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II CORÍNTIOS 12 – Há pessoas complexas e complicadas na igreja. Os ministros devem ser firmes com elas.
Paciência é um dom que pastores devem pedir a Deus para ser coerente com o poder do evangelho.
Satanás incomoda demasiadamente. Apenas quando estamos envolvidos no amor de Cristo e confiando que Deus sabe o que é melhor para nós, é possível ter prazer em meio aos dissabores da vida, alegria em meio às fraquezas, satisfação frente à perseguição e oposição dos de fora e também dos de dentro.
II Coríntios 12 é instrutivo:
- Ter privilégios espirituais ou visões excepcionais não garantem que o pastor será blindado frente aos infortúnios e obstáculos apresentados por Satanás (vs. 1-6).
- Ser profeta ou apóstolo não é garantia de que a vida será pacífica, calma e isenta de problemas. Nem sempre nossas orações serão respondidas como queremos ou mais do que almejamos; contudo, sempre será como Deus intenciona, visando o aperfeiçoamento de Seus servos (v. 7).
- A desgraça vivida pela humanidade só pode ser curada com a graça de Deus aliviando a dor e dando suporte para enfrentar o que não foi aliviado. Na fraqueza, precisamos aprender a depender da força divina; nas nossas limitações, devemos confiar no Deus Todo-poderoso (vs. 8-10).
- Quando Deus é prioridade, nada mais importa para Seus servos, somente Sua bendita vontade.
- Deslealdade, ingratidão e irresponsabilidade dos membros da igreja não devem desmotivar aos ministros de Deus; apesar da indiferença e indisposição dos cristãos que vivem a infantilidade espiritual, os ministros devem, como Paulo, agir com paciência e tolerância (vs. 11-21).
Ser ministro não é fácil. Há problemas por todos os lados, o tempo todo. A pressão é grande, mas Deus é maior. Sendo assim, reflita:
- O ministério não é para pessoas fortes, mas para os fracos que dependem da força de Deus.
- Também não é para os perfeitos, mas para que aqueles que, como Paulo, dependem da graça de Deus frente aos espinhos – os quais são agentes satânicos causadores de dores.
- O ministério pastoral é uma função especial numa sociedade mergulhada no lamaçal do pecado, visando à transformação radical de quem se torna cristão.
A grande questão aqui não é porquê sofremos, mas como respondemos ao sofrimento. Portanto, reavivemo-nos com o poder da graça divina! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS11– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1 Minha loucura. Os críticos de Paulo fizeram parecer que o apóstolo era um insensato, então, como “insensato”, ele se gloria de suas “fraquezas” (2Co 11:30). Paulo também fala, apologeticamente, de sua glória como “loucura”. Gloriar-se como os críticos de Paulo “faziam era, para ele, a mais grave loucura, uma glória que ele considerava incompatível com sua humildade, dignidade e responsabilidade apostólicas. Tal glória era oposta ao espírito de Cristo. Paulo se sentia ridículo em ser colocado numa posição na qual, para defender sua autoridade apostólica, parecia necessário fazer o que seria considerado autoglorificação. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1002.
8 Salário. Paulo não afirma que tomou algo da igreja de Filipos de modo desonesto. As doações que havia recebido foram feitas voluntariamente e representavam um sacrifício real por parte dos doadores. Essas doações possibilitaram que ele devotasse mais de seu tempo a Corinto, para estabelecer a igreja ali. De certo modo, os coríntios foram beneficiados pelos macedônios; a pregação do evangelho nada custou aos coríntios, pois Paulo era sustentado por outras pessoas (2Co 11:9). CBASD, vol. 6, p. 1006.
13 Falsos apóstolos. Eram, nominalmente, judeus cristãos e alegavam ser apóstolos de Cristo. Eles se uniram à igreja cristã, no entanto eram impostores, meros pretendentes que haviam usurpado a autoridade, os direitos, ofícios e privilégios dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Na ausência de credenciais genuínas, recorreram a disfarce e subterfúgio. CBASD, vol. 6, p. 1007.
17 Não o falo segundo o Senhor. Paulo nega que o que está prestes a dizer seja por ordem divina. Ele fala apenas em defesa própria. Caso ele não tivesse deixado claro esse ponto, ele poderia parecer ter justificado a jactância de seus inimigos. A razão de Paulo para se gloriar seria claramente compreendida. De um ponto de vista exterior, talvez a autodefesa de Paulo pode parecer tola, o que ele mesmo reconhece. No entanto, do ponto de vista de seus motivos, está plenamente justificado em agir assim. CBASD, vol. 6, p. 1008.
23 São ministros […]? Professando ser judeus conversos, alegavam ser porta-vozes de Cristo. Paulo negava essa afirmação. Como judeu, Paulo era igual a eles. No entanto, quanto ao relacionamento com Cristo (que é o teste fundamental em qualquer tempo), Paulo afirmava ser melhor do que os falsos apóstolos, o que se confirma pela própria autoavaliação deles. Como evidência, Paulo salienta as obras que de longe ultrapassam as deles, quanto a abnegação, a extensão e os resultados. Eles procuravam usurpar os frutos das obras de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1011.
32 Aretas. Registros históricos revelam que a Síria, incluindo Damasco, tinha sido uma província romana desde aproximadamente 64 a.C, antes de estar sujeita aos nabateus. Não se sabe como Aretas IV, um rei independente de Nabateia, que reinou de 9 a.C. a 39 d.C. (ver, vol. 5, mapa, p. 26, 51, 52), estaria no controle de Damasco na época à qual Paulo se refere. E possível que o imperador tenha designado a cidade a Aretas na época para assegurar amizade, ou por outras razões políticas desconhecidas. Aretas dificilmente a teria tomado à força dos romanos. CBASD, vol. 6, p. 1013.
Para me prender. Isto é, por influência dos judeus. CBASD, vol. 6, p. 1014.
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II CORÍNTIOS 11 – Acusações, críticas e tentativas de desmoralizar o ministério pastoral não são ações recentes. Paulo precisa se defender de acusações de falsos apóstolos em Corinto. E neste capítulo, ele mostra amor incondicional e a importância de discernir os verdadeiros líderes.
Paulo parece louco, mas sua aparente “loucura” é, na verdade, um reflexo do seu profundo amor pela igreja e seu compromisso com a verdade do evangelho. Em II Coríntios 11, temos os seguintes tópicos:
- A paixão de Paulo (vs. 1-2). Seu zelo por Corinto era comparável ao de um noivo por sua noiva. Ele queria apresentar os crentes a Cristo puros e sem mancha.
- A proteção contra a enganação (vs. 3-4). O alerta contra a astúcia de Satanás e a corrupção da mente é enfatizado. É necessário apegar-se à simplicidade do evangelho.
- O sofrimento por amor (vs. 16-33). A extensa lista de sofrimento de Paulo valoriza seu ministério, não o descaracteriza. A razão por traz desses sofrimentos é o amor dele por Cristo e pela Igreja, o corpo de Cristo.
- A verdadeira loucura (vs. 21-23). A ironia de Paulo ser acusado de fraqueza quando ele havia enfrentado tantos perigos revela uma grande verdade: A verdadeira loucura é rejeitar a verdade do evangelho.
A essência do ministério pastoral, à luz de II Coríntios 11, resume-se em dedicação sacrifical, zelo pela pureza da igreja e o compromisso com a verdade de Cristo.
A essência da liderança eclesiástica está em conduzir o povo a uma relação genuína com Cristo, livre de enganos ou distrações doutrinárias.
Paulo deixa claro que o ministério não é sobre conforto ou status, mas sobre entrega total e disposição para suportar dificuldades por amor ao rebanho e à obra de Deus.
Existem falsos cristãos, falsos líderes e falsos apóstolos que distorcem a mensagem de Cristo. O caos na igreja precisa ser enfrentado e combatido. O pastor tem papel de proteger a igreja de influências que possam desviá-la do verdadeiro evangelho.
O ministério pastoral envolve cuidado contínuo, empático e profundo pelos desafios espirituais e emocionais dos membros.
Diante de tudo o que significa o ministério pastoral, o foco do ministro fiel deve ser glorificar a Deus, conduzir o rebanho a Cristo, e, cumprir o propósito divino.
Reavivemo-nos eclesiasticamente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 10– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1593 palavras
1 Rogo. Os oponentes de Paulo eram arrogantes, obstinados e orgulhosos. Interpretaram erroneamente sua mansidão como fraqueza, sua gentileza como covardia. Estavam além do alcance de apelos conciliatórios e de exortação amável, como nos cap. 1 a 7. O único modo de atingir a autossuficiência deles era por meio de reprovação, denúncia e exposição, encontradas nos cap. 10 a 13. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 992.
2 Rogo. Paulo deseja ser poupado da necessidade de uma mostra decisiva de sua autoridade, que os embaraçaria e humilharia. Paulo roga para que não chegasse a tal ponto. E característica do espírito de amor evitar infligir dor ou humilhação. Esforço paciente, sincero e discreto de fazer as coisas certas no espírito do companheirismo cristão é sempre preferível à demonstração pública de autoridade e administração de disciplina. CBASD, vol. 6, p. 993
Ousado. Isto é, em lidar com os problemas de Corinto. Neste versículo, Paulo não faz uma ostentação vã. … Ele não teria receio de ninguém, nem hesitação para agir. Lidaria com eles ousadamente (2Co 11:21), a menos que uma mudança na atitude deles tornasse desnecessário que agisse dessa forma. A decisão era dos judaizantes. Paulo estava preparado para confrontar seus críticos e lidar com eles de modo eficaz. CBASD, vol. 6, p. 993, 994.
Mundano proceder. Referência à pessoa não regenerada, ao aspecto carnal, natural e mundano da pessoa não influenciada pelo Espírito Santo (ver com. de Rm 7:24; cf. com. de 1Co 9:27). CBASD, vol. 6, p. 994.
3. Andando na carne. Isto é, vive neste mundo como um ser humano. CBASD, vol. 6, p. 994.
Militamos segundo a carne. Apesar de viver entre pessoas que recorrem a métodos mundanos, Paulo não condescende com tais métodos (ver Jo 17:11, 14). A pessoa convertida possui uma natureza nova e diferente e é motivada pelo amor de Cristo e do Espírito de Deus, em harmonia com os ideais divinos (Jo 3:3, 5; Rm 8:5-14; 1Co 2:12-16; 2Co 5:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
4 Armas da nossa milícia … poderosas em Deus. As armas do cristão são fabricadas no arsenal celestial e estão disponíveis por meio do ministério dos anjos (2Co 1:12; Ef 6:10-20; cf. DTN, 827) . Incluem a verdade como apresentada na Palavra de Deus (Hb 4:12) e o poder partilhado por Cristo e pelo Espírito Santo (1Co 2:4). Deus convoca as pessoas para o conflito, equipa-as para a batalha e lhes assegura a vitória. Ele supre o ser humano com todo o poder (2Co 2:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
Fortalezas. A linguagem figurada dos v. 4 e 5 pode ter sido sugerida à mente de Paulo pelos piratas que infestavam a costa marítima nas proximidades de Tarso antes de ser expulsos dos mares pelas galés romanas, uma geração antes de seu nascimento. Esses saqueadores do mar atacavam de várias cavernas ocultas ria costa, invadiam navios que comercializavam nos portos próximos e então se retiravam com o espólio. Finalmente, o general romano Pompeu conduziu uma campanha contra eles, n a qual destruiu mais de 100 “fortalezas” piratas e fez mais de 10 mil prisioneiros. CBASD, vol. 6, p. 995.
Sofismas. Do gr. logismous, “raciocínios”, “pensamentos” (ver Rm 2:3, 15). Paulo se refere às teorias humanas em contraste com a verdade revelada. Não há nada mais autodestrutivo que o raciocínio especulativo de pessoas envaidecidas que têm ousada confiança na sabedoria pessoal e nada além de desprezo para com Deus e Sua Palavra. CBASD, vol. 6, p. 995.
5 O conhecimento de Deus. A exaltação da sabedoria humana está em oposição ao conhecimento espiritual e superior que Deus transmite (Jo 17:8; At 17:23; 1Co 1:24; 2:10; Cl 1:9). O deus do filósofo é criado pelo processo do pensamento individual. O Deus do cristão é o Deus da revelação divina. Um é subjetivo, o outro é objetivo. CBASD, vol. 6, p. 995.
Obediência de Cristo. A principal razão pela qual o evangelho não progride mais no mundo e na vida das pessoas é a indisposição para tornar Cristo verdadeiramente Senhor da vida, e aceitar a autoridade de toda a palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 996.
6 Punir. Paulo está pronto a exercer a autoridade apostólica para disciplinar e punir o grupo rebelde na igreja de Corinto. Até então ele se conteve porque a questão ainda não estava clara e muitos poderiam ser levados a tomar uma decisão errada. Naquele momento, porém, o assunto estava claro, e a maioria havia tomado posição ao lado de Paulo contra a minoria resistente. CBASD, vol. 6, p. 996
7 Que é de Cristo. Isto é, reivindica ser um representante de Cristo devidamente designado. CBASD, vol. 6, p. 996.
8 Não me envergonharei. Os falsos apóstolos em Corinto se propuseram a envergonhar Paulo, ao ridicularizá-lo como apóstolo e ao diminuir o evangelho dele. Paulo declara que seu propósito em se gloriar de sua “autoridade” como apóstolo é em defesa de seu apostolado e de seu evangelho. Ele não tem motivos ocultos. CBASD, vol. 6, p. 997.
9 Cartas. Paulo já havia escrito pelo menos duas cartas aos coríntios, possivelmente mais (ver com. de 2Co 2:3, 4; cf. p 903, 904). Utilizando o plural, “cartas”, Paulo inclui a carta perdida mencionada . em I Coríntios 5:9. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Graves e fortes. Paulo cita as palavras dos críticos. Até mesmo seus inimigos admitiram que ele escrevia bem, e o tempo confirmou a opinião deles. Mal sabiam que as cartas de Paulo eram inspiradas e que constituiriam uma grande parte do que se tornaria o Novo Testamento, a base da teologia cristã. Em suas cartas abundam irresistíveis argumentos para a fé. Estão repletas do poder do Espírito Santo manifestado na severa reprovação, na mansidão e no amor cristão, na exaltação de Cristo como redentor, nos apelos aos homens e mulheres perdidos para que aceitem o caminho para a salvação, na inspiração para o companheirismo com Cristo e no testemunho da conversão pessoal e da experiência cristã. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Presença. Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). Esta é a única referência no NT à aparência pessoal de algum dos apóstolos (cf. 1Co 2:3, 4; 2Co 12:7-10; Gl 4:13, 14). Os escritores antes do 4º século declararam que Paulo era de estatura baixa, curvado, possivelmente devido aos constantes castigos físicos (2Co 11:24, 25), calvo e tinha as coxas tortas, no entanto, era cheio de graça e tinha olhos cativantes de amor, nobreza e zelo por Cristo (ver Atos de Paulo e Tecla 1:7). … Em 2 Coríntios 10:1, Paulo reafirma que sua aparência pessoal não impressionava. O nível ao qual seus oponentes em Corinto se rebaixaram para ridicularizar sua fraqueza física, e talvez uma leve deformidade, revela o caráter desprezível deles. CBASD, vol. 6, p. 997.
Desprezível. Esta acusação parece ter sido um exagero ofensivo, se não uma completa calúnia. Paulo era um excelente orador (At 14:12; cf. 2 C o 24:1-21). E verdade que, depois da experiência em Atenas, Paulo evitou a retórica e a oratória que deleitava os gregos (ver 1Co 2:2). Ele recusou utilizar esses meios para atrair pessoas a Cristo. Nada deve ser permitido que possa diminuir a clareza e a força do evangelho (1Co 2:4, 5). CBASD, vol. 6, p. 997.
12 Louvam a si mesmos. Os coríntios faladores eram membros, aparentemente do que.pode ser chamado de uma sociedade de admiração mútua. Cada pessoa se eleva em seu próprio padrão de excelência e louva outros membros da sociedade para propagar os interesses pessoais e das pessoas que pertencem ao seu grupo. Elevando as próprias virtudes como um padrão de comparação, elas se tornam seu próprio ideal. CBASD, vol. 6, p. 998.
Revelam insensatez. E o auge do orgulho para um pecador se considerar perfeito ou quase perfeito (Rm 7:18; lJo 1:10). Um senso da própria imperfeição é a primeira exigência do Céu a todos que serão aceitos como filhos e filhas de Deus (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 6, p. 998.
15 Engrandecidos entre vós. Paulo procurava inspirar as igrejas com seu zelo missionário. Ele iniciava a obra nas grandes cidades e deixava a essas igrejas localizadas estrategicamente a responsabilidade de evangelizar o distrito ao qual pertenciam. Esse método de evangelismo se provou eficiente, pois muitas das grandes igrejas centrais originavam outras igrejas dentro de seus distritos. Da igreja de Laodiceia, por exemplo, diz-se que foram fundadas outras 16 igrejas na circunvizinhança. É privilégio de cada igreja enviar seus membros ao campo missionário, por Cristo. CBASD, vol. 6, p. 999, 1000.
16 Além das vossas fronteiras. A única indicação das regiões que.Paulo tinha em mente está em Romanos 15:19 a 24: Ilírico, Itália e Espanha. Fica evidente que já havia cristãos em Roma e que a igreja existia ali (Rm 1:7-13), sem o benefício dos trabalhos apostólicos. CBASD, vol. 6, p. 1000.
Campo alheio. Isto é, a região de trabalho pertencente a alguém mais. Em circunstância alguma Paulo violou o território alheio, tomando crédito pelos trabalhos de outros, como faziam os falsos apóstolos em Corinto. CBASD, vol. 6, p. 1000.
17 Glorie-se no Senhor. Em vez de se vangloriar. O v. 17 é uma citação de Jeremias 9:24 (ver com. ali). O crédito pelo sucesso, seja na experiência cristã pessoal ou no ministério em prol dos outros, pertence a Deus. Atribuir a si mesmo honra pelo sucesso é desonrar a Deus, por desviar a atenção das pessoas de Deus e concentrá-la no instrumento humano, exaltando a pessoa acima de Deus (ver Sl 115:1; 1Co 1:31; 10:12; 15:10; 2Co 12:5; Gl 2:20; 6:14; ver com. de 1Co 1:31). Aqueles que se tornam satisfeitos consigo mesmos estão longe do ideal cristão (Fp 3:12-14). Os que mantêm, constante relacionamento com Cristo nunca têm uma opinião exaltada de si mesmos (ver GC, 64). CBASD, vol. 6, p. 1000.
18 O Senhor louva. Alcançar uma posição de liderança desperta a tentação de aceitar a aclamação humana e de se orgulhar de conquistas pessoais. O próximo passo é o desejo de exercer autoridade arbitrária sobre os outros. Para o cristão, no entanto, a única aprovação desejável é a divina (ver Rm 2:29; 1Co 3:13, 14; 4:1-6). Receberão a aprovação de Deus apenas os que suportam esse teste e triunfam sobre a presunção, o orgulho e a exaltação própria. O autoelogio dos falsos apóstolos de Corinto, que, na verdade, não tiveram sucesso, deixou claro que eles não tinham a aprovação de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1000.
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II CORÍNTIOS 10 – Deus estabeleceu o ministério pastoral. Ainda que haja pessoas que questiona esse ministério, o texto bíblico apresenta a importância de honrá-lo e defendê-lo.
Neste capítulo, Paulo está defendendo sua autoridade espiritual diante de críticas e acusações feitas por falsos líderes em Corinto. Estes o acusavam de fraqueza e inconsistência: “As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível” (II Coríntios 10:10).
II Coríntios marca uma transição no tom da epístola, onde Paulo adota uma postura mais firme. Ele emprega linguagem de batalha espiritual para destacar a seriedade de sua defesa e missão no ministério evangélico.
Paulo enfatiza que sua autoridade foi concedida por Deus e estava orientada para edificação, não destruição (II Coríntios 10:8). Ele rejeita julgamentos baseados em aparências externas e reafirma sua dependência da força divina (II Coríntios 10:4-9).
Paulo, embora firma, apela para a mansidão e benignidade de Cristo, estabelecendo que sua postura não é arrogante ou carnal, nem mesmo incoerente (II Coríntios 10:1-2, 11). A passagem inspirada deixa claro ser fundamental destacar que o ministério pastoral deve combater ideias e práticas que desviam da verdade bíblica, usando a Palavra e dependendo do Espírito Santo (II Coríntios 10:3-6).
É importante rejeitar comparações superficiais e aprender a buscar medir o ministério pelo padrão de Deus, como fez Paulo (II Coríntios 10:12-18). Ele argumenta que o verdadeiro ministério é aquele que glorifica a Deus e se mantém dentro dos limites estabelecidos por Ele.
Assim como Paulo, pastores fiéis e sérios enfrentam críticas e desvalorização de seu ministério. Estes líderes precisam manter em mente que a fidelidade ao chamado divino é mais importante que agradar expectativas humanas.
Vivemos neste mundo num grande conflito entre o bem e o mal. Por conseguinte, pastores devem estar à postos para um combate incessante, para isso deve saber utilizar e usar sempre as “armas espirituais” descritas por Paulo; deve haver determinação como Paulo diante de situações combativas: “E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência…” (II Coríntios 10:6).
• As congregações devem unir-se aos pastores e apoiar sua liderança.
• Pastores devem buscar discernimento espiritual, permanecendo firmes na Palavra de Deus.
Inspirado no testemunho de Paulo, o líder espiritual deve ser humilde, e ao mesmo tempo, firme! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 9– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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557 palavras
1 É desnecessário. A linha de pensamento iniciada em 2 Coríntios 8:1 continua ininterrupta. No cap. 9, Paulo acrescenta á exortação concernente à coleta para os pobres em Jerusalém. Para que os coríntios não pensassem que Paulo insistia desnecessariamente no assunto, ele explica o motivo porque escreve amplamente a esse respeito. Os planos deles no ano anterior foram interrompidos pela dissenção e o espírito partidário que se ergueram entre os membros em Corinto. Entretanto, a fim de encorajar as igrejas da Macedônia a responder de um modo similar, Paulo salientou a prontidão original dos coríntios em participar no projeto. A menos que os crentes em Corinto completassem a coleta sem demora adicional, pareceria aos macedônios que a vanglória de Paulo acerca dos coríntios era infundada. Este versículo é uma forma sutil e cortês de expressar confiança na prontidão para continuar a coleta e de inspirá-los a fazer o mesmo, vindicando a confiança de Paulo neles. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 986.
4 Confiança. A base para a glória de Paulo estaria plenamente despedaçada, caso os coríntios estivessem despreparados quando ele chegasse. CBASD, vol. 6, p. 987.
6 Aquele que semeia. Na Bíblia, a imagem de semear e colher é bem conhecida. A relação entre semear e colher é natural e justa. Essa imagem está em plena harmonia com os princípios do governo de Deus. Um bom agricultor não semeia de forma relutante ou parcimoniosa, mas com alegria e abundância, conhecendo o relacionamento entre semeadura e colheita. CBASD, vol. 6, p. 988.
7 Proposto no coração. Isto denota uma decisão bem pensada. A benevolência cristã desenvolve escolha deliberada. Uma considerável quantia é doada no impulso do momento, sem o pensamento cuidadoso que acrescenta à doação o coração do doador. Não é assim com o grande dom do amor de Deus. Unicamente o que vem de um espontâneo desejo do coração é aceitável a Deus (Mt 6:2-4). CBASD, vol. 6, p. 988.
10 Dá semente. Paulo novamente cita a LXX (Is 55:10), utilizando uma analogia entre a agricultura e o mundo espiritual. Assim como Deus precisa de agricultores que semeiem abundantemente, assim Ele fará com as pessoas que semeiam sementes de caridade e benevolência. A lei da semeadura e da colheita no mundo natural também é verdadeira para a utilização humana das posses terrenas. Aqueles que são generosos colherão com mais abundância das generosidades de Deus, embora não necessariamente em espécie (Mt 19:29). Deus fornece a semente, ordena as estações e envia o sol e a chuva. Ele faz o mesmo com as sementes de generosidade semeadas no coração das pessoas. CBASD, vol. 6, p. 989.
15 Inefável. Literalmente, “que não pode ser descrito plenamente”. Não pode haver plena exposição do dom do amor divino. Essa atribuição de louvor a Deus fornece um clímax adequado à seção que lida com a coleta de doações para os santos em Jerusalém. A gratidão a Deus prepara o caminho para a obediência a Sua vontade e para a recepção do poder para se envolver em serviço abnegado. Aquele que está repleto de gratidão a Deus buscará cumprir todas as Suas exigências, não porque é forçado, mas porque escolheu fazer dessa forma. A gratidão a Deus é a base de uma experiência cristã eficaz. Até que a pessoa seja submersa pela gratidão a Deus, por Seu dom “inefável”, a religião não alcança as profundezas da alma humana e do seu exterior em serviço altruísta pelos semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 991.
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II CORÍNTIOS 9 – A teologia de Paulo sobre a doação de ofertas contrasta com muitas campanhas de doações contemporâneas, que apelam para a culpa, barganha ou a obrigação.
Para um público acostumado a questionar as instituições e a buscar experiências autênticas, aprofundar no estudo de II Coríntios 8 e 9 levará a uma compreensão correta, equilibrada e espiritual da contribuição financeira para o avanço do Reino de Deus.
O tema da alegria é um elemento central em II Coríntios 9. Em sua sabedoria, Paulo não impõe uma quantia específica ou estabelece uma forma de dar. Ao invés disso, ele enfatiza a atitude do coração: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9:7).
Este capítulo nos desafia a refletir sobre o ato de dar, não apenas do ponto de vista material, mas especialmente, espiritual.
Após considerar com oração II Coríntios 9, dê atenção aos seguintes princípios:
• A alegria de contribuir deve começar antes mesmo da ação em si, como uma expressão de fé e de gratidão por tudo o que Deus já fez (vs. 1-5).
• Dar com alegria reflete uma compreensão espiritual madura da fé cristã. Quando damos generosa e alegremente, experimentamos a bênção de ser usados por Deus para impactar a vida de outras pessoas (vs. 6-7).
• A alegria vem de compreender que Deus é o verdadeiro provedor e que Ele nos abençoa a sermos bênçãos (vs. 8-10).
• Participar da obra de Deus através da generosidade nos conecta à alegria de testemunhar o impacto eterno de nossas ações (vs. 11-13).
• A generosidade une os crentes em amor, graça e gratidão, promovendo alegria mútua no corpo de Cristo (v. 14-15).
Atos de generosidade aumentam a felicidade e o bem-estar. Pois, ao doar, não apenas ajudamos os outros, mas alcançamos realizações que satisfazem o nosso coração. Além disso, interessante nesse texto sagrado é a promessa de Deus de suprir todas as nossas necessidades (II Coríntios 9:8). Assim, ao confiarmos em Deus, podemos experimentar uma paz e uma alegria que transcendem as circunstâncias.
A maior fonte de alegria é o reconhecimento do presente inefável de Deus, que é Jesus. Toda generosidade cristã é um reflexo da indescritível generosidade divina.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.