Mal terminaram os escritos de Jeremias e já estamos com saudades do amor do profeta por Deus, por Jerusalém, pelo rei (o “ungido de Deus”, Lam 4.20), pelo seu povo. Mas o livro de Ezequiel está à nossa frente e tem muitas e maravilhosas lições para nosso proveito.
Ezequiel foi contemporâneo de Jeremias, porém seu ministério começou bem depois. Jeremias começou seu ministério ao tempo do reinado de Josias. Ezequiel testemunhou o primeiro ataque babilônico a Jerusalém no reinado de Jeoaquim, filho de Josias (2Rs 24.1). No segundo ataque, em 597 aC, quando reinava Joaquim, Ezequiel foi deportado, junto com outros jovens intelectuais judeus, para a Babilônia (2Rs 24.14) onde foi chamado por Deus a ser profeta, cinco anos depois. Profetizou por, pelo menos, 22 anos (Ez 1.2; 29.17). No seu chamado (cap. 1), Ezequiel foi levado em visão ao Céu, onde viu a Deus em Seu trono, em imagens semelhantes à apresentadas em Apoc. 4.
Assim, como Isaías, Jeremias e Sofonias, Ezequiel apresenta a estrutura: condenação de Jerusalém (cap. 3 a 24) – condenação dos povos vizinhos (cap. 25 a 32) – consolação de Jerusalém (cap. 33 a 48). Neste último bloco, escrito depois da terceira, trágica e arrasadora invasão babilônica, em 586 aC, o profeta traz mensagens de consolo e restauração para Israel.
Sabemos que Ezequiel era casado (24.15-18), morava em casa própria (3.24; 8.1) e levava uma vida relativamente livre, junto com seus companheiros de exílio. Quando o Senhor lhe informou que Jerusalém estava sendo sitiada e seria tomada (24.1-14), recebeu também a informação de que sua amada esposa, o “prazer dos seus olhos” (24.16) também lhe seria tirada. O profeta não deveria lamentar em público a perda da esposa, assim como os judeus não deveriam ficar enlutados ostensivamente por Jerusalém e o templo, o deleite dos olhos de Israel. A vida de um profeta, definitivamente, não é fácil!
O tema principal do livro de Ezequiel é a soberania de Deus.
Que o Senhor seja soberano em nossas vidas, também. Para sempre.
Fontes: Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, comentários das Bíblias Shedd e NVI Vida.
Assista a introdução a Ezequiel
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Amigos, amanhã, segunda-feira, começaremos a ler Lamentações.
A guisa de introdução ao livro, postamos aqui os comentários de duas Bíblias de Estudo:
“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.
“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.
“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.
“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Comentários da Bíblia Shedd.
“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).
“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida.
Assista a Introdução a Lamentações
As últimas palavras registradas de Jeremias estão em Jer 44:30. Os capítulos 45 a 51 haviam sido escritos por Jeremias, muitos anos antes da invasão e destruição de Jerusalém. O cap. 52, de acordo com Jer 51:64, teve outro autor, provavelmente Baruque, e é um epílogo histórico com objetivo de mostrar o cumprimento das advertências proféticas de Jeremias.
A Bíblia não registra o que aconteceu depois das últimas palavras de Jeremias no Egito. Temos apenas informações extrabíblicas, entretanto inconclusivas:
"A tradição judaica diz que, devido ao fato de Jeremias condenar seu destino, os judeus no Egito apedrejaram o profeta até a morte, embora de acordo com outras tradições ele tenha sobrevivido até a invasão de Nabucodonosor ao Egito e sido levado para Babilônia ou de volta a Judá, onde teve morte natural." Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 4, p. 547.
Ao completarmos a leitura de Jeremias, ficamos com um sentimento de profunda admiração pela coragem e determinação do profeta em proclamar uma mensagem impopular com risco da própria vida. E também uma tristeza muito grande porque toda a destruição e sofrimento do povo judeu podiam ser evitados se escutassem aos apelos do Senhor por um reavivamento e reforma.
Que o Senhor continue falando ao nosso coração, reavivando-nos pela Sua Palavra!
Jeferson Quimelli
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"Embora houvesse vários lugares com este nome, quase não há dúvidas de que a Ramá mencionada por Jeremias neste versículo ficava próxima à sepultura de Raquel, que por sua vez, estava no ‘no território de Benjamim, em Zelza’ (1Sm 10:2). Ramá (possivelmente, a moderna Ramallah) ficava na estrada por onde os judeus exilados foram levados no caminho de Jerusalém para Babilônia, e parece ter sido um ponto de encontro dos cativos, antes da árdua jornada rumo ao cativeiro. O massacre de alguns israelitas pelos babilônios e o cativeiro de outros ocorreram próximo à sepultura de Raquel e revelam a pertinîencia desta ilustração. Raquel é representada como testemunhando a angústia experimentada por seus descendentes e chorando amargamente por seus filhos. Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, aplicou esta passagem ao massacre de Herodes às crianças de Belém." Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 506.
Comentário devocional:
Numa manhã dessas acordei bem antes do que eu costumo acordar. Tentei adivinhar que horas eram. O quarto do meu apartamento em Moscou ainda estava escuro. Não ouvi nenhum pássaro ou vizinho. Finalmente olhei para o relógio e vi que eram 4:10. Resmunguei. Apesar de estar me sentindo desperto, me perguntei: “Por que acordar tão cedo se ainda posso ter mais duas horas de sono?” Então eu entendi que Deus estava me dando a chance de passar um pouco de tempo extra com ele.
Um dos meus versos favoritos é Isaías 50:4, que diz: “Ele me acorda manhã após manhã, desperta meu ouvido para escutar como alguém que está sendo ensinado” (NVI). Eu gosto da idéia de que Deus gentilmente me desperta para que eu passe tempo com Ele e seja instruído.
Mas e se não quisermos ser instruídos? Deus reprovou os israelitas por se recusarem a passar tempo com ele. Ele disse em Jeremias 7:13: “vos falei, começando de madrugada, e não me ouvistes, chamei-vos, e não me respondestes” (ARA). E porque os israelitas persistiram em não ouvi-Lo e praticaram más ações, Deus disse que os lançaria fora de sua vista (v. 15).
Existe uma relação direta entre o tempo gasto com Deus e evitar o mal. Mais tempo com Deus significa menos tempo a considerar o pecado e estar em contato com o “inimigo”. O sono tem seus benefícios, mas o sono não é nada comparado ao tempo de qualidade na companhia do nosso Criador e Pai celestial.
Oração: “Querido Deus, acorde-me todas as manhãs para passar mais tempo com você. Posso estar com sono ou mal-humorado às vezes. Mas eu sei que alguns minutos extras com você trarão bênçãos inimagináveis sobre o meu dia. Amém “.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 7
Comentário devocional:
Já aconteceu de você abrir a Bíblia e não sentir vontade de lê-la? Comigo isto já aconteceu. Eu particularmente me sinto assim quando estou lutando com um pecado voluntário na minha vida, mesmo que pequeno. Meu desejo natural é ficar o mais longe possível da Bíblia e seus ensinos. Eu sei que suas páginas estão cheias de conselhos, reprovação e correção. O problema é que eu não quero ser corrigido e repreendido.
Os israelitas devem ter sentido o mesmo desprazer pela Palavra de Deus. Deus perguntou a Jeremias no versículo 10: “A quem posso eu falar ou advertir? Quem me escutará? Os ouvidos deles são obstinados, e eles não podem ouvir. A palavra do Senhor é para eles desprezível, não encontram nela motivo de prazer” (NVI). Quando eu peco, não encontro prazer na leitura da Bíblia. Deus não quer que permaneçamos em nossos pecados. Ele quer nos tirar dessa situação.
O melhor sono que desfruto me vem em momentos em que estou ativamente buscando a vontade de Deus e lendo fielmente a Sua palavra. Apesar de ainda ter muito a melhorar, eu posso descansar no conhecimento da graça amorosa de Deus e saber que estou perdoado.
Isto é o que o Senhor diz : “Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso.”(v. 16a). Por que nós ecoaríamos os israelitas ao dizer: ” “Não seguiremos!”? (v. 16b) .
Oração: “Querido Deus, obrigado por mais esta oportunidade de ler a Tua Palavra. Estou contente por achar descanso em Ti. Perdoa-me por me agarrar ao pecado, não importa quão pequeno ele seja. Ajuda-me a agarrar-me a Ti. Com Tua ajuda, eu quero ler a Bíblia todos os dias, quer tenha vontade ou não. Amém”.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 6
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Análise do texto:
Ainda que, especificamente, Jeremias esteja apresentando uma mensagem a Judá, no Antigo Testamento, diante de seus desvios de conduta por pegar o atalho da espiritualidade, o Espírito Santo tendia deixar uma mensagem diretamente a todos os que habitam neste mundo; com visão ampliada, é possível entender que Deus quer falar-nos por meio deste capítulo:
1. Nossa religião em relação ao Deus verdadeiro pode ser tão falsa quanto como adoramos ídolos pagãos, se nosso coração não for circuncidado diante de Deus (vs. 1-4). Um coração duro, arrogante, será de tal modo rejeitado como um campo onde só cresce espinhos e não dá para ser arado.
2. Se é possível que a religião verdadeira seja vivida de maneira errada, também é possível que na religião verdadeira haja sacerdotes e profetas, pastores e líderes religiosos (v. 9) que estejam tão distante de Deus que se surpreenderão com Sua ira quando ela se manifestar diante dos seus pecados (vs. 5-18).
3. Uma religião que não seja fruto de verdadeira conversão, mas apenas de mudança externa é comparada a maquiagem e ornamentos, que apenas escondem as imperfeições superficiais, mas não mudam o coração. No entanto, tal religiosidade na verdadeira igreja de Deus trará o mesmo resultado destrutivo que virá sobre aqueles que rejeitam abertamente ao Deus verdadeiro (vs. 19-31).
Com visão apocalíptica, o final do capítulo fala de uma destruição total, que a todo o mundo será fatal. Embora a Terra de todo não será destruída, os que não optarem pelas orientações, exortações e apelos divinos serão banidos totalmente da face de todo o planeta, o qual será um abismo tenebroso descrito no Apocalipse durante os mil anos. Como Deus não quer teu fim, Ele apela:
1. “Circuncidai-vos para o Senhor, circuncidai o vosso coração…” (v. 4) – Arrependimento.
2. “Arvorai a bandeira rumo a Sião, fugi e não vos detenhais…” (v. 6) – Conversão.
3. “Cingi-vos, pois, de cilício, lamentai e uivai…” (v. 8) – Submissão.
4. “Lava o teu coração da malícia… para que sejas salvo” (v. 14) – Purificação.
5. “Proclamai isto às nações” (v. 16) – Testemunho.
Não se pode ignorar um compromisso com Deus sem sofrer consequências. O contrário também é verdade: Há recompensas em relacionar-se e comprometer-se com Deus. O Senhor quer o teu amor – Pr. Heber Toth Armí.
Análise do texto:
Há três tipos de pessoas:
1) Aquelas que não aprendem nunca, nem com seus erros, nem com erros dos outros;
2) Aquelas que aprendem com os próprios erros; e,
3) Aquelas que aprendem com o erro dos outros.
As do primeiro grupo são identificadas de ignorantes; do segundo, inteligentes; e, as do último, sábias. A melhor forma de aprender é não cometer os erros que causaram desgraças aos outros.
Não sei de qual grupo você é; sei que no capítulo em apreço somos informados que, embora Deus tenha levado o reino do Norte (Israel) ao cativeiro, o reino do Sul, (Judá) não aprendeu a lição. Então, poderia sobrevir aos judeus a mesma situação de Israel: cativeiro. O fato de Deus nos revelar isso, deixa claro o quanto Ele quer que sejamos sábios.
Assim como a solução para o povo do passado, que deixava o caminho certo pelo desvio da perversidade moral e espiritual, era o arrependimento, Deus espera o mesmo de nós, antes que venha os dias nos quais não haverá contentamento. Judá, sem se impressionar com as desgraças que sobrevieram a Israel, foi por um caminho de apostasia pior, participando da idólatra religião cananeia, divorciando-se de Deus.
Porém, o Deus que não quer o mal de ninguém, age para impedir a ameaça eminente. Ele declara que se houver arrependimento sincero (vs. 10-14) o povo seria recompensado com bênçãos permanentes (vs. 12-25). Para evitar a destruição e convidar o povo à salvação, Deus promete dar pastores segundo o Seu coração, os quais apascentarão o povo com amor, conhecimento e sabedoria (v. 15). Assim Deus revela o quanto deseja o que há de melhor aos que Lhe pertencem, mas os pecados do povo o separam das bênçãos. O povo chora, mais uma vez Deus insiste para que volte. Então, arrependido, o povo confessa sua ilusão e, que somente em Deus há salvação. Porque percebe o alto preço pago por sua apostasia e agora está cheio de vergonha e ignomínia.
Duas lições:
1. Aquele que rejeita pastores enviados por Deus, rejeita ao próprio Deus.
2. Aquele que aceita a mensagem dos pastores de Deus, será abençoado pelo Deus que envia pastores a Seu povo.
Há dois caminhos, apenas uma decisão! Escolha com sabedoria! – Pr. Heber Toth Armí.
Análise do texto:
É melhor viver na contramão do mundo, do que na contramão de Deus. A prova de conversão do mundanismo é a mudança de vida conforme a vontade divina. Somos salvos do pecado, não para continuar em pecado. Quando isso não acontece Deus levanta porta-voz para convidar Seu povo ao reavivamento; o qual não tem nada a ver com entretenimento, mas com arrependimento.
Onde o ritualismo ocupa o lugar de um relacionamento com Deus é preciso fortes repreensões a fim de despertar da mornidão espiritual. Jeremias é esse porta-voz. Eis os princípios de sua primeira pregação:
1. A essência da verdadeira religião é o relacionamento com Deus: Muitos, como Israel, no início de sua história de amor com Deus, são plenamente dedicados e comprometidos como uma noiva ao seu noivo (vs. 1-3).
2. A essência da distorção da religião é o desvio da devoção: Como a esposa que ignora o amor ao marido, muitos se ocupam de tantas coisas, deixando a Deus de lado; isso é adultério espiritual, o que é mau e atrai o mal (vs. 4-21).
3. A essência do pecado é substituir o lugar de Deus por qualquer outra coisa: Tudo o que ocupe o primeiro lugar em nossa vida, estará ocupando o lugar que pertence a Deus. Seja o trabalho, o dinheiro, o esporte, a TV, os filhos, jogos, etc. (vs. 22-37); isso gera idolatria!
Quando as pessoas abandonam a Deus (isso não as impedem de frequentarem à Igreja ou seguirem regras e normas religiosas), passam a ter atitudes erradas em seu comportamento. Da mesma forma que dá para perceber quando o amor de uma noiva esfria para com seu noivo, dá para saber quem é e quem não é apaixonado por Deus.
Quando a fonte de prazer de alguém é outra coisa que não Deus, quando fazer qualquer outra coisa traz maior alegria que servir a Deus, quando a atenção de alguém está desfocada de Deus e não se tem tempo para Ele, quando… essa pessoa já caiu no despenhadeiro da apostasia, rumo à destruição…
Se este é teu caso, a situação de tua igreja, é tempo de reflexão, confissão, arrependimento e conversão. Clame ao Senhor, Ele concede perdão! Não perca tempo! – Pr. Heber Toth Armí.
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Análise do texto:
O crescimento espiritual é gradual, significa trazer à luz uma série de segredos, tremendo e tremendo, para então descobrir que Deus sempre te conheceu e mesmo assim, Ele sempre te amou. Ele te conhece melhor do que o melhor conhecimento que tens sobre ti mesmo; Ele sabe quem você será e o que poderá fazer ao depender dEle. Ele pode te chamar a qualquer momento, independente de teus argumentos.
O chamado de Jeremias nos ensina muitas coisas, das quais destaco as seguintes:
1. Geralmente aqueles que Deus chama se sentem incapaz de dar conta das exigências da tarefa.
2. Geralmente a missão designada por Deus não é nada fácil, agradável e de fácil aceitação pelas pessoas.
3. Geralmente cumprir tal missão será necessário lidar com de todos os lados, até mesmo dentre o povo de Deus.
4. Geralmente, quando Deus chama, a sociedade está caótica, impossibilitando o servo de Deus de viver uma vida de mar de rosas.
5. Sempre que Deus chama, Ele capacita. Soberanamente, Ele sempre estará presente e protegerá àquele que se dispor a fazer Sua vontade.
O ministério de Jeremias aconteceu durante o período complexo em que o povo de Deus perdia a esperança e afundava no desespero. Babilônia logo viria para levar o povo ao cativeiro. Deus procura animar Seu servo, sabendo, Ele mesmo, que a tarefa de anunciar palavras de exortações causará rejeições. A única certeza que Jeremias teria é que, quando Deus chama, Ele capacita, orienta e ensina o quê e como fazer, fortalecendo em cada etapa do cumprimento da tarefa.
Após o chamado e capacitação, Deus oferece a Jeremias duas visões: Uma amendoeira e uma panela de fogo. A primeira indicava a proximidade do cumprimento da Palavra de Deus (vs. 11-12); a segunda apontava para a Babilônia, que fervendo, estava a ponto de transbordar em Judá devido à distorção teológica e prática de sua fé em Deus (vs. 13-16).
Essa mensagem impopular despertaria oposição ao ser anunciada aos reis de Judá, aos príncipes, sacerdotes e ao povo; porém, Deus prometeu estar ao seu lado e livrá-lo (vs. 17-19).
Enfim, o chamado de Deus não é para ser popular, mas para anunciar Sua palavra, custe o que custar. Deus já te chamou? Você aceitou? – Pr. Heber Toth Armí.
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