Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
28 de janeiro de 2018, 0:20
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1 João Batista. “João”, heb Yohãnãn, “Deus teve misericórdia”. A palavra “Batista” refere-se à sua vocação especial de batizar, assinalando arrependimento em preparação para a aceitação de Cristo. Bíblia Shedd.

A influência que João exercia sobre o povo se tornou tão grande que Herodes Antipas, em princípio, hesitou em fazer-lhe dano (Mt 14:1, 5; Mc 11:32), e os líderes judeus não ousavam falar abertamente sobre ele (Mt 21:26; Lc 20:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 300.

Deserto da Judéia. Esta expressão em geral se refere aos montes áridos e escarpados entre o mar Morto e as montanhas do centro da Palestina, uma região de pouca chuva e de poucos habitantes. CBASD, vol. 5, p. 301.

2 Arrependei-vos. Operar uma mudança radical na vida como um todo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr metanoeo, literalmente, “pensar de forma diferente depois”, “mudar de idéia”, “mudar de propósito”. Inclui muito mais que a confissão de pecados, embora isso certamente estivesse incluído na pregação de João (v. 6). No sentido teológico, a palavra envolve não só mudança de pensamento, mas nova direção da vontade, uma mudança de propósito e atitude. CBASD, vol. 5, p. 301.

O reino dos céus. Mateus prefere usar “céus” ao invés de “Deus”, em deferência à prática judaica de evitar dizer o nome divino. Marcos e Lucas, que estavam escrevendo para uma audiência majoritariamente não judia, usam “reino de Deus” mais frequentemente. CBASD, vol. 5, p. 301.

a expressão significa a maneira de vida dos que se deixam dirigir por Deus em tudo. É o reino dos céus porque sua origem, seus propósitos, e seu rei, são celestiais. Bíblia Shedd.

O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura. A ideia do reino de Deus é fundamental nos ensinos de Jesus, sendo mencionada 50 vezes só em Mt. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 Voz. Mateus cita Is 40:3. Assim como João Batista foi a voz que conclamava a “preparar o caminho ao Senhor” na primeira vinda de Jesus, os seguidores de Deus, hoje, devem trabalhar para preparar Sua Segunda Vinda (ver Mat 28:19-20). Andrews Study Bible. 

João representava apenas uma voz, mas ela ecoou através dos séculos, até os nossos dias. Como profeta, João foi a voz de Deus à sua geração. CBASD, vol. 5, p. 301.

A figura de linguagem usada representa os preparativos que devem ser feitos antes da vinda do rei. Quando um monarca oriental queria visitar partes de seu reino ele enviava mensageiros aos lugares a serem visitados, anunciando sua visita e ordenando aos habitantes a se prepararem para sua chegada. Os habitantes de cada distrito deviam preparar o caminho pelo qual ele passaria, visto que pouco se fazia para conservar as estradas. CBASD, vol. 5, p. 301, 302.

A preparação deveria ser moral e espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 vestes … cinto … mel silvestre. Os alimentos, as roupas e o modo de vida singelos de João eram um protesto visual conta a vida regalada. Bíblia de Estudo NVI Vida.

João era nazireu de nascimento (DTN, 102), e sua vida simples e sóbria estava de acordo com as exigências desse voto sagrado. … Contudo, não se deve concluir que ele era essênio. … Os essênios se separaram da sociedade e se tornaram ascetas. João passou tempo considerável sozinho no deserto, mas ele não era um asceta, pois de tempos em tempos se misturava com o povo, mesmo antes do início de seu período oficial de ministério (ver DTN, 102). … não há evidência histórica de que João estivesse associado a essa seita rígida. Entretanto, observam-se notáveis semelhanças entre João e os essênios. CBASD, vol. 5, p. 302.

pelos de camelo. Não pele de camelo, como imaginavam alguns, mas uma vestimenta de pelo tecida em tear. CBASD, vol. 5, p. 302.

5 Saíam a ter com ele. João se estabelece num vau natural do Jordão conhecido como “Betabara” ou “Betânia do outro lado do Jordão” (Jo 1.28), por onde tinha de passar todo israelita que demandava Jerusalém. Bíblia Shedd.

A forma do verbo grego [saíam] indica ação continuada: o povo continuava saindo. As multidões continuavam indo ao Jordão para ver e ouvir João e para serem batizadas por ele. … O fato de eles estarem dispostos a deixar seu trabalho e caminharem quilômetros pelo deserto testemunha do poderoso magnetismo da mensagem que João proclamava. CBASD, vol. 5, p. 302, 303.

7 fariseus e saduceus. Os fariseus eram um grupo legalista e separatista que guardava de modo rigoroso, porém de modo também hipócrita, a lei de Moisés e a “tradição dos anciãos” não registrada por escrito (15.2). Os saduceus eram mais mundanos e dados à política e, além disso, não eram teologicamente ortodoxos – entre outras coisas, negavam a ressurreição, os anjos e os espíritos (At 23.8) [influências helenizantes]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 por pai a Abrão. João adverte à sua audiência e Mateus aos seus leitores que passado familiar religioso não assegura salvação. Não é um direito de nascimento. Andrews Study Bible.

A salvação não ocorre por direito de nascença (nem sequer para os judeus), mas mediante a fé em Cristo (Rm 2.28, 29; Gl 3.7,9,29). Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 Já está posto o machado à raiz das árvores. O juízo está próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 batizo com água. Também traduzido “batizo na água”. O batismo por imersão era uma prática comum no judaísmo para não-judeus que se convertiam à religião judaica. Os Essênios, uma seita judaica, praticavam este rito como um ato simbólico através do qual as impurezas eram lavadas. Andrews Study Bible.  

mais poderoso do que eu. A pregação de João era tão cheia de poder que muitos criam que ele era o Messias. Até mesmo os líderes da nação foram forçados a considerar seriamente essa possibilidade (Jo 1:19, 20). CBASD, vol. 5, p. 306.

12 A sua pá. Do gr. ptuon, uma “peneira” com a qual se levantava o grão da eira e o lançava contra o vento para tirar a palha (ver com. de Rt 3:2). O grão caía no chão e a palha era levada pelo vento e, depois, queimada. CBASD, vol. 5, p. 307.

Essa pá é para joeirar. Aqui serve de figura do dia do juízo, na segunda vinda de Cristo. Os profetas do AT e os escritores do NT às vezes encaixam a primeira e a segunda vinda de Cristo de modo que parecem ser um só acontecimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

fogo inextinguível. Um fogo que não se apaga até que queime todo o combustível. Para mais sobre inferno e o fogo do inferno, ver 13:42; 25:41; Mc 9:43; Judas 7. Andrews Study Bible.

13-17 O batismo de Jesus não era para arrependimento. Era apenas um sinal de que Jesus se colocava do lado da minoria dos fiéis e que dava apoio à obra de João. Além disso, era a unção sacerdotal de Jesus, o cumprimento da cerimônia descrita em Ex 29.4-7. Bíblia Shedd.

15. Assim, nos convém. Isto é, “é adequado”, “é apropriado”. CBASD, vol. 5, p. 309.

16,17 saiu logo da água. Note que todas as pessoas da Trindade estão presentes no batismo (Jesus, sendo batizado; o Pai fala; o Espírito desce). Mateus conclui o seu evangelho com uma ênfase similar na presença dos três membros da Trindade no batismo de todos os crentes (ver 28:19). Andrews Study Bible.

17 me comprazo (ARA; me agrado, NVI). A forma verbal grega aqui empregada passa a ideia de algo interminável. Deus sempre Se agradou do Seu Filho e sempre Se agradará. Bíblia de Estudo NVI Vida.



MATEUS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
27 de janeiro de 2018, 0:20
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1 Belém da Judéia. Aldeia a uns 8 km ao sul de Jerusalém. … É chamada “Belém da Judéia” não para distingui-la da cidade de mesmo nome, uns 12 km a noroeste de Nazaré, mas para ressaltar que Jesus provinha da tribo e do território que deram origem à linhagem dos reis davídicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Belém. Literalmente, “casa do pão”. Seu nome anterior, Efrata (Gn 48:7), significa “fertilidade” (ver com. de Gn 53:19). A região de Belém, com suas colinas e seus vales cobertos de vides, figueiras, oliveiras e campos de cereais, provavelmente era, em parte, o celeiro da Judeia. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 292, 293.

rei Herodes. Herodes, o Grande (37 – 4 a.C.), que deve ser distinguido dos outros Herodes da Bíblia. … Assim como a maioria dos governantes daqueles dias, eera implacável: assassinou a esposa, os três filhos, a sogra, o cunhado, o tio e muitos outros – sem mencionar os meninos de Belém (v. 16). Seu reinado também ficou célebre pelo esplendor, conforme se vê nos muitos teatros, anfiteatros, monumentos, altares pagãos, fortalezas e outros edifícios que erigiu ou reformou – incluindo a maior de todas as obras, a reconstrução do templo de Jerusalém, iniciada em 14 a.C. e terminada 68 anos depois de sua morte. Bíblia de Estudo NVI Vida.

uns magos do oriente. As lendas populares atribuíram nomes a estes magos, fazendo deles três reis orientais; talvez o número de presentes (v. 11) e uma aplicação do Sl 72.10-11 levaram a estas conjeturas, porém o evangelho não se detém nestes assuntos. Bíblia Shedd.

Do Gr. magoi, que designava homens de diferentes classes cultas. A palavra “magos” vem dessa raiz. Entretanto, esses “magos” não eram magos no sentido como hoje se entende essa palavra. Eles eram nobres de nascimento, educados, ricos e influentes. Eram os filósofos, os conselheiros do reino, instruídos em toda sabedoria do antigo Oriente. Os “sábios” que foram em busca do Cristo recém-nascido não eram idólatras; eram homens retos e íntegros. Eles estudavam as Escrituras hebraicas e ali encontraram uma clara exposição da verdade. Em particular, as profecias messiânicas do AT chamaram sua atenção e, entre elas, as palavras de Balaão: “uma estrela procederá de Jacó” (Nm 24:17). É provável que também conhecessem e entendessem a profecia de tempo de Daniel (Dn 9:25, 26), e chegaram à conclusão de que a vinda do Messias estava próxima. CBASD, vol. 5, p. 293.

Jerusalém. O fato de os magos terem sido guiados a Jerusalém em vez de a Belém (DTN, 61) é um indício do propósito divino de que a sua visita fosse um meio de chamar a atenção dos líderes da nação para o nascimento do Messias (ver v. 3-6). A atenção e o interesse do povo foram despertados ao saberem da missão dos magos, e então buscaram estudar as profecias. Os líderes judeus se ofenderam com o fato de os magos serem gentios e se recusaram a crer que Deus passaria por alto os hebreus e Se comunicaria com pagãos (ver DTN, 62, 63). CBASD, vol. 5, p. 293.

2 Rei dos judeus. Uma indicação de que os magos eram gentios e que Mateus desejava também adorá-Lo com seu evangelho. Andrews Study Bible.

Sua estrela. Essa estrela não era uma conjunção de planetas, como imaginaram alguns, nem uma nova (fenômeno astronômico), como sugeriram outros. A “estrela” que apareceu na noite do nascimento de Cristo era um “longínquo grupo de anjos resplendentes” (DTN, 60; v. 7). CBASD, vol. 5, p. 294.

alarmou-se o rei Herodes. A aparente relutância dos sacerdotes em divulgar informações sobre as profecias messiânicas, mencionadas sem dúvida pelos magos, fez Herodes suspeitar de que os sacerdotes conspiravam com os magos a fim de destroná-lo, talvez por meio de uma revolta popular. CBASD, vol. 5, p. 294.

alarmou-se … toda a Jerusalém. Não é de se surpreender que toda a cidade se alarmasse, pois seus habitantes sabiam do que Herodes era capaz. Temendo uma revolta popular, ele bem poderia decretar a matança de centenas ou milhares do povo. CBASD, vol. 5, p. 294.

4 chefes dos sacerdotes. Os saduceus responsáveis pelo culto no templo em Jerusalém.

Mestres da lei. Os estudiosos judaicos daquela época, instruídos para profissionalmente desenvolver, ensinar e aplicar a lei do AT. A autoridade deles era rigorosamente humana e tradicional. Bíblia de Estudo NVI Vida.

indagava. A forma do verbo, em grego, indica que Herodes indagou com persistência. Aparentemente os sacerdotes tentavam se evadir de uma resposta direta. Herodes teve que arrancá-la deles. CBASD, vol. 5, p. 295.

5 assim está escrito. Em João 7:42 fica claro que o significado de Miqueias 5:2 era conhecido mesmo do povo. CBASD, vol. 5, p. 295.

7 com precisão. Herodes exigiu informação específica. CBASD, vol. 5, p. 295.

11 o menino com Maria, Sua mãe. Todas as vezes que Jesus e Sua mãe são mencionados juntos, Ele é mencionado primeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O adoraram ... ouro, incenso e mirra. A adoração incluía presentes significativos: ouro, simbolizando a realeza; incenso, a divindade; mirra, o sacrifício. Bíblia Shedd.

Alguns dos mais valiosos e transportáveis presentes disponíveis, eles foram, sem dúvida, essenciais para a sobrevivência financeira da família de José na viagem ao Egito. Andrews Study Bible.

11 na casa. Jesus então tinha pelo menos 40 dias. CBASD, vol. 5, p. 295.

A lei levítica estipulava que o tempo de “impureza” da mãe se tivesse um menino era de 40 dias, se tivesse uma menina, era de 80 dias. … Durante esse período ela deveria permanecer em casa e não deveria participar das práticas religiosas públicas. Era a mãe, e não a criança, que precisava de “purificação”. A mãe e a criança precisavam comparecer ao templo para a “purificação” de um e apresentação do outro. Houve uma finalidade dupla que levou José, Maria e Jesus a Jerusalém nessa ocasião [Lc 2:22], numa distância de oito quilômetros. A ida ao templo ocorreu antes da visita dos magos, porque, depois disso, José e Maria não se atreveriam a visitar Jerusalém. Além disso, deixaram Belém e foram ao Egito quase que imediatamente após a visita dos magos. CBASD, vol. 5, p. 770 [com. sobre Lc. 2:22].

13 tendo eles partido. Tanto os magos como José e Maria foram desviados do caminho de Herodes pela mensagem mandada por Deus.Bíblia Shedd.

foge para o Egito. O Egito era outra província romana e estava além da jurisdição de Herodes. … Nessa época, muitos judeus viviam no Egito. Portanto, José não estaria completamente entre estranhos. Havia sinagogas nas cidades, e até mesmo templos judeus. Heliópolis (Om, cf. Gn 41:45, 50; 46:20) é o lugar para o qual, segundo a tradição, José e Maria figuram em busca de segurança. CBASD, vol. 5, p. 296.

15 Do Egito chamei Meu Filho. Essa citação de Os 11.1 referia-se aos tempos de Moisés, quando Deus chamou a nação para sair do Egito. Mateus, porém, sob a inspiração do Espírito, também a aplica a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 matar todos os meninos. …estimou-se que numa aldeia cuja população provavelmente não excedesse 2 mil habitantes, incluindo arredores, teriam existido apenas cerca de 50 ou 60 crianças da idade indicada, e que somente metade delas seriam meninos [justificando um dos possíveis porquês do historiador Josefo não ter citado a matança dos meninos de Belém]. CBASD, vol. 5, p. 297.

18 Ramá. Há diferença considerável de opinião quanto a identificação de Ramá. CBASD, vol. 5, p. 297.

Raquel chorando. As palavras de Jermias [Jr 31:15] ser referem às amargas experiências dos cativos hebreus levados a Babilônia, em 586 a.C. [provavelmente passando por Ramallah, de Efraim, a 15 km a noroeste de Jerusalém]… A morte de Raquel, em algum lugar próximo dali, no nascimento de Benjamin (ver Gn 35:18-20), torna a metáfora bem apropriada. Ela chamou seu filho de Benoni (ver Gn 35:18), que significa “filho da minha tristeza”. Inspirado, Mateus aplica as palavras de Jeremias à matança das crianças de Belém ordenada por Herodes. CBASD, vol. 5, p. 297.

22 Arquelau. Esse filho de Herodes, o Grande, reinou sobre a Judéia e sobre Samaria durante dez anos apenas (4 a.C. – 6 a.C.). Foi excepcionalmente cruel e tirânico, sendo deposto por isso. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 Galileia. Sua população era uma mistura de judeus e gentios, e os preconceitos religiosos da maioria judia eram menos evidentes ali. … Seus habitantes era desprezados pelos residentes da província da Judeia, mais próspera (Jo 7:52; cf. Mt 26:69; Jo 1:46). CBASD, vol. 5, p. 298.

23 Nazaré. Um pequeno vilarejo cerca de 100 km ao norte de Jerusalém, entre o extremo sul do mar da Galileia e o mar Mediterrâneo. … Era uma vila proverbial por sua impiedade, mesmo entre o povo da Galileia. CBASD, vol. 5, p. 298.

Ele será chamado Nazareno. Essas palavras exatamente não se acham no AT e provavelmente se referem a várias prefigurações e/ou predições do AT (observe o plural “profetas”) de que o Messias seria desprezado (e.g., Sl 22.6; Is 53.3), pois nos dias de Jesus, “Nazareno” era quase sinônimo de “desprezado” (v. Jo 1.45,46). Alguns sustentam que Mateus, ao chamar “Nazareno”, refere-se em primeiro lugar à palavra “renovo” (heb netser) de Is 11.1. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A raiz mais provável [para o nome de Nazaré] é nasar, da qual deriva netser, um “ramo”, “rebento” ou “renovo”. CBASD, vol. 5, p. 299.



MATEUS 1
26 de janeiro de 2018, 1:00
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Leia primeiro, em espírito de oração, o texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/mateus/mt-capitulo-1/

 

Comentário Devocional

Os primeiros dezessete versículos do Evangelho de Mateus geralmente são lidos rapidamente, porque se compõem de uma lista de nomes. Mas, o conhecido reformador Ulrich Zwingli disse: “A genealogia de Jesus, se entendida corretamente, contém o essencial da teologia ou a mensagem central da Reforma”. Ou seja, a salvação pela fé.

De fato, seu primeiro sermão na Catedral de Zurique, em Janeiro de 1519 foi sobre a “Genealogia de Jesus”. Até o dia de hoje, a porta principal da Catedral contém as imagens esculpida das quatro mulheres mencionadas na linhagem de Jesus: Raabe, Rute, Bate-Seba, e Maria.

Por que Mateus deliberadamente mencionou estas mulheres na genealogia de Jesus?

A lista começa com Tamar que fingiu ser uma prostituta a fim de ter um filho do seu sogro Judá (cf. Gên 38:1-30). Raabe era uma não-judia e prostituta. No entanto, ela escondeu dois espias judeus e salvou suas vidas (Jos 2:1-21). Existe um livro inteiro na Bíblia dedicado a Rute, que apesar de não ser judia foi considerada justa e foi a bisavó do rei Davi. Mateus não citou Bate-Seba, a outra mulher ancestral de Jesus. Ele simplesmente afirma que ela era a mulher de Urias, o oficial que foi intencionalmente enviado por Davi à frente do campo de batalha para ser morto.

Pode-se facilmente notar duas características principais compartilhadas por essas mulheres: (1) elas eram gentias ou eram casadas com gentios e (2) algumas não tinham boa reputação. No entanto, são listadas na genealogia dos reis, que é também a genealogia do Rei dos Reis.

Mateus termina a genealogia, dizendo-nos que Maria deu à luz a Jesus, o Rei, que é tão perdoador que gentios e pessoas com escandalosa reputação são listados em Sua ascendência.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel


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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/1 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1176
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/11/02
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados26-01-2018.mp3
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



MATEUS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
26 de janeiro de 2018, 0:20
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1-17 A genealogia de Mateus (diferentemente à de Lucas, que a traça desde Adão com foco de mostrar que Jesus é o Salvador universal) busca mostrar que Jesus está na linha direta de Abraão e Davi e, portanto, é o Messias Judeu. Andrews Study Bible.

Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Bíblia da Família, SBB.

Ao escrever um relato da vida de Jesus dirigido primeiramente a leitores judeus de nascimento (ver p. 272, 275), Mateus começa em estilo judaico típico ao dar a linhagem familiar de Jesus. Pelo fato de que a vinda do Messias era tema de muitas profecias, ele mostra que Jesus de Nazaré é de fato aquele a respeito de quem Moisés e os profetas testemunharam. Visto que o Messias nasceria da linhagem de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação judaica, e de Davi, fundador da linhagem real (Is 9:6, 7; 11:1; At 2:29, 30), Mateus apresenta evidência de que Jesus satisfaz as condições de descendente desses dois homens ilustres. Sem essa evidência, as afirmações de Jesus ser o Messias de nada valeriam, e todas as provas adicionais poderiam ser descartadas sem serem examinadas (cf Ed 2:62; Ne 7:64). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 278.

A genealogia, como é o costume oriental, se demora apenas nos nomes conhecidos, mencionando 42 gerações num período de cerca de 2000 anos. A divisão em três seções de 14 gerações, seria uma ajuda à memória… . Não se deve, aqui, procurar uma lista completa dos antepassados de Jesus; Esdras, por exemplo, omitiu seis gerações no seu relatório (cf Ed 7.1-5 com 1Cr 6.3-15). Bíblia Shedd.

Entre Davi e Jesus, um período de cerca de mil anos, Lucas alista 15 gerações a mais do que Mateus, o que indica mais omissões da parte do último. CBASD, vol. 5, p. 282.

1 Jesus. Do grego Iesous, equivalente ao heb. Yehoshua’, “Josué” (ver At 7:45; Hb 4:8, em que Lucas e Paulo se referem a Josué como Iesous, “Jesus”). Em geral se entende que este nome significa “Yahweh é salvação” (ver Mt 1:21). … Hoje os nomes servem apenas como identificação, mas nos tempos bíblicos o nome de um filho era escolhido com todo cuidado porque representava a fé e a esperança dos pais (ver Profetas e Reis, p. 481), as circunstâncias do nascimento da criança, suas características pessoais ou estava relacionado a sua missão na vida: principalmente quando o nome era designado por Deus. O nome Jesus está repleto de lembranças históricas e vislumbres proféticos. Assim como Josué tinha conduzido Israel à vitória na terra prometida, assim também Jesus, o capitão de nossa salvação, veio para abrir os portões da Canaã celestial. Contudo, Jesus não é só o autor de nossa salvação (Hb 2:10), Ele também é “Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb 3:1). O sumo sacerdote que voltou do cativeiro babilônico (ver com. de Ed 2:2) se chamava Josué (Zc 3:8; 6:11-15). Assim como Oseias (nome idêntico no hebraico ao Oseias de Nm 13:16), que amou uma esposa indigna e buscou em vão ganhar suas afeições e finalmente a comprou de volta no mercado de escravos (Os 1:2; 3:1, 2), Jesus veio para libertar a raça humana da escravidão do pecado (Lc 4:18; Jo 8:36). CBASD, vol. 5, p. 278.

Cristo. Do Gr. Christos, tradução do heb. Mashiach (ver com. de Sl 2:2), “Messias”, que significa “Ungido” ou “o Ungido”. Antes da ressurreição, nos quatro evangelhos, em geral, Jesus é chamado de “o Cristo”, o que torna o termo um título, em vez de um nome próprio. Após a ressurreição, o artigo definido geralmente desaparece e “Cristo” se torna tanto nome como título. … Usados juntos, (como em Mt 1:18; 16:20; Mc 1:1, etc.), os dois nomes “Jesus” e “cristo” constituem uma confissão de fé na união das naturezas divina e humana em uma pessoa, na crença de que Jesus de Nazaré, Filho de Maria, Filho do homem, é de fato Cristo, o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 278, 279.

filho de Davi. Título messiânico que aparece várias vezes nesse evangelho (em 1.20 não é titulo messiânico). Filho de Abraão. Como Mateus escrevia aos judeus, era importante identificar Jesus dessa maneira. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 a Judá e seus irmãos. Mateus faz referência aos outros filhos de Jacó, talvez com a intenção de relembrar aos judeus de outras tribos que Jesus, da tribo de Judá, era salvador deles também. CBASD, vol. 5, p. 279.

8 Jorão gerou. Mateus apresenta Jorão como pai de Uzias, mas fica claro, em conformidade com 2Cr 21.4-26.23, que também aqui várias gerações foram subentendidas (Acazias, Joás, Amazias); subentende-se também que “gerou” é usado no sentido de “foi antepassado de”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Essa omissão dificilmente foi acidental, pois a genealogia original, apresentada repetidas vezes no AT, era bem conhecida. CBASD, vol. 5, p. 281.

11 Josias gerou. Josias é classificado como pai de Jeconias (i.e., Joaquim), ao passo que era, na realidade, pai de Jeoiaquim e avô de Joaquim. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 José, marido de. Com cuidado, Mateus evita afirmar que José “gerou” a Jesus. A relação entre José e Jesus não era de pai e filho de sua esposa. O termo “gerou” que une todas as gerações até esse ponto desaparece, e com isso Mateus enfatiza o nascimento virginal. CBASD, vol. 5, p. 283.

Nessa genealogia, Mateus demonstra que, embora Jesus não fosse filho físico de José, é juridicamente filho, e, portanto, descendente de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Maria. Do Gr. Maria, Mariamna LXX, do heb Miryam. Como José, Maria era da casa de Davi (DTN, 44; cf At 2:30; 3:23; Rm 1:3; 2Tm 2:8), pois só por meio dela Jesus podia ser descendente, segunda a carne, da linhagem de Davi (Rm 1:3; cf Sl 132:11). … Sem dúvida Maria foi escolhida em primeiro lugar porque, no tempo apontado (Dn 9:24-27; Mc 1:15; Gl 4:4), seu caráter refletia com mais perfeição os ideais divinos de maternidade do que a que qualquer outra filha de Davi. Ela pertencia à seleta minoria que “esperava a consolação de Israel” (Lc 2:25, 38; Mc 15:43; cf Hb 9:28). Foi essa esperança que purificou sua vida (cf 1Jo 3:3) e a qualificou para seu papel sagrado (PP, 308; PR, 245; DTN, 69). Toda mãe entre o povo de Deus hoje pode cooperar com o Céu como fez Maria (DTN 512), e pode, em certo sentido, consagrar seus filhos a Deus. CBASD, vol. 5, p. 283.

da qual. Como em português, no original grego essa expressão está no feminino singular, tornando “Maria” o antecedente e excluindo José como o pai natural de Jesus. Mas, ao se casar com Maria, José se tornou o pai legal, embora não literal, de Jesus (ver Mt 13:55). CBASD, vol. 5, p. 283.

17 catorze gerações […] catorze […] catorze. Essas divisões refletem duas características de Mateus: 1) predileção indisfarçada por números e 2) preocupação com uma disposição sistemática. O número 14 pode ter sido escolhido por representar duas vezes 7 (o número da perfeição) e/ou por ser o valor numérico do nome de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No AT, há listas abreviadas como, por exemplo, as de Esdras (ver com. de Ed 7:1, 5). Mas é evidente que essa genealogia abreviada foi considerada prova suficiente de que Esdras era descendente de Arão, num tempo em que foi negado a outros entrar para o sacerdócio porque não poderiam dar prova aceitável de sua linhagem (Ed 2:62; Ne 7:64). … A divisão da genealogia de Jesus em três no livro de Mateus é historicamente sólida, pois cada divisão constitui um período distinto na história judaica. No primeiro, de Abraão a Davi, a nação hebraica era essencialmente patriarcal; durante o segundo, era monárquica; e no terceiro, os judeus passaram pelo domínio de nações estrangeiras. CBASD, vol. 5, p. 283, 284.

Mateus usa diferentes técnicas para convencer seus leitores (que somente as perceberiam se fossem judeus) que Jesus é o Messias-Rei na linha de Davi. Ele faz isso genealogicamente e teologicamente. Andrews Study Bible.

18 o nascimento. Mateus menciona apenas algumas circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus, o necessário para mostrar que Sua primeira vinda era o cumprimento das profecias do AT (ver v. 22). Em harmonia com o propósito de seu evangelho, Mateus, em contraste com Marcos e Lucas, omitiu muito do que poderia nos interessar sobre a vida de Jesus, a fim de que pudesse se concentrar nos ensinos do Mestre (ver p. 178, 179). CBASD, vol. 5, p. 284.

Maria, Sua mãe. Jesus nasceu “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). Maria necessitava tanto da salvação de seus pecados como qualquer outro filho ou filha de Adão (Rm 3:10, 223). Há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). CBASD, vol. 5, p. 284.

Desposada (ARA; prometida em casamento, NVI). Isto é, noiva ou comprometida com ele. … Parece que José era viúvo quando se casou com Maria. Ele tinha pelo menos outros seis filhos (Mt 12:46; 13:55, 56; Mc 6:3; DTN 90, 321; são mencionados quatro irmãos e um número não especificado de irmãs), todos provavelmente mais velhos que Jesus (DTN, 86, 87; ver com. de Mt. 1:25). CBASD, vol. 5, p. 284.

Não havia relações sexuais durante o noivado judaico, mas era um relacionamento muito mais definitivo do que um noivado de hoje, só podendo ser rompido mediante o divórcio (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

grávida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é representado como o agente por meio do qual o poder divino criador e doador da vida é exercido (cf. Gn 1:2; Jó 33:4; Jo 3:3-8; Rm 8:11; etc.). O papel do Espírito Santo no nascimento de Jesus está mais claro no evangelho de Lucas do que no de Mateus (Lc 1:35). Foi por meio do Espírito Santo que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e que o Filho de Maria pôde ser chamado de “Filho de Deus” (ver com. de Lc 1:35). Numa tentativa de não aceitar Jesus como o Messias, os judeus diziam que Ele era um filho ilegítimo (Jo 8:41; 9:29). Mas é digno de nota que os maiores eruditos judeus hoje reconhecem isso como pura invenção. Joseph Klausner, por exemplo, diz que “não há fundamento histórico para a tradição de que Jesus era filho ilegítimo” (Jesus of Nazareth, 36). A encarnação de Jesus é um milagre insondável. … Porém, o mistério da encarnação não é maior que o mistério do amor que a originou (Jo 3:16; Rm 5:8; Gl 2:20; 1Jo 4:9). O “mistério da piedade” é o grande mistério de todos os tempos (1Tm 3:16; ver com. de Fp 2:7, 8; ver Nota Adicional a João 1). CBASD, vol. 5, p. 285.

19 De acordo com o costume dos judeus daquele tempo, os que iam casar firmavam primeiro um contrato de casamento, que só podia ser desmanchado pelo divórcio. Bíblia da Família. SBB.

justo. Para os judeus, significava ser zeloso na guarda da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. dikaios, que pode descrever alguém correto, como observador de regras e costumes, ou justo, em harmonia com o que é certo. No NT, dikaios é usado no sentido amplo de harmonia com o padrão divino. … Do ponto de vista judaico, um homem “justo” era um observador rigoroso das leis de Moisés e das tradições rabínicas. Como resultado, José pode ter questionado se seria moralmente correto se casar com alguém que aparentava ser adúltera. CBASD, vol. 5, p. 285.

anular o casamento secretamente (NVI. ARA: deixá-la secretamente). Assinaria os documentos jurídicos necessários, mas não a submeteria ao julgamento público e ao apedrejamento (v. Dt 22.23,24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 não temas. Ele não devia hesitar ou questionar a virtude de Maria. Como um homem “justo” (v. 19), José não precisava temer que ao tomar para si Maria ele estivesse se desviando do que era correto. Na verdade, Deus requeria esse ato de fé. CBASD, vol. 5, p. 286.

receber Maria como sua esposa. Tinham mútua obrigação segundo a lei, mas ainda não conviviam como marido e mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida.

e lhe porás o nome. José teria o privilégio de dar o nome a seu “Filho”, ato que em geral se considerava prerrogativa do pai (ver Lc 1:59-63). Maria também participaria (Lc 1:31). Os nomes das crianças judias eram oficialmente dados uma semana após o nascimento, no oitavo dia, quando se realizava o rito da circuncisão (Lc 2:21). CBASD, vol. 5, p. 286.

dos pecados deles. Ele veio para nos salvar de nossos pecados, não nos nossos pecados. Ele veio não só para nos salvar de pecados realmente cometidos, mas de nossas tendências em potencial que conduzem ao pecado (Rm 7:5-23; 1Jo 1:7-9). … Cristo não veio para salvar Seu povo do poder de Roma, como os judeus ansiavam, mas do poder de um inimigo muito maior. Ele não veio para restaurar o reino a Israel (At 1:6), mas para restaurar o domínio de Deus no coração humano (Lc 17:20, 21). Cristo não veio em primeiro lugar para salvar as pessoas da pobreza e injustiça social (Lc 12:13-15), como muito defensores do evangelho social afirmam, mas do pecado, a causa fundamental da pobreza e da injustiça. CBASD, vol. 5, p. 286.

22 para que se cumprisse. Doze vezes Mateus refere-se ao cumprimento do AT, i.e., de fatos dos tempos do NT profetizados no AT – testemunho poderoso da origem divina das Escrituras e da exatidão delas nos mínimos detalhes. Nos cumprimentos vemos, ainda, a intenção do autor de vincular o seu evangelho ao AT.

23 a virgem. Mateus e Lucas, ao escreverem inspiradamente, não teriam relatado a história do nascimento virginal se isso não tivesse sido verdade. Eles sabiam bem como os líderes judeus tinham zombado de Jesus por causa das circunstâncias misteriosas que envolviam Seu nascimento, e que, repetindo esta história, estavam dando aos críticos mais oportunidades para ridicularizar o fato (DTN, 715). CBASD, vol. 5, p. 287.

A primeira de no mínimo 47 citações – na maioria messiânicas – que Mateus extrai do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Emanuel … Deus conosco. A transliteração grega do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”. O Filho de Deus não só veio para habitar entre nós, mas também para Se identificar com a família humana … “Emanuel” era mais um título que descrevia a missão de Cristo do que um nome pessoal (cf. Is 9:6, 7; 1Co 10:4). CBASD, vol. 5, p. 288

O Cristo encarnado possuía duas naturezas: Ele era tanto divino (Is 9:6; Mat 28:19; Jo 1:1,14; 8:58; 10:30; Tt 2:13,14; Hb 1:8) quanto humano (Jo 1:14; Fp 2:5-8; Hb 4:14-17). Andrews Study Bible.



O LIVRO DE MATEUS
26 de janeiro de 2018, 0:15
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Autor

Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos que deixou o seu serviço para seguir Jesus (9.9-13). Em Marcos e em Lucas, é chamado por seu outro nome, Levi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Contexto histórico

No tempo de Cristo, a Palestina estava sob jurisdição de Roma, cujas legiões, lideradas por Pompeu, subjugaram a região e a anexaram à província romana da Síria, em 64-63 a.C. Depois de terem desfrutado independência política por cerca de 80 anos antes da chegada dos romanos, os judeus sofreram muito com a presença e a autoridade de representantes estrangeiros civis e militares. A indicação de Herodes, o Grande, pelo senado romano como monarca sobre grande parte da palestina tornou a sorte dos judeus ainda mais amarga. … A dominação dos judeus por Roma era resultado direto da desobediência às ordens divinas (ver CBASD, vol. 4, p. 17-20). Por meio de Moisés e dos profetas, Deus advertiu Seu povo dos sofrimentos que resultariam da desobediência. … Os judeus criam que as profecias messiânicas do AT prometiam um messias político que libertaria Israel da opressão estrangeira e subjugaria todas as nações. Desse modo, as aspirações políticas distorciam a esperança messiânica e, visto que Jesus de Nazaré não cumpriu essas falsas expectativas, o orgulho nacional com eficácia impediu que O reconhecessem como Aquele de quem os profetas haviam testemunhado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.

Destinatários

Como o evangelho de Mateus foi escrito em grego, seus leitores eram, sem dúvida, falantes dessa língua. Segundo parece, também eram judeus. Muitos elementos deixam prever leitores de origem judaica: Mateus preocupa-se com o cumprimento do AT (faz mais citações do AT e alusões a ele que qualquer outro autor do NT); remonta a ascendência de Jesus a Abraão (1.1-17); não se detém em explicações acerca de costumes judaicos (ao contrário sobretudo de Marcos); emprega terminologia judaica (e.g., “Reino dos céus” e “Pai celestial”, em que “céus” e “celestial” revelam a relutância reverencial dos judeus em citar o nome de Deus); realça o papel de Jesus como “Filho de Davi” … . Não significa, porém, que Mateus restrinja seu evangelho aos judeus. Registra a visita dos magos (não-judeus) para adorar o menino Jesus (2.1-22) bem como a declaração de Jesus: “O campo é o mundo” (13.38). Apresenta também na íntegra a Grande Comissão (28.18-20). Esses textos revelam que, embora o evangelho de Mateus seja judaico, sua visão é universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Propósito

Cada evangelista, sob a influência do Espírito Santo, cuidadosamente selecionou material para compartilhar um quadro de Jesus que tinha sentido e importância para uma audiência específica. Andrews Study Bible.

O propósito principal de Mateus é comprovar aos seus leitores judeus que Jesus é o Messias por eles esperado. Seu método consiste primordialmente em demonstrar que Jesus, por sua vida e ministério, cumpriu o AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

… testificar que Jesus era o Messias da promessa do Antigo testamento e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Bíblia Shedd.

O Evangelho de Mateus é especialmente valioso para aqueles que aguardam o Retorno de Cristo. Os sermões de Jesus, em especial o Sermão da Montanha, são instruções éticas aos cristãos que aguardam a Segunda Vinda. Muitas de suas parábolas, especialmente as do cap. 13, enfatizam o caráter misto da igreja, composto de verdadeiros e falsos crentes. Ali Jesus destaca que a separação entre estes grupos se dará ao fim dos tempos pelo Juiz divino de todas as coisas e pessoas. Enquanto isso, os cristãos deviam ser como crianças e ter espírito perdoador (cap. 18). O Evangelho de Mateus se interessa especialmente em escatologia, a doutrina das últimas coisas. … Jesus, contudo, deixou claro que ninguém sabe quando a Segunda Vinda ocorrerá (25:13). Em lugar de focar o estabelecimento de datas, Jesus conclamou Seus discípulos a vigiar e a estar prontos (24:42; 25:13). Andrews Study Bible.

Estrutura

O modo de dispor a matéria revela um toque artístico. O evangelho inteiro é narrado em torno de cinco grandes discursos: 1) caps. 5-7; 2) cap. 10; 3) cap 13; 4) cap. 18; 5) caps. 24, 25. Fica claro que essa disposição é premeditada, porque cada discurso termina com o refrão “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas” ou palavras semelhantes (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). … Essa divisão em cinco partes pode deixar prever, também, que Mateus usou o Pentateuco (os cinco primeiros livros do AT) como modelo da estrutura de seu livro. É possível que esteja apresentando o evangelho como uma nova Tora, e Jesus como um novo Moisés, maior.

Os leitores de Mateus podem ver claramente que ele traça frequentes paralelos entre Moisés e Jesus. Andrews Study Bible.

Outro fato importante a se lembrar sobre o estudo do livro de Mateus é que esse evangelho apresenta a vida de Cristo numa ordem essencialmente lógica, em vez de cronológica. … seu objetivo era desenvolver um conceito da vida e da missão de Jesus que contribuiria com seu propósito primário ao escrever. Ele não é o cronista que registra os fatos à medida que ocorrem, mas o historiador que reflete sobre o significado desses eventos tendo como pano de fundo a história da nação escolhida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 276.



AMANHÃ COMEÇAREMOS A LER SOBRE JESUS EM MATEUS!
25 de janeiro de 2018, 11:17
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Que bênção termos lido juntos o Antigo Testamento!

Agora teremos o privilégio de ler juntos sobre a vida de Jesus no Evangelho de Mateus!



MALAQUIAS 4
25 de janeiro de 2018, 1:00
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Leia primeiro, em espírito de oração, o texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/malaquias/ml-capitulo-4/

 

Comentário Devocional

Em Malaquias 3, Deus prometeu enviar um mensageiro especial para preparar o povo para a Sua própria vinda a este mundo. Quem seria este mensageiro?

Malaquias 4 o identifica: “Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do Senhor. “(Ml 4:5 NVI). Qual a aparência do Elias real? “Ele vestia roupas de pelos e usava um cinto de couro”. (2 Reis 1:7, 8).

A profecia do retorno de Elias tornou-se muito importante para os judeus. Na verdade, em cada refeição da Páscoa, os judeus deixavam um lugar extra à mesa, em antecipação do retorno de Elias.

Depois do livro de Malaquias, não haveria profetas em Israel por um longo tempo. Por 400 anos, nenhum profeta falaria. Deus parecia estar em silêncio. Mas o silêncio seria quebrado pelo nascimento milagroso do filho de Zacarias, o sacerdote (Lc 1:5-25), que passou a pregar no deserto, vestindo uma roupa de pelos e um cinto de couro. Quando perguntado se ele era Elias, João Batista simplesmente respondia: ““Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’” (João 1: 23 NVI). Ele falaria com o espírito e o poder de Elias (Lucas 1:17).

Essa profecia de Malaquias tem também uma aplicação para os últimos dias. Um povo (Elias) preparará o caminho para a Segunda Vinda de Cristo. Eles farão isso através da pregação da Mensagem dos Três Anjos para o mundo inteiro (Apoc 14: 6-7). Essa mensagem deve alcançar toda nação, tribo, língua e povo. Está você disposto a fazer parte deste movimento que, no espírito de Elias, preparará o mundo para o retorno de Jesus?

Andy Nash
Southern Adventist University

—
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/4 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1175
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/11/01
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados25-01-2018.mp3
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



O período intertestamentário
24 de janeiro de 2018, 21:00
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Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio”. Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.

Historicamente, houve a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.

Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos que geraram o nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).

Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.

Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.

Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.

Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam o sacerdócio do templo corrupto. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.

Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.

 

Fatos históricos entre Malaquias e Jesus

Fatos históricos entre Malaquias e Jesus

Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.



MALAQUIAS 3
24 de janeiro de 2018, 1:00
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Leia primeiro, em espírito de oração, o texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/malaquias/ml-capitulo-3/

 

Comentário Devocional

“Vejam, eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim” (Ml 3:1 NVI).

Em Malaquias 2:7, Deus disse que um sacerdote deveria ser “um mensageiro do Senhor.” (NVI). Mas os sacerdotes da época de Malaquias – e nos quatro séculos que se seguiram, agiram como mensageiros do mal. Políticos e materialistas, os líderes religiosos de Judá estavam levando as pessoas à escuridão.

Uma indicação das trevas de Israel era suas prioridades financeiras. Deus chegou a dizer que as pessoas O estavam roubando. “E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos?’

Aos olhos de Deus, o ato de doação financeira não era diferente do que o ato de sacrifício de um animal. Deus pede o nosso melhor, e quando damos a Ele o nosso melhor, Ele refina nossa oferta no fogo e nos concede de volta bênçãos da maneira que Ele julga mais adequadas.

Mas as pessoas não estavam aprendendo os caminhos de Deus, porque os mensageiros do povo não lhes estavam ensinando corretamente. Qual seria a resposta de Deus?
De acordo com Ml 3:1, Deus enviaria o Seu próprio mensageiro (ver Mt 3:1-3).

Andy Nash
Southern Adventist University

—
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/3 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1174
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/10/31
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados24-01-2018.mp3
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



MALAQUIAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
24 de janeiro de 2018, 0:45
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MALAQUIAS 3 – A decepção tende a levar à acusação a Deus. Estude este capítulo e tire tuas próprias conclusões.

“O templo reconstruído era uma triste imitação da maravilha arquitetônica de Salomão. O altivo futuro de triunfo e paz mundial descrito pelos profetas parecia um sonho distante” (Philip Yancey).

Ao voltar do cativeiro babilônico parece que nada era bom como antes. Tudo parecia deprimente, isso interferia na espiritualidade dos crentes. “Uma melancolia geral tomou conta dos judeus, uma decepção para com Deus visível nas reclamações e também nos atos. Como as pessoas diziam na época: ‘Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos…?’” (Yancey).

Frente a tal melancolia, com ritmo de apostasia, Malaquias ergue sua voz com ousadia. Qual é sua mensagem?

• Há um juízo em vista: Um mensageiro, João Batista, será o precursor do Messias, o qual trará juízo. Malaquias mescla a primeira com a segunda vinda e a terceira vinda de Cristo (vs. 1-5).
• Em resposta à aparente distância de Deus e frente a Sua silente indiferença indagada em 2:17, o profeta mostra a negligência espiritual do povo que roubava a glória de Deus. O roubo nos dízimos e nas ofertas era apenas uma evidência externa de que Deus não era prioridade na vida do crente já fazia muito tempo (vs. 6-12).
• A vida desprovida de intimidade com Deus tira do coração o que é prioridade para dar lugar ao que é supérfluo, levando os crentes e os líderes espirituais às criticas infundadas contra Deus. Apesar disso, nitidamente Deus mostra que, no juízo, todos verão quem é quem e ali será evidente as vantagens de permanecer fiel a Deus em toda situação (vs. 13-18).

As pessoas podem frequentar à igreja quantas vezes quiserem, devolver fielmente os dízimos e até entregar volumosas ofertas, mas sem um relacionamento intenso e constante com Deus, priorizando-O e glorificando-O acima de tudo, de nada adiantará no dia do juízo.

Crer em um juízo universal ajuda as pessoas a se consagrarem diariamente. Todavia, saber que há um Deus que recompensará a consagração exclusiva a Seu serviço motiva ainda mais a colocar as coisas espirituais acima dos bens materiais.

Cuidado para não cair nas práticas erradas dos judeus da época de Malaquias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.