Filed under: Sem categoria
3572 palavras
1 Também (ARC). Este capítulo contém o que se pode chamar de a glória com a qual culmina a epístola: uma exposição da verdade sobre a ressurreição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 878.
2 Salvos. Literalmente “estão sendo salvos”. A salvação é uma experiência contínua. CBASD, vol. 6, p. 879.
Crido em vão. Não havia nada de errado com a mensagem pregada, mas a forma como os coríntios criam na mensagem podia dar espaço a questionamentos. Se a crença deles era indiferente, teria pouco o valor. Se a fé fosse firme, então considerariam a doutrina de Paulo suficiente para guiá-los no caminho da salvação. CBASD, vol. 6, p. 879.
5 Cefas. Do gr. Kêphas, uma transliteração do aramaico Kepha’, que é traduzido para o grego como Petros. … Paulo recorre ao testemunho daqueles que em primeiro lugar souberam da ressurreição, e em especial aos que ainda viviam para atestar sua veracidade. Como estava apenas relembrando a eles a doutrina previamente ensinada, ele não buscou reproduzir toda a evidência disponível, mas apenas resumiu o que eles já sabiam. CBASD, vol. 6, p. 880.
8 Nascido fora de tempo. Do gr. ektroma, “aborto”, “natimorto”. … O apóstolo quer dizer que, comparado aos outros apóstolos, ele não passa de um bebê que nasce morto. Os outros cresceram e amadureceram no ministério, ao passo que Paulo foi introduzido ao apostolado de forma abrupta. CBASD, vol. 6, p. 881.
9 O menor. Ele tinha sido o último de todos (v. 8) e afirma ser o menor (cf. com. de Ef 3:8). CBASD, vol. 6, p. 881.
Não sou digno. Isto é, não qualificado o suficiente. Paulo reconhece que ninguém, em sentido algum, é digno de ser chamado ao serviço de Deu s (ver com. de 2Co 3:5). CBASD, vol. 6, p. 881.
Pois persegui. Parece que ele nunca se perdoou por sua antiga oposição feroz aos crentes, e a lembrança dessa experiência o mantinha humilde e grato pela bondade do Senhor (ver At 22:4; 26:9-11; Gl 1:13; lTm 1:13). No coração verdadeiramente convertido, o perdão divino produz percepção do pecado bem como sentimento s de gratidão e humildade. Tal experiência capacita a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 881.
Trabalhei muito mais. Isto é, com mais intensidade. Consagração e trabalho duro quase sempre produzem colheita abundante. Mas, como revela a frase seguinte, o apóstolo não permitia que o orgulho destruísse seu êxito evangelístico. CBASD, vol. 6, p. 882.
Não eu. Paulo não deu margens para alguém imaginar que tomava o crédito para si. Ele confere toda a glória a Deus. CBASD, vol. 6, p. 882.
14 Vã. Do gr. kenos, “vazio”, “sem conteúdo”, “carente de verdade” (cf. com. do v. 17), uma
descrição adequada de qualquer tentativa de pregar o evangelho sem a ressurreição de Jesus. Tal pregação de fato seria “vã”, sem um de seus fatos históricos centrais. Se Cristo não foi ressuscitado, o testemunho cristão é falho por dois motivos: (1) Jesus declarou várias vezes que ressuscitaria dos mortos (ver Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19), e, se Ele não ressuscitou, seria um impostor; (2) os apóstolos baseavam sua pregação num fato que afirmavam ter acontecido; portanto, seriam
cúmplice s do impostor, pregando sobre uma esperança que não poderia ser cumprida. CBASD, vol. 6, p. 882.
Vossa fé. A descrença na ressurreição invalida não só a pregação apostólica, mas também a crença nessa pregação. Ao duvidar da possibilidade da ressurreição, os incrédulos estavam destruindo tudo o que outrora estimavam. CBASD, vol. 6, p. 882.
15 Falsas testemunhas de Deus. A implicação é que teria sido um pecado pregar que Cristo ressuscitou dos mortos, se isso não fosse verdade. CBASD, vol. 6, p. 882.
17 Vã. Do gr. mataios, “inútil”, “sem objetivo”, “sem propósito” (cf. com. do v. 14). A atenção é dirigida à absoluta falta de objetivo da fé cristã se Cristo não tivesse sido levantado dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 883.
Pecados. Nos v. 16 e 17, Paulo repete a linha de raciocínio dos v. 13 e 14, mas com uma diferença. Antes, ele enfatiza o vazio da fé sem a ressurreição de Cristo; depois, ele revela a condição perdida e sem esperança da humanidade sem a ressurreição. … Se Jesus não foi ressuscitado dos mortos, então Ele seria um impostor; a fé nEle não traria perdão pelo pecado, e o pecador permaneceria culpado. … Além disso, o batismo, que é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, perderia
sua importância se não houvesse ressurreição, pois se dá a exortação de que “andemos nós em novidade de vida”, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos (ver Rm 6:3, 4). CBASD, vol. 6, p. 883.
20 Primícias. Os antigos israelitas deviam apresentar um molho das primícias da colheita de cevada ao sacerdote, que o movia diante do Senhor como uma promessa da colheita completa que se seguiria. Essa cerimônia devia ser realizada no dia 16 de nisã (abibe; ver com. de Lv 23:10; ver v. 11). A Páscoa era celebrada no dia 14 de nisã (ver com. do v. 5) e, no dia 16, s e realizava a oferta das primícias. O molho das primícias da colheita tipificava Cristo, as “primícias”, ou promessa, da grande colheita que se seguirá quando todos os justo s mortos forem ressuscitados na segunda vinda de
Jesus (ver 1Co 15:23; lTs 4:14-16). Cristo levantou dos mortos no mesmo dia que as primícias foram apresentadas no templo (ver com. de Lv 23:14; Lc 23:56; 24:1; ver vol. 5, p. 246-249). Assim como as primícias eram uma promessa e uma certeza da reunião de toda a colheita, também a ressurreição de Cristo é uma promessa de que todos os que confiam nEle serão ressuscitados dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 884.
Dos que dormem. Sobre o sono como metáfora da morte, ver com. do v. 6. O termo se refere aos que morreram como cristãos, crendo no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. CBASD, vol. 6, p. 884.
25 Debaixo dos pés. Isto corresponde a “escabelo” (SI 110:1, AA). CBASD, vol. 6, p. 886.
26 O último inimigo . A morte é personificada, como no v. 55 e em Apocalipse 6:8. CBASD, vol. 6, p. 886.
27 Por que. O primeiro Adão perdeu seu domínio e sucumbiu à morte; o segundo Adão recuperou
esse domínio perdido e destruiu a morte. CBASD, vol. 6, p. 887.
29 Os que se batizam por causa dos mortos. Esta é uma das passagens difíceis dos escritos de Paulo. Comentaristas elaboraram 36 tentativas de solucionar os problemas suscitados por este versículo, sendo que a maioria das sugestões não é relevante. … o v. 29 poderia ser parafraseado assim: ”mas se não há ressurreição, o que devem fazer os mensageiros do evangelho, se continuamente encaram a morte em favor de pessoas destinadas a perecer na morte de qualquer forma? ” Para eles, seria tolice (v. 17) enfrentar a morte para salvar outros, “se os mortos não ressuscitam” (v. 16, 32). A constante coragem dos apóstolos em face da morte é uma importante evidência de sua fé na ressurreição. Muitas passagens bíblicas declaram que não é possível, como ensinam alguns, que cristãos sejam batizados em favor de parentes e amigos mortos. A pessoa deve crer em Cristo e confessar seus pecados para poder ser batizada e salva (At 2:38; 8:36, 37; cf.
Ez 18:20-24; Jo 3:16; 1Jo 1:9). Mesmo os justos “salvariam apenas a sua própria vida” (Ez 14:14, 16; cf. Sl 49:7). A morte marca o fim da provação e das oportunidades humanas (ver Sl 49:7-9; Ec 9:5,6, 10; Is 38:18 , 19; Lc 16:26; Hb 9:27, 28). CBASD, vol. 6, p. 887. [Para uma discussão mais aprofundada das três propostas mais relevantes para entendimento desta passagem, favor consultar a fonte.]
32 Lutei em Éfeso com feras. Esta parece ser uma referência figurada ao episódio da luta de Paulo com adversários ferozes em Éfeso (cf. At 19:23-41). Um cidadão romano não podia ser punido sendo forçado a lutar com animais ferozes. Ele pergunta: “O que ganhei ao me expor a perigos comparáveis a lutar com animais ferozes, se a mensagem de ressurreição para a vida eterna por meio de Jesus Cristo não fosse verdadeira? Por que passaria eu por tais riscos para anunciar um falso ensinamento? Isso não faria sentido. Eu poderia ter deixado as pessoas a sua sorte e não lhes dizer nada.” Não se
sabe a quais experiências em Éfeso Paulo se refere. Na sua fúria insana, os adoradores pagãos da deusa Diana (ou Ártemis) se pareciam mais com animais selvagens do que com seres humanos. Paulo, no entanto, não poderia ter se referido a esse incidente em particular neste versículo, pois isso aconteceu depois de esta carta ter sido enviada (cf. 1Co 16:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 889.
Comamos e bebamos. Citação de Isaías 22:13…. Seria tolice de Paulo, ou de qualquer pessoa, passar por privações, dificuldades e perseguição a fim de pregar o evangelho da salvação do pecado e da felicidade futura e eterna se os mortos não ressuscitarão. Ele deveria, em vez disso, aproveitar
ao máximo esta vida desfrutando os prazeres, sabendo que a morte será o fim de tudo. Essa de fato parece ser a filosofia hedonista de muitos, principalmente à medida que o segundo advento de Cristo se aproxima (ver Mt 24:38, 39; 2Tm 3:1-4). CBASD, vol. 6, p. 889.
33 Não vos enganeis. Ou, “parai de serdes desviados”. CBASD, vol. 6, p. 889.
Conversações. Ou, “companhias”. Este é um verso da poesia de Menandro (343-c.280), talvez um provérbio comum. Visto que todos são grandemente influenciados por aqueles com quem se associam, a escolha de amigos e companhias requer cuidado. Paulo exortou os crentes a ter cuidado com os argumento s enganosos dos falsos mestres, que negavam a ressurreição dos mortos. A companhia de tais indivíduos deveria ser evitada. A associação com aqueles que têm opiniões errôneas, ou cujas vidas são impuras, tende a corromper a fé e a moral. A associação diária com os que não criam na ressurreição dos mortos e as frequentes conversações sobre esse assunto poderiam
fazer com que os crentes perdessem sua compreensão clara da verdade. A familiaridade com o erro tende a remover a objeção a ele e a minimizar o cuidado contra ele. Por essa razão, Deus sempre aconselhou Seu povo a não se associar aos incrédulos (ver Gn 12:1-3; Êx 3:9, 10; Dt 7:1-4; Is 52:11; Jr 51:6, 9; 2Co 6:14-17; Ap 18:4), o que não exclui o testemunho. CBASD, vol. 6, p. 889, 890.
Conhecimento de Deus. Alguns dentre os coríntios não conheciam a Deus como o Onipotente; a crença deles era mera teoria. Como resultado, podiam aceitar prontamente a ideia de não haver ressurreição. A presença dessas pessoas era uma desonra para toda a igreja e não devia ser tolerada. CBASD, vol. 6, p. 890.
35 Como …? A mente natural levanta objeções à ideia da ressurreição dos mortos. A constatação é a de que depois da morte vem a decomposição e, por fim, o corpo se esvai por completo. Portanto, pode-se perguntar como o pó poderia ser reunido para a ressurreição do indivíduo como era antes (ver Jó 34:15; Ec 12:7). Outra pergunta que traz perplexidade é: como o corpo reconstituído será comparado ao corpo que se desfez? CBASD, vol. 6, p. 890.
36 O que semeias. A dificuldade proposta no v. 35 poderia ser solucionada com a ilustração sobre o crescimento do grão, fenômeno com o qual todos estavam familiarizados. Quando se coloca um grão no solo, ele morre . Esse processo é essencial para que nasça uma nova planta. Se esse processo natural é bem aceito sem questionamentos, por que deveria haver problema com a ressurreição de um novo corpo a partir do antigo que se desfez? CBASD, vol. 6, p. 890.
37 Simples grão. Isto é, uma semente sem folhas, nem talos. Assim é o grão quando semeado. A planta que brota não é a mesma que a semente . Assim, o corpo que ressurgirá do túmulo na ressurreição não será o mesmo que foi depositado ali. É claro que haverá semelhanças, mas, ao
mesmo tempo, diferenças. O novo corpo não é composto das mesmas partículas de matéria que formavam o antigo. Contudo, a identidade do indivíduo será preservada (ver Ellen G. White Material Suplementar sobre os v. 42 a 52). CBASD, vol. 6, p. 890.
38 Deus lhe dá corpo. O milagre da natureza que produz os muitos tipos de grão tem sua fonte em Deus, o autor de toda vida e todo crescimento. Não há nada na semente que por si, sem auxílio, a faça brotar para a vida (ver T8, 259, 260) . Do mesmo modo, não há nada no corpo desfeito que, por si só,
resulte na ressurreição. No entanto, Deus ordenou que houvesse uma ressurreição, e é somente por Seu poder que o milagre acontece. CBASD, vol. 6, p. 890.
39 Nem toda carne é a mesma. Carne é a matéria da qual se compõe o corpo. A natureza tem diferentes tipos de matéria. Se Deus ordenou que houvesse tantas variedades de carne, e assim de corpos, não é de se surpreender que Ele venha a prover, na ressurreição, um tipo glorificado
de corpo para o ser humano. CBASD, vol. 6, p. 890, 891.
40 Glória dos celestiais. Embora pássaros, flores, árvores, minerais e seres humanos tenham sua beleza e atrativo, diferem do que é celestial. O s seres humanos não questionam a diferença entre a beleza das coisas celestiais e das coisas terrenas. Então, por que deveria haver alguma hesitação
em reconhecer uma diferença entre o corpo do ser humano adaptado à vida nesta Terra e o adaptado à vida no Céu? CBASD, vol. 6, p. 891.
- Uma é a glória do sol. No v. 40, Paulo mostra que há diferença entre os variados tipos de corpos
celestes e terrenos. Neste versículo, ele declara que há diferenças entre os corpos do mesmo tipo, a saber, corpos celestes. Ele diferem não só dos corpos terrenos, mas também entre si. Dessa forma, ele fortalece seu raciocínio de que o corpo ressurreto será diferente do corpo mortal. Deus estabeleceu
essa variedade na natureza e não está limitado em poder para fornecer um corpo novo e diferente para Seus santos na ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 891.
42 Semeia-se o corpo na corrupção. Paulo volta à comparação entre o reino vegetal e o ser humano (v. 37, 38). Ele fala dos corpos dos remidos como sementes lançadas ao solo que produzirão uma colheita para o reino de Deus. O cemitério é apropriadamente chamado, algumas vezes, de campo
de Deus. A decomposição que silenciosamente acontece ali, sem ser vista, é o preâmbulo da ressurreição gloriosa, quando findar a história deste mundo e começar a do eterno reino celestial, com o retorno de Cristo (ver 1Co 15:52; 1Ts 4:16). CBASD, vol. 6, p. 891.
Ressuscita. Paulo afirma que a ressurreição dos justos mortos com corpos glorificados não só é possível, mas de fato acontecerá. Essa é uma das verdades mais encorajadoras aos que lutam contra uma enfermidade e que temem a morte. CBASD, vol. 6, p. 891.
Incorrupção. O corpo ressuscitado do crente jamais será sujeito outra vez à enfermidade,
decomposição e morte. CBASD, vol. 6, p. 891.
43 Semeia-se. Em certo sentido, o cadáver é uma desonra. Devido à rápida decomposição, torna-se repugnante e deve ser sepultado. CBASD, vol. 6, p. 891.
Fraqueza. Do gr. astheneia, “falta de força”, “fragilidade”, “doença”. Isso não se refere simplesmente à debilidade do corpo terreno quando vivo, mas também à sua completa impotência como cadáver e à incapacidade de resistir à corrupção. CBASD, vol. 6, p. 891.
Ressuscita. Dignidade, beleza, honra e perfeição caracterizarão os santos ressuscitados. Seus corpos serão semelhantes ao de Cristo (Fp 3:20, 21; GC, 645). CBASD, vol. 6, p. 891.
Poder. Do gr. dynamis, “força”, “energia”, “poder”. O poder de Deus se manifestará no milagre da ressurreição. O corpo ressuscitado não experimentará nenhuma das debilidades e falta de resistência que afligem o corpo terreno (ver Is 33:24; 40:31; Ap 7:15, 16; 22:5; GC, 676). CBASD, vol. 6, p. 891.
44 Natural. Do gr. psuchikos, adjetivo derivado da palavra psychê, traduzida em geral como “alma”. Psychikos significa pertencente a esta vida presente. É uma palavra difícil de ser traduzida para o português. … O corpo natural é o que está sujeito às limitações da existência temporal, como dor, doença, fadiga, fome e morte. Esse corpo é posto no túmulo no fim da vida mortal (ver J ó 14:1, 2, 10-12; 21:32 , 33). O corpo espiritual será livre de todas as marcas da maldição do pecado (ver GC, 644 , 645). CBASD, vol. 6, p. 892.
45 Espírito vivificante. Isto é, um ser que tem o poder de dar vida. Adão se tornou “alma vivente”, mas Cristo é o doador de vida. Jesus afirmou poder ressuscitar os mortos (ver Jo 5:21, 26; 11:25) e exerceu esse poder ao ressuscitar alguns nesta vida temporal (ver Lc 7:14, 15; 8:54, 55). Essas demonstrações de Seu poder de dar vida devem ser aceitas como evidência de Seu poder para ressuscitar os mortos no segundo advento. CBASD, vol. 6, p. 892.46 Primeiro o espiritual. Os corpos espirituais que os santos terão na ressurreição são uma continuação de seus corpos naturais. O natural vem primeiro. O corpo espiritual não existe ainda, e não existirá antes da ressurreição. Deus dá a cada santo um corpo novo. CBASD, vol. 6, p. 892.
48 Como foi o primeiro homem, o terreno. Isto é, Adão. Todos os descendentes de Adão partilham sua natureza pecaminosa. Eles são frágeis, mortais e sujeitos a corrupção e morte. CBASD, vol. 6, p. 892.
50 Isto afirmo. “Carne e sangue” é uma figura de linguagem que designa as condições humanas no contexto de pecado (ver Mt 16:17; Gl 1:16; Ef 6:12). Portanto, não deve ser tomada com significado literal. Paulo apenas afirma que o corpo presente é inadequado para entrar no reino de Deus. O corpo ressuscitado terá carne e sangue, e isso se pode deduzir do fato de que o novo corpo terá a semelhança do glorioso corpo do Cristo ressuscitado (Fp 3:20 , 21), que consistia de carne e ossos (Lc 24:39; cf. DTN, 803) . Também é razoável concluir que o corpo dos santos ressuscitados não será muito diferente do tipo de corpo que Adão possuía quando foi criado (Gn 2:7). Se não tivesse pecado, ele teria permanecido com esse corpo para sempre. … Tudo que Deus criou era perfeito; portanto, o corpo de Adão e Eva também era perfeito, livre de corrupção, e adequado ao ambiente perfeito. Quando o homem pecou, sua natureza foi mudada. Portanto, antes de desfrutar a bem-aventurança do Éden restaurado, o corpo será mudado e adaptado à perfeição celestial. CBASD, vol. 6, p. 893.
52 Num momento. Do gr. en atomo, “num ponto do tempo indivisível”, “num instante”. Átomos ocorre apenas nesta passagem no NT. É a palavra da qual deriva “átomo”. Junto com a expressão “piscar de olhos”, esta frase indica a extrema rapidez com que se dará a mudança do corpo dos santos vivos. CBASD, vol. 6, p. 893.
Da última trombeta. O tempo em que se dará essa gloriosa transformação é indicado a seguir. Será na segunda vinda de Cristo, pois é então que a “trombeta de Deus” soará, e os fiéis que tiverem morrido serão ressuscitados com corpo inteiramente livre de todos os efeitos do pecado (Cl 3:4; ver com. de lTs 4:16). Então, os salvos que estiverem vivos e ansiosos pela vinda do Senhor passarão por uma maravilhosa mudança, em que todos os traços de corrupção e imperfeição serão removidos de seu corpo, que se tornará como o corpo glorioso de Cristo (ver Fp 3:20, 21; 1Jo 3:2). Eles passarão pela maravilhosa experiência de serem levados da Terra para o Céu sem morrer, como Elias, que foi um símbolo de todos os salvos que estarão vivos quando Cristo retornar (ver 2Rs 2:ll; PR, 227). CBASD, vol. 6, p. 893.
53 É necessário que. É essencial que ocorra uma mudança no corpo dos santos, seja pela ressurreição com corpo imortal incorruptível (v. 42), ou pela transformação sem ver a morte; pois não podem entrar no paraíso com as marcas da corrupção (v. 50). CBASD, vol. 6, p. 893.
54 Tragada foi a morte. A citação é de Isaías 25:8 … Quando, por ocasião da volta de Cristo, ocorrer a transformação da mortalidade para a imortalidade, tanto nos justos mortos como nos que vivem, o grande inimigo não mais perturbará os remidos. O último pensamento que lhes ocupava a mente à medida que a sombra da morte os envolveu foi o do sono que se aproximava, seu último sentimento foi o da dor da morte. Ao verem que Cristo voltou e lhes concede o dom da imortalidade, a primeira sensação será de grande regozijo, pois jamais sucumbirão ao poder da morte (ver GC, 550). CBASD, vol. 6, p. 894.
55 Ó morte. Alusão a Oséias 13:14 (ver com. ali). Neste clamor feliz e vitorioso, tanto a morte quanto a sepultura são personificadas, e as palavras são-lhes dirigidas, provavelmente por todos os santos triunfantes, que estarão libertos para sempre do sofrimento e da separação impostos pela morte. O domínio que esse inimigo exerce sobre todos desde a queda de Adão será para sempre removido dos remidos na segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 894.
Aguilhão. Do gr. kentron, “ponta aguda”, “um ferrão [como de abelha , vespa e escorpião]”. CBASD, vol. 6, p. 894.
56 O aguilhão da morte. Ou, o “pecado”. A morte, como o escorpião, tem um ferrão, um poder fatal concedido a ela por meio do pecado, a causa da morte (ver Rm 6:23). Mas os remidos não pecarão outra vez; portanto, jamais sentirão de novo o ferrão da morte (ver Na 1:9; Is 11:9; Ap 21:4). CBASD, vol. 6, p. 894.
57 Graças a Deus. Este versículo apresenta o tema ou objetivo de toda a Bíblia, a saber, que a restauração do ser humano ao favor de Deus e à condição original de perfeição e liberdade de todos os efeitos do pecado ocorre pelo poder de Deus que opera por meio de Cristo (ver Ed, 125, 126; cf. Rm 7:25). Os remidos darão louvor e graças a Deus por toda a eternidade por esse triunfo sobre o poder do adversário (ver Ap 5:11-13; 15:3, 4; 19:5,6). CBASD, vol. 6, p. 894.
58 Sede firmes, inabaláveis. Os crentes são instados a permanecer firmes na fé, sem permitir que nada os perturbe. Este apelo para se manter uma firmeza inabalável é reforçado pela verdade da ressurreição exposta pelo apóstolo neste capítulo. À luz de garantias maravilhosas para o futuro, crentes não deveriam ser influenciados pelas tentações do diabo, seja para satisfazer a carne ou se desviar dos fatos evidentes do evangelho por meio da influência das filosofias mundanas. Não se deve permitir que nada nem ninguém abalem o crente do fundamento de sua fé e esperança. CBASD, vol. 6, p. 894.
Abundantes. O grande incentivo à contínua atividade na causa da verdade é a certeza de que tais esforços não serão vãos no Senhor, mas resultarão na salvação de pessoas e no avanço da glória de Deus (ver Sl 126:6; Ec 11:6; Is 55:11; 1Co 3:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 895.
Filed under: Sem categoria
“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17).
O cerne do evangelho é “que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (v.3-4). Não é de se admirar, portanto, que Ele virá buscar aqueles que procuraram viver “segundo as Escrituras”. “Cristo, as primícias”, rompeu os grilhões da morte para que sejam salvos “os que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A Bíblia é clara quanto ao estado do homem na morte. Quando Lázaro morreu, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Assim como Jesus descansou no sepulcro e ressurgiu ao terceiro dia, os mortos estão num estado de inconsciência, de noite de sono, até a manhã gloriosa da ressurreição. Referindo-se àqueles que viram Jesus após Sua ressurreição, Paulo disse a respeito dos que já haviam morrido: “porém alguns já dormem” (v.6).
Paulo também deixou evidente de que os ressuscitados terão um corpo material glorificado: “Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória” (v.42). Para os gregos, era inconcebível a ideia da ressurreição do corpo material. Porém, os próprios discípulos foram testemunhas oculares de que a ressurreição de Jesus se deu de forma corpórea, ao tocarem em Suas feridas e ao Lhe darem algo para comer (Lc.24:39 e 43). Além do mais, após a morte de Cristo, a Bíblia relata a ressurreição de “muitos corpos de santos que dormiam” e de como “apareceram a muitos” (Mt.27:52 e 53).
O apóstolo precisava desmistificar da mente dos coríntios esta questão e procurou torná-la uma lição simples de se entender. Primeiro, ele deixou bem claro que crer na ressurreição de Jesus é a base da fé cristã e a nossa única esperança de remissão: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17). A ressurreição e ascensão de Cristo de forma corpórea, como Aquele que venceu a morte eterna, é a garantia da vida eterna aos “que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A humilde declaração de Paulo, ao dizer: “não eu, mas a graça de Deus comigo” (v.10), introduz a sua defesa de que, ao pregar sobre a ressurreição dos mortos, não estava falando sobre uma opinião própria, mas inspirado pelo Espírito de Deus.
Precisamos ser cautelosos quanto a teorias humanas que acabam minando a nossa fé e lançando por terra as verdades eternas das Escrituras. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v.33). Assim como aquela teoria estava abalando a igreja de Corinto, muitos falsos ensinamentos têm contaminado a igreja de Deus e prejudicado o seu avanço. Satanás, como grande estudioso da mente humana, analisa cada grupo de pessoas lançando sobre eles as filosofias que mais se adequam, a fim de que sejam completamente dominados por ideias que bloqueiam a exata compreensão do “Assim diz o Senhor”. Por isso que Paulo iniciou este capítulo com a imprescindível advertência: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v.1-2).
A vitória de Cristo sobre a morte nos outorgou participarmos com Ele da recompensa quando Ele voltar. Ele destruirá “o último inimigo”, que “é a morte” (v. 26) e finalmente estaremos para sempre com o Senhor. Mas, “se Cristo não ressuscitou” (v.14), “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.32). Percebem a seriedade do contexto? Todo aquele que crê no Salvador ressurreto, que pagou alto preço para nos resgatar deste mundo mau, almeja o Dia em que será transformado “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (v.52). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (v.53).
O batismo “por causa dos mortos” a que Paulo se refere (v.29) não faria o menor sentido se o contexto fosse interpretado ao pé da letra, porque em lugar algum na Bíblia fala sobre batismo por “procuração”. A salvação é individual e intransferível. Porém, há coerência quando a ideia é de que aqueles que aceitam o evangelho e se batizam, tomam o lugar daqueles que já morreram, no sentido de que as gerações que se foram, dão lugar às próximas gerações, que professam a mesma esperança. Ora, se a ressurreição não fosse verdade, para que batizar-se e crer no mesmo evangelho de mortos que permanecerão mortos? Entendem, amados? A expressão “por causa dos mortos” (v.29) seria melhor traduzida no grego como “em relação aos mortos”. Ou seja, o batismo só tem validade real se após a morte para o pecado houver ressurreição para uma vida de santificação. E a única morte de que não necessita ressurreição é a morte para o pecado. Como Paulo, precisamos perseverar no mesmo propósito: “Dia após dia, morro!” (v.31). O velho homem, este sim, deve ser sepultado, para dar lugar à nova criatura em Cristo Jesus.
Deus tem chamado um povo sóbrio e justo, que foge do pecado e que pensa mais no semelhante do que em si mesmo, “porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa” (v.34). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (v.58). Quando isso for real na igreja de Deus, o mundo todo será advertido e, “então, virá o fim” (v.24).
Pai nosso que está no Céu, graças Te damos pela promessa da ressurreição em Cristo Jesus! Ele mesmo prometeu que os que são dEle não morrem, pois a morte é apenas um até breve para os salvos por Cristo. Livra-nos dos enganos espiritualistas destes últimos dias e firma a nossa fé na bendita ressurreição dos santos e na glorificação quando o Senhor voltar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia e um feliz Natal, herdeiros da vida eterna em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios15 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
I CORÍNTIOS 15 – Esse capítulo é o mais abrangente da Bíblia tratando da ressurreição, e temos muito a aprender!
• A ressurreição é o alicerce da fé cristã. Sem ressurreição de Cristo, a cruz seria derrota; mas com ela, o túmulo vazio torna-se o trono da vitória eterna (I Coríntios 15:1-18).
• Cristo é as primícias de nossa esperança. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento do passado, mas a garantia viva de que a morte foi vencida e a vida reina para sempre (I Coríntios 15:19-29).
• A pregação é vazia se não houver ressurreição. Se Cristo não ressuscitou, todo sermão é um eco no vazio; como Ele vive, cada palavra pregada proclama a vitória eterna (I Coríntios 15:30-34).
• A morte perdeu seu poder através de Cristo. Na cruz, a morte rugiu; na ressurreição, ela foi silenciada. O aguilhão foi quebrado, a vida triunfou (I Coríntios 15:55-57).
• Temos certeza de que o corpo ressuscitará em glória. Hoje, somos semeados na fraqueza, mas na ressurreição floresceremos em glória, como um grão que se transforma em eternidade (I Coríntios 15:35-49).
• O que é corruptível hoje, será revestido de incorruptibilidade. O que hoje é limitado pelo tempo será revestido com a eternidade de glória no dia da segunda vinda de Cristo (I Coríntios 15:50-54).
• Por haver ressurreição, o trabalho no Senhor nunca é inútil. Quem vive para o Cristo ressurreto sabe que cada esforço no Senhor é como uma semente lançada no solo fértil do Céu. O crente que vive à luz da ressurreição é como uma tocha no meio das tempestades: Firme, porque Seu fundamento é Cristo e Sua promessa que certamente se cumprirá (I Coríntios 15:58).
“A ressurreição de Cristo foi uma amostra da ressurreição final de todos os que nEle dormem. O corpo ressurreto do Salvador, Sua conduta, o som de Sua voz, tudo era familiar aos Seus seguidores. Do mesmo modo ressuscitarão os que dormem em Jesus. Reconheceremos nossos amigos como os discípulos reconheceram Jesus. Embora tivessem sido deformados por enfermidades ou desfigurados nesta vida imortal; contudo, no corpo ressurgido e glorificado, suas identidades individuais serão perfeitamente conservados, e reconheceremos nas faces radiantes pela luz que irradia da face de Jesus os traços fisionômicos daqueles que amamos”, afirma Ellen White.
Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/14
Parece que o dom espiritual que mais foi abusado é o de falar em línguas. Paulo dedica grande parte de 1 Cor. 14 para corrigir esse abuso. O falar em línguas sobre o qual Paulo está falando aqui parece ser diferente daquele falado em Atos 2. Aqui em 1 Cor. 14, “Pois quem fala em uma língua [28] não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios.” (v. 2).
Em Atos 2, o registro diz: “Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua.”
Atos 2:6
Na lista de dons espirituais de Paulo, ele coloca o falar em línguas em último lugar porque é onde ele pertence em termos de importância (veja 1 Cor. 12: 8-10, 28). No que diz respeito a Paulo, o dom a se desejar é o dom de profetizar (ver 1 Cor. 14;1). Isso ocorre porque “Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja.” (v. 4). O dom de profecia “é o poder de falar com autoridade por Deus, ou em nome de Deus, seja predizendo eventos futuros ou declarando a vontade de Deus para o presente.” Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 771
Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/14
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
660 palavras
1 Que profetizeis. No capítulo 14, Paulo contrasta o dom de profecia com o de línguas, mostrando que o primeiro traz mais benefícios a um maior número de pessoas. Os coríntios exaltavam o dom de línguas acima do de profecia, sem dúvida, devido a sua natureza espetacular. Alguns talvez desprezassem a profecia, como parece ter acontecido em Tessalônica (ITs 5:20). Os coríntios foram advertidos a buscar o amor, que leva as pessoas a obter dons que beneficiam os outros, bem como a si mesmos. Não se deve buscar os dons para exaltação própria, mas para servir melhor a Deus e ajudar a igreja. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 866.
2 Língua estranha. A palavra “estranha” foi acrescentada. CBASD, vol. 6, p. 866.
5 Superior. O dom de profecia era superior devido a seu valor para a igreja. Mais pessoas eram beneficiadas por ele do que pelo dom de línguas. Os dons do Espírito devem ser avaliados segundo a utilidade e não segundo sua natureza espetacular. CBASD, vol. 6, p. 867.
8 Trombeta. A linguagem da trombeta era inteligível para o exército. Mas, se a pessoa que tocava a trombeta não fizesse um chamado claro, resultaria em confusão, e o exército não estaria preparado para a batalha. CBASD, vol. 6, p. 867.
20 Meninos. Os coríntios tinham muito orgulho de sua sabedoria. Eles exultavam por suas conquistas intelectuais, mas estavam se comportando como crianças em relação aos dons do Espírito. Tinham mais interesse nos dons espetaculares, como o de línguas, do que nos dons que atuavam de forma mais discreta, contudo, com mais eficiência para a igreja, como o de profecia. CBASD, vol. 6, p. 869.
Malícia. Do gr. kakia, “maldade”, “impiedade”, “depravação”, “malignidade”. Com respeito a essa qualidade, as crianças pequenas são consideradas inocentes. Essa é a atitude que será vista em todos que estão cheios do Espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 869.
22 Para os que crêem. A profecia edifica a igreja, o corpo de crentes. É um sinal da presença contínua de Deus. CBASD, vol. 6, p. 870.
32 Estão sujeitos aos próprios profetas. Devia haver pessoas que afirmavam não poder ficar em silêncio quando estavam sob inspiração do Espírito Santo. Paulo rejeita essa pretensão. Os verdadeiros profetas tinham controle de sua mente e podiam falar ou permanecer em silêncio. A inspiração não elimina a individualidade e o livre-arbítrio. O agente humano expressa em seu próprio estilo e pensamento as verdades reveladas a ele. CBASD, vol. 6, p. 871.
33 Confusão. Deus não é de desordem, desunião, discórdia ou confusão. O verdadeiro culto a Deus não encoraja desordem de nenhum tipo. Este versículo apresenta um princípio geral que rege o cristianismo e deriva da natureza divina. Ele é o Deus da paz, e não se deve ensinar que Ele Se agradaria de uma forma de culto caracterizada por confusão de algum tipo. CBASD, vol. 6, p. 872.
34 Lei. As Escrituras ensinam que, devido a seu papel na queda do homem, a mulher foi designada por Deus a uma posição subordinada ao marido. Por causa da mudança na natureza humana resultante da entrada do pecado, a harmonia que o ser humano desfrutava foi alterada. Não convinha mais que o homem e a mulher tivessem a mesma autoridade na direção do lar, e Deus escolheu colocar sobre o homem mais responsabilidade na hora de tomar decisões e instruir a família. CBASD, vol. 6, p. 872.
35 É vergonhoso. Isto era assim por causa do costume dos gregos e dos judeus de que as mulheres deviam se retirar quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada vergonhosa e traria desonra à igreja. CBASD, vol. 6, p. 872.
37 Se alguém se considera profeta. Quem afirmasse ter qualquer dom do Espírito, mas se recusasse a reconhecer que a instrução dada por Paulo provinha do Senhor, demonstraria que sua inspiração não “era divina. CBASD, vol. 6, p. 873.
40 Ordem. Do gr. kata taxin, “segundo a ordem”. Na igreja, não deve haver confusão, ruído desnecessário, nem desordem. O cristão deve sempre se guardar contra o mal da formalidade no culto público. Deus não deseja demonstração exterior ou exibições de talento, mas a devoção sincera com amor externada em oração e louvor. Dignidade e reverência são essenciais, mas serão inspiradas por um genuíno senso da majestade e da grandeza de Deus, e não pela resposta ao impulso do coração natural por exaltação própria. Para que a adoração pública a Deus seja de fato reverente deve ser conduzida de modo que todos os presentes possam participar de forma inteligente de tudo o que é feito. Portanto, o uso de línguas ininteligíveis é inadequado, a menos que sejam interpretadas para o benefício de todos. CBASD, vol. 6, p. 874.
Filed under: Sem categoria
“Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?” (v.8).
Na sequência de sua carta aos coríntios, após manifestar o inspirado entendimento acerca do amor, Paulo esclareceu algo que até hoje tem sido muito mal compreendido no meio evangélico. Após o Pentecostes, quando os discípulos foram agraciados pelo derramamento do Espírito Santo, o dom de línguas foi a primeira evidência da promessa feita por Cristo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Havia uma necessidade real e lógica para aquele evento. O evangelho precisava ser pregado a todas as nações. Por isso que os que ali estavam presentes, “homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu”, ouviram os discípulos galileus falar cada um em sua “própria língua materna” (At.2:5,8).
Ao espalhar-se o evangelho entre os povos, surgindo assim novos discípulos, o dom de línguas foi perdendo a sua importância dado o seu propósito. O dom de falar em outros idiomas, ou de interpretá-los, quanto qualquer outro dom concedido pelo Espírito, deve ter como finalidade “a edificação da igreja” (v.12), algo a que o apóstolo se referiu por quatro vezes só neste capítulo. A edificação da igreja se trata da confirmação e fortalecimento da fé, por meio do uso dos dons em conformidade com a vontade de Deus. E é aqui onde entra a profecia. Profetizar não se trata apenas de prever o futuro ou de experiências sobrenaturais. A tradução do verbo profetizar em grego significa “falar adiante”. Isso inclui proferir palavras que edifiquem, exortem e consolem (v.3) a igreja de Deus.
A vida de Jesus é o supremo exemplo da manifestação dos dons espirituais. Porque Ele nos amou, Sua vida foi dedicada a procurar, “com zelo, os dons espirituais” (v.1). Usando referências do Antigo Testamento, Jesus profetizava às multidões com o inconfundível sonido do Está Escrito. Jesus não apenas cumpriu as profecias que a Seu respeito foram escritas, como também confirmou a veracidade e a literalidade de muitos relatos hoje questionados até mesmo no meio cristão. A criação do homem e da mulher, a existência de Satanás, o casamento hétero e monogâmico instituído no Éden, o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, a experiência de três dias de Jonas no ventre de um grande peixe, o dom profético de Daniel, dentre outras, são verdades que foram devidamente confirmadas por Jesus, registradas nos evangelhos. E, segundo Ele, se queremos estar prontos para vê-Lo face a face, devemos ser santificados pela Palavra (Jo.17:17). Porque sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).
Há uma frase de Billy Graham que diz: “Estude a Bíblia para ser sábio, creia para ser salvo, siga seus preceitos para ser santo”. Emoção e razão precisam estar em ponto de equilíbrio em se tratando de adoração. “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (v.15). Percebem, amados? E é exatamente na Palavra de Deus que encontramos esse ponto de equilíbrio que nos ajuda a fazer tudo “com decência e ordem” (v.40), “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição quanto às mulheres falarem nas igrejas, apesar de ser polêmico e dar margem para algumas teorias, certamente foi algo necessário dadas as circunstâncias temporais e locais. Pode se referir também a uma proibição apenas com relação a não criticarem as profecias. O que de fato é importante nesta ordem de Paulo era que tudo fosse “feito para edificação” (v.26) da igreja e, consequentemente, para o avanço da obra.
Longe de ser um sinal do favor do Espírito Santo, a glossolalia, ou falar em “línguas estranhas”, portanto, não é bíblico e muito menos uma prova de espiritualidade. Pelo contrário, “as línguas” (ou seja, falar em outros idiomas), “constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (v.22), pois é uma forma do evangelho impactar o coração dos “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Temos um evangelho eterno a pregar, e “se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha” final? (v.8). Somente na Bíblia encontramos a linguagem da edificação. Se “o que profetiza edifica a igreja” (v.4), precisamos nos apegar ao estudo da Bíblia em oração para que a nossa vida profetize a favor dela. “Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar” (v.39), pois é melhor “falar na igreja cinco palavras” com entendimento, “para instruir outros”, do que “falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).
Nosso Deus e Pai, graças Te damos pelos dons espirituais que nos são dados pelo Espírito Santo! Ensina-nos a procurar com zelo pelos melhores dons! E os melhores dons certamente são aqueles que o Senhor de antemão já nos preparou. Ó, Pai, acima de qualquer idioma desta Terra, queremos falar o idioma do Céu, palavras que edifiquem a Tua igreja e que sejam aprovadas por Ti. Unge e purifica os nossos lábios com a brasa viva do Teu altar para que profetizemos a Tua verdade ao mundo e o Senhor volte logo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, profetas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
I CORÍNTIOS 14 – Uma igreja cheia do Espírito Santo é um farol que ilumina as trevas e atrai corações em busca da verdade.
“A igreja de Corinto era cosmopolita. Possivelmente, às vezes, alguns membros tivessem o desejo de pregar e testemunhar em sua língua nativa. Entretanto, os demais crentes não podiam entender e solicitavam tradução. Não se tratava de um milagre, e sim de uma habilidade aprendida. Assim sendo, a igreja foi instruída por Paulo a voltar à prática dos dons espirituais de modo que eles pudessem se tornar uma bênção e não um impedimento para os crentes e descrentes” (Bíblia do Discípulo).
Não somos chamados para a exibição de dons, mas para a expansão da graça; não para impressionar os homens, mas para edificar o corpo de Cristo.
“O dom de línguas em I Coríntios refere-se à habilidade concedida pelo Espírito para falar idiomas estrangeiros, em conformidade com a manifestação desse dom em outras partes da Bíblia (Mc 16:17; At 2:1-13; 10:44-48; 19:6) e porque o termo usado para ‘línguas’, nesta passagem, se refere a um ‘idioma’ (ver também 12:10, 28, 30)… Paulo estava ávido para estabelecer princípios importantes no exercício desse dom:
- Os cultos públicos devem ser inteligíveis. Os dons espirituais usados nesse momento devem edificar e encorajar (14:1-12).
- Quando usadas em público, as línguas exigem interpretação e o número de participantes deve ser limitado (v. 5, 13, 17-28; 12:10, 30).
- Os que usam o dom devem exercer autocontrole (v. 13-19, 28).
- O dom de línguas não deve competir com o dom de profecia, cuja importância é superior (v. 1, 5; 12:28-31)” Bíblia Andrews).
A edificação da igreja é a prioridade de Deus, de Paulo e de todo verdadeiro líder espiritual. Por isso, palavras sem entendimento são como um sino vazio.
Consequentemente, somos instruídos em I Coríntios 14 que a verdadeira espiritualidade não é medida pelo quanto falamos, mas pelo quanto nossas palavras constroem vidas e aproximam corações de Deus (vs. 16-19).
Deus é um Deus de ordem, não de confusão. Onde há confusão, o Espírito recua. Onde há ordem, a glória divina resplandece com poder (I Coríntios 14:26-40) – Isso é reavivamento espiritual!
Portanto, edifiquemo-nos uns aos outros visando o reavivamento, buscando fazer tudo com decência e ordem! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/13
É importante saber o tipo de amor sobre o qual Paulo está falando em 1 Coríntios 13. O grego antigo tinha quatro palavras para amor:
1. Eros — refere-se ao amor romântico.
2. Storge — descreve o amor familiar, ou seja, o amor entre um pai e um filho.
3. Philia — amizade e afeição fraternal. É o amor entre amigos. Todos os três tipos de amor são inatos à natureza humana. Portanto, você não precisa ser um filho de Deus para tê-los. Até mesmo publicanos têm amor philia (veja Mateus 5:46).
O quarto tipo de amor, Ágape, não é inato à natureza humana. Ele vem somente de Deus. Este é um amor abnegado. Não é uma emoção, mas um princípio que nos guia a escolher a gentileza para com todos, incluindo os não amáveis. Este é o amor sobre o qual Paulo está falando neste capítulo. Motivados por esse amor, Jesus e Estêvão oraram por aqueles que os perseguiam (veja Lucas 23:34; Atos 7:60). Para sermos aceitáveis a Deus, nossas ações devem ser movidas pelo amor Ágape (veja 2 Coríntios 5:14).
Oração: Pai, concede-nos a graça de nos rendermos à Tua vontade e cultivar o amor Ágape, para que ele seja a força motriz por trás de todas as nossas ações para Ti.
Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/13
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
746 palavras
1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (1Co 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de “a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo”. Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (1Co 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.
Amor. Do gr. agape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.
2 Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.
3 Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo se referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.
4 Não se ufana. Do gr. perpereuomai, “vangloriar-se”, “jactar-se”. O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.
5 Não se ira facilmente. O advérbio “facilmente” foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra “facilmente” seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.
11 Menino. Do gr. nepios, literalmente, “alguém que não fala”, um “infante”. O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.
12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.
13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.
by tatianawernenburg
Filed under: Sem categoria
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (v.1).
Ele é a essência do caráter de Deus: “Deus é amor” (1Jo.4:8). Ele é o cumprimento da lei: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.12:10). Ele é o fundamento de todos os dons: “Se não tiver amor, nada serei” (1Co.13:2). Ele abrange o mundo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Ele é a primazia do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor […]” (Gl.5:22). Ele definirá o caráter do remanescente: “[…] os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ele é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3).
O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade dos dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumerou alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada em vários ministérios.
Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de marketing pessoal. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.
Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabeleceu uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito. Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é divino, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8).
O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo esse amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.
Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que coisas ou cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra.
Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a “chave” da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt.24:12-13).
Pai de amor, enquanto muitos têm banalizado o Teu amor pregando um evangelho romantizado, nós queremos que o Teu amor transforme a nossa vida de forma que Jesus seja visto em nós. Derrama sobre nós o Teu Espírito para que Te amemos e amemos o nosso próximo com o amor de Cristo. Purifica o nosso coração, fortalece a nossa fé e confirma a nossa esperança na bendita promessa de que Jesus em breve voltará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reflexos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100