Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 6
18 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-6/

Gênesis 6 registra a história do dilúvio mundial. Suponha que você fosse Noé. Tente imaginar a confiança de Noé em Deus para começar a construir a arca contra todas as adversidades. Porém Noé não apenas começou, mas persistiu por 120 anos construindo a arca. Pense no ridículo que ele suportou. Nunca havia chovido antes. As pessoas devem ter pensado e questionado: “Este homem é louco?”

A dimensão do empreendimento era formidável. A arca tinha 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e treze metros e meio de altura (cf. v. 15 NVI). Temos aqui, então, um navio do tamanho de uma vez e meia de um campo de futebol americano. Imagine o trabalho de cortar a madeira e içá-la à sua posição final nesse enorme barco. No entanto, a escritura diz: “Noé fez tudo exatamente como Deus lhe tinha ordenado.” (v. 22 NVI). Que fé! Que coragem! Peço a Deus que nós também tenhamos a fé e a coragem para fazer o que Deus manda em todos os aspectos de nossas vidas.

Essa história possui outro aspecto extremamente significativo. Deus declara que Ele irá estabelecer a Sua aliança com o Seu povo (v. 18). A aliança de Deus é a Sua promessa de Sua fidelidade e salvação. No meio da tempestade, Deus preparou uma arca de segurança. Jesus é o nosso refúgio em tempos de tempestade, nossa arca da segurança, o nosso refúgio em tempos de angústia. Que incríveis boas novas! A aliança de Deus é a Sua garantia eterna da nossa segurança na arca de Sua graça.

Mark Finley
Evangelista

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=276
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Áudio online [Voz: Valesca Conty]:


GÊNESIS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
18 de outubro de 2018, 0:10
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635 palavras

1. Como se foram multiplicando os homens.A raça humana cresceu rapidamente, não só em impiedade, mas em número. Entre os muitos perigos para os que temiam a Deus estavam as belas filhas dos descrentes. Mulheres passaram a ser desposadas, não por causa de sua virtude, mas pela beleza, e a consequência foi que a impiedade e a maldade fizeram grande avanços entre os descendentes de Sete.CBASD –Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 237.

2 Os filhos de Deus.Os antigos comentaristas judeus, os pais da igreja e muitos expositores modernos interpretam esses “filhos”como sendo anjos, comparando-os com os “filhos de Deus”de Jó 1:6, 2:1 e 38:7. Esse ponto de vista deve ser rejeitado porque a punição que logo sobreviria era pelos pecados dos seres humanos (ver v. 3) e não dos anjos. Além disso, anjos não se casam (Mt 22:30). Os “filhos de Deus” eram os descendentes de Sete, e “as filhas dos homens”eram ímpias cainitas (PP, 81). Mas tarde, Deus falou a Israel, de Seu “primogênito” (Êx 4:22), e Moisés chamou o povo de Israel de “filhos […] do Senhor, vosso Deus” (Dt 14:1). CBASD, vol. 1, p. 238.

3 Pois este é carnal. Esta expressão também pode ser traduzida como “em seus desvios, o homem é carnal”, de shagag, “vaguear”, “desviar-se”. Ao seguirem as paixões carnais, diz Deus, os homens se entregaram aos desejo da carne, a ponto de não mais responderem ao controle do Espírito Santo. A insensibilidade à influência divina era completa; portanto, o Espírito de Deus deveria ser retirado. CBASD, vol. 1, p. 238.

4 Havia gigantes na Terra. Esses “gigantes”, nefilim, não eram produto de casamentos mistos, como alguns sugerem. … Uma vez que nessa época todos a raça humana era de grande estatura, pode ser que a palavra designe o caráter, em vez da estatura. Os antediluvianos geralmente possuíam grande força física e mental. Dotados de inteligência e habilidade, eles devotaram persistentemente suas capacidades físicas e intelectuais à gratificação do próprio orgulho e das paixões, e a opressão do próximo (PP, 80, 84, 90). CBASD, vol. 1, p. 238, 239.

6 Então, Se arrependeu o SENHOR. O “arrependimento” de Deus é uma expressão que se refere à dor do amor divino ocasionada pela pecaminosidade do ser humano. Ressalta que Deus, em harmonia com Sua imutabilidade, assume uma mudança de posição em resposta a uma mudança ocorrida na criação. A menção à dor divina em face da condição depravada do homem é uma tocante indicação de que Deus não o odiou. CBASD, vol. 1, p. 239.

9 Noé era homem justo. A palavra “justo”não implica inocência imaculada, mas retidão, honestidade e virtude. … Viver em retidão no tempo de Noé exigia assumir uma atitude destemida e firme contra más influências, tentações sutis e vis zombarias. CBASD, vol. 1, p. 240.

12 Viu Deus a terra. Esta investigação revelou que já havia distinção entre os caipiras, que desafiavam a Deus, e os setitas, que antes temiam a Deus. Com poucas exceções, “todo ser vivente” havia se corrompido. CBASD, vol. 1, p. 240, 241.

13 Resolvi dar cabo de toda carne. Os avisos anteriores da intenção divina de destruir a Terra (v. 3, 7) são presumivelmente, o registro de palavras que Deus pronunciou num concílio celestial, e não a ouvidos humanos. Então, foi feito uma comunicação diretamente a Noé. CBASD, vol. 1, p. 241.

18 Estabelecerei a Minha aliança. O primeiro acordo registrado entre Deus e Noé (ver com. de Gn 15:9-7 sobre o procedimento na efetivação de uma aliança). Ao fazer uma aliança com Noé, Deus fortaleceu a confiança desse homem justo na certeza do cuidado divino. Independentemente do que ocorresse, Noé sabia que ele e sua família seriam salvos. CBASD, vol. 1, p. 242.

E teus filhos. Essas promessas incluíam até os filhos de Noé que ainda não haviam nascido e as esposas deles, porque nessa ocasião Noé ainda não tinha filhos, embora já estivesse com 480 anos de idade (ver com. de Gn 5:32). CBASD, vol. 1, p. 242.

22 Assim fez Noé. Este verso curto abrange 120 anos de serviço fiel. CBASD, vol. 1, p. 243.



GÊNESIS 5
17 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-5/

As genealogias podem não ser os capítulos mais interessantes da Bíblia, mas elas estão cheias de insights espirituais para o diligente estudante da Escritura. Um fato óbvio em Gênesis 5 é que os descendentes de Adão viveram longos séculos. Era comum para estes patriarcas viverem 900 anos. Hoje, se alguém chega a viver um século nós celebramos este fato como uma grande conquista. Mas Adão viveu 930, seu filho Sete viveu 912 e Matusalém chegou aos 969! Isso revela uma verdade vital sobre Deus: nosso Criador projetou os seres humanos para viverem para sempre. Ele nos criou com uma força vital que permaneceu por séculos após o pecado. Que Deus poderoso Ele é!

E aqui, outra joia espiritual de Gênesis 5: Enoque viveu sessenta e cinco anos e ele e sua esposa tiveram um menino a quem deram o nome de Matusalém. A Bíblia, em seguida, afirma explicitamente: “Depois que gerou Matusalém, Enoque andou com Deus …” (verso 22 NVI). O amor de Enoque pelo seu filho revelou o profundo amor de Deus por ele. É através dos laços profundos que nos unem àqueles a quem amamos que o amor de Deus se revela plenamente.

Que outras gemas espirituais você encontrou nesse capítulo? Por que não compartilhá-las com outras pessoas no nosso blog?

Mark Finley
Evangelista

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=275
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Áudio online [Voz: Valesca Conty]:


Gênesis 5 – comentários selecionados
17 de outubro de 2018, 0:10
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1134 palavras

1Este é o livro.Um período de cerca de 1500 anos é coberto na lista de gerações apresentada neste capítulo. … Eles [os principais patriarcas]são lembrados pela posteridade só por seus nomes. Somente dois, Enoque e Noé, superaram os outros em excelência e piedade. Enoque foi o primeiro pecador, salvo pela graça, a ser honrado pela trasladação; Noé foi o único chefe de família a sobreviver ao dilúvio … A palavra “livro”, sefer, é usada no AT para se referir a um rolo completo (Jr 36:2, 8) ou a uma única folha de um livro.CBASD –Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 232.

2E lhes chamou pelo nome de Adão.A única informação nova é o nome que por Deus – e lhes foi dado por Deus: “homem”, adam. A partir deste texto fica claro que o nome Adão era originalmente generico, incluindo tanto o homem quanto a mulher, e que ele era equivalente à palavra “humanidade”.CBASD, vol. 1, p. 232.

3À sua semelhança. Embora Sete não fosse o filho primogênito de Adão, era aquele através de quem a linhagem piedosa se perpetuaria. O que sucedeu a Adão depois da queda está resumido em três curtos versos que servem como padrão para as biografias subsequentes.CBASD, vol. 1, p. 232.

5Os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos. A longevidade da raça antediluviana pode ser atribuída às seguintes causas: (1) vitalidade original com a qual a humanidade foi dotada na criação, (2) piedade e inteligência superiores, (3) efeito residual do fruto da árvore da vida, (4) qualidade superior dos alimentos disponíveis, e (5) graça divina em postergar a execução da penalidade do pecado. Adão viveu para ver oito gerações sucessivas alcançarem a maturidade. Uma vez que sua vida abarcou mais da metade do tempo que decorreu até o dilúvio, é claro que muitos puderam ouvir de seus próprios lábios a história da criação, do Éden, da queda e do plano da redenção, tal como este lhe havia sido revelado.CBASD, vol. 1, p. 233.

Emorreu.Com estas sombrias palavras termina a biografia de Adão. A monótona repetição desta declaração no final de cada biografia – exceto de Enoque – afirma o domínio da morte (Rm 5:12). Revela que a sentença de morte não foi uma vã ameaça. A morte é uma lembrança persistente da natureza e dos resultados da desobediência.CBASD, vol. 1, p. 233.

22Andou Enoque com Deus. Esta expressão … Retrata uma vida de piedade singularmente elevada, não meramente a constante percepção da presença divina ou mesmo o contínuo esforço para uma santa obediência, mas a conservação da mais íntima relação com Deus. A vida de Enoque evidentemente estava em plena harmonia com a vontade divina.CBASD, vol. 1, p. 233.

Depois que gerou a Metusalém. [Esta declaração] não significa que ele havia sido uma pessoa ímpia antes e só nesse momento experimentara conversão. … Porém, com a chegada desse filho, ele compreendeu, por experiência própria, a profundidade do amor de um pai e a confiança de uma criança indefesa. … Sua comunhão com Deus consistiu não apenas na contemplação de Deus, mas também no ministério ativo em favor do próximo. Ele ansiava pela vinda de Cristo em glória, advertindo fervorosa e solenemente os pecadores ao redor sobre o terrível destino que aguardava os ímpios (Jd 14, 15).CBASD, vol. 1, p. 233.

Trezentos anos. A constante fidelidade de Enoque, manifesta ao longo de um per;iodo de 300 anos, deve encorajar cristãos queacham difícil “andar com Deus” mesmo por um dia.CBASD, vol. 1, p. 233.

Eteve filhos e filhas. Segundo o relato inspirado, Enoque gerou filhos e filhas durante sua vida de excepcional piedade. Aqui está uma evidência inegável de que o estado de matrimônio está de acordo com a mais estrita vida de santidade.CBASD, vol. 1, p. 233.

24E já não era, porque Deus o tomou para Si. O evento mais significativo da era antediluviana, um evento que encheu os fiéis de esperança e alegria, a trasladação de Enoque, é relatado por Moisés nestas poucas e simples palavras. Enoque foi trasladado “para não ver a morte”(Hb 11:5). Esse significado está implícito na palavra laqah, “Ele [Deus] tomou”, uma palavra nunca usada para denotar a morte. O moderno uso cristão da expressão não tem autoridade bíblica. A palavra é usada, contudo, em conexão com a trasladação de Elias (2Rs 2:3, 5, 9, 10). … Como modelo de virtude, Enoque, “o sétimo depois de Adão”, está em distinto contraste com a sétima geração da linhagem cainita, Lameque, que acrescentou o crime de homicídio ao vício da poligamia (Jd 14; cf. Gn 4:6-19). A partida de Enoque foi presenciada por alguns, tanto justo como ímpios (ver PP, 88). Sua trasladação foi planejada por Deus, não só para recompensar a piedade, mas para demonstrar a certeza do livramento do pecado e da morte prometido por Deus. A lembrança desse evento notável sobreviveu na tradição judaica (ver Eclesiástico 44:16), no registro cristão (Hb 11:5; Jd 14) e até em fábulas pagãs. … lendas árabes o apresentam como o inventor da escrita e da aritmética. … A vida exemplar de Enoque, com seu glorioso clímax, ainda testifica da possibilidade de viver num mundo ímpio sem pertencer a ele. CBASD, vol. 1, p. 233,234.

25Metusalém. A curta vida terrena de Enoque [em comparação a seus contemporâneos], de apenas 365 anos, foi seguida pela de seu filho Metusalém, que viveu 969 anos e chegou até o ano do dilúvio.CBASD, vol. 1, p. 234.

29Noé. Na esperança de que seu primogênito fosse o descendente prometido, o redentor cuja vinda os fiéis esperavam ansiosamente, Lameque o chamou de Noé, “descanso”, dizendo: “Este nos consolará.” O nome “Noé”(ruah, “descansar”) e a palavra “consolar”vêm de uma raiz comum que significa “suspirar”, “respirar’, “descansar”e “deitar”.CBASD, vol. 1, p. 234.

32Era Noé da idade de quinhentos anos. Nenhum dos patriarcas esperou tantos anos antes do nascimento de seus descendentes como Noé; passou-se meio milênio antes de seu lar ser abençoado pela chegada de um filho (ver p. 183 [Introdução a Gênesis/CBASD]). Essa lista genealógica é interrompida com Noé, mencionando-se apenas o nascimento de seus filhos. A menção dos três filhos sugere a importância deles no povoamento da terra após o dilúvio.CBASD, vol. 1, p. 234.

Gerou a Sem, Cam e Jafé. A última parte de Gênesis 5:32 … seria traduzida de maneira mais exata da seguinte forma[em ordem de nascimento]: “E gerou a Jafé, Sem e Cam.” Sem é mencionado [no relato bíblico] como o primeiro dos três filhos por causa de sua importância como o progenitor da linhagem patriarcal pós-diluviana, da qual viria o escolhido povo de Deus, bem como odesce dente prometido.CBASD, vol. 1, p. 235.

Reparta conosco qual informação você mais gostou de saber



GÊNESIS 4
16 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-4/

Gênesis 4 descreve as consequências terríveis da raiva descontrolada. As emoções desenfreadas de Caim o levaram a matar seu irmão Abel. Há sérias consequências quando nossas emoções estão fora de controle. Caim deixou sua casa e vagou como um “fugitivo e vagabundo.” Sua vida mudou em um instante. Más escolhas, emoções descontroladas e atitudes negativas produzem consequências devastadoras. Boas escolhas, emoções positivas e sob controle resultam em consequências positivas. A vida sob o controle do Espírito de Deus está preparada para enfrentar – com uma atitude de calma segurança no propósito primordial de Deus – qualquer circunstância que a vida apresente.

Nesta narrativa bíblica, uma dos questionamentos mais fascinantes é feita por Caim. Ele pergunta: “Sou eu o guarda do meu irmão?”. Em situações em que nossas decisões impactam a outros, a resposta é um sonoro “sim”. Embora não sejamos responsáveis pelas escolhas de “nosso irmão”, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e que influenciam as vidas daqueles ao nosso redor. Isso deveria nos fazer parar para considerar a influência de nossas ações e atitudes.

Mark Finley
Evangelista

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=274
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Isabela Brossi, Jeferson e Gisele Quimelli
Áudio online [Voz: Valesca Conty]:

 



GÊNESIS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
16 de outubro de 2018, 0:10
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1611 palavras

1 Adquiri um varão com o auxílio só SENHOR.O hebraico diz, literalmente: “Adquiri um varão, o SENHOR”. Quando Eva segurou seu primogênito nos braços, provavelmente se lembrou da promessa divina (Gn 3:15) e, acariciando a esperança de que ele fosse o Libertador prometido, deu-lhe o nome de Qayin, “adquirido”(DTN, 31). Pobre esperança! Seu ávido anseio pelo rápido cumprimento da promessa do evangelho estava destinado a doloroso desapontamento. Mal sabia ela que aquela criança se tornaria o primeiro assassino do mundo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 223.

2Abel, seu irmão.O nome Abel significa “vaidade”ou “insignificância”.CBASD, vol. 1, p. 224.

3No fim de uns tempos.Literalmente, “ao fim de dias”. … a palavra yamim, “dias”, é usada em vários exemplos em que o contexto deixa claro que se quer dizer um ano.CBASD, vol. 1, p. 224.

Trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. O que tornou a oferta de Caim inaceitável a Deus? A contragosto, Caim reconhecia parcialmente as reivindicações de Deus sobre ele. Mas um espírito secreto de ressentimento e rebelião o levou a cumprir os reclamos divinos de forma que ele mesmo escolheu, em vez de seguir precisamente o plano estabelecido por Deus. Aparentemente ele obedeceu, mas a maneira em que o fez revelava um espírito desafiador. Caim pretendia se justificar por suas próprias obras, ganhar a salvação por seus méritos. Ele se recusou a reconhecer que era pecador e que precisava de um Salvador. Apresentou uma oferta que não expressava nenhum arrependimento pelo pecado – uma oferta sem sangue. E “sem derramamento de sangue não há remissão”, pois “é o sangue que fará expiação pela alma” (Hb 9:22; Lv 17:11, ARC, PP, 71, 72).… Examinar bem o coração pode evitar que como Caim ofereçamos a Deus dons [dádivas] inúteis e inaceitáveis. CBASD, vol. 1, p. 224.

4Das primícias do seu rebanho. A oferta de Abel foi uma demonstração de fé. A oferta de Caim, em contraste, foi uma tentativa de obter a salvação pelas obras.CBASD, vol. 1, p. 225.

Agradou-se. Embora não seja revelada a maneira como Deus aceitou a oferta de Abel, ela consistiu na aparição de um fogo celestial para consumir o sacrifício, como ocorreu muitas vezes em épocas posteriores [ref. omitidas].CBASD, vol. 1, p. 225.

5Ao passo que de Caim e de sua oferta.Caim notou a ausência de qualquer sinal visível do agrado de Deus e da aceitação da oferta. O resultado foi uma ira ardente e profunda. … Caim não fez nenhuma tentativa de esconder sentimentos de desapontamento, insatisfação e ira. Sua face demonstrava o ressentimento.CBASD, vol. 1, p. 225.

6Por que andas irado? Fica aqui evidente, como nos v. 14 e 16, que Deus não deixou de ter contato pessoal com o ser humano quando o expulsou do jardim.CBASD, vol. 1, p. 225.

7Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta. Se Caim não mudasse, mas continuasse no caminho do mal, o pecado o dominaria. A frase “o pecado jaz à porta”(como um animal selvagem) é provavelmente um provérbio (ver 1Pe 5:8).CBASD, vol. 1, p. 225.

8Estando eles no campo.As obras de Caim “eram más, e as de seu irmão, justas”(1Jo 3:12). Foi por isso que Caim matou seu irmão. A inimizade entre o bem e o mal, predita por Deus antes da expulsão do jardim, era vista então pela primeira vez em sua forma mais horrível.CBASD, vol. 1, p. 226.

9Onde está Abel, seu irmão?Assim como ocorreu com Adão e Eva, Deus, então, foi atrás de Caim para pôr a transgressão na devida luz, a fim de despertar arrependimento em sua consciência culpada e crir nele um novo coração. Como Deus havia se dirigido aos pais de Caim com uma pergunta, fez o mesmo com ele. Os resultados, contudo, foram bem diferentes: Caim ousadamente negou sua culpa. A desobediência havia levado ao homicídio, ao qual ele acrescentava a mentira e o desafio, pensando cegamente que poderia ocultar de Deus o seu crime.CBASD, vol. 1, p. 227.

11És agora, pois, maldito. Alguns comentaristas têm interpretado esta passagem como indicando que Caim foi banido para uma região menos fértil. O contexto (v. 12, 14) parece favorecer essa explicação, ou talvez a ideia de que, pelo fato de Caim ter usado mal os frutos da terra, Deus não mais permitiria que ele ganhasse o sustento cultivando o solo. Alguém que é errante pela Terra (v. 14, 16), seja um pastor de ovelhas ou um nômade, não pode ser um agricultor bem-sucedido.CBASD, vol. 1, p. 227.

12Não te dará ele [o solo] a sua força. Caim estava condenado a vaguear perpetuamente a fim de conseguir alimento para si, para a família e o animais.CBASD, vol. 1, p. 227.

13Já não posso suportá-lo. Embora Caim merecesse a pena de morte, um Deus misericordioso e paciente lhe deu mais uma oportunidade de arrependimento e conversão. Mas, em vez de se arrepender, Caim reclamou da punição como sendo mais severa do que merecia.CBASD, vol. 1, p. 227.

14Quem comigo se encontrar. Caim se viu sem esperança de continuar vivo, com medo de que a maldição de Deus implicasse a retirada da restrição de sobre aqueles que buscassem vingar o sangue de Abel. Uma consciência culpada o advertia de que ele merecia morrer e que, daí em diante, sua própria vida estava em perigo.CBASD, vol. 1, p. 227.

15Assim. Em outras palavras, à declaração de Caim “Quem comigo se encontrar me matará”, Deus teria respondido “Não será assim”.CBASD, vol. 1, p. 228.

Sete vezes. Isto subentende uma penalidade severíssima para qualquer pessoa que assassinasse Caim … A vida de Caim e de seus descendentes devia ser uma demonstração do que o pecado faz nos seres racionais (PP, 78).CBASD, vol. 1, p. 228.

Um sinal. Alguns comentaristas veem nesse sinal uma marca exterior ligada à pessoa de Caim, enquanto outros creem que ele recebeu um sinal de Deus como uma garantia divina de que nada colocaria em perigo sua vida. O que quer que seja, não era um sinal do perdão de Deus, mas apenas uma proteção temporal.CBASD, vol. 1, p. 228.

17E coabitou Caim com sua mulher. A repentina menção da mulher de Caim não deve criar problema. Gênesis 5:4 declara que Adão “teve filhos e filhas”além dos três filhos cujos nomes são mencionados. Os primeiros habitantes da Terra não tinham outra escolha exceto se casarem com seus irmãos e irmãs a fim de cumprirem a ordem divina: “Sede fecundos, multiplicai-vos”(ver At 17:26). … Tais casamentos foram mais tarde proibidos (Gn 1:28; ver Lv 18:6-17).CBASD, vol. 1, p. 228.

Ela concebeu e deu à luz a Enoque. O fato de Deus não impedir que o desobediente e réprobo Caim tivesse descendentes é outra evidência de Seu caráter misericordioso (Sl 145:9; Mt 5:45). O nome “Enoque”pode significar “dedicação”ou “consagração”; pode também significar “iniciação”.CBASD, vol. 1, p. 228.

Caim edificou uma cidade. É digno de nota que a primeira “cidade” do mundo tenha sido fundada pelo primeiro assassino, um indivíduo perversamente impenitente cuja vida, completa e irreversivelmente dedicada ao mal, foi vivida em desafio a Deus. Foi alterado, assim, o plano de Deus de que o homem vivesse em meio à natureza, contemplando nela o poder do Criador. Muitos males atuais são resultado direto do agrupamento antinatural de seres humanos em grandes cidades, onde os piores instintos predominam e vícios de todos os tipos florescem.CBASD, vol. 1, p. 229.

18A Enoque nasceu-lhe Irade. O caráter de Enoque, filho de Caim, [e de seus descendentes] está em contraste tão acentuado com o do Enoque da linhagem de Sete, que é impossível identificar os dois como uma só pessoa.Quanto aos outros pares de nomes [Lameque, Matusalém,] a semelhança é apensa superficial. CBASD, vol. 1, p. 229.

19Lameque tomou para si duas esposas. Lameque foi o primeiro a perverter o casamento, tal como este fora estabelecido por Deus, transformando-o na concupiscência dos olhos e da carne, sem ter sequer o pretexto de que a primeira esposa não tivesse tido filhos. A poligamia foi um novo mal que ficou arraigado durante longos séculos. Os nomes das esposas de Lameque sugerem atração sensual: Ada significa “adorno”e Zilá significa “sombra”ou “tilintar”.CBASD, vol. 1, p. 229.

22Naamá.Não se sabe por que a irmã de Tubalcaim é especificamente mencionada. A tradição judaica a identifica como a esposa de Noé. Seu nome, que significa “a bela”ou “a agradável”reflete a mente mundana dos cainitas, que olhavam para a beleza, e não para o caráter, como o principal atrativo das mulheres.CBASD, vol. 1, p. 230.

23Matei um homem. As palavras de Lameque, em forma hebraica poética, têm sido apropriadamente chamadas de o “Cântico de Lameque”. Tanto quanto se saiba saiba, esse cântico constitui a primeira composição poética do mundo. É difícil saber o significado exato de suas palavras um pouco enigmáticas. Orígenes escreveu dois livros sobre o “cântico”e depois declarou que ele não podia ser explicado.CBASD, vol. 1, p. 230.

25Sete. Depois de relatar o desenvolvimento da ímpia família de Caim, o autor volta a Adão e Eva e repassa brevemente a história daqueles que foram fiéis a Deus. Pouco depois a morte de Abel nasceu um terceiro filho, a quem sua mãe deu o nome de Sete, Seth, o “nomeado”, a “compensação”ou o “substituto”, em lugar de Abel. Eva, tendo visto que seu filho piedoso estava morto e reconhecendo que as palavras de Deus com respeito ao descendente prometido não podiam encontrar cumprimento no amaldiçoado Caim, expressou sua fé de que o Libertador prometido viria através de Sete. Sua fé foi recompensada, pois os descendentes de Sete obedeceram ao Senhor.CBASD, vol. 1, p. 230.

26 Enos. Em seu tempo, iniciou-se um culto mais formal. As pessoas, é claro, haviam invocado o Senhor antes do nascimento de Enos, mas à medida que o tempo passava surgiu uma distinção mais evidente entre aqueles que adoravam ao Senhor e aqueles que O desafiavam. A expressão “invocar o nome do Senhor”é usada frequentemente no AT (Sl 79:6; 116:17; Jr 10:25; Sf 3:9) para indicar adoração pública, como ocorre aqui. CBASD, vol. 1, p. 230.

 

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GÊNESIS 3
15 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-3/

Gênesis 3 fala poderosamente a cada um de nós que as escolhas têm consequências eternas. A escolha de nossos primeiros pais no Jardim, junto à árvore, ainda impacta nosso mundo, milênios mais tarde. Nossas escolhas pessoais não só nos afetam, mas afetam também nossas famílias, amigos, colegas de trabalho e até mesmo as gerações vindouras.

Também é interessante observar que quando Adão e Eva pecaram, eles “coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.” (v 7 ARA). Eles aprenderam rapidamente a limitação das ações substitutivas. Existe apenas um remédio para o pecado – Jesus, o Cordeiro que foi morto.

O pecado produz desculpas e culpa. Toda mudança significativa é baseada em nossa escolha. Desculpas não produzem mudanças. A culpa apenas nos fecha em um comportamento destrutivo. A mudança ocorre quando cedemos aos sussurros do Espírito Santo e respondemos à iniciativa de Deus para nos salvar. No jardim, Deus tomou a iniciativa. Ele procurou o casal caído e graciosamente os atraiu de volta para seu coração amoroso. Ele fez isso por eles e o fará por nós também.

Mark Finley
Evangelista

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=273
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Áudio online – voz: Valesca Conty:

 



GÊNESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
15 de outubro de 2018, 0:10
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2027 palavras

[NC: Recomendamos com ênfase a leitura do Comentário Bíblico Adventista sobre Gênesis 3, de cujas 9 1/2 páginas extraímos aqui somente o material mais significativo.]

1 Disse à mulher. Usando a serpente como médium, Satanás achou um momento em que pôde se dirigir à mulher sozinha. Sempre é mais fácil persuadir uma pessoa a fazer algo errado quando ela está longe de um ambiente protetor. Tivesse Eva permanecido junto ao marido, sua presença teria sido uma proteção para ela, e a história sem dúvida teria tido uma sequência diferente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 213.

2 Do fruto das árvores do jardim podemos comer. … em vez de voltar as costas e correr para o marido, mostrou sinais de vacilação e dúvida e uma disposição para discutir o assunto um pouco mais com a serpente. CBASD, vol. 1, p. 213.

5 No dia …se vos abrirão os olhos. Satanás … acusou a Deus de: (1) Invejar a felicidade de Suas criaturas. … (2) Mentir. … A promessa “se vos abrirão os olhos” sugeria uma então presente limitação de visão que podia ser removida seguindo-se o conselho da serpente. CBASD, vol. 1, p. 214.

6 Vendo a mulher.Depois de terem sido despertadas na mulher a dúvida e a incredulidade com respeito à Palavra de Deus, a árvore lhe pareceu muito diferente. Três vezes é feita a menção de quão atrativa ela era: agradava ao paladar, aos olhos e ao anseio por mais sabedoria. O olhar para a árvore dessa forma, com o desejo de participar de seu fruto, foi uma concessão ao estímulo de Satanás. Em sua mente, ela já era culpada de transgredir o mandamento divino: “Não cobiçarás”(Êx 20:17). O ato de tomar o fruto e comer dele foi apenas o resultado natural de haver se colocado no caminho da transgressão. CBASD, vol. 1, p. 214.

Tomou-lhe do fruto.Havendo cobiçado aquilo a que não tinha direito, a mulher prosseguiu, transgredindo um mandamento após outro. A seguir ela roubou o que era propriedade de Deus, violando o oitavo mandamento (Êx 20:15). Comendo do fruto proibido e dando-o ao marido, transgrediu também o sexto mandamento (Êx 20:13). Então, quebrou o primeiro mandamento (Êx 20:3) porque colocou Satanás acima de Deus em consideração e obedeceu a ele em vez de ao Criador. CBASD, vol. 1, p. 214, 215.

E deu também ao marido. Observando que não havia morrido imediatamente – o que parecia confirmar a definida afirmação do sedutor: “Não morrereis” – Eva experimentou uma enganosa sensação de enlevo. Desejou que o marido também partilhasse dessa sensação. CBASD, vol. 1, p. 215.

E ele comeu. … o poder de persuasão da esposa aliado a seu próprio amor por ela, induziu-o a partilhar das consequências de sua queda, quaisquer que elas fossem. Em vez de esperar até que tivesse a oportunidade de discutir o trágico assunto com Deus, Adão decidiu tomar o destino em suas mãos. A queda de Adão é a mais trágica, porque ele não duvidou de Deus, nem foi enganado como Eva; agiu sob a segura expectativa de que a terrível ameaça de Deus se concretizaria. … Não foi a escolha de Eva, mas a deliberada escolha de Adão, na plena compreensão de uma ordem expressa de Deus, que tornou o pecado e a morte a sorte inevitável da humanidade. Eva foi enganada, mas o mesmo não ocorreu com Adão … Se Adão tivesse permanecido leal a Deus, apesar da deslealdade de Eva, a sabedoria divina teria resolvido o dilema e evitado o desastre para a raça humana. CBASD, vol. 1, p. 215.

7Abriram-se, então, os olhos de ambos. Que ironia há nessas palavras, que registram o cumprimento da ambígua promessa de Satanás! Abriram-se os olhos de seu intelecto e compreenderam que não mais eram inocentes. CBASD, vol. 1, p. 215.

9Onde estás? Deus … o chamou não porque ignorasse o seu esconderijo, mas para levá-lo à confissão. Adão procurou ocultar o pecado por trás das consequências deste e sua desobediência, por trás de seu senso de vergonha, declarando a Deus que havia se escondido devido ao embaraço da nudez. A consciência dos efeitos do pecado era mais aguçada que o senso de pecado em si. CBASD, vol. 1, p. 216.

12A mulher que me deste. A resposta de Adão para explicar seu embaraço foi uma desculpa tortuosa e evasiva que acabou sendo uma acusação contra Deus. A que ponto o caráter de Adão havia mudado no curto intervalo de tempo desde que enveredara pelo caminho da desobediência! O homem que havia amado tanto a esposa que intencionalmente violara o mandamento de Deus para não se separar dela, agora fala da esposa com fria e insensível antipatia, como “a mulher que me deste”. … Um dos amargos frutos do pecado é que o coração se torna duro, “sem afeição natural” (Rm 1:31). CBASD, vol. 1, p. 216.

13A serpente me enganou. Nenhum dos dois deu evidências de arrependimento. Existe, porém uma diferença notável entre a confissão de um e de outro. A mulher alegou que havia sido enganada; Adão admitiu tacitamente que seu ato havia sido deliberado, com pleno conhecimento das consequências.CBASD, vol. 1, p. 216.

14Comerás pó. Uma expressão figurativa. CBASD, vol. 1, p. 216.

15Entre a tua descendência e o seu descendente. Faz-se referência aqui ao conflito milenar entre a “descendência” ou os seguidores de Satanás (Jó 8:44; At 13:10; 1Jo 3:10) e o descendente da mulher. O Senhor Jesus Cristo é designado, por preeminência, como “o descendente” (Ap 12:1-5; cf. Gl 3:16, 19). Ele que veio para “destruir as obras do diabo” (Hb 2:14; 1Jo 3:8). CBASD, vol. 1, p. 217.

Este te ferirá a cabeça. Adão, que foi vice-rei de Deus na Terra enquanto permaneceu leal, havia cedido a autoridade a Satanás, ao transferir sua lealdade a Deus para a serpente. … Adão começou a perceber a extensão de sua perda quando, de governante deste mundo passou a ser um escravo de Satanás. Contudo, antes de ouvir o pronunciamento da sentença, o bálsamo da esperança foi aplicado à sua alma despedaçada. Para a mulher, a quem havia culpado pela sua queda, ele agora devia se voltar em busca do livramento – na espera pelo descendente prometido, em quem haveria poder para vencer o arqui-inimigo de Deus e do homem. CBASD, vol. 1, p. 218 e 218.

16O teu desejo será para o teu marido. A palavra heb. shuq, “desejo”, significa “correr atrás de de, ter ardente anseio por algo”, indicando o mais forte desejo possível. Embora governada pelo homem e torturada pelas dores do parto, a mulher ainda sentiria intenso desejo pelo marido. … Prece razoável concluir que esse “desejo” foi dado para aliviar as tristezas da feminilidade e unir ainda mais o coração do marido e da esposa. CBASD, vol. 1, p. 218.

Ele te governará. A mulher havia rompido seu relacionamento com o homem, o qual fora estabelecido por Deus. Em vez de ser uma auxiliadora “idônea”, ela havia se tornado sua tentadora. Portanto, seu status de igualdade com o homem foi afetado; ele havia governado como seu senhor e amo. As Escrituras descrevem a mulher como sendo “possuída”pelo homem. Entre a maioria dos povos não-cristãos a mulher tem estado sujeita, ao longo dos séculos, à degradação e, quase, à escravidão. Entre os hebreus, contudo, a condição da mulher era de distinta subordinação, mas não de opressão ou de escravidão. O cristianismo colocou a mulher na mesma plataforma que o homem no que diz respeito às bênçãos do evangelho (Gl 3:28). Embora o marido seja descrito como a cabeça do lar, os princípios cristãos devem levar o homem e sua esposa a uma experiência de verdadeira parceria, em que um seja tão devotado à felicidade e bem-estar do outro que nunca nenhum dos dois queira “governar”sobre o outro (ver Cl 3:18, 19). CBASD, vol. 1, p. 218, 219.

17Maldita é a terra. Deve ser notado, novamente, que Deus não amaldiçoou Adão nem sua esposa. As maldições foram pronunciadas somente sobre a serpente e a terra. Mas Deus disse a Adão: “Maldita é terra por tua causa”. CBASD, vol. 1, p. 219.

18A erva. A punição divina estipulava também uma mudança parcial na alimentação. Evidentemente se deve concluir que a quantidade e a qualidade dos cereais, castanhas e frutas originalmente dados ao homem foram, como resultado da maldição, reduzidos a tal ponto que ele precisaria buscar uma porçãoda alimentação diária nas ervas. Essa mudança também deve ter ocorrido, em parte, devido à perda de certos elementos que eram obtidos da árvore da vida, à mudança no clima e talvez, principalmente, à sentença de ter de trabalhar arduamente para obter sustento.CBASD, vol. 1, p. 219.

19No suor do seu rosto. O trabalho e o esforço desenvolvem o caráter e ensinam a humildade e a cooperação com Deus. Essa é uma das razões pelas quais a igreja cristã geralmente tem encontrado seus mais leais adeptos e defensores na classe trabalhadora.CBASD, vol. 1, p. 219.

Até que tornes à terra. O Senhor informou Adão que a sepultura era seu destino certo. Ele compreendeu, assim, que o plano da redenção (v. 15) não impediria a perda da vida presente, mas oferecia a certeza de uma nova vida. … A menos que, em misericórdia, fosse concedido um tempo de graça para o homem, a morte teria ocorrido instantaneamente. A justiça divina exigia a vida; a misericórdia divina concedeu uma oportunidade para restaurar essa vida. CBASD, vol. 1, p. 220.

20E deu o homem o nome de Eva a sua mulher. Este verso … mostra que Adão creu na promessa relativa ao descendente da mulher e manifestou essa fé no nome que deu à esposa. Eva hawwah, significa “vida”, e é aqui traduzida como zoepela LXX [versão em latina do AT efetuada antes do nascimento de Jesus]. … Em Gênesis 4:1, hawwah foi imperfeitamente transliterado como euapela LXX e daí vem a forma “Eva”em nossa língua.CBASD, vol. 1, p. 220.

Por ser a mãe.Adão deu, em fé, o nome “aquela que vive”à sua esposa… Em vez de chamá-la, em desânimo e desespero – como seria de se esperar naquelas circunstâncias – de “a mãe de todos os condenados à morte”, ele fixou os olhos, pela fé, em seu Juiz e, antes mesmo que ela desse à luz seu primogênito, chamou-a, com esperança, de “aquela que vive”. A fé de fato foi para ele “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1).CBASD, vol. 1, p. 220.

21Vestimenta de peles. O ritual dos sacrifícios, embora não seja especificamente mencionado aqui, foi instituído nessa ocasião (PP, 68; cf. DTN, 28). A história dos sacrifícios de Caim e Abel relatada no capítulo seguinte mostra que os primeiros filhos de Adão e Eva estavam bem familiarizados com esse ritual. Se Deus não tivesse comunicado regulamentos definidos quanto aos sacrifícios, Sua aprovação à oferta de Abel e desaprovação à de Caim teria sido arbitrária. O fato de Caim não acusar a Deus de parcialidade evidencia que tanto ele quanto o irmão sabiam o que era requerido.CBASD, vol. 1, p. 220.

22Como um de nós. Pela desobediência havia aprendido a diferença entre o bem e o mal, ao passo que Deus havia planejado que ele obtivesse esse conhecimento mediante a cooperação voluntária com a vontade divina.CBASD, vol. 1, p. 221.

Estenda a mão. Era então necessário impedir que o homem continuasse a participar do fruto da árvore da vida, a fim de que não se tornasse um pecador imortal (PP, 60).CBASD, vol. 1, p. 221.

24O refulgir de uma espada. A luz sempre foi um símbolo da presença divina. Como tal, oshekinah … Não havia uma espada literal guardando o portão do paraíso. O que havia era o que parecia ser o cintilante reflexo de luz de uma espada “que se revolvia”em todas as direções com grande rapidez – setas de luz refulgentes que irradiavam de um centro intensamente brilhante. … Essa luz viva e radiante não era nada senão a glória do shekinah, a manifestação da presença divina. Diante dela, durante séculos, os que eram leais a Deus se reuniam para adorá-Lo (PP, 62, 83, 84.).CBASD, vol. 1, p. 222.



GENESIS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de outubro de 2018, 0:10
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1928 palavras

1 Exército. A palavra “exército”, tsaba, denota todas as coisas criadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 202.

2 Descansou. O verbo “descansou”, shabath, significa, literalmente, “cessar”um trabalho ou atividade (ver Gn 8:22; Jó 32:1; etc.). … Deus não descansou porque precisa disso (ver Is 40:28). O descanso de Deus não foi resultado nem de exaustão nem de fadiga, mas de uma cessação de Sua ocupação prévia CBASD, vol. 1, p. 202.

3 E abençoou Deus o dia sétimo. A bênção sobre o dia sétimo subentendia que, dessa forma, ele era declarado objeto especial do favor divino e um dia que traria bênçãos a Suas criaturas. CBASD, vol. 1, p. 203.

E o santificou. O ato de santificação consistiu numa declaração de que o dia foi santo, ou separado para propósitos santos. … O sábado semanal do sétimo dia tem sido frequentemente considerado uma instituição para a dispensação judaica, mas o relato inspirado declara que ele foi instituído mais de dois mil anos antes do nascimento do primeiro israelita (um descendente de Jacó, ou Israel). Há, além disso, a palavra do próprio Jesus, ao declarar: “O sábado foi feito por causa do homem”(Mc 2:27), indicando claramente que esta instituição não foi estabelecida apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. CBASD, vol. 1, p. 203.

Porque nele descansou. Deus não poderia ter razão mais elevada para ordenar o descanso no sétimo dia do que o fato de que, ao assim fazê-lo, o homem pudesse desfrutar a oportunidade de refletir sobre o amor e bondade de seu Criador, e tornar-se semelhante a Ele. … O sábado requer a abstenção do trabalho físico comum e a devoção da mente e do coração às coisas santas. … Os evangelhos atestam que ele foi usado dessa forma por cristo e pelos apóstolos (Lc 4:16; At 17:2; 18:4) e que deveria continuar a ser observado pelos cristãos após a conclusão do ministério terrestre de Cristo (Mt 24:20). O fato de que o sábado continuará a ser celebrado na nova Terra como dia de adoração (Is 66:23) é uma clara indicação de que Deus nunca planejou ter sua observância transferida para outro dia. … A rejeição do sábado é uma rejeição ao Criador e abre as portas para todo tipo de falsas teorias. CBASD, vol. 1, p. 203, 204.

4 Esta é a gênese. A palavra “gênese”,toledoth, é geralmente usada em referência à história familiar de uma pessoa, isto é, ao nascimento de seus filhos (ver Gn 5:1; 6:9; 11:10; etc.). … Um comentarista sugere que “gênese” se refere adequadamente à “história ou relato de sua produção”. CBASD, vol. 1, p. 204.

5 Nenhuma planta. Os v. 4-6 antecipam a criação do homem (v. 7), ao descrever brevemente a aparência da superfície, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes do momento em que ele foi trazido à existência no sexto dia da semana da criação. Ali estava o paraíso perfeito, onde só faltava alguém “para lavrar o solo”. CBASD, vol. 1, p. 204.

6 Uma neblina. Podemos pensar em “neblina” como sinônimo de “orvalho”. O fato de as pessoas to tempo de Noé zombarem da ideia de que chuva vinda do céu pudesse trazer destruição à Terra, no dilúvio, e de Noé ser elogiado por crer em “acontecimentos que ainda não se viam” (Hb 11:7) indica que a chuva era desconhecida para os antediluvianos (ver PP, 96-97). CBASD, vol. 1, p. 205.

7 Do pó da terra. O fato de o homem ser composto por materiais derivados do solo, elementos da terra, é confirmado pela ciência. A decomposição do corpo humano após a morte dá testemunho disso. CBASD, vol. 1, p. 205.

O fôlego de vida. “Fôlego”, neshamah. Vindo da Fonte de toda a Vida, o princípio vital entrou no corpo inanimado de Adão. É dito que o meio pelo qual a centelha da vida foi transferida para seu corpo foi o “sopro”de Deus. … Ao ser comunicado ao homem, o “fôlego” é equivalente à sua vida; é a própria vida em si Is 2:22). CBASD, vol. 1, p. 205.

Alma vivente. Quando o divino “fôlego”(neshamah) de vida foi infundido na escultura inanimada do homem, este se tornou uma “alma”(nefesh) vivente. … Note que a nefesh é feita por Deus (Jr 38:16), pode morrer (Jz 16:30), ser morta (Nm 31:19), ser devorada (metaforicamente, Ez 22:25), ser resgatada (Sl 34:22) e ser refrigerada (Sl 19:7). Nada disso se aplica ao esírito, ruah, o que indica claramente a grande diferença entre os dois termos. É óbvio, diante disso, que a tradução “alma”para a palavra nefesh em Gn 2:7 não é apropriada, especialmente quando se tem em vista a expressão comumente usada “alma imortal”. Embora popular, esse conceito é alheio à Bíblia. A passagem pode corretamente ser traduzida da seguinte forma: “O homem se tornou um ser vivente”(NVI). Quando “alma”é considerada sinônimo de “ser”, alcança-se o significado bíblico de nefesh presente nesta passagem. CBASD, vol. 1, p. 206.

8 E plantou o Senhor Deus um jardim. A localização do Éden é desconhecida. O dilúvio alterou de tal forma as características físicas da terra, que se tornou impossível a identificação atual de locais existentes antes dessa catástrofe. CBASD, vol. 1, p. 206.

9 Árvore do conhecimento do bem e do mal. O artigo definido “o” antes da palavra “conhecimento” significa que a árvore não podia fornecer todo e qualquer tipo de conhecimento, ms apenas certo tipo: o triste conhecimento do “mal”, em contraste com o “bem”. CBASD, vol. 1, p. 207.

10 Um rio. Muitos eruditos têm feito grande esforço em tentar esclarecer os v. 10-14, mas, provavelmente, nunca seja encontrada uma explicação satisfatória , porque a superfície da Terra após o dilúvio tem pouca semelhança com o que era antes. Uma catástrofe de tal magnitude capaz de fazer surgir elevadas cadeias de montanhas e formar vastas áreas oceânicas dificilmente teria deixado intactos acidentes geográficos menores como rios. Portanto, não se pode ter esperanças de identificar locais antediluvianos pelos acidentes geográficos atuais da Terra, a menos que a inspiração o faça para nós (PP, 105-108). CBASD, vol. 1, p. 207.

11 Pisom. O nome do primeiro rio, Pisom, é desconhecido em qualquer fonte extrabíblica, e mesmo na própria Bíblia esse nome não é mencionado em nenhuma outra parte. As opiniões dos eruditos que identificam esse rio com o Indo ou o Ganges na Índia, com o Nilo no Egito, ou com rios da Anatólia, são infundadas. CBASD, vol. 1, p. 207.

13, 14. Giom… Tigre…Eufrates. Com respeito aos v. 13 e 14, ver o com. do v. 10. CBASD, vol. 1, p. 207.

17 Da árvore do conhecimento do bem e do mal.É fútil especular sobre que tipo de fruto essa árvore produzia, uma vez que isso não foi revelado. A própria presença dessa árvore no jardim revelava que o homem era um agente moral livre. O serviço do homem não era forçado; ele podia obedecer ou desobedecer. A decisão era dele. CBASD, vol. 1, p. 208.

No dia em que dela comeres.O pronunciamento divino “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”, ou, literalmente, “morrendo, morrerás”, significa que no dia da transgressão a sentença seria pronunciada. O homem passaria do status de imortalidade condicional para o de mortalidade incondicional. … a separação da fonte da vida só podia trazer, inevitavelmente, a morte. Os mesmos princípios ainda são válidos. A punição e a morte são resultados certos da livre escolha, por parte do homem, de se colocar em rebelião contra Deus. CBASD, vol. 1, p. 209.

18 Uma auxiliadora que lhe seja idônea. Isto é, apropriada a suas necessidades; para complementá-lo. CBASD, vol. 1, p. 209.

19 Todos os animais do campo. Moisés está registrando não o momento, mas simplesmente o fato da criação dos animais. CBASD, vol. 1, p. 209.

Trouxe-os ao homem. Adão devia estudar esses animais e se envolver na importante tarefa de lhes dar nomes apropriados, exercício este que requeria compreensão dos mesmos e de seus hábitos. Isso o qualificaria ou, talvez, demonstraria que ele estava qualificado para governá-los. Ao mesmo tempo, ele perceberia a via familiar que desfrutavam e, assim, sua própria falta de uma companhia. Reconhecendo também que Deus o havia criado infinitamente mais elevado que os animais, perceberia que não era possível escolher essa companhia entre eles. Para que a formação da mulher preenchesse totalmente o propósito do Criador, Adão precisava sentir sua própria incompletude e sua necessidade de companhia – em outras palavras, que não era bom que ele permanecesse só. CBASD, vol. 1, p. 209.

20 Não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea.O estudo que Adão fez da criação animal lhe proporcionou considerável conhecimento, mas não satisfez seu anseio pela companhia de outro ser que fosse igual a ele. Este fato indica a participação igual que a mulher devia desfrutar com o homem. CBASD, vol. 1, p. 209.

22 Transformou-a numa mulher.A costela de Adão constituiu o material básico do qual sua companheira foi “construída”. A mulher foi formada para ter uma unidade inseparável e um companheirismo por toda a vida com o homem, e o modo de sua criação devia lançar o alicerce para a ordenança moral do matrimônio. … O matrimônio é um tipo [símbolo] do companheirismo de amor e vida que existe entre o Senhor e Sua igreja (Ef 5:31, 32). CBASD, vol. 1, p. 210.

E lha trouxe. O próprio Deus solenizou o primeiro casamento. Após criar a mulher, Ele a levou até Adão, que, àquela altura, já devia ter despertado de seu profundo sono. Como Adão era o “filho de Deus”(Lc 3:38), assim Eva podia ser, com propriedade, chamada de a filha de Deus; e como seu Pai, Deus a levou a Adão e a apresentou a ele. CBASD, vol. 1, p. 210.

23 Esta, afinal, é osso dos meus ossos.Adão, reconhecendo nela a companheira desejada, recebeu-a alegremente como noiva e expressou sua alegria numa exclamação poética. As palavras “esta, afinal” refletem sua agradável surpresa quando viu na mulher a realização do desejo de seu coração. O fato de ele ter repetido três vezes o pronome “esta”(no hebraico), aponta vividamente para aquela sobre quem, com feliz assombro, seus olhos então repousam com a intensa emoção do primeiro amor. … Elea devia amar daí em diante como a seu próprio corpo, pois, amando-a, estaria amando a si mesmo. O apóstolo Paulo enfatiza essa verdade (Ef 5:28). CBASD, vol. 1, p. 210.

Chamar-se-á varoa.O nome que Adão deu a sua recém-criada companheira refletia o modo como Deus a criara. A palavra heb. ’ishah, “mulher”, é formada pela palavra ’ish,“homem”, com a terminação feminina. A palavra inglesa “woman” (do anglo saxão wife-man) está relacionada à palavra “man”da mesma forma. O mesmo ocorre em várias línguas. CBASD, vol. 1, p. 210.

24 Deixa o homem pai e mãe… tornando-se os dois uma só carne. Estas palavras expressam a mais profunda unidade física e espiritual de um homem e de uma mulher, e exaltam a monogamia diante do mundo como a forma de casamento ordenada por Deus. Gênesis 2:24 não recomenda um abandono do dever filial e do respeito para com o pai e a mãe, mas se refere primariamente ao fato de que a esposa de um homem deve estar em primeiro lugar em suas afeições e de que seu primeiro dever é com ela. Seu amor a ela deve exceder, mas certamente não substituir, o apropriado amor aos pais. CBASD, vol. 1, p. 210.

Tornando-se uma só carne. A unidade entre marido e mulher é expressa em palavras inequívocas, pois existe entre ambos uma unidade de corpos, uma comunidade de interesses e uma reciprocidade de afeições. É significativo o fato de que Cristo usa exatamente esta passagem em Sua forte condenação ao divórcio (Mt 19:5). CBASD, vol. 1, p. 210,211.

25 Estavam nus. Adão e Eva não tinham necessidade nenhuma de roupas materiais, pois ao seu redor o Criador havia colocado um manto de luz, um manto simbólico de Seu próprio caráter justo, que era perfeitamente refletido neles. Quando a imagem moral do Criador novamente se refletir em Seus filhos e filhas terrenos, Ele voltará para reclamá-los como Seus (ver Ap 7:9; 19:8; PJ, 69, 310). Esse manto branco de inocência é a veste com a qual os salvos da Terra estarão trajados quando adentrarem os portões do paraíso. CBASD, vol. 1, p. 211.



GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
13 de outubro de 2018, 0:10
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2124 palavras

1 No princípio. Estas palavras lembram o fato de que tudo que é humano tem um princípio. Somente Aquele que está entronizado como Senhor soberano do tempo não tem princípio nem fim. … Nada se sabe sobre o método da criação além da concisa declaração de Moisés: “Disse Deus”e “assim se fez”, que é a misteriosa e majestosa nota dominante no hino da criação. Estabelecer como a base de raciocínio que Deus deve ter feito desta ou daquela forma ao criar o mundo, pois do contrário as leis da natureza teriam sido violadas, é escurecer os desígnios de Deus com palavras sem conhecimento. Além disso, essa atitude abre espaço para o ceticismo que sempre insiste no fato do registro mosaico não ter credibilidade porque supostamente viola as leis da natureza Por que colocar a sabedoria humana acima do que está escrito? … Quando o vasto campo da especulação propicia vaguear por áreas desconhecidas de tempo e espaço, o melhor a fazer é enfrentar a situação com a simples resposta; “Está escrito”. Sempre há segurança dentro dos limites protetores das aspas de uma citação da Escritura. CBASD – Comentário BíblicoAdventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 187, 188.

Criou Deus. O verbo “criar” vem do hebraico ‘bara, que na forma aqui usada descreve uma atividade de Deus, nunca do ser humano. … As primeiríssimas palavras da Bíblia apontam para o fato de que a criação traz a marca da atividade do próprio Deus. CBASD, vol. 1, p. 188.

2 Sem forma e vazia. Mais precisamente, “desolada e vazia”, tohu wabohu.CBASD, vol. 1, p. 189.

Havia trevas sobre a face do abismo. A palavra “abismo” [tehom], proveniente de uma raiz que significa “rugir”e “bramir”, é frequentemente aplicada às águas que rugem, às ondas que bramam, ou à inundação, e, portanto, às profundezas do mar (Sl 42:7; Êx 15:5; Dt 8”7; Jó 28:14; 38:16). … O relato bíblico mostra que originalmente não havia luz na terra e que a matéria na superfície estava em estado fluido, porque nesse verso a frase “a face do abismo”está em paralelo com “as águas”, ou “a face das águas”. CBASD, vol. 1, p. 189.

O Espírito de Deus pairava. “Espírito”, ruah. Em harmonia com o uso bíblico, o Espírito de Deus é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. Desse ponto em diante, ao longo de toda a Escritura, o Espírito de Deus tem o papel de agente divino em todos os atos criadores, quer na Terra, na natureza, na igreja, na nova vida ou no novo homem. … A obra do Espirito de Deus deve ter alguma ligação com a atividade que estava para se iniciar: criar ordem a partir o caos. O Espírito de Deus já estava presente, pronto para agir logo que a ordem fosse dada. Essa é precisamente a obra que o Espírito Santo tem feito. Esse agente divino sempre esteve presente para auxiliar na obra de criação e de redenção, para reprovar e fortalecer almas desobedientes, para confortar os tristes e para apresentar as orações do crente de forma aceitável a Deus. CBASD, vol. 1, p. 189.

3 Disse Deus. O relato de cada um dos seis dias da criação se inicia com essa declaração. … Alguns tem se ofendido com a frase “disse Deus”, por achar que ela torna Deus demasiado semelhante a um ser humano. Mas como o escritor inspirado poderia ter transmitido a mentes finitas o ato da criação realizado pelo Deus infinito, a não ser usando termos que o ser mortal pudesse compreender? CBASD, vol. 1, p. 190.

Haja luz. Sem luz não poderia haver vida, e quando o Criador começou a obra de produzir ordem a partir do caos e introduzir várias formas de vida vegetal e animal na Terra, era essencial que houvesse luz. A luz é uma forma visível de energia , que por sua ação sobre as plantas, transforma elementos e compostos inorgânicos em alimento para o ser humano e para os animais. … A luz é um símbolo da presença divina. Como a luz física é essencial à vida física, a luz divina é necessária para que os seres racionais tenham vida espiritual e moral. “Deus é luz” (1Jo 1:5); e, àqueles em cujo coração está em processo a obra que os recria à semelhança divina. Ele vem novamente hoje, ordenando que fujam das sombras do pecado, da incerteza e do desânimo, ao dizer: “Haja luz”. CBASD, vol. 1, p. 190.

4 E viu Deus. Esta expressão, repetida seis vezes (v. 10, 12, 18, 21, 25, 31), transmite em linguagem humana uma atividade de Deus – a avaliação de cada ato particular da criação como alg que cumpre totalmente o plano e a vontade do Criador. Como o ser humano que contempla e examina o produto de seus esforços e declara que cumpre seus planos e propósitos, Deus também declara, após cada ato criador, que o produto de Sua atuação está perfeitamente de acordo com Seu plano.CBASD, vol. 1, p. 190.

5. Houve tarde a manhã, o primeiro dia. Muitos eruditos têm interpretado essa expressão como um longo e indefinido período de tempo, crendo que algumas das atividades dos dias seguintes, como a criação das plantas e dos animais, não poderiam ter sido realizadas dentro de um dia literal. Ele pensam ter uma justificativa para essa interpretação nas palavras de Pedro: “para o Senhor, um dia é como mil anos”(2Pe 3:8). Que esse texto não pode ser usado para se averiguar a extensão dos dias da criação fica óbvio quando se lê o restante do verso: “e mil anos, como um dia”. O contexto das palavras de Pedro deixa claro que ele enfatiza a independência de Deus em relação ao tempo. O Criador pode fazer em um dia a obra de mil anos, e um período de mil anos, que é um longo tempo para os que esperam que os juízos de Deus se cumpram, pode ser considerado por Ele como apenas um dia. O Salmo 90:4 transmite a mesma ideia. A declaração literal: “Foi tarde [com as horas sucessivas da noite] e foi manhã [com as horas sucessivas do dia], dia um”, é claramente a descrição de um dia astronômico, isto é, um dia com a duração de 24 horas. … os hebreus, que nunca tiveram dúvidas quanto ao significado dessa expressão, começavam o dia com o pôr do sol e o terminavam com o pôr do sol do dia seguinte (Lev 23:32; Dt 16:6). Além disso, a linguagem do quarto mandamento não deixa dúvidas quanto ao fato de a tarde e a manhã do relato do relato da criação serem as etapas que compõem um dia na terra. O mandamento, reportando-se em palavras inequívocas à semana da criação, declara: “Porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou”(Êx 20:11). A tenacidade com que muitos comentaristas se apegam à ideia de que os dias da criação foram longos períodos de tempo, e mesmo milhares de anos, em grande parte encontra explicação no fato de que eles tentam fazer com que o relato da criação se harmonize com a teoria da evolução. Geólogos e biólogos têm ensinado as pessoas a crerem que a história primitiva da Terra abrange milhões de anos, nos quais as formações geológicas foram vagarosamente tomando forma e as espécies vivas, evoluindo. Ao longo de suas páginas, a Bíblia contradiz a teoria da evolução. A crença numa criação divina e instantânea como resultado de palavras pronunciadas por Deus se encontra em completa oposição à teoria defendida pela maioria dos cientistas modernos, de que o mundo, com tudo o que há nele, veio à existência por meio de um vagaroso processo de evolução que durou eras incalculáveis. Outra razão pela qual muitos comentaristas declaram que o dias da criação foram longos per[iodos de tempo é a rejeição do sábado. … As Escrituras falam claramente de sete dias de criação (Êx 20:11), e não de períodos de duração indefinida. Portanto, somos compelidos a declarar enfaticamente que o primeiro dia da criação, indicado pela expressão hebraica “foi tarde, foi manhã, dia um”, consistiu de um dia de 24 horas. CBASD, vol. 1, p. 190- 192.

6 Firmamento. As “águas sobre o firmamento”(v. 7) geralmente são consideradas pelos comentaristas como sendo vapor d’água. As condições da Terra originalmente perfeita eram diferentes das de hoje. CBASD, vol. 1, p. 192.

12 A terra, pois, produziu. A vegetação do terceiro dia brotou do solo. Isso não significa que o poder para produzir plantas vivas estava no solo. A ideia de geração espontânea é tão alheia às Escrituras como o é à ciência. CBASD, vol. 1, p. 192.

14 Haja luzeiros. A palavra “luzeiros”, me’oroth, não é a mesma que “luz”, ‘or, dos v. 3 e 4. Significa fontes de luz, portadores de luz, luminares. A expressão que os descreve como estando localizados no firmamento, ou na expansão dos céus, é usada porque é lá que os habitantes da Terra os veem. CBASD, vol. 1, p. 193.

Parasinais. Alguns têm pensado, equivocadamente, que os corpos celestes têm também o propósito de determinar o destino individual das pessoas. Astrólogos têm recorrido ao v. 14 para justificar sua prática. Contudo, a Bíblia condena tão vigorosamente [ver Jr 10:2; Is 47:13, 14] qualquer forma de adivinhação e leitura da sorte, que deve ser enfaticamente rechaçada a ideia de que Deus designou o sol a lua e as estrelas para servirem de guia aos astrólogos na predição do destino e dos negócios humanos. CBASD, vol. 1, p. 193.

15 Paraluzeiros. Não para introduzirem a luz pela primeira vez neste mundo, pois Deus ordenou a existência da luz no primeiro dia, mas a fim de servirem como instrumentos permanentes para a distribuição da luz neste planeta. CBASD, vol. 1, p. 194.

16 E fez também as estrelas. A palavra “fez” foi acrescentada. … As “estrelas”, embora já criadas anteriormente, são aqui mencionadas de passagem por Moisés, uma vez que ele está discutindo os luminares dos céus. CBASD, vol. 1, p. 194.

20 Seres viventes. O original desta frase, nefesh hayyah, faz uma clara distinção entre os animais e a vegetação criada dois dias antes. CBASD, vol. 1, p. 194.

25 Segundo a sua espécie. Estas palavras inspiradas contradizem a teoria da evolução, a qual declara que as formas mais elevadas de vida se desenvolveram das inferiores, e sugere ainda ser possível produzir matéria viva a partir da terra inanimada. Ao passo que estudos científicos confirmam a declaração bíblica de que todos os organismos vivos são feitos da terra, pois não contém nenhum elemento além dos que a terra possui, os cientistas nunca conseguiram produzir, a partir da matéria inanimada, uma única célula capaz de viver e reproduzir sua espécie. CBASD, vol. 1, p. 196.

26 Façamos o homem. A terceira pessoa do plural era quase unanimemente considerada pelos teólogos da igreja primitiva como um indicador das três pessoas da Divindade. … A palavra “homem”, no hebraico, é ‘adam, o próprio vocábulo que Deus empregou ao dar nome ao pai da raça humana (Gn 5:2). CBASD, vol. 1, p. 197.

À nossa imagem. “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter”(PP, 45). Essa imagem era especialmente evidente em termos de sua natureza espiritual. Ele se tornou uma “alma vivente”, ou seja, um ser vivo dotado de livre-arbítrio, uma personalidade autoconsciente. Essa natureza refletia a santidade divina do Criador até que o pecado empalideceu tal semelhança. É somente através de Cristo, o resplendor da glória de Deus e a “expressão exata do Seu ser”(Hb 1:3), que natureza humana é novamente transformada à imagem de Deus (Cl 3:10; Ef 4:24). CBASD, vol. 1, p. 197.

Homem e mulher. Um novo elemento é introduzido na informação dada sobre a criação do homem ao se mencionar a diferença de sexos. As duas palavras, “homem”e “mulher”, são traduções de adjetivos hebraicos que indicam os dois sexos. CBASD, vol. 1, p. 198.

28 E lhes disse. Este verso contém a primeira revelação de Deus ao homem. CBASD, vol. 1, p. 198.

29 Todas as ervas. Não era a vontade de Deus que o homem matasse animais para alimento, ou que os animais devessem ser predadores uns dos outros. Consequentemente, a destruição violenta e muitas vezes dolorosa da vida por parte do ser humano e dos animais é resultado da entrada do pecado no mundo. Foi somente após o dilúvio que Deus deu ao homem permissão par comer a carne de animais (ver Gn 9:3). … O fato de nenhum animal de qualquer tipo comer carne, no princípio, pode ser inferido dos anúncios proféticos de Isaías 11:6-9 e 65:25 sobre as condições da nova terra, onde a cessação do pecado e a completa transformação do mundo no reino de Deus serão acompanhadas pelo fim da matança de qualquer das criaturas de Deus.CBASD, vol. 1, p. 199.

31 E eis que era muito bom. A aplicação do termo “bom”a tudo o que Deus havia feito e a repetição da palavra acompanhada pela expressão enfática “muito”, no final da criação, sendo o ser humano sua coroa e glória, indica que nada imperfeito havia saído das mãos de Deus. Esta expressão de admiração exclui inteiramente a possibilidade de qualquer imperfeição na criação ter sido responsável pela fraqueza demonstrada por Adão e Eva diante da tentação. CBASD, vol. 1, p. 199.