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“Clamo a Ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim” (v.20).
Quantas vezes não já nos sentimos como Jó. Quem sabe você esteja se sentindo assim neste momento. A miséria em que Jó havia caído o levou a um sentimento de abandono. Em sua ignorância acerca do conflito cósmico, chegou a dizer: “Deus… Tu foste cruel comigo” (v.19, 21). Além de tudo, por mais que em sua prosperidade ele tenha tratado as pessoas com misericórdia (v.25), em sua angústia foi tratado como um ser abominável (v.10). Clamava a Deus e a Sua resposta era o silêncio (v.20). Os dias de aflição que se apoderaram de Jó iam além do sofrimento físico; ele chorava com o coração. O seu canto converteu-se em lágrimas (v.31) e os seus discursos aprazíveis em gritos de socorro (v.28).
Sem dúvida, além de ter interferido na vida de Jó pessoalmente, Satanás ainda levantou seus agentes para atormentá-lo. Se ele não havia caído após ter perdido tudo, e nem mesmo quando perdeu a saúde, “então”, pensou o adversário, “pode ser que ele blasfeme contra Deus se eu colocar pessoas que o atormentem ainda mais”, “gente para quem já não há socorro” (v.13). Isto é, gente de coração obstinado. Assim como, antes, Jó era cercado por pessoas que o admiravam, em sua miséria, se viu rodeado por escarnecedores.
A história de Jó nos esclarece o fato de que há sim uma batalha espiritual cujo objetivo é a conquista do meu e do seu coração. Isso explica a causa de tantas tristezas e decepções pelas quais passamos ou havemos de passar. Enquanto, muitas vezes, questionamos o silêncio de Deus, ao mesmo tempo está acontecendo uma guerra que nossos olhos não podem enxergar, mas que o coração pode sentir (v.16). E o nosso destino eterno depende do desfecho desta peleja; da nossa decisão diária de que lado da batalha escolhemos estar.
Hoje, Satanás está irado com um povo em particular: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). A identidade do povo remanescente de Deus é objeto da fúria do inimigo. Assim como a integridade de Jó causou indignação a Satanás, todo aquele que permanece sendo fiel a Deus, também torna-se alvo do ódio do adversário. Não se engane, a obediência aos mandamentos de Deus não salva, mas é o resultado na vida de todo aquele que já foi salvo pela fé em Cristo Jesus. A ira do inimigo contra Jó foi passageira, enquanto a recompensa de Jó será eterna. A cólera do inimigo contra os santos do Altíssimo também é provisória, pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). “Resisti-lhe firmes na fé” (1Pe.5:9) e “ele fugirá de vós” (Tg.4:7). Lancemos sobre Cristo toda a nossa ansiedade e Ele, certamente, cuidará de nós, até o fim (1Pe.5:7)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente do Senhor!
Desafio da semana: Em um pedaço de papel escreva ou digite o seguinte verso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Salmo 37:5) e, em oração, coloque embaixo da porta do teu vizinho.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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254 palavras
1-31 Jó lamenta sua miséria atual. Andrews Study Bible.
Sofrer extrema perda, como Jó sofreu, era humilhante. Mas encarar abuso na mão de jovens acrescentava insulto à injúria. Jó havia perdido sua família, posses, saúde, posição e seu bom nome. Ele nem era respeitado por sofrer bravamente. Infelizmente pessoas mais jovens podem zombar e se aproveitar de pessoas mais velhas e daquelas que possuem alguma limitação de qualquer forma. Em vez disso, ele deviam perceber que suas capacidades e habilidades físicas tem vida curta e que Deus ama igualmente todas as pessoas. Life Application Study Bible Kingsway.
4 malvas … zimbro (ARA; NVI: “giesta”). Plantas usualmente não comidas. Andrews Study Bible.
zimbro. Os beduínos, muitas vezes, acampam-se onde ela cresce, a fim de usá-la como abrigo do vento e do sol. Seria usada como alimento apenas por quem estivesse na mais absoluta penúria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 650.
15 felicidade. Do heb. yeshu’ah, “salvação”, “livramento”; aqui, provavelmente “prosperidade”. A dissolução de uma nuvem pelo vento é um símbolo apropriado da suspensão da prosperidade e do bem-estar de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.
18 a gola de minha veste (NVI). Colarinho muito apertado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 chacais… corujas (NVI; ARA: “avestruzes”). Dois animais do deserto que se expressam em sons de lamentos. Andrews Study Bible.
31 minha harpa se tornou em prantos de luto. O que antigamente emitia sons alegres passa a emitir apenas notas de queixa e lamentação. Este é um agudo contraste entre a passada e a presente experiência de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/29
É muito natural para os seres humanos pensarem que grandes calamidades em uma vida são um claro indicador de grandes crimes e enormes pecados; mas os homens erram ao assim medir um caráter. Nós não estamos vivendo no tempo do juízo retributivo. O bem e o mal se misturam e calamidades vem sobre todos. Às vezes os homens cruzam o limite do cuidado protetor de Deus; então Satanás exerce seu poder sobre eles e Deus não intervirá. Jó foi duramente atingido e seus amigos tentaram fazê-lo reconhecer que seu sofrimento foi o resultado do pecado e levá-lo a sentir-se sob condenação. Eles apresentavam o seu caso como o de um grande pecador; mas o Senhor os repreendeu por este julgamento de Seu fiel servo.
Ellen G. White (Manuscrito 56, 1894).
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=711
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 29 – O livro de Jó apresenta personagens como nós em busca do verdadeiro Deus e de explicação para a vida. A vida humana de pecado carece de sentido e é preciso buscar a Deus para encontrar o sentido para viver neste mundo de sofrimento. O problema é a distorção da teologia, dos preceitos préformados ou deturpados a que chegamos.
O problema de Jó e seus amigos continuou no cristianismo. Veja esta análise de Augusto Cury: “Mais de um terço da população mundial se diz cristã. Entretanto, a grande maioria tem a imagem de um Deus que não existe. Por possuirmos um rico imaginário, é muito fácil construir um palco de inverdades no inconsciente e propagá-las”, como fizeram os personagens do livro de Jó.
Pior ainda quando se usa os conceitos equivocados sobre Deus para tentar consolar o sofredor; nesta situação, é melhor nem falar. Esta frase de Augusto Cury é uma lição que podemos destacar da atitude dos amigos filósofos de Jó: “Às vezes é muito melhor dar o ombro para alguém chorar e mostrar uma solidariedade silenciosa do que fazer grandes discursos”.
Por não se compadecerem, chorar e o consolarem de fato, Jó não tinha nada para agradecer a seus amigos. Assim, em tom nostálgico, ele relembra seu passado, ajudando-nos a conhecer melhor seu caráter antes dos ataques de Satanás:
1. Boas lembranças com Deus (vs. 1-3);
2. Recordações das aventuras da mocidade como fruto da amizade com Deus (vs. 4-6);
3. Alguém de respeito, sábio, justo no fórum da cidade (vs. 7-10);
4. De bom testemunho, honrado por suas inúmeras investidas sociais (vs. 11-20)
• Ajudava pessoas em dificuldades;
• Motivava os desanimados;
• Guiava os cegos e aleijados;
• Era pai aos órfãos;
• Defendia os injustiçados;
• Fez justiça confrontando um ladrão e fazendo-o devolver o que havia roubado…
5. Era valorizado por jovens, adultos e idosos (vs. 21-25), por…
• …suas palavras sapienciais;
• …suas reflexões impressionantes;
• …seus conselhos certeiros;
• …seus sorrisos;
• …sua liderança;
• …seu exemplo…
Tudo isso dava sentido à existência de Jó, fazendo dele o homem mais poderoso do Oriente. O certo é que quem não vive para servir, não serve para viver. O sentido da vida é ser bênção ao próximo, o que só é possível mediante o priorizar da amizade com Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade” (v.14).
Em sua sincera confissão, Jó trouxe à lembrança os dias de sua prosperidade. Sentindo-se como um alvo da inimizade de Deus, recordava com saudades do tempo em que Deus era seu amigo e da alegria em ter seus filhos ao redor de si. A referência feita por Jó de um período de “meses” revela que ele ainda estava em um luto recente, principalmente considerando o fato de que havia perdido todos os seus filhos. Em mencioná-los, ele acrescentava aos seus discursos a dor irreparável da perda.
O primeiro homem nas Escrituras que foi chamado de justo, foi Noé: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn.6:9). Mas quem afirmou isto foi o Senhor, e não o próprio Noé. Enquanto as virtudes de Jó foram ditas e confirmadas por Deus, e não por ele mesmo, não havia o perigo de cair no erro da justiça própria. Suas obras testificavam de que a sua vida era relevante para a sua família e para a comunidade. Jó relatou uma série de ações sociais, onde atendia as necessidades materiais, espirituais e emocionais das pessoas, e “até as causas dos desconhecidos” (v.16) ele examinava.
Através de suas palavras de sabedoria, de sua boa vontade em ajudar e de seus recursos, Jó foi um dos maiores, senão o maior, filantropo do antigo Oriente. Mas uma coisa lhe faltava, um conhecimento que lhe abriria os olhos para contemplar a salvação: a justiça que provém da fé. Está escrito que “não há justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Como, pois, explicar o fato de que alguns personagens na Bíblia foram denominados de justos? A questão é que ninguém pode ser chamado de justo por mérito próprio, mas confiado nos méritos do único que é justo: “Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei” (Rm.3:20), mas “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).
Todas as virtudes que o homem possa ter são adquiridas. O amor, a alegria, a mansidão, a fidelidade e qualquer tipo de bondade não provém de nós, é dom de Deus. Jó não havia perdido a amizade de Deus, nem tampouco sua terrível condição o havia privado da privilegiada companhia do Senhor do Universo. O Deus que estava ao lado dele sustentando-lhe a vida, era O mesmo que um dia caminharia “pelas trevas” (v.3) deste mundo e andaria lado a lado com “publicanos e pecadores” (Lc.15:1).
Por preceito e por exemplo, Jó refletia a glória de Deus e era uma viva exposição do caráter divino. Mas precisava reconhecer que tudo isto só era possível mediante a fé nAquele a quem representavam os holocaustos que constantemente oferecia. Nem mesmo o arrependimento vem de nós mesmos, mas é proveniente da bondade de Deus (Rm.2:4), que nos salva “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). As obras devem ser o resultado da fé e da salvação que já nos foi outorgada.
Olhemos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, e nosso perfeito exemplo da harmonia que deve haver entre fé e obras. Aceitemos, hoje, o Seu convite: “aprendei de Mim” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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444 palavras
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2). Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/25/.
5 filhos. As duas experiências mais dolorosas para Jó são colocadas paralelamente neste verso: a aparente retração da amizade de Deus e a perda de seus filhos. A mais elevada felicidade traz consigo as possibilidades de mais profunda tristeza. As maiores bênçãos, quando removidas, deixam o maior vazio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 647.
6 leite. A ARC diz assim: “Quando lavava meus pés na manteiga.” A manteiga e o óleo eram símbolos de prosperidade entre os orientais. Jó descreve sua antiga vida como um tempo em que o leite e a manteiga eram tão comuns como a água, e quando o solo rochoso no qual as oliveiras cresciam derramavam rios de óleo. O óleo era utilizado para alimentação, para luz, para passar no corpo e para propósitos medicinais (ver Dt 32:13, 14), e era um artigo apreciado e valioso. CBASD, vol. 3, p. 647.
7-25 Jó estava andando na fina linha entre gabar-se sobre suas realizações passadas e recordar de seus bons feitos, com o objetivo de responder às acusações feitas contra ele. A única fraqueza de Jó ao longo dessa conversação é que ele se aproximou perigosamente demais do orgulho. O orgulho é especialmente enganoso quando estamos fazendo o que é correto. Mas ele nos separa de Deus ao nos fazer pensar que somos melhores do que realmente somos. Então nos vem a tendência de confiar em nossas próprias opiniões, o que nos leva a outros tipos de pecado. Enquanto não é pecado recontar os feitos passados, é muito melhor recontar as bênçãos de Deus sobre nós. Isto nos ajudará a cairmos inadvertidamente em orgulho. Life Application Stydy Bible Kingsway.
8 os moços. A imagem toda apresenta uma bela ilustração dos modos orientais e do respeito demonstrado a um homem de caráter e distinção. … A homenagem prestada não era tanto em função da idade, como da dignidade. CBASD, vol. 3, p. 647.
12 eu livrava os pobres…o órfão. Este verso revela o espírito de Jó em contraste com as acusações de seus amigos (ver Jó 22:5-10). Um dos princípios éticos mais enfatizados no AT é a justiça em favor dos pobres e a misericórdia em favor dos indefesos (ver Sl 72:12-14; Pv 21:13; 24:11, 12; Is 1:17). CBASD, vol. 3, p. 647.
16 as causas dos desconhecidos. Jó estava disposto a fazer esforços em favor dos estrangeiros para garantir que eles receberiam justiça. CBASD, vol. 3, p. 648.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/28
De onde vem a sabedoria? (v. 12). Há muitas maneiras pelas quais os seres humanos retiram a riqueza da terra – colhem sua vegetação para obter alimentos, extraem seus minerais – até ao ponto de arrancar montanhas, por assim dizer, em sua busca, manipulando a natureza numa dominação obsessiva, sempre buscando um bem maior.
Mas essa não é a essência da sabedoria. Nenhum pássaro ou animal a viu; as profundezas da terra ou do mar, mesmo da morte e da sepultura, não são o lugar do insight. Ninguém que respira pode falar sobre a natureza da sabedoria, a não ser aquele que a projetou. Então Deus diz: “Eis que o temor do Senhor é a sabedoria; E o apartar-se do mal é o entendimento” (v. 28).
Provérbios 3:18, 19 falam de Deus criando a terra pela sabedoria e 8:22-31 oferece a perspectiva do ponto de vista da sabedoria em um amplo espectro dessa atividade geradora, sugerindo que a sabedoria inclui a Lei do Design, pela qual tudo opera.
Jó 28:25-27 faz referência a Deus dando peso ao vento, medindo as águas, estabelecendo regras para a chuva, os raios e os trovões, e naquele momento vendo e estabelecendo sabedoria … indicando grande mudança na natureza. Estaria Jó nesses versículos refletindo a tradição oral do dilúvio de Noé?
Lembre-se hoje: “…o temor do Senhor é a sabedoria”.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Spokane Valley, Washington USA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=710
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli