o profeta aponta para a eternidade do Criador (Isaías 40:6-31).

Em destaque, Isaías 40:8 é uma pérola teológica oferecendo uma imagem poderosa da transitoriedade da criação em contraste com a eternidade das palavras do Criador; diante disso, reavivemo-nos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 39 by Luís Uehara
1 de janeiro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/39

Você já fez algo estúpido? Nesse caso, é importante saber a distinção entre fazer estupidez e ser estúpido. Todos nós fazemos coisas estúpidas. E muito poucos de nós somos estúpidos.

Para Ezequias, ele fez uma estupidez quando acabara de se recuperar de uma doença mortal. Ele estava feliz, tonto, animado. Ele se sentia invencível. E se você e eu olharmos para a nossa própria vida, é justamente nesses momentos que temos maior probabilidade de fazer coisas estúpidas.

Quanto ao nosso bom rei, ele se exibiu. É isso que fazem os homens que se sentem invencíveis. Essa é a queda típica que é resultado do espírito altivo notório.

O que acontece depois de agir de maneira estúpida tem muito a ver com permanecermos fiéis a Deus.

O que Ezequias disse, depois que seu erro foi claramente exposto, foi “Boa é a palavra do Senhor”. Isaías 39:8.

Eu sei que muitas pessoas reagem de maneira diferente. Eles odeiam os versículos ou passagens que apontam seu mau comportamento. Eles se ressentem das pessoas que compartilham essas citações. Eles se ressentem dos pais que ajudaram a compartilhar o conselho de Deus. Eles também não gostam do profeta.

Mas seria mais sábio imitar o bom rei Ezequias e dizer: “Boa é a palavra do Senhor”. Aceitar e amar o conselho de Deus é como agir fielmente após agir estupidamente.

Eugene W. Prewitt
Diretor do BE WELL, um centro de estilo de vida em Bangladesh

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/39
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 39 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS  by Maria Eduarda
1 de janeiro de 2024, 0:50
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Ler tb 2Rs 20.

Merodaque-Baladã. Este nome é comum nas inscrições Assírias de Sargão e Senaqueribe. Merodaque-Baladã … foi rei da Babilônia de 721 a 709 a.C., e novamente por um curto período em 703. … Como Ezequias  tinha resistido a Senaqueribe de forma tão decidida, Merodaque-Baladã o considerou um aliado poderoso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 251.

Ezequias se agradou. Ele se envaideceu com essa inesperada atenção de um rei de Babilônia, e ficou feliz com o interesse de outros em resistir à Assíria. Portanto, Ezequias recebeu bem os enviados babilônios como aliados e amigos, sem imaginar que em pouco tempo, Babilônia tomaria o lugar da Assíria como o grande poder do Oriente e que um de seus reis conquistaria Judá. CBASD, vol. 4, p. 251.

Ezequias, se sentindo honrado com sua atenção e talvez sentindo simpatia com seu propósito (de derrotar a Assíria) mostrou aos enviados babilônicos os seus tesouros. Mas Isaías advertiu o rei para não confiar em Babilônia. Life Application Study Bible Kingsway.

Mostrou aos mensageiros a casa. Sobre a tolice de Ezequias em fazer isso, ver com. de 2Rs 20:13. CBASD, vol. 4, p. 251.

Que viram … ? Ver com. de 2Rs 20:15. Salomão tinha previsto o tempo quando pessoas chegariam de terras distantes para aprender sobre o Deus de Israel (1Rs 8:41-43; ver também p. 15, 6). A falha em aproveitar a oportunidade de testemunhar do verdadeiro Deus mostrou a ingratidão de Ezequias pela bênção de ter sua saúde restaurada (Is 38: 1, 9). CBASD, vol. 4, p. 252.

4-7 O que havia de mal em mostrar tudo aos Babilônios? Ezequias falhou em não prever que Babilônia se tornaria a próxima ameaça, e que eles, e não os assírios, conquistariam a cidade. Quando Isaías disse a ele que Babilônia iria um dia levaria tudo embora, esta foi uma profecia surpreendente porque Babilônia estava lutando pela independência contra a Assíria. A auto-satisfação de Ezequias em mostrar seus tesouros terrenos trouxe suas consequências (2Rs 25; Dn 1: 1, 2). Sua resposta (39:8) pode ter sido de pouca visão [e egoísta] , mas ela estava simplesmente mostrando gratidão pela bênção divina de que paz reinaria durante seu tempo de vida e porque o julgamento de Deus não foi mais severo. Life Application Study Bible Kingsway. [ver tb com. CBASD de 2Rs 20:19).

Ezequias, um dos reis mais fiéis de Judá, trabalho duro em seu reinado para banir a adoração aos ídolos e purificar a adoração ao verdadeiro Deus e no templo de Jerusalém. No entanto, ele sabia que seu reino não era puro. Poderosas correntes obscuras do mal atraíam a destruição e somente a intervenção miraculosa de Deus preservava Judá da destruição pelos seus inimigos. Aqui, Ezequias se mostrava grato porque Deus preservaria a paz durante o seu reinado. Tão logo Ezequias morreu, a nação se precipitou de volta aos seus caminhos pecaminosos sob a liderança do filho de Ezequias, Manassés. Ele reconstruiu os centros de idolatria que seu pai destruiu. Life Application Study Bible Kingsway.



Isaías 39 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de janeiro de 2024, 0:45
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Em um curto período de tempo, Ezequias atravessou um mar de turbulências e experimentou a calmaria através da intervenção do Senhor na segurança do reino e em sua saúde. “Nesse tempo” (v.1), Ezequias recebeu não mais uma carta de ameaças, mas “cartas e um presente” (v.1) de um suposto aliado de “uma terra longínqua” (v.3). Tendo notícias de que Ezequias “estivera doente e já tinha convalescido” (v.1), o rei da Babilônia enviou seus mensageiros a fim de se inteirar da situação. A Bíblia diz que “Ezequias se agradou disso e mostrou aos mensageiros a casa do seu tesouro”, e que “nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse” (v.2).

Aquela agradável visita, porém, sinalizou a terrível crise que se daria no futuro. Percebam que a intenção de Merodaque-Baladã não era de obter relatório real dos tesouros de Judá, mas obter conhecimento da fonte da cura. Como se deu a cura de Ezequias? Era muito provável que aquela enfermidade já tivesse atingido muitos em Babilônia e que nenhuma das poções e tratamentos fomentados pelos magos e curandeiros caldeus houvesse obtido êxito. Quem sabe Ezequias até tenha mencionado aos mensageiros sobre o emplasto de pasta de figos, e pensado que bastava mostrar um reino próspero e bem ordenado para se subentender que tudo aquilo provinha das mãos do Criador. Aquele que antes havia se humilhado diante do Senhor foi tomado pelo orgulho e pelo egoísmo que o impediram de iluminar aqueles mensageiros com a glória de Deus.

A pergunta do profeta é dirigida hoje a cada crente: “Que viram em tua casa?” (v.4). Conforme as profecias apocalípticas, existe uma Babilônia espiritual, uma condição de decadência espiritual dada a atual conjuntura. O mundo está enfermo e padece diante das inúmeras mazelas de milênios de pecado. E o Senhor concedeu ao Seu povo dos últimos dias uma mensagem de esperança e salvação a fim de que muitos possam ouvir o Seu apelo: “Caiu, caiu a grande Babilônia… Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:2 e 4). Mas o que o mundo tem visto em nossas casas e em nossas igrejas? Apenas prosperidade física e material, ou a irrefutável manifestação do poder do Espírito Santo?

Diante de uma geração prestes a enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), parece que, como Ezequias, estamos tranquilos pensando: “Haverá paz e segurança em meus dias” (v.8) e prosseguimos divulgando e nos agradando do que é terreno e passageiro. Mas a boa Palavra do Senhor é aquela que nos adverte e desperta: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3).

A luz de que o mundo necessita não é a que se reflete nos mármores de igrejas e de casas bem ornadas. A luz de que o mundo necessita é a que provém do “assim diz o Senhor”, pois que o cumprimento da profecia está bem diante dos nossos olhos: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am.8:11).

Quando impressionados diante da beleza do templo de Jerusalém, os discípulos declararam: “Mestre! Que pedras, que construções!” (Mc.13:1). Mas Jesus lhes respondeu: “Vês estas construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada” (Mc.13:2). E foi este diálogo que precedeu o Seu sermão profético. Se a prosperidade nesta Terra tem precedido o lugar que só é devido a Deus e tem ocupado o tempo que deveria ser investido em pregar o evangelho eterno, o Senhor nos convida hoje a rever as nossas prioridades e seguir a Sua ordem: “prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm.4:2).

Façamos parte da geração que pregará “este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

Senhor, neste novo ano que se inicia, queremos ser Teus instrumentos pregando o evangelho como nunca antes. Mas para que isso seja real e poderoso, necessitamos do Teu Espírito Santo. Dá-nos Teu Espírito, Pai! Capacita-nos para apressar o segundo advento do nosso Redentor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia e feliz Ano Novo, atalaias de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Isaías39 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 39 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
1 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 39 – Ao conectarmos Isaías 36, 37, 38 e 39 percebemos uma narrativa coesa que explora a confiança em Deus diante de desafios, a resposta divina à oração sincera, a fragilidade humana e os perigos da complacência espiritual. Estes capítulos fornecem verdades que continuam a ressoar, inspirando-nos a buscar uma relação mais intensa com Deus, confiando em Sua orientação, reconhecendo nossa dependência e evitando a complacência que desvia-nos do caminho certo.

Em Isaías 36, Senaqueribe ameaça invadir Jerusalém. A confiança do rei Ezequias é testada; então busca o profeta.

Em Isaías 37, a resposta de Deus veio com um anjo exterminando o exército assírio, demonstrando a vitória que acompanha àquele que coloca a confiança em Deus.

• Mesmo diante de ameaças esmagadoras, a confiança em Deus é a verdadeira fonte de fortaleza.
• A fé é importante em meio às adversidades.
• A intervenção divina na história humana transforma situações aparentemente sem solução em bênçãos extraordinárias.

Em Isaías 38 Ezequias enfrenta uma doença mortal e volta-se para Deus, que decido curá-lo e prolongar sua existência.

• A misericórdia de Deus revela-se como resposta à humildade e à fé, oferecendo esperança mesmo nas situações mais sombrias.
• Essas verdades deveriam ser propagadas por toda pessoa que desfruta de um relacionamento real com Deus.

Porém, em Isaías 39, o último capítulo desta sequência, ao receber enviados da Babilônia, orgulhosamente Ezequias exige seus tesouros. Então, Isaías prediz que, como resultado dessa exibição, a Babilônia se tornaria uma ameaça futura aos judeus. A tentação da exibição de riquezas resultou na profecia de que, eventualmente, esses tesouros seriam levados à Babilônia (Daniel 1:1-2).

• Esse episódio alerta-nos sobre os perigos da complacência espiritual e destaca como nossas escolhas moldam nosso destino, o destino de nossa família e até mesmo o destino de uma nação inteira.
• Esse capítulo não revela apenas a fragilidade inclusive de grandes homes de fé, mas também serve de lembrete das consequências das decisões alheias à perspectiva de Deus.

Isaías 36, 37, 38 e 39 formam um quadro complexo, tecido com fios de desafios humanos, respostas divinas, orações fervorosas, curas milagrosas e previsões proféticas. Este ciclo de eventos convida-nos a contemplar não apenas as batalhas e vitórias momentâneas, mas a jornada completa da fé, da fragilidade humana diante da soberania divina!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 38 by Luís Uehara
31 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/38

O que aconteceria se sua vida e sua saúde fossem prolongadas por mais quinze anos? Isso seria uma bênção maravilhosa?

Para Ezequias, isso aconteceu. E no céu, acho que ele lhe dirá que se arrepende dos erros cometidos nesses quinze anos, mais do que qualquer outro erro que cometeu. Ele mostrou aos príncipes babilônicos todas as suas riquezas que seriam roubadas logo após sua morte.

Algumas pessoas gastam as reservas de toda a sua vida em cuidados de saúde para, esperançosamente (e talvez duvidosamente), prolongar a sua vida por alguns anos.

Quando penso na história de Ezequias em Isaías 38, tiro três lições principais:

1. Se eu oro para ter uma vida mais longa, que eu ore para usar essa vida com mais fidelidade e sabedoria do que fiz na parte anterior da minha vida.

2. Se eu oro a Deus para ajudar os médicos que cuidam do meu caso, que eu ore a Deus para que eu viva de uma forma que O honre, e não de uma forma que O envergonhe.

3. Se eu orar a Deus sobre algo importante, que eu ore com sinceridade e lágrimas como Ezequias fez. A palavra “justo” em Tiago 5:16 significa muito.

Vamos transformar a retrospectiva em previsão e, como resultado, viver com mais sabedoria.

Eugene W. Prewitt
Diretor do BE WELL, um centro de estilo de vida em Bangladesh

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/38
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 38 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
31 de dezembro de 2023, 0:50
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457 palavras

Com inteireza de coração. Ver com. de 2Rs 20:3. Neste tempo de crise, Ezequias pode ter sentido que a nação precisava de seus serviços e que era completamente correto que apresentasse seu honroso passado como razão porque lhe devia ser permitido viver. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 249.

Livrar-te-ei. O livramento seria duplo, ou seja, da morte e das mãos de Senaqueribe. Satanas estava determinado a causar a morte de Ezequias e a queda de Jerusalém. Sem duvida, pensava que se Ezequias estivesse fora do caminho, seus esforços para a reforma cessariam e a queda de Jerusalém poderia acontecer mais rapidamente. CBASD, vol. 4, p. 249.

Como sinal. O sinal antes da cura foi dado para fortalecer sua fé e a de seu povo (ver com. de Is 37:30). CBASD, vol. 4, p. 249.

Cântico de Ezequias. Este salmo de Ezequias (v. 9-20) não se encontra no registro de 2 Reis. … O tema do poema e a experiência de um homem que esteve face a face com a morte, orou com sinceridade por sua vida e teve sua oração atendida. CBASD, vol. 4, p. 248.

10 Em pleno vigor de meus dias. Neste tempo, Ezequias tinha, provavelmente, cerca de 40 anos (ver com. de 2Rs 18:2, 13). CBASD, vol. 4, p. 248.

12 A minha habitação foi arrancada e removida. Uma “tenda” nômade que poderia ser rapidamente mudada de um lugar a outro. De acordo com a figura, a habitação de Ezequias seria retirada da terra dos vivos para a dos mortos (ver 2Co 5:1-3; cf. Fp 1:23). CBASD, vol. 4, p. 248.

Tu … me cortaras. Literalmente, “enrolaras”. Ezequias estava tecendo a teia da vida, mas seu modelo seria mudado. Devera parar de tecer antes que o modelo fosse concluído, e tira-lo do tear. Nesta figura, Ezequias expressa sua desilusão e frustração quanto à perspectiva de cessar prematuramente o que lhe parecia uma tarefa pela metade. CBASD, vol. 4, p. 248, 249.

13 Espero com paciência. Literalmente, “eu me compus”, “eu me calei”. No Salmo 131:2,a mesma expressão hebraica e traduzida como “fiz calar e sossegar a minha alma”. Ao encontrar-se com  um inimigo implacável, a enfermidade, diante do qual se sentia indefeso, Ezequias encarou a perspectiva de se conformar com o que lhe parecia inevitável. CBASD, vol. 4, p. 249.

14 Responde Tu por mim. Literalmente, “se meu fiador” … A figura e a de um devedor que se encontra nas mãos do credor exigente. CBASD, vol. 4, p. 249.

16 Por estas disposições Tuas vivem os homens. O ser humano vive pela Palavra de Deus (Dt 8:3; Mt 4:40, seja no corpo ou espiritualmente. Quando Ezequias foi curado fisicamente, também teve restauração espiritual. Ao restaurar a saúde física do rei, o Senhor lhe concedeu muito mais do que ele pedira (ver Is 38:17; Mt 9:2-7).

18 A sepultura não te pode louvar. A morte cessa por completo todo pensamento e atividade (ver com. de Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5). CBASD, vol. 4, p. 249.



Isaías 38 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de dezembro de 2023, 0:45
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Após a ameaça de inimigos do povo, Ezequias teve de lidar com uma ameaça pessoal. Uma “enfermidade mortal” (v.1) desenganava a sua vida e o anúncio do profeta confirmou a sua sorte. A morte é uma intrusa neste mundo. O medo e a tristeza que permeiam este assunto provam que a morte não é natural, mas algo que surgiu após o pecado de nossos primeiros pais, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Não foi diferente com Ezequias, pois ele não queria morrer. Recusando-se a receber qualquer tentativa de conforto humano, o rei enfermo virou “o rosto para a parede e orou ao Senhor” (v.2). Novamente Ezequias buscou auxílio em Deus.

Como um servo que apresenta ao seu senhor o relatório de um trabalho bem feito, Ezequias trouxe à memória a sua fidelidade e sinceridade diante de Deus. Ele não pediu pela cura ou a exigiu. Não havia orgulho em suas palavras. Era tão somente a súplica sincera de um rei que temia pelo bem-estar do povo frente à crise vivida naqueles dias e pela conservação espiritual da nação. O grande movimento de reavivamento e reforma liderado por Ezequias e sua vida dedicada ao firme propósito de fazer a vontade de Deus, despertou a ira de Satanás, que desejava destrui-lo a qualquer custo.

O choro do rei logo foi substituído por ações de graças ao Deus que ouve as orações e vê as lágrimas de Seus filhos. O acréscimo de quinze anos de vida e um reino de paz encheram o coração de Ezequias de uma profunda gratidão, concluindo o seu cântico com as palavras que os remidos de todos os tempos logo hão de declarar: “O Senhor veio salvar-me” (v.20). Sejam inimigos ou até mesmo uma doença que nos ameacem a vida, há um Deus no Céu que deseja ouvir as nossas orações e que não despreza as nossas lágrimas. Movido de compaixão, Jesus olha para cada enfermo com o mesmo desejo de declarar: “Eu irei curá-lo” (Mt.8:7).

Como o Senhor enviou o profeta Isaías com palavras de ânimo e um tratamento natural com emplasto de “pasta de figos” (v.21), Ele não deixaria a geração mais doente a padecer com tantas enfermidades sem orientação profética. Temos em mãos uma mensagem de ânimo e de cura e o testemunho de Ezequias aponta para esta mensagem. Foi através da mensagem de saúde que minha família foi alcançada pelo evangelho do Reino. Uma mensagem que aponta para Cristo e que nos auxilia a viver na Terra com um corpo que melhor possa adorar ao Criador não deve ser negligenciada ou ignorada.

Como Ezequias, porém, não estamos livres das mazelas do inimigo. A prática dos oito remédios naturais apenas como tentativa de prolongar a vida e não adoecer não é fiel à essência da mensagem de saúde, que é glorificar a Deus, como está escrito: “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:20). Como fiéis sentinelas, precisamos estar sempre cientes de que há um inimigo ao nosso redor querendo nos destruir. E quanto mais firme a nossa decisão em servir ao Senhor, maior a ira daquele que nos odeia. Mas Deus é fiel e podemos ir a Ele com nossas dores e fraquezas: “Ó Senhor, ando oprimido, responde Tu por mim” (v.14). Pois é Ele mesmo que nos diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28).

Ezequias orou e Deus o curou. O apóstolo Paulo orou três vezes para se ver livre de sua enfermidade, mas tudo o que pôde ouvir foi: “A Minha graça te basta” (2Co.12:9). Deus tem o modo certo de agir na vida de cada um de Seus filhos. Se a sua oração não tem sido respondida da maneira que você deseja; se o seu corpo foi atingido por enfermidade mortal, ouça, agora, pela fé, Jesus a lhe dizer: “Vinde a Mim, porque a Minha graça te basta”. E ainda que não venha a cura nesta Terra, ainda que a sepultura seja o nosso destino iminente, prossigamos olhando firmemente para o nosso Redentor. Pois, muito em breve, a morte não mais existirá e estaremos reunidos a todas as gerações de santos, olhando para o céu e proclamando com arrebatadora alegria: “O Senhor veio salvar-me” (v.20)!

Salva-nos, Senhor! Livra-nos de nós mesmos, para que o nosso eu morra e Cristo viva em nós! Queremos prosseguir em Te conhecer. Batiza-nos com Teu Espírito e volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Isaías38 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100