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Texto bíblico: EZEQUIEL 44 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 44 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/44
Ezequiel 44 é mais um capítulo fascinante de um livro notável que infelizmente recebe comparativamente pouca atenção. Mas a realidade é que até o livro do Apocalipse “modela” suas imagens de acordo com os contornos coloridos e esclarecedores do livro de Ezequiel! O capítulo 44 continua a narrativa da visão final de Ezequiel, que lhe foi dada no Dia da Expiação. Sabendo disso, não é surpreendente que os conceitos do Dia da Expiação literalmente saturem o capítulo, chamando tanto o público original quanto os leitores de hoje a reverem seriamente suas vidas à luz das promessas redentoras de Deus.
Embora muitas vezes imaginemos o Dia da Expiação como um momento terrível de julgamento, Deus está mais interessado em nos ensinar como saborear a alegria de viver uma vida santa (ver versículo 23) que trará honra a Ele e uma alegria indescritível à nossa vida aqui na terra! Sim, este capítulo além de trazer algumas advertências, expressa abundantemente o desejo do coração de Deus de habitar entre nós (veja Êxodo 25:8), o que é evidente pelo uso abundante da linguagem do santuário. Embora o “Templo de Ezequiel” nunca tenha sido construído fisicamente, ele de fato pode ser encontrado nas vidas cheias de fé dos crentes em todo o mundo!
(Para mais detalhes sobre este capítulo importante consulte as notas de rodapé da Bíblia de Estudo da Universidade Andrews)
David Grams
Pastor aposentado, atualmente professor de religião no Hartland College, Rapidan, Virginia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/44
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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924 palavras
1 o homem me fez voltar. Isto é, do átrio interior (ver Ez 43:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 802.
Cemitério islâmico – Junto ao que era a Porta Leste do Templo de Jerusalém. Fonte: o autor.
[O monte Moriá, com o Domo da Rocha (islâmico) e as construções atrás das quais está o Muro das Lamentações estão mais à esquerda. À direita, com suas cúpulas douradas, está a igreja ortodoxa de Maria Madalena e, mais abaixo, o Jardim do Getsêmani.]
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“A Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (v.23).
De todos os evangelhos, o evangelho segundo João relata várias situações da vida de Cristo em que não há registro nos demais. Já em sua introdução, o apóstolo destacou o fundamento de seu livro: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo.1:1). Sendo agente ativo da criação, Jesus, o Verbo, “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14), é revelado por João como sendo o próprio Deus. Há uma celeuma crescente entre ateus e até mesmo entre cristãos dissidentes semeando dúvidas quanto à divindade de Cristo. Como a casa rebelde de Israel, se desviam de Deus “para irem atrás dos seus ídolos” (v.10), “como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:16).
No capítulo 17 do livro de João encontramos a oração sacerdotal de Jesus. Foram as últimas palavras relatadas pelo apóstolo antes do início da agonia do Salvador. Como “a glória do Senhor enchia a Casa do Senhor” (v.4), Jesus iluminou o mundo com a glória do Pai: “Eu Te glorifiquei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-Me, ó Pai, Contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (Jo.17:4-5). Apesar de ter sido vedado o acesso comum do povo pela porta do oriente, “porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela” (v.2), Jesus veio ao mundo como a Porta por onde podemos entrar e encontrar a salvação (Jo.10:9). Quando nós nos extraviamos, o nosso Sacerdote e Sumo Sacerdote (Hb.8:1), que cumpriu as prescrições celestiais, comprou-nos o direito de acesso ao Pai, de onde intercede por nós pelos méritos de Sua única e perfeita oferta de sacrifício (v.15).
Ele, que é a Palavra, nos deixou escrito tudo o que precisamos notar bem, ver e ouvir (v.5) a fim de que possamos “entrar no templo” (v.5) com as “vestes de linho” (v.17) de Sua justiça e dignidade. As vestiduras de Cristo não devem nos causar desconforto (v.18) e nem servir de meio de acepção ou inclusão alheia (v.19). Trata-se, contudo, de um traje de uso pessoal e intransferível. Ou seja, a salvação é individual, amados. Cada um é chamado a fazer parte do “sacerdócio real” (1Pe.2:9), como cooperadores de Cristo na obra de salvar vidas, não com a missão de constranger, mas de ensinar outros “a distinguir entre o santo e o profano e […] discernir entre o imundo e o limpo” (v.23).
A vida de Jesus nos deixou o perfeito exemplo do que seja santo e limpo e se tratava da mais clara advertência aos impenitentes de sua condição profana e imunda. Comovia-Lhe o coração cada vez que contemplava “a oferta pelo pecado” (v.29), o símbolo de Sua salvífica missão. Porém, “O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda oferta” (v.30), entregues aos sacerdotes, não foram dados Aquele que era a fonte de toda a bênção. Israel fechou a porta do coração e rejeitou “a sua herança” e “a sua possessão” (v.28).
Aproxima-se o tempo de outra porta ser fechada: a porta da graça. Mas enquanto ela está aberta, precisamos abrir a porta do nosso coração ao nosso longânimo Sacerdote: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Abra o coração a Jesus, “para que [Ele] faça repousar a bênção sobre a vossa casa” (v.30) e lhe dê o direito de entrar “na cidade pelas portas” (Ap.22:14). Vigiemos e oremos!
Santo Deus, assim como és santo na Tua esfera, ajuda-nos a sermos santos na nossa! Há verdades preciosas e um caminho sobremodo excelente na doutrina do santuário. Que o nosso coração esteja aberto aos ensinos do Espírito Santo para que cada aspecto de nossa vida seja santificado pela Palavra. Purifica o nosso coração, pois queremos Te ver. Em nome de Jesus, Amém!
Bom dia, sacerdócio real!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel44 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 44 – Deus não esconde Sua vontade, Seus anseios nem Seus interesses, mesmo que eles não venham a se concretizar – como de fato não se cumpriram as profecias condicionais finais do livro de Ezequiel.
O capítulo em pauta trata dos sacerdotes do novo templo e dos príncipes do povo de Deus:
1. O texto descreve a porta oriental exterior, para o príncipe (Ezequiel 44:1-3);
2. O relato expõe as orientações referentes aos estrangeiros e às tribos rebeldes (Ezequiel 44:4-14);
3. O relatório profético inclui detalhes referentes ao sacerdócio (Ezequiel 44:15-27);
4. O profeta informa a herança dos sacerdotes (Ezequiel 44:28-31).
Não é porque não se cumpriram os detalhes das profecias dos últimos capítulos de Ezequiel que vamos ignorar Seus ensinamentos. Sendo que os crentes são os sacerdotes de Deus, há princípios relevantes para nós que vivemos no século 21.
Além de ser negado beber vinho, “o sacerdote não podia permitir que algo viesse a obliterar seu discernimento espiritual ao se ocupar das coisas sagradas. Uma das razões para a temperança é que ao sacerdote cabe ensinar o povo a distinguir entre o santo e o profano (44:23); (ver Levítico 10:10; Malaquias 2:7)” explica Siegfried Júlio Schwantes.
“O versículo 4 deve inspirar em nós o desejo de participar de culto nos quais a glória do Senhor se manifesta de tal modo que os adoradores se prostrem diante dEle”, aplica William MacDonald).
Os sacerdotes confiam em Deus para viver. “De acordo com o plano de Deus, ele próprio será a herança de seus servos, e eles não terão nada na terra. O mesmo princípio se aplica aos servos do Senhor nos dias hoje. Deus deseja que encontremos plena satisfação nele e, desse modo, tenhamos liberdade de servir, sem vínculos com coisas deste mundo”, diz MacDonald.
Deus…
…persiste em amar aos seres humanos;
…preserva Seus interesses apesar do desinteresse do Seu povo;
…refaz Seus planos para salvar a humanidade.
Mesmo que os planos de Deus para os judeus não tenham se tornado realizado, Deus ainda habitará com os seres humanos. Jesus veio e habitou entre nós para mostrar como podemos habitar com Deus (João 1:14; 14:1-6). Jesus pagou o preço de nosso pecado para criar a possibilidade de um dia estarmos eternamente na presença de Deus.
Vamos orar? “Senhor, concede-nos o reavivamento!” – Heber Toth Armí
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Queridos irmãos,
É com muita consternação que temos acompanhado as notícias da tragédia climática que se abateu sobre o povo gaúcho, com muita dor, muitos mortos, muitos feridos e centenas de milhares afetados.
Entre eles o nosso querido irmão pastor Heber, que perdeu acesso à sua casa, embora não tenha ela sido atingida pelas águas.
Oremos que a graça e misericórdia do Senhor seja estendida a todos e que Jesus volte logo para dar fim ao sofrimento e pecado deste mundo.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 43 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 43 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/43
“Deus nela está! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da manhã.” Salmos 46:5
Quando a glória do Senhor entra em nossos templos terrenos, não podemos deixar de brilhar com Sua presença.
Estou tendo problemas de visão no olho esquerdo há uma semana e marquei uma consulta para uma verificação de prescrição de óculos. Achei que, como estava chegando perto dos 40 anos, minha visão provavelmente estava mudando um pouco para pior. Mas meu médico me surpreendeu depois do exame perguntando “O que você tem feito de diferente? Você tem se exercitado mais ou está fazendo uma dieta diferente? Seus olhos melhoraram e preciso reduzir a prescrição do grau em ambos os olhos.” Fiquei um pouco surpresa e deixei escapar: “Tenho lido muito a minha Bíblia!” Meu médico pareceu surpreso, sorriu e disse: “Bem, não se pode contestar isso”.
Mesmo que a melhoria da minha visão não se deva ao meu material de leitura, acredito que estar perto de Deus diariamente me dá uma visão diferente da vida, porque Ele está constantemente enchendo a minha mente com a Sua glória.
Deus quer que deixemos de lado nossos ídolos e práticas pecaminosas e passemos a adorá-Lo. Então Ele promete “habitar no meio deles para sempre”.
“Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração.” Tiago 4:8
Cheri Holmes
Enfermeira registrada, Lynden, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/43
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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668 palavras
1 Este capítulo e o seguinte contém muitos ensinamentos que mostram o significado das medidas dadas nos capítulos anteriores. Bíblia Shedd.
2 do caminho do oriente, vinha. O profeta tinha visto a glória divina sair através da porta leste ou oriental do antigo templo (Ez 10:18, 19; 11:1, 23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 799.
3 da visão que eu tive. Ezequiel teve três visões da glória de Deus. A primeira lhe foi concedida para vocacioná-lo (1.1) e para fazê-lo obediente à visão celestial mesmo quando alguém não quis ouvi-lo (3.4-11; cf At 26.13-19). A segunda lhe foi concedida para revelar que a glória de Deus não habita com os idólatras (2Co 6.14-18), e que o templo seria destruído (8.1-9.22). A terceira visão revela a restauração desta nação à comunhão com Deus, mediante a revelação de Si mesmo onde Seu povo adora. Bíblia Shedd.
rio Kebar. O rio Kebar se conectava com o rio Eufrates e ali se localizava um assentamento de exilados judeus na Babilônia. Life Application Study Bible Kingsway.
Vim destruir. As visões anteriores anunciavam a destruição de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 799.
5 enchia o templo. Assim aconteceu quando o templo de Salomão foi consagrado (1 Rs 8.10-11); a mesma glória tinha acompanhado o tabernáculo que Moisés levantou no deserto (Êx 40.34-38). Antes de existir santuário algum, esta glória já apareceu numa sarça no deserto, na hora em que Deus chamou Seu profeta Moisés para libertar o povo de Israel e fazer dele um povo particularmente Seu (Êx 3.1 – 4.17). Esta glória se revela a cada crente em Cristo (Cl 1.26-27) através do Espírito de glória. Bíblia Shedd.
6 ouvi. A voz era, sem dúvida, a de Deus. Ela veio do templo, enquanto o “homem” ficou junto ao profeta no átrio interior. CBASD, vol. 4, p. 799.
7 com as suas prostituições. O templo anterior havia sido contaminado pela adoração a ídolos praticada dentro de seus recintos (2Rs 23:7; 21:4-7) [que poderia inclui a prostituição literal 2Rs 23:7; cf 1Rs 14:24; 15:12].CBASD, vol. 4, p. 799.
Não contaminarão mais o Meu nome santo … com o cadáver de seu reis. Não há evidência histórica de que algum rei tenha sido sepultado na área do templo. Vários deles foram sepultados perto dali, na colina a sudeste (ver 1Rs 2:10; 11:43; 22:50; etc.). A LXX [Septuaginta, versão para o grego do AT] diz: “Ou pelos assassinatos de seus príncipes no meio deles”, o que talvez reflita o pensamento que o profeta pretendeu transmitir. CBASD, vol. 4, p. 799.
10 filho do homem, mostra à casa de Israel este templo. Deus queria que considerassem cuidadosamente Seu plano, a fim de que isso se tornasse para eles um incentivo para abandonar os maus caminhos e aceitar as novas provisões. CBASD, vol. 4, p. 799.
Aqui se vê claramente que as medidas do templo seriam compreendidas pelos israelitas como uma mensagem da restauração, de santificação e de glorificação. Bíblia Shedd.
12 Esta é a lei do templo. A “Torah” do Novo Templo. Esta seção [43:12 – 46:24] trata dos vários rituais envolvidos na adoração no templo restaurado, com foco nas modificações do ritual mosaico prescrito no Pentateuco. O retorno do exílio é um novo Êxodo (20:32-44), e Ezequiel é um novo Moisés, mostrando os “requisitos” [padrão] para a construção do santuário (ver Êx 25:9, 40) e a legislação concernente às varias adições e modificações necessárias no ritual do templo e no pessoal para os exilados que retornassem. As maiores aparentes contradições entre as “Torah” de Ezequiel e Moisés, como vigorosamente discutidas mais tarde, entre os rabinos, são encontradas em Ez 44:31; 45:18-20; e 46:6-7. Andrews Study Bible.
Lei do templo. Isto é, a chave do seu significado, que é a santificação, a separação para longe, da impureza (42.20). Bíblia Shedd.
13 altar. O altar (Diagrama ilustrativo), que ficava diante do templo, no centro do átrio interior, tinha uma escadaria (Ez 43:17), diferentemente do antigo (ver Êx 20:26). Esta ficava no lado leste, provavelmente para que o sacerdote que fazia o sacrifício ficasse de costas para o sol nascente, a fim de que não pudesse haver qualquer sugestão de adoração ao Sol. CBASD, vol. 4, p. 800.
côvado. Aproximadamente 51 cm (20½”). Um côvado longo é quatro dedos maior do que o côvado hebraico ou egípcio comum, de 45 cm. Andrews Study Bible. [cf tb. CBASD, p. 790].
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“Eis que esta é a lei do templo; sobre o cimo do monte, todo o seu limite ao redor será santíssimo; eis que esta é a lei do templo” (v.12).
O tema do santuário é um estudo revelado em toda a Bíblia como um monumento do plano da salvação. As cerimônias ali realizadas, os objetos sagrados e todas as leis que regiam aquele santo lugar eram sombra do verdadeiro. A manifestação da glória de Deus certamente era algo que provocava a reverência e o temor, de forma que cada pecador que entrasse no pátio do santuário deveria sentir o impacto de seus pecados em contraste com a gloriosa presença do Senhor. Novamente, Deus revelou a Sua glória a Ezequiel. E, prostrado “rosto em terra” (v.3), o profeta foi levantado pelo Espírito Santo (v.5) e acompanhado pelo próprio Jesus.
A visão do templo deveria promover o arrependimento da nação, vergonha “das suas iniquidades” (v.10). A presença do santuário e a sua estrutura arquitetônica não faria sentido se não houvesse a “lei do templo” (v.12). Nenhum lugar, por mais simples que seja, prospera sobre o fundamento arenoso da desobediência. Tudo no santuário velava pela obediência e pelo respeito. Cada ato sacerdotal, cada palavra ali proferida, cada cerimônia realizada, em idoneidade com as palavras do Senhor, eram uma evidência do caráter fidedigno do Deus que não muda (Ml.3:6).
A obediência à lei de Deus não é sinônimo de salvação, mas, certamente, é o resultado dela. Foi assim na vida de Noé, Abraão, José, dentre tantos outros homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor e à Sua Palavra. Foi assim na vida de Jesus, que nos deixou exemplo “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl.2:8). Foi assim na vida dos apóstolos, que nos deixaram um legado de fé prática e confiança plena no poder de Deus. Foi assim na vida dos reformadores e pioneiros que dedicaram a vida em resgate das verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12). E deve ser assim na vida de todos os que buscam a plenitude do Espírito, pois Deus outorgou o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (At.5:32).
Creio que uma das maiores provas de que a observância da lei deve ser o resultado da salvação está nos rituais de sacrifício. Se o cumprimento da lei fosse o suficiente, não precisaria haver “holocausto ao Senhor” (v.24). A função principal da lei é a de revelar os nossos pecados e a necessidade que temos de um Salvador que faça “a purificação e a expiação” (v.20) das nossas iniquidades. Anule a lei, e, consequentemente, você estará afirmando que não há pecado (Leia 1Jo.3:4). E, se não existe pecado, não precisamos da graça. E, sem a graça, para que um Salvador? Percebem, amados?
Assim como o Senhor revelou as medidas do altar do holocausto (v.14-16), objeto que representa o sacrifício de amor de Cristo por nós, necessitamos aceitar a Jesus como nosso Salvador pessoal, “a fim de [podermos] compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que [sejamos] tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef.3:18-19). Em outras palavras, amados, a plenitude de vida em Deus, uma vida de fidelidade e obediência, provém do conhecimento do amor de Cristo, e este, manifestado na cruz.
Muito em breve toda a Terra resplandecerá por causa da glória do Senhor (v.2), e os que insistiram na prática do pecado serão consumidos por Sua ira (v.8). Mas os que creram em Jesus e seguiram os Seus passos, confiantes nos méritos do Salvador, não farão parte da turba do desamor (Mt.24:12), mas irão amar como Ele amou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
Senhor, nosso Deus misericordioso, nos envergonhamos das nossas iniquidades e de tudo quanto praticamos em desacordo com a Tua Palavra. Nós Te louvamos por Tua paciência em nos esperar, por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento, por Tua graça que nos salva e por Teu amor que nos transforma! Este conhecimento de Ti é libertador e queremos prosseguir em Te conhecer até alcançarmos a Tua plenitude. Que ao contemplarmos a glória do caráter de Cristo, possamos com o rosto em terra reconhecer, todos os dias, que Ele é o nosso Salvador pessoal e apresentá-Lo a outros pelo poder do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel43 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100