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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COMENTÁRIO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/11
Ao tratar das questões de cobertura na cabeça e como conduzir a Ceia do Senhor (vv. 17-34), Paulo lembra que todo o comportamento para ser adequado deve apontar para Jesus Cristo. Como adoramos traz honra ou desonra a Deus.
No ambiente altamente sexualizado de Corinto, uma mulher que não cobria a cabeça estava se identificando como prostituta. Paulo argumenta que naquela época, no contexto do mundo antigo, uma mulher casada deveria manter a cabeça coberta. Este texto tem sido interpretado de muitos modos ao longo da história cristã. Os pioneiros Adventistas do Sétimo Dia defendiam os princípios, ao invés de sustentar a ideia de que as mulheres deviam ir à igreja com a cabeça coberta. Por razões semelhantes, os primeiros líderes, como Tiago White, opunham-se à ideia de que as mulheres não deviam falar em público (ver White, Spiritual Gifts, vol. 3, p 24).
Paulo nos lembra também que os emblemas da Ceia do Senhor são sagrados, pois representam o corpo quebrado e o sangue derramado de Jesus Cristo na cruz. Esta ordenança reafirma a expiação sacrificial de Cristo e também nossa crença na Segunda Vinda de Jesus Cristo (v. 26). Não é de admirar que Tiago White tenha dito que a Ceia do Senhor deveria ser chamada de “ordenança do Advento”.
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1 Como também eu sou. Todo ministro do evangelho de Cristo deve estar apto a pedir que seus ouvintes imitem seu exemplo ao seguir o Mestre. Se não pode fazê-lo, deve esquadrinhar o coração e rogar a Deus para que viva para Ele em todos os aspectos, e não para si mesmo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 828.
4 Sua própria cabeça. Isto pode se referir tanto a Cristo, que é “a cabeça de todo homem” (v. 3), ou à cabeça literal do homem, que seria desonrada estando coberta. O homem que, como servo do Senhor, se recusa publicamente a demonstrar respeito por Cristo, traz desonra tanto ao Senhor quanto à sua própria cabeça. Corinto era uma cidade grega, e, por consideração ao costume grego, Paulo ensinou que ao adorar a Deus, nessa cidade, os homens deviam seguir o modo usual de mostrar respeito, removendo a cobertura da cabeça na presença de um superior. Os homens não deviam agir como mulheres. CBASD, vol. 6, p. 831.
5 Sem véu. Era costume das mulheres cobrir a cabeça com véu, como evidência de que eram casadas, e também como modéstia. CBASD, vol. 6, p. 831.
10 Autoridade. Do gr. exousia. É provável que isso se refira ao sinal da autoridade do marido, o véu, que as mulheres usavam como reconhecimento público de sua posição sob a autoridade do marido. Aceitar de boa vontade esse costume era um privilégio honrado, indicando que a mulher tinha posição de respeito na comunidade, pois ela “pertencia” a alguém, e podia reclamar apoio e proteção deste sob cuja “autoridade” vivia. CBASD, vol. 6, p. 833.
11 No Senhor. Esta relação entre homem e mulher está de acordo com o desígnio e a direção do Senhor. É intenção e ordem de Deus que dependam um do outro, vivam em mútua consideração e promovam o bem-estar e a felicidade um do outro. Cada um é necessário ao bem estar do outro, e esse fato deve ser reconhecido na relação. O homem não pode existir sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Um é incompleto sem o outro. Isso devia ser motivo suficiente para evitar a jactância por parte do homem. CBASD, vol. 6, p. 833.
14 Natureza. Neste caso, o termo indica a ordem natural das coisas, o que em geral é aceito pelas pessoas, o costume prevalecente. Na época de Paulo, era costume para um judeu, grego e romano usar cabelo curto. Entre os israelitas se considerava vergonhoso que um homem tivesse cabelo comprido, com exceção daquele que tivesse feito voto de nazireu. CBASD, vol. 6, p. 834.
17 Não para melhor. O propósito das reuniões regulares dos crentes é o fortalecimento espiritual e o encorajamento dos participantes a enfrentar a batalha da vida com mais fé e esperança. Longe de louvar seu comportamento e a forma de observar os ritos da casa do Senhor, o apóstolo achou necessário repreendê-los. Primeiramente, declarou de forma categórica que suas reuniões não produziam bons resultados, mas ruins. Em seguida, ampliou essa afirmação e mostrou como tinham permitido que práticas errôneas privassem o serviço da comunhão de sua santidade e inspiração adequadas. CBASD, vol. 6, p. 835.
27 Indignamente. Ou, sem a devida reverência pelo Senhor, cujo sofrimento e sacrifício estão sendo lembrados. Pode-se dizer que a indignidade consiste na conduta imprópria (v. 21) ou na falta de fé vital e ativa no sacrifício expiatório de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 841.
28 Examine-se. Antes de participar da Ceia do Senhor, a pessoa deve rever sua experiência cristã e certificar-se de estar pronta para receber as bênçãos que esse rito proporciona a todos que estão em relacionamento com Deus. Deve refletir se, dia a dia, tem experimentado a morte para o pecado e o novo nascimento para o Senhor, se está ganhando a batalha contra os pecados que o afligem e se sua atitude para com o próximo está correta. Palavras, pensamentos e ações devem ser inspecionados, bem como hábitos de devoção pessoal e tudo que influencie no progresso em direção a um caráter que reflita a imagem de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 841.
34 Fome. Isto se refere ao desejo físico por alimento, não o anseio espiritual pelo pão da vida. A Ceia do Senhor não tem o objetivo de satisfazer a fome física. Seu propósito é ser um memorial do maior e mais solene evento, e não um banquete. As instruções dadas neste capítulo, quando seguidas cuidadosamente, fazem da Ceia do Senhor um serviço cheio de consolo e santa alegria. CBASD, vol. 6, p. 843.
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“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (v.1).
Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de se manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor. E não foi sem razão o conselho de Paulo às mulheres, diante da terrível imoralidade que predominava naquele lugar.
Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também faz parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter. Mesmo na igreja durante 15 anos, eu não entendia esse princípio. Mas o Espírito de Deus, com muita paciência, foi me ajudando nesse sentido. E este é um assunto que deve ser levado em muita consideração diante do cenário profético em que estamos inseridos.
O Espírito Santo tem realizado uma linda e paciente obra na vida de todos os que têm se submetido à Sua vontade. Na verdade, a forma como nos vestimos deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje também: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus, e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto; se não podemos nos vestir de qualquer jeito diante de um juiz; qual tem sido a nossa conduta diante do Rei do Universo e Juiz de toda a Terra?
Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, uma das mais importantes cerimônias deixadas por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13).
Um exame de coração precisa ser feito, amados. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co.3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, meus irmãos, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).
Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. E ainda que haja partidos entre nós, Que a nossa adoração e tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito do Senhor em nossa vida, a fim de que sejamos conhecidos como “os aprovados” do Senhor Jesus (v.19) e seus imitadores. E amadas mulheres cristãs, tenhamos em mente que os homens são atraídos pelo que veem. Que, em nome de Jesus, sejamos mulheres sábias e virtuosas do Senhor! Quer fora ou dentro da igreja, que sejamos conhecidas pelo “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Deus tenha misericórdia de nós!
Santo e Bendito Pai, o conhecimento dado pelo Teu Espírito só pode ser discernido espiritualmente. E, como Paulo, queremos ser imitadores de Cristo Jesus. Ó Pai, fala conosco de uma forma pessoal e tão íntima que não reste dúvidas de que é o Senhor falando à nossa mente. Não é fácil, Senhor, andar na contramão do mundo. Não é fácil ser diferente. Mas que a paz que excede todo o entendimento tome conta de nossa mente e coração na certeza de que as decisões que tomamos, guiados pelo Teu Espírito segundo a sabedoria da Tua Palavra, são decisões para a vida e não para a morte. Guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 11 – Paulo é o apóstolo que enfatiza a liberdade cristã em outros textos (conferir Gálatas 5:1). Ele sugere que práticas culturais e litúrgicas devem ser adaptadas ao contexto, desde que não comprometam a essência da mensagem do evangelho.
Encontramos nos primeiros versículos questões sobre ordem e decoro no culto, especialmente relacionadas às práticas de cobrir ou descobrir a cabeça durante a oração e a profecia. Paulo estabelece argumentos baseados na criação, na relação entre homem e mulher, e na cultura da época.
• Ordem na criação: O homem é a “imagem e glória de Deus”, e, a “mulher é a glória do homem” (I Coríntios 11:7).
• Tradição cultural: Paulo demonstra a importância de respeitar os costumes de cada época e lugar, como o uso do véu para mulheres, que simbolizada respeito e modéstia.
• Natureza: O texto declara que “a própria natureza” ensina que é desonroso para o homem ter cabelo comprido, enquanto para a mulher, o cabelo é “uma glória para a mulher” (I Coríntios 11:14-15).
Mesmo fundamentados em princípios bíblicos, os cristãos devem equilibrar a teologia com a relevância cultural e a lógica prática.
O clímax do assunto do véu, e das diferentes funções de homens e mulheres está em I Coríntios 11:16. “Mas, se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume nem as igrejas de Deus”.
Em suma,
• A unidade doutrinária e prática é fundamental para evitar disputas desnecessárias.
• As práticas de culto devem refletir a unidade e ordem, respeitando contextos culturais, mas sempre com base nos princípios bíblicos.
• É importante distinguir entre costumes culturais transitórios e mandamentos universais.
• A igreja deve ser sábia em manter aquilo que edifica e promove a unidade.
• As práticas de questionar as instruções divinas é prejudicial a unidade eclesiástica.
A maneira como a Ceia do Senhor é celebrada deve ser um testemunho da comunhão entre os membros e a obra redentora de Cristo. O comportamento contencioso (I Coríntios 11:16) e as divisões na Santa Ceia (I Coríntios 11:17-34) refletem um problema maior: A valorização excessiva do individualismo em detrimento da unidade.
Seja no uso do véu (autoridade/ordem) ou na Ceia (igualdade/comunhão), os valores centrais do evangelho devem moldar as práticas cristãs.
Reflita: A unidade é essencial para haver reavivamento espiritual! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 10 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COMENTÁRIO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/10
“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31).
“É apenas um ritual.”
“É apenas um símbolo.”
“Deus realmente se importa com o que comemos?”
Talvez você já tenha ouvido pessoas expressando essas opiniões populares ou você mesmo tenha dito isso. Independente de quem tenha falado, a ideia de que nossos pensamentos e intenções importam mais do que nossos hábitos e ações não se aplica ao nosso relacionamento com Deus.
O que fazemos com nosso corpo afeta nossa vida espiritual tanto quanto nosso estado de espírito. Como Paulo explicou, embora saibamos que os ídolos não têm poder inerente, se comermos uma refeição oferecida aos ídolos, nos associamos aos demônios que motivam a adoração falsa (10:19-21). Assim, os atos simbólicos têm poder porque os rituais indicam como os humanos se relacionam com realidades intocáveis, incluindo o mundo espiritual.
Não caímos inadvertidamente no controle de espíritos malignos, como se esses símbolos tivessem poder em si mesmos. Evidência disso é que Paulo orienta para não perguntarmos se a comida havia sido oferecida aos ídolos (10:25-27). Em vez disso, o que compromete a nossa integridade são as demonstrações intencionais de lealdade ambígua à nossa comunidade (10:28) e ao mundo espiritual (10:25).
Finalmente, rituais como a guarda do sábado e a ceia do Senhor, bem como a abstinência de álcool e carnes impuras, enviam uma mensagem para nós mesmos. Eles são lembretes recorrentes de que estamos vivendo para um amanhecer invisível que está chegando em breve – lembretes de que tudo o que fazemos com nossos corpos deve ser direcionado para a luz de Seu reino que breve será inaugurado.
David Hamstra
Pastor líder, Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Edmonton
Edmonton, Alberta, Canadá.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1630 palavras.
2 Batizados. A experiência dos filhos de Israel figurava o batismo. Com a nuvem acima e o mar de ambos os lados, os israelitas estavam envolvidos pelas águas ao passarem pelo mar; e, nesse sentido, foram batizados. Essa experiência pode ser considerada como símbolo da anulação da antiga aliança deles com o pecado na escravidão egípcia, e uma promessa de lealdade a Deus por meio de Seu representante Moisés. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 814.
3 Manjar espiritual. A palavra “manjar” é usada no sentido de “alimento” em geral. O adjetivo “espiritual” indica que o alimento não lhes era dado por processos naturais. CBASD, vol. 6, p. 814.
4 Era Cristo. A grande verdade que esse versículo ensina é que Jesus está com seu povo em todos os caminhos e está pronto a suprir suas necessidades quando clamam a Ele. … Historicamente, Cristo foi o líder de Israel, não penas nas peregrinações pelo deserto, mas ao longo de sua história como nação. De fato, toda a relação de Deus com a humanidade caída se dá por meio de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 815.
5 Prostrados. Os israelitas descrentes e desobedientes foram “espalhados” pelo deserto porque se recusaram a confiar no amor e a direção do Pai celestial e porque foram indulgentes na satisfação de desejos e paixões carnais. CBASD, vol. 6, p. 816.
7 Idólatras. Esta é uma referência à adoração ao bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte com Deus (ver Êx 32:1-5). CBASD, vol. 6, p. 816.
8 Não pratiquemos. Aqui se faz referência ao vergonhoso episódio dos israelitas em Sitim, onde Satanás usou os moabitas para seduzir muitos do acampamento de Israel e influenciá-los a participar do culto idólatra dos moabitas (ver Nm 25:1-5). CBASD, vol. 6, p. 817.
10 Nem murmureis. No AT, há dois exemplos de murmuração seguida de morte: o caso dos dez espias (Nm 13; 14) e a rebelião de Corá. CBASD, vol. 6, p. 817.
11 Exemplos. Isto não significa que os israelitas tiveram muitas e diferentes experiências apenas para servir de exemplo aos cristãos. Indica simplesmente que a experiência deles serve de advertência para a igreja acerca da importância de evitar os erros do passado. CBASD, vol. 6, p. 817.
Para advertência nossa. Isto é, advertir os cristãos de todos os tempos a não confiar na própria força ou sabedoria. CBASD, vol. 6, p. 817.
Os fins dos séculos. Nota-se que a mensagem do apóstolo Paulo era relevante para sua época devido ao pronome “nós”. Ela é cada vez mais relevante visto que os que vivem atualmente têm a vantagem dos registros acumulados de todas as épocas da história sagrada, e vivem no tempo quando o propósito de Deus terá seu clímax com a segunda volta de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 818.
12 Caia. A autoconfiança é perigosa. O caso de Pedro é um exemplo disso. Ele pensava que nada poderia fazer com que traísse a Cristo (ver Mc 14:31, 50, 67, 68, 70-72). … A verdadeira segurança está em reconhecer que nada podemos fazer separados de Cristo, e que precisamos sempre da presença do Espírito Santo em nós para nos livrar do pecado (ver Jo 14:26; 15:4-7, 13; 2Co 12:9 10). Esta admoestação precisa ser repetida com frequência, pois o ser humano é inclinado a pensar que é capaz de cuidar de si mesmo. o orgulho espiritual e um grande engano, e é fácil para o tentador levar o cristão autoconfiante a cair em pecado fatal (cf. 2Sm 11:1-4; Rm 11:20). CBASD, vol. 6, p. 818.
13. Tentação que não fosse humana. Isto é, tentação normal para os seres humanos, que possam suportar. … Suas [dos coríntios] provas e tentações não eram diferentes das experimentadas pelas pessoas ao redor do mundo. … Os coríntios corriam perigo de cair e deviam vigiar, mas podiam ser reanimados, pois a tentação não seria maior do que a força para suportá-la. CBASD, vol. 6, p. 818.
Fiel. Deus cumpre Suas promessas e é fiel ao chamado que fez ao ser humano para que O servisse. CBASD, vol. 6, p. 818.
Tentados. O fato de Deus não permitir que o inimigo tente Seus filhos além do que possam suportar deve ser motivo de encorajamento. … Visto que Deus não permite tentações maiores do que se possa suportar, o cristão é totalmente responsável se cair em pecado. CBASD, vol. 6, p. 818 e 819.
Livramento. Literalmente, “a saída”. Para cada tentação há uma provisão feita por Deus. … Jesus, o exemplo cristão do viver correto, encontrou esse “livramento” na Palavra de Deus (ver Lc 4:4, 8, 12). Assim, Seus seguidores podem encontrar o “livramento” em Jesus, a Palavra viva (ver Jo 1:1-3). Ele está pronto a livrar os que clamam a Ele e a impedir que caiam em pecado (Sl 9:9; 27:5; 41;1; 91:15; 2Pe 2:9; Ap 3:10). CBASD, vol. 6, p. 819.
14 Portanto. Diante dos perigos aos quais os coríntios estariam expostos ao participar de festas aos ídolos, e tendo em vista as provisões feitas pelo Senhor para que se obtenha vitória sobre toda tentação, aconselha-se evitar todo e qualquer contato com a idolatria. CBASD, vol. 6, p. 819.
Idolatria. A idolatria tem muitas formas, incluindo a cobiça por lucro, a paixão pelo poder, a satisfação pelos apetites carnais de vários tipos e a busca desenfreada pelo prazer (ver AA, 317). … Ninguém é forte o suficiente para se expor de forma deliberada e sem necessidade ao contato com a “idolatria” de qualquer tipo, e ainda assim não se contaminar. CBASD, vol. 6, p. 819.
15 Criteriosos. Do gr phronimoi, “inteligentes”, “prudentes”, “sensíveis”, isto é, pessoas capazes de entender o que é dito e de tirar conclusões corretas. CBASD, vol. 6, p. 819.
16 Cálice da bênção. Isto é, o cálice sobre o qual se pronuncia a bênção na celebração da Ceia do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 820.
Que abençoamos. Quando tomam esse cálice, os cristãos agradecem a Deus por todas as bênçãos concedidas por meio do sangue de Jesus. Em silêncio, O louvam por tê-los resgatado da escravidão do pecado e lhes dado a gloriosa liberdade de filhos e filhas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 820.
Do sangue. O sangue representa a morte do filho de Deus, e, pela fé, os crentes participam dessa morte. CBASD, vol. 6, p. 820.
17 Um pão. Referência ao fato do pão da comunhão ser partido em vários pedaços que são comidos pelos crentes. Assim como todos os pedaços vem do mesmo pão, todos os que participam do serviço da comunhão estão unidos a Ele cujo corpo quebrantado é simbolizado pelo pão partido. Ao participar desse rito, os cristãos mostram publicamente que estão unidos e que pertencem a uma grande família cuja cabeça é Cristo. O pão material é uma das principais fontes de nutrição. Da mesma forma, Cristo é o alimento espiritual do qual todos devem participar a fim de manter a saúde espiritual (ver Jo 6:50, 51, 56, 57). CBASD, vol. 6, p. 820.
19 Associados aos demônios. Os cristãos são consagrados a Cristo e pertencem a Ele pela criação e redenção, por isso não devem fazer a mínima concessão a uma forma de culto que honraria a qualquer ser que não fosse o único e verdadeiro Deus (ver Êx 20:3-5; Mt 4:9, 10). … O Senhor deve sempre estar em primeiro lugar, bem como a Sua obra (ver Mt 22:37). CBASD, vol. 6, p. 821.
23 Convém. O cristão deve agir de modo a ajudar os outros em seu esforço de viver corretamente. Se determinada conduta “ilegítima” puder servir de pedra de tropeço no caminho de alguém, então o cristão deve abandonar tal atitude (ver Mt 18:7-10; Rm 14:13, 15; 1Co 8:9; 1Jo 2:10). CBASD, vol. 6, p. 822.
25 Mercado. Após os sacrifícios idólatras, partes dos animais eram vendidas no mercado. Visto que essa carne não era separada das outras à venda no mercado, um cristão podia comprar carne que fora oferecida aos ídolos sem o saber. O conselho do apóstolo é que essa carne poderia ser comprada pelos cristãos. CBASD, vol. 6, p. 823.
Por motivo de consciência. O cristão não tinha necessidade de perguntar ao vendedor se a carne havia sido oferecida a ídolos (ver com. de 1Co 8:7). CBASD, vol. 6, p. 823.
27 De tudo o que for posto diante de vós. Esta frase deve ser interpretada neste contexto. O assunto é se o cristão deve ou não comer carnes sacrificadas aos ídolos. É com respeito a isso que Paulo orienta que o convidado deixe seus critérios e compartilhe da alegria do alimento servido. Ele não deve constranger seu anfitrião ou se colocar em situação delicada, indagando se o alimento à mesa foi oferecido a falsos deuses. Porém, essa declaração não permite o uso de alimentos proibidos em outras passagens. A carne não deve ser de animal considerado imundo, conforme a lei de Deus referente às carnes limpas e imundas (Lv 11). Se o alimento se ajusta aos critérios, então pode ser aceito com cortesia e gratidão, sem questionamentos (cf. com. de Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 824.
28. Não comais. A base para a recusa é o efeito desta ação sobre os outros (ver com. do v. 23, 24). Os cristãos não escandalizarão a outros, em especial a um crente. CBASD, vol. 6, p. 824.
30. Com ações de graças. Oração de agradecimento antes das refeições. … Se alguém agradece a Deus o que come, e pode fazê-lo sem peso de consciência, por que deveria ser criticado? CBASD, vol. 6, p. 825.
31. Portanto. De forma consciente e determinada, o cristão deve fazer todas as coisas, mesmo as atividades rotineiras, de forma tal que Deus seja honrado, e não o ser humano. Essa conduta requer dedicação constante de todas as faculdades mentais e físicas ao Senhor, e a entrega diária de todo ser ao Espírito Santo (ver Pv 18:10; 1Co 15:31; Cl 3:17). CBASD, vol. 6, p. 825.
Comais, quer bebais. A aplicação é, em primeiro lugar, ao assunto de se comer e beber aquilo que fez parte do culto aos ídolos, mas o conselho tem uma aplicação geral a comidas e bebidas de todos os tipos. … Comida e bebida são de vital importância na preservação da vida. Muitas enfermidade que afligem a enfermidade se devem a maus hábitos no comer e no beber (ver CBV, 295; CRA, 122, 123). Deus requer que o cristão cuide de seu corpo e o mantenha limpo para ser templo do Espírito Santo (ver 1Co 6:19, 20). … O ideal do cristão é a dieta original provida pelo Criador no Éden (Gn 1:29). CBASD, vol. 6, p. 825
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“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (v.11).
A história de Israel está repleta de símbolos e tipos que apontam para realidades espirituais e nos servem como exemplos a fim de que possamos compreendê-las. A coluna de nuvem, o maná, a água da rocha, todas estas coisas representam a verdade em Cristo ensinada de forma didática e simbólica. Entretanto, outras situações com relação a Israel também “se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (v.6). Apesar de sua eleição e do fato de ser o povo da aliança, “Deus não Se agradou da maioria deles” (v.5). Idolatria, imoralidade, incredulidade e murmuração foram os pecados capitais que os fizeram ficar “prostrados no deserto” (v.5).
Todavia, Deus não omitiu os pecados do Seu povo, nos deixando o registro exato da experiência que deve nos fazer refletir como Sua última igreja. “Deus é fiel” (v.13) e não permite que sejamos tentados além das nossas forças. Para cada tentação, Ele provê um escape. Ninguém que verdadeiramente escolhe confiar em Deus é decepcionado. Isso não significa que não teremos momentos tristes, difíceis ou angustiosos, mas que, mesmo nos piores momentos, Ele promete estar conosco e nos dar livramento. Lembrem de José no Egito. Vendido como escravo por seus próprios irmãos, preso de forma injusta, vítima da ingratidão e, ainda assim, firme em seus princípios e confiante nos propósitos divinos. Há recompensa para todo aquele que confia no Senhor; que não negocia princípios e nem corrompe o caráter a fim de agradar quem quer que seja.
“Não ponhamos o Senhor à prova” (v.9), amados! No deserto desta vida estamos cercados das “serpentes” mortais da tentação e só sairemos ilesos se olharmos para Aquele que foi vitorioso por nós. Jesus venceu no deserto e venceu na cruz nos deixando a única rota segura de alcançarmos a Canaã celestial: olhando para Ele. Infelizmente, a história de Israel se repete. Há idolatria, imoralidade, incredulidade e murmuração no meio do povo de Deus. Estamos às portas do cumprimento da promessa e parece que nossos planos incluem longos e prósperos anos nesta terra de pecado. E práticas e atitudes que antes eram inaceitáveis passaram a ser rotina compondo uma religião líquida e sem profundidade.
“Não [podemos] beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (v.21), meus irmãos! Diante da indecisão do povo, Josué exigiu uma resposta: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Diante de um povo de coração dividido, Elias provocou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). Servir a Deus não requer de nós presença de palco, e sim estar constantemente nos bastidores de Sua vontade. Foi quando Israel subiu no pedestal do orgulho que sua queda tornou-se fatal.
O chamado do Senhor a cada um de nós requer uma fé firme em Sua Palavra. Se desejamos fazer a vontade de Deus, esta se encontra em Sua Palavra; e Sua Palavra sempre é fonte de alegria e pleno contentamento para os que, de todo o coração, buscam ao Senhor. A linguagem de seu coração é: “Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei” (Sl.40:8). “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). A vontade de Deus deixa de ser um mistério quando entregamos de fato a nossa vida a Ele. Porque Ele não nos deixou sozinhos, mas nos deu o Seu Espírito, que nos convence “do pecado, da justiça e do juízo” e nos guia “a toda a verdade” (Jo.16:8, 13).
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (v.31). Talvez este seja um dos melhores resumos do estilo de vida cristão ideal. Fazer tudo para a glória de Deus significa viver para Ele, por Ele e por meio dEle. É colocar-se na posição de instrumento e manter-se à disposição do Espírito Santo. Que você e eu sejamos estes instrumentos nas mãos de Deus, pela fé em Sua Palavra. Que nossas escolhas reflitam um caráter que está subindo os degraus da perfeição em Cristo, por Sua maravilhosa graça e perfeita justiça.
Pai nosso que habita nos Céus, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, não merecemos Teu amor, Tua graça e Teu perdão, mas pela fidelidade da Tua Palavra, cremos no plano da redenção perfeitamente cumprido em Cristo Jesus. Sabemos que toda a Tua obra na vida do Teu último remanescente é para nos restaurar em Cristo para retornarmos à condição para a qual o Senhor nos criou. Ó, nosso Deus, tem misericórdia de nós! Perdoa os nossos pecados de idolatria, de incredulidade e de imoralidade! Purifica a Tua igreja até que ela esteja pronta, pura e sem mácula. Não queremos ficar mais tempo aqui, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, Israel de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 10 – Ao escrever I Coríntios 8, Paulo não estava ignorando a idolatria nem a decisão do Concílio de Jerusalém (Atos 15), que proibiu o consumo de carnes sacrificadas a ídolos.
Tanto é que, ao voltar a abordar o assunto, Paulo faz separação da carne que se vende no mercado (I Coríntios 10:23-30) e a que está diretamente ligada ao ritual idolátrico (I Coríntios 10:14-22). Aqui, o apóstolo alega que os pagãos sacrificam “aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”.
A idolatria foi difícil de ser erradicada do povo de Israel; contudo, não é só este pecado que afeta ao povo de Deus:
• Além da idolatria, a cobiça é um desejo desenfreado que deve ser erradicado (vs. 6-7).
• Além de colocar algo no lugar de Deus, é também errado a conduta sexual fora dos padrões estabelecidos por Deus (v. 8).
• Também é pecado testar os limites da paciência divina (v. 9).
• E, reclamar é um pecado que deve ser tratado (v. 10).
Deus não quer que caiamos nas mesmas práticas erradas que o povo que se perdeu no deserto, mesmo depois de ter experimentado muitas bênçãos espirituais (I Coríntios 10:1-5).
Necessitamos reconhecer nossa vulnerabilidade e depender de Deus, evitando a autossuficiência espiritual (I Coríntios 10:12-13).
No final do capítulo…
• Paulo volta a tratar da liberdade cristã, que implica viver para agradar a Deus e edificar aos outros. Viver para honrar e glorificar a Deus é o foco que deve guiar todas as ações do cristão (I Coríntios 10:31).
• Paulo encoraja os cristãos a serem cuidadosos para não causar escândalo ou ofensa, seja a não cristãos ou a membros da igreja. Somos exortados a viver de maneira que edifique os outros, que não os leve à queda (I Coríntios 10:32).
• Paulo coloca-se como exemplo de priorizar o bem-estar espiritual dos outros acima dos próprios desejos, como alvo de todo cristão (I Coríntios 10:33).
Assim como precisamos evitar cair em tentação, também precisamos evitar ser pedra de tropeço aos outros.
Devemos viver de forma intencional e altruísta! Carecemos de reavivamento espiritual! – Heber Toth Armí.