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“Ande cada um segundo o Senhor lhe tem distribuído, cada um conforme Deus o tem chamado” (v.17).
No capítulo de hoje, Paulo deu início a uma sequência de perguntas e respostas, começando por questões relacionadas ao casamento. Para uma igreja que estava sofrendo os efeitos da imoralidade, os conselhos do apóstolo, se obedecidos, teriam um papel fundamental na restauração de sua moral e avanço da obra. Apesar de ter optado pelo celibato por entender a vontade de Deus para sua vida, Paulo não impôs tal condição como uma regra a ser seguida, mas a igualou ao casamento no sentido de que ambos são aprovados por Deus quando discernidos espiritualmente.
Ao colocar a mulher em pé de igualdade com relação ao marido nos direitos e deveres conjugais, Paulo deixou bem claro que, diante de Deus, ambos são responsáveis pela felicidade ou pela infelicidade no lar. Ele ainda destacou a prática sexual como fundamental para um casamento estável e próspero. “Não vos priveis um ao outro” (v.5), é uma das mais importantes frases de impacto nesse sentido. O sexo dentro do casamento entre um homem e uma mulher tem a plena aprovação de Deus (observados os princípios bíblicos) e deve ser uma entrega de ambos os cônjuges pelo prazer de fazer o outro feliz (v.4). Se o meu corpo pertence ao meu marido e o corpo do meu marido me pertence, deve haver um “mútuo consentimento” (v.5) e consciência de que a abstinência prolongada pela indiferença de uma das partes abre uma grande brecha para Satanás e suas tentações.
Jesus também nos deixou orientações com relação ao casamento, ao condenar o adultério e ao esclarecer que as únicas exceções que permitem um segundo casamento são em caso de adultério ou de morte. Portanto, quando Paulo diz que é ele quem fala “e não o Senhor” (v.12), não está afirmando que aqueles conselhos não são inspirados, mas que ele abordará questões das quais Jesus não tratou. Ao dirigir-se a uma igreja que avançava na pregação do evangelho, era natural que tivesse em seu meio muitos cristãos que aceitaram a mensagem quando já casados, cujos companheiros não abraçaram a mesma fé. Acontecia que muitos pensavam na possibilidade do divórcio neste caso como sendo uma aprovação de Deus. Paulo esclareceu que o divórcio nunca deveria partir de uma iniciativa do cristão, mas em que este deveria ser um modelo de conduta cristã, a fim de ganhar seus filhos e seu cônjuge para Cristo (v.14).
Em tempos em que a igreja de Deus sofria severas perseguições e a obra de pregação encontrava sérios obstáculos, Paulo viu a necessidade de mais obreiros dedicados à missão de forma desimpedida, ou seja, “livres de preocupações” (v.32). Mais uma vez ele não condenou o casamento, mas advertiu o povo a sempre colocar o Reino de Deus em primeiro lugar. Um casamento apressado e sem a plena certeza da aprovação divina, ao invés de ser uma benção, pode tornar-se um fardo para toda a vida. E um casal que possui a plena consciência de seus deveres matrimoniais, precisará dividir as “coisas do Senhor” (v.34) com as “coisas do mundo” (v.33), de como agradar um ao outro. Pessoas desimpedidas certamente têm uma liberdade bem maior para estar a serviço da obra missionária.
Devemos observar e levar em consideração, no entanto, as palavras de Paulo à luz do que toda a Escritura diz sobre o assunto. O casamento foi instituído por Deus como uma bênção ainda no Éden. Sob um teto e sobre um solo destituídos de pecado, Adão e Eva gozaram das delícias de uma união pura e aprovada pelo Criador. Apesar de estarmos debaixo de um céu enegrecido e com os pés sobre uma terra maculada pelo pecado, ainda assim o casamento hétero e monogâmico continua sendo uma bênção. A despeito do celibato, o importante na vida de cada filho de Deus deve ser sempre a certeza da presença do Espírito Santo (v.40). Podemos fazer tanto do celibato quanto do casamento um instrumento nas mãos de Deus, pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Solteiros e viúvos, sem dúvida, terão um papel fundamental no término da obra alcançando muitos lugares e pessoas. Mas em um tempo onde as famílias têm sido abatidas pelos ‘golpes’ de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta (Ap.12:12), as famílias fundamentadas na Rocha, que é Cristo, terão uma influência e missão tão nobres quanto foi com Noé e sua família. Que independentemente de seu estado civil atual ou qualquer outro aspecto, lembre-se que “o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (v.19) e permanecer fiel a Ele “naquilo em que foi chamado” (v.24), pois “o tempo se abrevia” (v.29).
Nosso Deus e Criador, o Senhor instituiu o casamento no Éden como uma bênção à humanidade. Marido e mulher possuem o sagrado privilégio de procriar e constituir uma família, podendo viver na terra um pedacinho do Céu. Derrama a Tua bênção e o Teu Espírito sobre cada lar dos Teus filhos, e mesmo que muitos sejam chamados a abrir mão do casamento, que de igual forma a Tua bênção e o Teu Espírito sejam sobre eles. Quer em família, quer no celibato, faze de nós atalaias da Tua verdade, de forma que fique claro para o mundo que temos o Espírito de Deus. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados à paz de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 7 – A Igreja de Corinto estava inserida numa cidade cosmopolita, marcada por imoralidade sexual e pluralismo religioso. O templo de Afrodite, com suas práticas cultuais envolvendo prostituição, e a influência do estoicismo, que promovia o celibato como ideal de virtude, criaram tensões significativas na compreensão cristã do casamento e da pureza sexual. Surgiram dúvidas, tais como:
• Se o celibato era mais santo que o casamento.
• Como lidar com casamentos mistos (entre crentes e descrentes).
• A relação entre as realidades terrenas, como o casamento, e a iminência da volta de Jesus.
O casamento é uma instituição divina: Paulo reafirma o matrimônio como uma instituição honrada e necessária para evitar a imoralidade sexual (I Coríntios 7:1-3). O casamento é uma ordem estabelecida na criação (Gênesis 2:24). No entanto, Paulo não eleva o casamento acima da devoção espiritual, apontando que tanto casados quanto os solteiros podem servir a Deus em suas respectivas condições (I Coríntios 7:4-6).
O celibato como dom: Para Paulo, o celibato é um dom espiritual (I Coríntios 7:7-9). Ele não é uma imposição, é uma escolha legítima para aqueles que podem viver sem distrações no serviço a Deus. Enquanto o casamento é uma bênção (vs. 25-28), o celibato pode ser um chamado especial para dedicar-se exclusivamente ao Reino de Deus (vs. 36-40; Mateus 19:12).
A santidade do lar: A orientação de Paulo sobre casamentos mistos enfatiza que a presença de um crente no lar é uma fonte de santificação aos demais familiares (I Coríntios 7:10-16).
O evangelho e a prioridade do Reino de Deus: Paulo exorta seus leitores a viverem os benefícios do evangelho onde estão (I Coríntios 7:17-24), com senso de urgência – dado o contexto de que “a forma presente deste mundo está passando” (vs. 29-31). Assim, seja no casamento ou celibato, o foco deve estar em buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33).
Num mundo que desvaloriza o casamento, Paulo defende o matrimônio como um pacto sagrado; não é uma instituição obsoleta. Sua abordagem equilibrada entre o celibato e o casamento oferece respostas tanto ao asceticismo, que despreza as alegrias da vida conjugal, quanto ao hedonismo, que glorifica os prazeres sem compromisso.
Esse texto convida-nos a viver com senso de missão, enquanto se navega pelas responsabilidades da vida presente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 6 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/6
Quando, através das lentes do amor de Jesus, observamos um irmão de fé planejando fazer uma escolha prejudicial, é nosso dever como santos amorosamente oferecer orientação. Deus declarou que as pessoas não justificadas não têm o mesmo calibre de discernimento que recebemos e, portanto, o fardo do julgamento (ou seja, guiar cuidadosamente alguém à verdade) recai sobre nós.
As instruções são claras:
1. Desentendimentos entre irmãos de fé não devem ser levados a um tribunal de incrédulos.
2. Devemos cuidar de nossos corpos de tal forma que eles não sejam poluídos.
Todos nós devemos almejar possuir o caráter aperfeiçoado de Deus. Por isso mesmo, a promessa feita para essa batalha contra o eu é tão grande! Deus prometeu que o que desejamos e pedimos fervorosamente em Seu nome, Ele concederá (Mateus 7:7)! Portanto, não tenha medo de pedir os frutos do Espírito Santo. Então coloque todas as tentações aos pés de Jesus e Ele o libertará a fim de conduzir outros à mesma luz.
Mas lembre-se: com a mesma intensidade que repreendemos o cisco no olho de outra pessoa, precisamos repreender a trave existente em nosso próprio olho (Mateus 7:5).
Jeannie Thomas
Professora da pré-escola, Escola Adventista de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/6
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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I CORÍNTIOS 6 – Precisa acontecer uma transformação na vida daqueles que recebem a graça de Deus e vivem de acordo com o Espírito Santo.
1. Quem não é convertido vive segundo os padrões humanos, buscando interesses próprios e, muitas vezes, usando meios injustos para alcançar seus objetivos. Paulo fala, inclusive, de pessoas que recorrem a tribunais humanos para resolver disputas (I Coríntios 6:1-8).
• O convertido deve reconhecer que a justiça vem de Deus e busca viver em paz com o próximo. Ele entende que o testemunho cristão é mais importante do que vencer uma causa na justiça humana contra um irmão de fé.
2. Quem é secular é caracterizado por uma vida sem Deus, conforme Paulo enumera os atos da carne: Imoralidade, idolatria, adultério, homossexualidade, latrocínio, avareza, bebedeiras, calúnia, trapaças (I Coríntios 6:9-10). Sua identidade está atrelada às práticas pecaminosas, e tal não herdará o Reino de Deus.
• O converso é alguém que foi lavado, santificado e justificado em Cristo (I Coríntios 6:11). Sua identidade não está mais no pecado, mas na nova vida em Cristo. Ele é chamado santo e pertence ao Reino de Deus.
3. Quem é descrente trata do corpo como propriedade própria, buscando prazeres temporais que contamina ou destroem a si mesmo. Paulo menciona práticas como a imoralidade sexual, indicando que o corpo é usado de forma egoísta e desonrosa (I Coríntios 6:13-18).
• O convertido enxerga o corpo como templo sagrado do Espírito Santo (I Coríntios 6:19). Ele glorifica a Deus em tudo o que faz, inclusive em seu corpo, sabendo que foi comprado por preço elevado (I Coríntios 6:20).
4. O inconverso vive para si, segundo sua própria vontade, buscando aquilo que satisfaz a carne, sem preocupação com os valores eternos. Ele não percebe que seus atos o afastam de Deus e o conduzem à destruição.
• O cristão, por outro lado, tem como propósito glorificar a Deus, Seu Criador e Salvador. Ele reconhece que foi resgatado e agora vive para refletir a santidade e o amor de Cristo em todas as áreas da vida.
I Coríntios 6 nos mostra a profunda transformação que o evangelho faz: Do pecado para a santidade, do egoísmo para o amor, da perdição para a redenção.
Você já experimentou a verdadeira conversão?
Vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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536 palavras
1 Tendo questão. Neste mundo, as divergências e diferenças de opinião entre as pessoas são comuns, mesmo dentro da igreja. Mas deve-se ter cautela ao escolher o caminho para solucioná-las, bem como em manifestar o espírito adequado na busca de solução. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 766.
2 Julgar o mundo. Esta é uma referência ao período após o segundo advento de Cristo. Os santos ascendem aos céus com Cristo por ocasião do segundo advento (Jo 14:1-3; lTs 4:16, 17) ali se assentam em tronos para compartilhar com Jesus a autoridade e o poder de julgar e executar juízo (Ap 20:4; Dn 7:22). Os santos julgarão os anjos caídos ( ICo 6:3) e seres humanos impenitentes que não buscaram paz com Deus por meio de Cristo. Isso se dará durante o milênio, isto é, os mil anos que transcorrerão antes de Cristo e os santos voltarem para esta Terra (Ap 20:4, 6). CBASD, vol. 6, p. 767.
9 Herdarão. O reino celestial é mencionado em vários textos como uma herança. Os injustos, tão ávidos por bens materiais a ponto de prejudicar a igreja com processos em tribunais civis, são advertidos de se privarem da herança eterna de valor incomparável a qualquer bem terreno. CBASD, vol. 6, p. 770.
11 Lavastes. Isto é, lavados dos pecados. 0 batismo é o sinal exterior, o reconhecimento e confirmação da experiência interior de renúncia do pecado por parte do pecador arrependido. O ato de lavar, mencionado neste versículo, é o milagre da regeneração experimentado pelo indivíduo cujos pecados foram perdoados e lavados pelo sangue de Cristo, em cujo sacrifício expiatório o pecador depositou sua fé. CBASD, vol. 6, p. 771.
13 Alimentos. Deus proveu alimento para o ser humano, e fez o estômago para digeri-lo. Todos têm o direito de satisfazer o apetite por comida. Porém, embora Deus tenha dado ao ser humano o apetite por comida e feito provisão para que este o satisfaça, o cristão não é livre para comer tudo o que desejar, sem considerar a quantidade e a qualidade. Ele deve se lembrar que foi comprado pelo sangue de Cristo, e é seu dever manter seu corpo em boa condição (ICo 6:20). CBASD, vol. 6, p. 772.
17 Que se une a o Senhor. Quem ama e confia no Senhor busca se unir a Ele em todas as coisas. Rejeita tudo o que desagrada a Deus e aceita apenas o que está em harmonia com Sua vontade. Essa união com Cristo é uma atividade constante e se torna seu principal interesse. CBASD, vol. 6, p. 774.
19 Não sois de vós mesmos. O ser humano não pertence a si mesmo, ele não tem direito de usar suas faculdades de acordo com os desejos e motivações de seu coração não convertido. Ele é propriedade de Deus pela criação e pela redenção. O ser humano deve viver mental, física e espiritualmente como Deus orienta, para a glória de Seu nome, e não para a satisfação dos desejos carnais. CBASD, vol. 6, p. 775.
20 Preço. Deus atribui à raça humana um valor elevado. Isso fica claro diante do infinito preço de resgate que Jesus pagou na cruz. Jesus teria vindo ao mundo e daria Sua vida por um único pecador. Visto que foi comprado por Deus, o pecador redimido deve moralmente viver somente para Deus; obedecer os Seus mandamentos e “fugir” de toda imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 775.
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“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (v.19).
Os litígios entre os irmãos de Corinto saíram da esfera religiosa para a esfera jurídica. O bom e velho diálogo deu lugar a longas e destrutivas demandas. As dissensões tornaram-se tão graves que alguns ousavam levar suas causas diante dos tribunais seculares. Esta situação, além de enfraquecer a igreja, estava causando problemas ainda maiores, como práticas imorais e sensuais. Não estavam dispostos a crucificar o próprio eu e colocavam “perante incrédulos” (v.6) litígios que deveriam ser julgados “no meio da irmandade” (v.5). Certamente aquela igreja precisava dar ouvidos às palavras de Paulo, ou continuaria sendo uma vergonha para a causa de Deus, pois toda “casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
Só o fato de existirem demandas no meio do povo de Deus é denominado por Paulo de “completa derrota” (v.7). O orgulho não permitia que sofressem as injustiças, e sim que buscassem de todas as formas possíveis a satisfação da justiça própria. Provavelmente, alguns casos foram levados diante de magistrados e outros ameaçavam fazer o mesmo. Na questão da imoralidade, havia promiscuidade tal que Paulo mesmo afirmou que “nem mesmo entre os gentios” se via tanta imoralidade (Rm.5:1). Em Seu ministério terrestre, Jesus nunca excluiu ninguém e sempre recebeu e ministrou aos pecadores, mas Sua palavra de ordem não era “Permaneça como está!”, e sim, “Vai e não peques mais” (Jo.8:11).
Não recebemos de Deus a autoridade e o direito de julgar o que não nos compete, mas, como corpo de Cristo, precisamos usar de honestidade uns para com os outros. Como bem pontua Warren Wiersbe: “Apesar de os cristãos não deverem julgar as motivações uns dos outros (Mt.7:1-5), nem seus ministérios (1Co.4:5), certamente é esperado que sejamos honestos sobre a conduta uns dos outros […] O pecado não deveria ser ‘varrido para debaixo do tapete’, pois, afinal, era de conhecimento geral até mesmo dos incrédulos de fora da igreja” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 766).
Todos nós estamos na mesma condição: pecadores. O próprio Paulo confessou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.7:24). Mas o que fará a diferença entre pecadores e pecadores naquele grande Dia, será a nossa conduta e reação com relação ao pecado. Estamos vigiando, orando e clamando pelo poder do Espírito Santo para não cair em tentação? Ou simplesmente aprovamos ou somos indiferentes ao pecado, que acabamos perdendo a consciência espiritual que o reprova? “Está escrito”. Esta foi a arma vitoriosa de Jesus contra Satanás e é mediante a Palavra de Deus, “a espada do Espírito”, que o último remanescente será vitorioso (Ef.6:17; Ap.12:17).
A lascívia praticada naquela igreja, comenta Warren Wiersbe, era cometida tendo por base “dois argumentos. Em primeiro lugar: ‘Todas as coisas me são lícitas’ (1Co.6:12). Essa era uma expressão em voga em Corinto e tomava como base um conceito falso da liberdade cristã […] O segundo argumento deles era: ‘Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos’ (1Co.6:13). Consideravam o sexo um apetite a ser saciado, não uma dádiva a ser guardada e usada com cuidado” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 769). Portanto, amados, “Fugi da impureza” (v.18). Essa advertência só pode ser obedecida por aquele que conhece a Jesus como seu Salvador pessoal e que teme e treme da Palavra de Deus. É para este que o Senhor olha com especial atenção (Is.66:2).
Disciplinar não é tarefa fácil, amados. Os pais que o digam. Um pai ou uma mãe temente a Deus nunca tratará os erros dos filhos com negligência ou indiferença, mas fará o que estiver ao seu alcance para corrigi-los e mostrar-lhes, por preceito e por exemplo, como andar no caminho eterno. Quanto mais o Pai Celestial não procurará atuar no meio do Seu povo a fim de que Seus filhos sejam lavados, santificados e “justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v.11). Quanto mais perto estamos do último tempo de prova e do retorno de Jesus, mais o nosso Pai do Céu envia Seus mensageiros com os solenes alertas de Sua verdade. A pergunta é: temos ouvidos para ouvir o que o Espírito diz à Sua igreja hoje?
Não encare a repreensão e a disciplina como ofensas que devem ser ignoradas. Não permita que o orgulho e a vaidade cauterizem o seu coração. Peça a Deus sabedoria para aceitar a exortação e também, quando preciso for, para repreender seu irmão “com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl.6:1). E ainda que, por vezes, julguemos a admoestação como exagerada ou imoderada, consideremos a possibilidade de ser um testemunho direto de Deus para a nossa salvação. Somos “santuário do Espírito Santo” (v.19), e fomos comprados por alto preço. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (v.20). Permita que a Palavra de Deus seja diariamente o principal instrumento divino para te ensinar, repreender, corrigir e educar na justiça (2Tm.3:16).
Nosso Pai do Céu, enche o nosso coração do temor, reverência, amor e santa consideração pela Tua Palavra! Como seres caídos, tendenciosos para o mal e corrompidos pelo pecado, quanto necessitamos ser advertidos, repreendidos e disciplinados por Ti! Reconhecemos diante de Ti a nossa natureza carnal e clamamos, pelo poder que há no precioso sangue do Cordeiro, que nos revista da natureza divina! Esse é um milagre que só o Teu Espírito pode realizar. Mas também reconhecemos que Ele só pode realizá-lo se nós permitirmos. Abre o nosso coração, Pai, para a maravilhosa e poderosa obra do Espírito Santo, retirando de nós toda a impureza; e purifica-nos como Teu santuário. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuário do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
1Coríntios6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 5 – Primeiro leia a Bíblia
I CORÍNTIOS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/5
O apóstolo Paulo está preocupado com os relatos sobre a igreja: “há imoralidade entre vocês”, ele escreveu. A imoralidade não repreendida traz profundas implicações para a igreja, que é o corpo de Cristo.
Nos primórdios da história adventista um pastor chamado W. C. Wales, ministrou durante um tempo e, em seguida, ele e sua esposa deixaram a igreja e se divorciaram. Ele se arrependeu, casou-se novamente, e decidiu retornar à igreja. Ellen White aconselhou os líderes da igreja que o aceitassem, e que ele não deveria se divorciar de novo para voltar a sua primeira esposa, o que poderia causar mais mal do que bem. Ela ainda apoiou a decisão de que ele voltasse ao ministério. Infelizmente, não demorou muito para que ele se envolvesse em outros casos amorosos. Desta vez, foi demitido do ministério pastoral. Ele era um transgressor sexual contumaz. A graça deve ser estendida a um pecador arrependido, mas ali estava um homem que tinha um padrão de imoralidade [Para mais detalhes, leia: EGW, Testemunhos sobre o Comportamento Sexual, Adultério e Divórcio, pp. 225-235].
Paulo afirma que os líderes da igreja devem lidar com firmeza com pessoas envolvidas em aberta transgressão da lei de Deus. Hoje também devemos zelosamente cuidar para que a igreja de Deus tenha um padrão moral que a recomende perante a sociedade em geral.
Michael W. Campbell
Diretor de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1060 palavras
1 Geralmente, se ouve. Paulo introduz de forma abrupta o novo tema, que trata do escândalo de incesto na igreja. … Era uma questão de conhecimento geral entre os crentes, o que tornava a atitude da igreja para com o ofensor ainda mais repreensível. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 759.
Imoralidade. Do gr porneia. Esta palavra ocorre duas vezes nesse versículo e é um termo geral para descrever relações sexuais ilícitas, seja entre pessoas casadas ou não (ver Mt 5:32; At 15:20). CBASD, vol. 6, p. 759.
5 entregue. Paulo faz sua recomendação acerca da sentença que a igreja deveria pronunciar sobre o membro desviado. Em geral, entende-se que esta é uma sentença que significa a remoção da pessoa da igreja. CBASD, vol. 6, p. 761.
a Satanás. Existem apenas dois reinos espirituais neste mundo: o reino de Deus e o de Satanás. Se alguém deixa o reino de Deus, entra no de Satanás (ver Jo 12:31; 16:11; 2Co 4:4). Esse pecador obstinado, com sua própria conduta pecaminosa, tinha se retirado do reino de Deus, e isso devia ser reconhecido com sua expulsão oficial da igreja (comparar com 1Tm 1:20). CBASD, vol. 6, p. 761.
destruição da carne. As Escrituras chamam a prática imoral de “obras da carne” (Gl 5:19; cf Cl 3:5). Os cristãos são advertidos a não viverem “segundo a carne” (Rm 8:13). … O ímpio é deixado a sofrer as consequências de sua má conduta. CBASD, vol. 6, p. 761.
Seja salvo. A disciplina da igreja tem o propósito de despertar o pecador a fim de atentar para sua perigosa situação e mostrar a ele a necessidade de arrependimento e contrição. Uma vez corrigido e humilhado por sua disciplina, o pecador pode ser convidado novamente à virtude e à fé. O objetivo da correção da igreja jamais deve ser a vingança, mas salvação da ruína. O membro separado da igreja deve ser objeto de interesse, e devem ser esforços para sua recuperação espiritual (ver Mt 18:17; Rm 15:1; Gl 6:1, 2; Hb 12:13). CBASD, vol. 6, p. 761.
7 lançai fora. Do gr ekkathairo, “limpar por completo”. Paulo convida os crentes a remover por completo o que é prejudicial à igreja. Não é apenas uma questão de eliminar da igreja a pessoa licenciosa; é uma exortação para despertar a todos quanto ao risco de serem complacentes e acomodados com a própria situação. CBASD, vol. 6, p. 761.
o velho fermento. O “fermento” é usado para representar o pecado (cf Mt 16:6; DTN, 407, 408; PP, 278). Os judeus eram instruídos a remover de seus lares todo fermento, de modo que não restasse sequer uma partícula de pão levedado antes de comerem a Páscoa (ver Êx 12:19; 13:7). Do mesmo modo, a igreja cristã em Corinto foi instruída a se assegurar de que o pecado tinha sido lançado fora, em especial, a imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 766.
nova massa. A igreja se tornaria pura e livre de toda influência corruptora resultante da condescendência com o mal quando expulsasse os culpados e se apartasse de todo pecado. Seria como uma porção de farinha ou massa antes de se adicionar o fermento. Eles participariam do poder regenerador do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 762.
Como sois, de fato, sem fermento. Isto é, o estado ideal. Os cristãos coríntios tinham sido limpados do pecado. Deviam se lembrar disso e se esforçar sempre para manter a pureza. CBASD, vol. 6, p. 762.
Cristo, nosso Cordeiro pascal. “A morte do cordeiro pascal era combra da morte de Cristo” (GC, 399; cf. PP, 274, 277). A Páscoa também era um memorial do livramento do Egito. Na noite do livramento, o anjo destruidor passou acima das casas onde se via o sangue nos umbrais (ver Êx 11:7; 12:29; PP, 279(. Mais uma vez, o anjo destruidor cumprirá sua terrível missão, e apenas os que tiverem eliminado o fermento do pecado e estiverem sob o sangue do Cordeiro pascal, Jesus Cristo, serão poupados (ver com. De Ez 9:1-6; ver Ap 7:1-3, 14:1-5; TM, 445; T3, 266, 267; T5, 210, 212, 216, 505). CBASD, vol. 6, p. 762.
8 celebremos. O cristão deve se manter livre da corrupção do pecado. Isto é, o “velho fermento” deve ser lançado fora. CBASD, vol. 6, p. 762.
Não com o velho fermento. Um convite para abandonar o antigo modo de vida, com paixões e sentimentos corruptos motivados pelos desejos de um coração não renovado. CBASD, vol. 6, p. 763.
maldade. É provável que o uso da palavra neste caso se refira ao sentimento que causava facções e partidos na igreja de Corinto (1Co 1:11-13). As divisões em grupos separados entre si e disputando a supremacia aumentam a inveja e os maus sentimentos. CBASD, vol. 6, p. 763.
9 associásseis. Deus não quer que Seu povo se exponha à influência corruptora de pecadores rebeldes, e adverte os crentes a não se associar com eles. A proibição não é de se ter contato para pregação e testemunho, mas de associação habitual e amizade. CBASD, vol. 6, p. 763.
Impuros. Este termo se refere a pessoas pervertidas que praticam relações sexuais ilícitas em troca de dinheiro, ou simplesmente para satisfazer os próprios desejos lascivos. Tais práticas são abomináveis ao Senhor (1Co 6:9, 10; Gl 5:19-21; Ef 5:5; 1Tm 1:9, 10; Ap 21:8; 22:15). CBASD, vol. 6, p. 763.
11 maldizente. Ou “ultrajador”, ou seja, quem maltrata e vitupera o próximo. Cristãos que tê o hábito da maledicência devem ser corrigidos. CBASD, vol. 6, p. 764.
Nem ainda comais. A proibição inclui refeições de caráter social (cf Gl 2:12) bem como a Ceia do Senhor (DTN, 656). Os cristãos não devem fazer nada que dê motivos para os observadores pensarem que transgressores da lei de Deus são considerados como de boa reputação pela igreja (ver 2Jo 10, 11). Deve-se manter elevada a norma de verdade e pureza. Nos dias de Paulo, isso era muito importante. Os inimigos acusavam os cristãos de várias formas e vício. Caso ficasse conhecido que cristãos toleravam pessoas ímpias e imorais em seu meio, ou que mantinham relacionamento com elas, essas acusações teriam fundamento e seriam considerado fidedignas. Portanto, era preciso distanciamento por completo dos apóstatas e ímpios e divulgar que a igreja não tinha ligação com eles. Somente assim a igreja poderia se manter pura e livre de influência contaminadora de pecadores que se recusavam a se arrepender e abandonar a impiedade. CBASD, vol. 6, p. 765.
13 Deus os julgará. Deus julga os pensamentos, palavras e atos de todos. Quer a pessoa reconheça ou não a soberania divina, é Deus quem julga todos os aspectos da vida. Ele aprova ou condena segundo Sua sábia justiça (ver Gn 18:25; Sl 50:6; 75:7; 94:1-10; At 10:42). Ter a certeza de que a justiça divina é segura ajuda o crente a permanecer calmo frente aos problemas. Ele sabe que Deus observa e que, ao final, o vingará (ver Mt 5:10-12; Lc 6:22, 23). CBASD, vol. 6, p. 765.