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“Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar” (v.7).
Investigados os “arquivos reais da Babilônia” (v.1), “se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial” (v.2), contendo o decreto de Ciro autorizando a edificação do templo em Jerusalém, a origem de suas despesas, que viria “da casa do rei” (v.4), e a devolução dos “utensílios de ouro e de prata, da Casa de Deus, que Nabucodonosor tirara do templo que estava em Jerusalém” (v.5). Mediante estas informações, Dario baixou um novo decreto, reafirmando o decreto de Ciro e acrescentando a punição de morte a “todo homem” (v.11) que alterasse o seu decreto, além de uma maldição “a todos os reis e povos” que estendessem a mão “para alterar o decreto e para destruir esta Casa de Deus” (v.12).
“Então, Tatenai, o governador daquém do Eufrates, Setar-Bozenai e os seus companheiros assim o fizeram pontualmente, segundo decretara o rei Dario” (v.13). E, conforme “profetizaram os profetas Ageu e Zacarias” (v.14), a obra prosperou e foi completada “no sexto ano do reinado do rei Dario” (v.15). O templo foi dedicado “com regozijo” (v.16), com ofertas “pelo pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel” (v.17), e foi estabelecido o ministério dos sacerdotes e levitas em seus turnos e ocupações.
Os exilados puderam, então, celebrar a Páscoa do Senhor, pois “os sacerdotes e os levitas se tinham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos” (v.20). O cordeiro pascal foi morto “para todos os que vieram do cativeiro” (v.20), e “comeram a Páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do exílio e todos os que, unindo-se a eles, se haviam separado da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel” (v.21).
Amados, há um registro no qual nossa vida está escrita: “e no Teu livro foram escritos todos os meus dias” (Sl.139:16). Também há uma obra de edificação sendo realizada na vida de “todos os que vieram do cativeiro” (v.19) do pecado e de “todos os que, unindo-se a eles”, decidiram dizer não à “imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel” (v.21). Sendo este mundo de pecado o cativeiro, o Cordeiro de Deus foi morto por toda a raça humana, mas o galardão de Sua morte e ressurreição está reservado somente para “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16).
Está chegando o tempo em que o príncipe deste mundo fará questionamentos sobre a vida de cada ser humano, e apenas aqueles cujos registros estiverem limpos pelo sangue do Cordeiro, que decidiram separar-se das imundícias da Terra, “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), receberão o selo do Deus vivo (Ap.7:3). E, completada será a obra do Espírito Santo em suas vidas, eles celebrarão e comerão diante do Cordeiro e de Deus, no banquete preparado nas cortes celestiais, como está escrito: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Ap.19:9).
Como a reconstrução do templo foi interrompida pelos inimigos, a nossa luta tem sido “contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef.6:12). Satanás e suas hostes têm tentado impedir a obra do Espírito Santo em nossa vida, mas o Senhor, em Sua infinita graça e misericórdia, nos deixou a Sua Palavra e “o espírito da profecia” (Ap.19:10), assim como o povo prosperou “em virtude do que profetizaram os profetas Ageu e Zacarias” (v.14). Chegou o tempo em que a construção do templo não mais pôde ser impedida. E chegado é o tempo, hoje, de se cumprir a palavra profética na vida de todo aquele que tem buscado ao Senhor de todo o coração: “Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo diante da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
Permita que, “dia após dia, sem falta” (v.9), Deus opere em você a boa obra que Ele já começou, para que a sua vida seja transformada, “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Então, naquele grande Dia, o acusador não terá do que lhe condenar, pois os teus pecados foram perdoados e apagados pelo verdadeiro Cordeiro da Páscoa. Que o Senhor Deus alegre o teu coração e fortaleça as tuas mãos nesta certeza, até que Ele venha.
Nosso amado Pai Celestial, cremos que o Senhor tem cuidado de nós e lutado por nossa salvação. Cremos que o tempo está findando e que necessitamos da fé que aqueles anciãos de Israel tiveram na palavra profética. Mesmo com risco de morte, eles não amaram a própria vida, mas creram na Tua Palavra e na Tua provisão. Senhor, aproxima-se o tempo em que estaremos debaixo de leis arbitrárias que contrariam a Tua Palavra. Dá-nos a fé e a coragem daqueles anciãos de Israel para perseverarmos na Tua vontade e, como foi com os apóstolos, que a nossa vida declare ao mundo: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). Desperta o Teu povo, Pai, para crer e observar a Tua verdade presente! Em nome de Cristo Jesus, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, casas em edificação!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 6 – Governos seculares e indivíduos políticos contribuem com Deus ao cumprirem fielmente seus propósitos reais e originais.
Quando Tatenai foi informado pelos judeus que um documento oficial estaria em Babilônia, ele não mediu esforços para fazer uma busca; contudo, não foi encontrado nos arquivos da biblioteca babilônica.
Porém, o fato de não tê-lo encontrado não satisfez a Tatenai, o qual deu outra ordem para que continuassem a busca nas capitais persas, Ecbátana e Susa. Foram localizados em Ecbátana. “Ao prosseguir na busca em outros lugares, embora se soubesse, aparentemente, que os documentos oficiais do primeiro ano de Ciro foram depositados em Babilônia, esses funcionários fizeram todo o possível para se chegar a uma conclusão justa e imparcial” (CBASD).
Ao encontrar o decreto, Dario emitiu novo decreto favorecendo a reconstrução do Templo; assim, o templo foi concluído e dedicado numa festa espiritual. Na sequência, a Páscoa foi celebrada, conforme nos informa Esdras 6.
Diante das propostas dos inimigos forçando Tatenai a interromper a construção do Templo, o Estado/Governo foi fundamental para sua conclusão, exemplificando corretamente Romanos 13:1-7 e I Pedro 2:13-14.
“De acordo com o plano de Deus, o governo deve refletir a moralidade divina, que se importa com o pobre, o oprimido e com o vulnerável, pois são menos capazes de se proteger. O propósito fundamental do governo instituído por Deus é promover o bem de todo o Seu povo. E o governo faz isso ao criar e promulgar leis que recompensam o bem e punem o mal. Muita gente diz atualmente: ‘Não cabe ao governo legislar sobre a moralidade’. Trata-se, porém, de um falso argumento, e sabemos disso. O Estado não apenas tem o direito, mas a responsabilidade de legislar em assuntos morais. O Estado deve dizer com todas as letras que roubar, mentir, matar e uma série de outras coisas são erradas. Isso faz parte do fundamento do seu propósito. O governo impõe moralidade às pessoas diariamente, e isso é bom… Se todos escolhessem fazer o que bem desejassem, o resultado inevitável seria a anarquia. É tolice moral e suicídio cultural dizer que o governo não deveria tirar o direito de escolha das pessoas” (David Platt).
Onde se preza pela liberdade religiosa, torna-se mais fácil cumprir a missão divina e experimentar reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 5 – Primeiro leia a Bíblia
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: ESDRAS 5
Um pastor sentiu que o sistema organizacional de sua igreja precisava ser reestruturado, principalmente para capacitar seus membros a implementar com mais eficácia a “visão da igreja”. Ele pediu então que um membro local trabalhasse com a equipe pastoral para desenvolver uma ideia. Eles oraram sobre isso. Eles discutiram isso. Eles contemplaram a nova ideia por um tempo.
Então chegou a hora de contar aos membros. E isso não correu bem. A liderança da igreja não gostou de como o plano foi processado. Eles queriam ser incluídos. Eles queriam votar. E votaram. Eles “travaram” a ideia até um momento futuro. E assim a igreja está presa por enquanto entre o antigo e o novo, aguardando o desfecho do processo.
Os que construíram o templo também tiveram um problema de “processo”. Os residentes de Jerusalém não gostaram do que os recém-chegados estavam fazendo. Eles enviaram uma carta em protesto (cap. 4) e as coisas foram “enquadradas”. Deus enviou seus profetas para incentivar a construção, apenas para que outra carta fosse enviada ao rei sobre o processo.
Sempre tenha cuidado com o modo como as coisas são tratadas em sua igreja, mas lembre-se daqueles que desejam adiamentos motivados por interesses próprios. O processo pode ser bom, mas pergunte a si mesmo: “Isso está travando a agenda de Deus?”
Merle Poirier
Gerente de Operações
Revistas Adventist Review / Adventist World
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezr/5
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1780 palavras
1 Ora, os profetas Ageu e … Zacarias. Começando em 29 de agosto de 520 a.C. (Ag 1.1) e continuando até 18 de dezembro (Ag 2.1,10,20), o profeta Ageu entregou uma série de mensagens para despertar o povo à retomada das obras do templo. Dois meses depois do primeiro discurso de Ageu, Zacarias uniu-se a ele (Zc 1.1) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
O ano em que Ageu e Zacarias começaram a profetizar foi o mesmo ano referido em 4.24, o segundo ano de Dario (Ag 1.1; Zc 1.1). O trabalho no templo foi reiniciado não por causa de um decreto de Dario, mas por causa da pregação dos profetas de Deus e por causa da resposta obediente do povo de Deus (Ag 1.12-15). Bíblia de Genebra.
Mais detalhes sobre o trabalho e as mensagens de Ageu e Zacarias são encontrados nos livros da Bíblia que levam seus nomes. Life Application Study Bible Kingsway.
A profecia não estava morta após o exílio. Deus continuou falando ao Seu povo. […] A avaliação de Ageu da comunidade revela que a interrupção da construção não aconteceu apenas devido a pressões externas, mas também como resultado de prioridades erradas (Ag 1:4). O egoísmo torna as bênçãos de Deus impossíveis (Ag 1:6,9) (Andrews Study Bible).
Fora o desanimo do povo perante a oposição que permitiu a paralisação do trabalho. Com a exortação dos profetas Ageu e Zacarias, cujas palavras se registram nos seus Livros, a obra reiniciou-se em 520 a.C., depois de quinze anos de interrupção (desde 536-535 a.C.) (Bíblia Shedd).
Esta é a primeira menção do trabalho dos profetas entre os judeus depois do retorno do exílio. A profecia parece ter silenciado por cerca de 16 anos, desde o “terceiro ano de Ciro”, quando Daniel transmitiu sua última mensagem (Dn 10:1). Finalmente, a palavra revivera. Como os escritos legítimos dos dois profetas, Ageu e Zacarias, aqui mencionados foram preservados somos bem informados a respeito de como eles contribuíram, encorajando e orientando o recomeço da construção do templo. A partir dessas palavras, é evidente que a longa demora em realizar as ardentes esperanças em relação à reconstrução do templo havia produzido um efeito adverso no espírito do povo. Ao vivenciar a oposição aos seus piedosos esforços para agradar a Deus e restabelecer o templo e seus serviços, seu entusiasmo desapareceu. Um desejo egoísta de receber conforto tomou o lugar do zelo por honrar a Deus. Em vez de aguardar uma oportunidade para recomeçar o trabalho e tirar vantagem disso, o povo aderiu a um adiamento indefinido e comentava entre si: “Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada” (Ag 1:2). Ao deixar de lado a ideia de ir adiante com a obra, começaram a empregar suas energias à prática de se estabelecerem em casas confortáveis (Ag 1:4, 9). Essa complacência resultou em juízos divinos, consistindo em colheitas pobres, problemas econômicos (Ag 1:6, 1:9-11) e grande insegurança política (Zc 1:12-2:9). Tais condições não eram reconhecidas pelo povo como sinais do desagrado divino; por isso, agentes humanos foram levantados por Deus para interpretar diante do povo o significado das circunstâncias em que se encontravam e inspirá-los a um zelo renovado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 380.
Profetizaram. A profecia não consiste essencialmente em fazer predições – como se entende a palavra de modo comum, mas impreciso. A maior parte das mensagens proféticas trata de exortar e instruir. Os que davam essas mensagens eram chamados profetas porque falavam em resposta à direção divina, e o que quer que falassem como resultado da iluminação divina era profetizar. CBASD, vol. 3, p. 381.
1, 2 Os profetas de Deus estavam com eles, ajudando-os. Deus às vezes envia profetas para encorajar e fortalecer seu povo. Para realizar isso, Ageu e Zacarias não apenas pregaram, mas também se envolveram no trabalho. Na igreja hoje, Deus designa vozes proféticas para nos ajudar em nosso trabalho (Efésios 4:11-13). O ministério deles deve ter o mesmo efeito sobre nós que o de Ageu e Zacarias teve sobre Israel. “Mas todo aquele que profetiza fala aos homens para edificação, encorajamento e consolação” (1 Coríntios 14:3). Por sua vez, devemos encorajar aqueles que nos trazem a palavra de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
2 E começaram a edificar. Quando o local foi limpo e as trincheiras estavam sendo escavadas para a nova fundação, tornou-se visível que o novo templo não se compararia em tamanho e beleza ao que havia sido construído por Salomão, e por isso muitos lamentaram e choraram (Ag 2:3, 9; cf. Ed 3:12, 13). … Um estudo dos livros de Ageu e Zacarias enfatiza a precisão da declaração feita em Esdras 5:2, de que “os profetas de Deus” os ajudavam na reconstrução do templo. Suas emocionantes mensagens de exortação, instrução e incentivo contribuíram muito para essa tarefa. Na verdade, não fosse pelo ministério inspirado desses profetas, o templo poderia ter permanecido em desolação. CBASD, vol. 3, p. 381.
3. Tatenai. O sátrapa da província “Aquém do Eufrates” era Ushtani, em grego, Hystanes. … Sabe-se agora que Tatenai era o representante de Ushtani para a satrapia de “Aquém do Eufrates”. Por ser responsável por duas satrapias, Ushtani não podia dedicar tempo suficiente a ambas, pois a satrapia de Babilônia ocupava a maior parte de sua atenção. CBASD, vol. 3, p. 381, 382.
Quem vos deu ordem … ? […] nos termos oficiais daqueles tempos “licença” e “ordem” eram equivalentes. CBASD, vol. 3, p. 382.
Este muro. A palavra aramaica traduzida aqui e no v. 9 como “muro” também é usada repetidamente em documentos aramaicos de Elefantina (ver p. 65-71 [CBASD, vol. 3]), porém, seu significado é obscuro. Nesses documentos pode ter o significado de “exterior”, “decoração” ou “detalhe”. … À luz dos textos de Elefantina, a pergunta de Tatenai poderia ser traduzida como “quem ordenou a construção do templo e o projeto desses detalhes [ou decoração]?”. CBASD, vol. 3, p. 382.
3-5 Os não judeus que viviam nas proximidades tentaram impedir a construção do templo. Mas, enquanto o debate legal continuava e a decisão estava sob apelação, os judeus continuaram a reconstruir. Quando estamos fazendo a obra de Deus, outros podem tentar nos atrasar, confundir ou frustrar, mas podemos prosseguir com confiança. Deus cumprirá seus propósitos em nosso mundo, não importa quem tente bloqueá-los. Assim como ele cuidou dos anciãos judeus, ele cuida de você. Concentre-se no propósito de Deus e não se distraia com intrigas ou calúnias. Life Application Study Bible Kingsway.
5 Os olhos de Deus. Enquanto o autor de Esdras dava toda glória a Deus pelo resultado da visita de Tatenai, não se pode deixar de admirar a imparcialidade desse importante oficial, que agiu de acordo com as mais elevadas tradições de integridade de um oficial persa. CBASD, vol. 3, p. 382.
8 província de Judá. Judá era uma província do Império Persa e não um Estado político independente. Bíblia de Genebra.
à casa do grande Deus. Esta é uma notável expressão vinda dos lábios de um pagão. Os persas eram zoroastrianos, e não há dúvida de que o monoteísmo dos judeus apelava a eles como uma religião similar à que seguiam. Isso pode explicar parcialmente por que os reis persas e os oficiais demonstravam, em geral, boa vontade para com os judeus a respeito de seus desejos e aspirações. CBASD, vol. 3, p. 382 e 303.
Grandes pedras. Literalmente, “pedras de rolagem”, indicando que pedras de tal tamanho requeriam roletes para serem transportadas. Nos tempos antigos, pedras enormes eram usadas na construção de templos e de edifícios públicos. CBASD, vol. 3, p. 383.
A madeira se está pondo nas paredes. Faz-se referência ao método antigo de arquitetura de assentar uma carreira de madeira para três de pedra. […] O método de construir muros alternando uma carreira com três de pedra é mencionado pela primeira vez em conexão ao templo de Salomão (1Rs 7:12). CBASD, vol. 3, p. 383.
9 Quem vos deu ordem. A pergunta destaca a falta de independência de Judá. Bíblia de Genebra.
11 Enquanto reconstruíam o templo, os trabalhadores foram confrontados pelo governador nomeado pela Pérsia, que exigiu saber quem havia dado permissão para o projeto de construção (5:3). Isso poderia ter sido intimidante, mas, como aprendemos na carta, eles responderam ousadamente: “Somos servos do Deus do céu e da terra.” Nem sempre é fácil defender nossa fé em um mundo incrédulo, mas devemos fazê-lo. A maneira de lidar com a pressão e a intimidação é reconhecer que somos trabalhadores de Deus. Nossa lealdade é a Ele em primeiro lugar, e às pessoas em segundo. Quando contemplamos as reações e críticas de pessoas hostis, podemos ficar paralisados de medo. Se tentarmos não ofender ninguém ou agradar a todos, não seremos eficazes. Deus é nosso líder e suas recompensas são as mais importantes. Portanto, não se intimide. Deixe que os outros saibam por suas palavras e ações a quem você realmente serve. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Nossos pais provocaram à ira. Principalmente, devido à sua flagrante idolatria e às abominações morais envolvidas – sacrifício de crianças e ritos licenciosos pertencentes ao culto de Baal. Por séculos, com apenas pequenos e raros intervalos, “todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam mais e mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa que o SENHOR tinha santificado e, Jerusalém” (2Cr 36:14). CBASD, vol. 3, p. 384.
o caldeu. Os caldeus viviam no Sul da Mesopotâmia e estabeleceram o Império Neobabilônico ao derrotarem os assírios em 612 a.C.. O novo Império continuou até ser derrubado pelos persas em 539 a.C. Bíblia de Genebra.
14 Sesbazar. Ver com. [CBASD] de Ed 1:8; 5:9. A partir da informação dada aqui, entende-se que Sesbazar, ou Zorobabel, como ele era mais comumente conhecido, fora nomeado governador da Judeia, fato não relatado previamente à comitiva de Ciro. CBASD, vol. 3, p. 384.
15. Faze reedificar a Casa de Deus. O local do templo era um terreno antigo e sagrado, escolhido pelo próprio Deus. Foi o local para onde Deus dirigiu Abraão quando ele foi sacrificar seu filho (Gn 22:2), onde o anjo parou e interrompeu a pestilência no tempo de Davi (2Sm 24:16, 17) e onde “a glória do SENHOR encheu a casa” no dia em que Salomão inaugurou o templo (2Cr 7:1). CBASD, vol. 3, p. 384.
17 que se busque. Esta é a segunda referência a uma busca nos arquivos, sublinhando o tema do poder dos documentos escritos. Bíblia de Genebra.
Na Babilônia. Pensando que o decreto havia sido promulgado em Babilônia, Tatenai sugeriu uma investigação nos arquivos mantidos ali. […] Parece estranho que os judeus não produzissem uma cópia do documento para comprovar a verdade de suas afirmações. É possível que seus inimigos, em um ataque surpresa, tenham roubado e destruído seus arquivos oficiais. Isso teria deixado os judeus sem qualquer evidência legal pela qual pudessem provar seu direito de reconstruir o templo. Deve-se observar, nessa negociação, que Tatenai pode ter tido uma impressão favorável sobre a sinceridade e a boa fé dos judeus. Ele não ordenou a interrupção do trabalho, mas permitiu que eles continuassem até que uma rigorosa investigação determinasse a validade de suas reivindicações e o rei pudesse proferir uma decisão a respeito. CBASD, vol. 3, p. 385.
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“Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles” (v.1).
Decorrido o período em que a obra do templo foi interrompida, Deus interveio enviando os Seus profetas. Ageu e Zacarias desempenharam um fundamental trabalho entre os judeus que se acomodaram com a situação e se ocuparam com a edificação e o embelezamento de suas próprias casas, como disse o Senhor por intermédio do profeta Ageu: “cada um de vós corre por causa de sua própria casa” (Ag.1:9).
Em reconhecimento à palavra profética, os líderes do povo, juntamente com Ageu e Zacarias, lideraram o retorno à construção interrompida. Novamente, eles foram questionados a respeito. Desta vez, porém, de uma forma mais justa. Em época do rei Dario, este recebeu uma carta avisando sobre o projeto do templo de Jerusalém e o pedido para que buscasse “nos arquivos reais” (v.17) a existência do decreto de Ciro autorizando aquele feito.
O destaque da carta endereçada a Dario está em como os líderes da reforma se identificaram: “Nós somos servos do Deus dos céus e da terra” (v.11). O pecado de seus pais os levou a nascer em terra de cativeiro, mas a promessa do Senhor em reavê-los e devolvê-los à sua herança, os fez submeterem-se ao senhorio divino. De forma poderosa e como um escudo protetor, “os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar, até que o assunto chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso” (v.5).
O ministério profético rompe as cortinas do tempo e nos alcança com a força de sua influência. Nenhuma reforma é fácil, pois é sinônimo de bagunça, destruição e sujeira. Requer tempo, planejamento, determinação e vontade. Ninguém reforma sua casa, por exemplo, sem antes planejar o tempo que será gasto, o custo-benefício e as providências necessárias para então dar início à obra. A missão dos profetas era promover no meio do povo de Deus o reavivamento e a reforma essenciais para que a nação fosse quebrada e refeita.
Depois que nossos primeiros pais pecaram, todos nós nascemos na terra do cativeiro. Mas o Senhor não nos deixou sozinhos, não nos largou à nossa própria sorte. Ele colocou Seus olhos de amor sobre nós e nos proveu livramento. No tempo determinado, Deus enviou o Seu Filho unigênito ao mundo para morrer por nossos pecados, e, no tempo já indicado por Sua onisciência, Jesus voltará e nos levará do cativeiro para Casa.
Não fosse o Senhor, e a reconstrução do templo não teria acontecido. A obra de reforma não é genuína e não será completa se não houver submissão a Deus e total confiança em Seu poder. Nossos esforços de nada valem, se, como criancinhas, não nos voltarmos ao Senhor em busca de auxílio. Ele deseja transformar a nossa bagunça e sujeira em Sua santa morada. Portanto, aceitemos, hoje, o convite da graça de Deus: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.1:3).
Deus dos céus e da terra, eis aqui os Teus servos que, por Tua graça e misericórdia, chamaste para sermos templos Teus. O nosso corpo é templo do Espírito Santo, Pai, o templo que “tem estado em construção, mas ainda não está acabado” (v.16). Ó, Senhor, opera a reforma necessária em nossa vida até que a obra seja finalmente terminada! Damos-Te liberdade para nos reconstruir, para, no final, sermos encontrados limpos de mãos e puros de coração. Clamamos por este milagre, em nome do Teu Filho unigênito, Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, reformados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 5 – A estratégia literária de Deus na Bíblia visa chamar nossa atenção para ensinamentos gloriosos. Cada frase inspirada pelo Espírito Santo contém instruções relevantes, divinamente pensadas para orientar-nos e alimentar-nos espiritualmente.
George Rawlinson considera o livro de Esdras um enredo singelo, que, através “de um relato simples e direto, expõe um dos mais importantes acontecimentos da história judaica: o retorno do povo de Deus do cativeiro na Babilônia”.
Rawlinson acrescenta que “há pouco conteúdo didático expresso; o escritor narra os fatos da forma mais natural possível, deixando que a própria narrativa se encarregue de transmitir seus ensinamentos”.
Esdras é um livro bíblico singular, pois seus 280 versículos são assim divididos:
• 111 versículos são registros históricos.
• 109 versículos são narrativas.
• 44 versículos são cartas.
• 10 versículos são orações.
• 3 versículos contém proclamação pública.
• 3 versículos são fragmentos.
Esdras 5 apresenta a importância do dom de profecia no desenvolvimento da obra divina. Ageu e Zacarias exortaram e auxiliaram os trabalhadores no retorno à obra de Deus. Os adversários ressurgiram buscando meios de paralisá-los novamente. Contudo, sob a regência de Deus e a autoridade civil concedida por Ciro, desta vez a interferência dos opositores falhou.
Possivelmente, inimigos do Deus dos judeus falaram coisas que preocuparam ao oficial persa, Tatenai. Este, sendo bom político de mente aberta, buscou informações nas fontes certas visando tomar decisões corretas. Ele consultou fontes primárias, os judeus e fontes legais com seus superiores. Consequentemente, tomou uma decisão imparcial, pautando-se em fatos concretos e documentados, sem tomar partido – não baseada em falatórios: relatórios infundados.
Nem todos os governos são maus, ou corruptos! Influenciado pelas investigações de Tatenai, o rei Dario encontrou o decreto original assinado por Ciro. Consequentemente, além de pedir que Tatenai não interferisse na reconstrução do Templo, deveria, juntamente com Seter-Bozenai, financiarem a obra com dinheiro do tesouro real e comprarem o necessário para o culto ao Deus dos judeus (Esdras 6:6-13).
O governo não existe para instituir religiões, essa não é sua atribuição; tampouco deve reprimir qualquer religião. O governo deve agir para que haja liberdade religiosa e respeito entre as religiões. O Estado deve criar ambiente na sociedade em que pessoas de credos diferentes possam viver em harmonia!
Aproveite! A liberdade religiosa facilita o surgimento de reavivamentos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: ESDRAS 4
Esdras 4 parece ser um triste comentário sobre Jeremias 17: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor”.
Professando querer ajudar na construção do templo, os inimigos de Neemias estavam realmente empenhados em impedir seu bom trabalho. Os líderes de Deus podem ter percebido a duplicidade. Mas mesmo que não tivessem noção, eles se basearam no princípio de separar o trabalho de ensinar a verdade do trabalho daqueles que ensinam o erro.
Mas seus bons princípios não resultaram em aparentes bênçãos. Eles foram falsamente delatados ao monarca persa e seu trabalho parou por… anos!
A obra de Deus sofreu em seu campo de trabalho por causa de sua fidelidade? Então, por favor, saiba que teria sofrido uma perda muito maior se você tivesse transigido.
Esdras 4 é apenas o relato que mostra fidelidade para ser previdente: Surgiram profetas que ousaram começar a trabalhar, apesar do edito real para cessar. E mais tarde, Jesus agraciou aquele templo reconstruído com Sua presença. Ah, e mais um relato que nos chega: aqueles trabalhadores frustrados viverão eternamente. E isso provará que, apesar das aparências, nada se pode fazer contra a verdade, mas pela verdade. (2 Coríntios 13:8).
Eugene Prewitt
Estudante de Educação em Saúde na Universidade de Weimar, na Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezr/4
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1320 palavras
Resumo do capítulo: Inimigos atrapalham o trabalho em Judá. O comandante Reum e o secretário Sinsai escrevem uma carta ao rei dizendo que Jerusalém é uma cidade rebelde. O rei Artaxerxes ordena a paralização da obra, que só recomeça no segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
1. Os adversários. Em relação à identidade deles, ver o v. 2 [samaritanos = “principalmente arameus da Síria e da Mesopotâmia”, trazidos pelos assírios quando exilaram o povo israelita do norte]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 369.
2 Buscaremos a vosso Deus. De certo modo, era verdade que eles buscavam a Deus, mas não do mesmo modo que os exilados que retornaram. […]. A religião deles era uma mistura de rituais pagãos e do culto a Yahweh (ver 2Rs 17:24-33). CBASD, vol. 3, p. 369.
Estes inimigos afirmavam que adoravam o mesmo Deus que Zorobabel e os demais judeus. Em certo sentido, isto era verdade; ele adoravam a Deus, mas também adoravam outros deuses (ver 2Rs 17:27-29, 32-34, 41). Aos olhos de Deus, isto não é adoração – é pecado e rebelião. A verdadeira adoração envolve adoração somente a Deus (Êx 20:3-5). Para estes estrangeiros, Deus era apenas mais um “ídolo” a ser adicionado às suas coleções. Sua verdadeira intenção era perturbar o projeto do templo. Os crentes, hoje, devem se precaver com relação aos que afirmam ser cristãos, mas suas ações revelam claramente que eles estão usando o cristianismo para servir aos seus próprios interesses (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Desde os dias de Esar-Hadom. Além dessa informação, nenhuma outra se encontra disponível sobre a migração forçada do povo na região de Samaria por ordem de Esar-Hardom, que reinou sobre a Assíria de 681 a 699 a.C. No entanto, a profecia de Isaías 7:8, feita cerca de uma década antes da queda de Samaria, cujo resultado seria a ruína de Efraim dentro de 65 anos, de modo que ele “deixaria de ser povo”, pode se referir a esse estabelecimento do povo assírio naquela região. […] Parece que uma nova revolta contra o poder assírio entre os remanescentes do antigo reino de Israel deve ter ocorrido naquele tempo. Como resultado, os assírios tiraram o povo do país e os substituíram por contingentes de estrangeiros, como Sargão II fizera antes da destruição de Samaria em 723-722 a.C. (2Rs 17:24). Outra transferência de pessoas que ocorreu mais tarde sob “Osnapar” (Assurbanípal) é mencionada (Ed 4:10). CBASD, vol. 3, p. 369.
3 Nada tendes conosco. Da triste experiência do exílio babilônico, os judeus aprenderam bem uma lição – resistir à tentação de se unir a idólatras em qualquer tipo de empreendimento. […] Os judeus, portanto, estavam decididos a não cair no mesmo erro outra vez, um voto que, com poucas exceções, os judeus pós-exílicos cumpriram rigorosamente e, por isso, foram ao extremo oposto. O rompimento com os samaritanos, naquele tempo, foi definitivo. O resultado foi ódio, aversão mútua e desprezo que continuou por séculos (ver Lc 9:52-54; Jo 4:9). CBASD, vol. 3, p. 370.
4 Desanimaram o povo … inquietando-o no edificar. Já que a “inquietação” resultou na interrupção da obra, deve ter sido bem efetiva. O impedimento parece não ter se limitado às ameaças, mas, provavelmente, deve ter ocorrido de modo bem mais sério. Todos os exilados que retornaram viviam em assentamentos não fortificados, presumivelmente em tendas ou casas provisórias. As ameaças contra eles e os ataques ocasionais às suas propriedades podem ter sido de tal natureza que os trabalhadores não residentes em Jerusalém julgaram necessário permanecer em casa para proteger suas famílias e propriedades. Quaisquer que tenham sido as ações dos inimigos dos judeus, registros posteriores deixam claro que eles foram muito bem-sucedidos e que a obra de construção do templo cessou por muitos anos. CBASD, vol. 3, p. 370.
4,5 O desencorajamento e o medo são dois dos maiores obstáculos para completar a obra de Deus. Muitas vezes eles aparecem aonde e quando você menos espera. O desencorajamento devora a sua motivação e o medo nos paralisa de modo que não conseguimos agir. Lembre-se que o povo de Deus em todas as épocas tem enfrentado estes problemas e Deus os tem ajudado a superá-los. Ao estar junto com outros crentes você pode superar o medo e o desencorajamento e completar a vontade de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
6-23 reinado de Assuero … acusação … Artaxerxes. Este material é uma seção separada que descreve a oposição à construção dos muros após Dario e durante os reinados de Xerxes (486-465 a.C.) e de Artaxerxes I (465-424 a.C.). A narrativa justifica chamar os povos circunvizinhos no v.1 de “adversários”. Mostra também que a oposição não foi um problema passageiro, mas uma antevisão de uma prolongada oposição ao povo de Deus na reconstrução da “casa” de Deus, o templo, e também da cidade e da nação (Bíblia de Genebra).
7 Os três homens aqui nomeados eram provavelmente líderes samaritanos. CBASD, vol. 3, p. 371.
Na língua siríaca [da Síria/Aram]. Literalmente, “em aramaico”. CBASD, vol. 3, p. 371.
Esta [aramaico] era a linguagem da diplomacia internacional no Oriente Próximo antigo. Bíblia de Genebra.
10 Osnapar. Uma corruptela do nome Assurbanípal, rei da Assíria, 669-627 a.C. […] as guerras sangrentas de Assurbanípal contra Babilônia (652-648 a.C.) e Elão (data incerta) são bem confirmadas nos registros assírios. Como resultado dessas guerras, o povo das cidades mencionadas foi, aparentemente, deportado para Samaria. CBASD, vol. 3, p. 371.
Aquém do Eufrates. O nome indica a localização geográfica compreendendo as terras situadas a oeste do Eufrates, até o mar Mediterrâneo, abrangendo também toda a região de Israel e de Judá. Quem se reportasse à mesma região falando da Pérsia, diria “além do Eufrates”. CBASD, vol. 3, p. 372.
12 Rebelde e malvada cidade. A base desta acusação estava nas muitas revoltas e motins dos judeus contra os governantes babilônios (2Rs 24, 25). CBASD, vol. 3, p. 371.
16 Não terá a posse. O perigo de uma possível rebelião era tão exagerado que a acusação parecia quase ridícula. Os samaritanos alegavam que a revolta dos judeus resultaria na perda total da satrapia pelos persas “aquém do Eufrates” (ver com. do v. 10) que compreendia todas as terras entre Babilônia e o Egito, e das quais a Judeia era uma das menores. CBASD, vol. 3, p. 373.
17 Então, respondeu o rei. O fato de o rei ter se correspondido diretamente com os oficiais da província, passando por alto o sátrapa, aponta para uma situação política incomum. Em circunstâncias normais, o rei jamais teria escrito diretamente para um escalão inferior de oficiais em uma província distante. CBASD, vol. 3, p. 373.
Paz! A palavra aramaica shelam, cujo significado é “paz”, é o cumprimento universal usado na maior parte do Oriente Médio até os dias de hoje, embora seja pronunciada como salam, shalam, onde outro modo, conforme a região. CBASD, vol. 3, p. 373.
21 Dai ordem. A comissão é, de fato, estranha. O imperador escreve para uma província distante e ordena que seus oficiais promulguem um decreto. por que o rei não agiu em seu próprio nome e efetuou sua vontade por meio de agentes responsabilizados por ele mesmo e que costumeiramente agiam em seu favor? Parece que esta carta real se encaixa somente num tempo em que a autoridade do rei na satrapia “Aquém do Rio” era bastante frágil e dependia dos oficiais que podiam escolher ser leais a ele. Deve-se notar, além disso, que a concessão real aos samaritanos era limitada em abrangência e tempo. A carta os autorizava a interromper a reconstrução de Jerusalém, mas não lhes dava permissão para destruir o que já tinha sido construído. O rei também se reservava ao direito de revogar sua decisão por outra, mais tarde. CBASD, vol. 3, p. 373, 374.
24 Cessou, pois, a obra. Pode-se inferir que pouco progresso havia sido feito no momento em que a obra cessou, pelo fato de que fora necessário colocar uma nova pedra fundamental no segundo ano de Dario, ocasião em que o trabalho de reconstrução foi retomado (Ag 2:18). CBASD, vol. 3, p. 374.
Dario. Esta é a forma grega do nome que, em hebraico, é escrito Dareyawesh. A forma no antigo persa é Darayavaush, enquanto que o nome nos textos babilônicos é Darijâwush. […] Não há dúvida que se trata de Dario I, que reinou de 522 a 486 a.C. CBASD, vol. 3, p. 374.