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ATOS 8 – Com a perseguição à igreja (Atos 8:1-3), o cristianismo espalhou-se rapidamente. Um exemplo é o relato do batismo do Eunuco por Felipe (Atos 8:26-40).
Com o avanço da Igreja no mundo gentio (Atos 8:4-8), os cristãos lidaram com formas de religião contrárias à revelação de Deus. Um exemplo foi a magia de Simão (Atos 8:9-25).
O mágico Simão intentava impressionar o povo de Samaria com práticas sobrenaturais, e vemos como a chegada do evangelho através de Filipe, e posteriormente Pedro e João, revelou a superioridade do poder de Deus sobre a magia e a bruxaria.
A cultura da época misturava-se frequentemente com crenças e práticas pagãs que viam o sobrenatural como fonte de poder. Em contraste, o cristianismo apresentava-se como uma fé baseada na revelação de Deus através das Escrituras e da manifestação visível do poder de Deus na vida de Jesus e de Seus apóstolos.
Diferente da magia, que manipula forças para benefício próprio ou para impressionar, o poder que acompanha a pregação de um cristão vem diretamente de Deus e é voltado para a libertação e salvação das pessoas. Contudo, quando observou os milagres realizados pelo poder do Espírito Santo, Simão impressionou-se e, aparentemente, converte-se ao cristianismo, sendo batizado.
Mesmo depois de batizado, quanto Pedro e João chegam a Samaria e os samaritanos recebem o Espírito Santo, Simão oferece dinheiro para comprar essa capacidade. O fato é que o Espírito Santo não pode ser comprado ou manipulado, pois o cristianismo trata de um relacionamento autêntico com Deus, no qual o Espírito é dado gratuitamente como presente divino. A tentativa de Simão de adquirir o poder de distribuir o Espírito Santo demonstra seu entendimento equivocado do cristianismo e sua visão ainda enraizada nas práticas de manipulação espiritual que ele conhecia.
Em Atos 8:20 Pedro expõe que o verdadeiro poder espiritual não é algo negociável; é concedido por Deus Àqueles que O seguem com sinceridade. Tal confronto serve para ressaltar que o evangelho não é um meio de obter poder para si, mas um chamado à submissão a Deus e serviço aos outros!
Os apóstolos rejeitam qualquer tentativa de misturar o evangelho com práticas espirituais pagãs ou mágicas. A resposta de Pedro a Simão é, em essência, uma repreensão contra o sincretismo… – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 7 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/7
É da natureza humana pensar que as regras só se aplicam aos outros. Você já tentou fazer com que um trabalho atrasado fosse aceito, uma taxa dispensada ou algum outro delito fosse desculpado? Você confia na misericórdia dos outros para encobrir seu mau comportamento? Você acha que é diferente, que é excepcional e merece mais graça do que os outros?
Estevão falou e pregou a verdade para esse tipo de pessoas. Eles acreditavam que serem banhados com bênçãos de Deus de alguma forma os tornava excepcionais. Estevão recitou a eles sua verdadeira história de desobediência e infidelidade, dizendo: “Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo! Qual dos profetas os seus antepassados não perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do Justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos — vocês, que receberam a Lei por intermédio de anjos, mas não lhe obedeceram.” Atos 7:51-53 NIV.
Embora estivessem condenados e com o coração enfurecido (versículo 54), eles não se arrependeram. Não mate o mensageiro quando Deus lhe enviar um “Estêvão” para revelar seus pecados.
Karen D. Lifshay
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/7
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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708 palavras
1 Porventura, é isto assim? A pergunta do sumo sacerdote serviu para interromper a perplexidade dos observadores ao contemplarem a face de Estevão, mas era a forma padrão de dar inicio a um julgamento formal. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 192.
2 Estevão respondeu. A resposta de Estevão foi uma declaração de fé. Era também uma denúncia aos acusadores. CBASD, vol. 6, p. 192.
3 Sai. Estevão cita Gênesis 12:1. CBASD, vol. 6, p. 192.
9 Invejosos. O registro diz que seus irmãos “odiaram-no” (Gn 37:4, 5) e “lhe tinham ciúmes”. Este é o primeiro passo no argumento de Estevão de que os mensageiros de Deus sempre sofreram oposição daqueles que eram representantes da nação hebraica em cada época. CBASD, vol. 6, p. 193.
25 Cuidava. Ou, “estava supondo”. Ele tinha certeza de que os hebreus entenderiam seu ato e seus motivos. Logo se desiludiu. O vislumbre do que se passou na mente de Moisés não é extraído do AT, mas pode ter sido revelado a Estevão pelo Espírito Santo. O orador também podia estar sugerindo uma comparação entre Moisés e Jesus, uma vez que ambos foram rejeitados pelo povo que queriam ajudar. CBASD, vol. 6, p. 196.
Não compreenderam. Expressão sucinta, mas eficaz, em destacar a estupidez do povo. Com frequência, o povo de Deus não entende, nem está preparado para os atos divinos de livramento (a atitude dos judeus em relação a Cristo, Jo 1:11). CBASD, vol. 6, p. 196.
37 Um profeta. Estevão, como Pedro (At 3:22), se refere à profecia de Deuteronômio 18:15 a 18. Assim como Pedro, ele entende que ela se cumpriu em Jesus. Ele pretendia confrontar o Sinédrio com este Profeta na pessoa de Jesus, a quem eles crucificaram. CBASD, vol. 6, p. 197.
49 O céu é o Meu trono. Isaías afirma que o Altíssimo não pode se confinar a limitações humanas, mas habita com aquele que é “aflito e abatido de espírito”. Estas palavras eram uma repreensão aos judeus que as ouviram. O apelo velado de Estevão era para que aceitassem o Ser Divino que andara entre eles com tanta humildade e lhes demonstrara o caráter amoroso do Pai celestial. CBASD, vol. 6, p. 200.
51 Homens de dura cerviz. Sem dúvida, a mudança súbita no discurso de Estevão se deveu à agitação crescente do Sinédrio e ao ressentimento que suas palavras despertaram. Ao que tudo indica, ele percebeu que seu fim estava próximo e que nada mais que ele dissesse mudaria a questão. CBASD, vol. 6, p. 200.
52 Traidores e assassinos. Ao ler no rosto de seus acusadores o destino que logo lhe sobreviria, Estevão os lembrou de suas ações passadas contra Cristo. CBASD, vol. 6, p. 201.
53 Não a guardastes. Estas palavras são proferidas em contraste com a expressão “recebestes a lei”, e devem ter sido um golpe a quem as ouviu. Eles não guardavam a letra da lei nem sua intenção. A lei, entregue por intermédio de anjos, poderia ter sido a glória deles, mas a perversão dela gerou vergonha e destruição. CBASD, vol. 6, p. 201.
55 No céu. Estêvão viu “os céus abertos”. Nenhum dos observadores viu aquela glória do Céu, e a declaração de Estêvão parecia agravar sua culpa. Mas somente os profetas seriam capazes de dizer se o que viram foi com a percepção espiritual ou por meio da visão física. CBASD, vol. 6, p. 201.
58 E […] o apedrejaram. Literalmente, “o estavam apedrejando”, como se a execução continuasse à medida que o mártir orava. O apedrejamento era a pena para a blasfêmia segundo a lei mosaica. Todavia, por mais que o Sinédrio estivesse seguindo de perto essa lei, eles não tinham direito de tirar a vida de alguém sob o domínio romano. CBASD, vol. 6, p. 202.
59 Invocava. A oração mostra Estevão invocando ao Senhor Jesus, a quem ele acabara de ver em pé, à direita de Deus. CBASD, vol. 6, p. 202.
60 Não lhes imputes este pecado! Estevão não podia fazer muito pelos pecados anteriores daqueles que o perseguiram, mas podia pedir perdão pela transgressão presente. Ao rogar por eles, revelou que adquirira por completo o espírito de perdão que havia caracterizado seu Mestre. CBASD, vol. 6, p. 203.
Adormeceu. Ao encerrar o relato do ministério do mártir, Lucas preserva a atmosfera santa em sua palavra final: “adormeceu”. A batalha terminou e a vitória foi conquistada. O fiel guerreiro de Deus deixa o tumulto e adormece tranquilamente até o dia da ressurreição. Os capítulos seguintes revelam que sua morte não foi em vão. CBASD, vol. 6, p. 203.
Compilação: Tatiana W
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“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à Sua direita” (v.55).
De Abraão a Jesus, Estêvão discorreu acerca de toda a história de Israel. Sua defesa não consistiu em apelar por sua vida ou provar sua inocência. Sua voz advogava por algo bem maior. Não apenas sua face resplandecia a luz de Cristo, como suas palavras, ainda que soassem como um conhecimento familiar, revelaram um poder e uma propriedade que não podiam ser negados. A singeleza aliada à intrepidez fazia de Estêvão um cativante orador. Seu nome, que significa “coroa”, ilustra a recompensa divina aos que Lhe permanecem fiéis mesmo em face da morte: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).
A defesa de Estêvão confirmou o cumprimento exato do cenário profético para o povo de Israel. A morte do primeiro mártir da igreja primitiva assinalou o fim de Israel como nação eleita. Conforme as profecias de Daniel, foi determinado um tempo para que aquela nação se arrependesse e se convertesse (Dn.9:24). No entanto, este tempo foi desperdiçado e as oportunidades, perdidas. E assim como mataram Aquele que viera pagar o preço de seu resgate, mataram a Estêvão, confirmando a sua rebelião.
Deliberadamente, rejeitaram aos apelos do Espírito Santo. Decididamente, deram as costas à misericórdia divina e ao desejo de Deus de salvá-los. Vez após outra declararam ser sua religião formal mais importante do que o amor do Senhor. Seus olhos estavam vendados, e com as próprias mãos “taparam os ouvidos” (v.57) à inevitável sentença. Desde a saída do decreto de Ciro para reconstruir Jerusalém, em 457 a.C., até a morte de Estêvão, cumpriu-se com precisão as “setenta semanas” (ou 490 anos) de Daniel capítulo nove. A visão de Estêvão, portanto, não foi apenas um privilégio dado a um fiel servo do Altíssimo, mas o cumprimento da palavra profética de um Deus que não mente e não falha.
Quando Estêvão declarou: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, à destra de Deus” (v.56), ele viu uma cena de juízo. O justo Juiz levantou-Se de Seu trono para declarar a sentença final. Israel deixou de ser a representante de Deus na Terra, e aquele que segurou as vestes dos algozes de Estêvão (v.58), seria separado para uma obra mundial que faria da igreja cristã o que Deus sempre idealizou: “Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7). O fato de Estêvão ter resumido toda a história de Israel foi a mais contundente e irrefutável prova das grandes misericórdias de Deus e de como Ele conduziu o Seu povo apesar dos erros de percurso daqueles que elegeu como Seus representantes.
Estamos situados no tempo profético denominado “tempo do fim”. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, declarou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm.3:1). Tempos em que o desejo humano estaria acima da vontade divina; em que o egoísmo, a avareza e a desobediência comandariam o coração do homem; em que a ingratidão, a irreverência e a calúnia propagariam os veios da corrupção. Tempos em que o bem não apenas seria rejeitado, mas odiado; em que não é constrangedor encher a mente e o corpo de tudo o que não presta, enquanto se aparenta “forma de piedade” (2Tm.3:2-5). Verdadeiramente, são tempos sobremodo difíceis!
Jesus anunciou: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E independentemente de você acreditar ou não, de estar pronto ou não, Ele voltará. Ele prometeu! O segundo advento de Cristo é mencionado mais de 300 vezes no Novo Testamento. Enquanto isso, como estamos aguardando esta preciosa promessa? Como Israel no deserto, que mesmo após tantas provas do amor e do cuidado de Deus, “no seu coração, voltaram para o Egito” (v.39)? Israel não deixou de ser a nação eleita de Deus porque matou a Estêvão, senão, o assassinato de Jesus seria infinitamente mais ofensivo aos olhos de Deus. Israel deixou de ser a nação eleita porque cometeu o pecado imperdoável: “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc.3:29).
As últimas palavras de Estêvão foram dirigidas diretamente ao povo: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo” (v.51). Deus está prestes a soltar de vez “os quatro ventos da terra” (Ap.7:1), e quando isso acontecer, amados, findo estará o “tempo da oportunidade” (2Co.6:2). Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui, cansada de mim mesma, dos meus altos e baixos e de minha natureza pecaminosa. Cansada de ver tanta miséria, violência e injustiça e, ao mesmo tempo, tanta riqueza, luxúria e descaso. Já chega! E logo Jesus mesmo irá declarar: “Basta!” (Ap.16:17). Eu quero, como Estêvão, olhar para o céu e contemplar a glória de Deus e a face do meu bom Jesus. Se este também é o seu desejo, ore comigo neste momento:
“Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti” (EGW, Caminho a Cristo, CPB, p. 69).
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 7 – A morte de Estêvão é um evento de grande relevância na história do cristianismo e na interpretação das profecias de Daniel, especialmente as 70 semanas mencionadas em Daniel 9:24-27.
Estêvão foi um dos primeiros líderes nomeados pelos apóstolos na igreja primitiva, o qual se destacou por sua eloquência. Seu poderoso discurso diante do Sinédrio é uma recapitulação da história do povo de Deus, destacando a resistência desse povo e culminando numa advertência contundente contra os líderes religiosos da época. Ele os confronta, dizendo que eles sempre resistiram ao Espírito Santo e mataram os profetas.
• A resposta violenta dos ouvintes, que apedrejaram Estêvão até a morte, marca a primeira vez que um cristão é martirizado, simbolizando a rejeição do evangelho por parte dos líderes judeus.
As 70 semanas de Daniel 9:24-27 são frequentemente interpretadas como um período profético que abrange desde o decreto da restauração de Jerusalém até a vinda do Messias. De acordo com essa profecia, o “Ungido” (ou Messias) seria cortado (morto) após 69 semanas – isto é, a crucificação de Cristo. Daniel 9:27 menciona que o Messias fará uma aliança com muitos por uma semana, e que em meio à semana Ele será cortado.
O fim das setenta semanas coincide com a morte de Estêvão. Noutras palavras, sua morte é um marco que representa o fim do tempo destinado ao povo de Israel, conforme a profecia de Daniel. Ao rejeitar Estêvão, os líderes israelitas rejeitaram a mensagem do Evangelho e também selaram seu destino como povo escolhido de Deus. Este evento aponta para a conclusão do apelo de Deus aos judeus, que culmina com a morte de Cristo e agora, extrapola com a morte do primeiro mártir.
• Tudo isso sinaliza uma nova fase no plano de Deus, onde a salvação é oferecida a todos, incluindo os gentios.
Algumas implicações do sermão e morte de Estêvão: Esse episódio representa…
• a transição da liderança espiritual de Israel para a Igreja Cristã, incluindo os gentios como povo de Deus.
• a rejeição final da mensagem cristã pelos líderes israelitas. A partir desse momento, a Igreja se expande rapidamente, conforme o livro de Atos.
• que o tempo de graça para Israel étnico se esgotou, e Deus agora Se volta para um novo povo.
Portanto, devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 6 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/6
Que homem extraordinário era Estêvão, uma vida cheia da glória de Deus! Seu rosto contava a história de confiança, fé e crença em um Salvador ressuscitado. Ele sabia, sem sombra de dúvida, que seu Pai celestial estava com ele, evidenciado por um rosto resplandecente.
Em meio a falsas e maliciosas acusações dos líderes da sinagoga, a fé de Estêvão foi posta à prova. Versículo 8 – “[Estêvão,] homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo.” Oh, esses líderes não suportavam a ideia de alguém curando, pregando, ajudando.
Inspirados pelo príncipe das trevas, quatro “raposinhas” – inveja, ciúme, malícia e orgulho continuaram através dos tempos. Apesar de tudo o que os apóstolos fizeram para buscar homens cheios do Espírito Santo, orando com e por eles, e garantindo que seriam líderes fortes da igreja, as quatro raposinhas conseguiram segui-los em sua jornada, tentando aniquilar a igreja primitiva.
Vamos vestir toda a armadura de Deus para que também tenhamos rostos resplandecentes e gloriosos ao suportar adversidades, falsas acusações, perseguições e provações.
Karen Lewis
Estrategista Missionária. Celebration Seventh-day Adventist Church, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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763 palavras
1 naqueles dias. Marca nova divisão no livro (cf 1.15). Bíblia Shedd.
O zelo missionário partiu dos crentes helenistas, menos tradicionais e desembaraçados do problema da língua, visto que o grego era língua franca do Império Romano. Bíblia Shedd.
Helenistas. Isto é Judeus de língua grega. Os helenistas eram judeus da diáspora que além de falar o grego, haviam absorvido em parte a cultura grega. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 182.
Hebreus. Estes eram os judeus que haviam nascido na Palestina, moravam ali e falavam a língua aramaica. CBASD, vol. 6, p. 182.
viúvas. A igreja tinha assumido a responsabilidade de seu cuidado (4:32-34; 1 Tm 5:3-16). Andrews Study Bible.
Aqui o velho problema da discriminação tinha emergido: as viúvas dos judeus gregos (ou de fala grega) eram consideradas forasteiras pelos judeus nativos e assim não estavam recebendo sua porção na distribuição de alimentos, provavelmente derivada em parte da generosa doação de 4.34-37. Bíblia de Genebra.
2 a palavra de Deus. Nesta organização inicial da igreja do Novo Testamento, dois ministérios estão listados: o ministério da palavra e oração (v. 4) e o ministério de satisfazer as necessidades físicas do povo, tal como servir à mesa. Bíblia de Genebra.
3 Sete homens. Era razoável que os apóstolos pensassem no número sete. Havia uma reverência pelo numero entre os judeus. CBASD, vol. 6, p. 183.
5 escolheram. Pelos nomes gregos se supõe que todos eram helenistas, inclusive um prosélito (gentio convertido ao judaísmo) cristão. Bíblia Shedd.
6 Apresentaram-nos. Provavelmente para exame, instrução, e é claro ordenação. CBASD, vol. 6, p. 185.
impuseram as mãos. Ação que simboliza uma doação, quer de bênção (Mc 10.16), cura (Mc 6.5), o Espírito Santo (At 8.17; 19.6) ou responsabilidade e autoridade para serviço (At 13.3; 1Tm 4.4). Bíblia Shedd.
8 Cheio de graça e poder. Graça e beleza de espírito deveriam acompanhar a proclamação da mensagem evangélica. O “poder” era a realização de milagres. Estevão devia ter a mesma plenitude de dons do Espírito que os doze. CBASD, vol. 6, p. 186.
9 Libertos. Descendentes dos judeus levados a Roma por Pompeu (63 a.C.) e logo libertos, junto com outros das regiões mencionadas. Bíblia Shedd.
10 Não podiam resistir. Literalmente, “não eram fortes para permanecer contra”. Esta experiência cumpriu a promessa de Cristo a Seus seguidores (Lc 21:15). CBASD, vol. 6, p. 187.
Sabedoria. Estevão foi o primeiro mestre da nova comunidade a ser destacado por sua sabedoria. […] Possuía uma clara visão da verdade e a habilidade para revelar verdades não percebidas até então. CBASD, vol. 6, p. 188.
11 Subornaram. Às vezes, esta palavra era usada para o ato de empregar, instigar ou instruir um agente secreto. CBASD, vol. 6, p. 188.
Incapazes de contradizer os argumentos de Estêvão a respeito de Jesus, os membros da Sinagoga [dos Libertos] espalharam falsas acusações sobre ele. No furor resultante, Estêvão foi arrastado ao Conselho [Sinédrio]. Andrews Study Bible.
blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Estêvão só dizia, como está evidente no cap. 7, que Moisés, como Jesus – e como o próprio Estêvão – foi rejeitado pelo povo (7.35, 39). Isto não poderia ser tomado como blasfêmia contra Moisés e contra Deus. Bíblia de Genebra.
12 Sublevaram. Por meio das acusações falsas, agitaram o povo que testemunhara os milagres de Estevão. CBASD, vol. 6, p. 188.
13 lugar santo. O templo, para os judeus, era o lugar mais sagrado do mundo, o centro do universo, por ser a habitação de Deus. Bíblia Shedd.
Estêvão não falou contra o templo, mas somente declarou que Deus não estava confinado a um templo terreno, uma vez que o céu era Seu lar e Seu trono (7.48-50). Estêvão, na verdade, sustentava a lei mosaica e o seu ensino, especialmente naquilo que apontava para o Cristo vindouro (7.37-38). Bíblia de Genebra.
14 Esse Jesus. Mais uma vez, uma menção com desprezo, embora este nome soasse belo ao sair de lábios cristãos. CBASD, vol. 6, p. 189.
temos ouvido dizer que esse Jesus … mudará os costumes que Moisés nos deu. Estêvão percebendo que a fé cristã não se manteria dentro do judaísmo (cf Mc 7.18, 19; Mt 23.25, 26; Lc 11.39-41), antecipa a teologia universal de Paulo. Sua visão é de um cristianismo mundial, sem as restrições do judaísmo e da Lei. Bíblia Shedd.
Para Estêvão, Jesus, aquEle que está à direita do Pai no Céu (7:55-56), é o “Profeta como eu” que Moisés mesmo predisse que viria, a Pessoa definidora da História cujo significado extrapolaria o judaísmo. Similarmente, nem o tabernáculo nem o templo poderiam conter Deus (7:44-50). Estêvão está plenamente convicto de que a culminação de todo o Antigo Testamento é alcançado em Jesus. Andrews Study Bible.
15 Rosto de anjo. Seu rosto devia estar iluminado com um brilho divino. […] O rosto de Estevão se iluminou por sua proximidade de Cristo e pela luz da visão que estava prestes a ter de Jesus à destra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 188.
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“Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (v.15).
Quando estudamos nos evangelhos os dois episódios da multiplicação de pães e peixes, algo chamou a minha atenção. Na primeira multiplicação, sobraram 12 cestos cheios de alimento. Já na segunda, sobraram 7 cestos. Então, pensei: O Senhor escolheu 12 discípulos, e, depois, 7 diáconos foram eleitos. A multiplicação, porém, não se tratava mais de alimento, mas de pessoas, pois “se multiplicava o número dos discípulos” (v.7). No lugar do pão e do peixe crescia “a Palavra de Deus” e “também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (v.7). A igreja cristã estava crescendo e sendo alimentada pelo sólido e suficiente evangelho do reino.
Enquanto, porém, estivermos neste mundo de pecado, o ditado de que “quanto mais pessoas, mais problemas” continuará sendo uma realidade. Não foi diferente com a igreja primitiva. “Multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária” (v.1). Estava acontecendo uma acepção entre as viúvas helenistas e as viúvas hebreias. Os helenistas eram judeus de fala grega convertidos ao cristianismo. Ainda havia um certo preconceito contra eles e esta questão precisava ser resolvida com urgência.
Numa convocação extraordinária, os doze apóstolos reuniram a igreja e propuseram a eleição de “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (v.3), que ficariam encarregados de atender as necessidades da comunidade. Foram os primeiros diáconos da igreja cristã. Dentre eles, contudo, um merece considerável destaque: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (v.5). Devidamente investidos, os diáconos deram início a uma sagrada obra em comunhão com os discípulos. Era um trabalho tão importante quanto o “ministério da palavra” (v.4). O serviço daqueles sete diáconos proporcionou o crescimento e o fortalecimento da igreja cristã primitiva.
Estêvão, além de “servir às mesas” (v.2), “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (v.8). Seu modo de falar deixava os líderes judeus sem palavras. Inspirado pelo Espírito Santo, suas palavras e obras despertaram tamanha inveja, que “o povo, os anciãos e os escribas […] o arrebataram, levando-o ao Sinédrio” (v.12). Mas apesar das testemunhas falsas, da ira que lhes consumia o coração e do temor de que aquele servo de Deus continuasse convertendo mais judeus, nada disso os impediu de contemplar, provavelmente, uma cena que jamais haviam visto: Iluminado pela glória do Invisível, cheio do Espírito e tomado de santo temor, o rosto de Estêvão brilhava como a face de um anjo.
Sobre Estêvão declara Ellen White:
“Não somente falava no poder do Espírito Santo, mas também era claro ser ele um estudioso das profecias, e instruído em todos os assuntos da lei. Habilmente defendia as verdades que advogava e derrotava completamente seus oponentes. Em relação a ele cumpriu-se a promessa: ‘Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque Eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem’. Lucas 21:14, 15” (Atos dos Apóstolos, CPB, p. 54). Ninguém conseguia refutar as palavras de Estêvão porque, na verdade, não eram palavras dele, mas do Espírito Santo.
Entrega completa, amados, requer renúncia completa e completa dependência de Cristo. Estêvão estava disposto a sofrer o que fosse por amor a Jesus. Não havia ninguém ou nada que ele amasse mais do que a seu Salvador. E o mesmo brilho que um dia foi revelado no rosto de Moisés foi visto no rosto de Estêvão. Jesus deseja refletir o Seu brilho em nossa face, hoje. Ele deseja fazer de mim e de você Suas testemunhas. A mudança feita pelo Espírito Santo no coração de Estêvão, foi revelada em suas palavras e fisionomia. Permita que esta mesma mudança alcance o seu coração, e o seu exterior brilhará “mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).
Que se cumpra em nossa geração o que foi profetizado: “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p.612).
Pai de amor, nosso Criador, louvado seja o Teu nome por mais um sábado! Neste dia queremos de forma especial nos consagrar à oração, ao ministério da Palavra e ao serviço aos nossos semelhantes. Enche-nos, Senhor, de Tua graça e poder! Ainda que se levantem acusadores e inimigos contra nós, concede-nos o Espírito Santo e a santa paz que inundou o coração de Estêvão e irradiou em seu semblante. Purifica-nos e batiza-nos com Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cheios de graça e poder !
Rosana Garcia Barros
#Atos6 #RPSP
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