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Não existem leis de Moisés. Todas as leis na Bíblia são divinas. Deus é inventor das leis bíblicas. Ele é o Legislador. Como Deus não é amoral, Ele deseja uma vida moralmente elevada a Seus filhos neste mundo imoral.
A Lei de Deus combate o pecado, promove a justiça e estabelece o amor. Sem amor regendo cada decisão e cada ato não é possível viver o ideal estipulado na mais nobre Lei existente no Universo.
Observe as prescrições do sábio Legislador:
1. Leis sobre honestidade, justiça: Boatos são proibidos, testemunhas maliciosas devem ser rejeitadas, a prática do mal é intolerável, perverter o certo é abominável, o suborno e a opressão são condenáveis, etc.; Deus é o Juiz e Ele não justifica o ímpio (vs. 1-9).
2. Leis sobre o descanso semanal e anual: O propósito destas leis é inibir a ganância, a avareza, a ambição, o materialismo, o egoísmo, etc. A cada seis anos de trabalho a terra deveria ser deixada aos carentes dentre o povo durante todo o sétimo ano. Além disso, a cada seis dias trabalhados, o sétimo deveria ser de descanso aos escravos e animais. Precisamos prevenir-nos contra a egolatria e a idolatria. (vs. 10-13).
3. Leis sobre três festas anuais: Ao ir à presença de Deus, ninguém deveria aparecer de mãos vazias. Deus dá recursos aos fieis para que estes festejem em Sua presença. Deus aprecia festas. Ele instituiu festas…
• …dos Pães ásmos/ázimos (Páscoa);
• …da Sega dos primeiros frutos/primícias;
• …da colheita (ou dos tabernáculos);
Após estas leis reveladas a Moisés, Deus prometeu enviar Seu anjo adiante dele ao conduzir o povo à Terra Prometida. Não somente o anjo, mas terrores e vespões iriam à frente do povo para confundir e afugentar inimigos (vs. 20-33).
O poder de Deus manifesta-se em Seu povo quando este se compromete com Seus estatutos. Desprezar as leis divinas implica rejeitar o Legislador. Ignorar as Leis de Deus significa desacatar à maior autoridade do Universo.
Submeter-se inteiramente a Deus (o que inclui observar fielmente Suas leis) resulta em vitórias, sucesso, milagres, saúde e prosperidade que impressionará o mundo pagão. O plano divino é abençoar a todos; Sua estratégia inicial foi abençoar Israel: “A salvação vem dos judeus” – Jesus declarou (João 4:22).
Oremos: “Abençoa-nos, Senhor!” – Heber Toth Armí.
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Deus formou a cultura da recém-formada nação israelita objetivando reformar a cultura do mundo inteiro. A cultura israelita sobressaiu à cultura das nações porque estava baseada na revelação divina, daí vem sua superioridade até sobre o conhecido Código de Hamurabi (conjunto de Leis escritas na antiga Mesopotâmia).
Este capítulo pode ser assim divido conforme Warren W. Wiersbe. Leis acerca…
1. …de roubo de animais: Roubar animal era considerado ato terrível, mas matar ou vender algo que não lhe pertencia significava roubar os direitos dos outros (vs. 1-4);
2. …das plantações: É preciso respeitar o território alheio, inclusive o pasto. Se animais comessem no pasto do vizinho teria que compensar o gasto (vs. 5-6);
3. …dos bens de outros: Honestidade e integridade são elementos que mantém unida uma sociedade sadia e produtiva. A vida torna-se difícil quando uns não confiam nos outros (vs. 7-15);
4. …do estupro: A virgindade é coisa séria, roubá-la exige penas severas (vs. 16-17);
5. …da feitiçaria: Aquilo que hoje considera-se diversão inofensiva, no tempo de Moisés era corretamente considerado prática demoníaca perigosa (v. 18);
6. …da bestialidade: A perversão sexual não é aprovada por Deus (v. 19);
7. …da idolatria: Deus é radicalmente contra a idolatria (v. 20);
8. …do egoísmo: Essas leis promovem a bondade aos forasteiros, estrangeiros, viúvas e órfãos (vs. 21-27);
9. …do desacato à autoridade: Deve-se respeitar as pessoas e os cargos que elas ocupam (v. 28);
10. …da demora em obedecer a Deus: Não se deve reter o que pertence a Deus nem demorar em devolver o que é dEle (vs. 29-30);
11. …de carne impura: A razão por trás dessa lei é tanto religiosa quanto higiênica; animais abatidos incorretamente continha sangue e sua ingestão é proibida. Animais encontrados mortos também não se devem comer, sua carne pode estar estragada e propaga doenças (v. 31).
O plano de Deus era elevar os ex-escravos do Egito a um patamar acima de qualquer cultura do mundo a fim de atrair o mundo. O Legislador tinha boas intensões, pena que os israelitas não estavam tão dispostos quanto Deus de ver o sucesso que aquelas orientações trariam.
Hoje não é diferente: Deus tem propósitos elevadíssimos para nós; contudo, preferimos chafurdar na lama do pecado.
Arrependamo-nos e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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É preciso descartar preconceitos a fim de entender os conceitos divinos neste capítulo.
Os pontos seguintes são baseados no comentário expositivo de Warren W. Wiersbe. O capítulo em foco apresenta…
1. Leis sobre os servos. Havia limites, comportamentos e exigências divinas que fariam do dono de escravos um patrão amoroso, dedicado e atencioso. Após seis anos, os escravos deveriam ser liberados. São apresentadas duas situações:
• Um homem que se torna escravo voluntariamente (vs. 1-7);
• Uma mulher vendida como serva (vs. 8-11).
2. Crimes capitais (vs. 12-17): Aplicações do sexto mandamento. A lei fazia distinção entre homicídio precipitado (doloso) e homicídio acidental (culposo). Sem uma força policial organizada em Israel, cada família cuidaria para que se fizesse justiça; contudo, havendo a possibilidade de injustiça movida pela raiva, a lei interferia para proteger o acusado até se provar que era culpado.
3. Filhos e pais (vs. 15, 17): Aplicações do sexto mandamento. Um filho que não respeita seus pais certamente não respeitará ninguém na sociedade – tal filho não merece viver.
4. O roubo é proibido (v. 16). Aplicação do oitavo mandamento. Se não se pode roubar propriedade alheia, roubar seres humanos feitos à imagem de Deus e vendê-los como escravos é pior.
5. Ferimentos (vs. 18-32): Os cuidados quando se feria alguém. Uma restrição à violência contra:
• Escravos (vs. 20-21);
• Mulher grávida (vs. 22-23);
• Em relação aos animais (vs. 28-32).
6. Leis de como lidar com animais feridos e mortos. Revela a preocupação de Deus pela justiça e pela preservação da vida dos animais (vs. 33-36).
Deus não combate a escravatura, Ele é contra o tratamento desumano. Antes de alguém possuir escravos, deveria possuir caráter moldado por Deus. Em meio à pobreza, pertencer a um fazendeiro, ou a alguém rico com princípios divinos regendo sua vida era melhor que morrer de fome na miséria.
Deus preza pela justiça num mundo de injustiças. Ele conhece o coração humano e sabe da necessidade de colocar limites às suas atitudes movidas pelo calor dos sentimentos. Uma cultura sem limites morais é um caos – um lugar perigoso para viver. Uma família sem regras criam filhos desregrados, perigosos para a sociedade.
Deus preocupa-Se com vítimas, fracos e inocentes; e, preza pela educação moral, regada pela bondade e justiça.
“Educa-nos, Senhor!” – Heber Toth Armí.
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Os Dez Mandamentos (ou “dez palavras” conforme Deuteronômio 4:10 e 10:4), de acordo com o formato no capítulo em análise, foi dado por período limitado, como Paulo claramente declarou em Gálatas 3:19. Observe:
A Lei “foi acrescentada para que se manifestassem as transgressões – ATÉ que viesse a descendência/[JESUS], a quem fora feita a promessa”. Entretanto, a mudança operada pelo Catecismo e seguida por várias vertentes cristãs não tem aprovação de Deus (Daniel 7:25). Cuidado!
Foi Jesus pré-encarnado, Filho de Deus, que entregou os Dez Mandamentos a Moisés, conforme declarou Estevão em seu sermão pentecostal, atestando serem eles palavras de vida (Atos 7:37-38). Precisamos de todos eles!
O que importa é ter os princípios introduzidos nos Dez Mandamentos impressos no coração pelo Espírito Santo (Jeremias 31:31-33; Hebreus 8:8-10). Para tanto, faremos uma reflexão desde a conclusão dos Dez Mandamentos para entender o todo:
A cobiça é desejo/anseio focado no lugar errado. É querer o que não é certo possuir. É o único imperativo que proíbe sentimentos profundos (anseios) da alma. O único mandamento que diz “NÃO” duas vezes. Ele é o auge/ápice/apoteose da Lei Moral; pois, é por causa da cobiça que…
1. Substituímos Deus por deuses falsos (v. 3);
2. Adoramos/veneramos/reverenciamos o que não devemos (vs. 4-6);
3. Desonramos o nome Divino (v. 7);
4. Ignoramos a santidade do sábado (vs. 8-11);
5. Proclamamos independência dos pais (v. 12);
6. Matamos (v. 13);
7. Adulteramos (v. 14);
8. Roubamos (v. 15);
9. Denegrimos o próximo (v. 16).
O cobiçoso rouba, adultera e mata; ambiciona o lugar de Deus e O destrona do coração; pisoteando, assim, nos primeiros mandamentos… (Leia atentamente Mateus 5, Jesus vai à raiz do problema).
O problema é o pecado enraizado no coração; desta forma, obediência sem o décimo mandamento seria fácil. Atenção: Apenas desejar, sem possuir a mulher e coisas do próximo, não seria pecado.
Pecados afastam-nos de Deus promovendo em nós atos pecaminosos. Consequentemente, temos medo (Êxodo 20:18-21), o qual motivam-nos a criar/fazer/fabricar deuses mais convenientes. Prevendo isso, Deus proíbe tais alternativas (vs. 22-26).
A libertação da escravidão do pecado/desobediência/rebeldia/orgulho/egoísmo/etc. é fruto da graça que conduz à obediência/submissão/reverência/restauração naquele que permite Deus agir (vs. 1-2).
Sobretudo, precisa-se reverência para estar na presença de Deus (v. 21). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.