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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/11
Gênesis 11 apresenta pelo menos três verdades vitais.
A primeira é esta: o orgulho humano descontrolado com o tempo leva ao desastre espiritual. Os construtores da Torre de Babel queriam fazer um nome para si mesmos (versículo 4). Em vez de glorificar a Deus e somente a Deus, eles desejavam glorificar a si mesmos.
Em segundo lugar, os construtores de Babel rejeitaram a explícita Palavra de Deus. Ele prometeu que este mundo nunca mais seria destruído por um dilúvio. Quando Deus confundiu a sua fala, a raça humana perdeu um de seus fatores unificadores comuns – a linguagem; a desobediência traz divisão. A unidade vem de obedecer a Deus.
Há mais uma verdade importante neste capítulo. Encontra-se numa genealogia. Gênesis 11 traça a linhagem dos filhos de Noé e finalmente se concentra em Sem. Abraão nasceu da linhagem de Sem. Israel procede da árvore genealógica de Abraão e, com o tempo, através desta linhagem o Messias nasce. Com séculos de antecedência, Deus tinha um plano para Abraão e seus descendentes. Deus nunca é pego de surpresa. Ele está planejando o seu futuro hoje.
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1313 palavras
1 linguagem. A linguagem é um importante unificador. O cap 11 descreve a existência de uma linguagem universal (Andrews Study Bible).
2 do Oriente. Ou para o oriente (Bíblia NVI). A mesma expressão hebraica em 2:8 é traduzida por “na direção do Oriente”, que é como ela deve ser entendida aqui. Mover-se para leste sempre marca um movimento negativo (p. ex.: Ló separando-sede Abrão [13:10-12]; Os filhos de Quetura indo na direção do Oriente [25:6]). 11:2 é reminiscente da jornada de Caim para o leste e a fundação de cidades pelos seus descendentes (4:14-17) (Andrews Study Bible).
Sinar têm referência às planícies da Babilônia (Bíblia Shedd).
4 torre… aos céus. Esta descrição sugere um esforço monumental motivado pelo orgulho (cf. Is 2.15-17). Os seres humanos – desta vez numa tentativa titânica de auto-afirmação corporativa – desafiam abertamente a Deus (Bíblia de Genebra).
Cujo tope. Eles tinham conhecimento maior do que se revela, nesse esforço por construir uma torre que alcançasse o céu. A melhor tradução do texto seria: “Uma torre que alcançasse o céu no tope”. Nos sítios que foram edificadas muitas das antiquíssimas cidades da Mesopotâmia encontram-se os remanescentes das torres que teriam sido construídas e ficaram incompletas, atingindo apenas alguns andares. Nas plaquetas de barro, tais torres são referidas como “zigurates” e relacionam-se com a vida religiosa dos povos antigos que ocupavam aquelas regiões. Na parte mais alta dos “zigurates” encontravam-se, usualmente, locais de culto e sacrifício (Bíblia Shedd).
O desejo de alcançar o céu (e estar livre de outro dilúvio) sugere que os construtores não confiam na promessa de Deus em 9:8-17. Contudo, o seu principal propósito era tornar célebre o nome para eles. A atitude dos construtores está em conflito com os desejos de Deus de tornar célebre [fazer um nome] para Abraão (12:2). A independência de Deus e auto-suficiência são algumas das mais importantes motivações. Muito vêem similaridades entre esta torre e os zigurates (grandes torres-templos), comuns nas culturas circundantes (Andrews Study Bible).
Estes construtores estavam tentando obter relevância e imortalidade nos seus feitos, porém apenas Deus pode dar um nome eterno (12.2) àqueles que engrandecem o nome dEle (4.26; 12.8; Is 63. 12, 14) (Bíblia de Genebra).
Para que não sejamos espalhados. Assim como Caim, no seu afastamento de Deus, esses pecadores orgulhosos temiam deslocamento e talvez temessem também uns aos outros (4.14). Assim como Caim, eles encontraram solução para isso numa cidade que se rebelava contra Deus – estratégia que envolvia desobedecer a ordem de Deus de “encher a terra” (9.1) (Bíblia de Genebra).
5 Desceu o Senhor. Texto chave da história. A descida de Deus é sempre conectada com eventos significantes: a entrega dos Dez Mandamentos (Êx. 19:11, 18, 10; 34:5), o estabelecimento de um sistema administrativo inovador (Num. 11:25), etc. (Andrews Study Bible).
A investigação divina antes do julgamento é frequentemente mencionada descrita em Gênesis (3.11-13; 4.9-10; 18.21). Ao invés de conflitar com a doutrina da onisciência divina (cf 6.6), esta descrição antropomórfica da atividade de Deus serve para enfatizar que o julgamento divino é sempre de acordo com a verdade. As torres da Mesopotâmia foram construídas como escadas para a descida dos deuses. Deus, porém, desce em julgamento nesta torre de orgulho humano (Bíblia de Genebra).
6 Confundamos. (Hebraico balal). Um jogo de palavras com o termo babel, ou Babilônia. considerando que os babilônios entendiam o nome de sua cidade como sendo “porta dos deuses” (babili), o significado deste jogo de palavras deve ser apreciado (Andrews Study Bible).
Aqui vemos a atitude de Deus que reconhece o valor da unidade e na paz quando são caracterizadas na santidade. Fora disso, melhor a divisão do que a apostasia coletiva (cf Lc 12.51). Pentecostes é um novo começo. O evangelho é proclamado em muitas línguas apontando para o cumprimento final de Sf 3.9, “Então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, e o sirvam de comum acordo”. (Bíblia Shedd).
7 Desçamos. O emprego do plural sugere a Trindade (cf. Gn 1.26) (Bíblia Shedd).
8 dispersou. Ironicamente, ao invés de ganhar relevância e imortalidade, eles alcançaram alienação e dispersão. A expulsão já fora a triste sorte de Adão e Eva (3.23) e de Caim (4.12). Esse castigo foi também um ato da graça; no isolamento, os povos estariam mais inclinados a se voltar a Deus (12.3; At 17.26-27) (Bíblia de Genebra).
9 Babel. Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). (cf o hebraico bala, confundir). Tanto a história como a arqueologia dão testemunho a respeito da confusão de línguas, fato que é reconhecido pela filologia comparada (Bíblia Shedd).
Babel, Babilônia e a grande Babilônia – essa é a linhagem da apostasia que sempre fez oposição à Igreja de Deus, como uma sombra, a mover-se furtivamente ao longo do muro ao nosso lado. Babel contrapõe-se a Abraão; Babilônia, a Jerusalém, à grande Jerusalém, à Noiva, a esposa do Cordeiro. “Retirai-vos dela, povo meu”, é o grito que ressoa através dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
10 A descendência dos descendentes de Sem marca uma importante mudança em Gênesis: de uma história de uma perspectiva universal o texto agora muda para a história de um homem e sua família. A genealogia é o meio para conseguir esta mudança (Andrews Study Bible).
Da consideração da raça inteira, a atenção é solicitada a focalizar-se sobre apenas uma família genealógica, cujo cabeça torna-se o canal para a realização do plano divino da redenção (Bíblia Shedd).
Esta genealogia dos eleitos, como em 5.3-32, é inicialmente linear e, então, segmentada em três filhos […] Ela se sobrepõe a 10.21-3 e forma uma transição da história primeva para o relato de Abraão. Como é comum em antigas genealogias, esta genealogia aparentemente contém lacunas. Se fosse precisamente sequencial, os eventos dos caps. 9-11 cobririam menos de três séculos, todos os ancestrais de Abraão estariam vivos quando ele nasceu, e Sem sobreviveria ao período de Abraão em 14 anos. O propósito desta genealogia é relatar os avanços da linhagem messiânica (Bíblia de Genebra).
Gerar. Pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor, também nos versículos 11-25 (Bíblia NVI).
12 Arfaxade…Salá. A Septuaginta diz Aos 35 anos, Arfaxade gerou Cainã. Depois que gerou Cainã, Arfaxade viveu 430 anos e gerou outros filhos e filhas, e então morreu. Aos 130 anos, Cainã gerou Salá. Depois que gerou Salá, Cainã viveu 330 anos e gerou filhos e filhas. Veja Gen 10.24 e Lc 3.35.36 (Bíblia NVI).
15 Verifica-se claramente a redução da longevidade depois do dilúvio. Tanto o pecado, como as doenças por ele ocasionadas e até mesmo a misericórdia Divina, contribuíram para que assim acontecesse (Bíblia Shedd).
Na história sumeriana do dilúvio, a idade dos reis é também reduzida depois do dilúvio (Bíblia de Genebra).
27 Introduz a genealogia de Abrão (Andrews Study Bible).
28 Morreu Harã. A morte prematura de Harã explica o destino de seus filhos nesta família intimamente unida. Abraão adotou Ló, filho de Harã (v. 31; 12.4), e Naor casou-se com Milca, filha de Harã.
Ur dos caldeus. Provavelmente a importante cidade no Sul da Mesopotâmia, às margens do rio Eufrates (cerca de 3000-1900 a.C.), (Bíblia de Genebra).
Esta cidade tem sido desenterrada […] Era razoavelmente populosa e as ruínas revelam a existência de muita atividade comercial. Têm-se encontrado máquinas, instrumentos musicais, livros (de tabletes de argila) e até mesmo casas de diversão. Abraão deve ter tomado conhecimento da luxúria que ali proliferava (Bíblia Shedd).
29 Os versos 29-30 interrompem o lento movimento de nomes e anos com a descrição das esposas dos filhos de Tera (Andrews Study Bible).
Sarai. Esta era filha de Tera, de uma mãe diferente da mãe de Abraão (20.2). A proibição de tais casamentos [com irmãs] era desconhecida no período patriarcal (cf. Lv 18.9; 20.17; Dt 27.22). (Bíblia de Genebra).
a de Naor… filha de Harã. A lei mosaica posterior não proibe o casamento com uma sobrinha (Bíblia de Genebra).
30 Estéril. Sara e sua incapacidade de concepção é central para tudo que segue (Andrews Study Bible).
Essa menção à impossibilidade de ter filhos prenuncia a provisão miraculosa de uma descendência para continuar a linhagem da promessa da aliança (18.1-15; 21.1-12) (Bíblia de Genebra).
31 Tomou… saiu. Nenhuma razão é dada para a partida de Tera de Ur, mas Atos 7:2-5 pode sugerir que o chamado de Deus foi primeiramente dado a Abrão em Ur (Andrews Study Bible).
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“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro” (v.7).
O relato sobre a edificação da torre em Babel apresenta detalhes que valem a pena ser destacados. Até então, todos os seres humanos falavam um mesmo idioma, mas foi ali em “uma planície na Terra de Sinar” (v.2) que a ideia de construir um reino unificado foi estabelecida. De alguma forma, aquele lugar tornou-se a capital da Terra e a construção da torre cujo objetivo era atingir os céus, era um desafio direto à promessa de Deus de que nunca mais haveria outro dilúvio sobre a Terra. Seus idealizadores, imbuídos do desejo por fama, estavam erguendo um monumento à incredulidade, até que “desceu o Senhor para ver a cidade e a torre” (v.5).
O resultado inevitável de tal empreendimento foi descrito pelo próprio Deus: “Isto é só o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” (v.6). E assim seria se não houvesse a intervenção divina, confundindo “ali a sua linguagem” (v.7), e fazendo com que fossem dispersos pela Terra. Se o Senhor não tivesse interrompido os planos daquela construção e não tivesse confundido a linguagem dos homens, em poucos anos a condição da humanidade chegaria novamente à corrupção antediluviana. E no decorrer da História podemos perceber a mão moderadora de Deus sustentando a humanidade e guiando o Seu povo.
Centenas de anos depois, o povo de Deus seria levado cativo “para a terra de Sinar” (Dn.1:2). Babilônia se tornaria novamente a capital da Terra. Mas veremos que essa condição também teve um prazo de validade estabelecido por Deus e que reino algum neste mundo pode ir além dos propósitos divinos. Também é interessante observar que, enquanto os construtores de Babel desejavam que seus nomes fossem reconhecidos e ovacionados, veremos no capítulo de amanhã que a verdadeira grandeza está quando o Senhor engrandece o nome de Seus servos (Gn.12:2). Pois a genealogia de hoje confirma a verdade de que Deus sempre tem um povo para chamar de Seu, ainda que a princípio Ele só possa contar com um único homem, ou mulher, que Lhe seja fiel.
Se avançarmos para o Pentecostes, em Atos, veremos um contrassenso em relação ao relato da torre de Babel. Na ocasião da construção da torre, os homens se reuniram… No Pentecostes, estavam todos unidos…, pois confiavam no cumprimento da promessa de Deus. Em Babel o Senhor desceu para ver a desobediência dos homens e confundir sua linguagem. Em Atos, o Espírito Santo desceu pela obediência e confiança dos discípulos e lhes deu a capacidade de compreender e falar outros idiomas. Em Babel as pessoas se dispersaram por não entenderem umas às outras. Em Atos, os discípulos se dispersaram porque entendiam os outros idiomas. Em Babel houve dispersão e desunião. Em Atos houve dispersão e união.
Um dia, amados, Deus teve que descer para confundir a linguagem da humanidade. Em breve, certamente Ele vai descer para unir Seu povo novamente na linguagem do Céu. Você deseja falar o idioma celestial? Essa bênção pode começar aqui se perseverarmos na comunhão diária com Jesus através do estudo de Sua Palavra, acompanhado de uma vida de oração. Não perca um só dia esse sublime privilégio!
Pai amado, pensar que o Senhor, que é Santo, desce à Terra para ver a impiedade dos homens, nos lembra o quão misericordioso Tu tens sido para com a humanidade. Poderias simplesmente nos destruir. Mas o Senhor escolheu nos amar! Sublime amor, o amor de Deus! Pai, nos une na linguagem do Céu para que a nossa vida seja uma clara revelação do Teu caráter a todos os homens. Opera esse milagre em nós através do poder do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 11 – O relato no início deste capítulo explica a divisão familiar de Gênesis 10. Também informa a origem dos idiomas do mundo.
Ninrode foi um dos responsáveis pela confusão da língua universal. Embora não seja tão conhecido, ele foi um grande homem no passado.
“Ninrode funda seu império em evidente agressão (10:8) Seu poder é tão imenso que se torna proverbial em Israel (10:9). Seu império incluía toda a Mesopotâmia, tanto Babilônia ao sul (10:10) quanto a Assíria ao norte (10:10-12). Como principais centros de seu império, ele funda a grande cidade de Babilônia, mais notavelmente Babel (10:10); e, subsequentemente, tendo mudado para a Assíria, fundou Nínive ainda maior (10:11)” (Bruce K. Waltke).
A dispersão era ideia de Deus (Gênesis 9:1); mas, a busca imperial por nome e fama, pautados pela arrogância, petulância e orgulho levaram os presunçosos a se rebelarem contra Ele.
Observe que muitos séculos depois, a Babilônia de época de Daniel mantinha a mesma filosofia (Daniel 3) ainda que Deus demonstrara a Nabucodonosor que outros reinos substituiriam o seu Império (Daniel 2). Note também que Daniel 1:2 faz referência à “Sinear” de Gênesis 11:2. Interessante que no livro de Daniel, (cujo significado é “Deus é meu Juiz”), Deus aparece sempre julgando. No capítulo 4, Nabucodonosor precisou comer pasto para reconhecer a Soberania de Deus. No capítulo 5, uma das frases na parede do Império Medo-Persa significava: “Foste pesado na balança e achado em falta”.
O mesmo Deus que julgou na época de Daniel julgou na época de Ninrode. O tempo passa, mas a lição não é aprendida. No tempo do fim, a mesma filosofia ambiciosa permanece, providencialmente a profecia indica Babilônia como o ecumenismo mundial contrário ao plano de Deus; porém, Babilônia enfrentará o mesmo Deus que julgou a Torre de Babel (Apocalipse 14:6-11; 18:1-24).
O desejo de grandeza surgiu com Lúcifer que se opôs a Deus (Isaías 13:1-22; 14:1-23) e põe esse perfil no coração dos pecadores. Precisamos aprender que, investir em qualquer coisa contra a vontade de Deus acaba em maldição.
O importante é fazer parte do povo que aceita servir a Deus, como a família de Abraão (Gênesis 11:10-32). Essa é a única grandeza que vale a pena e rende bênçãos de verdade (Gênesis 12:1-2).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 10 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/10
As genealogias são muitas vezes difíceis de ler e mais difíceis de entender. No entanto, desempenham um papel importante em nossa compreensão da história Bíblica. Eles mostram a continuidade das famílias, revelam a migração dos povos, fornecem pontes entre eventos bíblicos significativos e nos permitem discernir mais claramente a inter-relação dos personagens bíblicos.
Em Gênesis 10, os três filhos de Noé e suas famílias se estabeleceram em três regiões distintas. Os filhos de Cam passaram a residir no nordeste da África e na Palestina, os descendentes de Sem migraram para a Mesopotâmia e sudoeste da Arábia e as famílias de Jafé viajaram para a Ásia Menor (atual Turquia) e Europa Ocidental. Eles foram separados de acordo com suas “línguas, famílias e nações”. Obviamente, com o passar do tempo surgiram diferenças entre os filhos de Noé. Essas diferenças os levaram a se mover em direções diferentes. Há momentos na vida em que mover-se em uma direção diferente é muito melhor do que permanecer e travar uma guerra. Há outra lição espiritual vital aqui. A fidelidade de Noé a Deus e sua firme obediência não garantiram a fidelidade de seus próprios filhos. Assim como Noé teve que fazer uma escolha decidida a fim de servir a Deus, seus filhos também tiveram que fazer essa escolha. Compartilhe alguma lição espiritual que você encontrou neste capítulo desafiador.
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1724 palavras
[Nota: Esta genealogia (toledoth) dos filhos de Noé traz muitas informações históricas e situa muito bem a descendência de Sem, através de quem surgiu Abraão (através de Arfaxade e Héber) e de como a descendência de Canaã, o filho amaldiçoado de Cão (Ham) gerou os povos que foram os maiores perturbadores do povo hebreu (babilônios, assírios, egípcios e filisteus).]
1 O “relato” ou “genealogia” da família de Noé consiste da lista das nações (cap. 10) e da narrativa da torre de Babel (11.1-9). Cronologicamente, a torre de Babel procede a lista de nações, pois a lista pressupõe a confusão das línguas (10.5, 17, 20, 31). Duas perspectivas diferentes, porém complementares, estão presentes neste relato: a lista das nações apresenta as nações como geradas de uma só linha sanguínea, se multiplicando debaixo da bênção de Deus (9.1), enquanto a narrativa da torre de Babel apresenta as nações como confundidas por causa do castigo divino (11.1-9) (Bíblia de Genebra).
A Unidade dos Homens: 1) Todas as nações tem um só sangue (uma das mais cabais provas da inspiração das escrituras encontra-se no fato de que nenhuma outra literatura jamais ensinara a respeito da fraternidade natural dos homens, pelo contrário, todas as nações sempre se opuseram a este ensino); 2) Todas as nações apresentam-se dotadas de uma necessidade suprema (cf Rm 1.18-23; 3.23 e Gl 3.22); 3) Todas as nações dispõem de um só meio de salvação (cf Gl 3.7-14) (Bíblia Shedd).
A tabela das nações pinta um quadro geográfico das nações antes do chamado de Abraão, dividindo o mundo em três grandes grupos, baseado na linhagem dos filhos de Noé. A lista cobre partes da Ásia, Europa e África, apesar do foco principal estar sobre Canaã, a futura terra de Israel (Andrews Study Bible) [ver quadro, ao final].
2 Filhos pode significar descendentes ou sucessores ou nações; também nos versículos 3, 4, 6, 7, 20-23 e 29 (Bíblia NVI).
Gomer. Os cimérios, um povo nômade ao norte do mar Negro. Mais tarde, eles migraram para a Ásia Menor [atual Turquia]. Ver Ez 38.6. Madai. Os medos. Ver 2Rs 17.6; Jr 51.11; Dn 5.28. Javã. Os gregos. Tubal, Meseque. Localizados na Ásia Menor central e oriental. Tiras. Um dos povos marítimos da região do mar Egeu. Talvez possam ser identificados com os etruscos, que finalmente se estabeleceram na Itália (Bíblia de Genebra).
3 Asquenaz. Provavelmente os citas, mais tarde desprezados pelos gregos por serem considerados não civilizados (Cl 3.11 – “…no Qual não pode haver grego nem judeu,… bárbaro, cita, escravo, livre…”)… Conforme a reputação, uma classe escrava sem cultura proveniente das tribos ao redor do Mar Negro. Os citas eram satirizados na comédia grega por causa dos seus hábitos rudes e linguajar inculto. Josefo os chamou de “um pouco melhor que bestas feras” (Bíblia de Genebra).
4 Javã partiu em diração ao ocidente, para a Europa (Is 66.19) incluindo-se entre eles os jônios ou gregos. Quitim é Chipre e Dodanin
(NVI: Rodanim) é a ilha de Rodes (Bíblia Shedd).
5 Repartiram… língua. Uma antecipação de 11.1-9. Ilha das nações. O hebraico aqui é traduzido como “países do mar”, em Is 41.5 e “terras do mar”, em Is 42.4 (Bíblia de Genebra).
6 Os filhos de Cão [Ham] são os povos do nordeste da África e Palestina. “Cuxe” (Etiópia), “Mizraim” (Egito), “Pute” (possivelmente Líbia
ou Somália) e “Canaã” (Palestina) são filhos diretos de Canaã (Andrews Study Bible).
Os egípcios, babilônios e cananeus, os vizinhos mais amargos de Israel, são mencionados nesta lista (Bíblia de Genebra).
7 Havilá. Provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
8 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor; também nos versículos 13, 15, 24 e 26 (Bíblia NVI).
Ninrode. Seu nome significa “nós nos rebelaremos”; tradições judaicas posteriores o identificam como o construtor da torre de Babel (11.1-9). Este caçador e guerreiro é um arquétipo do ideal mesopotâmico para um rei. Começou a ser. Estas expressões semelhantes são usadas para chamar a atenção para importantes acontecimentos históricos (4.26; 6.1; 9.20; 11.16) (Bíblia de Genebra).
Ninrode, o filho de Cushe, está ligado à Mesopotâmia, e a ênfase de sua capacidade de caça “perante o Senhor” marca sua capacidade superior mas não necessariamente a aprovação divina, apesar de que a frase é geralmente utilizada para indicar serviço perante o Senhor (Êx. 16:9; 27:21). A história de Esaú (Gên. 25:27) usar motivos similares e portanto liga Esaú a Ninrode (Andrews Study Bible).
Esta interrupção na genealogia [10.8-12, a história de Ninrode], é de fundamental importância para a história de Israel: explica a origem racial da Assíria e Babilônia, que mais tarde viriam a conquistar Israel (Bíblia de Genebra).
9 Poderoso caçador diante do Senhor. O mais valente dos caçadores (Bíblia NVI) [Nota do compilador: Segundo a NVI, a expressão “poderoso caçador diante do Senhor” é a tradução literal do hebraico].
Valente. Este título pode ligá-lo aos tiranos em 6.4 (Bíblia de Genebra).
10 Princípio do seu reino. Ninrode, o precursor dos construtores de cidades e reinos, marca o começo da procura do homem pós-diluviano por domínio e autonomia, contra Deus (Bíblia de Genebra).
Ereque. Uma das cidades conhecidas mais antigas. Ereque (ou Uruque, Warka moderna) era uma importante cidade localizada no rio Eufrates. Habitantes desta região foram, posteriormente, deportados para Samaria pelos assírios (Ed 4.9-10). Acade. Embora fosse a cidade do famoso Sargão de Acade (c. 2350-2295 a.C.), nunca foi localizada) (Bíblia de Genebra).
Sinear (ou Sinar). Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). A região da Babilônia (Bíblia de Genebra).
Calá. Localizada na moderna Ninrude, onde os rios Tigres e Eufrates se encontram (Bíblia de Genebra).
13 Mizraim. Egito, o infame lugar da escravidão de Israel. Ludim. Os ludins viveram, provavelmente, perto do Egito. Leabim. Geralmente tido como uma variante de “Lubim”, os líbios. Naftuim. Provavelmente habitantes da região do delta do Nilo ou baixo Egito (Bíblia de Genebra).
14 Patrusim. Habitantes de Patros, no Alto Egito ou no Sul (Bíblia de Genebra).
Casluim. É possível que os casluítas se mudaram de Creta para o Egito e mais tarde formaram parte da onda de Povos do Mar que incluía os filisteus estabelecidos na costa da Palestina e que buscaram invadir o Egito na Idade do Ferro (cerca de 1200 B.C). Alguns dos filisteus estabelecidos na costa da Palestina são mencionados no tempo dos juízes (Andrews Study Bible).
Filisteus. Não é uma das setenta nações, mas é mencionada parenteticamente como outro inimigo amargo de Israel. Os filisteus, um dos povos do mar, vieram ao Egito através de Creta (Caftor, Am 9.7), antes de habitarem na Palestina. A conexão com o Egito aqui é aparentemente geográfica ao invés de genealógica. Caftorim. Habitantes de Creta (Bíblia de Genebra).
15 Hete no verso 5 não se refere necessariamente ao famoso império dos hititas em Anatólia (Turquia) (Andrews Study Bible).
…a relação entre os heteus mencionados no Antigo Testamento (23.3-20; 26.34; 27.46; 1Sm 26.6; 2Sm 11.3) – cujos nomes parecem ser semíticos ao invés de heteus – e o grande império heteu da Ásia Menor é debatida (Bíblia de Genebra).
16 Jebuseus. Uma das nações cananéias desapossadas por Israel. Sua cidade era Jerusalém [originalmente, Jebus], que foi definitivamente conquistada por Davi (2Sm 5.6-9) (Bíblia de Genebra).
Amorreus. O Antigo Testamento usa este termo de forma vaga, às vezes se referindo aos habitantes pagãos da Palestina em geral (15.16; Js 10.5) e, às vezes, ao povo palestino das regiões montanhosas (Nm 13.29) (Bíblia de Genebra).
17 heveus. Os heveus viviam no Líbano e na Síria (Js 11.3; Jz 3.3) e também na área de Siquém e Gibeão (Gn 34.2; Js 9.1,7). arqueus. Habitantes de Arquate, identificada como a moderna Tell Arqah, localizada 19,5 km a noroeste de Trípoli. sineus. Habitantes de uma cidade fenícia costeira perto de Arqa (Bíblia de Genebra).
18 arvadeus. Este grupo vivia numa ilha, hoje chamada Ruad, 80 km ao norte de Biblos (Gebal). hamateus. Habitantes da cidade de Hamate (hoje Hama), localizada no rio Orontes (Nm 34.8; Js 13.5; 2Sm 8.9-10) (Bíblia de Genebra).
19 Limite dos cananeus. A área de Canaã, o povo amaldiçoado (9.25), estende-se do sudoeste da moderna Síria até Gaza (Nm 34). Gerar. Hoje, a cidade de Tell Abu Hureira, 17 km a sudeste de Gaza. Ver caps. 20-21;26. Sodoma…Zeboim. Ver caps. 13-14; 18-19 (Bíblia de Genebra).
20 As listas relativas aos descendentes de Jafé e Cão denotam a importância da fraternidade natural do ser humano (cf At 7.26). Antes de deixar à parte, por assim dizer, as demais nações, para tratar especialmente de Israel, o povo escolhido, Deus nos deslumbra com uma visão amorável, com relação aos povos da terra inteira. Trata-se de uma separação temporária visando à Grande Comissão (Mt 28.18-20) que, finalmente, reafirma o extremo interesse pela salvação do mundo todo (Bíblia Shedd).
21 pai de todos. Ou ancestral de todos (cf 5.3-32). O termo hebraico para “pai” era usado para ancestrais mais remotos (28.13). Sem foi o tataravô de Héber (10.24; 11.10-14) e irmão mais velho de Jafé. Ou o irmão de Jafé, o velho. Por causa da dificuldade de tradução, é incerto saber se Sem ou Jafé é o mais velho. Cam era, provavelmente, o mais novo (9.24). Supondo que a presente tradução é correta, Moisés enfatiza aqui a posição de Sem como primogênito, apesar do fato de sua genealogia ser apresentada por último (Bíblia de Genebra).
22 Os filhos de Sem. A linhagem eleita de Sem é apresentada por último (9.26) e coincide parcialmente com a linhagem mais específica do eleito Héber (v. 21) em 11.10-26. Assur. Um ancestral dos assírios. Embora fossem um povo híbrido (cf v.11), os assírios eram predominantemente semíticos (Bíblia de Genebra).
Arfaxade e Héber são referidos especialmente pelo fato de que através deles proveio Abraão. Alguns estudiosos admitem que a palavra “Hebreu” deriva de Héber (Bíblia Shedd).
Lude. Cf. v. 13. Talvez os lídios da Ásia Menor (Is 66.19; Ez 27.10). Arã. Os patriarcas tinham relações próximas com os arameus (ver 25.20; 31.20) (Bíblia de Genebra).
24 Arfaxade gerou a Salá. A Septuaginta (Antigo Testamento em grego) acrescenta Cainã entre Arfaxade e Salá; este nome adicional encontra-se na linhagem de Jesus (Lc 3.36) (Bíblia de Genebra).
25 O nome Pelegue vem da raiz [hebraica] “divide”. O tipo de divisão [da terra] ocorrida durante o período de sua vida não é clara. Pode ser um ilustração da divisão da linguagem descrita em 11:1-9. Pode se referir também a um significativo evento na separação dos continentes ou terremotos alterando o formato da terra. “Terra” pode também se referir ao mundo (como em 1:1) ou país (11:2) (Andrews Study Bible).
Este nome, que provém do termo hebraico “separar” ou “dividir”, provavelmente profetizasse a dispersão das nações em Babel. Ver Sl 55.9, onde o mesmo termo hebraico é usado na expressão “confunde os seus conselhos” (Bíblia de Genebra).
29 Ofir. Uma região, talvez na Arábia, conhecida por seu ouro puro (1 Rs 9.28; Jó 22.24). Havilá. Também, provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
30 desde Messa… para Sefar. Embora esses lugares não sejam identificados, os nomes dos filhos de Joctã indicam um lugar no sul da Arábia (Bíblia de Genebra).
Quadro das nações de Gênesis 10.

As nações de Gênesis 10 – Fonte: Bíblia de Genebra
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“São estas as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram disseminadas as nações da Terra, depois do dilúvio” (v.32).
É muito interessante estudar as genealogias iniciais, pois elas nos ajudam a compreender melhor o pano de fundo dos relatos que veremos bem mais à frente. Era comum, por exemplo, nomear as cidades conforme o nome dos descendentes e chefes de determinado local. No capítulo de hoje, vemos o nome Canaã, que daria origem a toda a região que Deus daria muitos anos depois a Israel. Vemos o nome Babel, que deu origem à cidade de Babilônia. Também encontramos o fundador da cidade de Nínive, que foi Ninrode. Além de outros lugares como Sidom, Gaza, Sodoma, Gomorra e a referência ao nome de um dos descendentes de Sem, Uz, que provavelmente teve uma região com seu nome, como podemos ver na referência em Jó 1:1.
Notem que os descendentes de Noé começaram a se espalhar pela Terra conforme a ordem divina, “cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações” (v.5). O desejo do Senhor era de que o homem se multiplicasse e, pela revelação de Sua vontade, buscasse viver de acordo com ela. Infelizmente, não foi bem assim. A partir da descendência de Cam, a corrupção se espalharia novamente sobre a Terra. E o destaque ao nome de Ninrode e sua habilidade não se trata de um dom, e sim de um desafio constante “diante do Senhor” (v.9). Em hebraico, seu nome significa “revolta”, e sua rebelião contra Deus tornou-se aberta ao fundar o reino de Babel, assim como Caim fundou a primeira cidade ímpia.
Seria através da descendência de Sem que Deus suscitaria novamente um homem fiel, assim como havia chamado a Noé. Mas, até lá, mesmo a descendência de Sem estaria contaminada com os costumes e idolatria de seus parentes cananeus. Um problema que é sempre recorrente no curso da História. Através de costumes considerados insignificantes ou que dizem não interferir na fé, Satanás, assim, abre brechas para encher o coração dos filhos de Deus com distrações que os afastam paulatinamente da “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27). Muitos dos descendentes de Cam foram rebeldes e obstinados. Precisamos ter muito cuidado, amados! Pois a Palavra de Deus é bem clara: “a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria” (1Sm.15:23).
Foi a partir de sua rebelião e obstinação que Lúcifer tornou-se Satanás, enganando e recrutando para si terça parte dos anjos, e multidões aqui na Terra. Sua estratégia continua sendo a mesma: desviar os nossos olhos e os nossos ouvidos da verdade. E como ele faz isso? Oferecendo à humanidade tudo aquilo que Jesus rejeitou. Através do apetite (e me refiro aqui a todos os gostos pessoais egoístas), da necessidade de reconhecimento e fama, e dos prazeres e riquezas do mundo, o inimigo de Deus deseja nos fazer cair no deserto. Mas Aquele que salvou Noé e sua família do pior momento desta Terra, foi vitorioso no deserto da tentação (Mt.4:1-11), para que sejamos vitoriosos com Ele e façamos parte da “grande multidão […] de todas as nações, tribos, povos e línguas” que estarão “em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (Ap.7:9).
Você deseja ter o seu nome escrito no maior livro de nomes de todos os tempos, o “Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27)? Então, mesmo em meio a “uma geração má e adúltera” (Mt.16:4), escolha Jesus e Ele lhe dará a maior herança ainda aqui nesta Terra: o Espírito Santo.
Querido Pai Celestial, o Senhor deixou a cargo do homem escolher a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Nós queremos a vida, Pai! Nós queremos a Tua bênção! Não queremos viver segundo os costumes deste mundo, mas segundo a Tua vontade! E para que nosso nome permaneça no Livro da Vida, clamamos que nos conceda o batismo do Espírito Santo a cada dia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, geração eleita!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 10 – Dos três filhos de Noé surgem três principais raças pós Dilúvio. O pecado não fora erradicado na catástrofe. No mesmo capítulo da aliança de Noé com Deus (Gênesis 9), vemos esse herói da fé (Hebreus 11:7) bêbado e amaldiçoando seu filho/neto praticante do pecado da zombaria.
Pequenos erros acarretam grandes problemas no presente e no futuro. Embriaguez, zombaria e fofoca atraem maldições. Noé embriagou-se e atraiu desgraça para sua casa; Cam, ao fofocar do erro do pai, atraiu maldição a sua posteridade. Embriagado, Noé se despiu mostrando que o desequilíbrio na vida espiritual derruba qualquer gigante da fé, acarretando desonra e vergonha.
Desrespeito com quem erra, humilhação, lascívia, vulgaridade, obscenidade e banalização tanto quanto a omissão, são pecados ridículos que atraem maldição. Cam, sem respeito ao pai, ao invés de cobri-lo (omissão), saiu contar ao irmão (fofoca). Diante de escândalos cometidos, o importante não é divulgação; espalhar o erro é tão errado quanto cometê-lo – se não for ainda pior. Ellen White é categórica ao afirmar:
“O Senhor nunca abençoa aquele que critica e acusa a seus irmãos, pois esta é a obra de Satanás” (Ev, 102).
“Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos” (4T, 195).
“Em vez de críticas e censuras, tenham nossos irmãos palavras de animação e confiança para com os instrumentos do Senhor” (4T, 185).
Se pequenos erros atraem grandes problemas para a vida, os pequenos acertos acarretam maravilhosas bênçãos. É o que aprendemos com o ato de graça de Sem e Jafé ao cobrir a desgraça do pai (1 Pedro 4:8). Arthur J. Ferch declarou: “Ainda que podemos justificar o pecado, temos de examinar a nós mesmos humildemente, identificarmos com o pecador de forma compreensiva, exortar com amor e procurar em forma redentora cobrir a nudez do pecador”.
Isso faz parte do pano de fundo de Gênesis 10. Setenta nações são apresentadas:
14 nações de Jafé (10:2-5).
30 nações de Cam (10:6-20).
26 nações de Sem (10:21-32).
A origem de uma nação explica sua moralidade. Os canaanitas amaldiçoados se tornaram adoradores pagãos, cultuaram seus deuses através da perversão sexual. Destes surgiram os egípcios, babilônios, assírios e cananeus; os piores vizinhos de Israel.
Jesus descendeu de Sem, para abençoar com Seu amor a todas as nações. Siga-O! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 9 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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