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1 Febe. Nada se sabe sobre ela, além do que é dito aqui. Ela pode ter sido a portadora da epístola de Paulo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 715.
Servindo. Do gr. diakonos, “diaconisa”, a única ocorrência da palavra no NT, no feminino. O uso desse termo sugere que o cargo de “diaconisa” já devia estar estabelecido na igreja cristã primitiva. Pelo menos, Febe era, em algum sentido, uma serva ou ministra da congregação de Cencreia. CBASD, vol. 6, p. 715.
Cencreia. Porto oriental de Corinto, localizado a cerca de sete quilômetros da cidade. CBASD, vol. 6, p. 715.
2 Ajudeis. Do gr. paristemi, literalmente, “estar ao lado”. Tanto esta palavra como aquela traduzida como “questão” (pragma) são termos usados em processos judiciais. É possível que Febe tivesse assuntos jurídicos em Roma, e que os membros da igreja de lá pudessem ser de alguma ajuda para ela. Como alguém que havia “hospedado a muitos”, é evidente que ela não precisa de assistência devido a pobreza. CBASD, vol. 6, p. 715.
5 Na casa deles. Os primeiros cristãos, não tendo igrejas, dependiam, para locais de reunião, da hospitalidade dos irmãos que punham suas casas á disposição. Os crentes de Roma podem ter tido vários desses pontos de encontro. CBASD, vol. 6, p. 716.
16 Ósculo Santo. Modo habitual de saudação no oriente (1 Co 16:20). CBASD, vol. 6, p. 717.
17 Noteis. Paulo interrompe as saudações para advertir os crentes romanos contra falsos mestres que poderiam perturbar sua harmonia e destruir sua fé. O apóstolo havia experimentado os resultados negativos dessas influências na Galácia e em Corinto. CBASD, vol. 6, p. 717.
Afastai-vos deles. Comparar com 2Ts 3:14. CBASD, vol. 6, p. 717.
18 Seu próprio ventre. Seus motivos são vis e seus objetivos são egoístas (Fp 3:17-19). CBASD, vol. 6, p. 717.
19 Sábios. Comparar com o conselho de Jesus para ser “prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10:16). CBASD, vol. 6, p. 717.
20 Esmagará. Paulo aguarda com expectativa a vitória final predita em Gênesis 3:15, que não está longe. Esse triunfo sobre as forças do mal é retomado em cada vitória vivida pelos cristãos sobre a tentação e o engano. Paulo pensava na vitória que esperava que os crentes romanos desfrutassem ao “evitar” os falsos mestres que tentariam dividi-los e confundi-los. CBASD, vol. 6, p. 718.
25 Segundo o meu evangelho. O evangelho de Paulo era a mensagem de salvação que lhe fora confiada. CBASD, vol. 6, p. 718.
26 Das Escrituras. Foi por meio destas que o mistério de Deus foi “dado a conhecer a todas as nações”. O plano divino de salvar a humanidade, pela fé em Jesus Cristo, foi previsto no AT e está em plena conformidade com seus ensinamentos. CBASD, vol. 6, p. 718.
27 Ao Deus único. A sabedoria de Deus foi especialmente exibida no plano que então fora revelado e que se tornara objeto desta epístola. CBASD, vol. 6, p. 718.
Compilação: Tatiana W
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-15/
Este capítulo dá continuidade aos pensamentos do capítulo anterior. Aqueles que são fortes devem “suportar as fraquezas dos fracos”, em vez de agradar a si mesmos. Devemos procurar edificar nossos irmãos e irmãs e não fazer nada que possa confundir a sua fé. Isto trará glória ao Pai e a Jesus Cristo (vs. 3-7).
Paulo cita Isaías 11:10,11 para mostrar que a raiz de Jessé brotaria para reinar sobre o remanescente, preparando-o para a vinda do Senhor (vs. 9-12). O remanescente em nossos dias é o movimento que prega a Segunda Vinda de Jesus e tem o Sábado como a bandeira de lealdade a Deus. Obviamente a maioria dos cristãos da atualidade são predominantemente Gentios, e somos como uma raiz com a verdade a fim de conduzir outras pessoas no preparo para o céu.
Paulo explica também que planeja estar com os crentes em Roma em seu caminho para a Espanha.
Infelizmente, Paulo acabaria sendo preso em Jerusalém antes desta viagem planejada, o que acabaria por levá-lo a Roma, porém não como um homem livre, mas como um prisioneiro. A epístola que Paulo escreveu a Roma permanecerá até o fim do tempo preparando os crentes para receber a justiça de Cristo.
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1307
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados06-06-2018.mp3
Textos da semana do projeto Crede em Seus Profetas
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ROMANOS 15 – O amor é a essência do cristianismo, cerne da vida satisfatória. “O princípio do egoísmo trava uma guerra com o princípio do amor. Busca interesseira, autopromoção e exaltação própria opõem-se aos métodos divinos do amor e da liberdade”, explica Timothy R. Jennings.
Como “Deus criou a humanidade para ser o repositório de Sua lei viva do amor”, quando o poder do evangelho erradicar o egoísmo, o amor regerá a conduta do cristão verdadeiramente convertido. “Os seres humanos não possuem naturalmente o verdadeiro amor, que é bem diferente dos nossos desejos naturais egoístas, de nossa herança genética, do egocentrismo e do id. O amor genuíno é o princípio que diz respeito ao interesse da outra pessoa, o princípio do dar – da benevolência, independente de como a pessoa se sinta de fato… O amor não é um sentimento, mas uma ação, a despeito dos sentimentos” (Jennings).
Paulo revela o princípio que rege o comportamento das pessoas que rendem a Cristo sua vida inteira. No capítulo em pauta, temos os seguintes pontos:
• Mesmo que o cristão seja forte, não deve ser intolerante com fracos e frágeis na fé (vs. 1-3). Nestes versos “Paulo apresenta a chave para deixar o egoísmo” e “dá a razão mais importante que pode existir para um cristão… Cristo levou sobre si o peso do pecado cometido por Seus inimigos. Agradou somente aos outros, a todos. Podemos nós, os cristãos, pensar em seguir conduta diferente? Não, certamente” (Mario Veloso).
• A esperança também faz parte da experiência de vida cristã, assim como o amor. “A pessoa que faz o que agrada aos outros é alguém que olha para o futuro com esperança. Uma esperança que comove e dirige todas as suas emoções”. Nos versos 4-6 encontramos “a fórmula que produz as emoções necessárias para a integração e a reciprocidade cristãs: Paciência, consolação, esperança. Quando brotam do coração, as ações externas serão todas simpáticas e favoráveis ao próximo” diz Veloso.
• A conversão a Cristo faz do cristão um reflexo do amoroso caráter divino, vive motivado pela esperança e planeja sempre com altruísmo (vs. 7-33).
O Espírito Santo ama (v. 30); portanto, todo aquele que estiver cheio desse Espírito terá o espírito do amor regendo todas as suas atitudes sem deixar dos absolutos princípios bíblicos.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1 Nós, que somos fortes. A palavra traduzida como “fortes” significa “poder” ou “poderoso”, e descreve os espiritualmente amadurecidos. Esses crentes estão firmes e devem ajudar os outros a ficar firmes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 708.
2 Para edificação. Ou seja, para beneficiar o próximo e ajuda-lo em seu crescimento espiritual. Paulo não quer dizer que os mais experientes devem agradar os débeis por concordar com suas opiniões e práticas, nem condescender com o que eles acham que seja bom. CBASD, vol. 6, p. 708.
3 Não Se agradou a Si mesmo. Paulo ilustra e reforça o dever de sacrificar o próprio prazer para o bem dos irmãos, referindo-se ao exemplo supremo de amor abnegado. CBASD, vol. 6, p. 708.
4 Foi escrito para o nosso ensino. Paulo enfatizou a natureza permanente do AT. Mesmo com a revelação maior em Cristo, o NT, então em processo de produção, o AT mantém seu lugar como fonte segura da moral e da fé. CBASD, vol. 6, p. 708.
8 Da circuncisão. O propósito de Paulo em Romanos 15:7 a 12, é enfatizar a universalidade da graça de Deus em Cristo, como demonstrado em relação aos judeus e gentios. Cristo Se dispôs a submeter-Se a tudo que fosse necessário a fim de resgatar as criaturas caídas, onde estivessem. CBASD, vol. 6, p. 709.
9 Como está escrito. Citação do Salmo 18:49. Os v. 9 a 12 mostram que, desde o princípio, o plano salvífico de Deus incluía judeus e gentios. CBASD, vol. 6, p. 710.
14 Aptos para vos admoestardes. Ou, “qualificados também para exortar”, “competentes também para aconselhar”. CBASD, vol. 6, p. 710.
16 Espirito Santo. Somente as ofertas santificadas pelo Espirito Santo são aceitáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 711.
20 Anunciado. Paulo evitava pregar em lugares em que as pessoas já tivessem sido ensinadas a crer em Cristo e invocar Seu nome em confissão publica e adoração. CBASD, vol. 6, p. 712.
21 Como esta escrito. Citação de Isaías 52:15. Paulo defende sua prática de pregar onde o nome de Cristo era desconhecido, observando que o procedimento cumpria as profecias do AT. CBASD, vol. 6, p. 712.
25 Estou de partida para Jerusalém. Apesar de seu desejo de ver os crentes de Roma, Paulo sentia ser seu dever primeiramente ir na direção oposta, a fim de levar assistência aos membros mais pobres de Jerusalém. CBASD, vol. 6, p. 713.
30 Luteis juntamente. O termo implica esforço extenuante; aqui, indica seriedade na oração. Mesmo sendo cheio dos dons de um apóstolo, Paulo ainda precisava e pedia as orações de outros crentes. CBASD, vol. 6, p. 713.
31 Seja bem aceito. Paulo havia, sem dúvida, ofendido os judaizantes na igreja de Jerusalém por causa da atitude deles em relação ao ritual judaico e á questão da admissão dos gentios. Por isso, eles poderiam achar que era impossível aceitar cordialmente uma oferta daqueles que por tanto tempo eles estavam acostumados a desprezar. CBASD, vol. 6, p. 714.
33 O Deus da paz. A bênção da paz mencionada na abertura da carta ocorre novamente perto do fim. CBASD, vol. 6, p. 714.
Compilação: Tatiana W
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-14/
Aqui Paulo lida com diferentes práticas dentro da fé cristã. Havia alguns que haviam abandonado as práticas pagãs e tinham escrúpulos em comer carnes vendidas no mercado de animais que haviam sido sacrificadas a ídolos. Paulo encoraja aos que comem esse alimento que não desprezem aqueles que não comem. E, por outro lado, exorta aqueles que não comem esses alimentos a não julgarem aqueles que o fazem (vs. 3, 4).
Paulo também aborda o fato de que alguns cristãos observavam os dias das festas cerimoniais, enquanto outros não os observavam (veja Gálatas 4:10). O apóstolo diz que cada um deve estar “plenamente convicto em sua própria mente” (v. 5, NVI). Em outras palavras, a questão das comidas sacrificadas a ídolos, e a observância de dias cerimoniais não era uma questão de salvação (vs. 5, 6).
Como pode ser visto neste capítulo, Paulo não está lidando com a ingestão de alimentos puros ou impuros, como muitos cristãos afirmam. Contudo, os princípios são claros: devemos evitar fazer qualquer coisa que possa fazer os novos na fé retornarem ao que faziam antes de se tornarem cristãos. Esta exortação continua no próximo capítulo.
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1306
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados05-06-2018.mp3
Canais dos vídeocomentários: Pr Ronaldo de Oliveira e Pr Adolfo Suarez
Textos da semana do projeto Crede em Seus Profetas
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2202 palavras.
1 Débil na fé. Ou seja, aquele que tem compreensão limitada dos princípios da justiça. Ele está ansioso para ser salvo e está disposto a fazer tudo o que crê que lhe é exigido. Mas, na imaturidade de sua experiência cristã (ver Hb 5:11-6:2) e, provavelmente, também como resultado da antiga educação e crença, ele tenta tornar certa sua salvação pela observância de regras e regulamentos que, na realidade, não lhe são obrigatórios. Para ele, essas normas assumem grande importância. Ele as considera obrigatórias para a salvação e se sente angustiado e confuso quando vê outros cristãos, especialmente aqueles que parecem ser mais experientes, não compartilharem de suas ideias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 698 [Mais sobre este assunto em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/12/romanos-14-o-debil-na-fe/%5D.
2 Legumes. Do gr. lachana, “vegetais” (ver com. do v. 1). Paulo não discute a conveniência de comer certos alimentos ou abster-se deles, mas ordena paciência e tolerância nesses assuntos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 700.
Em Coríntios, o problema é identificado como a ingestão de alimentos sacrificados aos ídolos. De acordo com os antigos costumes, os sacerdotes pagãos praticavam um extenso comércio dos sacrifícios de animais oferecidos aos ídolos. Paulo disse aos conversos, tanto do judaísmo como do paganismo, em Corinto que, na medida em que os ídolos não eram nada, também nada havia de errado, em si, em comer alimentos dedicados a eles: No entanto, ele explica que, devido à experiência prévia, treinamento e diferenças de discernimento espiritual, nem todos tinham esse “conhecimento” e podiam não sentir a consciência livre para consumir esses alimentos (ver com. de 1Co 8). Assim, Paulo exortou os que não tinham problemas quanto a esses alimentos a que não colocassem uma pedra de tropeço no caminho de um irmão mediante o consumo dos mesmos (Rm 14:13). Sua admoestação, portanto, está em harmonia com a decisão do concílio de Jerusalém e, sem dúvida, lança luz sobre pelo menos uma das razões pelas quais o concílio tomou essa posição sobre o assunto (ver com. de At 15). Por receio de escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham de alimentos cárneos, o que significa que sua alimentação era restrita a “legumes”, isto é, vegetais (cf. Rm 14:2). Paulo não trata de alimentos prejudiciais à saúde. CBASD, vol. 6, p. 698, 299.
3 Julgue. A censura é muitas vezes uma característica daqueles cuja experiência religiosa se fundamenta em grande parte no cumprimento de exigências exteriores. CBASD, vol. 6, p. 700.
4 Tu que julgas. Paulo se dirige ao irmão débil, uma vez que “julgas” corresponde ao “julgue” do v. 3. CBASD, vol. 6, p. 700.
5 Julga. Do gr. krinõ, “julgar”, “avaliar”, “aprovar”. Paulo discute então a observância de dias especiais, outra causa de discórdia e confusão entre os crentes (ver com. do v. 1; comparar com questão semelhante nas igrejas da Galácia [Gl 4:10, 11] e de Colossos [Cl 2:16, 17]). Os crentes cuja fé os capacita a abandonar imediatamente todos os feriados cerimoniais não devem desprezar os outros cuja fé é menos experiente. Nem, por sua vez, estes últimos podem criticar os que lhes parecem liberais. Cada crente é responsável por si diante de Deus (Rm 14:10-12). E o que Deus espera de cada um de Seus servos é que “esteja inteiramente convicto em sua própria mente” e siga conscientemente as próprias convicções, de acordo com a luz que recebeu. Entre os seguidores de Cristo não deve haver força nem compulsão. É o espírito de amor e tolerância que deve prevalecer. CBASD, vol. 6, p. 701.
Opinião bem definida. Ou, “plenamente convencido” (ver com. de Rm 4:21). Paulo não sugere que os cristãos não discutam assuntos sobre os quais pode haver discordância. Ao contrário, ele insiste que os crentes cheguem a conclusões claras e definidas. Mas, ao mesmo tempo, devem fazê-lo com amor por aqueles de opiniões diferentes. Não se deve privar a ninguém da liberdade de ter a própria posição quanto ao dever pessoal (comparar com DTN, 550; Ed, 17). CBASD, vol. 6, p. 701.
6 Para o Senhor. O motivo de ambas as partes é o mesmo, seja na observância, seja na negligência de um dia, no uso ou na abstinência de alimentos. O irmão mais amadurecido dá graças a Deus por “todas as coisas” (v. 2) e participa de seu alimento para a glória de Deus (cf. 1Co 10:31). Seu irmão débil dá graças a Deus por aquilo que come, e para a glória de Deus, abstém-se de alimentos que possam ter sido sacrificados aos ídolos (ver com. de Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 701.
7 Vive para si. Não é só na questão dos alimentos e dos dias especiais que o cristão faz tudo “para Penhor”. É seu objetivo não viver “para si próprio”, para o próprio prazer e de acordo n os próprios desejos, mas “para o Senhor”, para Sua glória e de acordo com Sua vontade (ver 2Co 5:14, 15). … As palavras deste versículo têm sido muitas vezes aplicadas à influência que as pessoas exercem sobre seus semelhantes. Deve ser lembrado, porém, que este não é o sentido principal, como o contexto deixa evidente. Paulo enfatiza o pensamento de que tudo o que o cristão faz, ele o faz com referência ao Senhor. CBASD, vol. 6, p. 702.
8 Somos do Senhor. Ou seja, pertencemos a Cristo, pois Ele é o “Senhor tanto de mortos como de vivos” (v. 9). Os débeis e os amadurecidos na fé, igualmente na vida ou a morte, são responsáveis perante o Senhor, pois são propriedade adquirida para Ele (At 20:28; 1Co 6:20; Ef 1:14). Que direito alguém de julgar quem pertence a Cristo? CBASD, vol. 6, p. 702.
9 De mortos como de vivos. A inversão da ordem habitual destas palavras talvez seja devida à ordem das palavras sobre Cristo, na primeira parte da frase. Mesmo na morte, o cristão pertence a Cristo, porque, quando morre, adormece “em Jesus” (1Ts 4:14; cf. Ap 14:13). … Este versículo é usado por alguns para defender que a alma é imortal e que a morte só transfere o crente de uma esfera de serviço consciente para outra. A interpretação está fora de sintonia com o restante das Escrituras. A questão da natureza da alma deve ser determinada com base em outras passagens que tratam da condição da alma na morte, assunto que Paulo não trata aqui (ver Jó 14:21; Ec 9:5; Jo 11:11). CBASD, vol. 6, p. 702.
10 Por que julgas […]? Ou, “por que tu desprezas teu irmão?” O que julga o irmão é o que “come legumes”, e o que despreza é o que conscientemente acredita que “pode comer de todas as coisas” (v. 2). CBASD, vol. 6, p. 702.
Todos compareceremos. Considerando que todos os crentes são igualmente súditos e servos de Deus, e que todos devem comparecer perante o mesmo tribuna], eles não têm o direito de julgar uns aos outros. Esse julgamento usurpa uma prerrogativa de Deus (Rm 14:10; cf. 2Co 5:10). CBASD, vol. 6, p. 702.
13 Não nos julguemos. A primeira razão de Paulo para não julgar é que as pessoas são responsáveis, não a si mesmas, mas a Deus, que é senhor e juiz. A segunda razão é sua regra, repetida muitas vezes, do amor cristão. Os crentes amadurecidos na fé, por amor, terão consideração pelos sentimentos e pela consciência de seus irmãos débeis, e terão cuidado para evitar ofendê-los ou confundi-los. Embora seja verdade que, em matéria de consciência, ninguém é responsável perante o outro, todos os cristãos são responsáveis pelo bem-estar mútuo. Apesar de o cristão ser livre para abandonar todos os critérios legalistas do passado, o amor ao próximo lhe proíbe de usar essa liberdade, se isso puder prejudicar um irmão “débil na fé” (Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 703.
14 Nenhuma coisa. Isto é, neste contexto, os alimentos de que Paulo tratou (ver com. do v. 1). A expressão “nenhuma coisa” não deve ser entendida em sentido absoluto. Frequentemente, as palavras transmitem mais de um sentido, portanto, a definição particular, em cada caso, deve ser determinada pelo contexto. Por exemplo, quando Paulo disse:’ “todas as coisas me são lícitas” (1Co 6:12), sua declaração, se isolada do contexto, seria a declaração de um libertino. O contexto, que é de uma advertência contra a imoralidade, proíbe imediatamente essa dedução. CBASD, vol. 6, p. 703.
De si mesma. Os alimentos dos quais o “débil” (v. 1) se abstém de comer, mas que o irmão amadurecido aceita, não são os tipos de alimentos que são impuros em sua própria natureza, mas devem sua mancha aos escrúpulos da consciência. CBASD, vol. 6, p. 703, 704.
Impura. Do gr. koinos, literalmente, “comum”. Este termo era usado para descrever as coisas que, apesar de “comuns” para o mundo, eram proibidas aos judeus (ver com. de Mc 7:2). CBASD, vol. 6, p. 704.
Para esse fim é impura. O cristão “débil” (v. 1) crê que não deve comer alimentos oferecidos aos ídolos, por exemplo, e faz com que seja uma questão de consciência a abstinência desses alimentos. Enquanto mantém essa convicção, tal prática seria um erro para ele. Ele pode estar errado, pelo julgamento de outro ponto de vista, mas não seria adequado que ele agisse em violação do que ele conscientemente supõe que Deus requeira (v. 23). CBASD, vol. 6, p. 704.
15 Entristece. O irmão débil é ofendido e tem a consciência perturbada ao ver os crentes mais experientes entregando-se ao que ele considera pecaminoso. Essa dor pode resultar em destruição, pois ele pode se afastar da fé, o que estaria associado a práticas que considera pecaminosas, ou pode ser levado pelo exemplo dos amadurecidos a concordar com atitudes que lhe parecem pecaminosas (ver 1Co 8:10-12). CBASD, vol. 6, p. 704.
Não faças perecer. Seja o que for que influencie alguém a violar a consciência, isso pode resultar na destruição de sua fé. A consciência, uma vez violada, fica enfraquecida. Uma violação pode levar a outra até que a fé seja destruída. Portanto, o cristão que, por condescendência egoísta, mesmo sobre algo que considera perfeitamente adequado, exerce influência tão destruidora, é culpado da perda de uma pessoa pela qual Cristo morreu (cf. 1Co 8). CBASD, vol. 6, p. 704.
Cristo morreu. Ele deu a vida para salvar os débeis (v. 1), e seus irmãos não devem destruí-los por questão de indulgência sobre certos alimentos. Em comparação com o que Cristo fez, o sacrifício pedido é insignificante. Ele deu Sua vida. Certamente, os cristãos amadurecidos na fé estarão dispostos a renunciar ao prazer de alguma comida ou bebida favorita em favor dos débeis. CBASD, vol. 6, p. 704.
17 O reino de Deus. [O] presente reino da graça (ver com. de Mt 4:17; Mt 5:2, 3). … A essência do reino de Deus não está em coisas exteriores, mas na graça interior da vida espiritual. CBASD, vol. 6, p. 704, 705.
Comida nem bebida. Ou, “comer e beber”. Estas questões são insignificantes, quando comparadas com o que, na verdade, constitui o reino de Deus. CBASD, vol. 6, p. 705.
Paz. Inclui não só a reconciliação com Deus (Rm 5:1), mas também a harmonia e o amor na igreja (cf. Rm 14:19; Ef 4:3; Cl 3:14, 15). CBASD, vol. 6, p. 705.
Alegria no Espírito Santo. Esta é a condição dos que “vivem no Espírito” (Gl 5:25; cf. Rm 15:13; Gl 5:22; 1Ts 1:6). Os amadurecidos na fé entendem que o reino de Deus consiste em graças espirituais como estas, e não em coisas materiais como comida e bebida. Assim, no que diz respeito à liberdade cristã no comer e beber, eles preferem restringir a própria liberdade a permitir que o exercício dela destrua a paz da igreja (Rm 14:13). CBASD, vol. 6, p. 705.
18 Deste modo. O crente que age com amor conquista a boa vontade de seu irmão, em lugar de colocar uma pedra de tropeço em seu caminho. CBASD, vol. 6, p. 705.
20 Destruas. Do gr. kataluõ, literalmente, “derrubar”. A palavra é usada para descrever a demolição de algo que foi construído. Portanto, dá-se sequência aqui à figura iniciada com o termo “edificação”, literalmente, “construção”, no v. 19. Pela mera questão de comida, os cristãos não podem lutar contra Deus, derrubando e destruindo o que Ele construiu. CBASD, vol. 6, p. 705.
Com escândalo. Paulo estaria dizendo que “é errado a pessoa ser uma pedra de tropeço para os outros por causa do que come”. CBASD, vol. 6, p. 705.
21 É bom. O cristão amadurecido deve estar disposto a abrir mão de sua liberdade nessas questões relativamente insignificantes, em vez de ofender o irmão débil (cf. 1Co 8:13). CBASD, vol. 6, p. 705.
Vinho. Evidentemente, a carne e o vinho eram os principais objetos de escândalos religiosos para os “débeis”, provavelmente porque era usados pelos pagãos nos sacrifícios aos ídolos. CBASD, vol. 6, p. 705.
22 Tem-na para ti mesmo. Esta fé não deve ser exercida abertamente para escandalizar (v. 1) o “débil”, mas deve ser mantida entre si mesmo e Deus. CBASD, vol. 6, p. 706.
Bem-aventurado. Do gr. makarios (ver com. de Mt 5:3). Esta é a felicidade diurna consciência clara e confiante. CBASD, vol. 6, p. 706.
23 Tem dúvidas. Ou, “debate dentro de si mesmo”. Isto se compara à pessoa de coração dividido (Tg 1:6; cf. Mt 21:21; Mc 11:23; Rm 4:20). CBASD, vol. 6, p. 706.
É condenado. Do gr. katakrinõ, “condenar”. Aquele que come, apesar das dúvidas de sua consciência, é condenado. CBASD, vol. 6, p. 706.
Fé. Paulo afirma aqui que, se o cristão não age por convicção pessoal de que o que faz é certo, mas, em vez disso, segue o juízo de outros, sua ação é pecaminosa. Não se deve violar a própria consciência. Mas ela pode requerer treinamento. Pode sinalizar que certas coisas sejam erradas, quando de fato podem não ser. Assim, até que seja convencido pela Palavra e pelo Espírito de Deus de que determinada atitude é boa, o crente não deve seguir a consciência por si só. Não deve fazer dos outros o critério para sua conduta; deve ir às Escrituras e aprender por si mesmo seu dever sobre o assunto (ver T2, 119-124). CBASD, vol. 6, p. 706.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-13/
Paulo começa esclarecendo a relação do cristão com a autoridade civil. Estamos sujeitos aos poderes mais altos, mas o mais alto poder é Deus. Ele deu autoridade para os líderes civis. Se guardarmos a lei de Deus e as leis do país onde estamos não há necessidade de temer.
Paulo nos diz que nossa vida deve ser um livro aberto. Devemos viver honestamente com nada a esconder. Não devemos nos envolver em desordens ou em embriaguez (v. 13). E em um sentido espiritual, não devemos beber do vinho (falsas doutrinas) de Babilônia. O vinho de seu adultério espiritual tem embriagado a maior parte do mundo. Devemos ser espiritualmente puros e sóbrios, fiéis à mensagem que Deus nos deu como um povo.
Paulo encerra o capítulo afirmando que o que realmente precisamos é nos vestirmos de Jesus Cristo e Sua justiça. Ao fazermos isso, não viveremos de acordo com a carne, de acordo com o velho homem do pecado, como visto em Romanos 7, mas teremos uma mente transformada que nos preparará para enfrentar a crise final.
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1305
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados04-06-2018.mp3
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ROMANOS 13 – A mensagem deste capítulo é melhor entendida se vinculada ao capítulo anterior. Este é o segundo capítulo em que Paulo oferece aplicações práticas do efeito real e verdadeiro na vida de alguém que se converteu por inteiro ao evangelho.
O evangelho é o poder de Deus, não a teoria de Deus. Seu objetivo não é fornecer meramente informação, mas poderosamente transformação.
O capítulo anterior encerrou falando de paz e amor. Mario Veloso destaca que, “o crente que se entrega ao bem, aceito por Deus, e com o poder do Espírito Santo, realiza somente o bem. Consegue superar e vencer o mal. Tem uma conduta que corresponde à vida nova em Cristo”.
Na sequência, sugiro a divisão do capítulo 13, conforme Veloso:
1. Conduta em relação às autoridades (vs. 1-7):
a) Todas as autoridades provêm de Deus;
b) Autoridade dos magistrados;
c) Razão para sujeição às autoridades:
• Para evitar castigo;
• Por causa da consciência;
• Porque estão a serviço de Deus.
2. Conduta do crente para com o próximo (vs. 8-10);
3. Uma conduta à luz do dia: Obras do amor (vs. 11-14).
Segundo o capítulo anterior, o amor deve ser sincero (12:9) ter discernimento claro quanto ao que é certo e o que é errado (12:9), e respeitar e honrar ao próximo (12:10).
No final do capítulo 13, Paulo deixa alguns princípios interessantes sobre o amor que devem caracterizar o verdadeiro cristão.
• Amar ao próximo é uma dívida que nunca será possível ser paga, mas deve-se investir no seu pagamento.
• Amar aos outros significa o cumprimento da Lei de Deus, a qual é essencialmente amor.
• Amar de verdade é recusar-se determinantemente a fazer qualquer mal contra qualquer pessoa.
O amor é a essência do caráter cristão. Por amar a Cristo, aguarda ardentemente encontrar-se com Ele. Por isso…
1. Busca sabedoria a fim de ter discernimento do tempo em que vive.
2. Discerne a atitude apropriada que deve ter no tempo do fim.
A teologia de Romanos mostra que o pecador que aceitou a justificação operada por Deus através de Cristo caminha pela estrada da santificação, avançando diariamente.
Quem se despiu das vestes do pecado, se reveste do manto da justiça de Cristo. O novo nascimento não nos deixa na velha vida!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1 Por Ele instituídas. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos governos civis nem indica que é dever do cristão sempre se submeter a eles. As vezes, as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e, sob essas circunstâncias, o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O raciocínio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens, de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 689.
3 Queres tu[…]? O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e, por isso, será elogiado por sua boa conduta. CBASD, vol. 6, p. 690.
5 Temor da punição. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina, o cristão deve obedecer, não só porque quer evitar a punição, mas porque é certo obedecer. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
6 Pagais tributo. O contexto sugere que este não é um mandamento, mas uma declaração de fato. Evidentemente, os primeiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos, talvez em obediência ao ensinamento de Cristo. Apoiando, assim, o governo civil com seus tributos, os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado, como ordenado por Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
8 A ninguém fiqueis devendo. O cristão deve pagar tudo o que deve, mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 691.
11 Digo isto. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor, que é o resumo dos deveres cristãos. Como um motivo urgente para o cumprimento de seus deveres, Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na proximidade da segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 692.
Sono. O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigilância. Na parábola das dez virgens, as moças “foram todas tomadas de sono e adormeceram”. CBASD, vol. 6, p. 692.
Salvação está […] mais perto. Por “salvação”, Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória, e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus”, “a redenção do nosso corpo” e a libertação da natureza “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da gloria dos filhos de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 692.
12 Noite. Tendo comparado a atual condição espiritual de seus leitores ao “sono”, Paulo continua a figura, contrastando a vida presente com a que está por vir, como a noite com o dia. CBASD, vol. 6, p. 693.
Obras das trevas. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. Em seu lugar, o cristão deve vestir a armadura da verdade e da justiça, para estar pronto para a luz do dia de Cristo, que está raiando. CBASD, vol. 6, p. 693.
13 Dissoluções. Do gr. aselgeiai, “sensualidade”, “libertinagem”, “indecência”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo, e não estavam limitados a eles. CBASD, vol. 6, p. 693.
14 Revesti-vos.O cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. Então, Paulo representa o próprio Cristo como sendo a armadura do cristão. A vida com a qual ele estava vestido devia ser continuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade. CBASD, vol. 6, p. 693.
A carne. Ou seja, a natureza depravada. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo, mas o cristão não deve condescender com a satisfação de emoções e desejos profanos. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos carnais que o cristão deve mortificar. Portanto, Paulo adverte os crentes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. CBASD, vol. 6, p. 693.
Compilação: Tatiana W