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562 palavras
1 Por Ele instituídas. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos governos civis nem indica que é dever do cristão sempre se submeter a eles. As vezes, as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e, sob essas circunstâncias, o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O raciocínio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens, de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 689.
3 Queres tu[…]? O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e, por isso, será elogiado por sua boa conduta. CBASD, vol. 6, p. 690.
5 Temor da punição. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina, o cristão deve obedecer, não só porque quer evitar a punição, mas porque é certo obedecer. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
6 Pagais tributo. O contexto sugere que este não é um mandamento, mas uma declaração de fato. Evidentemente, os primeiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos, talvez em obediência ao ensinamento de Cristo. Apoiando, assim, o governo civil com seus tributos, os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado, como ordenado por Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
8 A ninguém fiqueis devendo. O cristão deve pagar tudo o que deve, mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 691.
11 Digo isto. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor, que é o resumo dos deveres cristãos. Como um motivo urgente para o cumprimento de seus deveres, Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na proximidade da segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 692.
Sono. O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigilância. Na parábola das dez virgens, as moças “foram todas tomadas de sono e adormeceram”. CBASD, vol. 6, p. 692.
Salvação está […] mais perto. Por “salvação”, Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória, e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus”, “a redenção do nosso corpo” e a libertação da natureza “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da gloria dos filhos de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 692.
12 Noite. Tendo comparado a atual condição espiritual de seus leitores ao “sono”, Paulo continua a figura, contrastando a vida presente com a que está por vir, como a noite com o dia. CBASD, vol. 6, p. 693.
Obras das trevas. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. Em seu lugar, o cristão deve vestir a armadura da verdade e da justiça, para estar pronto para a luz do dia de Cristo, que está raiando. CBASD, vol. 6, p. 693.
13 Dissoluções. Do gr. aselgeiai, “sensualidade”, “libertinagem”, “indecência”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo, e não estavam limitados a eles. CBASD, vol. 6, p. 693.
14 Revesti-vos.O cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. Então, Paulo representa o próprio Cristo como sendo a armadura do cristão. A vida com a qual ele estava vestido devia ser continuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade. CBASD, vol. 6, p. 693.
A carne. Ou seja, a natureza depravada. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo, mas o cristão não deve condescender com a satisfação de emoções e desejos profanos. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos carnais que o cristão deve mortificar. Portanto, Paulo adverte os crentes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. CBASD, vol. 6, p. 693.
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“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).
A exortação de Paulo quanto às autoridades foi e é algo extremamente necessário. Diante do cenário político em que se encontravam, os judeus possuíam um profundo sentimento de revolta contra o governo romano. Havia uma tensão acerca do regime de leis e impostos instituídos pelo Império. Contudo, ao afirmar “que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus” (v.2), o apóstolo refreou prováveis rebeliões e conteve os ânimos exaltados. Um bom servo de Deus tem por obrigação ser igualmente um bom cidadão, mostrando respeito pelos governantes e pagando “o que lhes é devido” (v.7). O limite de nossa obediência às autoridades terrenas está no que disseram os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).
Por sua vez, o cumprimento da lei de Deus deve reger a vida do cristão. O amor, mais uma vez, além de ser apresentado como fundamento da lei, também é o seu cumprimento. Se o fim da lei é Cristo e Ele é a Fonte de todo amor, a conclusão de Paulo faz todo o sentido. Quando interrogado sobre qual seria o maior dos mandamentos, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39). Jesus também apenas repetiu as Suas palavras ditas no Antigo Testamento (Dt.6:5 e Lv.19:18). Ou seja, o que Paulo falou não era algo novo, mas a confirmação do que já estava escrito, de que “o cumprimento da lei é o amor” (v.10). E o fato de Paulo citar alguns dos dez mandamentos nos dá um recado bem claro, você não acha?
Na sequência de seu pensamento, ele afirmou que os primeiros cristãos eram conhecedores de algo em comum: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo” (v.11). Este tempo de que Paulo se refere vem do grego Kairos, que significa “tempo certo”. Acreditando que Jesus poderia voltar em sua época, o apóstolo exortou o povo de Deus a estar preparado, dando-lhes algumas orientações quanto à devida conduta dos que aguardam a bendita esperança: “Andemos dignamente, como em pleno dia” (v.13). E listando uma série de pecados, Paulo apelou com a palavra inicial da maioria dos mandamentos de Deus: NÃO.
Em resumo, o que Paulo quis dizer neste capítulo é que todos os que hão de herdar a salvação, NÃO devem faltar com respeito às autoridades e nem deixar de pagar “a todos o que lhes é devido” (v.7); NÃO devem praticar “o mal contra o próximo” (v.10); NÃO devem ter comunhão alguma com “as obras das trevas” (v.12); NÃO devem andar “em orgias e bebedices”, nem “em impudicícias e dissoluções”, nem “em contendas e ciúmes” (v.13); NÃO devem dispor em nada “para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14).
Mas dentre tantos NÃOS, surge uma ordem positiva: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (v.14). Revestir significa “vestir novamente, cobrir, tapar, envolver, recobrir”. Dá a ideia de que um dia já esteve vestido, mas que agora nu, precisa ser revestido. Fazemos parte da última igreja profética, e já está mais do que na hora, meus irmãos, de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).
Tiremos os olhos deste mundo vil e de sua podridão! Olhemos para cima e contemplemos o Alto e Sublime! Clamemos para que sejamos revestidos das vestiduras brancas de Cristo! Porque o amor prático é o resultado da manifestação das vestes da perfeita justiça de Cristo Jesus em nós. Assim como a nossa obediência às autoridades terrenas devem ser “por dever de consciência” e não “por causa do temor da punição” (v.5), semelhantemente, a nossa obediência à lei de Deus não deve ser por medo do juízo final, mas por amor Àquele que já nos salvou.
Pai Celestial, nosso Deus, nosso Criador, o Teu amor permeia as Tuas Escrituras e descortina diante de nós a Tua vontade expressa nos mandamentos. A Tua graça é suficiente para nos salvar e é justamente pelo poder da preciosa graça de Jesus que somos habilitados e motivados a Te obedecer. Porque reconhecemos e sabemos que o nosso Salvador foi obediente até à morte, e é o caráter dEle que almejamos em nossa vida. Ajuda-nos, Senhor, a entender essa verdade que liberta e que nos dá a real compreensão do Teu plano de salvação. Batiza-nos com o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, revestidos do Senhor Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 13 – Sob inspiração do Espírito Santo, o apóstolo apresenta uma visão integradora da vida cristã, conectando a espiritualidade pessoal com a responsabilidade social e política.
“Nero era o Imperador de Roma (54-68 d.C.) quando Paulo escreveu estas palavras. Ele perseguiu os cristãos e, por fim, executou o apóstolo. Nesta passagem, Paulo fala sobre a resistência desnecessária ao governo. Seu desejo é que os cristãos sejam vistos pelo mundo, tanto quanto possível, como cidadãos submissos à lei, amantes da paz e benéficos à sociedade” (Bíblia Andrews).
Paulo argumenta que a autoridade é instituída por Deus para a manutenção da ordem e da justiça. Tal submissão, entretanto, não é um endosso irrestrito às práticas corruptas ou injustas dos governos. Ao contrário, o chamado à submissão é, em última instância, um chamado à confiança na soberania divina (Romanos 13:1-7).
Deus governa sobre todas as nações e, em Sua providência, utiliza estruturas humanas para cumprir Seus propósitos. Contudo, a história revela momentos em que o cristão, como Daniel na Babilônia ou os apóstolos diante do Sinédrio, deve obedecer a Deus acima de tudo (Atos 5:29).
• O equilíbrio entre submissão e lealdade à Lei de Deus é a marca da maturidade espiritual.
Continuando as implicações de ser cristão, Paulo move-se para um tema central na ética cristã: O amor. “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei”. Essa dívida perpétua reflete a plenitude da Lei, pois “o amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (Romanos 13:8, 10).
• O amor não é um substituto para a Lei; é sua essência.
A conclusão do capítulo é um apelo fervoroso à vigilância espiritual. O despertar e a preparação para a chegada “do dia” salienta a exigência do cristão de abandonar as obras das trevas (citadas no texto) e revestir-se de Cristo (Romanos 13:11-14).
• “Chegou a hora…” é um convite à santidade prática, à rejeição dos valores transitórios do mundo e à busca de uma vida em que Cristo seja visivelmente refletido.
Romanos 13 nos chama a viver de forma coerente num mundo marcado por tensões e injustiças, enquanto aguardamos a gloriosa vinda de Jesus Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 12 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/rm/12
Paulo abre o capítulo chamando todos de irmãos. Isso porque, para Paulo, todos são iguais em Cristo; não há ninguém superior. Portanto, o serviço de uns para com os outros deve ser feito tanto como Cristo servia quanto para Cristo.
Paulo realmente acredita, visto que Deus é por nós e ninguém é contra nós, e visto que nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, que o crente está na verdade acima de seu opressor. E ainda, apesar deste status exaltado, o crente deve viver em serviço sacrificial, para que outros possam ser influenciados a aceitar a salvação, porque Deus deseja salvar a todos. Assim, o crente é chamado a demonstrar o sacrifício de Jesus pessoalmente, com a confiança de que nunca está separado do amor de Deus. E quando confrontado com a injustiça e a opressão, o crente é especificamente instruído a não buscar vingança, pois o próprio Deus promete efetuar a vingança.
Na verdade, o crente é instruído a viver pacificamente com todos, tanto quanto for possível (v. 18), e isso é alcançado não por retribuir o mal com o mal (v. 17) ou por vingança (v. 19), mas por uma vida de serviço.
J.A. O’Rourke
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rom/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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4648 palavras
Nota: Romanos 12 é um dos pontos altos da Bíblia, ao descrever a felicidade da aplicação da nova vida da fé à vida cristã, fazendo clara referência ao Sermão da Montanha. Sugiro que você inicialmente use esta seleção de comentários para esclarecer o entendimento de versículos específicos que tenham chamado sua atenção. E, em seguida, fazer uma leitura extensiva de Romanos 12, lendo cada versículo e, após, os comentários relacionados a ele. [Jeferson]
1 rogo-vos. Paulo então se volta para a aplicação prática da justificação pela fé, que explicou nos cap. 1 a 11. Ele mostra que justificação pela fé significa não só perdão dos pecados, mas também novidade de vida. Inclui justificação e santificação; reconciliação bem como transformação. O propósito de Deus é restaurar completamente os pecadores, tornando-os aptos a viver em Sua presença. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 677.
Paulo deixa claro que a justificação pela fé e a salvação pela graça não permitem a ilegalidade ou o descumprimento dos mandamentos de Deus. Ao contrário, aquele que é justificado e ‘ santificado torna-se cada vez mais disposto a obedecer, pois “a justiça da lei” está sendo cumprida nele (Rm 8:4, ARC). CBASD, vol. 6, p. 676.
Vosso corpo. Paulo primeiramente apela aos cristãos para que consagrem o corpo a Deus. Então, ele os exorta a dedicar a Ele suas faculdades intelectuais e espirituais (v. 2). A verdadeira santificação é a dedicação de todo o ser: corpo, mente e espírito (lTs 5:23), ou seja, o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, mentais e espirituais, para que a imagem de Deus, na qual, originalmente, o ser humano foi criado, seja restaurada (Cl 3:10). CBASD, vol. 6, p. 676, 677.
sacrifício vivo. Em oposição a um sacrifício de sangue. Andrews Study Bible.
Os sacrifícios do sistema cerimonial do AT eram de animais mortos. O sacrifício cristão é o ser vivo. O adorador cristão se apresenta vivo com todas as suas energias e faculdades dedicadas a Deus. CBASD, vol. 6, p. 677.
Santo. Os judeus eram proibidos de oferecer em sacrifício um animal que fosse coxo, cego ou vítima de qualquer deformidade (Lv 1:3, 10; 3:1; 22:20; Dt 15:21; 17:1; Ml 1:8). Toda oferta era examinada e, se descoberta qualquer mancha, o animal era rejeitado. Da mesma forma, os cristãos devem apresentar o corpo na melhor condição possível. Todas as faculdades e virtudes devem ser preservadas puras e santas; caso contrário, a dedicação de si mesmo a Deus não pode ser aceitável. Esse requisito não é arbitrário. O propósito de Deus para os crentes é a completa restauração. Isso inclui, necessariamente, a purificação e o fortalecimento da integridade física, bem como dos poderes mentais e espirituais. CBASD, vol. 6, p. 677.
O Deus que amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho para salvar deleita-Se quando os pecadores se convertem dos hábitos autodestrutivos e se dedicam a Ele. Isso torna possível a Ele cumprir Seu propósito de restaurá-los. e levá-los de volta à perfeição em que foram originalmente criados. CBASD, vol. 6, p. 677.
culto racional. Adoração espiritual em oposição a um serviço em templo físico. A adoração cristã consiste em uma conduta santa. Andrews Study Bible.
Racional. Do gr. logikos, “racional”, “espiritual”, “lógico”. A outra ocorrência desta palavra no NT é em 1 Pedro 2:2, em que “espiritual” é a tradução preferível (ver com. ali). CBASD, vol. 6, p. 678.
2 Não vos conformeis com este século. O cristão não deve seguir os costumes de sua época, como era seu hábito anterior, quando vivia segundo a carne (Rm 8:12). Ao contrário, deve passar por completa transformação mediante a renovação da mente. CBASD, vol. 6, p. 678.
renovação da vossa mente. Adotando um novo padrão de pensamentos e julgamentos. Andrews Study Bible.
Na conversão, a mente é posta sob a influência do Espírito de Deus. O resultado é que “temos a mente de Cristo” (1Co 2:13-16). … E, ao ser o interior transformado pelo poder do Espírito Santo, a vida exterior é progressivamente alterada. CBASD, vol. 6, p. 678.
Experimenteis. Pela renovação da mente, o crente é habilitado a saber o que Deus deseja que ele faça. É iluminado para rejeitar as formas de conduta desta época má. Se já não tem mente carnal, mas a mente de Cristo, ele está disposto a fazer a vontade de Deus e, assim, é capaz de reconhecer e compreender a verdade (Jo 7:17). Só a mente renovada pelo Espírito Santo pode interpretar corretamente a Palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 678.
3 Porque […] digo. Paulo passa então a demonstrar os resultados práticos da mente renovada e iluminada. Primeiramente, ele fala da humildade e sobriedade de espírito que convém ao crente consagrado e do uso apropriado dos dons espirituais para a construção unificada da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679.
A cada um. Com estas palavras enfáticas, Paulo inclui cada membro individual da igreja de Roma, não importando seu ofício ou sua influência. CBASD, vol. 6, p. 679.
não pense. A tradução literal seria: “Para não se ensoberbecer além do que deveria pensar, mas pensar de modo a estar sóbrio.” Esta é uma advertência contra superestimar-se a si mesmo. Cada cristão precisa se familiarizar com os pontos fracos, bem como com os traços positivos de seu caráter, a fim de estar protegido contra o envolvimento em empreendimentos e responsabilidades para os quais Deus nunca o capacitou (ver OE, 319). CBASD, vol. 6, p. 679.
moderação. O orgulhoso e vaidoso não tem uma ideia correta de si mesmo. A humildade é o efeito imediato da entrega a Deus e à consequente renovação da mente. O cristão consagrado reconhece sua dependência da graça de Deus por todo dom espiritual que possa desfrutar, e isso não deixa espaço para autoestima desvirtuada. O cristão vê a si mesmo com discernimento iluminado e julgamento sóbrio. CBASD, vol. 6, p. 679.
a medida da fé. Este é o verdadeiro padrão pelo qual se deve medir. A pessoa com mente carnal não regenerada avalia-se pelos padrões do mundo, por riqueza, posição ou erudição. Está sempre se esforçando para dar a impressão de ser maior do que realmente é. Mas, quando a fé assume o comando, e a mente se renova, a pessoa tem poder para discernir as reais limitações de suas habilidades. A fé apresenta um novo padrão de medida, de acordo com o qual se pode determinar com precisão a natureza e a extensão das habilidades e, assim, não pensar demasiadamente sobre si mesmo. Percebe-se que, quanto maior a fé, maior será a influência e o poder espiritual. Mas isso não pode ser um motivo para orgulho, pois quanto maior a medida da fé, mais elevada será a percepção da dependência de Deus. CBASD, vol. 6, p. 679
4-8 Compare as listas de dons espirituais em 1Co 12:4-11, 27-30; Ef 4:11. Sobre o propósito dos dons espirituais, ver Ef 4:11-16. Andrews Study Bible.
4 num só corpo. A razão pela qual os cristãos devem ter humildade e bom-senso é que a igreja, assim como o corpo humano, é composta de muitos membros, com diferentes funções a executar. Essas funções são necessárias e importantes , mas nem todas parecem igualmente gloriosas. Na igreja, o bem-estar e o progresso de todos dependem do espírito de amor, cooperação e estima recíproco entre os membros, cada um exercendo suas funções designadas. Essa ilustração do corpo e seus membros é desenvolvida de forma mais completa em 1 Coríntios 12:12 a 27. CBASD, vol. 6, p. 679.
5 Um só corpo em Cristo. Assim como muitos membros compõem um só corpo humano, assim também, a multidão de cristãos é um só corpo em Cristo. Jesus é o único que une e vitaliza toda a congregação de crentes. Paulo descreve Cristo como a cabeça da igreja, e os membros todos sujeitos a Ele (Ef 1:22; 4:15, 16; Cl 1:18). Essa unidade da igreja cristã sugere a interdependência de seus membros. Uma vez que todos pertencem a um só corpo, pertencem individualmente uns aos outros. Assim, Paulo ordena que os crentes trabalhem unidos, cada um em sua própria esfera, para o bem comum da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679, 680.
6-8 Dê uma olhada nesta lista de dons e imagine os tipos de pessoas que receberiam cada dom. Profetas muitas vezes são ousados e articulados. Cristãos servidores (envolvidos no ministério) são fiéis e leais. Professores conseguem pensar claramente. Exortadores sabe como motivar os outros. Doadores são generosos e confiantes. Líderes são bons organizadores e gestores. Os misericordiosos e cuidadores são pessoas que são felizes em dar o seu tempo aos outros. Seria difícil para uma pessoa apresentar todas estas características. Um profeta assertivo não costuma ser um bom conselheiro, e um doador generoso pode falhar como líder. Quando você identificar seus próprios dons (e esta lista está longe de ser completa), pergunte como você pode usá-los para construir a família de Deus. Ao mesmo tempo, perceba que seus dons não podem fazer o trabalho da igreja sozinho. Seja grato por pessoas cujos dons são completamente diferentes dos seus. Deixe os pontos fortes deles equilibrarem suas fraquezas, e seja grato por que as habilidades deles compensam as suas deficiências. Juntos vocês podem construir a igreja de Cristo. Life Application Study Bible.
6 diferentes. Pela graça de Deus, os membros da igreja cristã são dotados de grande variedade de poderes espirituais, a fim de atender às diferentes necessidades de seus irmãos e disseminar o evangelho a cada nação, língua e povo. CBASD, vol. 6, p. 680.
Dons. Do gr. charismata, “dons da graça” (cf. Rm 1:11; 5:15, 16; 6:23; 11:29; ICo 7:7; 12:4, 9, 28). Estas são qualidades e faculdades especiais transmitidas aos crentes pelo Espírito Santo, para o serviço da igreja. Muitas vezes, parecem ser talentos naturais de que o Espírito Se apropria, aumentando seu poder e santificando seu uso. Todos os dons espirituais são “dons da graça”, concedidos de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Os que os recebem não têm motivo para vaidade. A fonte de sua força e influência não está em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 680.
Profecia. Nas Escrituras, este termo se aplica a qualquer palavra inspirada e não deve ser limitado à predição de eventos. Um profeta pode falar do passado, do presente ou do futuro (ver Êx 7:1; Lc 1:76, 77; At 15:32; ICo 14:3, 24, 25). CBASD, vol. 6, p. 680.
Não é somente predizer o futuro. Muitas vezes o termo se refere a pregar a mensagem de Deus. Life Application Study Bible.
O significado da expressão “de acordo com a proporção da fé” é indicado pela frase paralela 4 “segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. 3). CBASD, vol. 6, p. 680.
De acordo com nossos dons espirituais e nosso chamado. Neste capítulo Paulo utiliza o termo “fé” como o senso de nosso entendimento dos dons espirituais porque espera-se que expressemos nossa fé através dos dons espirituais que temos recebido (ver 1:11-12). Andrews Study Bible.
Deus dará o poder espiritual necessário e apropriado para desempenhar a responsabilidade. Life Application Study Bible.
7 Ministério. Do gr. diakonia. … Uma vez que Paulo fala aqui de diferentes dons e distingue “ministério” de profecia, ensino e exortação, parece evidente que a palavra deve ser entendida no sentido mais limitado de serviço em assuntos temporais e externos, tais como o suprimento das necessidades dos pobres, dos doentes, bem como dos estrangeiros. CBASD, vol. 6, p. 680.
dediquemo-nos. O sentido é que os que foram chamados para esse tipo de serviço devem se dedicar a ele. O trabalho de atender às necessidades temporais da igreja não deve ser considerado de pouca importância. É tanto um dom da graça de Deus como o é a profecia. O significado espiritual desse serviço é enfatizado pelo fato de que, no tempo dos apóstolos, só homens “cheios do Espírito Santo e de sabedoria” eram colocados sobre “o ministério diário” da assistência (At 6:1, 3). CBASD, vol. 6, p. 680, 681.
ensina. Em 1 Coríntios 12:28, o mestre é listado logo depois de apóstolos e profetas. Seu trabalho é organizar, desenvolver, impressionar a mente e aplicar à vida prática as verdades reveladas. Este dom consiste em um entendimento iluminado e na habilidade da exposição clara. CBASD, vol. 6, p. 681.
8 Exorta. Do gr. paraklêsis, “apelo”, “encorajamento”, “consolação” (comparar com Rm 15:5; 2Co 8:4; Fp 2:1). O ensino é dirigido ao entendimento. A exortação visa, sobretudo, ao coração e à vontade. Alguns têm o dom especial de estimular as pessoas à ação, ou confortá-las quando em aflição. CBASD, vol. 6, p. 681.
contribui. Do gr. metadidõmi. O termo significa “contribuir” ou “compartilhar” os próprios bens e as riquezas (comparar com Lc 3:11; Ef 4:28). CBASD, vol. 6, p. 681.
liberalidade.O cristão que compartilha os bens com os outros deve fazê-lo com singeleza de coração (cf. Ef 6:5; Cl 3:22) e não para se gloriar. Não deve nutrir qualquer ostentação nem objetivo egoísta. Essa sinceridade e generosidade também são dons do Espírito, cuja influência orientadora é necessária para o uso correto das riquezas (cf. Mt 6:3; 19:21). CBASD, vol. 6, p. 681.
O que preside. Literalmente, “aquele que é colocado à frente”. CBASD, vol. 6, p. 681.
diligência.De toda pessoa em posição de liderança, espera-se energia e zelo. Essas qualidades são dons do Espírito Santo, e o cristão que delas foi dotado deve dedicar todo esforço ao trabalho a ele designado. CBASD, vol. 6, p. 681.
alegria. Seja ao confortar os enlutados ou ao aliviar os sofredores, quem “exerce misericórdia” deve deixar claro que o serviço é prestado voluntariamente e de bom grado. Os atos de bondade realizados com ânimo e alegria são de mais elevado valor do que aqueles praticados apenas pelo cumprimento do dever. CBASD, vol. 6, p. 681.
9 Amor. Do gr. agapê (ver com. de Mt 5:44; l C o 13.1). Da discussão sobre o uso correto dos dons espirituais, Paulo passa então a instruir os crentes acerca do exercício do maior de todos os dons e do princípio básico de todo o verdadeiro cristianismo: o amor. Assim, como em 1 Coríntios 12 e 13, Paulo aqui conclui a discussão acerca dos dons espirituais com uma referência ao amor. CBASD, vol. 6, p. 682.
Detestai. Do gr. apostugeõ, que ocorre só aqui no NT e significa aversão tão grande a algo que a pessoa se mantém longe do mesmo. O amor sincero não pode tolerar o mal, mesmo que seja numa pessoa amada. CBASD, vol. 6, p. 682.
10 Amai-vos cordialmente. Do gr. philostorgoi, termo que expressa o terno amor e carinho existente entre parentes próximos. CBASD, vol. 6, p. 682.
Amor fraternal. Do gr. philadelphia, termo que descreve o vínculo estreito que deve existir entre os membros da igreja (comparar com 1Ts4:9;Hb 13:1; IPe 1:22; 2Pe 1:7). … Paulo afirma que, em amor por seus irmãos em Cristo, os crentes devem manter aquela mesma calorosa afeição que os parentes próximos. CBASD, vol. 6, p. 682.
preferindo-se em honra uns aos outros. “prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (NVI), “se esforcem para tratar uns aos outros com respeito” (NTLH). Talvez o significado pretendido seja o sugerido na passagem quase paralela de Filipenses 2:3: “por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. Um resultado do verdadeiro amor é que a pessoa não busca a própria honra ou vantagem, mas está disposta a honrar os outros. Os cristãos, motivados pelo amor genuíno, serão mais dispostos a prestar respeito do que a recebê-lo. CBASD, vol. 6, p. 682.
Tratando o outro com respeito e honra. Na sociedade greco-romana, respeito e honra eram reservados para as pessoas das classes superiores da sociedade. A maioria dos primeiros cristãos eras escravos ou escravos libertos. Andrews Study Bible.
11 No zelo. Do gr. spoudê: “zelo”, “ardor”, “fervor”. … Aqui, Paulo não se refere a negócios seculares, mas ao zelo e energia espirituais. CBASD, vol. 6, p. 682, 683.
Remissos. Do gr. oknêroi, “demorados”, “hesitantes”, “tímidos”, “lentos”, “descuidados”, “preguiçosos”. CBASD, vol. 6, p. 683.
Fervorosos. Do gr. zeo, literalmente, “ferver”. Apolo é descrito como alguém que era “fervoroso de espírito” (At 18:25). O cristão zeloso sempre mantém o interesse na causa de Deus, como se estivesse a ponto de ebulição. Seu fervor lhe dá poder com as pessoas (At 18:25, 28) e lhe traz o poder de Deus. CBASD, vol. 6, p. 683.
Espírito. O crente consagrado e ativo não considera o exercício de suas funções cristãs como um trabalho desinteressante e penoso, mas uma experiência alegre e vitalizante. Com o coração em chamas, ele sempre se apressa para onde quer que haja algum bem a ser feito. Compartilha o amor de Cristo pela humanidade caída e, assim, encontra a mais profunda satisfação em ministrar às necessidades dos semelhantes. Assim como o Senhor, ele tem uma energia que outros não conhecem, pois sua comida “consiste em fazer a vontade dAquele que [o] enviou e realizar a Sua obra” (Jo 4:32-34). CBASD, vol. 6, p. 683.
12 Regozijai-vos na esperança . A esperança cristã é a causa da alegria, e é explicada em Romanos 8:20 a 25. É ela que permite ao cristão olhar para além da escuridão e das dificuldades do mundo presente para as coisas invisíveis e eternas (2Co 4:17, 18). A esperança, bem como muitas das virtudes cristãs, brota da virtude fundamental, que é o amor. Isso é indicado por 1 Coríntios 13:7: o amor “tudo espera”. CBASD, vol. 6, p. 683.
Perseverantes. Unicamente pela constante comunhão com Deus é que o cristão pode conservar a força e a coragem para suportar os desafios próprios da fé (ver At 1:14, 6:4; Cl 4:2). O demorar-se nas coisas que são de cima (Cl 3:2) e medir cada ato e impulso pela contemplação da glória e da vontade de Deus é o antídoto contra a impaciência sob provocação e oposição. CBASD, vol. 6, p. 684.
13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade. Compartilhai . Do gr. koinõneõ, “compartilhar”, “tomar parte em”, “atuar como parceiro” (ver Rm 15:27; Fp 4:15; ITm 5:22; Hb 13:16; IPe 4:13). Paulo afirma que os cristãos devem compartilhar as necessidades de seus irmãos na fé, e atendê-las como se fossem as suas próprias. Isso é muito mais do que dar esmolas, é uma aplicação prática do princípio do amor (Rm 12:9). CBASD, vol. 6, p. 684.
Refere-se à generosa distribuição de comida e caracterizava o companheirismo dos primeiros cristãos. Andrews Study Bible.
Praticai. Do gr. diõkõ, literalmente, “perseguir”, “seguir após” (comparar com ICo 14:1; lTs5:15;Hb 12:14; IPe 3:11). O termo indica que os cristãos não devem apenas exercer hospitalidade, mas estar ansiosos por praticá-la. CBASD, vol. 6, p. 684.
Hospitalidade. Do gr. philoxenia, literalmente, “amor aos estranhos”, portanto, “abrigar os estranhos”. Desde cedo, os cristãos consideraram a hospitalidade uma das mais importantes virtudes cristãs (cf. ITm 3:2; Tt 1:8; Hb 13:2; IPe 4:9). Isso ocorria em vista do grande número de viajantes e perseguidos. Muitos cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo com aqueles que mantinham a mesma fé (ver At 8:1; 26:11). A hospitalidade que os crentes praticavam uns para com os outros contribuía para os vínculos que mantinham unidos os membros dispersos da igreja. CBASD, vol. 6, p. 684.
13 A hospitalidade cristã difere de entretenimento social. O entretenimento centra-se no anfitrião – a casa deve ser impecável; a comida deve ser bem preparada e abundante; o anfitrião deve aparecer relaxado e bem-humorado. Hospitalidade, pelo contrário, centra-se nos convidados. Suas necessidades – seja para um lugar para ficar, alimento nutritivo, um ouvido atento, ou aceitação – são a principal preocupação. A hospitalidade pode acontecer em uma casa bagunçada. Pode ocorrer em torno de uma mesa de jantar onde o prato principal é sopa enlatada. Ele pode até mesmo acontecer enquanto o anfitrião e o convidado estão trabalhando juntos. Não hesite em oferecer hospitalidade só porque você está muito cansado, muito ocupado, ou não pensa ter recursos suficientes para entreter. Life Application Study Bible.
14 abençoai os que vos perseguem. Abençoai, do gr. eulogeõ, “falar bem de”, “invocar bênçãos sobre”. No v. 13, Paulo fala do tratamento dos cristãos aos amigos; neste versículo, ele indica o tratamento adequado aos inimigos. Nós “abençoamos” nossos perseguidores, quando oramos e trabalhamos por seu bem. As palavras de Paulo são semelhantes às de Jesus (ver Mt 5:44; cf Lc 6:28; IPe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 684.
O objetivo da conduta cristã é trazer bênçãos aos outros, mesmo àqueles que lhe perseguem. Andrews Study Bible.
15 Alegrai-vos. A simpatia em todas as circunstâncias é uma evidência da autenticidade do amor. Das duas formas de simpatia mencionadas neste versículo, a primeira talvez seja a mais difícil. Parece mais fácil e natural simpatizar-se com a dor. Mas alegrar- se com o sucesso e as alegrias dos outros requer nobreza de caráter. Os opostos dessas virtudes são a inveja, que diz respeito à boa sorte dos outros, e a dor e a maldade, que se satisfazem com os infortúnios dos outros. Essas manifestações de egoísmo são tendências naturais do coração não regenerado. CBASD, vol. 6, p. 684, 685.
16 Tende o mesmo sentimento. O cristão deve compartilhar dos sentimentos e aspirações de seus irmãos (cf. Rm 15:5; 2Co 13:11; Fp 2:2; 4:2). Entre os cristãos, deve existir sempre a harmonia que resulta de um objetivo comum, esperanças e desejos comuns. Não competir um com o outro. Andrews Study Bible.
Em lugar de serdes orgulhosos. Ou, “não te ensoberbeças” (Rm 11:20), “não cuideis das coisas altivas” (TB). “O amor […] não se ufana, não se ensoberbece” (ICo 13:4). O orgulho pode ser motivado até por realizações espirituais (ver ICo 12). CBASD, vol. 6, p. 685.
Condescendei. Do gr. sunapagõ, literalmente, “carregar consigo”, como por uma inundação; portanto, “sujeitar-se”, “submeterse”, “entregar-se”. CBASD, vol. 6, p. 685.
humilde. A maioria dos membros da igreja era pobre, e os poucos ricos podem ter sido tentados a considerar com algum desdém os irmãos mais humildes (Tg 2:1-9). Mas essa falta de amor e simpatia tornaria impossível aos crentes ter “o mesmo sentimento uns
para com os outros”. Portanto, os cristãos devem ter a mente semelhante à de Jesus. … Se o filho de Deus Se dispôs a humilhar-Se por amor de Suas criaturas corrompidas, certamente, os cristãos devem estar dispostos a “rebaixar-se” para se associar a qualquer um dos seus semelhantes (ver OE, 330-336; ver com. de Tg 1:9, 10). CBASD, vol. 6, p. 685.
Sábios aos vossos próprios olhos. Esse tipo de orgulho é um pecado contra o amor cristão, pois significa desprezo pela opinião dos outros e, finalmente, até mesmo aos conselhos de Deus. O cristão que tem a mente renovada não confia na presunção da própria habilidade e compreensão nem se recusa a ouvir os conselhos dos outros. Ao contrário, em amor e humildade, ele respeita o julgamento de seus irmãos e mantém a mente aberta e receptiva ao ensino. Está pronto a reconhecer suas limitações e seus erros, e a aprender com os outros. CBASD, vol. 6, p. 685.
17-21 Estes versos resumem a essência da vida cristã. Se amamos alguém como Cristo nos ama, estaremos dispostos a perdoar. Se temos experimentado a graça de Deus, vamos querer compartilhá-la com os outros. E lembre-se, a graça é favor imerecido. Ao saciar a sede de um inimigo, não estamos desculpando seus crimes. Estamos reconhecendo-o como pessoa, perdoando-o, e amando-o, apesar de seus pecados, assim como Cristo fez por nós. Life Application Study Bible.
17 esforçai-vos. Tentar fazer. Andrews Study Bible.
Fazer o bem. Do gr. kala, “coisas boas”, “coisas nobres”, “coisas corretas”. … A fim de desarmar a oposição, o cristão deve pensar e agir a fim de que sua conduta, devido a bondade e justiça transparente, seja irrepreensível não só diante de Deus, mas aos olhos de todos. Os seguidores de uma causa impopular que querem convencer outros da veracidade e excelência de sua mensagem devem fazer com que seu comportamento esteja acima de qualquer suspeita. O cristão deve fazer sua luz brilhar diante dos semelhantes, para que vejam suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mt 5.16). Para isso, nunca devem se engajar em atividades ou empreendimentos de caráter duvidoso que coloque em descrédito não só a si mesmos, mas também todo o corpo cristão. CBASD, vol. 6, p. 686.
18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Os cristãos não deveriam iniciar hostilidades. Andrews Study Bible.
Tanto quanto se refira ao cristão, ele deve fazer tudo que puder para manter a paz. Mas há momentos em que a fidelidade ao princípio pode implicar incorrer no antagonismo dos outros. Portanto, Paulo acrescenta a qualificação: “se possível”. O registro da própria vida de Paulo, que foi um conflito quase constante, mostra que nem sempre é possível manter a paz. Em um mundo onde o príncipe é Satanás, os soldados de Cristo não devem esperar que tudo seja paz. No entanto, o cristão deve sempre se certificar de que, se a paz for quebrada, que não seja por sua culpa. CBASD, vol. 6, p. 686.
19 dai lugar à ira. O artigo definido antes da palavra “ira” indica que a referência é à ira de Deus (cf. com. de Rm 5:9). Essa interpretação é confirmada pelas palavras seguintes: “a Mim Me pertence a vingança. Eu é que retribuirei”. “Dar lugar” significa “dar espaço” para que a ira vingadora de Deus opere. Os cristãos nunca devem buscar vingança contra quem os trata injustamente. Devem deixar o assunto com Deus. Apenas um Deus onisciente, todo-amoroso e perfeito pode julgar e punir os malfeitores com justiça. … Os que estão cheios de pensamentos de vingança dão oportunidade a que Satanás inspire ira, ódio e amargura, quando deveriam encorajar o crescimento do fruto da Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade (Gl 5:22). CBASD, vol. 6, p. 686.
Está escrito. Citação de Deuteronômio 32:35; comparar com Hb 10:30. … em Romanos, é usada como um consolo ao povo de Deus, que é perseguido injustamente. Deus os vinga no devido tempo. CBASD, vol. 6, p. 686.
Os cristãos não deveriam exercer vingança com suas próprias mãos. Andrews Study Bible.
20 amontoarás brasas vivas. Isto pode se referir a uma tradição egípcia de carregar uma panela de carvão em brasas na cabeça como ato público de arrependimento. Ao se referir a este provérbio, Paulo estava dizendo que devemos tratar nossos inimigos com bondade de maneira que eles se envergonhem e se arrependam de seus pecados. a melhor maneira de se livrar de nossos inimigos é torná-los nosso amigos. Life Application Study Bible.
Ver com. de Pv 25:22. A bondade é a melhor vingança que o cristão pode tomar contra um inimigo. Amontoar brasas vivas sobre a cabeça de um oponente significa um ato de amor, e não de maldade. CBASD, vol. 6, p. 687.
21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. A vingança é um sinal, não de força, mas de fraqueza. Sofre derrota quem permite que seu humor seja afetado e seus princípios cristãos de amor e domínio próprio sejam abandonados. Mas quem controla o desejo de vingança e faz do mal sofrido uma oportunidade para mostrar bondade obtém a vitória sobre si mesmo e sobre os poderes do mal. Essa atitude não é apenas mais nobre, quanto mais eficaz. Com ela, pode-se desarmar o inimigo (cf. Pv 15.1) e conquistar outra pessoa. Assim, Deus não retribuiu aos pecadores a vingança que mereciam, mas revelou amor e misericórdia. É a bondade, paciência e longanimidade de Deus que leva as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4). CBASD, vol. 6, p. 687.
Este verso resume a vida de Jesus, especialmente Sua morte na cruz. Andrews Study Bible.
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“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2).
Diante de um contexto onde a grande massa religiosa vivia da prática de estereótipos, Paulo roga para que todos experimentem uma mudança de mente que constitua em um culto racional, à entrega do “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1). Fazendo a junção entre corpo e mente, o apóstolo mostrou que ambos estão inevitavelmente ligados e que não há como separá-los. Um depende do uso do outro e tem total participação no quesito adoração. Pois o homem é um ser holístico, integral , que foi criado à imagem e semelhança de Deus. A palavra “imagem” vem do hebraico “tselem”, que significa “aparência física”. Já a palavra “semelhança” vem de “demut”, que quer dizer “caráter”. Ou seja, amados, Deus deseja restaurar em nós o que perdemos após o pecado. Por isso a necessidade urgente de um reavivamento e reforma.
A conformidade ou aceitação de costumes que permeiam cada geração recebeu uma espécie de sublime contraste: “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2). Paulo nos exorta à constante vigilância da mente através de nossa vida prática. Afinal de contas, não conformar-se com este século envolve a renúncia de práticas e costumes que não condizem com a vida que o Senhor planejou para Seus filhos. Através das entradas da alma, Satanás tem lançado inúmeras distrações e tentações que amortecem os nossos sentidos para as coisas espirituais e nos aprisionam às concupiscências da carne. A exortação da Palavra de Deus é que vivamos na contramão do mundo, com nossa mente voltada para as coisas lá do alto.
Corremos o perigo de até mesmo considerarmos nossos próprios atos religiosos como grande coisa, roubando a glória que só pertence a Deus. “Não pense de si mesmo além do que convém” (v.3) é um conselho que funciona como um antídoto contra o orgulho e a justiça própria. Paulo colocou a variedade de dons num mesmo patamar. A expressão dons espirituais já diz tudo. São “diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (v.6), ou seja, não vêm de nós, mas de Deus. A prática destes dons, portanto, deve ser equivalente a uma adoração de corpo e mente, todo o ser aos cuidados do Espírito Santo a fim de que a vontade de Deus prevaleça em nossa vida. Cada adorador deve estar em plena harmonia com o outro, como “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (v.5).
Nesse contexto, portanto, algumas virtudes são extremamente relevantes e indispensáveis na prática da vida cristã. E, como sempre, o amor aparece como a primeira da lista. Mais do que uma virtude, o amor deve ser um princípio fundamental posto em prática através do altruísmo e das demais virtudes. Ele é a essência e define a verdadeira religião, a religião de Cristo. É através do amor prático que o caráter de Cristo é impresso em nossa vida. Consequentemente, o mal passa a ser detestável; fazer o bem, nosso ardente desejo; a cordialidade, uma consequência inevitável; servir ao Senhor, um prazer que nos satisfaz; na tribulação, nos tornamos pacientes; “na oração, perseverantes” (v.12); as necessidades do próximo se tornam mais importantes do que as nossas; a hospitalidade, nossa alegria; e a perseguição, uma oportunidade de abençoar quem não merece.
Não há lugar para o orgulho no coração daqueles que amam a Deus e desejam fazer a Sua vontade. Fazer separação entre corpo e mente como se um não tivesse relação com o outro no culto que prestamos ao Senhor é como querer que uma lâmpada acenda sem estar ligada à energia, ou que a energia mostre seus resultados sem que haja um receptor. Amados, nossa mente é o centro de controle do nosso corpo e nosso corpo é o resultado do que está cheia a nossa mente. E uma mente que é governada pelo Espírito Santo redunda em um corpo que manifesta as atitudes do caráter de Cristo.
Já senti na pele, e creio que você também, a sensação de impotência diante de uma injustiça ou o desejo de devolver na mesma moeda. Mas também já experimentei o incomparável prazer de vencer “o mal com o bem” (v.21). E pela experiência de quem já esteve em ambos os lados, posso garantir que não há nada melhor do que fazer o possível para ter “paz com todos os homens” (v.18). Retribuir o mal com o bem é a nossa grande oportunidade de sentir na pele um pouco que seja do que sentiu o nosso Salvador. É o privilégio de viver o amor em sua forma mais sublime. Portanto, não é algo de que devemos nos orgulhar, mas confessar o quão dependentes somos da Fonte de todo amor, Jesus Cristo.
Seja a nossa adoração a Deus o resultado da plena união entre mente e corpo dirigidos pelo Espírito Santo, e seremos aceitos no trono da graça como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1).
Pai, só o Senhor é amor. Não temos amor se este não for derramado em nosso coração pelo Teu Espírito. Por isso, humildemente Te pedimos que o nosso coração seja transbordante do amor do Céu. Não vemos a hora de nos ver livres do pecado de uma vez por todas e quando tudo no Universo será uma doce e eterna declaração: “Deus é amor”. Poderemos ter certeza disso desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos. Prepara-nos para Te encontrar, Senhor! E que até lá, o Teu Espírito manifeste o Seu maravilhoso fruto em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, um só corpo em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 12 – Após explanar teologia, Paulo apresenta implicações do evangelho. “Portanto, irmãos…” é uma transição intencional e significativa. “Portanto” conecta tudo o que foi escrito nos capítulos anteriores de Romanos com o apelo que ele está prestes a fazer. Essa ponte é essencial para compreender a profundidade da exortação de Paulo.
Em Romanos 12, Paulo faz uma aplicação prática: Com base nas misericórdias de Deus descritas anteriormente, o remanescente é chamado a viver de forma coerente com a graça recebida de Deus através de Cristo.
Paulo não apela para o medo ou a culpa, mas para a gratidão e o reconhecimento da bondade divina. Ele chama os cristãos a apresentarem o corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; ou seja, uma resposta prática e diária ao evangelho. Assim, Paulo usa “portanto” para ligar a teologia (Romanos 1-11) à prática (Romanos 12-16). Ele quer que os fiéis entendam que a vida transformada não é um esforço para ganhar o favor de Deus, mas uma resposta grata à Sua graça já revelada. Esse “portanto” é a ponte entre a doutrina e a ética cristã.
• O cristão possui bom relacionamento com Deus: Ele consagra a vida a Ele e busca uma mente renovada para viver o plano perfeito de Deus (Romanos 12:1-2).
• O cristão possui bom relacionamento consigo mesmo: Ele reconhece seu valor sem perder a humildade e usa seus dons e talentos para cumprir a missão divina sendo que Deus o criou para ser (Romanos 12:3-8).
• O cristão possui bom relacionamento com os irmãos em Cristo: Ele ama com sinceridade – sem máscaras, ciente que o amor genuíno une corações. Serve com alegria e entusiasmo, cultiva a esperança e persevera na oração mesmo diante da tribulação, é generoso e acolhedor (Romanos 12:7-13).
• O cristão possui bom relacionamento com todos: Ele responde ao mal com bondade, demonstra empatia, vence o orgulho com humildade, promove a paz e não brigas, confia na justiça divina e não se vinga, e pratica o bem como uma arma muito poderosa para alcançar vitórias que sem ele jamais alcançaria (Romanos 12:14-21).
Reflita com atenção nesse texto inspirado de Paulo. Tem muito pagão se achando cristão.
Esse texto é para ser utilizado como uma autoavaliação: Sou cristão de fato e de verdade? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 11 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/rm/11
Sempre existe um medo latente entre a classe alta de que a classe baixa lhes inflija os mesmos abusos que recebeu da classe alta. O racista etno-nacionalista está sempre preocupado que aqueles que não fazem parte de seu grupo um dia se levantem e derrubem o sistema de opressão do qual ele próprio se beneficia. Quando os poderosos são derrubados, geralmente há uma reação de retribuição do novo regime.
No entanto, Romanos 11 não permite tal retribuição. Pelo contrário, exige humildade. O texto na verdade pede silêncio e temor à misericórdia e severidade de Deus. Se Deus irá destronar os poderosos, os fracos não devem se gabar. Além do mais, os fracos são informados de que sua salvação deve ser usada por Deus para salvar aqueles que os governavam! Embora o texto não diga às pessoas anteriormente abusadas para levarem o evangelho a seus abusadores, a sua nova vida de graça e libertação é projetada como uma inspiração para que os ex-abusadores também aceitem a graça. O mistério e majestade da mente de Deus é que, ao contrário dos seres humanos vingativos, Ele procura misericordiosamente salvar a todos. Deus busca o senhor e o vassalo, o homem e a mulher, o judeu e o romano, o preto e o branco, o colonizador e o colonizado.
J.A. O’Rourke
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rom/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara