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1060 palavras
1 Geralmente, se ouve. Paulo introduz de forma abrupta o novo tema, que trata do escândalo de incesto na igreja. … Era uma questão de conhecimento geral entre os crentes, o que tornava a atitude da igreja para com o ofensor ainda mais repreensível. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 759.
Imoralidade. Do gr porneia. Esta palavra ocorre duas vezes nesse versículo e é um termo geral para descrever relações sexuais ilícitas, seja entre pessoas casadas ou não (ver Mt 5:32; At 15:20). CBASD, vol. 6, p. 759.
5 entregue. Paulo faz sua recomendação acerca da sentença que a igreja deveria pronunciar sobre o membro desviado. Em geral, entende-se que esta é uma sentença que significa a remoção da pessoa da igreja. CBASD, vol. 6, p. 761.
a Satanás. Existem apenas dois reinos espirituais neste mundo: o reino de Deus e o de Satanás. Se alguém deixa o reino de Deus, entra no de Satanás (ver Jo 12:31; 16:11; 2Co 4:4). Esse pecador obstinado, com sua própria conduta pecaminosa, tinha se retirado do reino de Deus, e isso devia ser reconhecido com sua expulsão oficial da igreja (comparar com 1Tm 1:20). CBASD, vol. 6, p. 761.
destruição da carne. As Escrituras chamam a prática imoral de “obras da carne” (Gl 5:19; cf Cl 3:5). Os cristãos são advertidos a não viverem “segundo a carne” (Rm 8:13). … O ímpio é deixado a sofrer as consequências de sua má conduta. CBASD, vol. 6, p. 761.
Seja salvo. A disciplina da igreja tem o propósito de despertar o pecador a fim de atentar para sua perigosa situação e mostrar a ele a necessidade de arrependimento e contrição. Uma vez corrigido e humilhado por sua disciplina, o pecador pode ser convidado novamente à virtude e à fé. O objetivo da correção da igreja jamais deve ser a vingança, mas salvação da ruína. O membro separado da igreja deve ser objeto de interesse, e devem ser esforços para sua recuperação espiritual (ver Mt 18:17; Rm 15:1; Gl 6:1, 2; Hb 12:13). CBASD, vol. 6, p. 761.
7 lançai fora. Do gr ekkathairo, “limpar por completo”. Paulo convida os crentes a remover por completo o que é prejudicial à igreja. Não é apenas uma questão de eliminar da igreja a pessoa licenciosa; é uma exortação para despertar a todos quanto ao risco de serem complacentes e acomodados com a própria situação. CBASD, vol. 6, p. 761.
o velho fermento. O “fermento” é usado para representar o pecado (cf Mt 16:6; DTN, 407, 408; PP, 278). Os judeus eram instruídos a remover de seus lares todo fermento, de modo que não restasse sequer uma partícula de pão levedado antes de comerem a Páscoa (ver Êx 12:19; 13:7). Do mesmo modo, a igreja cristã em Corinto foi instruída a se assegurar de que o pecado tinha sido lançado fora, em especial, a imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 766.
nova massa. A igreja se tornaria pura e livre de toda influência corruptora resultante da condescendência com o mal quando expulsasse os culpados e se apartasse de todo pecado. Seria como uma porção de farinha ou massa antes de se adicionar o fermento. Eles participariam do poder regenerador do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 762.
Como sois, de fato, sem fermento. Isto é, o estado ideal. Os cristãos coríntios tinham sido limpados do pecado. Deviam se lembrar disso e se esforçar sempre para manter a pureza. CBASD, vol. 6, p. 762.
Cristo, nosso Cordeiro pascal. “A morte do cordeiro pascal era combra da morte de Cristo” (GC, 399; cf. PP, 274, 277). A Páscoa também era um memorial do livramento do Egito. Na noite do livramento, o anjo destruidor passou acima das casas onde se via o sangue nos umbrais (ver Êx 11:7; 12:29; PP, 279(. Mais uma vez, o anjo destruidor cumprirá sua terrível missão, e apenas os que tiverem eliminado o fermento do pecado e estiverem sob o sangue do Cordeiro pascal, Jesus Cristo, serão poupados (ver com. De Ez 9:1-6; ver Ap 7:1-3, 14:1-5; TM, 445; T3, 266, 267; T5, 210, 212, 216, 505). CBASD, vol. 6, p. 762.
8 celebremos. O cristão deve se manter livre da corrupção do pecado. Isto é, o “velho fermento” deve ser lançado fora. CBASD, vol. 6, p. 762.
Não com o velho fermento. Um convite para abandonar o antigo modo de vida, com paixões e sentimentos corruptos motivados pelos desejos de um coração não renovado. CBASD, vol. 6, p. 763.
maldade. É provável que o uso da palavra neste caso se refira ao sentimento que causava facções e partidos na igreja de Corinto (1Co 1:11-13). As divisões em grupos separados entre si e disputando a supremacia aumentam a inveja e os maus sentimentos. CBASD, vol. 6, p. 763.
9 associásseis. Deus não quer que Seu povo se exponha à influência corruptora de pecadores rebeldes, e adverte os crentes a não se associar com eles. A proibição não é de se ter contato para pregação e testemunho, mas de associação habitual e amizade. CBASD, vol. 6, p. 763.
Impuros. Este termo se refere a pessoas pervertidas que praticam relações sexuais ilícitas em troca de dinheiro, ou simplesmente para satisfazer os próprios desejos lascivos. Tais práticas são abomináveis ao Senhor (1Co 6:9, 10; Gl 5:19-21; Ef 5:5; 1Tm 1:9, 10; Ap 21:8; 22:15). CBASD, vol. 6, p. 763.
11 maldizente. Ou “ultrajador”, ou seja, quem maltrata e vitupera o próximo. Cristãos que tê o hábito da maledicência devem ser corrigidos. CBASD, vol. 6, p. 764.
Nem ainda comais. A proibição inclui refeições de caráter social (cf Gl 2:12) bem como a Ceia do Senhor (DTN, 656). Os cristãos não devem fazer nada que dê motivos para os observadores pensarem que transgressores da lei de Deus são considerados como de boa reputação pela igreja (ver 2Jo 10, 11). Deve-se manter elevada a norma de verdade e pureza. Nos dias de Paulo, isso era muito importante. Os inimigos acusavam os cristãos de várias formas e vício. Caso ficasse conhecido que cristãos toleravam pessoas ímpias e imorais em seu meio, ou que mantinham relacionamento com elas, essas acusações teriam fundamento e seriam considerado fidedignas. Portanto, era preciso distanciamento por completo dos apóstatas e ímpios e divulgar que a igreja não tinha ligação com eles. Somente assim a igreja poderia se manter pura e livre de influência contaminadora de pecadores que se recusavam a se arrepender e abandonar a impiedade. CBASD, vol. 6, p. 765.
13 Deus os julgará. Deus julga os pensamentos, palavras e atos de todos. Quer a pessoa reconheça ou não a soberania divina, é Deus quem julga todos os aspectos da vida. Ele aprova ou condena segundo Sua sábia justiça (ver Gn 18:25; Sl 50:6; 75:7; 94:1-10; At 10:42). Ter a certeza de que a justiça divina é segura ajuda o crente a permanecer calmo frente aos problemas. Ele sabe que Deus observa e que, ao final, o vingará (ver Mt 5:10-12; Lc 6:22, 23). CBASD, vol. 6, p. 765.
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“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (v.11).
Este capítulo, sem dúvida, revela uma verdade muito delicada que nem todos estão dispostos a ouvir. Vivemos em uma época tão permissiva que certas atitudes que antes causavam espanto, hoje não mais. A igreja de Corinto estava tomada pela desunião e pela imoralidade de uma forma tão preocupante, que sérias providências precisavam ser tomadas a título de urgência.
Ao Se referir à igreja dos últimos dias, Jesus também não economizou palavras ao chamar o laodiceano de “infeliz, […] miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Contudo, Sua dura repreensão é seguida de um conselho e de palavras de amor de um Pai que repreende a quem ama e que não desiste de nenhum de Seus filhos. De igual forma, Paulo procurava ser um pai espiritual para a igreja primitiva, e bem sabia que fazia parte de seu dever exortá-la também. Ele não disse que os cristãos devem cortar relações com os de fora da igreja, pois temos um evangelho a pregar. E sim que devemos ter cautela quanto aquele que, “dizendo-se irmão” (v.11), apresenta um comportamento impuro, não confiável ou que tem prazer em falar da vida alheia.
Desde a entrada do pecado no mundo, uma série de relatos aponta para a dura realidade de que os piores inimigos podem estar bem perto. Quem matou Abel? Seu irmão Caim. Ismael e Isaque, irmãos e líderes de povos que sempre foram inimigos. Esaú e Jacó, brigando desde o ventre. Quem vendeu a José como escravo para os ismaelitas? Seus próprios irmãos. Quem perseguiu Davi a fim de matá-lo? Saul e seu próprio filho Absalão. Por quem Jesus foi morto? Pelos reclamos de Seu próprio povo. Pelas mãos de quem Estêvão foi apedrejado? De seus compatriotas. Percebem? Paulo não nos convida a criarmos ruins suspeitas a respeito de nossos irmãos e a desconfiar de todos, mas nos orienta a dar ouvidos à voz do Espírito Santo quando ficar evidente “o fermento da maldade e da malícia” (v.8).
Realmente este é um assunto muito delicado, mas que tem a ver com salvação, não somente nossa, mas daqueles que insistem em permanecer no erro. A expressão “entregue a Satanás” (v.5) não se refere a desprezar quem não aceita a repreensão, mas em que a sua prática resultará na colheita de suas más escolhas. A igreja de Deus deve ser composta por homens e mulheres que lutam contra o pecado e é essa igreja que Jesus vem buscar. E se alguém acabou tomando o caminho da dor e do fundo do poço, ainda ali Deus pode resgatá-lo a fim de que seja salvo “No Dia do Senhor [Jesus]” (v.5).
Todos os dias, precisamos fazer um autoexame e pedir que o Espírito Santo nos revele nossas más tendências e pecados acariciados. Temos sido “os asmos da sinceridade e da verdade”, ou nossas palavras e ações revelam “o fermento da maldade e da malícia” (v.8)? As palavras de Paulo, antes de tudo, precisam ser uma aplicação pessoal. E bem mais do que ações externas, Deus sonda as nossas intenções, se realmente há sinceridade e verdade, ou malícia e maldade. Na igreja do Deus vivo deve haver ordem e decência e é dever dos seus líderes o de orientar os membros a serem fiéis portadores das verdades eternas, ainda que correndo o risco de serem mal interpretados. Certamente, as ovelhas ouvirão a repreensão como a vara e o cajado do Bom Pastor a lhes conduzir.
Lembremos do desfecho da vida de Ananias e Safira. Aparentavam boas intenções, mas Deus revelou a maldade de seus corações. Não há mais tempo de se brincar com o pecado, meus irmãos! Estamos às portas do Dia decisivo que revelará as nossas obras. Que o “Deus da paz [nos] santifique em tudo; e o [nosso] espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:23).
Pai Celestial, graças Te damos porque o objetivo da Tua repreensão é sempre a nossa salvação! Não tem sido fácil, Pai, lidar com algumas situações. Concede-nos sabedoria e um coração puro. Santifica as nossas intenções e livra-nos de toda e qualquer impureza. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “asmos da sinceridade e da verdade” (v.8)!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 5 – Não há lugar para a tolerância do pecado descarado na Igreja!
Este texto escancara um escândalo de proporções grotescas na igreja de Corinto: Uma imoralidade repulsiva, uma afronta titânica à santidade de Deus. Um homem mantinha relações incestuosas com a mulher do próprio pai – um ato de depravação que nem pagãos mais depravados ousavam tolerar.
• Como um vírus contagioso, pecados como estes são uma profanação impiedosa que contamina o corpo de Cristo.
Mas o horror não termina no pecado em si. O que eleva a ignomínia a níveis intoleráveis é a atitude da igreja. Em vez de tremer diante de tamanha transgressão, ela está inchada de orgulho (I Coríntios 5:2). Uma igreja que deveria ser fortaleza espiritual transformou-se em palco de complacência doentia – covil de permissividade abominável.
• O pecado não pode ser tratado com descaso, como se a santidade fosse uma questão trivial.
Por isso, Paulo explode em justa indignação: “O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar levedada?”. Então, o apóstolo exige ação radical: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são” (I Coríntios 5:7). “Já condenei aquele que fez isso”; “entregue esse homem a Satanás” (vs. 3, 5).
• Tal ordem não é negociável porque a santidade da igreja não pode ser sacrificada no altar da apatia.
Paulo não suaviza suas palavras, pois o pecado é escândalo espiritual, uma violação da santidade e da pureza que Deus requer de Seu povo. Ele descreve o pecado como um fermento que contamina toda a massa, deixando claro que a complacência com o pecado é mortal. A mensagem é clara: É melhor remover o pecado do que comprometer a santidade da igreja.
Paulo clama por ação imediata – “Expulsem esse perverso do meio de vocês” (I Coríntios 5:13) –, chamando a igreja à disciplina e à purificação, porque a santidade da comunidade é mais importante do que qualquer aparência de piedade e de unidade (vs. 8-12).
• Ser indiferente ao pecado na igreja cristã implica participar de sua destruição.
• O pecado não confrontado é como um câncer que logo se torna metástase.
• A igreja é refúgio para pecadores arrependidos, não abrigo para a iniquidade descarada!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 4 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/4
Os evangelistas do Novo Testamento enfrentaram um desafio único. Diferentemente de nós, eles não conseguiam olhar para trás, através de séculos de história, e ver o quadro geral do plano de Deus se desenrolando. Eles viviam o momento, entrando em cidades para pregar sobre Jesus, chamando as pessoas ao arrependimento e à retidão. Sua mensagem provocou fortes reações — alguns os rejeitaram como falsos profetas, enquanto outros os colocaram em pedestais, idolatrando-os muito além do que mereciam.
Paulo os lembrou de uma verdade crítica: seu foco tinha que permanecer totalmente em Deus. Buscar aprovação humana ou ser levado por elogios era uma distração perigosa. Sua missão não era agradar as pessoas, mas ser servos fiéis de Cristo.
Esta lição é igualmente relevante para nós hoje. É fácil deixar nossas vidas girarem em torno das opiniões dos outros — seja inflando nossos egos com elogios ou encolhendo sob críticas. Mas a sabedoria de Paulo nos chama a um padrão mais elevado: não pense muito bem de si mesmo e não tome suas decisões apenas para agradar aos outros. No final das contas, a única aprovação que realmente importa é a de Deus.
Lisa Ward
Escriturária da IASD Country Life
Cleburne, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/4
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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620 palavras
1 Despenseiros. Os gregos usavam esta palavra para a administração de uma propriedade. O mordomo não só presidia sobre os assuntos da casa, mas também fazia provisões para ela. A aplicação desta palavra aos ministros de Cristo é singularmente apropriada. O ministro do evangelho é responsável por cuidar da igreja de Deus na Terra e prover o necessário para seu bem-estar. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 751.
4 O Senhor. Somente Deus é capaz de fazer uma investigação completa da vida e da mordomia do apóstolo. Só Ele pode ler o coração e compreender o que motiva cada palavra e cada ação. CBASD, vol. 6, p. 752.
5 Nada julgueis. Paulo deixa claro que é errado acariciar uma opinião inflexível sobre o próximo. CBASD, vol. 6, p. 752.
6 Apliquei-as. Tudo o que escreveu a respeito dos mestres religiosos, Paulo aplica a si mesmo e a Apolo, que estava intimamente ligado a ele. CBASD, vol. 6, p. 753.
8 Chegastes a reinar. Ou, “começaram a reinar como reis”. Esta declaração atinge o clímax da ironia. Paulo compara seus leitores orgulhosos com os que alcançaram o topo, onde não há nada mais para se alcançar ou desejar. CBASD, vol. 6, p. 753.
9 Os apóstolos, em último lugar. A metáfora é a de um anfiteatro, onde os participantes que chegaram ao final da exibição tivessem que brigar entre si até a morte ou ser dilacerados por feras. Não havia esperança para eles. Os apóstolos são apresentados como se estivessem na condição de prover diversão para espectadores cruéis. CBASD, vol. 6, p. 754.
10 Loucos. ”A palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1Co 1:18). Devido ao fato de persistirem em apresentar as boas-novas da salvação por meio da fé em Jesus Cristo, os apóstolos eram considerados como tolos e de pouco entendimento. Contudo, não ousavam misturar a sabedoria mundana com a simplicidade do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 754.
12 Nossas próprias mãos. Embora tivesse sido chamado por Deus para o ministério do evangelho, Paulo se mantinha com seu trabalho manual. CBASD, vol. 6, p. 755.
14 Para vos envergonhar. Paulo queria abrandar suas palavras e suavizar as severas observações. Havia razão para os membros da igreja de Corinto se envergonharem por causa das contendas e disputas entre eles. Quando os que estão no erro são levados a ver seu pecado, deve-se ter cuidado para que não lhes quebre a autoestima. CBASD, vol. 6, p. 756.
16 Imitadores. Literalmente, “mímica”. esta é uma declaração ousada para qualquer ministro cristão. Mas é verdade que cada obreiro de Deus deve viver de forma a refletir a imagem de Jesus, a fim de que possa, confiantemente, dizer aqueles para quem exerce seu ministério que siga seu exemplo. CBASD, vol. 6, p. 756.
17 Meu filho amado. Paulo viu no jovem Timóteo alguém que podia se tornar um obreiro útil para Deus, então o escolheu para ser um de seus companheiros de viagem e colaboradores. O apóstolo tinha se referido aos coríntios como filhos, portanto, era apropriado enviar-lhes para representá-lo alguém que tinha nascido em Cristo por meio de sua pregação, assim como eles. CBASD, vol. 6, p. 757.
20 Não em palavra. O reino espiritual de Deus na Terra não é estabelecido ou promovido por pretensões jactanciosas e palavras humanas vãs. É preciso algo mais do que afirmações de autoridade da parte dos que não estão dispostos a se conformar com a simplicidade da mensagem do evangelho, acrescentando á verdade suas próprias interpretações e exaltando ambições de autoridade. CBASD, vol. 6, p. 758.
21 Amor. A correção deve sempre ser ministrada com amor, tendo em vista o bem-estar e a felicidade de quem errou. É preciso agir com firmeza e, as vezes, com severidade a fim de manter a igreja livre de confusão e contenda. No entanto, tudo deve ser suavizado com verdadeira preocupação pelo bem-estar eterno das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 758.
Compilação: Tatiana Wernenburg
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“Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (v.16).
Após sua conversão, Paulo empenhou-se com maior convicção e lealdade a pregar a Palavra de Cristo do que quando a perseguia. O que sabemos sobre o seu encontro com Jesus na estrada de Damasco certamente não pode discernir a experiência pessoal de Paulo com o Salvador. Aquela visão, o impedimento de sua visão por três dias e a cura realizada por Ananias foram experiências tão marcantes e reais que, dali para frente, em nenhum momento encontramos algum registro em que Paulo tenha duvidado de seu chamado. Muito pelo contrário. Percebemos um crescente desenvolvimento da recriação promovida por Cristo em sua vida. Percebemos um Paulo cada vez mais íntimo de Jesus e completamente comprometido em fazer discípulos sempre falando a verdade, ainda que isto lhe custasse não obter o favor e a simpatia de todos.
Ao falar sobre julgamento, o apóstolo demonstrou cautela quanto ao trato pessoal. Sua consciência foi colocada como testemunha de sua inocência, ainda que não considerasse a si mesmo justificado, pois o seu caso foi entregue nas mãos de Deus, o verdadeiro juiz. O juízo temerário tem causado uma grande confusão no sentido de inverter os papéis. Fomos chamados para sermos testemunhas, e não juízes. Contudo, a testemunha tem por obrigação falar a verdade. E nesse conflito de interesses, em que cada um se coloca na defensiva de proteger seus próprios gostos e opiniões, ignoramos ou até condenamos conselhos e repreensões dos lábios de testemunhas que estão simplesmente querendo nos dizer: “É por te amar que eu preciso abrir os seus olhos”.
Paulo precisou ficar cego para perceber que sempre esteve na escuridão. Seu escrito de dívida foi pago por Cristo e mais do que qualquer outra pessoa, ele compreendeu que o seu chamado não consistia em uma barganha com Deus, mas em uma contínua entrega do coração. Suas censuras e reprovações não visavam acusar, e sim reconduzir a igreja no caminho em que deveria andar. Quanto a isto, estamos vivendo em tempos angustiosos, amados, quando qualquer advertência é considerada como julgamento arbitrário. Imaginem se Paulo vivesse em nossos dias e entregasse esta epístola em nossa igreja. O que pensaríamos de alguém que declara: “Sejam meus imitadores”? Ou pior: “O que vocês preferem? Que eu vá até vocês com vara ou com amor e espírito de mansidão?” No mínimo, muitos diriam: “Quem você pensa que é?”
O apóstolo Paulo, porém, utilizou a linguagem da experiência pessoal. Seu relacionamento com Cristo era o seu passaporte de entrada para onde quer que o Espírito Santo o levasse e o seu visto de autorização, para corrigir, repreender e exortar (2Tm.4:2), sem ultrapassar o limite divino do “que está escrito” (v.6). Paulo preparava seus sucessores na obra, como Timóteo, considerado “filho amado e fiel no Senhor” (v.17), na escola da comunhão. As pessoas podem aprender técnicas de evangelismo, participar de inúmeros treinamentos e ouvir boas palestras, mas se tudo isso não corresponder a uma vida de comunhão com Deus, de buscá-Lo de todo o coração a cada dia, qualquer esforço não passará de mera formalidade. “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (v.20).
Paulo falava e escrevia com autoridade não porque havia deixado de ser pecador, mas porque conhecia Aquele que jamais pecou. Meus irmãos, o Senhor apela à nossa geração para que voltemos o nosso olhar para as Escrituras a fim de sabermos fazer diferença entre julgamento e exortação. Como testemunhas de Jesus, é nosso dever exortarmos uns aos outros. Exortar significa “estimular, mostrar coragem para algo, incentivar”. É segurar pela mão e dizer: “Eu estou aqui para lhe ajudar”. É falar a verdade com brandura, mas também com convicção. Na linguagem do Mestre dos mestres, é replicar: “vai e não peques mais” (Jo.8:11). “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm.1:7).
Que pelo poder do Espírito Santo sejamos testemunhas de Jesus. Só assim seremos encontrados como despenseiros fiéis dos mistérios de Deus.
Pai de amor eterno, nosso bendito Deus, como o Senhor tem derramado sobre nós a luz do Céu no discernimento da Tua Palavra! Muitas vezes podemos ainda estar com escamas nos olhos para enxergar e perceber os preciosos tesouros que estão à nossa disposição. Ó, Senhor, faz-nos ver! Queremos, como Paulo, andar Contigo em comunhão crescente e perseverante, tendo a nossa mente iluminada pela luz que irradia de Tua Palavra. Que o Teu santo e bom Espírito realize em nosso coração o milagre da genuína conversão e que isso se reflita no nosso amor e cuidado com nosso próximo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 4 – A Bíblia do Discípulo afirma ser “esta é uma carta que lida com as facções na igreja de Corinto. Havia sérios problemas de divisão por causa de várias questões: sociais, espirituais e morais. Paulo julga que os cristãos genuínos existem para edificar e não destruir a igreja. Entretanto, algumas atitudes arrogantes de crentes específicos não levam em consideração os irmãos fracos na fé e não estão interessados em conquistar os descrentes através de um evangelismo cultural e consciente”.
Paulo começa declarando que ele e outros líderes são “servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus”. Os ministros de Deus não são donos da mensagem, apenas seus guardiões. Desta forma, o apóstolo confronta o culto à personalidade na igreja – algo comum em Corinto e em nossa época. Ele afirma que o foco deve estar em Cristo – o verdadeiro Senhor.
O texto declara que “o que se requer desses encarregados é que sejam fiéis” (I Coríntios 4:2). A fidelidade no ministério eclesiástico não é medida pelo sucesso do líder, mas pela obediência a Cristo. Em um mundo que valoriza o carisma, o poder e os resultados rápidos, I Coríntios 4:3-5 revela-nos que o serviço cristão deve ser centrado no evangelho de Cristo e avaliado à luz de Sua Palavra, não pelos padrões humanos.
Paulo confronta o orgulho que causa divisão na igreja, afirmando que tudo o que os crentes possuem é um dom de Deus. Ele usa perguntas retóricas para salientar que ninguém tem motivos para vangloriar-se (I Coríntios 4:6-7).
Na sequência, Paulo denuncia o triunfalismo dos coríntios, que buscavam glória e conforto em vez de abraçar o chamado ao sacrifício. Ele apresenta os apóstolos como exemplos de humildade, trabalho árduo e dedicação total a Cristo, mesmo diante da rejeição (I Coríntios 4:8-13). O cristianismo deve ser serviço sacrificial, contrariando valores culturais do mundo.
Paulo conclui sua admoestação paternal, exortando os leitores a seguirem seu exemplo e a submeterem-se à autoridade de Cristo. Ele não busca envergonhá-los, mas corrigi-los com amor e autoridade espiritual (I Coríntios 4:14-21).
• Essa abordagem pastoral mostra-nos que a correção, quando fundamentada no amor e na autoridade de Cristo, é essencial para o crescimento espiritual.
• Numa era que evita confrontos, Paulo ensina-nos a equilibrar graça e verdade.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 3 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/3
Uma igreja dividida é uma igreja envenenada. Essas divisões são indícios de que uma igreja está sendo conduzida pela natureza humana “carnal”, em vez de pelo Espírito de Deus (vs.1-4). Ellen White alertou sobre esta situação durante toda a sua vida. Um espírito de crítica, ela adverte, causa grande mal dentro da igreja. E ainda pior é que esse tipo de pensamento extremista impede que a verdade alcance outras pessoas. Um cristão jamais deve servir de consciência para outra pessoa. (Historical Sketches, 211-212).
“Aquele que é culpado de erro, é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro par pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo” (O Maior Discurso de Cristo, 126).
Concluindo, Paulo usa a metáfora de um “edifício” (vv 9-10). E nele, o que mais importa é que “ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo” (v. 11 NVI).
Michael W. Campbell
Diretor de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara