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1208 palavras
1-55 Em cumprimento à sua promessa em 28.15, O Senhor levou Jacó de volta à Terra Prometida com grande riqueza às custas e Labão e acima da oposição do mesmo (v. 42). Deus permaneceu firme às suas promessas, apesar das maquinações de Jacó e da idolatria pagã de sua casa (v. 19; 28.20) (Bíblia de Genebra).
1-3 Jacó “ouvia”, “reparou”, e, então, Deus falou. Todos os sentidos dispararam o alarme da mudança da situação. Os filhos de Labão, que aparecem pela primeira vez na história, reclamam do estrangeiro (Andrews Study Bible).
3 Torna à terra. A partida de Jacó e seus filhos de Padã-Arã prenuncia o êxodo das doze tribos de Israel do Egito; eles vão em resposta a um chamado de Deus para adorar na terra de Canaã (vs. 3,13; cf Êx 3:13-18); eles despojam o inimigo de sua riqueza (v. 9; cf Êx 12:35-36); eles são perseguidos por forças superiores e salvos por intervenção divina (vs 21-42; cd Êx 14:5-31). Estes exemplos do Antigo testamento, por sua vez, apontam para a peregrinação do Novo Israel, a igreja (1Co 10-1-4) (Bíblia de Genebra).
4 Então, Jacó mandou vir. Jacó finalmente começou a responder a Deus com pronta obediência (cf 12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
4-15 Esta é a primeira vez que Lia e Raquel concordam com um plano de ação. O retorno a Canaã não é somente uma necessidade (devido à alteração das condições), mas também uma resposta à ordem de Deus, que (como sempre) é seguida de uma promessa divina (ver 12:1-2) (Andrews Study Bible).
7 dez vezes. O número dez significava plenitude; Jacó talvez esteja deplorando a magnitude da desonestidade de Labão (Bíblia de Genebra).
9 Deus tomou. Através de seu comportamento desonesto para com Jacó, Labão ficou sujeito à maldições da aliança (12.3; 27.29) (Bíblia de Genebra).
15 consumiu tudo o que nos era devido. Esta frase ocorre em contextos sociais semelhantes nos textos mesopotâmicos de Nuzi (c. 1500 a.C). legalmente, pelo menos parte da compensação recebida pelo pai quando cedia a filha em casamento deveria ser dada à própria filha (Bíblia de Genebra).
17-21 Note a descrição completa da visão divina, comparada à breve visão no v. 3 (Andrews Study Bible).
19 ídolos do lar. Ídolos pequenos, portáteis, associados frequentemente com deuses ancestrais ou padroeiros. Estes ídolos domésticos eram muito importantes, e seu desaparecimento significava problemas. Uma vez que eles eram parte da herança, pode ser que Raquel os considerava como seu direito de herança – especialmente considerando que elas não tinham recebido nada (vs. 14-15) (Andrews Study Bible).
Os ídolos, que Raquel furtara, eram “terafins”, ou “deuses domésticos”, pertencentes a Labão (cf 30). Os tabletes de Nuzi indicam que os “terafins” provavam então, que os possuidores eram os legítimos herdeiros. É provável que Labão não tivesse nenhum herdeiro varão ao tempo da vinda de Jacó para sua casa. Uma vez casado com suas filhas, Jacó deveria, naturalmente, ser admitido como filho adotivo e herdeiro. Entretanto, posteriormente nasceram filhos a Labão (31.1) e os costumes de então estabeleciam que os filhos tivessem precedência sobre os adotivos. Transparece, na descrição dos fatos, que Raquel estava determinada a tudo fazer no sentido de que se mantivessem os direitos do esposo e dos descendentes. Jacó estava na plena ignorância dos atos de Raquel. Ele deveria estar consciente do direito de primogenitura em sua própria família, isto é, de Isaque (Bíblia Shedd).
23 seus irmãos. Labão tinha superioridade militar [cf. v. 29] (Bíblia de Genebra).
24 veio Deus. Deus soberanamente protegeu Jacó, assim como tinha feito com Abraão (12.17; 20.3) e Isaque (26.8) (Bíblia de Genebra).
25-42 O diálogo entre Labão e Jacó é cheio de acusações e suposições. Labão foi muito longe para encontrar seus ídolos caseiros, mas não pôde encontrá-los devido à esperta ação de Raquel. De acordo com as leis posteriores sobre menstruação (Lev. 15:19-23), uma audiência judia poderia ver o humor implícito: Raquel, argumentando menstruação, estava, na verdade, ridicularizando estes deuses (Andrews Study Bible).
27 alegria… harpa. Novamente, Labão apelou para o costume (cf 29.26), desta vez reclamando que o ritual costumeiro de despedida não havia sido seguido (cf 24.60) (Bíblia de Genebra).
35 regras das mulheres. O período menstrual. A lei mosaica vai, mais adiante, especificar que as mulheres nessa condição eram cerimonialmente impuras (Lv 15.19-24). Assim como no cap. 27, o filho mais novo havia enganado seu pai (Bíblia de Genebra).
39 sofri o dano. De acordo com as leis antigas que especificavam as responsabilidades dos pastores, como as que estão no código de Hamurábi (c. 1750 a.C.), Jacó não deveria ser responsável pelas perdas (Bíblia de Genebra).
38-41 Jacó conseguiu excelente folha de serviços, como pastor de ovelhas. O Código de Amurabe (contemporâneo) estabelecia que o pastor teria de fornecer uma lista dos animais que lhe fossem confiados. Alguns poderiam ser usados para alimentação; ele não ficava responsável pelos que fossem devorados pelos leões ou mortos pelos raios. Do pastor, porém, esperava-se que devolvesse o rebanho com razoável incremento e que pagasse em dobro as ovelhas que se tivessem perdido por negligência. Os versículos que seguem ficam bem esclarecido em face do referido Código (Bíblia Shedd).
43-55 A despeito da atitude agressiva de Labão, Jacó e seu sogro entram em concerto que resolve a questão entre eles. Uma pedra é estabelecida como uma coluna (28:11, 18; 35:14,20), e uma pilha de pedras é juntada. Seu nome é incluído tanto em aramaico (a provável língua de Labão) e em hebraico, para funcionar como testemunha (Andrews Study Bible).
42 O Temor de Isaque, ou “aquele que atemoriza Isaque” (Bíblia de Genebra).
O comportamento decisivo apresentado por Jacó em sua amarga argumentação, consistia em asseverar que Deus tinha pronunciado uma sentença e condenado os atos de Labão. Tal maneira de arrazoar levou Labão a propor o estabelecimento de uma aliança com Jacó (cf v. 44) (Bíblia Shedd).
43 tudo que vês é meu. A reivindicação de Labão mostra que o temor de Jacó era justificado (v. 31) (Bíblia de Genebra).
46 A antiga praxe de tomar uma refeição para firmar um compromisso é bem conhecida. Posteriormente, oferecia-se também um sacrifício, o qual se fazia acompanhar de uma festa de ação de graças (54). mediante a participação no sacrifício e os compromissos mutuamente assumidos, não se podia admitir nenhuma violação (cf também 26.30) (Bíblia Shedd).
47 Jegar-Saaduta, frase aramaica que significa “monte/pilha do testemunho”. Galeede [Gileade] é palavra hebraica equivalente (Bíblia Shedd).
49 Mispa, “posto de vigilância”. A ereção de uma coluna ou “monte” tinha por objetivo indicar que ficava estabelecida uma linha divisória através da qual nenhum dos compromissados haveria de passar com intuitos hostis (Bíblia Shedd).
50 tomares outras mulheres além delas. A família de Tera dava valor à estrutura familiar, em contraste com os cananeus (24.3-4; 26.34-35; 27.46; 28.9). Esta proibição era comumente encontrada em contratos de casamento do antigo Oriente Próximo (Bíblia de Genebra).
53 O Deus de Abrãao… Naor… pai. Labão, o pagão, aparentemente considerava o Deus de Abraão como um dos deuses de sua família. Tera, o pai de Abrão e Naor, foi provavelmente um adorador da lua em Ur (11.27; Js 24.14) (Bíblia de Genebra).
54 Irmãos nesta passagem poderá ter a significação de parentes próximos referindo-se, provavelmente, aos filhos de Labão. O termo “filhos” em hebraico (55) não raro inclui todos os filhos e, neste caso, os netos de Labão. Pelo menos nesta fuga, Jacó não deixara um parente ou irmão tão ofendido que precisaria temer por sua vida, como foi no caso de Esaú. Foi uma lição de fé para Jacó, ouvir como Deus tinha advertido a Labão para não vingar-se. Não foi a astúcia de Jacó, mas o cuidado de Deus que o salvara (29.31) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-30/
A disfunção familiar é escandalosa em Gênesis 30: rivalidade entre irmãos, poligamia, ciúmes, manipulação e controle, subornos, raiva – está tudo lá!
Por exemplo, considere a exigência de Raquel: “Dê-me filhos ou eu morrerei”. A identidade de Rachel se baseava no fato de ela ter ou não filhos. Buscando satisfazer suas próprias necessidades, ela impôs exigências impossíveis ao marido frustrado. Sua felicidade foi baseada em circunstâncias externas que ela não podia controlar. Se ela não conseguisse o que queria, então ela preferia morrer.
“Dê-me o que eu preciso ou não serei feliz.” “Dê-me o que eu quero ou então …” Motivos trágicos que expõem corações egoístas. Palavras trágicas que continuam destruindo casas e vidas hoje.
Mais tarde, as palavras de Raquel: “Eu tive uma grande luta com minha irmã, e eu ganhei” revelam que ela estava mais interessada em ganhar do que em um relacionamento. Quantas relações foram destruídas devido à necessidade de vencer ou estar certo? Quantos de nós tentam e manipulam os outros para atender às nossas próprias necessidades?
Quando confiamos em Deus para satisfazer nossas necessidades, encontramos segurança interna e felicidade que não podem ser encontradas manipulando ou controlando os outros.
Lori Engel
Eugene, Oregon USA
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=276
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1315 palavras
1-43 Este capítulo faz parte de uma unidade que se inicia em 29:31 e acaba em 30:24. Relata o nascimento dos doze filhos de Jacó e provê uma explicação para algumas das tensões e pressões que a família de Jacó (e especialmente seus filhos) experimentaram. Como em todo o VT, a dádiva de ter filhos é claramente ligada à ação divina. Os nomes de cada criança era dado pela respectiva esposa, que não era sempre a mãe biológica, mas que recebia a criança de sua serva como seu próprio (Andrews Study Bible).
1 senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, mais tarde, ela morre durante um parto (35.16-18) (Bíblia de Genebra).
2 Acaso, estou em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa sem filhos (25.21) (Bíblia de Genebra).
Jacó sempre tentou obter a bênção mediante seus esforços. Aqui, precisa reconhecer que a bênção de ter filhos só poderia provir de Deus (v. 31.7-13), quanto à benção dos rebanhos). Posteriormente, José repetiu essas palavras (v. 50.19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 ao meu colo. Lit. “joelhos”. Os joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa (Bíblia de Genebra).
6 de Bila, Dã – um juiz. Raquel exclamou: “Deus me julgou e também me ouviu a voz e me deu um filho” (heb danani) (Bíblia Shedd).
8 Naftali – Lutando. Raquel disse: “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer”. (heb niphtalta) (Bíblia Shedd).
10,11 De Zilpa, Gade – Boa sorte. Lia disse: “Afortunada!” e lhe chamou Gade (gad) (Bíblia Shedd).
13 Aser – Felicidade. Lia disse: “É minha felicidade” (Bíblia Shedd).
14-16 As obrigações matrimoniais de Jacó são negociadas entre as duas esposas, transformando o patriarca em um ator passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Ruben, o primogênito de Lia, descobriu no campo, tendo em vista que elas eram consideradas como promotoras de capacidades sexuais (Cantares 7:13). Lia somente deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel, relutantemente, concedeu (Andrews Study Bible).
As mandrágoras estavam associadas com o amor. A superstição popular admitia-as com antídoto contra a esterilidade. A barganha efetuada por Raquel não lhe proporcionara o resultado almejado. O v. 22 mostra ser Deus, e não a mágica ou a superstição humana, que promove a fertilidade (Bíblia Shedd).
Às vezes chamada de “maçã do amor”, (Bíblia de Genebra).
As mandrágoras tem raízes carnudas e bifurcadas, semelhantes à parte inferior do corpo humano e, portanto, segundo a suposição supersticiosa, provocavam a gravidez quando ingeridas (v. Ct 7.13). Raquel, da mesma forma que Jacó, procurava obter o que desejava por meios mágicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 aluguei. Um dos termos chaves da história de Jacó, descrevendo em um nível comercial a interação entre pessoas. Mesmo a sexualidade pode ser “alugada”, um tema que reaparece na história de Judá e Tamar (38:15-19) (Andrews Study Bible).
16-18 De Lia, Issacar – Alugar. Lia disse: “Deus me recompensou” (heb secari) (Bíblia Shedd).
20 Zebulom – Honra. “Deus me deu excelente dote, agora permanecerá comigo meu marido” (zebelani) (Bíblia Shedd).
Como diz um velho ditado espanhol: “Cem gramas de mãe valem o mesmo que meio quilo de clérigos”. A influência de Lia sobre seus filhos, a julgar pela vida que eles tiveram depois, não foi algo muito positivo. E mais ainda, sendo Jacó como era, as chances de eles realizarem os mais altos ideais eram mínimas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22-24 A gravidez de Raquel aparece como surpresa ao leitor. Deus Se lembra (19:29; Êx. 2:24; 6:5), e coisas acontecem. Foi após o nascimento de José que Jacó começa a planejar o seu retorno a Canaã (Andrews Study Bible).
De Raquel, José – “Dê-me o Senhor outro filho! Deus tirou-me o vexame (‘asaph) – que o Senhor me acrescente (yoseph) outro filho”. Benjamin – Filho da mão direita. Raquel, que viera a falecer ao dá-lo à luz, pôs-lhe o nome de Benoni (filho de minha dor). Jacó chamou-lhe Benjamim, como indício da posição que viera a desfrutar (Gn 35) (Bíblia Shedd).
23 humilhação. A esterilidade era vergonhosa, sinal do desfavor divino. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 que o Senhor me acrescente ainda outro filho. O cumprimento desse desejo de Raquel lhe provocaria a morte (v. 35.16-19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Tenho experimentado. Ou, “descobri por presságio”. Muitos textos extrabíblicos da Mesopotâmia falam da prática de adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10,14). Observando a boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da adivinhação (31.19) (Bíblia de Genebra).
A negação de Labão ao pedido de Jacó é baseado em adivinhação (“tenho experimentado”), uma forma de conhecimento e entendimento da vontade dos deuses. Isto era estritamente proibido em Israel (Lev. 19:26; Deut. 18:10, 14) (Andrews Study Bible).
O testemunho de Labão a propósito da bênção que lhe adviera por causa de Jacó evidencia o cumprimento da promessa de Deus em Betel (28.14). A palavra que aí vem traduzida como “experimentado” pode significar, também, “adivinhado”, isto é, obtida informação através de práticas próprias ao “ocultismo”. Na verdade, Jacó estava estipulando salário muito módico, visto que as ovelhas orientais eram, quase todas, brancas, enquanto os cabritos eram normalmente pretos. Parece que Jacó deliberara, assim, em confiar que Deus havia de prover todas as coisas nos termos da bênção anunciada. Deus o fez de modo admirável! (Bíblia Shedd).
31-34 No antigo Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele, Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos, não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não comum (vs. 37-38, 41-42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11-12) (Bíblia de Genebra).
35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção sobrenatural sobre ele (Bíblia de Genebra).
37 estoraque … brancas. Em hebraico, trata-se de jogos de palavras com o nome Labão. Assim como Jacó defraudara Esaú (cujo outro nome, Edom, significa “vermelho” … com um guisado vermelho, 25.30), também procura defraudar Labão (cujo nome significa “branco”) com galhos brancos. Para todos os efeitos, Jacó estava usando contra Labão a própria tática deste (a fraude). Bíblia de Estudo NVI Vida.
39 O estratagema funcionou – mas somente por causa de intervenção divina (v. como Jacó reconhece esse fato em 31.9), não por causa da superstição de Jacó. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 O aumento das riquezas de Jacó são resultado de suas capacidades de observação, o manejo de métodos básicos de acasalamento e, acima de tudo, das bênçãos de Deus (Andrews Study Bible).
Deus abençoou os rebanhos de Jacó em detrimento de Labão, apesar da indesculpável astúcia de ambos. Jacó parecia estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31 – 30.24; 31.9) (Bíblia de Genebra).
Pouco há nessa história que seja elogioso para Jacó, e entre ele e Labão não há muita diferença. São bem dignos um do outro, com uma ressalva: Jacó superava o outro em astúcia. O herdeiro das promessas (Jacó) age para com o filho deste mundo (Labão) de maneiras que os homens mais honrados se recusariam a adotar. Chegamos a apiedar-nos de Labão, que nunca vira uma escada com anjos… [… ] Mas não há muitos que professam ser cristãos e que estão representando hoje, o papel de Jacó? […] Jacó está destinado a passar através do fogo das provações, por meio do qual a escória será consumida e sua alma ficará branca e pura (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-29/
Considere estas perguntas para melhorar a sua compreensão dessa história trágica:
- Imagine a dinâmica entre as duas irmãs quando uma delas torna-se a “mulher dos sonhos de um homem” (vv. 1-20). Como você imagina que a chegada de Jacó na casa de Labão afetou a relação de Raquel e Lia como irmãs? Como as irmãs foram afetadas pela atitude de seu pai, Labão? E do “profundamente apaixonado” Jacó?
- Finalmente Jacó trabalhou sete anos por Raquel, e ganhou o direito de se casar com ela. Mas que truque enganoso e terrível se desenrolou na noite de núpcias! (vv. 21-27). O que esse incidente nos diz a respeito de Labão (como pai, futuro sogro, etc.)? Como esse evento afetou a Lia? E a Raquel? E a Jacó? E ao núcleo da nova família de Jacó? Como pode ter sido para essas irmãs tornarem-se, agora, esposas rivais?
- Como pode ter sido esses próximos 7 anos de início de vida conjugal para este “trio infelizmente ligado” (vv. 28-30)?
- Qual a diferença de experimentar a presença de Deus no meio de situações comuns e em outras vezes em situações difíceis? Como podemos manter a percepção da conexão com o Deus da “escada de Jacó” quando estamos em meio a dificuldades familiares, problemas financeiros, falhas pessoais e outros meandros da vida diária?
Douglas Tilstra
Diretor de Vida Acadêmica
Walla Walla University
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=275
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz: Valesca Conty):
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826 palavras
11 chorar bem alto. De alegria. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 A apressada recepção de Labão é similar a 24:29. Talvez ele esperasse encontrar outro rico representante da família de Abraão, pronto a pagar um significante preço pela noiva. Contudo, ele apenas encontrou um jovem fugitivo. Não é claro se Jacó contou ao seu tio a história completa de sua saída da casa de seus pais (Andrews Study Bible).
16 Lia […] Raquel. Os nomes significam “vaca” e “ovelha” respectivamente, o que nao distoa de uma familia que criava gado. Biblia de Estudo NVI Vida.
17 Lia tinha os olhos bacos, porem Raquel era formosa de porte e de semblante. ARA. Lia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita e atraente. NVI. Lia tinha olhos fracos [de weak, que também pode significar fragil, doentio, vulnerável] e personalidade apagada, enquanto Raquel tinha belas formas e personalidade vibrante. Clear Word.
olhos meigos (NVI; ARA: baços). A palavra heb. rak, traduzida [tb] como “tenros”, geralmente tem sido entendida como se significasse “fracos” ou “baços”. Desde que a LXX [Septuaginta] empregou essa traducao, muitos comentaristas e tradutores a tem seguido. A palavra rak também significa “delicados” e “meigos” (NTLH e NVI), “ternos” (BJ) e “lisonjeiros”. Assim, pode ser que os olhos dela tinham uma aparência precisamente oposta a da tradução adotada pelos comentaristas mencionados. Contudo, o fato de Jacó não se atraído por Lia tende a indicar um contraste entre as duas irmãs, o que não se evidencia com a segunda opção de tradução. Talvez os olhos de Lia, bem como sua personalidade, não tivessem o brilho e o vívido calor que o oriental admira. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 398.
18-20 O amor de Jacó por Raquel fez os sete anos passarem rapidamente. O salário de um trabalhador durante o período da Antigo Babilônia era apenas um shekel/siclo por mês, e a oferta de Jacó era de, aproximadamente, 84 shekels (12 shekels x 7 anos). Mesmo em casamentos forçados centenas de anos após, o preço da noiva para uma mulher violada era de 50 shekels (Deut. 22:29). Portanto, a oferta de Jacó era generosa (Andrews Study Bible).
Que toque de poesia, tanto do velho mundo quanto do novo, nas palavras do versículo 20! Quando o amor é soberano, o tempo é curtíssimo, o trabalho nunca é pesado, a distância nunca é longa; não há sacrifício impossível! Ah, se amássemos o Senhor assim de modo que os fardos da vida pudessem parecer leves e durar apenas um instante, tanto para um trabalho missionário que passasse longos anos no campo como para um inválido condenado a uma vida de dor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
23 Do mesmo modo como Jacó tinha-se passado por Esaú num momento sério, também Labão persuadiu Lia a se passar por Raquel, num instante não menos significativo (Bíblia Shedd).
quando a noite chegou […] Jacó deitou-se com ela. A escuridão ou talvez um véu (v. 24.65) pode ter ocultado a identidade de Lia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 me enganou. Chegara a vez de Jacó, o enganador – como denunciavam seu nome (v. nota textual NVI em 25.26 [Jacó significa ele agarra o calcanhar ou ele age traiçoeiramente; também em 27.36]) e seu comportamento (v. 27.36) -, ser também enganado. Aquele que empregara todos os meios para granjear os benefícios do primogênito teve de receber, a contragosto, a primogênita (v. 16, 26). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Decorrida a semana, refere-se ao período da festa do casamento que, usualmente, durava por sete dias (cf Jz 14.12). […] A … lei mosaica proíbe o casamento, ao mesmo tempo, com duas irmãs (Lv 18.18) (Bíblia Shedd).
28 e Labão lhe deu sua filha. Antes de Jacó trabalhar mais sete anos (cf v. 30). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O casamento de Raquel aconteceu como um anticlímax, particularmente considerando que não é mencionada nenhuma festa de casamento. A preferência de Jacó por Raquel (v. 30) é a semente de muita luta familiar. Nas descrições das dificuldades familiares nos capítulos seguintes, o autor de Gênesis demonstra os inevitáveis resultados da poligamia (Andrews Study Bible).
31-35 Lia, embora não fosse amada, veio a ser mãe dos quatro primeiros filhos de Jacó, incluindo Levi (responsável pela linha sacerdotal arônica) e Judá (ancestral de Davi, da linhagem real e, por fim, de Jesus). Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 Desprezada. (lit “odiada”) deve ser compreendido em sentido relativo, isto é, comparando-se com a intensidade do amor que dotava a Raquel (cf Ml 1.3 e Lc 14.26). Freqüentemente se verifica o fato que, mediante a providência divina, àqueles que têm falta de certos predicados sobejam, relativamente, outros que, não raro, lhes compensam aquela falta (Bíblia Shedd).
32 Os nomes dos filhos de Jacó provêm de sentimentos que lhes ficavam associados por ocasião do nascimento. De Lia, Rúben – Eis um filho! “O Senhor atentou para minha aflição” (Bíblia Shedd).
33 Simeão – Ouvindo. “Soube o Senhor que eu era preterida” (heb shamai – que eu sou odiada) (Bíblia Shedd).
34 Levi – Unido. “Desta vez se unirá mais a mim meu marido” (heb hillaweh) (Bíblia Shedd).
35 Judá – Possa Deus ser louvado. “Esta vez louvarei ao Senhor” (heb ‘odeh) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-28/
Poucas histórias da Bíblia ilustram melhor a atitude de Deus para com os pecadores (como registrado em Rm 5:6-11) do que a história da escada do sonho de Jacó. Jacó era um homem culpado, a fugir de um irmão com raiva a quem ele havia gravemente prejudicado, para salvar sua vida. Jacó estava sozinho, com medo, isolado da família e aparentemente desligado de Deus.
É precisamente nessa hora que Deus vem a Jacó, sem aviso prévio e, aparentemente, sem ser convidado, a não ser pelo grito silencioso de Jacó por ajuda. Deus vem a Jacó e lhe assegura que, apesar de seu pecado, ele ainda é um precioso filho do Deus de Abraão e Isaque, e que também são suas todas as promessas feitas a eles.
É enquanto ainda somos pecadores que Deus vem a nós como “Emanuel, Deus conosco” (Mt 1:23). A escada que Jacó viu representa a Jesus (Jo 1:51), a ligação entre Deus e a humanidade culpada. A família humana pode estar solitária, amedrontada e exausta, mas Deus não virou as costas para nós. Ele é verdadeiramente o Deus de Abraão, Isaque e Jacó – o Deus de todas as pessoas que passam por aflições e de todas as famílias que enfrentam dificuldades..
Douglas Tilstra
Diretor de Vida Acadêmica
Walla Walla University
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=274
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz: Valesca Conty):
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446 palavras
3 Deus Todo-Poderoso. Literalmente, El-Shaddai (Bíblia Shedd).
4 A bênção de Abraão transmitida a Isaque que, por seu turno, a comunicou a Jacó, é novamente proferida. Parece que Isaque veio a concordar com a revelação de que Jacó, e não Esaú, haveria de ser o veículo da promessa divina (Bíblia Shedd).
5 Era necessário que [Jacó] fosse afastado da influência da sua mãe e levado a um mundo mais amplo, onde, através da dor e das frustrações, ele se tornasse um príncipe de Deus. Muitas vezes nosso ninho se rompe para que aprendamos a voar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
6-9 A decisão de Esaú de se casar dentro da linhagem de Abraão através de Ismael demonstra sua falta de compreensão da descendência da promessa. Ele buscou casamento no ramo errado da linhagem (Andrews Study Bible).
Agindo por rivalidade contra seu irmão (v.6) e por um desejo de agradar a seu pai (v. 8), Esaú buscou uma nova esposa entre seus parentes, a família de Ismael (v. 9). Até mesmo nesta tentativa de agradar faltou-lhe percepção espiritual, porque Ismael era a descendência natural rejeitada de Abraão (17.18-21; 21.12-13) (Bíblia de Genebra).
11 fê-la seu travesseiro. Este termo hebraico é traduzido como “à sua cabeça”, em 1Sm 26.7. Ao invés de servir como travesseiro, a pedra pode ter protegido sua cabeça (Bíblia de Genebra).
12 A visão de Jacó tinha o propósito de certificá-lo do interesse divino a seu respeito (Bíblia Shedd).
O sonho de Jacó de um lugar de encontro entre céu e terra prenuncia Jesus Cristo, o Deus-Homem que reúne céu e terra (Jo 1.51). Através de Cristo, o “único mediador entre Deus e os homens” (1 Tm 2.5), temos acesso ao Pai (Ef 2.18) (Bíblia de Genebra).
O movimento das marés e a circulação do sangue não são mais regulatres do que a comunicação entre o céu e a terra (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
13 Perto dele estava o SENHOR. Ou, Acima dela [da escada] (Bíblia NVI).
15 onde quer que fores. Em contraste com as deidades pagãs, cujo poder se pensava estar ligado a certas localidades (Bíblia de Genebra).
Até cumprir. O hebraico significa apenas que a promessa se cumprirá, não que será mudada depois de seu cumprimento (Bíblia de Genebra).
17 casa de Deus. Heb. “Bethel”, que mais tarde se tornou um santuário idólatra durante o tempo do reino dividido (Andrews Study Bible).
18 coluna. Um testemunho e monumento chamando a atenção para a importância do lugar (cf. 31.45-59).
Entornou azeite. Um ato de consagração (35.14; Êx 40.9; 2Sm 1.21) (Bíblia de Genebra).
20 voto. Votos eram condicionais, enquanto juramentos não o são. O voto de Jacó reaparece em pontos cruciais desta história (31:13; 35:1-3,7) (Andrews Study Bible).
22 dízimo. A segunda referência (14:20) no Gênesis a dizimar, antes da outorga da lei específica (Lev. 27:30-33; Deut. 14:22-29) (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-27/
Esta história, como nenhuma outra na Escritura, exibe os resultados trágicos de pecados através de gerações. O plano de Rebeca é uma reminiscência do plano de Sara envolvendo Agar (Gênesis 16:1-5). Ambas as mulheres pretendem “ajudar a Deus” a cumprir sua promessa. Ambas usam métodos contrários aos planos de Deus. Rebeca perpetua os pecados de sua sogra para a próxima geração. A mentira de Jacó sobre sua própria identidade (v. 19) não é tão diferente das de seu pai e de seu avô sobre as identidades de suas esposas. Todos os três homens racionalizaram suas mentiras como algo necessário para o cumprimento da promessa de Deus. Na realidade suas mentiras revelaram covardia e desconfiança de Deus.
Outros traços transmitidos pelas gerações nessa história incluem favoritismo, discórdia conjugal, rivalidade entre irmãos, ciúme e ódio. Também os temas da tentativa de assassinato, a longa separação familiar e reconciliação final abrangem as gerações antes e depois de Jacó.
Esta história nos chama a refletir sobre nossas próprias famílias. Que traços, que pecados familiares, que hábitos e tendências temos herdados de nossos pais e avós? A consciência disso não diminui nossa responsabilidade pessoal, mas faz aguçar nosso foco em como e onde precisamos da graça de Deus em nossas vidas para enfrentar os ataques de Satanás.
Douglas Tilstra
Diretor de Vida Acadêmica
Walla Walla University
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=273
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz Valesca Conty):
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1169 palavras
1-46 Uma das palavras chave para a história cheia de suspense é “abençoar”, que aparece mais de 20 vezes. A história de bênção é, contudo, uma parte do esquema maior de controle, fraude e mal orientado amor paterno. É também uma reflexão da reduzida comunicação entre Isaque e Rebeca, que pareciam seguir suas próprias prioridades (Andrews Study Bible).
Esse capítulo narra um triste episódio na história da família escolhida. Esaú é o único caráter que provoca a simpatia geral. Isaque parece ter-se afundado numa senilidade precoce. Chega a ser difícil acreditar que aquele que carregou a lenha para o holocausto no monte Moriá, e se havia submetido de forma tão absoluta à vontade divina, viesse a tornar-se tão forte sensualista. Para ele só importava a satisfação dos sentidos. Talvez isso fosse devido à sua prosperidade e à vida tranquila que levava. Afinal de contas, é melhor ter uma vida intensa, com sua difícil escalada, do que descansar na indolência do vale. O direito de primogenitura já havia sido prometido a Jacó, e ele não precisaria buscá-la por meio de fraude. E Rebeca também agiu erradamente ao enganar o marido, mostrar parcialidade em relação aos filhos e agir indignamente. Quem poderia esperar que de uma família assim Deus iria levantar os líderes religiosos do mundo! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
O tema do conflito familiar entre os pais e entre os gêmeos agora se manifesta cabalmente na busca de bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf 25.23) e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebrou o seu juramento (27.5) e Jacó mentiu abertamente (27.19-20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas consequências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8) e Isaque vive, a partir de então, sem grande significado (35.28). Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf. 24-2-4) e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf 25.23) (Bíblia de Genebra).
1 Isaque contava já com 137 anos de idade e deve ter admitido que a morte lhe estava próxima, embora, na realidade, tivesse vivido até os cento e oitenta anos (Bíblia Shedd).
4 comida saborosa, como eu aprecio. Esta propensão de Isaque para as coisas materiais estava na raiz deste conflito (VS 18-27; 25.27-28)(Bíblia de Genebra).
11-12 Jacó não tinha dúvidas sobre a moralidade do plano, mas apenas sobre sua possibilidade (Bíblia de Genebra).
13 Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra da promessa (25.23) que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina (Bíblia Shedd).
15 Jacó foi mais tarde enganado por roupas (37.31-33) (Bíblia de Genebra).
18-27a O diálogo entre pai e filho é uma cena dramática de meias verdades e mentiras completas. O beijo antes do recebimento da bênção (VS 26-27) era uma parte comum da cerimônia de despedida (48:10; 50:1) e é uma outra chance para que Isaque descubra o esquema mentiroso. O leitor é lembrado de outro famoso beijo de traição (Lucas 22:47-48) (Andrews Study Bible).
20 Notemos como uma mentira conduz a outra! São muito poucos os que se enveredam pelo caminho da fraude e que ficam só na primeira mentira; e como é terrível acrescentar à mentira uma blasfêmia, como quando ele disse que Deus mandara a caça ao seu encontro. Lutero se admira de que Jacó tenha tido o descaramento de fazer aquilo, acrescentando: “É muito provável que eu saísse correndo apavorado e deixasse o prato cair” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22 Um dia, Faraó iria desejar ser abençoado por aquelas mãos fraudulentas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
27b-29 A bênção é pronunciada de forma poética e contém imagens referenciando as preferências de ambos os filhos (campos abertos e fazendas) (Andrews Study Bible).
27 A bênção se distingue da primogenitura por ser mais espiritual. Era a invocação paterna do favor divino sobre o filho. Neste caso, a súplica de Isaque no sentido de que Jacó recebesse a promessa que Deus fizera mediante Abraão e o próprio Isaque, de que seria uma bênção e portador de bênçãos para o mundo, era algo de caráter espiritual, para o que Esaú jamais estaria capacitado, e mesmo Jacó teria de passar pela disciplina especial de Deus (Bíblia Shedd).
28 Nesta parte do mundo, onde são escassas as chuvas, o orvalho é de extrema importância para propiciar o crescimento da vegetação e a fertilidade da terra, sendo, por consequência, objeto de muitas referências a ele como se fosse uma prova de bênção (cf Deut 23.123-18; Os 14.5 e Zc 8.12) (Bíblia Shedd).
33 estremeceu… de violenta comoção. O verbo geralmente expressa medo intenso (42:28; Êx. 19:16) mas é usado aqui numa estrutura gramatical e expressa maior intensificação. Isaque está em pânico (Andrews Study Bible).
e ele será abençoado. As bênçãos (como as maldições), uma vez pronunciadas, são eficazes e irrevogáveis (Bíblia de Jerusalém).
34-38 As lágrimas de Esaú são devidas a sua frustração e sua imensa raiva (Andrews Study Bible).
35 A bênção era uma maneira pela qual se expressava a última vontade, considerada de obrigação permanente, embora apenas proferida oralmente (Bíblia Shedd).
36 A reclamação de Esaú é marcada pelo uso de duas palavras de sons parecidos: bekorah “direito de primogenitura” e berakah “bênção” – e ambas foram roubadas por Jacó (ver 25:26) (Andrews Study Bible).
37 que me será dado fazer-te agora, meu filho. Embora Isaque soubesse que Deus havia escolhido a Jacó, ele tinha pretendido dar tudo a Esaú (Bíblia de Genebra).
39-40 A bênção de Isaque para Esaú não é muito encorajadora (Andrews Study Bible).
41 Este capítulo ensina claramente que: 1) Não é da vontade de Deus que façamos o mal, esperando que disso advenha o bem (Rm 6.1,2); 2) Esteja-se certo de que o pecado acha o pecador (Nm 32.23), pois todos os envolvidos que pecaram sofreram amargamente; 3) Andemos na luz como Ele na luz está (1 Jo 1.7); 4) O Senhor reina (Is 40.25-28) (Bíblia Shedd).
43 Dotada sempre de surpreendentes recursos e determinação de ânimo, Rebeca arquitetou um plano para salvar a vida de Jacó, em face da ira mortal evidente em Esaú. Ela conseguiu convencer a Jacó de que um curto exílio em Harã seria suficiente para amainar o ódio de Esaú. Conseguiu, também, convencer a Isaque, lembrando-lhe que de Harã viera sua esposa e de quão grandes tristezas lhe tinham acarretado as mulheres de Esaú (46). Dificilmente poderia ocorrer a Rebeca a dura realidade de que aquela seria a última vez que ia ver seu filho predileto (Bíblia Shedd).
45 providenciarei e te farei regressar. Jacó ficaria ausente durante vinte anos (31.38); Rebeca nunca mais viu seu filho (Bíblia de Genebra).
Por que hei eu de perder os meus dois filhos num só dia. Ambos seriam perdidos se Jacó fosse morto por Esaú, e Esaú, por um vingador de sangue (9.6; Nm 35.19-21)(Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-26/
Quando Deus Se declara como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êxodo 3:6, Mateus 22:32; Atos 3:13), Ele Se declara o Deus de pessoas que lutam e de famílias problemáticas que são salvas e curadas por Sua graça. A história do Gênesis é realmente uma longa história da família que se tornou a nação de Israel, com foco nas quatro primeiras gerações dos homens e mulheres que foram seus líderes. Esses homens e mulheres foram Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó, Raquel e Lia e José e Asenate. Nós muitas vezes os consideramos heróis bíblicos e gigantes da fé. De fato, as suas histórias são mencionadas brevemente em Hebreus 11 como exemplos de fé. Contudo, como nós, suas vidas foram também profundamente marcadas por seus pecados e dos pecados de outros contra eles.
A história da família de Deus, como relatada em Gênesis, revela uma família marcada por embriaguez, engano, homicídio, adultério, incesto, covardia, inveja, ódio, traição, contenda entre maridos e esposas e descrença direta de Deus. Na verdade, é uma história de pessoas e famílias que lutam com problemas. No entanto, é também a história do Deus que salva e cura pessoas e famílias problemáticas. É a história do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Douglas Tilstra
Diretor de Vida Acadêmica
Walla Walla University
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=250
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça este comentário em áudio [voz”Valesca Conty]: