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868 palavras
1 Qual é … a vantagem do judeu? Uma vez que um gentio incircunciso que preenche os requisitos da lei é considerado como um circuncidado (Rm 2:26), qual é a vantagem de ser circuncidado? Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 542.
2 Oráculos. A primeira vantagem que os judeus desfrutavam era a revelação direta de Deus a respeito da vontade divina para o ser humano. Receber essa revelação era grande honra e privilégio e trazia consigo a obrigação correspondente de compartilhá-la com o mundo. CBASD, vol. 6, p. 542.
4 De maneira nenhuma! Do gr. me genoito, literalmente, “que não aconteça”. Paulo usa esta expressão 18 vezes, sempre pra indicar forte aversão. CBASD, vol. 6, p. 543.
5 Traz a lume. Esta palavra e suas formas afins são utilizadas no NT, com dois significados: (1) “ser louvado por vós”; e (2) “demonstrar”, “provar”. O sentido de “provar” pode se aplicar a esta passagem. Paulo se prepara para enfrentar a objeção de que, se o pecado tende apenas a louvar e demonstrar a justiça de Deus, por que seria punido? CBASD, vol. 6, p. 543.
7 Fica em relevo. A veracidade de Deus não pode ser aumentada, mas pode existir em maior abundância, para que Sua glória seja mais plenamente manifestada. CBASD, vol. 6, p. 544.
9 Temos nós qualquer vantagem? O restante do versículo deixa claro que, independentemente de vantagem ou desvantagem, judeus e gentios estão debaixo do pecado e necessitados de justificação. CBASD, vol. 6, p. 544.
13 Sepulcro aberto. Como a sepultura aberta em breve estará cheia de morte e corrupção, de igual modo, a garganta dos ímpios, aberta para o discurso, está cheia de falsidade, corrupção e morte. CBASD, vol. 6, p. 545.
19 Que se cale toda a boca. Diante das provas apresentadas, as pessoas não têm desculpa a oferecer (Sl 63:11). CBASD, vol. 6, p. 546.
20 Pelas obras da lei. Paulo afirma uma verdade geral que se aplica tanto aos gentios quanto aos judeus. Não há contradição entre a declaração em Romanos 2:13: “os praticam a lei hão de ser justificados” e esta passagem: “ninguém será justificado […] por obras da lei”. O último enfatiza o fato igualmente verdadeiro de que as boas obras de obediência nunca podem conquistar a salvação. Elas podem, na melhor das hipóteses, ser a evidência da fé pela qual a justificação é recebida. CBASD, vol. 6, p. 547.
21 A justiça de Deus. Em contraste com a pecaminosidade universal do ser humano e suas tentativas fúteis de obter justiça pelas obras da lei, Paulo passa a descrever a justiça de Deus, a qual Ele está pronto a conceder a todos os que têm fé em Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 548.
Pela lei e pelos profetas. Ou seja, as Escrituras do AT. Não há contradição entre o AT e o NT. Embora essa manifestação da justiça de Deus esteja á parte da lei, não está em oposição á lei e aos profetas. Ao contrário, esta prevista por eles (Jo 5:39). A lei cerimonial tinha como principal objetivo ensinar que os seres humanos podem ser justificados, não pela obediência á lei moral, mas pela fé na vinda do Redentor. CBASD, vol. 6, p. 548.
23 Todos pecaram. O pecado de Adão maculou a imagem divina no ser humano e desde a queda da humanidade, todos os descendentes de Adão continuaram a ser insuficientes e carentes da imagem e da glória de Deus. CBASD, vol. 6, p. 549.
24 Sendo justificados. Visto que as pessoas não têm nada pelo que possam se reconciliar com Deus, a justificação deve vir como um dom gratuito. Somente quando, com toda a humildade, a pessoa está preparada para reconhecer que está destituída da glória de Deus e que nada tem em si mesma que a recomende a Ele, está habilitada pela fé a aceitar a justificação como um dom gratuito. CBASD, vol. 6, p. 550.
27 Onde, pois, a jactância? Uma vez que todos pecaram e não conseguiram estabelecer a própria justiça pelas obras da lei, e visto que todos são igualmente dependentes da graça de Deus para a justificação, todos os motivos para vanglória humana foram removidos. Isso se refere ás pretensões dos judeus, que se orgulhavam de seus privilégios (Rm 2:17, 23). CBASD, vol. 6, p. 556.
28 Justificado pela fé. A fé em Cristo envolve uma relação pessoal com o Redentor. Implica uma atitude de amor e gratidão para com o Salvador, em resposta ao Seu amor por nós, pecadores. CBASD, vol. 6, p. 556.
29 Somente dos judeus. Uma vez que a justificação é pela fé e não pelas obras da lei, está tão livremente disponível aos gentios, como aos judeus, que foram privilegiados com a lei escrita. A salvação é oferecida a gentios e judeus precisamente nos mesmos termos. Deus deu Seu Filho, pois amou “ao mundo” (Jo 3:16). CBASD, vol. 6, p. 557.
31 Confirmamos a lei. Paulo enfatiza o papel da lei como um princípio […]. Jesus veio a este mundo para engrandecer a lei (Is 42:21; Mt 5:17) e para revelar, por intermédio de Sua vida de perfeita obediência a ela, que os cristãos podem, por meio da graça capacitadora de Deus, prestar obediência á Sua lei.
É sobre essa questão da autoridade e da função da lei de Deus que se dará a batalha final no grande conflito entre Cristo e Satanás. O último grande engano que Satanás traz sobre o mundo é que não mais é necessário dar completa obediência a todos os preceitos da lei de Deus (Ap 12:17; 14:12). CBASD, vol. 6, p. 558.
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“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (v.28).
Meus irmãos, estamos vivendo em dias solenes e decisivos. Nunca a lei de Deus foi tão espezinhada e Sua Palavra tão atacada. Ao mesmo tempo, nunca se ouviu falar tanto da necessidade de reavivamento e reforma no meio do povo de Deus. Mesmo sabendo que vivemos nos últimos dias desta terra de pecado, parece que os sentidos da grande maioria dos cristãos estão amortecidos. A cada novo acontecimento da natureza uma luz vermelha é acesa e as pessoas parecem manifestar maior interesse em Deus e no que dizem as profecias, ou em preocupar-se com as condições climáticas e o que dizem os cientistas. Há um clima de suspense e de medo em todo o planeta, despertado pela pandemia, pelas guerras e ameaças de guerras e pelos últimos acontecimentos. Não precisa, porém, ser assim conosco, dado o conhecimento profético que possuímos que, como o sonido de trombeta, nos diz: Cristo em breve voltará!
As considerações de Paulo a respeito da santa lei de Deus têm sido falsamente interpretadas por muitos, exatamente como nos advertiu o apóstolo Pedro: “[…] como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:15-16). Aquele que foi escolhido para escrever a maior parte do Novo Testamento, de forma alguma colocaria em dúvida o caráter imutável de Deus. A lei dos dez mandamentos, bem como toda a Escritura, revelam o caráter divino que de maneira alguma pode ser mudado, como está escrito: “Porque Eu, o Senhor, não mudo” (Ml.3:6). Em Deus “não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg.1:17).
É justamente agora que Deus requer de Seus filhos perfeita obediência, a mesma que conferiu aos antigos o título de heróis da fé. A perfeita obediência, no entanto, não se trata de justificação “por obras da lei” (v.20), mas da justificação “mediante a fé em Cristo Jesus” (v.22), que é aquela que transforma o desonesto em honesto (Lc.19:1-10); que muda um temperamento agressivo e vingativo em um trato amoroso e gentil (Mc.3:17; 1Jo.3:18); que purifica o que era impuro (Jo.8:11); que faz de uma vida sem esperança em uma vida que transmite esperança (Jo.4:15 e 39). É impossível experimentar a conversão sem arrependimento e desejo por mudança. E essa mudança envolve o abandono do pecado, que nada mais é do que “a transgressão da lei” (1Jo.3:4). A lei de Deus, portanto, é um espelho que reflete a nossa imperfeição e necessidade de um Redentor, pois “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (v.3:20).
Cristo morreu como nosso substituto, sendo o único que cumpriu a lei de Deus com perfeição. Em aceitá-Lo como Senhor e Salvador de nossa vida, crendo em Seu perfeito sacrifício, somos cobertos por Sua justiça e passamos, pelo poder do Espírito Santo, a seguir “os Seus passos” (1Pe.2:21). No tempo final do grande conflito “foram confiados os oráculos de Deus” (v.2) aos adventistas do sétimo dia. Como último corpo de Cristo, é nosso dever proclamar a todos os cantos da Terra as três mensagens angélicas, pregando a Palavra, “quer seja oportuno, quer não”, corrigindo, repreendendo, exortando “com toda longanimidade e doutrina” (2Tm.3:2). Através do apóstolo Paulo, Jesus nos exorta a comunicarmos ao mundo que “é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7), que tem como base jurídica a lei dos Seus mandamentos (Leia Tiago.2:10-12).
Como cristã adventista do sétimo dia não posso calar tão urgente mensagem, amados. Muitos estão perecendo sem receber a alentadora e maravilhosa promessa: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3). Esta promessa e o evangelho em um único verso de João 3:16 deveriam sempre preceder o ensino profético. Porque toda a profecia aponta justamente para o amor de Deus, cuja lei bem o representa. Em face disso, podemos concluir como Paulo: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (v.31).
Que a nossa vida, regida pelo Espírito de Deus, seja uma confirmação de Sua boa e santa lei, cujo cumprimento é o amor (Rm.13:10).
Pai de amor, nós Te louvamos porque, como diz a letra da canção: “A Tua lei é perfeita como Tu és perfeito, meu Deus! A Tua lei é santa e justa, pois Santo e Justo Tu és!”. Em guardá-la, há vida, santificação e bênção. Mas a genuína obediência provém da fé que atua pelo amor, uma fé que também é um dom do Teu Espírito. Por isso, Senhor, enche-nos do Espírito Santo e dá-nos poder para andarmos Contigo em obediência e fidelidade porque Te amamos. Cremos que assim seremos as Tuas testemunhas dando ao mundo o alto clamor para a volta de Jesus. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pela fé em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Romanos3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 3 – Em Romanos o pecado é exposto em toda sua gravidade, mas a graça é revelada em toda sua glória.
Mais que um mero texto, Romanos 3 é o cerne do Evangelho. Aqui percebemos que Deus é ao mesmo tempo Juiz e justificador; justo em Seu caráter e misericordioso em Sua ação. Ninguém é inocente diante dEle: judeus, gentios, religiosos, moralistas – todos estão debaixo do pecado. Contudo, Deus não apenas declara a culpa humana, mas oferece uma solução que resgata os culpados e os transforma em justos.
Considere:
• A fidelidade de Deus é inabalável (Romanos 3:1-4): apesar da infidelidade humana, Deus permanece fiel e justo em Suas promessas.
• A justiça de Deus é justificada através de Seu juízo (Romanos 3:5-8): Deus é justo ao julgar o pecado; nossa injustiça destaca Sua glória sem anular Sua retidão.
• Todos estão sob o pecado (Romanos 3:9-18): Não há ninguém justo diante de Deus; todo ser humano está corrompido e distante da glória divina.
• A Lei revela o pecado, mas não justifica o pecador (Romanos 3:19-20): a função da Lei é trazer o conhecimento do pecado, não justificar o transgressor.
• A justiça de Deus é revelada pela fé em Cristo (Romanos 3:21-26): Deus oferece gratuitamente Sua justiça mediante a fé, justificando pecadores por meio de Jesus.
1. Deus ofereceu Jesus como sacrifício expiatório (propiciação) para satisfazer Sua justiça e desviar Sua ira contra o pecado.
2. Deus não puniu imediatamente os pecados passados, mostrando Sua paciência ao esperar o momento perfeito para manifestar Sua justiça por meio de Cristo.
3. Na cruz, Deus revelou que é justo – não ignorou o pecado – e, também justificador – declarando justo quem crê em Jesus.
• A salvação exclui qualquer glória humana (Romanos 3:27-28): a salvação é pela fé – não pelas obras –, eliminando, assim, qualquer mérito humano.
• Deus é Deus de todos (Romanos 3:29-31): a salvação está disponível tanto para judeus quanto para gentios, pois Deus é um só.
Ao refletir em Romanos 3, entendemos não apenas o peso da nossa condição, mas especialmente a grandeza da solução divina. Aqui compreendemos que a justiça de Deus se manifesta não para condenar, mas para salvar – um ato que transforma pecadores em filhos e declara justos aqueles que não têm justiça própria.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 2 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/rm/2
Paulo pinta aqui um belo contraste: aqueles que persistem em fazer o bem (aos outros) em oposição a aqueles que buscam satisfazer a si mesmos. Esse contraste é tão antigo quanto o conflito cósmico. Lúcifer queria ser alguém no céu, embora fosse uma criatura. Jesus, que era Deus, veio à Terra e encarnou como uma pessoa comum. Lúcifer era egoísta. Jesus buscava o bem dos outros. Paulo especifica as consequências dessas duas principais visões de mundo: glória, honra, paz e vida eterna para aqueles focados em ajudar os outros, e ira, raiva, problemas e angústia para os egocêntricos.
Você deve ter notado que a justiça não vem de ouvir a lei, apenas, mas de viver a lei. E aqui está a beleza deste capítulo: até mesmo os gentios, que não têm o conhecimento formal da lei, mas a vivem, podem ser chamados de justos. Você não precisa ser circuncidado na carne, mas sim em seu coração e mente. Quando você busca o bem dos outros, você mostra sua verdadeira circuncisão, realizada pelo Espírito. É por isso que Deus não pode mostrar favoritismo: é você quem decide escolher o céu. Nas palavras de Paulo, “A bondade de Deus não tem a intenção de levá-lo ao arrependimento?”
Cristian Dumitrescu
Professor e pastor que compartilha o amor de Deus entre moradores de rua nas ruas de Bucareste, Romênia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rom/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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806 palavras
1 És indesculpável. Os judeus eram rápidos em condenar os gentios, mas, tendo em vista que, por séculos, os judeus foram tão favorecidos com maior luz que os gentios, eles eram indesculpáveis por cometer os mesmo pecados. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 528.
Praticas. Uma questão comumente observada: aqueles que são rápidos em criticar e acusar os outros são culpados dos mesmos crimes. Às vezes, as pessoas são particularmente zelosas na oposição a esses delitos que eles mesmos praticam secretamente. CBASD, vol. 6, p. 528.
2 Segundo a verdade. Seu juízo se fundamenta no conhecimento das motivações das pessoas e da verdadeira natureza de sua conduta, e é imparcial. Até os pecados mais secretos são colocados sob Seu escrutínio (Ec 12:14). CBASD, vol. 6, p. 529.
3 Pensas. Em outras palavras, “você acha que, por causa de seu elevado conhecimento da verdade, ou por causa de sua ligação com a ascendência divina, ou com o povo escolhido, ficará livre do juízo?”. Essa esperança ilusória de livramento pessoal do juízo é uma forma comum de autoengano. CBASD, vol. 6, p. 529.
4 Longanimidade. Embora Deus odeie o pecado, em Sua longanimidade, Ele não agirá imediatamente para punir o pecado no momento em que é cometido. Ao contrário, Ele poupa as pessoas no dia a dia para lhes dar a oportunidade de se arrepender e serem salvas (2 Pe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 530.
5 Coração impenitente. Ou seja, um coração que se recusa a se arrepender. Não havia mudança de atitude no coração. As pessoas continuavam e cresciam voluntariamente no endurecimento do coração, apesar do apelo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 530.
9 Sobre a alma de qualquer homem. Ou seja, em cada ser humano. Este versículo tem sido usado para apoiar a ideia de que a alma, e não o corpo, sofrerá a penalidade. No entanto, a palavra “alma” (psuche) frequentemente denota toda a pessoa. CBASD, vol. 6, p. 532.
12 Sem lei. Esta expressão significa, evidentemente, sem lei revelada ou escrita, pois os gentios não estão sem a lei não escrita da consciência. Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem. No entanto, se transgredirem a lei não escrita da consciência, estarão perdidos, assim como os que pecaram contra a luz maior.A falta de mais luz não dá a ninguém o direito de pecar contra a luz menor. Os pagãos que pecaram estarão perdidos, mesmo que não tenham a lei escrita de Deus. Eles pecaram contra a lei que possuem, e a punição segue como consequência inevitável. CBASD, vol. 6, p. 533.
13 Simples ouvidores. Os judeus tinham a oportunidade de ouvir a lei, lida regularmente nas sinagogas. Mas chegaram a supor que o conhecimento teórico da lei, em si, constituía justiça. A vontade de Deus não só deve ser conhecida, mas obedecida. CBASD, vol. 6, p. 534.
16 De conformidade com o meu evangelho. Alguns entendem que isso significa que Paulo estava tão confiante na veracidade de sua mensagem que podia afirmar que seu evangelho seria o padrão no juízo final. No entanto, Paulo pode ter pretendido dizer simplesmente que o fato observado é apresentado no evangelho, isto é, que as pessoas não só serão julgadas, mas que o julgamento será feito por Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 536.
19 Estás persuadido. O propósito de Deus era que os judeus fossem testemunhas e mestres da verdade para o mundo. O pecado estava em apenas desfrutar seus privilégios sem cumprir a responsabilidade correspondente. CBASD, vol. 6, p. 537.
21 Pois. Uma vez que os judeus faziam uma profissão tão elevada de piedade e reivindicavam essa superioridade, era certo que se deveria esperar muito deles. Mas Paulo revela a incoerência entre suas reivindicações e sua conduta real. Eles “dizem e não fazem” (Mat 23:3). CBASD, vol. 6, p. 537.
25 Circuncisão. Os judeus davam grande importância ao rito da circuncisão, como se a cerimônia exterior garantisse um favor divino especial. Deus instituiu esse rito como um sinal de Sua aliança com Abraão e seus descendentes. Como marca e memorial dessa relação, a circuncisão poderia ter sido uma benção para os judeus. Mas, visto que, em tão grande medida, eles não tinham conseguido fazer jus às exigências essenciais da aliança, a circuncisão se tornou em nada mais que uma forma vazia. CBASD, vol. 6, p. 538.
26 Considerada. Ou, “contada”. Se um gentio obedece às exigências da lei, a incircuncisão não torna menos aceitável sua obediência. A circuncisão era um rito simbólico destinado por Deus. Se os gentios, sem o beneficio desse rito simbólico, praticassem as coisas contidas na lei, eles também compartilhariam as promessas feitas aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 539.
28 Não é judeu. A mera conformidade exterior com a lei não faz da pessoa um verdadeiro judeu, de acordo com a definição da Bíblia, mesmo que seja descendente de Abraão e tenha sido circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 539.
29 Do coração. O rito incluía a renuncia e o abandono de todos os pecados, a separação de tudo que era ofensivo a Deus. Essa obra era claramente “do coração”. CBASD, vol. 6, p. 539.
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“Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13).
A forma com que Paulo abordou o assunto da lei revela o porquê Deus o escolheu para escrever sobre isso. Sua própria experiência lhe conferia autoridade para tratar do assunto como quem já havia vivido sob os ditames de uma religião fria e legalista. Aos mestres da lei, Jesus chamou de hipócritas (Mt.15:7). Paulo reforçou esse conceito ao enquadrar como ímpios todos os que possuem uma vida dupla. Julgam sem piedade aqueles cujos pecados se tornam públicos, enquanto acumulam para si mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (v.5). O apóstolo assinalou o contraste entre o severo julgamento dos homens e a “bondade, e tolerância, e longanimidade” (v.4) de Deus.
Deus sempre dá o primeiro passo na direção do homem. É Ele quem sempre toma a iniciativa. É a Sua bondade que nos “conduz ao arrependimento” (v.4), e não o contrário. Seríamos incapazes de discernir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, não fosse a bondade divina nos revelando esta diferença através da Sua Palavra. E no dia do justo juízo de Deus não haverá desculpas para o pecado. Todos serão julgados conforme a luz que receberam. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). Diante do Senhor, mesmo os que não têm o conhecimento de Sua lei e ainda assim andam como se a conhecessem, “estes mostram a norma da lei gravada no seu coração” (v.15). A transformação é feita de dentro para fora e grande luz é manifestada na vida para a salvação de outros e para a glória de Deus.
Quando avançamos para o livro de Hebreus, capítulo onze, percebemos a perfeita coerência entre a fé e a obediência. Discorrendo desde Abel até aos profetas, a Bíblia apresenta as obras de homens e mulheres de Deus que ganharam destaque na galeria dos heróis da fé. “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício”. “Pela fé”, Enoque foi trasladado porque agradou a Deus. “Pela fé”, Noé construiu a arca conforme as orientações dadas por Deus. “Pela fé”, Abraão saiu de sua casa e seguiu viagem conforme Deus lhe ordenara. E a lista continua. Pessoas que provaram da confiança em Deus e de seus resultados; que, por sua influência, revelaram o caráter de Deus e a manifestação do Seu poder, “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38). Servos fiéis de Deus que, por sua obediência, revelaram a sua fé.
Esta era a obra que o Senhor desejava realizar em Seu povo e por meio de Seu povo; que Israel fosse “guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças” (v.19 e 20). A realidade, porém, era que “o nome de Deus [era] blasfemado entre os gentios” por causa do mau procedimento dos israelitas (v.24). Ao mesmo tempo em que ensinavam a lei, não a cumpriam. Viviam conforme o famoso ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Sobre essa incoerência, Jesus advertiu aos Seus ouvintes: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3).
Infelizmente, não estamos livres desta condição, amados. Se trocarmos a palavra “judeu” por cristão, veremos que Paulo dissertou sobre a mesma ideia: “Porque não é [cristão] quem o é apenas exteriormente […] Porém [cristão] é aquele que o é interiormente” (v.28 e 29). Cristão, portanto, não é o legalista ou o moralista, mas o que, pela fé, de coração, é obediente à Palavra de Deus porque a sua intenção não é angariar o louvor de homens, “mas de Deus” (v.29). E suas obras exteriores, naturalmente, refletem a constante obra interior realizada pelo Espírito Santo. É Cristo em nós, a esperança da glória, Cristo, Justiça Nossa, que nos torna verdadeiramente cristãos e genuinamente convertidos.
Deus não nos criou para “ira e indignação” (v.8), mas para “a vida eterna” (v.7) em Cristo Jesus, nosso Senhor. Também não fomos chamados por Deus para condenar nossos irmãos, mas para fazer o bem, atender à justiça, repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas (Is.1:17). Podemos sim, como Paulo, proferir palavras de advertência, desde que, antes, examinemos o nosso próprio coração para que Deus não seja desonrado por nosso “sobrenome [cristão]” (v.17). Eis um resumo do capítulo de hoje nas palavras de Tiago: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).
Deus bondoso, tolerante e longânimo, que não nos retribui segundo as nossas iniquidades, mas que é grande em misericórdia e rico em perdoar, louvado seja o Teu nome! Pai, todos nós pecamos e destituídos estamos da Tua glória. Todos nós necessitamos da Tua preciosa graça e do Teu perdão. Ensina-nos a olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé e da nossa salvação, a fim de alcançarmos coração manso e humilde. Quanto necessitamos do Teu Espírito renovando a nossa mente e guiando nossas ações! Batiza-nos com o Espírito Santo e nos prepara para o Teu reino, porque cremos que o nosso Senhor logo virá. Oramos essas palavras a Ti, nos méritos e no nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, praticantes da Palavra!
Rosana Garcia Barros
#Romanos2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 2 – Deus Se revela:
• Revelação Geral: Deus Se revela na criação. “A natureza não revela tudo, mas o suficiente para sabermos que há um Criador” (Emilson dos Reis).
• Revelação Especial: Deus Se revela nas Escrituras. “A Bíblia Sagrada é, sem dúvida, um dos maiores livros da História… Ela é um compêndio por meio do qual o Espírito Santo usou homens para Se dirigir com amor à humanidade e revelar os propósitos divinos para ela” (Rodrigo Silva).
Deus Se revela à humanidade através da criação, tornando Sua existência inegável. A natureza é uma evidência constante de Deus. A revelação natural é suficiente para que qualquer ser humano reconheça Sua existência, tornando-o indesculpável (Romanos 1:18-20). Quando o ser humano não reconhece a Deus, torna-se fútil em seus pensamentos e cai na idolatria e imoralidade. Isso é consequência de rejeitar a verdade revelada na natureza (Romanos 1:21-32).
Deus julgará à humanidade com base em Sua Lei, revelada tanto na consciência como nas Escrituras. Judeus e gentios serão julgados com base na luz que receberam (Romanos 2:12-16):
1. Judeus tinham a Lei escrita, e isso os responsabiliza diretamente (Romanos 2:17-29).
2. Gentios, por outro lado, têm a lei da consciência, que testifica o certo e o errado. Isso os torna igualmente responsáveis.
“Em Deus não há parcialidade” (Romanos 2:11). Todos são pecadores (Romanos 2:1-10). Deus julgará os segredos das pessoas por meio de Cristo. Sua justiça é perfeita e abrange atos externos quanto intenções internas (Romanos 2:16).
O evangelho é a única fonte de salvação tanto para o judeu quanto para o gentio (Romanos 2:16; 1:16-17).
A Revelação Geral aponta para a existência de um Criador; a Revelação Especial nos mostra como Ele é. A natureza revela que há um Deus e alguns aspectos de Seu poder e caráter (como ordem e beleza) – mas, ela não revela a vontade divina.
O testemunho do Céu é universal, mas não detalhado; ele desperta no coração humano a reverência e a curiosidade pelo Criador, mas não dá instruções específicas sobre a moralidade ou sobre o plano da salvação. Daí a importância da Bíblia. A Revelação Especial, ao mostrar claramente o caráter de Deus, conduz a pessoa a um relacionamento profundo e responsável com seu Criador (Romanos 2:4).
Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Porque no evangelho é revelada, a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá da fé. Rm 1:17 (NVI).
Esta frase, citada por Paulo de Hab. 2:4, é tão fundamental para a compreensão de como Deus provê nossa salvação, que merece a vermos como é traduzido em outras versões:
ARA: “O justo viverá por fé”;
ARC: “Mas o justo viverá da fé “;
NTLH: “Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”. (ou: Quem é aceito por Deus, viverá por meio da fé – rodapé);
Bíblia Viva: “O homem que encontra a vida, vai encontrá-la confiando em Deus”.
Clear Word: “O justo vive pela fé em Deus e Ele o declara justo”.
A citação é de Habacuque 2:4. Durante a invasão dos caldeus (babilônicos), Habacuque foi confortado com a certeza de que o justo estaria a salvo (ver com. de Hc 2.4). Um significado semelhante pode ser notado no uso que Paulo fez da citação em Romanos 1:17. A pessoa justa não viverá na dependência de suas próprias obras nem de seus méritos, mas pela confiança e fé em Deus. … Unicamente a pessoa que é justa pela fé viverá. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 520.
Habacuque provavelmente entendia “viverá” se referindo somente à esta vida. Mas Paulo estende esta declaração à vida eterna. Ao crermos (ou: confiarmos) em Deus, nós somos salvos. Encontramos vida, agora e para sempre. Life Application Study Bible.
A justiça pela fé é um tipo especial de justiça – algo que é sem igual nas religiões comparadas. A justiça pela fé está firmada na fidelidade de Deus. Quando a fidelidade de Deus encontra a resposta de fé da parte do homem, o milagre torna-se possível. Então é manifestada a justiça de Deus.
Sendo que Cristo vive no coração daquele que crê, essa pessoa tem a dádiva da justiça de Cristo e possui o poder para realizar obras agradáveis a Deus. Foi esta compreensão que iluminou, mudou e inflamou a vida de Lutero…
Porque então é tão difícil aceitar a dádiva inapreciável da justiça de Deus?
1) A tentativa de nos tornarmos justos por nossos próprios esforços é uma manifestação natural de independência humana.
2) Aceitar a justiça de Cristo significa a morte para o próprio eu.
3) É mais fácil confiar em nossas boas obras do que confiar em Cristo.
(Comentários baseados nas Lições da ES do 4º trim de 1990, do Dr. Herbert Kiesler).
O professor Pedro Apolinário, em seu livro Explicação de Textos Difíceis da Bíblia, demonstra que a melhor tradução para o trecho fundamental de Romanos 1:17 é: “O homem que é justificado pela fé – viverá“. E explica: “A teologia de Paulo nos afiança de que o homem justificado pela fé é o único que possui vida, porque esta vem unicamente de Cristo, recebida através da fé. O grande tema da epístola de Romanos pode ser sintetizado nesta frase: O pecado conduz à morte; a justificação conduz à vida (Rom. 5:17, 21; 8:10).”
Lutero e Romanos 1:17:
“Por uma decretal recente, fora prometida pelo papa certa indulgência a todos os que subissem de joelhos a ‘escada de Pilatos’, que se diz ter sido descida por nosso Salvador ao sair do tribunal romano, e miraculosamente transportada de Jerusalém para Roma. Lutero estava certo dia subindo devotamente esses degraus, quando de súbito uma voz semelhante a trovão pareceu dizer-lhe: ‘O justo viverá da fé’. Romanos 1:17. Ergueu-se de um salto e saiu apressadamente do lugar, envergonhado e horrorizado. Esse texto nunca perdeu a força sobre sua alma. Desde aquele tempo, viu mais claramente do que nunca dantes a falácia de se confiar nas obras humanas para a salvação, e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo. Tinham-se-lhe abertos os olhos, e nunca mais se deveriam fechar aos enganos do papado. Quando ele deu as costas a Roma, também dela volveu o coração, e desde aquele tempo o afastamento se tornou cada vez maior, até romper todo contato com a igreja papal.” O Grande Conflito, p. 122 (p. 77 da edição condensada).
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Texto bíblico: Romanos 1 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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