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Há neste capítulo muitas verdades espirituais. Há muita teologia em cada parágrafo. Há muitas lições práticas, das quais devemos atentar.
Observe os seguintes tópicos:
1. Embora Moisés soubesse tudo o que estava escrito nas duas tábuas dos Dez Mandamentos que ele havia despedaçado, Deus não pediu que ele reescrevesse. Só foi pedido que Moisés preparasse novas tábuas de pedras e levasse para Deus escrevê-las novamente – Estas são as especiais e morais Leis de Deus (vs. 1-4);
2. Uma visão correta do caráter amoroso de Deus orienta a oração dos seres humanos desprovidos da glória divina. Quanto mais Moisés avançava em seu relacionamento com Deus, mais percebia que Deus é misericordioso, gracioso, paciente, amoroso, fiel, leal, perdoador… embora intolerante ao pecado (vs. 5-17);
3. Há temas tão relevantes que Deus reitera sempre que vê necessidade. Nos versos 18-27, Deus relembra Moisés da importância da…
• festa dos pães asmos;
• redenção dos primogênitos;
• santidade do sábado;
• festa das semanas;
• festa da colheita.
4. Aquele que passa tempo na presença de Deus reflete Sua glória. Quem vive na presença divina certamente não será mais o mesmo. Moisés esteve por 40 dias ininterruptos na presença de Deus; não parou nem para comer nem para beber nada, então, sua face resplandeceu diante dos israelitas (vs. 28-35).
Por três vezes Deus quis que fosse inserida a orientação de que é proibido cozinhar o cabrito no leite de sua própria mãe (Êxodo 23:19; 34:26; Deuteronômio 14:21).
Hans Joechen Boecker apresenta várias opções interpretativas deste mandamento, alegando que elas são questionáveis. Após analisar as principais interpretações, oferece sua compreensão, que segue:
“No leite materno, o animal recém-nascido encontra o elixir de vida propriamente dito; o leite materno transmite a energia do início da vida. Utilizar o leite materno para cozinhar o filhote destruiria a ordem da criação, pois mesclaria de forma negativa a esfera da vida com a esfera da morte”.
Deus se preocupa com pequenos detalhes. Ele é o autor da vida e quer que seres humanos preservem a vida de Suas criaturas. O leite é símbolo da vida, e não quer que esteja vinculado com a morte. Deus é o Criador, por isso é também o Legislador. Tudo o que Ele faz revela cuidado com o pecador.
Feliz sábado! – Heber Toth Armí.
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Não podemos ver a Deus por causa de nossos pecados. Eles separam-nos de Deus. Mas quando amamos mais a Deus que o pecado, poderemos desfrutar de Sua presença e companhia em nossa caminhada cristã.
1. A presença de um anjo de Deus já seria suficiente para que Suas promessas se cumprissem, mas devemos desejar, buscar e clamar mesmo pela presença de Deus (vs. 1-4);
2. A dureza de coração, a rebeldia, a ingratidão, a idolatria, a imoralidade, irritam o coração de Deus, separam-nos dEle e perdemos Suas bênçãos, proteção e cuidado (vs. 3, 5);
3. Ao aproximarmos de Deus é necessário tirar todo pecado, até mesmo a sutil vaidade impregnada no coração externalizada nos atavios desnecessários, como: brincos, pulseiras, colares, correntinha, piercing, pinturas, etc. (vs. 6-11);
4. Precisamos aprender com Moisés a buscar ao Senhor não apenas para obter milagres, mas para obter orientação, para saber o que fazer durante a caminhada cristã (vs. 12-14);
5. Nunca deveríamos dar sequer um passo sem a certeza da presença de Deus em nossa vida; em Sua presença encontramos descanso, segurança e orientação (vs. 14-17);
6. Quem ama a Deus sempre quer mais de Deus; Moisés não se contentou apenas em ter a presença de Deus, ele quis ver a Sua glória e foi atendido (vs. 18-23);
7. Quando mais nos aproximamos de Deus, mais nítido fica Seu caráter bondoso, misericordioso e compassivo que é perdoador e restaurador do pecador (v. 19), não vingativo, destrutivo ou autoritário.
“Algumas pessoas ficam satisfeitas com o perdão de Deus, que enfatizam os dons divinos. Outros progridem para um desejo pela presença dEle, que enfatizam a orientação de Deus. Tal como Moisés, dizem: ‘Se a tua presença não for comigo, eu não irei’. Mas existem outros, possivelmente poucos, que perseguem a mais alta intimidade, buscando um vislumbre da glória de Deus. Essas pessoas descobrem o verdadeiro propósito da oração” (Erwin W. Lutzer).
• A desgraça de nossa vida é passar mais tempo com qualquer coisa do que com Deus.
• A desgraça que enfrentamos é porque preferimos ao pecado antes que a Deus.
• A desgraça que atraímos é porque não buscamos a graça da presença divina.
Quanto mais buscamos a Deus, mais desejaremos Sua presença e obteremos a Sua glória! Reavivemo-nos – Heber Toth Armí.
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Após grandes manifestações de Deus, depois de o povo ver Suas magníficas operações, o povo descambou rumo à apostasia. Não muito depois de superar obstáculos insuperáveis e testemunhar que nenhum Deus é como Aquele que libertou a nação escrava da maior potência do mundo daquela época.
Atenção: É muito fácil perverter a religião verdadeira. A fé pode facilmente ser adulterada. Por conseguinte, a apostasia torna-se corriqueira. Apostasia não é ateísmo, é desvio da fé: Ilusão com a fé falsa.
Fique alerta!
• Quem se deixa guiar pela impaciência despenca pelo desfiladeiro da imprudência espiritual. Ao considerar que Moisés demorava, o povo de Deus projetou uma nova perspectiva religiosa. Impaciência resulta em corrupção teológica (v. 1);
• A voz do povo não é a voz de Deus; na história do pecado, a maioria sempre esteve equivocada/enganada/perdida/iludida (v. 1);
• Nem todo fervor, entusiasmo, dedicação, generosidade e disposição de madrugar para festejar ao Senhor é verdadeiro reavivamento espiritual, muito menos verdadeira reforma. O povo arrancou adornos e ofertou, depois levantou-se de madrugada para adorar um bezerro de ouro (vs. 3-6);
• Nem todo líder religioso serve a Deus, uns servem ao povo. Ao fazer o que é conveniente às pessoas líderes se tornam indiferentes e desobedientes a Deus, como exemplificado por Arão (vs. 2, 4-5);
• Deus vê a perversão humana, e não “cruza os braços”. Ele toma iniciativa para impedir o avanço da megalomaníaca corrupção humana (vs. 6-10);
• Embora haja líderes que se corrompam e favoreçam à depravação da fé do povo de Deus como fez Arão, ainda há verdadeiros líderes religiosos que intercedem pelo povo apostatado, como fez Moisés (vs. 11-14, 30-34);
• A desobediência significa quebrar os santos Mandamentos de Deus; ao quebrar as recém feitas tábuas de pedras, Moisés deixou essa verdade bem nítida para todos nós (vs. 15-19);
• Líderes relapsos diante da pressão do povo têm dificuldades de assumir culpas e reconhecer suas fragilidades; eles justificam-se com desculpas esfarrapadas ou transferem a culpa a outros, como fez Arão quando confrontado por Moisés (vs. 20-23);
• O pecado, por mais prazeroso, sempre tem consequências desastrosas (vs. 24-29, 35); entretanto, na corrupção em massa ainda existem remanescentes fieis, representados pelos levitas.
Não importa a sinceridade… idolatria é uma afronta ao verdadeiro Deus, resultante da apostasia do coração. Fique alerta! – Heber Toth Armí.
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