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“Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta” (v.3).
Muitos têm se enveredado por caminhos sobremodo perigosos. Apegando-se às formas, esquecem da essência. Sua religião, baseada em ritos, torna-se tão frágil, embora seja considerada uma sólida aliança. Ainda assim, essa não é a principal questão no julgamento divino. O Salmo de Asafe alerta para o risco de uma adoração desvirtuada e com propósitos errados. O sistema de sacrifícios do antigo Israel representava o plano da salvação por meio de Cristo Jesus. Portanto, deveria ser um ato de adoração, um “sacrifício de ações de graças” (v.14), e não uma barganha.
O Céu considera a intenção do adorador em cada obra realizada. Aquele que conhece os corações, procura os que O adoram “em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Deus não escolhe a quem salvar, mas salva a quem O escolhe. Uma obra incansável tem sido realizada e “o Poderoso, o Senhor Deus, chama a Terra desde o Levante até o Poente” (v.1): “Escuta, povo Meu, e Eu falarei” (v.7). Ninguém que aceite ouvi-Lo será pego de surpresa. Ninguém que entregue o coração sem reservas à destra do grande Oleiro permanece com as ranhuras do passado. Sua vida é transformada pelas mãos da Onipotência enquanto permite ser santificado pela Palavra (Jo.17:17).
Engana-se a classe que defende uma religião que professa piedade (v.16), mas que não se desvia do mal (v.18-20); que ergue a voz a proclamar as santas verdades das Escrituras, enquanto com a mesma boca se assenta “para falar contra [seu] irmão” (v.20); que odeia a disciplina e se associa com os que praticam a iniquidade (v.18). “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus” (v.22): “Vem o nosso Deus” (v.3), “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21). Porque a ira de Deus sobre a humanidade caída será uma obra estranha Àquele que nos criou para a eternidade e cuja essência é o amor (1Jo.4:8).
Amados, nestes últimos dias de oportunidade, “sê tu uma bênção” (Gn.12:2)! “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v.14). Prepara-te e verás “a salvação de Deus” (v.23)! “Desperta, ó tu que dormes” (Ef.5:14)! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (v.3). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).
Neste tempo de dificuldade, o Senhor nos diz: “invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” (v.15). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Portanto: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se” (Jl.2:13). É tempo de preparo pessoal e diário, meus irmãos. A cada dia, o Senhor nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Em nome de Jesus, façamos isso todos os dias, amados, e, muito em breve, veremos “a salvação de Deus” (v.23)!
Oração: Senhor, nosso Deus, nós cremos que dentro em breve os céus vão se enrolar como um pergaminho e vão anunciar a Tua justiça. Nós cremos que será um dia como este mundo jamais viu e que o Senhor virá para julgar. Nós só queremos estar prontos, Senhor! E, enquanto aqui estamos, queremos estar preparando muitos outros também. Opera a Tua salvação em nosso coração para que ele seja morada do Espírito Santo e tenhamos alegria em cumprir os nossos votos para Contigo. Permanece conosco em todo o caminho, pois queremos ver a Tua salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Maranata, povo de Deus! Feliz sábado!
Rosana Garcia Barros
#SALMO50 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 50 – Nada é mais repugnante do que permitir que nossas transgressões nos afastem de nossa mais alta vocação: glorificar a Deus e proclamar seu louvor. Não há desenvolvimento espiritual quando deixamos que nossos erros nos limitem.
O Salmo 50 sustenta estas ideias e nos orienta quanto à nossa espiritualidade. Ele é atribuído a Asafe e apresenta uma abordagem poética e poderosa sobre a adoração verdadeira e o chamado à justiça. Seu conteúdo inicia com uma descrição de poder e majestade de Deus, que convoca Seus fieis a uma assembleia para um julgamento, o qual pode ser dividido da seguinte forma:
• Deus como supremo Juiz convoca o Céu e a Terra como testemunhas de Seu julgamento, cujo propósito visa estabelecer Sua autoridade sobre toda criação, deixando claro ser Ele o único Juiz soberano verdadeiro. Nesta seção, o salmista apresenta Deus como “Deus Supremo” (Salmo 50:1-6).
• Como Juiz, Deus condena a hipocrisia religiosa. Ele chama a atenção daqueles que praticam a religião apenas por conveniência, sem um verdadeiro compromisso com a justiça, retidão e moralidade. Para Deus, práticas vazias da religião, rituais e formalidades exteriores são condenáveis. O verdadeiro sacrifício que Deus requer é o de um coração puro, sincero, obediente e práticas de ações justas (Salmo 50:7-15).
• Como Soberano, o Deus que pode condenar está disposto a salvar os pecadores chamando-os ao arrependimento e à adoração genuína e sincera. Deus mesmo confronta os hipócritas e ímpios e revela as consequências de suas ações; adverte contra a maldade e a língua enganadora, a conduta perversa e o desprezo à Sua Palavra; então, chama o povo ao arrependimento e adoração verdadeira (Salmo 50:16-23).
Embora Deus seja o Soberano e justo Juiz que condenado o pecado e a hipocrisia, Ele é também misericordioso e deseja salvar-nos. Assim, a salvação é possível mediante arrependimento e entrega total a Ele!
Não há nada mais detestável do que tornarmos refém de nossos pecados, impedindo-nos de cumprir nossa mais importante e maior missão que é render glórias a Deus e testemunhar dEle.
Portanto, o maior erro que cometemos não é meramente transgredir, mas deixar que as transgressões nos impeçam de cumprir nosso propósito supremo como seres humanos, que é exaltar a grandeza de Deus como soberano de toda a Terra.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.