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“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (v.4).
Existem duas palavras de muito destaque no evangelho e nas epístolas de João: amor e verdade. De uma forma divinamente inspirada, o apóstolo decifrou o código do Céu de como permanecermos em nossa jornada cristã “por modo digno de Deus” (v.6): andando em amor na verdade. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Aqueles que andam na verdade, portanto, caminham para um destino certo: a vida eterna; e não somente caminham, como também servem de guia para outros como “cooperadores da verdade” (v.8). Assim era Gaio.
Apesar de sua origem desconhecida, provavelmente, Gaio fosse membro de alguma igreja que estava passando por um momento de séria crise e que precisava de motivação e conforto. Acima de tudo, ou antes de tudo, João fez votos pela “prosperidade e saúde” de seu amado irmão, assim como obteve conhecimento de sua fidelidade espiritual (v.2-3). Gaio certamente foi alguém cujo testemunho e hospitalidade teve grande impacto em sua comunidade e que ajudou a fortalecer a fé de muitos.
João se enchia de alegria ao ouvir os bons testemunhos daqueles que conheceram a verdade por seu intermédio. Como um pai, nada lhe trazia maior alegria do que saber que seus filhos estavam andando na verdade (v.4). Ou seja, estavam avançando e perseverando no caminho eterno. Mas o cerne da questão aqui é a distinção entre o bom e o mau testemunho. Enquanto Gaio procedia fielmente tanto com judeus quanto com estrangeiros, agindo como um cooperador da verdade, Diótrefes, pelo contrário, agia movido pela ambição e pela inveja. Além de não praticar a hospitalidade, também impedia quem queria fazê-lo e, mesmo que João não deixe claro que tipo de posição Diótrefes ocupava, fica claro que ele tinha certa autoridade sobre a igreja, de forma que por sua ação direta irmãos eram expulsos da igreja.
Um terceiro nome, porém, é citado validando o seu bom testemunho: Demétrio. Sua origem também é desconhecida, mas “até a própria verdade” (v.12) testificava de seu bom procedimento e o quanto sua vida cooperou para a pregação do evangelho. João não só confirmou a fidelidade de Gaio, mas também lhe deu quatro importantes orientações:
- Encaminhe os irmãos para que andem “por modo digno de Deus” (v.6);
- Acolha esses irmãos, tornando-se cooperador da verdade (v.8);
- “Não imites o que é mau” (v.11);
- Estabeleça boas amizades (v.12).
Fomos chamados para ser testemunhas de Jesus; para contar ao mundo o que vimos, ouvimos e experimentamos em nossa jornada cristã, sem fazer acepção de pessoas. Há milhares de pessoas lá fora que precisam conhecer a verdade que liberta da escravidão do pecado. E de que lado nós estamos hoje? Como “Gaios” e “Demétrios” atuais que procedem fielmente naquilo que praticam “para com os irmãos” e para com todos (v.5)? Ou como “Diótrefes” (v.9), preocupados com cargos e posições, enquanto, por nosso mau testemunho, expulsamos da igreja aqueles que Jesus comprou a tão alto preço (v.10)?
Amados, não imitemos “o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus” (v.11). Que como corpo de Cristo e Suas fiéis testemunhas, se cumpra em nós o propósito que o Senhor estabeleceu desde tempos antigos: “A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9).
Nosso Deus e Pai, sabemos que o Senhor não tem maior alegria do que saber que Teus filhos andam na verdade. Guia-nos em Tua verdade, mediante a ação maravilhosa do Espírito Santo! Livra-nos de sermos más testemunhas ou de sermos influenciados para o mal. Que sejamos Tuas fiéis testemunhas, Teus servos, de forma que fique evidente de que o nosso testemunho é verdadeiro. Oramos por uma vida que cresça na graça de Cristo e por ela seja transformada a cada dia até que sejamos dia perfeito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis testemunhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#3João #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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III JOÃO – Esta é uma das cartas mais curtas da Bíblia, entretanto, está repleta de ensinamentos preciosos. Essa pequena cartinha nos transporta para os desafios da igreja do primeiro século, revelando personagens como Gaio, Diótrofes e Demétrio – exemplos do bem e do mal dentro da Igreja.
• Mas, por que estudar essa breve carta?
Porque, apesar de curta, ela trata de temas fundamentais: Hospitalidade, fidelidade, liderança e o perigo do autoritarismo eclesiástico. Ela nos desafia a refletir sobre como tratamos os irmãos na fé e como lidamos com a autoridade e o serviço cristão.
Então, ao mergulhamos nesse pequeno, mas profundo livrinho bíblico, que possamos perguntar: Se João escrevesse um e-mail para nós, o que ele diria sobre nossa conduta na igreja e no mundo?
“João escreve contra os conflitos de liderança na igreja por causa da ameaça à unidade dos seus membros e dos danos à sua mensagem. A epístola primeiro discute e avalia um personagem positivo (Gaio; 3Jo 1-8); depois, um personagem negativo (Diótrofes; v. 9-10); e, por fim, outro personagem positivo (Demétrio; v. 11-12)”, sintetiza Ekkehardt Mueller.
“O tema da epístola é firmeza diante da oposição. Gaio, o recebedor da carta, é exortado a resistir Diótrofes, um perturbador que provavelmente havia aceitado os ensinos dos gnósticos” (Bíblia do Discípulo).
III João nos desafia a refletir sobre nosso papel na igreja e na sociedade. Os três personagens apresentados representam atitudes que ainda são vistas nas comunidades cristãs:
• Gaio nos lembra da importância da hospitalidade e da cooperação na obra de Deus.
• Diótrofes alerta contra a soberba, o autoritarismo e a falta de amor.
• Demétrio nos incentiva a viver um testemunho digno do evangelho.
Esses personagens oferecem-nos lições valiosas sobre administração eclesiástica e a importância da unidade na igreja.
• Gaio representa o tipo de gestor que acolhe e fortalece a obra missionária, priorizando o crescimento espiritual dos fiéis.
• Já Diótrofes ilustra o perigo de uma liderança centralizadora e dominadora, que ignora a colaboração e busca a primazia. Esse tipo de administração causa divisões e enfraquece a missão da igreja.
• Por outro lado, Demétrio lembra-nos que integridade e bom exemplo são essenciais para que um líder conquiste respeito e confiança.
A liderança cristã deve ser exercida com humildade, serviço e compromisso com a verdade. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II JOÃO 1 – Primeiro leia a Bíblia
II JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2jo/1
O primeiro capítulo da segunda carta de João foi escrito para uma senhora, com temas a respeito dela e de sua família. A carta foi escrita por um presbítero, considerado João. Este capítulo é bastante intrigante, levando-me a me perguntar sobre os motivos que motivaram a carta. Li este capítulo usando a versão contemporânea em inglês.
Parece que a autora está encorajando a mãe e reconhecendo os esforços que ela dedicou à sua família, conduzindo-os em uma jornada contínua em direção à Cristo – um relacionamento sólido com Cristo.
Embora haja muitas coisas positivas neste capítulo, parece que houve um certo grau de negatividade falada ou mostrada em relação à família. A fé e a determinação da mãe poderiam estar fraquejando, daí o motivo para o encorajamento. Também parece que ela está sendo influenciada por outros para mudar sua posição cheia de fé, o que motiva o autor a alertá-la a respeito.
Gosto de como o capítulo termina: ele lhes promete uma visita. Termina de modo muito pessoal!
E quanto a nós? Temos a determinação desta família ou a nossa influência tem sido negativa para com aqueles que estão seguindo a liderança de Deus? Sejamos uma influência positiva sobre os outros – sejamos encorajadores, não desanimadores. Amigos, ao longo deste dia, apeguem-se firmemente a Jesus!
Kirsten Machado
Taipei, Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2jn/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1007 palavras
Introdução. A segunda epístola de João é um tesouro num pequeno frasco, que convida os leitores de todas as idades a aceitar e viver o amor e a verdade de Jesus Cristo. A exemplo da primeira epístola, 2 João celebra a ordem de amar uns aos outros, a qual existe desde o princípio e é colocada em prática por meio da observância dos mandamentos (v. 5, 6; comparar com 1Jo 2:7-10; Jo 13:34). Também adverte os cristãos a se precaver dos que rejeitam o que João e outros autores do NT ensinam sobre Jesus e negam que Cristo veio “em carne” (v. 7-11; ver 1Jo 4:3). Bíblia de Estudo Andrews.
Mensagem. A segunda epístola de João conclamou a “senhora” e seus “filhos” a um amor mais constante e à fidelidade em face da chegada dos “enganadores”, os quais negavam que Jesus Cristo tinha vindo em carne, na forma humana. Bíblia de Estudo Andrews.
1. Presbítero (ARA; ARC: “Ancião”). O título pode se referir à idade ou à posição, ou ambas as coisas. Uma vez que este Comentário afirma a autoria do apóstolo João (ver p. 755), pode-se observar que a palavra “ancião” é adequada. No momento em que a carta foi escrita, c. 95 d.C. (ver p. 755), João seria já idoso e o último apóstolo sobrevivente, de acordo com a tradição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 757.
Senhora. A senhora a quem a carta é dirigida pode ter sido líder da igreja à qual João escreve, e seus “filhos” podem ser os membros da igreja (cf. 3Jo 4). O teor da mensagem é mais adequado a um grupo de crentes do que a um indivíduo, e a cristãos maduros, em vez de a filhos de certa mulher. CBASD, vol. 7, p. 757.
[ou] Uma igreja local que conhecia bem a João (5, 13). Bíblia Shedd.
Eleita. Provavelmente usado aqui no sentido de eminência [proeminência, excelência] ética. CBASD, vol. 7, p. 757, 758.
Amo na verdade. O amor do autor é real. Bíblia de Estudo Andrews.
A verdade. Ou, a doutrina cristã, como exposta por Cristo, que é “a verdade” (ver com. de Jo 8:32; cf. Jo 14:6), e “o Espírito da verdade” (Jo 14:17). Aqueles que defendem essa “verdade” amam aqueles que compartilham de suas crenças. CBASD, vol. 7, p. 758.
2 Por causa da verdade. É por causa da nossa aceitação comum da verdade que estamos tão intimamente relacionados pelos laços de amor. CBASD, vol. 7, p. 758.
Tal amor vem da fé na verdade compartilhada do amor de Jesus por nós (1Jo 5:1). Bíblia de Estudo Andrews.
4-6 Um chamado ao amor e piedade manifestados uns por outros. Bíblia de Estudo Andrews.
6. E o amor é este. O amor não consiste apenas em acalentar sentimentos afetuosos para com os outros, mas em observar a conduta correta para com nossos semelhantes, conforme indicado nos mandamentos de Deus. CBASD, vol. 7, p. 759, 760.
Os mandamentos de Deus podem se resumir na ordem de amar (Jo 13:34), pois todos eles, quando corretamente compreendidos, nos mostram como amar (Mt 22:36-40). Bíblia de Estudo Andrews.
7-11 Uma advertência contra os falsos mestres, seus ensinos e sobre a forma de tratá-los. Bíblia de Estudo Andrews.
7. Porque muitos enganadores têm saído. Os cristãos deveriam partilhar esse tipo de amor a fim de resistir àqueles que espalhavam falsos ensinos a respeito de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
Enganadores. Os desordeiros são identificados no fim deste versículo como aqueles que negam as implicações da encarnação. CBASD, vol. 7, p. 760.
O anticristo. Ver com. de 1Jo 2:18, 22. João identifica todos os “enganadores” como sendo, em última análise, representados pelo grande enganador e anticristo, Satanás. Todo o trabalho de embuste procede do diabo, não importa que forma local seus servos possam assumir. CBASD, vol. 7, p. 760.
9 ultrapassa. Vai além dos ensinos de Cristo e passa a divulgar teorias da própria imaginação. Bíblia de Estudo Andrews.
O cristão é conservador. Ele não ultrapassa os fundamentos da verdade no ensino de Jesus e Seus apóstolos. Bíblia Shedd.
Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo. Isto é, quem tenta ir além dos ensinamentos de Cristo, como os gnósticos faziam (ver p. 687, 688). A fraseologia remete à primeira epístola de João (cf. em 1Jo 3:6). CBASD, vol. 7, p. 760.
Não permanece. Aquele que tenta ir aonde Cristo não guiou, sai do domínio de Cristo, portanto, não permanece na doutrina dada por Ele. CBASD, vol. 7, p. 761.
O que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Aquele que vagueia fora da verdade perde o Pai, e quem permanece nela tem o Pai e também o Filho por meio do qual toda a verdade é revelada (1Jo 2:23). CBASD, vol. 7, p. 761.
10. Não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Estender hospitalidade a alguém demonstra apoio a essa pessoa e àquilo que ela representa. Os mestres itinerantes eram dependentes da hospitalidade dos outros para o sustento (Mt 10:11-13; Lc 10:38; 19:5; 3Jo 5-7). Bíblia de Estudo Andrews.
Nem lhe deis as boas-vindas. Uma saudação formal, que costumava envolver o desejo da bênção de Deus sobre a pessoa e seu trabalho (ex., 2Jo 3; 1Sm 25:6; Lc 10:, 10, 11). Bíblia de Estudo Andrews.
Este conselho aparentemente rude só se aplica no caso de um “enganador” e “anticristo” (v. 7), e não tem relação direta com a hospitalidade que os cristãos devem alegremente mostrar aos amigos estrangeiros e necessitados (ver Mt 25:35; Hb 13:2). Não haveria motivo algum para receber um visitante determinado a enganar a igreja de Deus. […] não é possível manter uma comunhão cristã entre o crente e o falso mestre (cf. 1Co 5:9-13). CBASD, vol. 7, p. 761.
11 Cúmplice. João deixa claro por que não devemos entreter os falsos mestres: a associação voluntária com eles vai fazer parecer que aprovamos seus ensinamentos, e os incautos poderiam interpretar mal até mesmo a hospitalidade bem-intencionada concedida a esses mestres. CBASD, vol. 7, p. 761.
12 Muitas outras coisas. Nesta carta, o apóstolo tem tratado apenas com a questão mais urgente para alertar seus leitores sobre o perigo dos falsos mestres. Muitos outros temas chamam atenção, mas podem ser abordados de forma mais clara e rápida, pessoalmente. CBASD, vol. 7, p. 761.
Papel. Do gr. chartes, “uma folha de papiro”, material comum de escrita. CBASD, vol. 7, p. 761.
13 Tua irmã eleita. Uma irmã literal ou o símbolo da comunidade da igreja. Bíblia de Estudo Andrews.
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“E o amor é este: que andemos segundo os Seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor” (v.6).
Diferente de livros cuja autoria é desconhecida, a segunda epístola de João traz um destinatário enigmático. Conforme a raiz da palavra “eklekte kyria”, que significa “senhora escolhida” ou “senhora eleita”, João tanto pode ter escrito para uma mulher e seus filhos, ou, seguindo a orientação profética quanto ao significado da palavra mulher, pode ter se dirigido a uma determinada igreja e seus respectivos membros. O fato é que o discípulo amado prosseguiu em transmitir o mesmo princípio que norteou sua primeira epístola: o amor. Estendendo o seu sentimento como sendo o mesmo de “todos os que conhecem a verdade” (v.1), ele clarificou o conceito intrínseco de amar: conhecer e praticar a verdade.
Todos os que são conhecedores da verdade e que nela permanecem são condutos do amor do Pai. Um dos sinais que apontam para a proximidade da volta de Cristo é justamente a falta de amor provocada pela multiplicação da iniquidade (Mt.24:12). O que nos leva ao seguinte raciocínio: Se a falta de amor vem pelo aumento da iniquidade, e a iniquidade, ou o pecado, “é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), logo, o amor advém do crescimento em obediência à verdade, através do Espírito Santo, “que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At.5:32). Percebem, amados?
Satanás diz: “Não precisa obedecer, viva do seu jeito!” (Isto produz morte: “porque o salário do pecado é a morte” Rm.6:23).
Deus diz: “A obediência é fruto do genuíno amor, viva do Meu jeito!” (Isto produz vida: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Ap.2:10).
Não se trata, portanto, de salvação por obras, mas de sermos impulsionados a viver não mais conforme os nossos gostos e desejos egoístas, mas sob o constante governo do Espírito Santo. Não é o que eu faço, e sim o que Ele faz em mim, por mim e através de mim. Não se trata de um governo arbitrário, mas eleito pela escolha e entrega dos “que que andam na verdade” (v.4). O Senhor deseja restaurar em nossa vida o que no princípio foi estabelecido. E isso só acontece quando permitimos que o Espírito Santo nos guie “a toda a verdade” (Jo.16:16), “porque muitos enganadores têm saído pelo mundo afora” (v.7) e precisamos estar vigilantes para não perdermos “aquilo que temos realizado com esforço”, para recebermos “completo galardão” (v.8).
Devemos vigiar e orar para perseverar “em verdade e amor” (v.3). Mas o que exatamente é a verdade? A Bíblia nos apresenta as cinco colunas da verdade:
- Deus é a verdade: Jr.10:10; 1Jo 5:20;
- Jesus é a verdade: Jo.14:6;
- O Espírito Santo é a verdade: 1Jo.5:6;
- A própria Bíblia é a verdade: Jo.17:17;
- A Lei de Deus é a verdade: Sl.119:142, 151, 152; Tg.2:10-12
Ultrapassar “a doutrina de Cristo” (v.9) é estabelecer conceitos e ideias incompatíveis com o que Ele já nos revelou por meio de Sua Palavra. Notem que João disse basicamente assim, parafraseando, nos versos cinco e seis: “Eu não estou escrevendo nada diferente, mas o mesmo mandamento que vocês já conhecem desde que se converteram: devemos nos amar uns aos outros. E o conceito desse amor é este: praticar os mandamentos de Deus. Portanto, amar ao próximo consiste em andar nesse amor” (v.5-6). Examinem os evangelhos e verifiquem se a vida de Jesus não foi o cumprimento perfeito da verdade e do amor. E a “todos os que conhecem a verdade” (v.1), Ele diz: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
O amor bíblico, amados, não pode ser comparado com o amor barato que tem sido vendido em muitos púlpitos a preço da ingenuidade ou do conformismo de muitos. O amor conforme as Escrituras é esclarecedor, é verdadeiro e nele não há confusão. Permita que este maravilhoso amor continue sendo derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5). Que Ele te guie a toda a verdade e, nesta jornada rumo aos Céus, muito em breve, “conversaremos de viva voz” com o nosso amado Jesus, para que então, “a nossa alegria seja completa” (v.12).
Nosso Pai do Céu, o Senhor que é a própria Verdade não permitiria que fôssemos enganados pelo inimigo sem nos oferecer a oportunidade de conhecermos a verdade. Graças Te damos, Pai, pela Tua Palavra, que nos guia, nos santifica e fortalece a nossa fé em Ti! Concede-nos a sabedoria de que precisamos para não ultrapassarmos a doutrina de Cristo; antes, que possamos permanecer em verdade e amor. Paizinho, nos torna mais e mais achegados a Ti para que, naquele grande Dia, recebamos completo galardão. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, eleitos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2João #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II JOÃO – Aqui João dá um recado direto!
• “João diz que, como presbítero, ama a igreja. Entretanto, para compreender a natureza do verdadeiro amor entre os cristãos, é necessário um qualificador: a ‘verdade’ (2Jo 2), pois o amor cristão é expresso no contexto da verdade. A ênfase no amor e na verdade indica que as igrejas de João enfrentavam uma crise relacionada a essas duas coisas. Trata-se quase de uma personificação da ‘verdade’, pois ela ‘permanece em nós’ e ‘conosco estará para sempre’. A verdade nos lembra de Jesus, que é a Verdade (Jo 14:6). O Espírito Santo e a verdade estarão com os crentes para sempre (2Jo 2; Jo 14:16). Tanto a verdade quanto o amor apontam, em última análise, para Deus e pertencem, juntos, à fé e à experiência cristã. Eles formam o tema principal de 2 João. A verdade é necessária para discernir os ‘enganadores’ e as suas obras (v. 7-8) e para permanecermos no ensino de Cristo (v. 9-10)” (Ekkehardt Mueller).
A verdade não é relativa; há distinção clara entre verdade e erro. Quando a verdade é comprometida, abre-se espaço à proliferação da heresia, colocando em risco a fé e o relacionamento com Deus.
• “As heresias podem ser muito prejudiciais para a igreja e para sua mensagem. Não devemos ser indiferentes à verdade bíblica tampouco considerar qualquer oposição à heresia como severa ou arrogante. A tolerância descontrolada pode levar à complacência, e a complacência leva à heresia. Nenhuma igreja está imune a coisas desse tipo. João nos lembra que existe uma diferença básica entre a verdade e o erro, que aquilo em que acreditamos é importante e que nossas crenças afetam nosso relacionamento com Deus”, alerta Mueller.
Esta exortação encontra paralelo nas cartas de Paulo a Timóteo e Tito, que também abordam a importância da verdade e da sã doutrina na vida da igreja (I Timóteo 4:16; Tito 1:9).
Diante disso, somos desafiados a estudar e aplicar os ensinos de II João, reconhecendo que a verdade não é mero detalhe, é o alicerce sobre o qual construímos nossa fé!
Assim como João, Paulo, Timóteo e Tito permaneçamos firmes na verdade, combatendo o erro com amor e firmeza, preservando a integridade do evangelho e promovendo o crescimento espiritual da igreja!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I JOÃO 5 – Primeiro leia a Bíblia
I JOÃO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1jo/5
Entremeado ao longo de I João, culminando no capítulo final, existe um fio condutor: o amor a Deus é revelado na obediência.
O teste decisivo do nosso amor a Deus é uma vida obediente. A verdadeira obediência não é perfeccionismo legalista ou desempenho voltado para o trabalho. Não estamos tentando ganhar a salvação ou apaziguar um Deus irado. Em vez disso, tendo recebido o amor divino, obedecemos com alegria. Ao nos deleitarmos em ser amados, expressamos nosso amor por meio de sermos obedientes em pensamentos e ações. O amor nos capacita a obedecer.
Obedecer aos mandamentos de amor de Deus não é oneroso quando transborda de um coração cheio de amor. O amor alimenta a obediência.
Infelizmente, muitas pessoas obedecem por medo: medo do castigo, medo de perder a aprovação de Deus, medo de estarem eternamente perdidos. Obedecer por medo indica que não estamos cheios de amor. O amor não expulsou o medo.
Deus deseja estabelecer laços com cada um de nós por meio do amor, não do medo. Os laços baseados no medo destroem a verdadeira intimidade espiritual. Temendo não estar à altura, obedecemos e agimos com base na ansiedade e na compulsão, que sempre destroem a sensação de segurança. O amor de Deus destrói o medo para que possamos formar laços de amor seguros com nosso Salvador.
O amor perfeito de Deus nos liberta para obedecer, fruto de um amor exuberante e não de um medo exagerado.
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1jn/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1131 palavras
1-5 Resumo dos cap 1-4. Mostra que o amor uns pelos outros, o amor a Deus e a guarda dos mandamentos são elementos inseparavelmente ligados na vida daqueles que creem em Jesus (sobre o cumprimento da LEI de Deus, ver Mt 22:36-40; Jo 14:15; Rm 13:8-10; Gl 5:14). Bíblia de Estudo Andrews.
1 crê. Uma fé ativa e constante, não um pensamento ou sentimento ocasional. Bíblia de Estudo Andrews.
2 todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado. João escreveu numa época em que os membros da família eram estreitamente ligados entre si, numa unidade sob o comando do pai. O apóstolo podia, portanto, citar a família como ilustração para demonstrar que quem amar a Deus, o Pai, amará naturalmente os filhos de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 não são penosos. Os nascidos de Deus naturalmente passam a amar e a se parecer com o Pai (3:9; 4:7,8; 5:1; Mt 11:28-30). Bíblia de Estudo Andrews.
Não porque os próprios mandamentos sejam leves ou fáceis de se obedecidos, mas, como explica João no v. 4, por causa do novo nascimento. Quem nasceu de Deus pela fé é capacitado a obedecer pelo Espírito santo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em contraste com as minuciosas obrigações do legalismo judaico (Mt 23.4), o jugo de Cristo é suave (Mt 11.30; cf Rm 12.2). Bíblia Shedd.
4 vence o mundo. Isto é, vive de acordo com o amor e os mandamentos do Pai, não segundo os caminhos do mundo (2:15, 16). Trata-se de uma promessa reclamada pela fé. Bíblia de Estudo Andrews.
Vencer o mundo é conquistar a vitória sobre seu padrão pecaminoso de vida – outra maneira de se referir à obediência a Deus (v. 3). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-13 O testemunho convicto de que quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna. Bíblia de Estudo Andrews.
6 água e sangue. Provável representação do batismo de Jesus, que deu início a seu ministério terrestre, e de sua morte na cruz, a qual marcou seu término (Jo 15:26). Bíblia de Estudo Andrews.
Ensinamento contrário aos dos heréticos gnósticos que diziam que cristo se encarnou no homem Jesus por ocasião do Seu batismo, mas que o deixou antes da Sua morte. Bíblia Shedd.
João insiste em que Jesus Cristo é Deus, além de homem (1.1-4; 4.2; 5.5). Agora assevera que foi esse Deus-homem Jesus Cristo quem entrou em nosso mundo, foi batizado e morreu. Jesus era o Filho de Deus, não somente no batismo, mas também em sua morte (v. 6b). Essa verdade é extremamente importante porque, se Jesus morreu somente como homem, sua expiação sacrificial (2.2; 4.10) não teria sido suficiente para eliminar a culpa da humanidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tanto a morte como a ressurreição de Cristo eram negadas pelos [gnósticos] docéticos, os quais negavam a natureza humana de Cristo (4.2). Bíblia de Genebra.
7 três. A lei [do] AT exigia “duas ou três testemunhas”(Dt 17.6; 19.15; v. 1Tm 5.19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
No Céu. Evidências textuais apoiam (cf. p. xvi [do CBASD]) a omissão da variante “no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra.”… O texto como se apresenta na [versão] ARA não se encontra em nenhum manuscrito grego anterior aos séculos 15 e 16. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 746. [Obs: O CBASD apresenta interessante exposição adicional sobre esta adição, por Erasmo, ao texto grego da Vulgata, adição esta chamada de Comma Joanina.]
8 O Espírito, a água e o sangue. São aspectos do único batismo de Jesus por nós (Ef 4.4n). O batismo do Espírito (1Co 12.13) e na água (At 2.38) são para todos os que crêem. Bíblia Shedd.
testificam. Sobre quem é Jesus (1:1-3; 5:11). Bíblia de Estudo Andrews.
10-13 O testemunho de que quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna. Jesus habita naqueles que creem nele e, por meio de sua presença, os cristãos têm segurança e experimentam a vida eterna hoje (sobre a SEGURANÇA cristã de salvação, ver Jo 3:14; 5:22; Rm 8:31-39). Bíblia de Estudo Andrews.
10 O testemunho (cf Rm 8.16). Refere-se à segurança e paz internas providas pelo Espírito (Fp 4.7). Bíblia Shedd.
11 a vida eterna … está no Seu Filho. Essa é a verdade central da mensagem cristã. Bíblia de Genebra.
13 O Evangelho de João [Jo] foi escrito para despertar a fé (20.31). A primeira epístola [1Jo] foi escrita para dar certeza da fé. Bíblia Shedd.
14-21 Uma síntese das certezas que os cristãos têm em Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
14 se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade. Quanto a outra condição prévia para a oração, v. 3.21, 22. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 seu irmão. A passagem deixa claro o valor da oração intercessora em favor dos que estão presos no pecado. Bíblia de Estudo Andrews.
Não para a morte. Parece inegável que João identifica classes de pecado, pois, um pouco mais adiante, neste mesmo versículo, fala de “pecado para a morte”. Porém, o contexto deve ser mantido em mente. Nos v. 14 e 15, ele deu a segurança de que as orações dos crentes serão respondidas. Aqui ele aplica a promessa a um tipo específico de oração (a que se faz em favor de alguém) e explica em que circunstância ela pode ser eficaz. Ao fazê-lo, ele discute duas classes de pecados: aqueles em que há ou não esperança para o pecados. Na primeira classe, a oração pode ser uma ajuda eficaz para a redenção; no segundo, como João explica mais tarde, não há garantia de que a oração será eficaz. Geralmente se entende que o pecado para a morte é o pecado imperdoável ([o pecado para o qual não se pediu perdão e anestesia a consciência, anulando a ação do Espírito] ver com. de Mt 12:31, 32). Portanto, o pecado que não é para a morte é qualquer outra forma de pecado em que um irmão pode cair. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 746.
pecado para morte. A rejeição do testemunho do Espírito, como os oponentes de João faziam, só pode levar à morte (4:1-3; Mt 12:31; Jo 16:7,8; sobre as consequências do PECADO, ver Rm 6:23; Gn 3:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.
19 O mundo inteiro jaz no maligno. Isto no sentido que a humanidade é passivamente controlada pelo diabo e seus anjos (Ef 2.2; 6.12). Bíblia Shedd.
Ninguém pode escapar à rede de tentação, pecado e condenação do maligno sem o socorro divino. Mas as pessoas também não podem fugir de sua responsabilidade tentando culpar outro agente, a saber, o diabo, por sua própria situação (Gn 3.12-13). Paradoxalmente, a escravização ao pecado é voluntária (Tg 1.13-15). Somente o Filho de Deus pode destruir a servidão e substituí-la por uma vida de perdão, gratidão e obediência (3.8). Bíblia de Genebra.
21 guardai-vos dos ídolos. Ou seja, de dar preferência a alguém (2:22; 4:1) ou a algo (2:15, 16) em lugar de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Todo substituto de Deus é um ídolo. João provavelmente refere-se aos erros doutrinários, morais e éticos que, na prática, são idolatria (cf 1 Co 10.12). Bíblia Shedd.