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542 palavras
1-5 O conflito reside entre Deus e Faraó (v. 2). A pergunta retórica de Faraó (“Quem é o SENHOR…?“) precisa ser entendida como um desafio direto a Deus. Note o uso do “Senhor’ (3:14) quando apresentando Deus a Faraó. Não conheço o SENHOR. Conhecer Deus é um tema principal em Êxodo (1:8; 6:3; 7:5; 8:10; 14:4; etc.). É uma questão relacional (e não intelectual) e envolve compromisso. O acesso surpreendente de Moisés e Aarão à corte egípcia é baseada na arbitração legal tradicional do antigo Oriente Próximo, aonde o Rei era a suprema fonte de justiça (Andrews Study Bible).
1 foram Moisés e Arão… a Faraó. Depois de terem sido aceitos pelos anciãos de Israel como os líderes apontados por Deus é que Moisés e Arão compareceram diante de faraó. Registros antigos esclarecem que não era fácil para um plebeu conseguir audiência com o rei.
uma festa. O pedido feito a faraó era razoável. Os israelitas não podiam oferecer sacrifícios na presença dos egípcios sem provocar uma explosão de animosidade religiosa. Havia esse risco porque dentre os animais sacrificados estavam alguns que os egípcios consideravam sagrados, e, portanto, não deveriam ser mortos de forma alguma. Para evitar conflitos, a festa dos israelitas tinha que ser realizada além das fronteiras do Egito, no deserto (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
5 o povo da terra já é muito. Era como se o rei tivesse dito: “Esse povo já não é útil para nada, e vocês ainda querem que todos parem de trabalhar de uma só vez?” Moisés e Arão tinham instituído uma reforma na observância do sábado, e isso chamou a atenção do rei (PP, 258). O povo estava ocioso e precisava trabalhar mais para consumir as energias, pensou ele (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 Não torneis a dar palha ao povo para fazer tijolos. Moisés não diz que os hebreus faziam “tijolos sem palha”, como às vezes se declara. O decreto do faraó exigia especificamente que usassem palha que fosse conseguida por eles mesmos. Se os hebreus [fizessem] tijolos sem palha estariam violando o decreto, e isso os feitores não permitiriam. Tais tijolos seriam inferiores, pois a palha aumentava a resistência. Isso se deve em parte à presença da própria palha e em parte à ação química da matéria vegetal em decomposição sobre a mistura do tijolo. Quando a mistura é deixada a descansar por alguns dias, os tijolos ficam mais fortes e fazê-los torna-se mais fácil (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
9 palavras mentirosas. O desprezo de Faraó pelo Senhor é expresso em sua avaliação da origem da mensagem de Moisés (Andrews Study Bible).
10 Assim diz… Esta fórmula de linguagem utilizada pelos feitores no anúncio formal da vontade de Faraó é idêntica à formula da mensagem divina (v.1; 7:17, 26; 2 Rs. 1:4, 6, 11, 16; Is. 7:7; etc.) e destaca a auto-entendimento de Faraó como sendo Deus (Andrews Study Bible).
21 Espada. Note o contraste com o v. 3, referindo-se à espada de Deus. odiosos. A expressão idiomática para descrever o desagrado de Faraó pelos israelitas é única (literalmente, “nosso cheiro a feder”), mesmo que outras passagens usem expressões similares (Gên. 34:30; 1 Sam. 13:4; 27:12; 2 Sam. 10:6; 16:21; etc.) (Andrews Study Bible).
22-23 Aparentemente Faraó venceu a primeira parte da disputa. O diálogo entre Deus e Moisés inclui 6:1 (as divisões de capítulo da Escritura não foram introduzidas até o 12º século A.D.) (Andrews Study Bible).
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‘Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel’ (v.2).
Finalmente, Moisés e Arão estavam diante do grande e intransigente monarca do Egito. Dirigindo-lhe as palavras do Senhor, disseram: ‘Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’ (v.1). A religião no Egito era politeísta. Acredita-se que havia mais de 1500 deuses e deusas, sendo alguns dos principais do panteão egípcio: o deus Rá (associado ao sol), Ísis (deusa da fertilidade), Osíris (deus dos mortos e da ressurreição), e centenas de outras divindades, cada uma com funções e características diferentes. Ao se deparar com a visita daqueles dois homens, que apresentavam o pedido de apenas um Deus, Faraó foi até sincero ao declarar a verdade de que não conhecia o Senhor.
O conhecimento de Deus está muito além de um mero assentimento intelectual ou, como acreditavam os egípcios com relação aos seus deuses, de agradá-Lo como forma de receber Suas bênçãos. Conhecer a Deus é ter uma fé tangível, que persevera apoiada no firme alicerce de Sua Palavra. Jesus declarou: ‘E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste’ (Jo.17:3). Faraó sabia que os hebreus adoravam um único Deus, mas era tudo o que ele conhecia. E mesmo antes de enviar Moisés ao Egito, Deus já lhe havia revelado a dureza de coração de Faraó: ‘Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte’ (Êx.3:19). E disse mais: ‘mas Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo’ (Êx.4:21). O Senhor, na verdade, usaria até mesmo o orgulho daquele rei para se dar a conhecer em toda a terra do Egito. A recusa de Faraó em se arrepender se tornaria um instrumento para a manifestação do poder divino e para deixar bem claro que só o Senhor é Deus.
A maldade de Faraó foi manifestada já no início, obrigando os hebreus a produzirem tijolos de uma forma que seria praticamente impossível. E a aflição e o aperto causados pelo rei ao povo, fizeram com que este se queixasse a Moisés e Arão e os acusasse de piorar ainda mais o seu sofrimento. Moisés, então, se volta para o Senhor e faz duas perguntas: ‘Ó, Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?’ (v.22). Duas perguntas bem interessantes. A primeira dá a entender que era o Senhor que estava afligindo os filhos de Israel. Já a segunda era, praticamente, a declaração de uma missão fracassada. Amanhã veremos, na resposta do Senhor, que Ele não leva em conta a nossa humanidade no sentido de muitas vezes não percebermos que, por trás das cortinas, há um grande conflito acontecendo.
Estava claro no discurso daquele rei pagão que ele intencionava colocar o povo contra a liderança de Moisés e Arão e contra o próprio Deus. É assim que o inimigo age. O porquê do sofrimento ecoa pelo mundo como um discurso ininterrupto de que, se há um Deus, Ele não Se importa com a humanidade. Senão, por que Ele permite que tantas coisas ruins aconteçam a inocentes, por exemplo? E os noticiários tornaram-se como o discurso odioso de Faraó, proclamando o mal e tornando milhares de corações insensíveis para com o sofrimento alheio. Amados, ainda estamos em um mundo de pecado e, se não fosse permitido ao mal manifestar todos os seus resultados desastrosos e destrutivos, simplesmente nos acostumaríamos a viver aqui, e a morte seria o fim de todo ser humano.
Mas um dia, o Filho de Deus, o único verdadeiramente inocente, entregou a Sua vida para nosso resgate. Antes, porém, Ele nos deixou o exemplo de como conhecer a Deus e andar com Ele. Jesus investia horas, principalmente as primeiras horas da manhã, para ter comunhão com o Pai. Em Seus lábios sempre se achava a resposta certa aos questionamentos, com um infalível ‘está escrito’. E seu caráter puro e conduta íntegra O faziam odioso perante aqueles que não conheciam o Senhor. Isso O entristecia, mas não O abatia. Nem a cruz O fez retroceder em Sua missão de revelar o amor de Deus pelo mundo. Precisamos olhar mais para Jesus, amados. Moisés aprenderia essa lição com o passar dos anos, e nós podemos ter a mesma experiência.
Que, mesmo não sabendo o desfecho de nossas dificuldades, confiemos que o Senhor sempre tem a palavra final na vida daqueles que O amam. Perseveremos em buscar o conhecimento do Senhor através de Sua Palavra, e o Espírito Santo realizará a Sua boa obra de gravar em nós o maravilhoso caráter de Cristo.
Santo Deus, quantas vezes o inimigo tem nos afrontado com situações que, aos nossos olhos, podem ser bem desanimadoras ou até mesmo desesperadoras. Mas nós colocamos a nossa confiança em Ti e na Tua Palavra que nos diz tantas vezes: “Não temas”. Ajuda-nos a não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas a olharmos para Jesus e dEle aprender, Te conhecendo e Te amando cada dia mais! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, contempladores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 5 – Por mais que Deus julgue, Seu foco primário é salvar. Ainda que tenha profetizado que castigaria a nação a quem os israelitas seriam escravizados e oprimidos, “ao estabelecer Seu braço poderoso contra o Egito, Deus ofereceu-lhe também misericórdia. À medida que os egípcios testemunhavam a realidade do poder do Deus todo-poderoso, tinham de reconhecer a falsidade dos deuses inventados pelo homem”, explica Russell Shedd.
O Egito foi fundado após o dilúvio por Mizraim – filho de Cam, que foi amaldiçoado devido ao desrespeito ao pai (Gênesis 9:22, 25). A maldade alastra-se por gerações.
“A história bíblica situa-se primeiro na Babilônia, o ‘berço da civilização’ (Gn 1-11). Foi somente quando o Egito já tinha alguns milhares de anos, nos tempos de Abraão (c. 2050 a.C.), que sua história cruzou com a narrativa bíblica (Gn 12 em diante)… Abraão bem pode ter visto as pirâmides quando foi ao Egito, pois foram construídas no Antigo Império (da III para a IV dinastia, c.2700-2200 a.C.)”, informa-nos Merrill F. Unger.
Desde que Abraão fugiu da fome no Egito, Deus intentava evangelizar aquele Império. Ele mostrou indignação pela forma que o Egito tratava as mulheres (Gênesis 12:14-20). Anos depois, Deus dera um sonho ao Faraó e colocou à sua disposição um tremendo missionário, José, que testemunhou ousadamente perante o grande monarca (Gênesis 41:16, 25, 28, 32, 38-39). Além disso, o remanescente de Deus alojou-se no Egito, onde formou-se o povo de Deus (Êxodo 1:1-7). Apesar de todo esforço divino, o desprezo ao Deus verdadeiro foi notório quando Moisés abordou Faraó pedindo para liberar Israel para celebrar no deserto (Êxodo 5:1-9). Moisés sentiu-se frustrado e fracassado diante de sua investida amistosa; contudo, correu para Deus expressando indignação (Êxodo 5:10-23).
Em certas situações, as orientações de Deus parecem causar mais confusão do que prover solução; porém, desistir de fazer o que Ele quer, nunca será uma opção para quem busca verdadeira adoração.
Ao se complicar a situação por seguirmos orientações de Deus, devemos buscar forças nEle através da oração – como fizeram Moisés e Arão.
Certamente Deus quer que Seu povo pratique a celebração da vida, não a escravidão. Visando isso, o próprio Deus provê libertação. No Egito, Deus enviou Moisés; para um planeta escravo do pecado, Deus enviou Seu próprio Filho.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 4 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/4
O diálogo entre Moisés e Deus ilustra o quanto Deus quer que experimentemos Sua obra: preparar almas para a vida eterna — incluindo a nossa.
Deus precisava de Moisés para libertar os hebreus do Egito? Não. Deus precisa de nós para libertar outros do pecado? Não. Mesmo quando Ele nos chama como agentes para trabalhar pela salvação de outros, seria impossível para nós, como humanos pecadores, salvá-los. No entanto, Deus nos escolhe para trabalhar com Ele em prol da salvação de almas. Do mesmo modo que Deus responde repetidamente às objeções de Moisés, assegurando-lhe Sua ajuda, Ele também está disposto a fazer provisão para qualquer fraqueza que possamos ter. Deus pode nos usar como Seus evangelistas, apesar de nossas falhas, se estivermos dispostos a fazermos parceria com Ele.
“O Senhor tem uma grande obra para realizar, e mais legará na vida futura aos que na presente serviram mais fiel e voluntariamente. O Senhor escolhe Seus agentes e dá-lhes cada dia, sob diferentes circunstâncias, oportunidades em Seu plano de operação. Escolhe Seus agentes em cada esforço sincero de levar a efeito o Seu plano, não porque sejam perfeitos, mas porque pela conexão com Ele podem alcançar a perfeição.”. (Parábolas de Jesus, p. 330)
Juliana Dunn
Funcionária do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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872 palavras
1-9 Em resposta aos terceiro questionamento de Moisés, Deus apresenta três sinais com a intenção de autenticar o ministério de Moisés. Contudo, estes sinais sugerem que atrás do conflito entre Faraó e Israel existe um conflito espiritual (Andrews Study Bible).
2-3 bordão. Um bordão enquanto símbolo de autoridade e uma serpente estão intimamente associados com Faraó e seu poder (Andrews Study Bible).
3 serpente. Em boa parte da história do Egito, os faraós mantinham uma naja de metal na frente da coroa como símbolo de soberania. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-7 lepra. O termo bíblico descreve uma doença de pele que não é, necessariamente, a mesma lepra como conhecida hoje (hanseníase). A imediata surpresa devida ao milagre surpreenderia a audiência, tendo em vista que a lepra era uma doença de longa duração e geralmente associada com punição divina (Num. 12:10; 2 Reis 15:5) (Andrews Study Bible).
8-9 A transformação de água em sangue como sinal antecipa a primeira praga (7:14-24). No pensamento egípcio o Nilo e suas águas eram divinos e a fonte de toda a vida (Andrews Study Bible).
10-12 nunca fui eloquente… sou pesado de boca e pesado de língua. Um bom exemplo da típica “exagerada humildade” oriental, especialmente quando se recebe uma missão importante (1 Sam. 9:21; 18:23; 24:14; 1 Tim. 1:15). A fala elaborada de Moisés pode ser encontrada em todo o Pentateuco (Andrews Study Bible).
13-17 A recusa ao final lembra a reação de Jonas que também provocou a ira de Deus. Contudo, ao invés de punição, outro sinal da graça divina é dado. Aarão já está a caminho para encontrar Moisés para apoiá-lo e encorajá-lo. A descrição da ira divina não tem nada em comum com a ira irracional humana, mas destaca a graça divina (como é visível na sobrevivência miraculosa de Jonas na barriga do peixe) (Andrews Study Bible).
21 endurecerei o seu coração. Ao longo de Êxodo, o endurecimento do coração de Faraó é expresso de três maneiras diferentes: 1) Faraó endureceu seu próprio coração 2) O coração de Faraó foi endurecido (impessoal) e 3) Deus endureceu o coração de Faraó. O contexto de toda a história deixa claro que Faraó teve livre escolha em tudo que ele fez (10:1-11). Seja o que for que “endurecimento” signifique, está claro que Deus não destrói o poder de Faraó decidir em suas ações (Andrews Study Bible). [Citações bíblicas omitidas]
Deus não tem prazer algum com o sofrimento e morte do ímpio. Pelo contrário, Ele deseja que todos se arrependam e sejam salvos (Ez 33:11; 1Tm 2:4; 2Pe 3:9); […] Mas, assim como o sol afeta a matéria de diferentes formas, de acordo com sua natureza – derrete a cera e endurece o barro – assim é a influência do Espírito Santo sobre o coração humano. Ele produz efeitos diferentes, de acordo com a condição do coração (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
24-26 Este enigmático encontro com o Senhor destaca duas questões importantes: a circuncisão é o sinal da aliança de Deus com Israel (17:10) e sua prática precisa ser iniciada na casa de um líder. Aparentemente, Moisés não circuncidou seus filhos em Midiã. A ação decisiva de Zípora salvou a vida dos membros de sua família. Assim como a marcação das ombreiras das portas com sangue durante o ritual da Páscoa [passover], marcou o ponto alto do Êxodo, a sangrenta circuncisão marcou o seu início (Andrews Study Bible).
24 numa estalagem. A tradução “estalagem” é incorreta. Não existiam estalagens no trajeto entre Midiã e o Egito. A palavra hebraica usada aqui tem o sentido de “um lugar para se passar a noite” (cf. Js 4:3; Is 10:29). É provável que o episódio tenha ocorrido próximo a um poço ou a uma fonte de água onde a família tinha parado para pernoitar (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
E o quis matar. Alguns imaginavam que Moisés teve uma experiência semelhante à de Jacó em Peniel (Gn 32:24-32). Outros sugerem que uma doença repentina e grave o acometeu, que ele e Zípora reconheceram como punição de Deus por não cumprir uma de Suas ordens. Na verdade, um anjo apareceu a Moisés e o ameaçou, como se tencionasse matá-lo (PP, 255, 256) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
25 Cortou o prepúcio de seu filho. Moisés regressou ao Egito com seus dois filhos (Ver Êxodo 4:20). Evidentemente, Gérson o mais velho, tinha sido circuncidado de acordo com as instruções de Deus a Abraão (Gn 17:10-14). No caso de Eliézer, o filho mais novo, esse rito tinha sido negligenciado (PP, 256). Por não crer na necessidade da circuncisão, Zípora tinha resistido à intenção de seu marido de circuncidar Eliézer no tempo indicado. A aparição do anjo tornou clara que sua oposição não desculpava Moisés de [não] realizar o rito. Agora que a vida do marido estava em perigo, ela achou necessário realizar a operação por si mesma.
esposo sanguinário. Estas palavras são uma clara expressão de reprovação. Elas mostram que Zípora realizou o rito com relutância, não como um desejo de obedecer a Deus, mas como necessidade, para salvar a vida do marido. Deve ter criticado Moisés por derramar sangue de seus filhos para cumprir com um costume étnico que ela considerava bárbaro (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
pés. Provável eufemismo de “genitália”, assim como em Dt 28:57 (“ventre”, que no original é lit. “pés”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 O Senhor o deixou. Deus aceitou o ato tardio de Zípora e restaurou Moisés (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).
31 creu. Palavra chave que descreve a resposta de fé aos sinais e promessas divinos (Gên. 15:6). inclinaram-se e O adoraram. O movimento corporal expressa atitude. Curvar-se sempre envolve “adoração” (Êx. 12:27; Gên. 24:26; 2 Cr. 7:3; 29:20; Neem. 8:6). O tema da adoração e serviço é central em Êx. 5-12 (Andrews Study Bible).
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).
Mantendo o foco em sua incapacidade pessoal, Moisés, repetidamente, apresentou ao Senhor razões pelas quais ele não se considerava a pessoa mais indicada para aquela missão. Por mais que Deus deixasse claro que a obra era dEle e lhe apresentasse sinais sobrenaturais de Seu poder, Moisés insistiu em “convencer” a Deus de que seria melhor enviar outro em seu lugar: ‘Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim’ (v.13). Alguns podem até questionar se Moisés foi impedido de exercer seu livre-arbítrio, mas, ao estudarmos o relato de sua vida como líder de Israel, será impossível não perceber que o Senhor sabia o que estava fazendo. A relutância de Moisés, na verdade, refletia seu caráter humilde, suficiente para permitir que o próprio Deus tomasse a decisão por ele, enviando-o mesmo diante de sua resistência.
Por tanto tempo afastado do convívio egípcio, era bem provável que Moisés tivesse, inclusive, esquecido o idioma local ou que não tivesse mais facilidade para falar ou entender. Além do mais, sua principal companhia durante quarenta anos tinha sido os rebanhos de ovelhas, os quais apascentava. Realmente, a escolha de Deus parecia um tanto estranha. Talvez ele tenha pensado: “Ô, Senhor, se tivesses me chamado quarenta anos atrás, quando ainda era jovem, forte, fluente no egípcio e benquisto naquela nação, certamente eu teria aceitado o Teu chamado sem olhar para trás. Mas agora não passo de um pastor de ovelhas, velho, com dificuldade na fala e com uma péssima reputação no Egito”. Mal sabia Moisés que o que considerava como fraqueza era justamente o que Deus precisava para revelar a Sua força.
Amados, quando paramos para estudar e meditar na vida dos grandes homens e mulheres de Deus, percebemos que todos eles se consideravam muito pouco ou incapazes diante do Senhor e da obra que Ele lhes confiava. Notem quantas vezes Josué precisou ouvir: ‘Seja forte e corajoso, pois o Senhor é contigo’. Isso nos revela o medo e o sentimento de incapacidade que tomavam o coração daquele servo de Deus. Gideão disse: ‘Quem sou eu, Senhor?’. Isaías disse: ‘Ai de mim!’. Jeremias declarou: ‘Não passo de uma criança!’. Ezequiel passou sete dias atônito diante da difícil missão de pregar à casa rebelde de Israel. Mas todos eles e Moisés têm algo em comum: apesar das razões humanas tão desfavoráveis, eles decidiram crer nas promessas divinas inquestionáveis.
Com o coração aliviado por Deus com a notícia de que ele não era mais um homem procurado no Egito (v.19), Moisés voltou para aquela nação com ‘a sua mulher e os seus filhos’ (v.20). Sabemos que a aliança divina estabelecida com Abraão incluía a circuncisão de todo macho nascido no meio do Seu povo. Moisés era bem ciente disso e não poderia ter desobedecido a tal exigência sem que sofresse o devido juízo. O fato de Zípora ter tomado a iniciativa de cortar ‘o prepúcio de seu filho’ e depois ter chamado Moisés de ‘esposo sanguinário’ (v.25) indica sua clara oposição àquele rito e que sua atitude foi apenas para salvar a vida de seu marido. Essa experiência nos diz que o chamado divino precisa ser assumido com o devido temor e que Deus não desconsidera um ato de desobediência por negligência, pois ‘aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando’ (Tg.4:17).
E conforme o Senhor havia dito, diante dos sinais feitos por Moisés, ‘o povo creu’ e ‘inclinaram-se’ e adoraram o Senhor (v.31). Esse primeiro contato com seu irmão Arão e com ‘todos os anciãos dos filhos de Israel’ (v.29) fortaleceu e animou o coração de Moisés. Mesmo diante de um chamado tão grandioso e da experiência tão chocante na viagem com sua família, nada poderia ser mais importante ou impactante do que o fato do próprio Deus estar com ele e falar com ele. Mesmo a forte repreensão e ameaça de morte na viagem foi uma inesquecível lição de que Deus não faz acepção de pessoas e que, principalmente Moisés como líder, deveria ser o primeiro a dar exemplo de submissão e obediência. E nós, amados? Será que temos negligenciado fazer o que precisa ser feito?
Pode ser que Deus não apareça como apareceu a Moisés para exercer o Seu juízo. Mas logo todos estaremos diante do tribunal de Deus. E eu espero e oro para que todos nós estejamos ao lado de Cristo, como aqueles que foram justificados pela fé no Seu sacrifício expiatório.
Nosso Pai do Céu, o Senhor nos deixou, como Sua última igreja, uma missão sobremodo grande e sagrada: a de preparar um povo para entrar na Canaã celestial. E nessa jornada, sei que desejas nos purificar dos nossos pecados e abrir os nossos olhos para não negligenciarmos as Tuas ordenanças. Ajuda-nos, Pai! Visita-nos em nossa aflição e prepara-nos para Te encontrar! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados e salvos para servir!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 4 – O poder preocupa mais aos seres humanos do que agir corretamente; a estética é mais valorizada que a ética, o orgulho é preferído à humildade, Deus trabalha para moldar àqueles que desprezam a vaidade para submeter-se a Ele.
Deus atua para libertar-nos da tirania do pecado, resgatando-nos das correntes da maldade. As páginas sagradas revelam Seu plano de redenção em andamento. Nesse processo, O notamos atuando nas primeiras páginas do livro de Êxodo.
Neste mundo de pecado sempre estamos lidando com problemas; os quais são variados. Faraó teve medo do povo de Israel, sentiu-se ameaçado e então agiu com truculência para tentar resolver seu problema (Êxodo 1:8-10). Os israelitas, que multiplicavam-se rapidamente no Egito, gemiam, ao enfrentaram a escravidão e o assassinato dos filhos recém nascidos (Êxodo 1:12-14, 22; 2:23). Moisés, tentando ajudar seu povo, matou um egípcio. Ameaçado de morte, tornou-se fugitivo pelo deserto (Êxodo 2:11-15).
Deus entra nesse emaranhado de problemas para resgatar Seu amado povo. A Bíblia do Discípulo introduz Êxodo comentando que esse livro “é a narrativa do cumprimento das promessas de Deus aos patriarcas, de que Ele faria de seus descendentes uma grande nação. Descreve a auto-revelação de Deus, O qual convida Israel a crer nEle e a segui-Lo rumo à liberdade”.
Com esse intuito, Deus fez um convite ao fugitivo Moisés para compartilhar de Seus planos. Moisés alegou incapacidade, covardia, baixa autoestima, travado para falar e incompetente. Entretanto, Deus insistiu, oferecendo-lhe Sua presença, Sua onipotência, Sua capacitação, Sua orientação e Sua direção. Então… Moisés aceitou a missão.
Por conseguinte, “como libertador, Moisés sofria o risco de ser cortado por causa do pecado. Portanto, Zípora [sua esposa] circuncidou o filho. O encontro de Moisés com Arão, e a manifestação dos sinais por intermédio deles marcam o progresso do plano redentor”, analisa Merrill F. Unger.
Sendo que não há justo nenhum sequer, Deus não chama pessoas perfeitas; Ele capacita os imperfeitos que aceitam Seu chamado. Você aceita?
Deus não Se equivoca quando nos chama; nós que equivocamos quando rejeitamos Seu chamado para cumprir uma missão específica e especial.
Nosso único medo deveria ser o de não viver os planos de Deus para nós. Então, consagremo-nos a Ele e estejamos disponíveis como Seus instrumentos. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 3 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/3
Em Êxodo 3, Deus diz a Moisés para voltar ao Egito e conduzir os israelitas à terra prometida. Esse chamado pode parecer uma tarefa fácil de realizar, já que Moisés cresceu na família real egípcia. No entanto, definitivamente não era nada “fácil”. Moisés estava em uma situação desconfortável porque havia assassinado um supervisor egípcio. Por causa dessa “situação” nem os israelitas nem os egípcios confiavam nele de fato.
É verdade que Moisés matou o homem por causa de um israelita, mas assassinato continua sendo assassinato. Moisés tinha que convencer o Faraó a deixar os israelitas irem para o deserto, e os israelitas tinham que ser convencidos de que Deus realmente ungira Moisés para a liderança.
Talvez parte da razão pela qual Moisés estava tão hesitante em seguir os desejos de Deus era que ele de alguma forma sabia que enfrentaria esses desafios. Certamente, Moisés experimentou o milagre de Deus chamando-o de uma sarça ardente, mas esse mistério não impediu Moisés de discutir com Deus sobre seu chamado. Há muitas coisas que podemos aplicar em nossas próprias vidas na história de Moisés, mas acho que a mais importante é lembrar que quando Deus nos chama para fazer algo por Ele, Ele nos capacita para a tarefa.
Ryan Whitset
Aluno do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara