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FILIPENSES 3 – Paulo fala de “inimigos da cruz de Cristo” na Igreja. O apóstolo os menciona com lágrimas, mostrando não tratar deles com desprezo, mas com tristeza profunda pelo estado espiritual deles. Sua preocupação é que a comunidade de leitores (naquele tempo, os filipenses) permaneça firme no evangelho, sem que seus membros se desviem por influências que comprometem e corrompem a fé.
Conforme Filipenses 3:18-19, esses inimigos infiltrados estão em oposição ao caminho da salvação, que é a vida em Cristo. São perigosos! O deus deles é o estômago – expressão para uma vida centrada nos prazeres materiais.
Tais pessoas, em vez de se envergonharem do pecado, elas o exaltam. Isso pode se referir a práticas que contradizem os valores do evangelho. São indivíduos consumidos por preocupações e ambições deste mundo, ignorando as realidades espirituais e eternas. São seculares, materialistas, moldados por influências pagãs e filosofias anti-bíblicas (legalismo, libertinagem, mundanismo).
Por isso, Paulo encoraja os crentes fiéis a imitarem seu exemplo (Filipenses 3:17) e a fixarem sua mente nas coisas celestiais (Filipenses 3:20-21), lembrando-os de que sua cidadania está no Céu e aguardam a volta de Jesus.
Apesar da tristeza ao tratar dos “inimigos da cruz de Cristo”, a alegria é um tema dominante em toda carta aos Filipenses. Essa alegria transcende circunstâncias adversas e é central na vida cristã, pois está enraizada na fé em Cristo e na esperança da glória futura.
Apesar de Paulo demonstrar tristeza pelas pessoas revelando compaixão pelo estado espiritual delas, por não ser indiferente à perdição dos outros, essa tristeza não é paralisante ou dominante, por entender que a cruz de Cristo é a fonte da redenção e vitória do cristão. Sua dor não obscurece sua alegria na soberania de Deus e na obra redentora de Cristo.
Paulo iniciou Filipenses 3 alertando contra os maus obreiros. Ele demonstra, então, por meio da própria experiência, que tudo o que antes considerava valioso em termos humanos (origem e religiosidade corrompida) é considerado “como esterco” em comparação com o conhecimento de Cristo e a justiça que vem da fé (Filipenses 3:1-11).
O apóstolo reconhece ainda não ter alcançado a perfeição, mas vivia perseguindo o alvo da vocação celestial. Ele incentiva os crentes a terem a mesma mentalidade de progresso espiritual (Filipenses 3:12-16) – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: FILIPENSES 2 – Primeiro leia a Bíblia
FILIPENSES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/fp/2
A humildade está intrinsecamente ligada ao altruísmo e em colocar as necessidades dos outros acima de nossas próprias necessidades (v. 3). Esse modo de pensar é o oposto do pensamento do mundo que afirma que o “eu” deve vir em primeiro lugar. Entretanto, basta olhar para as terríveis consequências do egoísmo. A “ira ao volante” é um bom exemplo!
Em uma cultura que promove o egoísmo como modelo, somos instados por Paulo a seguir o exemplo de amor e humildade que Cristo demonstrou. A proliferação quase global de “selfies” – imagens de si mesmo – pode ser um indicativo da época em que vivemos. Para alguns de nós pode ser difícil colocar as necessidades dos outros acima das nossas. Mas esta era a atitude de Cristo a qual somos exortados a reproduzir (v. 5).
Paulo termina o capítulo (vs.19-30) com o exemplo de dois crentes que colocaram as necessidades dos outros em primeiro lugar: Timóteo e Epafrodito. Seus serviços abnegados foram exercidos num momento em que as pessoas estavam buscando seus próprios interesses (v. 21), muito semelhante ao que vemos hoje. Que possamos trazer alegria aos outros ao nos dedicarmos a atender às suas necessidades.
Edward A. Appollis
Heidelberg College
África Do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/php/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1285 palavras.
2 Mesmo amor. Amor mútuo produz reciprocidade de pensamento e ação unida (cf. Jo 13:35; Cl 1:4; 1Ts 3:12; 2Ts 1:3). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 138.
Mesmo sentimento. Paulo afirma a necessidade de os crentes demonstrarem que aqueles que estão em harmonia com Deus vivem em harmonia uns com os outros. Poucas coisas contradizem mais a fé do que a incapacidade dos cristãos de viver e trabalhar em harmonia uns com os outros. CBASD, vol. 7, p. 138.
Vanglória. Não se devem fazer planos nem estabelecer alvos que seja instigados por ambição egoísta ou pelo desejo de sobrepujar os outros. Nada, nem mesmo por um fim que seja bom em si mesmo, é agradável a Deus se instigado por esses motivos. CBASD, vol. 7, p. 138.
Superiores. A humildade se volta para a excelência do outro e o julga a partir desse ponto de vista. … A pessoa piedosa é humilde e deseja que outros sejam preferidos em posição e honra. Isso não a torna alheia aos defeitos alheios dos outros quando estes se manifestam, mas a faz modesta e discreta mesmo diante desse fato. Esse padrão cristão reprova o amor excessivo a cargos e desperta contentamento em qualquer lugar ou função em que a providência de Deus determine estar (cf. com de Fp 4:11, 12). CBASD, vol. 7, p. 138, 139.
4 O que é dos outros. Os cristãos têm responsabilidade particular em relação ao bem espiritual alheio. … Se a pessoa não está ciente do retorno do Senhor, não é interferência imprópria contar-lhe da brevidade desse evento. É do interesse da pessoa e é dever do amigo ensiná-la ou lembrá-la dessas coisas. O mundo depende da igreja para informá-lo acerca da vida por vir, e todo aquele que ama a Cristo ama o próximo a ponto de esclarecer-lhe sobre a necessidade de preparo para o breve retorno de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 139.
6 Não julgou como usurpação o ser igual a Deus. O apóstolo falou do estado de Cristo: igualdade com Deus. Então, ele se volta para os pensamentos de Cristo a fim de dar uma compreensão de Sua mente e, assim, capacitar os filipenses a imitá-Lo. O raciocício de Paulo é coeso. Em uma sentença, ele mostra que a mente de Cristo, consciente da igualdade com Deus, decidiu renunciar à glória associada àquele estado para realizar o propósito compassivo de salvar a humanidade perdida. CBASD, vol. 7, p. 140.
Ser igual. Isto é, continuar a existir em igualdade com Deus. … Paulo declara esta posição apenas para mostrar a disposição de Cristo em renunciá-la em favor da salvação dos seres humanos. CBASD, vol. 7, p. 140.
A Si mesmo se esvaziou. Este esvaziamento foi voluntário (ver com. de Jo 10:7, 18). Não era possível a Cristo manter todas as características da Divindade e ainda efetuar a encarnação. CBASD, vol. 7, p. 140.
Forma de servo. Uma característica externa do servo é prestar obediência inquestionável. Como ser humano, o Filho decidiu obedecer ao Pai (cf. com. de Hb 5:8). Não se apegou à soberania divina, mas ao serviço, que se tornou a atitude predominante de Sua vida (Mt 20:28). Toda a vida de Cisto foi subordinada à vontade do Pai, assim como a nossa vida deve ser (MDC, 14, 15; DTN, 208). … Quando compartilhamos o verdadeiro espírito de Cristo, quando Ele habita em nós e vivemos a vida do Filho de Deus, o objetivo de admoestação de Paulo se cumpre em nós. Seremos, então, como Cristo. CBASD, vol. 7, p. 140.
Semelhança. Ele era plenamente humano e também divino. CBASD, vol. 7, p. 140.
8 Tornando-Se. Isto indica que o ato supremo da humilhação pessoal consistia na submissão voluntária de Cristo à morte. CBASD, vol. 7, p. 141.
Obediente. Isto é, a Deus (ver com. de Rm 5:18, 19; Hb 5:8). CBASD, vol. 7, p. 141.
Até a morte. A obediência de Jesus foi prestada a ponto de entregar a vida. Na verdade, já era humilhação para Deus tornar-Se homem; e, então, sendo homem, sofrer a vergonhosa morte da cruz. CBASD, vol. 7, p. 141.
Morte de cruz. A ênfase não está apenas no fato de que Cristo morreu, mas no tipo de morte. Foi uma morte que envolveu vergonha e sofrimento intensos. A crucificação era reservada a escravos, a não romanos e aos criminosos mais vis. CBASD, vol. 7, p. 141.
12 Todo joelho. Neste versículo, Paulo utiliza a ideia de Isaías 45:23, aplicando-as à última adoração universal ao Salvador (cf. com. de Rm 14:11). Estas palavras ainda não se cumpriram, mas é uma segurança de que virá o tempo quando toda criatura reconhecerá a supremacia de Cristo (cf. Ap. 5:11-14). Isto ocorrerá apenas quando o grande conflito terminar e todos, incluindo Satanás e seus seguidores, se ajoelharem aos pés de Jesus e admitirem que os caminhos de Deus são justos (GC, 666-670). CBASD, vol. 7, p. 142.
Debaixo da terra. Os conjuntos “no céu”, “na terra” e “debaixo da terra” estão baseados num idiomatismo hebraico que denota toda a criação (ver com. de Êx 20:4). “Debaixo da terra” pode se referir ao reino figurado dos mortos (ver com. de Is 14:9, 10, 15, 16). CBASD, vol. 7, p. 143.
11 Para a glória de Deus Pai. Esta frase está ligada à expressão “toda língua confessará” (v. 11), isto é, a confissão universal que Jesus Cristo é Senhor traz glórias a Deus. … Este versículo [11] levam ao clímax da breve apresentação dos princípios relacionados à humildade e exaltação. Na primeira parte (v. 1-4), ele adverte que não deve haver exaltação própria ou briga entre os filipenses. Assim, (v. 5-8), Cristo é estabelecido como modelo de humildade. Na última parte (v. 9-11), demonstra que o humilde Jesus foi exaltado à maior glória que tinha deixado de lado na encarnação. O apóstolo espera que seus leitores aprendam que Deus pode exaltar apenas quem humildemente O têm servido aqui na terra. CBASD, vol. 7, p. 143.
12 Desenvolvei. …as Escrituras ensinam que cada pessoa deve cooperar com a vontade e o poder de Deus. Devemos nos esforçar para entrar (Lc 13:24), nos despir do velho homem (Cl 3:9), nos desembaraçar de todo peso, “correr com perseverança” (Hb 12:1), resistir ao diabo (Tg 4:7) e “perseverar até o fim” (Mt 24:13). A salvação não é pelas obras, mas deve ser desenvolvida. Ela decorre apenas da mediação de Cristo, mas é vivida por cooperação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 144.
Temor e tremor. O cristão deve temer que sua vontade não esteja continuamente submetida a Cristo ou que os traços carnais de caráter controlem a vida. Ele deve temer confiar em sua própria força, soltar a mão de Cristo ou tentar trilhar o caminho sozinho (PJ, 161). Tal temor conduz à vigilância contra a tentação (1Pe 1:17, 5:8), à humildade (Rm 11:20) e ao cuidado para não cair (1Co 10:12). CBASD, vol. 7, p. 144.
13 Efetua. Neste versículo, o apóstolo enfatiza que o poder para a salvação vem de Deus, e que este poder opera em nós para alcançar o propósito divino. CBASD, vol. 7, p. 144.
Tanto o querer como o realizar. Deus provê tanto o estímulo para a determinação inicial na aceitação da salvação quanto o poder para efetivar a decisão. … Ele provê o estímulo que desperta em nós o desejo de ser salvos, nos capacita a tomar a decisão de alcançar a salvação e nos supre com a energia para efetivar a decisão para que a decisão seja realizada em nossa vida. Assim, a redenção é figurada como uma obra cooperativa entre Deus e o ser humano, em que Deus fornece todos os poderes necessários ao ser humano. CBASD, vol. 7, p. 144.
Sua boa vontade. A “boa vontade” de Deus é que as pessoas sejam salvas. Ninguém deseja mais a nossa redenção do que o Pai. CBASD, vol. 7, p. 144.
21 Buscam o que é seu próprio. Em vista do louvor aos filipenses…, a Timóteo… e a Epafrodito…, é surpreendente ver esta acusação da parte de Paulo. Muitos dos que estavam com ele (4:21) parece que não compartilhavam de seu espírito abnegado. Fica sugerido que esses recuaram da perigosa jornada a Filipos e que Paulo teve de chamar Timóteo, o qual ele gostaria que permanecesse a seu lado. CBASD, vol. 7, p. 144.
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“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5).
A exortação de Paulo ao amor entre irmãos e à humildade, reflete os maiores desafios enfrentados por aquela igreja, especialmente por seus líderes. Os efeitos da unidade cristã possuem a força que opera para o crescimento e amadurecimento da igreja. Sem essa união e cumplicidade, havia um sério risco de divisões e escândalos. Paulo foi um líder que sempre se preocupou em preparar outros líderes que fossem suficientemente corajosos para o ministério, mas também completamente humildes para o serviço. Epafrodito foi um destes pupilos de Paulo que experimentou por um lado os sofrimentos de Cristo, e por outro as alegrias de servi-Lo (v.30).
É notória a preocupação do apóstolo frente ao sentimento de superioridade que estava prevalecendo entre os líderes da igreja de Filipos. “Por partidarismo ou vanglória” (v.3), muitos estavam enganando a si mesmos estabelecendo uma liderança movida pelo reconhecimento humano. Foi diante desta realidade sutil e perigosa, que Paulo lhes apresentou o supremo exemplo de humildade: Jesus Cristo. Aquele vil sentimento precisava ser transformado no “mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5), que “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo” (v.7), que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte” (v.8), visando o nosso bem eterno.
Assim como Cristo, “por humildade” (v.3), tornou-Se “em semelhança de homens” (v.7), e “Deus O exaltou sobremaneira” (v.9), o mesmo princípio será aplicado aos humildes quando Jesus voltar. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). O problema não está em ser reconhecido por outros, mas em engrandecer-se a si mesmo. Há progresso quando o cristão prefere a humilhação em detrimento da exaltação. Isto não quer dizer que Deus não Se agrade em reconhecer o serviço de Seus filhos aqui na Terra, nem tampouco que se alegre quando um filho Seu é humilhado, mas em que Ele conhece o nosso enganoso coração e os perigos que isto implica. Lembremos que foi o desejo por exaltação própria que fez um anjo de luz transformar-se em Satanás (Is.14:13).
Tendo em mente de que “Deus é quem efetua em [nós] tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (v.13), desenvolvamos “a [nossa] salvação com temor e tremor” (v.12), fazendo “tudo sem murmurações nem contendas” (v.14), a fim de que nos tornemos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual [possamos resplandecer] como luzeiros no mundo” (v.15). Preservemos, amados, “a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo” (v.16), não haja tristeza por nossa causa, mas grande alegria pelo nosso “caráter provado” (v.22) e aprovado pelo Céu. Olhemos para Cristo. Meditemos em Seu exemplo. Experimentemos o Seu amor. Que a Sua humildade nos inspire cada dia. Então, o Espírito Santo nos concederá um coração manso e humilde, e aprenderemos a reconhecer como dignos de honra os humildes em cuja vida conseguimos ler: “Santidade ao Senhor” (Êx.28:36).
Ellen White escreveu o seguinte: “Os mansos são guiados pelo Senhor, porque são dóceis e dispostos a serem instruídos. Eles têm o desejo sincero de conhecer e fazer a vontade de Deus” (Patriarcas e Profetas, CPB, p. 384). Perseveremos dia a dia a aprender na escola de Cristo e Ele realizará em nós o milagre de um coração semelhante ao dEle.
Querido Pai, de que vale uma vida religiosa sem a unção do Teu Espírito e sem a Tua aprovação? A nossa maior necessidade é também o que o Senhor mais deseja nos conceder, que é o Teu Espírito. Pai amado, retira de nosso coração toda raiz de amargura que possa estar impedindo de recebermos do alto a Tua promessa. E batiza-nos com o Espírito Santo a fim de que tenhamos a mente de Cristo. Que nossos sentimentos reflitam o caráter do nosso Mestre e Redentor e, assim, possamos resplandecer como luzeiros no mundo e abreviar a Sua volta. Em nome de Jesus, Amém!
Bom dia, humildes servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Filipenses2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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FILIPENSES 2 – O cristão verdadeiramente convertido e submisso a Cristo será um lindo testemunho vivo na igreja e na sociedade. Paulo chama a atenção neste capítulo a que nosso foco esteja sempre na busca por refletir o caráter de Cristo e viver em obediência para glorificar a Deus.
Filipenses 2 é um texto rico sobre o caráter cristão; deveria ser profundamente estudado. Reflita:
- O cristão deve buscar estar em harmonia com os irmãos, priorizando a unidade do corpo de Cristo. A humildade deve levar o cristão a valorizar os outros e os interesses deles, acima dos próprios interesses. Deve ter espírito de serviço, demonstrando estar interessado no bem-estar dos outros (Filipenses 1:1-4).
- Cristo é a referência do cristão; o qual deve repudiar e renunciar o orgulho e dispor-se a servir, mesmo em posições humildes. A submissão à vontade de Deus é essencial, mesmo que implique sacrifício. Diante disso, o cristão deve confiar que a verdadeira honra vem de Deus, não de buscar a glória humana (Filipenses 1:5-11).
- O cristão deve assumir a responsabilidade de crescer espiritualmente dependendo de Deus, e aprender a cultivar uma atitude pacífica, mesmo em situações difíceis – “sem reclamações nem discussões”. Assim, a vida do cristão será um testemunho poderoso de integridade moral e espiritual. Os representantes de Cristo neste mundo tenebroso precisam ser exemplos, destacando-se pelo seu caráter alegre em meio a uma sociedade corrompida e deprimente (Filipenses 1:12-18).
- O cristão – como Timóteo e Epafrodito – deve buscar por um coração dedicado às pessoas e ao evangelho, sem qualquer interesse egoísta. Além disso, dispõem-se a sacrificar-se pelo bem-estar dos outros e, especialmente pela obra de Deus (Filipenses 1:19-30).
Paulo também trata das características de falsos cristãos e falsos líderes religiosos. Eles são orgulhosos, vaidosos, desprovidos de verdadeira humildade. Promovem divisões e têm aversão à unidade. São murmuradores e questionadores desnecessários. Estão desconectados da Palavra de Deus e incoerentes à prática do verdadeiro evangelho. Eles não possuem o espírito de sacrifício e serviço pelo próximo. São, na verdade, pedras de tropeço, prejudicando o testemunho da igreja (ver Filipenses 1:15-17; 2:1-8, 14-30).
Os dois capítulos iniciais desta epístola nos chamam a sermos vigilantes, discernindo motivações e frutos daqueles que nos rodeiam e. especialmente, de nós mesmos. Impactante, você não acha?
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: FILIPENSES 1 – Primeiro leia a Bíblia
FILIPENSES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/fp/1
Apesar de ter sido escrito na prisão (vs. 13, 14), todo o livro de Filipenses concentra-se na alegria! A palavra “alegria”, em suas diversas formas, é usada 16 vezes na carta. Note particularmente o verso 18, no qual Paulo se alegra com o fato de que o evangelho estava sendo pregado, apesar de suas circunstâncias adversas.
Sou capaz de alegrar-me quando as circunstâncias são desagradáveis, ou, pior ainda, quando estou sob risco de vida? O que acontece com a minha alegria quando sou acusado falsamente ou perseguido por amor a Cristo ou, ainda, sofro por causa do Evangelho? Consigo regozijar-me em tais circunstâncias? Para alguns de nós pode ser mais fácil dizer do que fazer. O exemplo de Paulo demonstra que mesmo quando as circunstâncias externas são desagradáveis podemos cultivar uma alegria interior.
Paulo está dizendo aos membros da igreja para não permitirem ninguém roubar essa alegria interior. Nós também podemos ter a certeza de que a despeito de tudo o que tenhamos que enfrentar hoje, Deus é fiel. Jesus vai completar a obra de salvação que Deus começou em nós (v. 6). Não estamos sozinhos na jornada cristã. Que certeza confortadora!
Edward A. Appollis
Heidelberg College
África Do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/php/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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425 palavras
1 Servos. Do gr. douloi. Alguns sugerem que ao aplicar esse termo a si mesmo, Paulo podia ter em mente a prática grega frequente de se libertar um escravo ao comprá-lo para um dos deuses. Uma transação de negócios fictícia era arranjada, e o escravo deveria pagar ao tesouro do templo seu preço de compra, dinheiro que ele teria poupado. O proprietário e o escravo iam juntos ao templo. O senhor recebia o preço de compra, e o escravo era supostamente vendido para o deus. Assim, o escravo se tornava propriedade particular daquele deus. Contudo, para fins práticos, ele estava livre. Paulo se considerava de Cristo comprado por preço. Sabia que não pertencia a si mesmo, pois fora comprado por Cristo, que o amava e por ele dera a vida. Essa compra não era ilusória, mas uma realidade viva. Ele estava sob pleno controle do Mestre. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 125.
6 Aquele que começou. Isto é, Deus. O apóstolo espera que seus conversos lembrem que Deus é o autor da salvação deles. CBASD, vol. 7, p. 126.
12 Coisas que me aconteceram. Paulo assegura aos filipenses que seu confinamento tem resultado em bênçãos, em vez de prejuízos. Os filipenses deviam compreender que, pela providência de Deus, as provas estavam sendo utilizadas para fazer a pregação do evangelho avançar. Como ocorre com frequência, a ira das pessoas termina por produzir glória para Deus. CBASD, vol. 7, p. 128.
15 Inveja e porfia. Ou, “inveja e rivalidade”. O apóstolo não menciona a causa da rivalidade. Mesmo em Roma devia haver um partido que tinha ciúmes da influência de Paulo; e, supostamente, sua prisão seria uma boa oportunidade para diminuir a influência de Paulo e fortalecer a posição deles. Paulo estava aprisionado, e eles tinham acesso ao povo. Os opositores podiam até concordar com Paulo na doutrina, mas procuravam prejudica-lo com inimizade. Como esses homens professavam pregar a Cristo, era difícil discernir os motivos deles. CBASD, vol. 7, p. 129.
18 Sempre me regozijarei. O regozijo de Paulo não era apenas momentâneo. Ele continuaria a se regozijar nos pregadores opositores assim como se alegraria na pregação daqueles que a faziam de boa vontade. CBASD, vol. 7, p. 130.
21 Lucro. O cristão não tem nada valioso para perder diante da morte, mas tem muito a ganhar. Ele perderá tentação, provação, labuta e tristeza, e ganhará, na ressurreição, a imortalidade. CBASD, vol. 7, p. 132.
30 Combate. Do gr. agõn, “uma competição”, expressão utilizada para competições atléticas ou entre gladiadores. Aqui se refere a conflitos com o inimigo. Os filipenses estavam enfrentando perseguições semelhantes ás que sobrevieram a Paulo. CBASD, vol. 7, p. 135.
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“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (v.21).
As cartas de Paulo certamente foram escritas sob divina inspiração e profundo zelo. Com sabedoria do alto, o apóstolo declarou verdades que emanam de cada versículo, tendo sempre palavras de ânimo e de coragem, mas também de advertência e de correção. Apresentando-se como servo de Cristo, sua postura era uma declaração de que suas palavras possuíam a assinatura de seu Mestre. O amor que dedicava às igrejas era puro e intenso. O início da sua epístola aos filipenses, nos mostra o seu real interesse em atingir-lhes em cheio o coração. No entanto, Paulo fez algo que ele não fez em nenhuma de suas cartas às demais igrejas. Ele fez menção especial a duas classes específicas da igreja de Filipos: “bispos e diáconos” (v.1).
O conteúdo desta epístola, portanto, foi dirigido especialmente aos líderes daquela igreja, que tinham uma importante lição a aprender. Paulo sabia que a influência de bons líderes faria a comunidade cristã daquele lugar crescer e se multiplicar, mas também sabia dos riscos que a igreja enfrentaria caso a liderança manifestasse sentimentos mesquinhos e disposição crítica. Para Paulo era sempre motivo de muita alegria lembrar de seus irmãos e interceder em oração por eles. O fato de que o evangelho de Cristo estava sendo proclamado e a mensagem avançando, aumentava-lhe a expectativa pelo cumprimento da promessa: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
De todas as formas, guiado e orientado pelo Espírito Santo, Paulo procurava anunciar entre as nações a glória do Senhor (Is.66:19) e a esperança em Sua segunda vinda. Essa mesma paixão e esse mesmo foco deve reger a vida de todo cristão, especialmente daqueles sobre os quais repousa a responsabilidade de liderar. Ser líder não é assumir uma posição de destaque, mas de serviço. E diante de alguns, que proclamavam “a Cristo por inveja e porfia” (v.15), “por discórdia, insinceramente” (v.17), Paulo percebeu que a liderança da igreja estava dividida. De um lado, aqueles que pregavam o evangelho “por amor” (v.16), e, do outro, os que o faziam como uma disputa religiosa.
Contudo, a resposta dele frente a este comportamento nos deixou uma lição de grande valor no versículo dezoito: “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei”. Se ainda que pelos motivos errados, alguns proclamavam a mensagem certa, isso era tudo que importava. Mas Paulo foi além para resgatar também aqueles que julgavam a sua prisão como a oportunidade de se tornarem pregadores de renome. Tornaram do santo ministério uma competição a fim de alcançar uma popularidade tão maior do que a do apóstolo Paulo.
Essa ideia, no entanto, foi a mesma dos irmãos Tiago e João quando desejaram lugares de destaque no reino de Cristo. Mas a resposta final de Jesus foi: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt.20:27-28). A cruz nos revela a perfeita humildade e que Jesus não espera nada menor do que isto da nossa parte. Na verdade, Ele está disposto a concedê-la a todo aquele que, antes de ascender à liderança, desce com os joelhos ao chão; que assume uma posição privilegiada não por mérito próprio, mas por eleição divina. O maior dos líderes, portanto, não é o mais aclamado, e sim o que mais serve, conforme o Espírito Santo o conduz.
“Vivei”, pois, “acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (v.27). Que a graça de sermos servos de Cristo preencha o nosso coração de amor, aniquilando toda soberba. E que, independentemente de reconhecimentos e honras terrenas, nossa alma tenha anseio por ouvir a aprovação divina a nos dizer: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Pois “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (v.6).
Santo Deus e Pai, graças Te damos pela bênção de iniciarmos o estudo de mais um livro das Tuas Escrituras! Como membros da Tua igreja, Pai, que o nosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e toda percepção para aprovarmos as coisas excelentes e sermos sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça. Livra-nos, Senhor, de sentimentos de inveja, porfia e discórdia! E enche-nos da provisão do Espírito de Jesus Cristo! Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, benditos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Filipenses1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100