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A teologia do santuário é base do livro de Hebreus no Novo Testamento, e precisamos dele tanto quanto precisamos de cada livro bíblico.
Inspirando-me nas divisões realizadas por Merril Frederick Unger, temos os seguintes tópicos no capítulo em foco:
1. O altar de bronze com 222cm de cada lado e 133cm de altura; localizado logo na entrada do pátio significava que o derramamento de sangue (expiação) é fundamental para o pecador aproximar-se de Deus (vs. 1-8);
2. O átrio. Cortinas protegendo o Santuário indicavam a necessidade de retidão para o verdadeiro culto, sendo que elas impediam às pessoas de entrarem de qualquer lugar; entrada somente pela porta (vs. 9-19);
3. O azeite para a luz simbolismo do Espírito Santo nas lâmpadas que apontam para Cristo (vs. 20-21).
Após entrar pela porta, logo adiante estava “o altar de cobre que se sacrificavam os animais”, reflete Kay Arthur, o qual aponta para a “morte do Cordeiro de Deus por nossos pecados na cruz do Calvário”. Desta forma, Deus está evangelizando os israelitas e o mundo.
“O Santuário! Assunto solene! Grande núcleo em torno do qual se agrupam as gloriosas constelações da verdade presente!” exclamou Urias Smith.
E não parou de impressionar-se com o tema do santuário: “Como ele abre à nossa compreensão o plano da salvação! Como ele remove o véu da posição de nosso Senhor no Céu! Que alo de glória ele lança sobre Seu ministério! Que divina harmonia ele estabelece na Palavra de Deus! Que inundação de luz ele derrama sobre o cumprimento da profecia no passado!”
Após olhar ao passado, este estudioso da Bíblia passou a olhar ao futuro, e continuou falando do santuário e sua importância para o presente: “Como ele [o Santuário] fortalece as poderosas verdades destes últimos dias! Que glória ele lança sobre o futuro! Com que esperança, alegria e consolação ele enche o coração do cristão! Assunto glorioso!”.
Após estas magníficas exclamações sobre o santuário, Smith arremata seu pensamento, dizendo que “sua importância [do santuário] não pode ser exagerada nem superestimada”.
Interessante, não? Agora reflita:
• Deus não empenhou-Se tanto nesse assunto para ser rejeitado por nós!
• Precisamos dedicar tempo a esse assunto porque Deus também Se empenhou nele!
Valorizemos o que Deus valoriza para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
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Cristãos, igrejas, líderes espirituais, presbíteros, pastores, etc. que ignoram a doutrina do Santuário ignoram boa parte da Bíblia.
A Palavra de Deus não tem prazo de validade. Nenhum de seus temas é irrelevante, ou desatualizado. O tema do santuário permeia toda a Bíblia, mas é ignorado por muitos – embora o santuário transmita a mensagem que Deus nunca virou as costas aos pecadores!
Observe o que escreveu Kay Arthur: “Cada peça do mobiliário do tabernáculo remetia para a obra do Senhor Jesus Cristo”. Sendo assim, ser indiferente a um tema tão importante, é uma forma sutil de rejeitar não só a totalidade da Bíblia, mas também Jesus e Sua obra em nosso favor.
Se o Espírito Santo despertou teu interesse para esse assunto, observe os seguintes tópicos. DEUS ORDENA…
- …a construção, apresenta os detalhes e a organização do santuário – nada foi conforme o pecador desejou, mas como o Senhor prescreveu (vs. 1-14);
- …como fazer detalhadamente cada parede, identifica materiais e tamanho das tábuas do tabernáculo – Deus se preocupa até com mínimos detalhes (vs. 15-30);
- …divisórias dentro do santuário, nomeia-as e dá inclusive as cores das cortinas (vs. 31-27).
Deus é caprichoso, detalhista, comprometido, estrategista, engenheiro, arquiteto, etc. Seu conhecimento vai além de pós-doutorado de todas as áreas. Ele entende tudo sobre qualquer assunto!
Havia simetria, combinação, perfeição e estética no santuário.
“O tabernáculo era composto de duas áreas: o Santo Lugar (medindo aproximadamente 9 m de comprimento x 4,5 m de largura) e o Santo dos Santos (cerca de 4,5 m de comprimento x 4,5 m de largura)” – William MacDonald atualizou em medidas conhecidas.
“Bem andarão os crentes ao estudar o santuário e seu ritual” declarou Milian Lauritz Andreasen. E, completou: “Encerram estes lições preciosas para estudioso devoto… A missão de Cristo como Sumo sacerdote é a própria essência do Cristianismo, o coração da obra expiatória”.
Então, avancemos…
- O santuário teria dez cortinas de linho branco com fios azuis, púrpura e vermelhos entrelaçados formando figuras de querubins/anjos – evidenciando a presença de seres celestiais;
- Aproximadamente vinte vezes, neste capítulo, Deus ordena fazer algo; pois, tudo deveria ser conforme o modelo revelado (v. 30).
Deus tem grandes revelações para quem está insatisfeito com superficialidades!
“Senhor, liberta-nos de nossa negligência! Amém” – Heber Toth Armí
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Deus explora o visual para evangelizar. O evangelho sempre foi real, mas no Antigo Testamento estava ilustrado nos emblemas do Santuário.
O Santuário era a forma de Deus dizer que queria habitar entre pecadores, e uma forma de declarar que desejava salvá-los do pecado e suas terríveis consequências. O Santuário é o esboço concreto da graça.
O texto informa-nos que…
1. O povo ofertou ao Senhor para construir uma casa para Ele – Deus quer a participação do povo no processo de envolvimento com as pessoas (vs. 1-9);
2. Deus orienta a fabricação da arca da aliança com base no contexto em que estavam: deserto. Argolas e varas só seriam úteis enquanto o santuário fosse portátil (vs. 10-16);
3. Deus pediu que fosse feito um propiciatório que ficasse sobre a arca da aliança contendo duas imagens de querubins modelados em ouro, de onde Deus falaria com Moisés (vs. 17-22);
4. Deus pediu que fizesse uma mesa onde seria colocado doze pões, conforme o número de tribos de Israel (vs. 23-30);
5. Moisés deveria fazer também um candelabro com sete pontas como lâmpadas para iluminar o ambiente (vs. 31-40).
Há muitíssimos detalhes nestes quarenta versículos; portanto, me aterei a apenas alguns pontos:
• Todo o capítulo é exatamente o que Deus disse a Moisés (v. 1). Toda a narrativa está em primeira pessoa.
• Deus dá detalhes sobre a medida das mobílias, o material a ser utilizado e os detalhes ornamentais dos móveis, por exemplo, cálices com formato de amêndoas, um botão e uma flor… (v. 33).
• O próprio Deus que proibiu o uso de imagens pediu que fosse feito dois querubins de ouro maciço mostrando que nem toda imagem é idolatria, mas a atitude diante das imagens (v. 18).
• O santuário seria o meio pelo qual Deus habitaria no meio de Israel, era o modelo de uma realidade celestial e uma forma de Deus comunicar boas novas ao povo (vs. 8-9, 22, 40).
Você acha irrelevante o tema do santuário? O santuário é a única construção civil do mundo que o engenheiro e o arquiteto é Deus; Ele proveu a planta. Por que não valorizar mais este imóvel?
Deus quer comunicar-Se conosco (v. 22)! Deus quer falar-nos através deste texto, vamos atentar para Suas Palavras? – Heber Toth Armí.
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