Reavivados por Sua Palavra


COMENTÁRIO APOCALIPSE 1 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
26 de março de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 1 – O estudo das profecias prende a atenção de muitos. Um desses foi Isaac Newton que, embora seja reconhecido como um dos maiores cientistas da história, responsável pode descobertas fundamentais na física e na matemática, também se dedicou intensamente ao estudo das profecias bíblicas.

Esse gênio argumentou que a história humana segue um plano divino revelado nas Escrituras. Da mesma forma como proposto por Newton, a Igreja Adventista segue o modelo historicista de interpretação profética. Tanto Newton quanto os adventistas compartilham a crença de que a profecia bíblica revela o plano de Deus para a história a humanidade. Ambos rejeitam a abordagem preterista – que interpreta as profecias como já cumpridas no passado, e a futurista, que desloca os eventos proféticos inteiramente para o futuro.

Destaco esse ponto para mostrar que a relação entre fé e razão pode ser harmoniosa e frutífera, oferecendo uma base sólida para a compreensão das profecias bíblicas nos dias atuais. Com isso em mente, mergulhemos profundamente no estudo do último livro da Bíblia.

Para João, Apocalipse 1 não apenas estabelece a base para os eventos proféticos que se desenrolarão, mas também apresenta a figura glorificada de Cristo como o centro da história da redenção e da atuação divina na igreja ao longo das eras.

Apocalipse 1, não apenas introduz o livro (vs. 1-3), mas também apresenta a visão central que deve nortear sua interpretação: Jesus Cristo glorificado, oficiando no Santuário Celestial e guiando Seu povo até a consumação final (vs. 4-20). A estrutura profética, a promessa de sua vinda e o chamado à fidelidade reforçam a necessidade do estudo das profecias e a preparação para o retorno iminente de nosso Salvador (vs. 7-11).

Embora o Apocalipse seja um livro profético, o primeiro capítulo estabelece um forte tom pastoral: João escreve como um irmão na fé, sofredor, encorajando os crentes, lembrando-os do amor de Cristo e apresenta Jesus como um Sacerdote atuante.

O Cristo descrito não é um Juiz distante, é um Salvador próximo, que sustenta Sua igreja e assegura que Ele é o princípio e o fim de todas as coisas. A primeira visão de João não apenas revela a glória de Cristo, mas também fortalece a fé dos cristãos, preparando-os para os desafios que virão!

Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
26 de março de 2025, 0:30
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6043 palavras

1:1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;

Revelação de Jesus – “Não é somente uma mensagem dEle, mas também sobre Ele e Sua obra. …o Apocalipse não somente é de Jesus, mas também sobre Ele.” – LES892, p. 6.

”O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro e propõe que seja aberto ao estudo de todos.” – Atos dos Apóstolos, p. 584.

“Deus Pai revelou a Jesus Cristo que, pelo Seu anjo revelou a João. A palavra revelação indica que o livro é aberto e deve ser pesquisado.” – LES892 , p. 5 e 6. (destaque acrescentado)

“Três coisas Importantes

“1. O Apocalipse não é um livro fechado. É a REVELAÇÃO, ou seja, um livro no qual Deus abre o maravilhoso tesouro de Seus mistérios e os torna  compreensíveis a Seus filhos. Basta conhecer a chave bíblica de seus símbolos, para fascinar-nos com a beleza de suas revelações.

“2. É a Revelação de Jesus Cristo. Você ficará emocionado ao perceber a beleza do Cristo do Apocalipse. Ainda mais: O Antigo Testamento profetizou acerca do Messias e os Evangelhos nos falam de Sua encarnação. Mas a não ser que conheçamos a revelação que Cristo faz de Si mesmo no Apocalipse, nossa compreensão da majestosa e sublime pessoa de Jesus será incompleta.

“3. O Apocalipse não só nos revela Cristo: também é a revelação de Jesus Cristo em outro sentido. Aí Jesus nos revela Sua doutrina. Sua vontade, Seus planos para Seus filhos no presente, no futuro imediato e no futuro eterno. .” – SRA/EP, p.13

“Jesus buscou o que outros escritores da Bíblia haviam dito sobre o tema. Seu método, sem dúvida, é o correto; permitir que a Bíblia se explique a si mesma.

“A chave que abre os mistérios do Apocalipse está no estudo do Antigo Testamento. Taylor G. Bunch diz que 27 livros dos 39 do Antigo Testamento são citados no Apocalipse, e dos 404 versículos, 276 são citações de outros autores bíblicos. Por isso é que o mistérios que envolve os símbolos do Apocalipse se torna claro quando estudamos outras passagens bíblicas sobre o tema. …

“Nos dias de Jesus, os teólogos tinham o Talmude, que era uma espécie de enciclopédia teológica contendo as explicações da tradição e dos teólogos. Nosso Senhor, porém, não lançou mão da teologia contemporânea nem da tradição, para entender as Sagradas Escrituras. Procurou na Bíblia a explicação que os crentes precisam.” – SRA/EP, p. 14 e 15.

“O conteúdo total do Apocalipse é uma revelação de Cristo acerca de Si mesmo. Ele é o Sumo Sacerdote que, tendo ganho a vitória sobre o pecado e a morte, pode conceder luz, força e livramento ao Seu povo. Ele é o Cordeiro vitorioso, no trono, como representante da humanidade e Salvador do mundo. Ele é também o Senhor do futuro. É o Rei vindouro, que levará Seus seguidores para o reino celestial e destruirá a todos que se identificam com o pecado.” – LES963, lição 1, p.5.

“Satanás está furioso porque a Santa Bíblia o desmascara (Apocalipse 12:10-12). Por isso tem tratado de disseminar a errônea idéia de que o Apocalipse é um livro incompreensível. Mas as Santas Escrituras nos dão a chave para entender os símbolos apocalípticos, pelo que se torna um livro aberto à compreensão do estudante sincero.” – SRA/EP, p.

Mostra a Seus servos – “Jesus falou em parábolas para que as entendessem somente aqueles que estavam relacionados com as coisas espirituais. Se o Apocalipse tivesse sido escrito numa linguagem literal, há muito que os inimigos de Deus o teriam destruído. Deus, na Sua sabedoria, apresentou Suas mensagens numa linguagem compreensível somente para ‘os Seus servos’ (Apocalipse 1:1.) .” – SRA/EP, p. 15.

                “Partes do livro de Daniel foram ‘seladas’ até o tempo do fim (Dan. 12:4). O livro do Apocalipse é, porém, um livro aberto que deve ser proclamado até os confins da Terra. Depois de 1798 foram desseladas as partes seladas do livro de Daniel, e elas têm sido proclamadas junto com o Apocalipse. Estes dois livros revelam que o tempo para a volta de Cristo ‘está próximo’.

As coisas que brevemente devem acontecer – “A mensagem de todo o livro do Apocalipse gira em torno do interesse pela prontidão diária para o encontro com o Senhor no fim do tempo. Em Apocalipse 1:1 e 3 é apresentada a idéia da proximidade. Foram mostradas a João ‘as coisas que em breve devem acontecer’, as quais eram urgentes, ‘pois o fim do tempo está próximo’.” – LES893, p. 183.

“Ao pensar nos eventos finais a ocorrerem no Planeta Terra, devemos focalizar em Quem está vindo, e não apenas no Que virá. Os eventos finais estão centralizados em Cristo e não nas crises.” – LES963, lição 10, p. 1.

“’A mais elevada de todas as ciências é a de salvar almas. A maior obra a que podem aspirar criaturas humanas, é a obra de atrair homens, do pecado para a santidade.’ – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, pág. 398. Sem diminuir a importância de falar às pessoas sobre os eventos finais, deve ser reafirmado que para ganhar almas temos que apresentar esses acontecimentos de forma cristocêntrica.” – LES963, lição 10, p. 4A.

 

1:2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.

Testemunho de Jesus –  “…’testemunho’ que se origina com Jesus e é revelado a Sua igreja por intermédio dos profetas … o ‘testemunho de Jesus’ é definido como o ‘Espírito de profecia’…denotando que Jesus está testemunhando para a Igreja por meio da profecia” – SDABC, vol.7, p. 812, citado em LES892, p. 6.

 

1:3 Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

A bênção para os que lêem – “Esta é a primeira das sete bem-aventuranças do livro. Traz-nos à lembrança as palavras de Jesus em S. Lucas 11:28: ‘Antes bem-aventurados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!’” – LES892, p. 7.

“A bênção divina está inseparavelmente ligada ao ato de ler e ouvir a Palavra de Deus e obedecer-lhe. Como Moisés lembrou a Israel nas fronteiras da Terra Prometida que ‘não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor’ (Deut. 8:3), assim João lembra à Igreja nos últimos dias: absoluta confiança na Palavra de Deus é a única maneira de subsistir no tempo de angústia.” – LES892, p.7.

“…as seis outras bênçãos: Apoc. 14:13 Apoc. 16:15 Apoc. 19:9 Apoc. 20:6 Apoc. 22:7 e Apoc. 22:14” – LES892, p. 7

Lê…e guardam – “Uma passagem que se estude até que seu sentido fique claro e sua relação para com o plano da salvação se torne evidente, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e sem adquirir nenhuma instrução positiva.” Caminho a Cristo, p.90.

Que ouvem as palavras – “Ouvir a Palavra de Deus significa não somente escutar a mensagem, mas também obedecer a suas recomendações. No sentido bíblico, ‘ter ouvidos’ é ser sensível à influência do Espírito Santo.” – LES892, p. 29.

Sete bênçãos – “O simbolismo do livro abrange sete espíritos, estrelas, candeeiros, igrejas, selos, trombetas e pragas. O número sete tem o significado simbólico de inteireza e perfeição. As sete bênçãos contém a plena manifestação da graça de Deus a Seu povo. – LES892, p. 7

 

1:4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;

…que é, que era e que há de vir – “Deus é de eternidade a eternidade. Ele é O Eterno.” – Testimonies, vol. 8, p. 270, citado em LES892, p.9.

Sete Espíritos – “Não há sete Espíritos Santos. A obra perfeita do Espírito Santo, que é um só, é ilustrada pelo azeite nas sete ramificações do candelabro do santuário (Ver Zac. 4:1-6).” – LES892, p. 9.

 

1:5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,

Jesus, testemunha fiel – “Jesus é a testemunha da verdade. Ele não somente possui a verdade, mas a personifica plenamente… . Quando a Bíblia chama a Jesus de Testemunha Fiel, ela se refere a Sua ligação especial com o Pai que O habilita a transmitir conhecimento direto sobre Deus.” – LES892, p. 9 e 10.

Jesus, primogênito dos mortos – “Este título é uma referência à ressurreição de Cristo. Por Sua ressurreição Jesus venceu a morte, oferecendo assim a imortalidade a todos os que crêem nEle. […] Jesus foi a pessoa suprema ou mais eminente a ser ressuscitada dentre os mortos.”- LES892, p. 10.

“Apocalipse 1:5 fala a respeito de nosso Senhor Jesus Cristo como ‘o primogênito dos mortos’, que na linguagem bíblica significa o mais importante, o primeiro ou preeminente. Considerando que Ele não foi o primeiro a morrer  nem tão pouco a ressuscitar (Moisés foi ressuscitado no Antigo Testamento), e que também não foi o primeiro ressuscitado a ascender ao Céu (o mesmo Moisés depois de ressuscitado ascendeu, como o demonstra o incidente do monte da transfiguração), torna-se evidente que o sentido é outro. A expressão é equivalente à que se usa referindo-se aos governantes quando se diz: ‘primeiro mandatário’ (ainda que tenha havido 200 mandatários antes dele). Outro exemplo: às vezes falamos da ‘primeira dama’. Não é a primeira (pois Eva foi a primeira dama que houve na terra), não obstante, por ser a esposa do presidente do país, se constitui na primeira dama em importância. A morte e a ressurreição de Cristo é a primeira em importância pois nos garante que haverá ressurreição e vida eterna para os crentes (I Coríntios 15:3; 20-23). Por isto é que Ele tem a preeminência (é o primogênito) dos mortos.” – SRA/EP, p. 69.

Jesus, príncipe dos reis da terra –  “…referência indireta ao Salmo 89, verso 27: ‘Fá-lo-ei, por isso, Meu primogênito, o mais elevado entre os Reis da Terra.’ Este salmo fala do concerto de Deus com Davi, e de Seus benefícios. No Apocalipse, esse título denota a vocação messiânica de Jesus.” – LES892, p. 10.

Jesus nos ama – “Jesus nos libertou de nossos pecados à custa de Sua própria vida. Ele não fez isto com relutância ou má vontade, mas voluntariamente, e com alegria no coração (‘O qual em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia.’ Heb. 12:2.)” – LES892, P. 11.

“Muitos pensam que primeiro terão que limpar-se de seus pecados e depois alcançarão o amor de Deus. Isto é um erro. …

– Primeiro nos amou. Manchados como estávamos por nossos pecados. Depois, porque nos amava, nos lavou com Seu sangue, a maior prova do amor de Deus.” – SRA/EP, p. 78.

Em Seu sangue nos lavou dos nosso pecados –

“Quando o soldado feriu o lado de Jesus estando Ele suspenso na cruz, brotaram duas diferentes correntes, sendo uma de sangue e outra de água. O sangue devia lavar os pecados dos que cressem em Seu nome, e a água devia representar aquela água viva obtida de Jesus e que dá vida ao crente.” – Primeiros Escritos, p. 209.

 

1:6 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

Sacerdotes – “Pela graça divina e através dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, cada crente nEle é feito sacerdote, permitindo-lhe ir a Deus diretamente.” – SRA/EP, p. 21.

 

1:7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

Eis que vem com as nuvens – “Assim como nosso Senhor Jesus Cristo é o personagem central do Apocalipse, a segunda vinda de Cristo em glória e majestade é o acontecimento mais importante deste livro profético. Cada cena do estremecedor drama profético do Apocalipse aponta para o retorno de Jesus. É a culminação do grande conflito entre o bem e o mal, e o momento em que Satanás será acorrentado e finalmente destruído. …

“Muito se admiram quando ouvem que Jesus voltará. Essa verdade, porém, está expressa no Pai Nosso, quando oramos: ‘Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino’. E no credo, onde, falando de Jesus, diz: ‘está assentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde virá a julgar os vivos e os mortos.’ O Senhor mesmo deu Sua palavra de honra ao prometer: ‘Virei outra vez’. (Ver S. João 14:1-3). …

“O retorno de Cristo em glória e majestade é também ‘a bem-aventurada esperança’ de toda a Bíblia (Tito 2:13). O Novo testamento se refere a ela num versículo a cada onze, e Moody dizia que na Bíblia toda há umas 2.500 referências. Uma das impressionantes descrições está em Apocalipse 19:11-16.” – SRA/EP, p. 39.

“Nenhum tema tem maior destaque no Novo testamento do que a Segunda Vinda de Cristo. Um verso em cada 25 fere este tema.” O Apocalipse Revelado, p. 14.

Todo olho O verá – “Não há nada de secreto nos relâmpagos, figura usada por Jesus para dizer que virá em forma pública [Mateus 24:23-27]. Isto se harmoniza com o que foi profetizado no Salmo 50:3-6, que diz: ‘Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta. Intima os céus lá em cima, e a terra para julgar o seu povo…’ A mesma realidade reflete Jeremias 25:30-35 onde diz: ‘O Senhor lá do alto rugirá, e da Sua santa morada fará ouvir a Sua voz… Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações…’ Em I Tessalonicenses 4:16, S. Paulo declara que ‘o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus,…’ Não há nada de secreto nem silencioso no mais espetacular acontecimento que este planeta verá: o retorno de Jesus. .” – SRA/EP, p. 40.

Os que O traspassaram – “Jesus assegurou a Caifás e aos membros do Sinédrio que eles ressuscitariam dentre os mortos para contemplar a Sua volta nas nuvens (Mat. 26:63 e 64). Todos os que tomaram parte em Seu injusto julgamento e crucifixão irão ressuscitar e testemunhar esse evento glorioso.”

“Abrem-se sepulturas, ‘e muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’ Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. ‘Os mesmos que O traspassaram’ (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a  honra conferida aos fiéis e obedientes.

“Os que escarneceram de Sua declaração de ser Ele o Filho de Deus, estão agora mudos. Ali está o altivo Herodes, que zombou de Seu título real, mandando os soldados mofadores coroa-Lo rei. Estão ali os mesmos homens que com mãos ímpias Lhe colocaram sobre o corpo o manto de púrpura, e sobre a fronte sagrada a coroa de espinhos, e na mão, que não opunha resistência, um simulacro de cetro, e diante dEle se curvaram em zombaria blasfema. Os homens que bateram e cuspiram no Príncipe da vida, agora se desviam de Seu penetrante olhar, procurando fugir da subjugante glória de Sua presença. Aqueles que introduziram os cravos através de Suas mãos e pés, o soldado que Lhe feriu o lado, contemplam esses sinais com terror e remorso. ” – O Grande Conflito, p. 637 e 643.

A volta de Jesus – “Em forma pessoal, Atos 1:11 ‘…porque estais olhando para as alturas? Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, virá do modo como O vistes subir.’ (Outra passagem iluminadora é I Tessalonicenses 4:16). b. Em forma real. São Tomé tocou o corpo real (glorificado) de Jesus ressuscitado (São João 20:24-49). Jesus ressuscitado disse que tinha corpo, carne e ossos, e assim subiu ao Céu. (São Lucas 23:36-43, 50, 51). A Santa Bíblia também diz em Atos 1:11: ‘Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, há de vir do modo como O vistes subir.’ C. Em forma visível. Apocalipse 1:7 ‘Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá…’ Sim, será em forma visível.” – SRA/EP, p. 40.

“No dia de Sua vinda, a última grande trombeta é ouvida, e há um terrível estremecimento da terra e do Céu. A Terra inteira, das mais elevadas montanhas às mais profunda minas, ouvirá. Tudo será atravessado pelo fogo. A atmosfera contaminada será purificada pelo fogo. Tendo o fogo cumprido a sua missão, os mortos que foram depositados na sepultura sairão – alguns para a ressurreição da vida, para serem arrebatados para o encontro com o seu Senhor nos ares – e alguns para contemplarem a vinda dAquele que desprezarem e que agora reconhecem como sendo o juiz de toda a Terra.” – Ellen G. White, Olhando para o Alto, p. 255, citado em LES892, p. 168 .

Não haverá arrebatamento secreto – “Alguns estudiosos contemporâneos querem dizer que a Bíblia ensina que os fiéis serão levados ao Céu através de um ‘rapto secreto’ sete anos do aparecimento glorioso de Cristo. O único rapto mencionado nas Escrituras ocorre quando Cristo e Seus anjos chegam. I Tessalonicenses 4:14 não quer dizer que Deus trará os justos do Céu quando vier. Significa que Ele tirará os justos das sepulturas, exatamente como Jesus saiu do túmulo ao ressuscitar após a crucifixão. Os ‘mortos em Cristo’ ressuscitarão, ‘porquanto o Senhor mesmo, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus’ (verso 16). Os justos não vêm acompanhando a Cristo em Seu grande e público retorno. Eles ressuscitam para estar com Ele por toda a eternidade.” – LES963, lição 13, p. 2.

 

1:8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Alfa e Ômega – “…inteireza e amplitude, e tem o  mesmo significado que ‘o princípio e o fim, o primeiro e o último’ (ver SDABC, vol. 7, p. 734).  Ao ser aplicado diversas vezes a Cristo, esse título enfatiza a inteireza e a amplitude da mensagem profética do Apocalipse.” – LES892, p.12.

 

1:9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

João, companheiro na aflição – “João sofreu por sua fé. Na última década do primeiro século A.D., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado ileso de lá e exilado para a ilha de Patmos. Escrevendo aproximadamente cem anos mais tarde, Tertuliano, presbítero de Cartago, afirmou o seguinte: ‘Já que, além disso, está perto da Itália, você tem Roma, da qual nos chega às mãos a própria autoridade [dos apóstolos] …, onde o apóstolo João foi primeiro lançado, ileso, em azeite fervente, e enviado de lá ao seu exílio na ilha.’ – ‘Prescrição contra Hereges’, XXXVI; Ante-Nicene Fathers, III, 260.” – LES892, p. 18.

“João escreveu o livro de Apocalipse na rochosa ilha de Patmos (Apocalipse 1:9), que fica no mar Egeu [entre a Turquia e a Grécia, para onde havia sido desterrado por ordem do imperador Domiciano. Por causa de sua fé, foi obrigado a trabalhar nas minas. Naqueles dias Patmos servia como prisão de máxima segurança. João escreveu sob circunstâncias difíceis e desanimadoras.” – SRA/EP, p. 13.

Nota do Compilador: João foi o único apóstolo que teve morte “natural”.

 

1:10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

Dia do Senhor – “Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia.”  – Atos dos Apóstolos, p. 581

“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.

“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.

“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.

“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.

“O primeiro dia da semana só foi chamado ‘dia do Senhor’ bem mais tarde. […] ‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja’ com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão ‘dia do Senhor’, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo.’ – SDABC, vol. 7, p. 735.” – LES892, p. 20.

“Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. …

“Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. …

“Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.” – SRA/EP, p. 63 a 65.

Ver Apêndice: “O Dia de Repouso no Novo Testamento.”

 

1:11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.

Sete igrejas – “Sabemos que as sete igrejas eram congregações literais na província romana da Ásia: ‘A ordem em que as igrejas são mencionadas aqui, bem como nos capítulos 2 e 3, representa a seqüência geográfica em que o mensageiro que levasse uma carta de Patmos chegaria a essas sete cidades na província da Ásia.’ – SDABC, vol. 7, p. 737, citado em LES892, p. 20.

“A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:

A aplicação local considera as mensagens como sendo dirigidas às igrejas literais na Ásia Menor.

A aplicação histórica encara as mensagens como especialmente aplicáveis a sete períodos na história da Igreja. ‘Os nomes das sete igrejas são símbolos da Igreja em diferentes períodos da era cristã.  O número sete indica plenitude e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da Igreja nos diversos períodos da história do mundo.’ – Atos dos Apóstolos, p. 585.” – LES892, p. 20

“A mensagem à Igreja de Laodicéia tem especial aplicação à Igreja nos últimos dias. A Igreja de Laodicéia era muito semelhante à Igreja contemporânea.” LES892, p. 44.

“A aplicação espiritual considera todas as sete mensagens como conselhos espirituais para a Igreja em qualquer tempo. Ellen G. White aplica todas as sete mensagens a nós hoje em dia.” – LES892, p. 20.

“O fato de que o número total é sete denota que todas elas juntas representam a totalidade do conjunto de crentes no passado e no presente.” – LES892, P. 29.

“… as sete igrejas do Apocalipse não somente representam o desenvolvimento histórico da Igreja, mas também todo o conjunto de crentes em toda geração, desde o começo da Era Cristã até o fim do tempo. Todas as sete mensagens se aplicavam à Igreja Cristã universal do primeiro século, e todas as mensagens se aplicavam à igreja mundial hoje em dia.

Alguns cristão, hoje em dia, perderam o seu primeiro amor (Éfeso). Alguns enfrentam intolerância e perseguição (Esmirna). Alguns estão tolerando o erro e a apostasia (Pérgamo). Alguns estão cometendo imoralidade espiritual ao ficarem fascinados com o sistema religioso simbolizado por ´Jezabel´ (Tiatira). Alguns perderam aquela fé viva que atua pelo amor (Sardes). Alguns estão labutando fielmente para Cristo e confiando ao mesmo tempo no Seu ministério mediador e judicial (Filadélfia). Alguns estão espiritualmente mornos, satisfeitos consigo mesmos e inconscientes de que são ‘infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus’ (Laodicéia). Precisamos encarar com seriedade todas as sete mensagens no tempo presente.”  – LES892, p. 44.

“Cada mensagem se aplica a nós.” – LES892, p. 30.

 

Igreja Período histórico Significação Apresentação de Cristo Elogio(s) Repreensão Recompensa do vencedor
ÉFESO 1º século A.D. Igreja impassível. Segura as 7 estrelas e anda no meio dos 7 candelabros. Perseverança; boas obras. Pôs à prova os falsos mestres. Abandono do primeiro amor. Alimentar-se da árvore da vida.
ESMIRNA 100 A.D. a 313 A.D. Igreja perseguida. O primeiro e o último. Esteve morto e tornou a viver. Rica no sentido espiritual. Nenhuma! Não sofrer o dano da segunda morte.
PÉRGAMO 313 A.D. a 538 A.D. Igreja popular. Tem a espada afiada de dois gumes. “Conservas o Meu nome, e não negaste a Minha fé”. Aceitação de falsas doutrinas. Comer do maná escondido. Pedrinha branca com nome novo.
TIATIRA Idade Média até a Reforma.. Igreja que transige. O Filho de Deus. Olhos como chama de fogo. Amor, serviço, fé, perseverança, obras numerosas. Tolerava Jezabel. Autoridade sobre as nações; receber a estrela da manhã.
SARDES Pós-Reforma. Igreja morta. Tem os 7 Espíritos de Deus e as 7 estrelas. Alguns não contaminaram as suas vestiduras. Os membros têm nome de estarem vivos; mas estão mortos. Vestido de vestiduras brancas; nome não apagado do livro da vida.
FILADÉLFIA Grande Avivamento. Igreja missionária. O Santo. O Verdadeiro; Tem a chave de Davi. “Guardaste a Minha palavra, e não  negaste o meu nome. Nenhuma! Será coluna no templo de Deus; Nome de Deus escrito nele.
LAODICÉIA Atualidade. Igreja morna. O Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira. Nenhum! Morna;  acha que não precisa de coisa alguma. Sentar-se com Cristo no Seu trono.

 

Diagrama com os pontos principais das igrejas do Apocalipse – cf. LES892, p. 30, 31 e 44.

 

1:12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,

Sete castiçais/candeeiros – “…os sete castiçais […] são as sete igrejas.” Apoc. 1:20.

“Os candeeiros representam a Igreja de Cristo ao redor do mundo.” – LES892, p. 25

“Em Apocalipse 1:11-12, Jesus aparece entre os 7 candeeiros. … Apoc. 1:20 oferece-nos a chave: Os 7 candeeiros são as 7 igrejas. … estas representam 7 períodos do povo de Deus. Esta visão nos revela o enternecedor cuidado de Jesus por Seus filhos em seu jornadear entre Sua congregação através dos tempos.

“Ao analisarmos as mensagens  das 7 igrejas, descobrimos que ali aparecem 7 descrições de Jesus, as quais salientam diversos aspectos de Sua incomparável pessoa e que, em conjunto, dão-nos uma visão magnífica de Cristo. .” – SRA/EP, p. 19

“Os sete suportes verticais de ouro, para lâmpadas, são rememorativos do candelabro com sete ramificações no lugar santo do santuário terrestre. O simbolismo é um pouco diferente no Apocalipse, porque Cristo não podia ser representado andando no meio de um só candelabro com sete hastes ou braços. Mas a comparação de Zacarias 4 com Apocalipse 1 revela que o significado é o mesmo. Os candelabros representam o povo de Deus, o azeite (a espada em Apoc 1:16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de Seu povo. (Ver Zac. 4:6; Efés. 6:17.) A luz do Seu amor e verdade brilha para o mundo por meio de Seu povo. (Ver S. João 8:12; S. Mat. 5:14.).” – LES892, p. 21.

Voltei-me … falava … vi – “Ao ler Apocalipse, notamos que Deus estava mostrando incidentes e fatos que o Seu servo via com os seus olhos e ouvia com seus ouvidos. Portanto, João, ao informar as visões, diz: ‘Eu vi’, ou ‘olhei’ e ‘ouvi’, ou algo semelhante, pelo menos 73 vezes. Em Apocalipse, Deus está apresentando acontecimentos, nações, movimentos religiosos e organizações em mensagens como em filmes com imagens e palavras. Diríamos hoje que Deus revelou o Apocalipse por meio de impressões audiovisuais. .” – SRA/EP, p. 15.

 

1:13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;

Manto (vestes talares) – “…longo manto azul usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no Lugar Santo. (Ver Êxo. 28:4 e 31; 29:5; 39:22).” – LES892, p. 22

Cinto de ouro – “O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral…(Ver Êxo. 28:6-8 e 15.) – LES892, p. 22.

Filho do homem – “João viu a Cristo, nosso sumo sacerdote. Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial. Sua visão de Cristo tem notáveis semelhanças com as visões de Cristo em Daniel 7 e 10. […] Como Sumo-Sacerdote celestial, Ele tem autoridade para perdoar-lhe os pecados (I S. João 2:1). Purifica-o de todo pecado (Heb. 9:11-14) e aplica-lhe os méritos de Seu sacrifício (Heb. 8:1-3). Intercede constantemente por você (Heb. 7:25).” – LES892, p. 22.

Jesus andando no meio dos castiçais – “Conquanto seja sumo sacerdote e mediador no santuário celestial, é apresentado andando de um para outro lado entre as Suas igrejas terrestres. Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo.” – Atos dos Apóstolos, p. 585 e 586.

 

1:14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;

 

1:15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.

 

1:16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.

 

Sete estrelas – “…as [sete] estrelas são os anjos das sete igrejas,…” – Apoc. 1:20.  “Que representam as sete estrelas? Os dirigentes da Igreja.” – LES892, p. 26. “No Novo Testamento, a palavra grega para ‘anjo’ às vezes se refere a mensageiros humanos. Em S. Mateus 11:10; S. Lucas 7:24; 9:52 e S. Tiago 2:25 ela foi traduzida dessa maneira.” – LES892, p. 25.

Ver também comentário sobre Apoc. 2:1.

Espada de dois fios – “O azeite (a espada do verso 16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de seu povo.” – LES892, p.21.

“A espada simboliza o Espírito Santo (Efés. 6:17; comparar com Heb. 4:12). O Espírito usa a Palavra de Deus para trazer vitalidade espiritual aos que confiam em Jesus. Jesus promete amparar-nos com Seu Espírito e Palavra. Esta promessa se encontra em muitas partes da Bíblia. (Ver Isa. 26:3; Sal. 55:22.) Quando o Senhor põe em nós o Seu Espírito somos habilitados a andar em Seus caminhos e guardar Seus mandamentos (Ezeq.. 36:27). Os membros da Igreja remanescente guardam os mandamentos de Deus porque estão constantemente recebendo de Jesus a dádiva do Espírito Santo. (Ver Apoc. 12:17.) Enquanto permitirmos que Jesus reine em nosso coração pelo Espírito Santo, Satanás não terá poder sobre nós. (Ver I Cor. 10:13.)” – LES892, p. 25

Rosto como o sol – majestade de Jesus – “No Apocalipse, Cristo não aparece como fraco nem indefeso, nem como o incompreendido. É a revelação de Jesus Cristo como majestoso Rei dos reis que, com Seu poder, abre o caminho e as portas da salvação e nos coloca diante da própria presença de Deus, o Pai.

“Nos três primeiros Evangelhos, faz-se menção 25 vezes de que Jesus falava com autoridade; com poder. Os últimos três versículos do Evangelho Segundo São Mateus dizem que o Cristo ressuscitado apresentou-se como tendo ‘todo poder no Céu e na Terra’. E esta é justamente a gloriosa realidade de Jesus, que o Apocalipse nos revela: Ele é o centro; o Alfa e o Ômega; o primeiro e o último; o que venceu a Satanás nos Céus, venceu-o na cruz e o destruirá no final do grande conflito entre o bem e o mal; o que venceu a morte e vive pelos séculos dos séculos. Jesus é o eterno Todo-poderoso.

“Tem-se dito, muitas vezes, que o poder corrompe os governantes. Deve-se isto, sem dúvida, às motivações não santificadas do coração humano. Com Cristo, porém, não acontece o mesmo, por causa de Seus motivos santificados, e o Apocalipse revela isto.” – SRA/EP, p. 20;

 

1:17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.

 O primeiro e o último – “Assim como o Pai, Jesus tem existência eterna. […] Os mesmos característicos divinos possuídos pelo Pai são partilhados pelo Filho. João foi confortado pela certeza de que o Ser que lhe apareceu não era outro senão o eterno Filho de Deus, o qual, como o “EU SOU” do Antigo Testamento, guiara e instruíra o Seu povo. (Ver Êxodo 3:14.).” – LES892, p. 23 e 24.

 

1:18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Tenho as chaves da morte e do inferno – “A ressurreição espiritual e a ressurreição literal são possíveis em virtude da morte e ressurreição de Cristo. Jesus retém ‘as chaves do reino dos Céus’, mas Ele as partilha conosco. É aquele que ressuscita os que estão espiritualmente mortos, e tirará finalmente os justos mortos da sepultura. Sua graça também nos habilitará a revelar Seu amor a outros, para que, pelo nosso testemunho, sejam levados a desfrutar as bênçãos do reinos da graça e, por fim, o reino da glória.” – LES892, P. 24.

“A ressurreição de Cristo demonstra que Ele tem poder sobre a vida e a morte (Apocalipse 2:8) e nos dá garantia do Seu poder para salvar (São João 10:17).” – SRA/EP, p. 23

“Ao cortar os inúmeros laços emotivos (conscientes e inconscientes) de nosso relacionamentos, a morte produz um vazio e uma sensação de carência difíceis de serem igualados. A morte é a última e maior frustração humana…

“A morte inocente e a ressurreição de Cristo resolvem o problema da morte do pecador. ‘Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’ (São João 3:16).” – SRA/EP, p. 67

Inferno – “A sepultura” – LES892, p. 87.

 

1:19 Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder.

Coisas que são e as que hão de suceder – “Jesus disse a João que lhe estavam sendo reveladas as coisas que são e ‘as que depois destas hão de vir’ (Apoc. 1:19); mostra que começariam no tempo de João e se desenvolveriam progressivamente. Até quando? A revelação chega até a 2ª vinda de Cristo. Ex.: Apoc. 1:7. Os fato de os outros períodos proféticos de 7 do Apocalipse (por exemplo: os 7 selos, as 7 trombetas) culminarem com a Segunda Vinda de Cristo fortalece a interpretação de que as 7 igrejas são etapas sucessivas que começam com a época dos apóstolos e terminam com a Segunda Vinda de Cristo. O cumprimento histórico dos símbolos confirmaria esta interpretação.

“Como interpretar as datas? As 7 igrejas não são etapas proféticas cronológicas com datas exatas, como ocorre com as 70 semanas e os 2.300 dias; por isso, poderia haver alguma elasticidade para dizer quando acaba um período e começa outro. Alguém disse que assim como é difícil dizer quando terminou a noite e começou o dia e, contudo, são dois períodos diferentes. As fases das 7 igrejas são perfeitamente identificáveis, apesar de poder existir alguma flexibilidade de datas.” – SRA/EP, p. 34.

“A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos santos apóstolos a várias congregações, e que o cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro sagrado realmente singular. É a revelação de Jesus Cristo, expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com instruções para elas e com mensagens proféticas aplicadas a sete períodos específicos da história da igreja.

“Ao mesmo tempo contêm mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.” – SRA/EP, p. 33.

 

1:20 Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.

Sete estrelas – Ver comentários sobre Apoc. 1:16 e 2:1.

 

Referências abreviadas:

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

 



JUDAS –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
25 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: JUDAS – Primeiro leia a Bíblia

JUDAS – BLOG MUNDIAL

JUDAS – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JUDAS by Luís Uehara
25 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/1

“Toda a glória seja àquele que é poderoso para guardá-los de cair e para levá-los, com grande alegria e sem defeito, à sua presença gloriosa” (Judas 1:24 NVT)

Que promessa! Nós realmente acreditamos que Deus pode nos dar vitória sobre todo pecado que nos assedia?

A maioria de nós tem dificuldade de imaginar um ideal tão elevado. Nós damos desculpas para as nossas falhas culpando a hereditariedade, a natureza humana e a provocação, mas não tenho certeza se Deus aceita nossas desculpas. Ele anseia por um povo através do qual possa demonstrar Seu caráter ao mundo, um povo “que prefere morrer a cometer um ato errado”.

Embora seja verdade que nosso Senhor Jesus nos cubra com Seu manto de justiça, Ele não pode fazer isso enquanto continuamos na prática de pecados conhecidos. Satanás seria o primeiro a gritar: “Isto é injusto! Se o Senhor pode fazer isso por eles, então tem o dever de fazer o mesmo por mim.” E ele teria razão. Se desculpamos nossas quedas e falhamos em abandonar nossos erros por meio do poder de Cristo, então o sacrifício de Cristo por nós é vão. Estamos dizendo que Jesus deve nos salvar em nossos pecados, não dos nossos pecados, o que é uma falsa esperança, sem suporte bíblico.

À medida que nos entregamos a Jesus, olhando constantemente para Ele em busca de orientação e força, Ele nos segurará pela mão e de maneira nenhuma soltará a nossa mão (1 Cor.1:7-9).

Cindy Tutsch
Editora do blog RevivalandReformation.org

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jud/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



Judas – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli
25 de março de 2025, 0:50
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528 palavras

1 Servo de Jesus Cristo. Ou “escravo de Jesus Cristo” (Rm 1:1). Se Judas e Tiago eram irmãos do Senhor, então, ambos mostram grande sutileza em suas epístolas, abstendo-se de mencionar esta relação, preferindo reconhecer a divindade de seu Mestre e proclamar sua submissão total, como Seus servos obedientes (Tg 1:1). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 778.

4 Introduziram com dissimulação. Do gr. pareisduō, “entrar secretamente”, “infiltrar-se furtivamente”. Os falsos mestres não eram honestos. Por ensinarem doutrinas subversivas, eles se esforçavam na dissimulação e entravam na igreja sem revelar seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 7, p. 779.

6 Algemas eternas. As “correntes” ou “amarras” são eternas no sentido de que os anjos rebeldes não podem escapar delas. CBASD, vol. 7, p. 780.

9 Miguel. Este Comentário apoia o ponto de vista de que “Miguel” é um dos nomes de Cristo (Dn 10:13; ITs 4:16; Ap 12:7), não como o anjo-chefe, mas como o governante dos anjos. CBASD, vol. 7, p. 781.

Corpo de Moisés. Além do relato de Judas, a única referência bíblica ao sepultamento de Moisés está em Deuteronômio 34:5 e 6, em que há registro de que o Senhor sepultou Seu servo fiel e que o local de seu túmulo é desconhecido aos homens. Judas, então, revela que o corpo foi objeto de disputa entre Cristo e Satanás. O fato de Moisés ter aparecido com Elias no monte da transfiguração leva à conclusão de que o Senhor triunfou na disputa com o diabo e ressuscitou Moisés de sua sepultura, fazendo dele a primeira pessoa conhecida a provar o poder vivificador de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 781.

Não se atreveu. Do gr. tolmaō, “ousar”, “presumir”, “fazer algo por conta própria”. Não estava de acordo com o caráter divino caluniar alguém, nem mesmo o diabo, e Cristo não Se atreveria a fazer qualquer coisa contrária à Sua própria natureza e ao caráter perfeito de Deus. Cristo não traria contra ele [o diabo] um “juízo infamatório” como acusação de mentira ou roubo. Satanás é o grande “acusador” (Ap 12:10), o grande caluniador (Zc 3:1, 2), e Cristo jamais usaria as mesmas armas de guerra do diabo. CBASD, vol. 7, p. 781.

15 Juízo. Do gr. krisis (2Pe 2:4). Cristo vem para pronunciar juízo sobre todos os homens, alguns dos quais serão salvos, e outros, perdidos (Jo 3:17; 5:22, 27). CBASD, vol. 7, p. 783.

17 Lembrai-vos. O esquecimento do que os apóstolos tinham dito tornaria os crentes suscetíveis aos ensinamentos sedutores do inimigo e prepararia o caminho para a apostasia. CBASD, vol. 7, p. 784.

20 Orando no Espírito Santo. Ou seja, orando de acordo com as orientações do Espírito Santo e com o auxílio do Espírito. CBASD, vol. 7, p. 785.

21 Guardai-vos. Embora os cristãos sejam “guardados pelo poder de Deus” (IPe 1:5; Jo 17:11), eles também têm de se guardar de todo o mal e permanecer na esfera das boas influências. CBASD, vol. 7, p. 785.

24 Apresentar. O clímax da proteção de Deus virá quando o crente se apresentar sem medo na presença divina, no dia do julgamento. Pela graça capacitadora de Cristo, o cristão pode viver uma fé confiante no poder de Deus que o impedirá de cair em pecado e permitirá que ele finalmente permaneça sem mancha ou vergonha na presença divina. CBASD, vol. 7, p. 786.

25 Amém! Do gr. amēn (Mt 5:18). Pelo uso da palavra aqui, Judas pode concordar com a atribuição de tal louvor a Deus, ou pode expressar seu desejo para que seus leitores se guardem de cair em pecado que, por sua vez, também pode se unir ao do hino de louvor ao Pai. É provável que o escritor pretenda que o “Amém” se aplique a ambos os sentidos. Sua carta, breve como é, certamente deve ter trazido estabilidade espiritual para a vida de quem a estudou. CBASD, vol. 7, p. 787.



Judas – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
25 de março de 2025, 0:45
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A mensagem de Judas parece um tipo de preparo para o que vem logo em seguida. Como um prólogo de Apocalipse, a epístola de Judas revela verdades tão intimamente ligadas ao tempo do fim quanto as profecias do último livro da Bíblia. A finalidade do autor foi tão somente declarar o que o Espírito Santo o inspirou a escrever sobre a grande batalha espiritual desde tempos antigos e que muito em breve será encerrada. A diligente batalha pela fé precisa ser enfrentada sabendo que, de forma dissimulada, Satanás tem introduzido seus agentes para tentar desanimar e derrubar “aos chamados” (v.1), os que têm sido despertados para viver conforme toda a luz revelada para os últimos dias. E da mesma forma que, no passado, tanto anjos quanto homens selaram seu destino de eterna perdição, “homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”, “desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação” (v.4).

Quando o inimigo minou o coração de terça parte dos anjos com sua iniquidade, que grande vazio foi deixado no Céu e no coração do Criador! Quão terrível e fatídico deve ter sido aquele dia! As hostes que outrora abrilhantavam as abóbadas celestes, foram expulsas das moradas santas, pois a corrupção que lhes manchou o caráter não poderia ter ligação alguma com o santo lugar, nem tampouco com a presença do Senhor que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8). Este mesmo conflito que teve início no Céu, após a entrada do pecado, foi transferido para a Terra. A humanidade passou a ser o novo alvo do inimigo, porém, de forma ainda mais específica, ele tem procurado exercer toda sorte de maldades a fim de afligir e magoar os santos do Altíssimo. Foi assim com a primeira família humana, foi assim com Israel e o será até o fim quando ele lançar a sua última ira contra a igreja de Deus e “pelejar contra os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).

Deus tem um povo que tem perseverado em fazer a Sua vontade e rejeitado as coisas que há no mundo. Bem como há inserido no meio do Seu povo muitos que insistem em transformar a fé em uma vitrine do “eu acho”. Que tipo de adoração estamos oferecendo a Deus quando não estamos dispostos a aceitar e viver o claro e sonoro “assim diz o Senhor”? Se a bela e apetitosa oferta de Caim, se as suas “boas intenções”, se a sua forma de adorar foram consideradas por Deus como indignas de aceitação, porque pensamos que podemos fazer o mesmo hoje diante de um Deus que não muda (Ml.3:6)? “Ai deles” (v.11), está escrito! Ai de nós, se seguirmos tamanha imprudência! Mas ainda que estejamos no caminho correto, isso não nos autoriza a difamar o nome de ninguém, mesmo que este esteja completamente errado. O fato de Miguel, que é Jesus, o Senhor dos Exércitos, não ter ousado “proferir juízo infamatório” contra o diabo; “pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (v.9), deveria ser para nós o grande exemplo de como podemos vencer nossas batalhas contra o mal: entregando tudo nas mãos do Deus Todo-Poderoso.

Toda a Terra tem manifestado que perto está o grande Dia do Senhor. E o Espírito Santo têm levantado os grandes reformadores atuais que, possuindo a mesma confiança de Lutero, estão a apregoar com fortes pancadas as teses da última verdade presente. Homens, mulheres, jovens e crianças que cheios da unção do Espírito, estão a revelar ao mundo não uma religião egocêntrica, mas “a religião pura e sem mácula” de Cristo (Tg.1:27). Creio que este exército de salvação já está sendo guardado e preparado para viver os últimos instantes deste mundo e, assim como Enoque, ser participante da graça de contemplar “o Senhor entre Suas santas miríades” (v.14) ainda em vida. Se esta era a esperança do apóstolo Paulo, porque não ser também a nossa? Devemos buscar viver cada dia com a intensidade de Jó: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).

“No último tempo”, amados, “haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões” (v.18). E não pensem que estes surgirão do meio cético, mas, principalmente, de nossas próprias fileiras. Irmãos que antes aparentavam cortesia e amizade, se revelarão como “aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (v.16) e “são estes que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (v.19). “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (v.20-21). Tenhamos compaixão daqueles que ainda “estão na dúvida” (v.22), e sejamos veículos de salvação para livrá-los “do fogo”, detestando toda e qualquer aparência do mal (v.23).

Olhem para o alto, meus irmãos! Eis que a nossa redenção se aproxima! Clamemos com intenso fervor “Àquele que é poderoso para [nos] guardar de tropeços e para [nos] apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória” (v.24).

A Ti, Pai, “ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (v.25). Dá-nos forças, Senhor, para vivermos a Tua vontade ainda que caiam os céus! Guarda-nos em Teu amor e nos ensina a orar no Espírito Santo. E mesmo diante de discursos aparentemente piedosos, mas desprovidos do Espírito, nos ajuda a discernir o engano daqueles que transformam em libertinagem a graça do Senhor. Pai, a Tua graça sobre nós custou o precioso sangue de Jesus. Ajuda-nos a lembrarmos disso todas as vezes que os púlpitos de Tua igreja forem usados de forma indevida. E que não cabe a nós difamar, mas confiar tudo em Tuas mãos, pois a Tua igreja é a menina dos Teus olhos. Derrama em nosso coração o Teu amor e fortalece a nossa fé nesses dias difíceis. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “amados em Deus Pai e guardados por Jesus Cristo” (v.1)!

Rosana Garcia Barros

#Judas #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JUDAS – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
25 de março de 2025, 0:40
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JUDAS – Este não é o indivíduo que traiu Jesus; é o meio-irmão do Salvador. Sua mensagem é intensa, direta e extremamente relevante para a igreja em qualquer época.

O tema central desta carta é uma convocação urgente para que os crentes batalhem diligentemente pela fé que uma vez por todas foi confiada aos santos (v. 3). Judas escreve contra a infiltração sorrateira de falsos mestres que distorcem a graça de Deus, levando muitos ao engano e à destruição espiritual.

Embora Judas tenha iniciado com um tom pastoral e fraterno, desejando falar “acerca da salvação”, alterou o rumo ao perceber a necessidade de alertar a igreja sobre um perigo iminente.

• Isso nos ensina que, mesmo sendo essencial pregar sobre o amor e a salvação, há momentos em que a igreja precisa ser alertada contra ensinos destrutivos que comprometem a verdade.

“A epístola que leva o nome de Judas é tão pequena e destruída de elementos formais de uma epístola comum que muitos a reputam por folha anti-herética ou bilhete de urgência enviado às igrejas com o fim de preveni-las dos mesmos perigos apontados nas cartas de Tiago e João, a saber, forças dissidentes que haviam adentrado na Igreja Cristã primitiva”, contextualiza Rodrigo Silva.

Com essa carta, fica evidente que a igreja “precisa lutar pela fé genuína e perseverar, resistindo aos pregadores mentirosos” (Bíblia do Discípulo).

Judas 4 revela que tais pregadores não vem de fora com ataques diretos; eles surgem dentro da igreja, distorcendo o evangelho para seus próprios interesses. Eles transformam a graça em libertinagem, pregam um evangelho sem santificação, sem transformação, onde o pecado é tolerado sob a desculpa de misericórdia divina. Judas adverte que esse tipo de ensino pervertido leva ao juízo divino, e usa exemplos históricos para fundamentar sua declaração (Judas 5-7):

• Os israelitas incrédulos destruídos após saírem miraculosamente do Egito
• Os anjos caídos que abandonaram sua posição e sofreram condenação.
• Sodoma e Gomorra destruídas devido à depravação moral.

A igreja precisa estar atenta aos sinais que caracterizam aos que corrompem o evangelho (Judas 8-16). E tão importante quanto discernir o erro, é permanecer firme na verdade (Judas 17-25). Como?

• Edificando-se na santíssima fé;
• Orando no Espírito Santo;
• Mantendo-se no amor de Deus;
• Aguardando a misericórdia de Jesus.

Vamos à luta? – Heber Toth Armí.



III JOÃO 1 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
24 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: III JOÃO 1 – Primeiro leia a Bíblia

III JOÃO 1 – BLOG MUNDIAL

III JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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III JOÃO 1 by Luís Uehara
24 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/3jo/1

Quando você ou eu escrevemos um e-mail, podemos colocar em itálico uma palavra que queremos que o destinatário observe. Ou podemos usar negrito ou MAIÚSCULAS. Os escritores da Bíblia não tinham essas opções. Em vez disso, eles usavam a repetição. A curta carta de João a Gaio em 3 João contém uma repetição interessante. Quatro vezes em apenas 14 versículos, João se refere a Gaio como “amado”.

A palavra “amado”, da palavra grega “agape”, é um termo afetuoso usado não apenas por João, mas também por outros escritores do Novo Testamento, incluindo Paulo, Pedro, Tiago e Judas. Significativamente, Deus usou a palavra duas vezes para descrever Seu amor por Jesus. “Este é o Meu Filho amado, em quem me comprazo”, disse Deus no batismo de Jesus (Mateus 3:17). No Monte da Transfiguração, Ele reiterou: “Este é Meu Filho amado, em quem me comprazo; ouça-o!” (Mateus 17:5).
Sabemos pouco sobre Gaio além do que João escreveu em 3 João. Mas uma coisa é certa: João amava Gaio profundamente.

Você expressa afeto de modo generoso? Você é igualmente generoso em seu amor a Deus? Escreva hoje uma carta para alguém especial. Use a repetição para expressar o seu amor. Escreva, como João, que você está orando por essa pessoa. E então ore por ela.

Andrew McChesney
Editor, Missão Adventista, Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/3jn/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



III JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
24 de março de 2025, 0:50
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1159 palavras

Público alvo. A carta de 3 João é uma das poucas do NT escritas para um só indivíduo. Ela dá evidências de que esse indivíduo, Gaio, era amigo leal de João e um dos “irmãos” que o apóstolo menciona. Ao que tudo indica, era rico o suficiente para estender hospitalidade aos irmãos, quando chegavam de visita. Gaio é um nome romano comum. Bíblia de Estudo Andrews.

Mensagem. Na época em que João 3 foi escrita, os outros apóstolos, assim como outros “irmãos”, viajavam e pregavam o nome de Jesus. Tais pessoas dependiam da hospitalidade de outros cristãos. Esta carta elogia Gaio por ser hospitaleiro com essas pessoas e o incentiva a continuar, mesmo diante da rivalidade egoísta de Diótrefes. […] A carta de 3 João aborda um desafio que todas as pessoas enfrentam, seja intimamente ou no relacionamento com os outros. Assim como Diótrefes, todos são tentados, em algum momento, a ir em busca do próprio poder e da honra pessoal, mesmo à custa de outras pessoas. Esta epístola defende uma opção melhor: compartilhar com os outros a luta por uma causa maior. Ela também dá aos leitores de hoje um vislumbre fascinante de como era a vida e quais eram os desafios da igreja apostólica. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Terceira João segue o padrão das cartas pessoais da época. Bíblia de Estudo Andrews.

2. Faço votos. A frase diz, literalmente, “em relação a todas as coisas, eu lhe desejo [ou ‘oro’ por sua] prosperidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 767.

Prosperidade. Uma oração para que tudo fosse bem em todos os aspectos da vida de Gaio. Bíblia de Estudo Andrews.

O Senhor não está desatento a nossas necessidades temporais. Ele quer que sejamos bem-sucedidos tanto nos assuntos temporais quanto nos espirituais. Um bom cristão deve ser um bom homem de negócios ou um trabalhador capaz, uma vez que, além das habilidades naturais, ele também pode desfrutar da bênção de Deus sobre seus deveres diários. CBASD, vol. 7, p. 767.

Saúde. Deus está interessado em nossa condição física e deseja que desfrutemos do melhor da saúde. Devido à estreita ligação entre a mente e o corpo, quando a vida espiritual ou o caráter prospera, o corpo está mas apto a ser sadio (Êx 15:26; Pv 14:30; CBV, 241). Por outro lado, quando a saúde do corpo é negligenciada e os maus hábitos físicos se estabelecem, a vida religiosa também sofre (CBV, 280, 315, 319). CBASD, vol. 7, p. 767.

alma. Costuma se referir à vida da pessoa como um todo (1Jo 3:16), mas, às vezes, alude especificamente à vida interior e aos pensamentos (Jo 12:27). Bíblia de Estudo Andrews.

3-8 Gaio é incentivado a continuar a estender hospitalidade aos irmãos que pregam em nome de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.

4. Meus filhos. Meus próprios filhos isso pode indicar que Gaio era um dos convertidos de João (cf. com. de 1Jo 2:1; 2Jo 4; cf. 1Ts 2:7-12; 1Tm 1:2). CBASD, vol. 7, p. 768.

Demonstra uma preocupação paternal pelos cristãos. Bíblia de Estudo Andrews.

5 irmãos, e […] estrangeiros. Gaio era hospitaleiro com esses obreiros cristãos, mesmo que fossem estrangeiros. Bíblia de Estudo Andrews.

7. Por causa do Nome. Evidências textuais confirmam … esta variante, isto é, o nome de Jesus (ver com. de At 3:16; 4:12; Rm 1:5). CBASD, vol. 7, p. 768.

Saíram. Partiram de sua igreja local, possivelmente Éfeso. Nos dias de João, o espírito de evangelização, levando os cristãos a divulgar as boas novas de um lugar, era louvável. CBASD, vol. 7, p. 768.

nada recebendo dos gentios. Os que trabalham para Jesus, necessitam do auxílio de outros cristãos (v. 8); eles não procuram suporte de descrentes (1Ts 2:9). Bíblia de Estudo Andrews.

8. Portanto, devemos. Porque os missionários não levavam nada dos pagãos e por não haver apoio regular de uma tesouraria naquela época, era necessário que homens como Gaio ajudassem os trabalhadores e, assim, aliviassem a necessidade de pedir donativos. Pelo uso de “nós”, João reconhece o dever dele mesmo nessa questão da hospitalidade.  CBASD, vol. 7, p. 768.

acolher esses irmãos. Fazê-los se sentir bem-vindos. Bíblia de Estudo Andrews.

9-11 Advertência contra Diótrefes, que era egocêntrico e não demonstrava hospitalidade. Bíblia de Estudo Andrews.

9. Gosta de exercer a primazia. Desejo de controle e honra pessoal. Isso prejudica a igreja (Mc 9:35). Bíblia de Estudo Andrews.

Diótrefes abrigava ambições profanas. Aspirava a ser o primeiro por causa da posição e não pelo bem que podia realizar. A posição não é definida, e não há provas de que se refira a um bispado. A igreja cristã já era instruída sobre a ambição indesejável. (Mt 20:20-28; Lc 22:24-27; Jo 13:1-17). CBASD, vol. 7, p. 769.

10. far-lhe-ei lembradas. Apontar o erro das ações de Diótrefes da maneira que Jesus aconselhou (Mt 18:15-17), não usando fofocas, como este estava habituado. Bíblia de Estudo Andrews.

Impede. Diótrefes tomou medidas efetivas para impedir os outros de oferecer a hospitalidade que ele se recusou a dar. … O ato hostil reflete o poder de Diótrefes na igreja local, mas a situação mostra que a igreja não estava totalmente do lado dele, pois alguns, pelo menos, estavam em harmonia com o apóstolo e queriam receber os obreiros viajantes. CBASD, vol. 7, p. 770.

Recebê-los. Ao negar hospitalidade aos obreiros viajantes, Diótrefes recusou reconhecer a autoridade de João, pois os irmãos itinerantes levavam a recomendação do apóstolo itinerante. CBASD, vol. 7, p. 769, 770.

Os expulsa da igreja. Ou, excomungando-os (cf. João 9:34). É claro que a controvérsia era grave: houve um grande confronto entre escola apostólica e os adeptos dos falsos mestres. Nesta igreja, em particular, o partido herético, pelo menos, estava temporariamente em ascensão e podia impor sua vontade sobre a congregação. CBASD, vol. 7, p. 770.

11 O poder e a influência de Diótrefes podiam parecer impressionantes, mas ele não deveria ser imitado. Bíblia de Estudo Andrews.

Não imites. Ou, “não sigas”. João faz uma pausa em sua discussão sobre o conflito dentro da igreja e afirma verdades gerais que, se observadas, permitiriam a Gaio sempre tomar decisões certas. CBASD, vol. 7, p. 770.

Senão o que é bom. Nessa linguagem incisiva é possível que o apóstolo tenha feito uma análise da situação enfrentada por Gaio e seus amigos: a ação de Diótrefes era “má” e não devia ser imitada. Por sua vez, A ação elogiada por João nos versos 5 a 8 era “boa” e devia ser posta em prática. CBASD, vol. 7, p. 770.

Pratica o bem. No restante do versículo há uma impressionante semelhança entre a linguagem utilizada na primeira epístola de João (cf. 1Jo 3:6-10). Aqui está a expressão positiva da verdade afirmada negativamente em 1João 3:9 (ver com. ali). CBASD, vol. 7, p. 770.

jamais viu a Deus. Fala da grande realidade de que a prática do mal não tem lugar na vida dos filhos de Deus. entretanto, em 1 João se reconhece que, no presente, os cristãos não se afastam por completo do pecado e só consegue alcançar esse ideal por intermédio de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.

12 Demétrio. Talvez fosse o mensageiro que levou a carta a Gaio. Bíblia de Estudo Andrews.

Todos lhe dão testemunho, até a própria verdade. Ou, Demétrio vivia em harmonia com os padrões cristãos. João aqui personifica a verdade e torna a testemunhar a excelência do caráter de seu amigo. CBASD, vol. 7, p. 770.