Reavivados por Sua Palavra


João 2 – Comentários selecionados by jquimelli
10 de janeiro de 2015, 0:00
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3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.

4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10). Bíblia de Genebra.

Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.

Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.

O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”. Bíblia Shedd.

Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.

Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018

Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.

hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.

Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66). CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.

Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.

6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerda de uns 500 litros. Bíblia Shedd.

11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.

glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.

19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (cer com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.

24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;



Lucas 14 by jquimelli
29 de dezembro de 2014, 1:00
Filed under: adoração, cura, descanso, equilíbrio, graça, religião viva, sábado, testemunho | Tags: , ,

Comentário devocional:

Jesus curava no Sábado, usando o dia memorial da Criação para mostrar o Seu poder de restaurar homens e mulheres para a saúde e integridade. Em Lucas 14, Jesus foi convidado para uma refeição no Sábado “na casa de um fariseu importante” (v 1 NVI). Os líderes judeus reunidos observavam o que Jesus faria quando entrasse na casa, pois um homem com uma doença que inchava todo o seu corpo havia sido colocado à Sua frente, como uma armadilha. Se não fosse assim, eles não teriam convidado um homem doente para uma refeição, pois acreditavam que os doentes e vítimas de outras tragédias estavam sendo castigados por Deus por seus pecados.

Jesus respondeu ao seu desafio silencioso com uma pergunta: “É permitido ou não [na Lei] curar no Sábado?” (v 3 NVI). Eles reconheceram imediatamente o seu dilema: se eles respondessem “Sim”, isto colocaria em dúvida as suas próprias tradições; se respondessem: “Não,” eles iriam expor sua falta de compaixão. Assim, “eles ficaram em silêncio” (v 4 NVI).

Depois de curar o homem, Jesus o despediu. Então Ele fez uma segunda pergunta que expôs completamente a hipocrisia dos fariseus: “Se um de vocês tiver um filho ou um boi, e este cair num poço no dia de Sábado, não irá tirá-lo imediatamente?(v 5 NVI)? Jesus colocou o resgate de um filho de um poço e a cura de um homem doente no mesmo nível moral. Se eles resgatassem um boi de um poço mas não resgatassem um homem de sua doença, estavam valorizando um animal acima de uma pessoa. Então, do mesmo modo que eles “ficaram em silêncio” após a primeira pergunta de Jesus, agora “eles nada puderam responder” (v 6 NVI).

E nós? Como devemos responder as perguntas de Jesus? Como as nossas respostas moldam nossas atividades no Sábado? A proibição de trabalhar no Sábado nos libera de termos que ganhar o nosso pão de cada dia, e nos dá a oportunidade de ajudar os outros e, assim, celebrar o poder criativo e mantenedor de Deus. Somos livres para participar no ministério de cura de Jesus em todas as dimensões da vida. Ele se torna a nossa expressão de agradecimento a Deus por nossa própria cura do pecado e da doença. Se o Sábado é um memorial da Criação, que melhor maneira de comemorá-lo que ajudar outros a experimentar o poder criador e curador de Jesus?

A verdade de que é lícito ajudar homens e mulheres no Sábado é o fundamento da ética do Sábado. Quando submetemos nossas diretrizes de observar o Sábado aos princípios de Jesus, tornando-o um dia para fazer o bem, podemos descobrir que alguma das nossas proibições do que fazer no Sábado, na verdade, limitam boas ações que dão vida. Podemos descobrir que algumas das nossas práticas sabáticas não têm valor de cura e devem ser feitas em outros dias.

Que a resposta silenciosa de Jesus, “É lícito fazer o bem no Sábado”, libere você a cada Sábado para ministrar o poder de cura de Jesus para outros.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University


Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/14/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 14 
Comentário em áudio 



Lucas 14 – Comentários selecionados by jquimelli
29 de dezembro de 2014, 0:32
Filed under: Amor de Deus, cura, humildade, parábolas, sábado | Tags: , , , ,

1 ao entrar Elena casa. O contexto em Lucas indica que pode ter sido na Pereia, entre a Festa da Dedicação, no inverno de 30-31 d.C., e a Páscoa, na primavera seguinte. CBASD- Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 888.

1 fariseus. Não há registro de Jesus recusar um convite de compartilhar uma alimentação, seja com fariseus ou os mais desprezados pecadores. Andrews Study Bible.

 2 hidrópico (ARA). Uma doença que causa o acúmulo de uma espécie de fluido nas cavidades do corpo (mencionado só aqui, no Novo Testamento). Bíblia de Genebra.

3 É ou não lícito (ARA). A lei de Moisés não proibia curar no sábado, mas a “tradição dos anciãos” … proibia o tratamento médico, a menos que houvesse risco de vida. Bíblia de Genebra. 

7 lugares. Segundo o Talmude, os lugares de honra ficavam próximos ao anfitrião. CBASD, vol. 5, p. 889.

11 todo o que se exalta. O princípio aqui atinge a raiz do orgulho, o desejo de exaltar-se na opinião dos outros; e o orgulho, por sua vez, junto ao egoísmo, é a raiz de todo pecado. Jesus deu o supremo exemplo de humildade (ver Is 52:13, 14; Fp 2:6-10). CBASD, vol. 5, p. 889.

exaltado. A pessoa que esquece os próprios interesses e faz de sua ocupação encorajar e auxiliar outros é normalmente a que as outras têm prazer em homenagear. A humildade é o passaporte para a exaltação no reino celestial, ao passo que o desejo de se exaltar é uma barreira à entrada no reino (cf Is 14:12-15; Fp 2:5-8). CBASD, vol. 5, p. 880.

12 não convides os teus amigos. Segundo o grego, o pensamento pode ser resumido como: “Não se habitue a convidar apenas seus amigos”. CBASD, vol. 5, p. 890.

15 Bem-aventurado. A recomendação desagradável que Jesus fez nos v. 12 a 4 levou a esta tentativa de voltar a conversa para temas mais agradáveis (ver PJ, 221). … O homem … relutava em concordar com as condições de entrada no reino, mas parecia não ter dúvida de que lhe seria concedido um lugar de honra na grande Ceia. CBASD, vol. 5, p. 890.

16-17 Certamente, os convidados aceitaram o convite; de nenhum se diz que recusou. Um segundo convite, quando tudo estava pronto, era costume. Bíblia de Genebra.

Nas culturas orientais, ainda é costume enviar um mensageiro pouco tempo antes do início da festa, para lembrar os convidados. No caso do convidado ter esquecido o convite, ou não saber quando deveria comparecer, esse lembrete concederia tempo para se preparar para a ocasião e chegar ao local designado para o banquete. No Oriente, onde se presta menos atenção a calendários e relógios do que nas culturas ocidentais, esse lembrete é de valor prático, a fim de se evitar constrangimento tanto ao anfitrião como aos convidados. CBASD, vol. 5, p. 891.

18-20 As desculpas eram transparentemente desonestas, pois ninguém compra um campo ou bois sem um exame prévio e se alguém o fez, não haveria pressa – o campo e os bois estariam ali no dia seguinte. O homem que se casou podia citar Dt 24.5, mas isto livrava um homem do serviço militar e não de contratos sociais. Bíblia de Genebra.

Todos, à uma. Isso dá a impressão de que os convidados conspiraram para insultar o benevolente anfitrião. Naturalmente, foram convidadas mais de três pessoas para a festa (ver v. 16). As desculpas que Jesus enumera exemplificam o que o servo ouviu por onde passou. CBASD, vol. 5, p. 891.

começaram. Nas culturas orientais, recusar um convite, exceto quando é impossível aceitá-lo, é considerado rejeição da amizade. Entre alguns árabes, recusar um convite na época do lembrete…, depois de ter aceitado o convite original, é considerado como uma declaração de hostilidade. CBASD, vol. 5, p. 891.

26 aborrece. Significa amar menos (cf Gn 29.31, 33; Dt 21.15-17, …). Bíblia de Genebra.

Significa submeter tudo completamente, até mesmo a própria pessoa, no compromisso total com Cristo. Bíblia Shedd.

28 calcular a despesa. O “custo” do discipulado é a renúncia completa e permanente das ambições terrenas. CBASD, vol. 5, p. 895.

34 O sal era um agente condimentador e conservante. O sal, naquele tempo, estava longe de ser puro e era possível que o cloreto de sódio se perdesse por lixiviação (principalmente pela ação da água das chuvas), deixando um resíduo totalmente inútil. Bíblia de Genebra.



Lucas 11 – Comentários selecionados by jquimelli
26 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: cura, oração | Tags: , ,

1 estava Jesus orando. Lucas nada registra acerca do tempo e local deste evento. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 869.

ensina-nos a orar como João ensinou aos seus discípulos.Reconhecidos rabinos e professores ensinavam aos seus discípulos orações que ilustravam seus pensamentos chaves. Andrews Study Bible.

Os discípulos ficaram impressionados ao ouvir como Jesus orava, falando com o pai celestial, como a um amigo. A oração dEle era diferente das preces dos líderes religiosos da época, na verdade, diferente de tudo o que tinham ouvido. A prece formal, expressa em frases prontas e aparentemente dirigidas a um Deus impessoal e distante, não tem a vitalidade que deveria caracterizar a oração. Eles pensavam que, se orassem como Jesus, sua eficácia como discípulos seria ampliada. Uma vez que Jesus os ensinou a orar por preceito (Mt 6:7-15) e exemplo (Lc 9:29), pode ser que, nessa ocasião, o pedido tenha sido de discípulos que não estiveram com Jesus em ocasiões semelhantes anteriormente. O termo “discípulos” não precisa ser confinado aos doze. Pode ter sido feito por alguns dos setenta. CBASD, vol. 5, p. 869.

2-4 Uma oração modelo, buscando primeiro as coisas de Deus e, depois, as necessidades diárias. Andrews Study Bible.

Esta forma da “Oração do Senhor” difere levemente da de Mt 6.9-13. Em Mateus, a oração é dada num sermão; aqui, é dada como resposta a um pedido. Bíblia de Genebra.

2 dizei. Esta oração pode ser adequadamente chamada de a Oração do Discípulo porque, de modo geral, não seria do tipo de oração que Jesus fazia. Por exemplo, Jesus não tinha necessidade de orar pelo perdão dos pecados. CBASD, vol. 5, p. 869.

Pai. Um novo nome pelo qual Jesus ensinou as pessoas a se dirigirem a Deus, a fim de fortalecer a fé e imprimir nelas a ideia do íntimo relacionamento que se pode desfrutar em companheirismo com Deus (PJ, 141, 142). CBASD, vol. 5, p. 869.

Isto corresponde a Abba em aramaico, que é a palavra comum para dirigir-se a um pai de família. Bíblia de Genebra.

No aramaico, seria Abba, “paizinho” (cf Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6), denotando, assim, uma íntima afeição, o que exclui a possibilidade de uma familiaridade superficial. Bíblia Shedd.

Uma introdução simples e não usual usada pelo próprio Jesus. Andrews Study Bible.

Santificado. Honrado como santo. Andrews Study Bible.

nome. O nome representa uma pessoa. A petição é para que as pessoas reverenciem a Deus. Bíblia de Genebra.

venha o Teu reino. Busca a breve vinda do reino eterno de Deus (ver 10:9; Dn 2:44; 7:13-14), bem como o Seu reino em nossas vidas no momento presente. Andrews Study Bible.

3 o pão nosso cotidiano. Pedido por comida simples, o necessário para cada dia. Andrews Study Bible.

4 deve. O pecado é uma dívida, porque tudo o que somos e temos pertence a Deus. A desobediência é roubo aos direitos divinos, que não podem nunca ser restituídos. Bíblia Shedd.

tentação. Reconhecimento da contínua guia de Deus. Andrews Study Bible

5-8 A persistência na oração alcançará objetivos que uma mera amizade não espera. Lucas é o evangelho da oração. Bíblia Shedd.

5 à meia-noite. No Oriente, muitas viagens durante o verão ocorrem à noite. Por outro lado, pode ser que este visitante (v. 60) se atrasou na viagem. CBASD, vol. 5, p. 869.

eu nada tenho. O fato de o homem não ter nada explica porque ele pediu ajuda à meia-noite. A consciência de que não podemos fazer nada de nós mesmos (Jo 15:5) deveria, de modo semelhante, levar-nos à Fonte de alimento espiritual (ver Jo 6:27-58). Às vezes, aqueles que desejam levar os amigos a Cristo sentem que lhes falta o pão celestial que desejam compartilhar. CBASD, vol. 5, p. 869.

7 Não me importunes. Deus não é como o ser humano que se irrita ao ser importunado. Ele é um Pai generoso, amoroso e solícito. (ver v. 9-13). A relutância do amigo em se levantar para suprir a necessidade do próximo de modo algum representa a Deus (ver v. 13). A lição da parábola não é de comparação, mas de contraste. CBASD, vol. 5, p. 870.

a porta já está fechada. Como se dissesse: “Está fechada e permanecerá fechada.” Tornar uma porta segura, nos tempos antigos, não era uma tarefa simples. CBASD, vol. 5, p. 870.

comigo também já estão deitados. Em uma casa de um só quarto, a família inteira dormiria numa plataforma elevada, e para uma pessoa levantar-se, perturbaria todas as outras. Bíblia de Genebra.

Não posso levantar-me. Na verdade, atender ao pedido do amigo era apenas uma questão de disposição, não de capacidade. CBASD, vol. 5, p. 870.

8 o fará por causa da importunação. Várias vezes o líder do lar repeliu os chamados urgentes do visitante à meia-noite (ver PJ, 143), mas o visitante não aceitaria um “não” como resposta. … Novamente, a parábola ensina por contraste e não por comparação (ver com. do v. 7). Deus não está indisposto a conceder o que é bom. Não é preciso que O convençamos a fazer algo que de outro modo não estaria disposto a fazer. Deus conhece nossas necessidades, é plenamente capaz de supri-las e está disposto a fazer “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef 3:20). CBASD, vol. 5, p. 870.

A amizade não era suficiente para fazer com que alguém se levantasse, mas a persistência era. Bíblia de Genebra.

9 Pedi. A oração não é para persuadir Deus acerca de nossa vontade a respeito de alguma questão; ás vezes, é para descobrir a vontade dEle a respeito dessa questão. Ele conhece as necessidades antes de pedirmos; mais do que isso, ele sabe o que é melhor. Por outro lado, o ser humano tem uma consciência vaga de suas próprias necessidades. Com frequência, pensa que precisa de coisas que não são necessárias e que até podem ser prejudiciais. Às vezes, sequer está consciente de suas maiores necessidades (cf. PJ, 145). A oração pode levar a vontade e, desta forma, a vida, a estar em harmonia com a vontade de Deus (ver PJ, 143). A oração é o meio divinamente indicado para educar os desejos. Não é o verdadeiro propósito da oração operar uma mudança em Deus, mas operar uma mudança em nós, para que desejemos”tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:13). … A lição central da parábola é a constância na oração. A parábola também define o tipo de pedidos para os quais o Senhor aconselha perseverança: orações cujo objetivo é o bem dos semelhantes e a extensão do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 870.

13 maus. Isto é, imperfeitos em pensamentos e atos. Bíblia Shedd.

16 um sinal do céu. Jesus acabara de curar um mudo. Aí estava o sinal do céu que buscavam, mas não queriam conhecê-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 dedo de Deus. os milagres que Ele realiza são evidências para aqueles que têm olhos para ver que Deus está em operação. Bíblia de Genebra.

21-22. Esta parábola ensina que o reino de Deus … vem com poder para derrotar Satanás. Bíblia de Genebra.

21 o valente (ARA. NKJV: homem forte). Refere-se a Satanás (vv. 15, 18). Andrews Study Bible.

O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destruí-lo e resgatar a humanidade (cf. os despojos, v. 22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.14). Bíblia Shedd.

22 Um mais valente. Jesus, que venceu Satanás. Andrews Study Bible.

24 casa, donde saí. O demônio fala do lugar que ele deixou como se ainda fosse dono dele. Bíblia de Genebra.

25 varrida e ornamentada. O homem apenas limpou a sua vida e não fez mais nada. Sua vida está vazia e, portanto, aberta a qualquer influência má. Bíblia de Genebra.

26 habitam ali. Não há segurança contra Satanás a não ser que Deus reine no interior (v. 23). Andrews Study Bible.

28 Antes. Jesus não contradisse o elogio da mulher a Maria; como qualquer boa mãe ela era merecedora de honra. Em vez disso, Jesus salientou a impropriedade do conceito da mulher acerca do reino dos Céus. Ele não aprovou nem desaprovou o que ela disse. Se Jesus pretendesse que os cristãos concedessem honra especial a Maria, esta teria sido uma oportunidade ideal para tanto. Ele também não aprovou cordialmente o que foi dito, como fez com Pedro (ver com. de Mt 16:17). nas Escrituras, o reconhecimento da divindade de Jesus é essencial, enquanto a ideia de prestar honra a Maria não é sequer insinuada (ver com. de Mt 1:18, 25; 12:48, 50; Lc 1:28, 47). Jesus parece negar qualquer importância especial atribuída a Maria, por parte dos cristãos (ver Mt 12;46-50). CBASD, vol. 5, p. 871.

Jesus não nega que Maria fosse abençoada; ele está dizendo que ouvir e obedecer a palavra de Deus é mais importante. Bíblia de Genebra.

Maior que o privilégio de ser mãe de Jesus e compartilhar da Sua humanidade é atender à Sua mensagem salvadora e gozar o privilégio de participar do Seu corpo espiritual (Tg 1.22ss). Bíblia Shedd.

Aqueles que escutam e praticam a palavra de Deus entram num relacionamento com Ele mais íntimo do que o de uma família de sangue. Andrews Study Bible.

30 Exatamente como Jonas ficou três dias no ventre de um grande peixe como um sinal para o povo de Nínive, assim a ressurreição de Jesus, depois de três dias no túmulo, seria um sinal aos judeus de sua época. Bíblia de Genebra.

31 a rainha do Sul. A rainha de Sabá (c. 1Rs. 10-1-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 luz. Jesus, que foi enviado para iluminar a todos (ver 8:16). Andrews Study Bible.

34 olhos forem bons. A vontade do homem é que limita e controla a entrada da luz. Bíblia Shedd.

38 não Se lavara antes de comer. O ato de lavar as mãos não era por motivos higiênicos, mas por motivos cerimoniais. As mãos tinham contato com todo tipo de coisas, algumas das quais podiam ter sido ritualmente profanadoras. Os judeus escrupulosos purificavam-se, lavando suas mãos antes de comer, de forma que as mãos impuras não contaminassem seus alimentos. Bíblia de Genebra.

41 Antes, dai esmola. A generosidade e o cuidado pelos pobres é mais eficaz para a limpeza do coração do que a preocupação com minúcias do coração. CBASD, vol. 5, p. 872.

e tudo vos será limpo. O sentido aqui é: “você será puro aos olhos de Deus”; e, quando esta condição predominar, nada mais deverá causar preocupação. CBASD, vol. 5, p. 872.

42 dízimo. O dízimo era para ser uma oferta alegre e de gratidão, que expressava amor por Deus, mas os fariseus, por darem o dízimo da hortelã e de coisas semelhantes, tinham transformado o dízimo num dever incômodo. Bíblia de Genebra

43 saudações. Saudações elaboradas que indicavam que os que as recebiam eram pessoas importantes. Bíblia de Genebra.

44 sepulturas invisíveis.Tocar uma sepultura tornava a pessoa cerimonialmente impura. Andrews Study Bible.

Os judeus caiavam seus túmulos para que ninguém por acidente tocasse neles e assim ficasse contaminado (cf. Nm 19.16; Mt 23.27). Assim, como tocar em um túmulo resultava em impureza, associar-se aos fariseus podia levar à impureza moral. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 sobrecarregais os homens com fardos superiores ás suas forças. Ao longo dos séculos regras e regulamentos foram adicionados à lei de Deus, dada por Moisés. Andrews Study Bible.

Deus exige perfeição, o que é um fardo muito superior às nossas forças, mas Cristo carregou este fardo por nós (cf 2Co 5.21). Bíblia Shedd.

47, 48 Ai expressa não somente ira e maldição, como também tristeza e compaixão. Bíblia Shedd.

49 a sabedoria de Deus. É mais provável que Ele quisesse dizer: “Deus em Sua sabedoria”. Não há conhecimento de um livro que tenha este título. CBASD, vol. 5, p. 873.

50 contas. Visa a guerra judeu-romana (66-70 d.C.), na qual os judeus sofreram atrocidades das mais desumanas (cf 21.20-24). Esta geração é mais culpada porque rejeita o Filho de Deus (20.14ss). Bíblia Shedd

50-51 De Abel até Zacarias. Abrange toda a história do AT, que, na ordem hebraica, começa com o Gênesis e termina com 2 Crônicas. Bíblia Shedd.

Abel foi a primeira pessoa assassinada (Gn 4.8), enquanto o assassinato de Zacarias é registrado em 2Cr 24.21-22 (ver Mr 23.35, nota). Bíblia de Genebra.

52 a chave da ciência. É a que abre a porta do conhecimento da salvação, como este contexto e o de Mateus 23:13 o indicam. CBASD, vol. 5, p. 873.

Significa a chave que abre a porta do conhecimento de Deus – a salvação. Os escribas fecharam o acesso às escrituras por interpretações falsas e por julgarem o povo comum indigno da salvação. Bíblia Shedd.

Através da sua interpretação tradicional da lei, os “intérpretes” tinham tornado impossível, às pessoas comuns, entenderem o verdadeiro sentido da lei; os fariseus e os próprios intérpretes também usavam suas tradições para fugir ás exigências da lei (cf. Mt 7.5-13). Bíblia de Genebra.



Lucas 7 by jquimelli
22 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: cura, , ressurreição | Tags: , ,

Comentário devocional:

Por que a fé de um centurião romano em Cafarnaum fez Jesus se maravilhar e chamá-la de a maior fé que havia encontrado? Anciãos dos judeus tinham pedido a Jesus para curar o servo do centurião, porque ele “ama a nossa nação, e construiu a nossa sinagoga” (Lc 7:4 NVI). Quando Jesus se encaminha para curar o servo, o centurião envia um apelo diferente: “Senhor … não mereço receber-Te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao Teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado”(Lc 7:6, 7 NVI). 

Somos tentados a pensar que somos dignos de receber a cura de Jesus por causa do que temos feito. O centurião reconheceu sua indignidade e baseou seu pedido no poder da Palavra de Jesus. Seu servo não precisava de presença e toque de Jesus. Jesus era o Senhor do Universo, Ele tinha autoridade sobre tudo, incluindo a doença do empregado: “Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz”(Lc 7: 8 NVI). Jesus maravilhou-se com a fé do centurião. Quando os mensageiros voltaram para a casa do Centurião, encontraram o servo completamente curado. 

No dia seguinte, Lucas nos diz, Jesus mostrou que Sua Palavra poderia conquistar a própria morte, ressuscitando o filho de uma viúva em Naim (Lucas 7:11-17). Quão grande é a sua fé no poder da Palavra de Deus? Você está disposto a parar de depender de suas próprias obras e confiar sua salvação à Palavra de Jesus? 

Quando os discípulos de João Batista disseram a ele o que Jesus tinha feito, João enviou uma mensagem a Jesus, mas não foi uma mensagem de fé: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” (Lucas 7:19 NVI). Às vezes as pessoas mais próximas de Jesus têm maior dificuldade de confiar em Sua palavra. Se João podia duvidar, então qualquer um pode ser tentado a duvidar de Deus e de Sua Palavra. Na verdade, quanto mais tempo alguém tem sido um cristão, maior pode ser a tentação de duvidar. Peça a Deus para dar-lhe a fé do centurião. 

Lucas 7 termina com uma mulher “pecadora” interrompendo a festa de Simão, ungindo os pés de Jesus com perfume caro. Jesus usa com tato uma parábola de dois devedores para mostrar a Simão que tanto ele como a mulher eram pecadores necessitados do perdão. Enquanto você lê esta história questione qual a sua resposta a Jesus e a outros pecadores. A mulher que ungiu os pés de Jesus reconhecia que ela era uma pecadora e veio a Jesus para pedir perdão. Simão, o fariseu, respondeu a Jesus oferecendo-lhe o prestígio de uma refeição com ele. Ele se sentiu insultado que uma mulher pecadora viesse sem ser convidada à sua festa. 

Ao reconhecermos a nossa própria pecaminosidade, ao nos achegarmos a Jesus com fé pedindo perdão, estenderemos o perdão que recebemos aos demais pecadores. 

Douglas Jacobs 
Professor do Ministério e Homilética 
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/7/ 
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6 
Comentário em áudio



Marcos 5 – Comentários selecionados by jquimelli
4 de dezembro de 2014, 0:00
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1 terra dos gerasenos. O caráter gentílico da população se torna claro, uma vez que os judeus não criavam porcos, porque a lei mosaica os considerava animais impuros. Bíblia de Genebra.

7 Que tenho eu contigo […]? O desafio à autoridade de Jesus … realmente significava: “Que direito tens Tu de interferir em mim?”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 658. 

Rogo-Te por Deus que não me atormentes! O demônio percebeu que seria castigado e usou a linguagem mais contundente que conhecia, embora seu apelo a Deus fosse estranhamente irônico. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Legião. Jesus força o demônio a se desmascarar. Ele não é apenas um, mas muitos. Uma legião romana compunha-se de seis mil homens. Bíblia de Genebra.

Esta foi possivelmente a maior força demoníaca que Jesus encontrou e sobre a qual Ele demonstrou Sua autoridade. Este parece ser o objetivo de Marcos, porque ele concede muito espaço à história … Vemos que Jesus se encontrou com uma legião do exército de Satanás e não apenas demonstrou ter autoridade sobre eles, mas os colocou a correr. E mais, eles admitiram a divindade de Jesus quando disseram que Ele era o “Filho do Deus Altíssimo” (v. 7). Andrews Study Bible

12 Manda-nos. O objetivo de Satanás era fazer com que o povo da região se voltasse contra o Salvador, dando a impressão de que Ele era responsável pela destruição de suas propriedades. CBASD, vol. 5, p. 559.

15 assentado. Em comparação com o seu violento comportamento anterior e com a recente destruição dos porcos, o homem “assentado, vestido, em perfeito juízo” expressa com eloquência a paz e a restauração vivificante, que provêm do poder de Deus (4.39; 9.26-27). Bíblia de Genebra.

vestido. O princípio conhecido como “a economia do milagre” indica que Deus em geral não opera milagres em que o resultado pode ser conseguido por meios naturais nem faz o que pode ser realizado através do esforço humano. Em harmonia com esse princípio, é improvável que as vestes do homem então usava tivessem sido providenciadas miraculosamente. É mais provável que os discípulos tivessem compartilhado roupas como o homem. CBASD, vol. 5, p. 660.

19 Vai para tua casa. Este homem se torna o primeiro missionário gentio. Bíblia de Genebra.

Anuncia-lhes. Entre gentios pagãos não havia necessidade de se guardar o segredo messiânico. … Todos os elementos da grande comissão missionária encontram-se neste versículo. (cf Mt 28.19ss). Bíblia Shedd.

20 Decápolis. Uma confederação de dez cidades gregas localizadas ao nordeste da Palestina, incluindo, nela, a própria Damasco. Bíblia Shedd.

21 a outra margem. Jesus voltou à margem oeste do lago, talvez a Cafarnaum. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 dirigentes da sinagoga (NVI). O dirigente da sinagoga era um leigo com responsabilidades administrativas, entre as quais zelar pelo patrimônio e supervisar o culto. Bíblia de Estudo NVI Vida

Ainda que fosse um leigo, as responsabilidades de um chefe eram social e religiosamente importantes, incluindo não só a conservação do edifício, mas, também, a condução própria do serviço e a escolha das leituras da Torá. Bíblia de Genebra.

25 uma hemorragia. A condição da mulher era não só fisicamente debilitante, mas também a desqualificava tanto para o casamento (Lv 20.18) quanto para a vida religiosa em geral (Lv 15.25-33). Bíblia de Genebra.

Sua existência era deplorável porque as pessoas em geral a evitavam, visto que quem tivesse o mínimo contato com ela ficaria impuro (Lv 15.25-33). Bíblia de Estudo NVI Vida.

26 médicos. A mulher que gastou tudo o seu dinheiro inutilmente, é semelhante àqueles que procuram o alívio do pecado por meio de “boas ações” e de obediência a ritos religiosos, em vez de unicamente confiar em Cristo. Bíblia Shedd.

28-29 ficarei bemcurada (NKJV). A mesma palavra grega traduzida por “bem” e “curada” [sozo, cf. 6.13n] pode também ser traduzida por “salva”. Os milagres de cura de Jesus eram terapêuticos tanto física quanto espiritualmente. Andrews Study Bible.

30 poder. Dr dunamis, a palavra mais comum para designar “milagre” (cf 6.2). Bíblia Shedd.

Quem, está no feminino (no gr), indicando, assim, que Jesus na realidade, já sabia que pessoa O tocara. Bíblia Shedd.

32 olhava ao redor. Para uma mulher que tinha sido uma rejeitada social por tantos anos, a cura só se completa quando Jesus a identifica publicamente, elogiando sua fé, declarando a todos que ela está curada (v. 34) e purificada. Bíblia de Genebra.

34 curou. O grego significa literalmente “salvou”. Aqui estão em jogo a cura física (“fique livre do seu sofrimento”) e a salvação espiritual (“Vá em paz”). As duas são muitas vezes vistas juntas em Mc (v. 2.1-12; 3.1-6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 Não temas. O tempo dos verbos significa, “Para de temer; continua crendo…” Bíblia Shedd.

38 pranteavam.Nas culturas do Oriente Médio, prantear era uma expressão habitual de luto e, às vezes, apelava-se para pranteadores profissionais. Bíblia de Genebra.

alvoroço. Mateus menciona os flautistas …, os quais ainda hoje comparecem aos funerais orientais e tocam suas tristes melodias, que eram e ainda são consideradas essenciais. O famoso rabi Judá indicou o dever de um israelita nestas palavras: “Mesmo o homem mais pobre em Israel [para o funeral de sua esposa] deve providenciar no mínimo duas flautas e uma pranteadora” (Mishnah Kethuboth, 4.4, ed. Soncino, Talmude, p. 266). CBASD, vol. 5, p. 664.

39 dorme. Nenhuma comparação é mais apropriada para a morte do que o sono, que muitas vezes significa libertação de cansaço, desapontamento e dor. … A metáfora confortadora em que o “sono” significa “morte” parece ter sido a maneira predileta de Cristo Se referir a essa experiência (ver com. de Jo 11:11-15). A morte é um sono, mas é um sono profundo do qual unicamente o grande doador da vida pode nos despertar, pois somente Ele tem as chaves da morte (ver Ap 1:18; cf Jo 3:16; Rm 6:23). CBASD, vol. 5, p. 664.

A filosofia grega de que quando alguém morre sua alma vai para o céu ou para o inferno e o corpo permanece na sepultura não tem suporte na Escritura. A morte é apenas um sono até que o Doador da vida ressuscite a pessoa toda, como Jesus ressuscitou a filha de Jairo. Andrews Study Bible.

40 riam-se. Do gr. katagelao, “escarnecer”. Foi mais do que um simples riso. Não é de admirar que Jesus os fez sair do quarto antes de despertar a menina do sono da morte. CBASD, vol. 5, p. 664.

mandado sair a todos. Jesus não está interessado num grande espetáculo. Bíblia de Genebra.

41 Talitá Cumi. O aramaico era a língua popular falada na Palestina. Marcos dá a tradução para outros termos aramaicos (3.17; 7.11, 34; 10.46; 14.36), de modo a tornar sua narrativa mais clara para os que não tinham familiaridade com essa língua. Bíblia de Genebra.

Talitá, lit, “cordeirinha”. Bíblia Shedd.

42 a menina se levantou. Este é o único caso de ressurreição relatado nos três evangelhos sinóticos. CBASD, vol. 5, p. 665.

43 não dissessem nada a ninguém. Na vizinhança da Galileia, Jesus muitas vezes advertia as pessoas por ele curadas de não espalharem a história do milagre. Sua grande popularidade junto com a oposição crescente dos líderes religiosos poderia precipitar uma crise antes de se completar o ministério de Jesus (v. 1.44; 5.19; 7.36; 8.26). Bíblia de Estudo NVI Vida



Mateus 9 – Comentários selecionados by jquimelli
10 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Bíblia, cura, ressurreição | Tags: ,

3 blasfemando. aqui o termo abarca a ideia de usurpar a prerrogativa de Deus de perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 No Sermão do Monte, Jesus mostra Sua autoridade sobre a Lei; no cap. 8 Ele demonstra autoridade sobre doenças físicas, demônios e sobre a criação; aqui, Sua autoridade se estende ao pecado. A visão judaica sobre a doença era que ela era foi causada porque algum pecado tinha sido cometido (Jo 9:2). Para que os espectadores e antagonistas acreditassem que Jesus tinha autoridade para perdoar pecados, o ato da cura teria que seguir ao pronunciamento do perdão. Andrews Study Bible.

9-10 A aceitação de Mateus do chamado de Jesus ao discipulado abriu a porta para que outros publicanos [coletores de impostos], excluídos e pecadores (i. e., todos aqueles que não seguiam os escrúpulos e tradições dos fariseus) se tornassem parte do círculo de Jesus. Isto, porém, levou a duras críticas a Jesus. Para os fariseus, um judeu respeitável – e um líder, muito mais ainda – deveria se preocupar com sua aparência e imagem. Aqueles com quem nos associamos dizem muito do que somos. Mas para Jesus a vida do “reino” não se baseava ma imagem, mas em ajudar e salvar. Andrews Study Bible

10 em casa. Era a casa do próprio Mateus, escritor deste evangelho, conforme se vê em Lc 5.27 (onde aparece seu nome israelita, Levi). Publicanos e pecadores. O costume israelita destacava as duas palavras, talvez para fazer dos publicanos uma classe especial de pecadores. Bíblia Shedd.

11 porque come. Os empedernidos judeus quiseram insinuar que esta prova de misericórdia de Cristo era sinal que se sentia em boa companhia com os pecadores. Eles, com tanto medo de se deixar contaminar, julgaram estas pessoas como que sendo desprezadas por Deus. Jesus, a Luz do Mundo, ilumina sem medo de que as trevas prevaleçam. Bíblia Shedd.

13 misericórdia quero. Nesse sentido, “misericórdia” representa justiça pela fé e “sacrifício”, justiça pelas obras. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 386.

14-15 Jesus suporta a disciplina do jejum. Contudo, Ele nega que ele seja necessário aos Seus seguidores naquele momento. O princípio a se observar aqui é que a disciplina espiritual, apesar de bíblica e necessária, tem seu tempo e lugar. Andrews Study Bible.

17 odres. Na Palestina antiga, o vinho era guardado em recipientes feitos de pele de cabra. O suco de uva fresco se fermentaria com o tempo e esticaria os recipientes. Um odre velho não conseguiria suportar a pressão e se romperia; portanto, novos recipientes eram necessários para novos sucos. Jesus usou essa ilustração para enfatizar que o Seu caminho era novo e não se ajustava aos velhos e desacreditados caminhos dos fariseus ou mesmo algumas limitações das leis mosaicas. Andrews Study Bible. 

18 um dos dirigentes da sinagoga. Marcos e Lucas informam que seu nome era Jairo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Marcos menciona ainda um pormenor, o de que os médicos tiraram-lhe todo o dinheiro que ela possuía, sem contudo curá-la. Bíblia Shedd.

22 ficou sã. A mesma palavra grega para “salvou”. Quando Jesus cura fisicamente Ele também salva holisticamente [como um todo]. Andrews Study Bible.

O verbo grego sõzein significa tanto salvar como curar. É restaura e restabelecer totalmente. Bíblia Shedd.

23 tocadores de flauta. Estes, juntamente com as carpideiras, eram profissionais que acompanhavam os enterros; essas lamentações não eram senão mercenárias, o que se revela pelo tom de zombaria que adotaram para com Jesus. Ele ressuscitou a menina com a mesma ternura com a qual sua mãe a despertaria cada manhã (Mc 5.41). Bíblia Shedd.

24 dorme. Uma metáfora bíblica para a morte (Dan 12:2; Jo 11:11; 1Ts 4:13-14). Andrews Study Bible.

25 tomou a menina pela mão. Quem quer que tocasse um cadáver ou estivesse com ele num aposento se tornava ritualmente impuro (Nm 19:14-16). Jesus quebrou estas leis para trazer restauração. Andrews Study Bible.

27 cegos. Isaías predisse a cura dos cegos na era messiânica (Is 35.5) [O mesmo para os mudos, Is 35.6, verso 32]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

32 foi-Lhe trazido. Quando uma pessoa é impedida de ir até Jesus por falta de habilidade ou de fé para a cura física ou espiritual, é bem-aventurada se tem alguém que se preocupa com ela o suficiente para levá-la a Jesus (cf. Mc 2:2, 3). CBASD, vol. 5, p. 387.

33 falou o mudo. Esta era a evidência tangível da cura. Este foi o último milagre registrado em vários meses, sendo que o próximo foi o de alimentar 5 mil na primavera seguinte. Não se diz se Jesus se retirou a algum lugar no inverno, após a segunda viagem pela Galileia. A agitação popular provocada pelos muitos milagres tendia a obscurecer o principal objetivo de Cristo ao realizá-los: a propagação do reino dos céus no coração e na vida do ser humano.  CBASD, vol. 5, p. 387.




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