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599 palavras
1 Ouve, pois, Jó. O discurso deste capítulo é dirigido a Jó. O principal propósito é convencer Jó de que ele errou em seus pontos de vista sobre o sofrimento. Os amigos de Jó consideram a aflição como um castigo. Jó discordou; ele parece considerar o sofrimento simplesmente como uma expressão da soberania divina. Eliú crê que Jó e seus amigos não têm a resposta correta. Ele acredita que o verdadeiro objetivo da aflição é purificar, fortalecer, melhorar, provar, esclarecer, desenvolver a fé e salvar. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 661.
preste atenção a tudo que eu vou dizer. Está totalmente convicto da importância e da sabedoria dos conselhos que está para transmitir (cf.v. 31, 33). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 contesta-me. Eliú promete que o debate entre ele e Jó será realizado em termos justos. Promete não tentar sobrecarregar Jó de repreensões e reconhece que Jó tem o direito de lhe responder e de discordar dele. CBASD, vol. 3, p. 661.
9 Estou limpo. Isto é um exagero. Jó não havia reivindicado perfeição absoluta (ver Jó 7:20, 21; 9:28; 13:26; 14:4, 17). CBASD, vol. 3, p. 661.
12 você não está certo. Eliú acha que Jó precisa ser corrigido. Certamente Jó erra ao considerar Deus um inimigo (cf v.10; 13.24; 19.11), mas Eliú também está ofendido com o que lhe parece ser uma alegação de Jó a favor da própria pureza (cf v.9). Jó, no entanto, nunca alegara estar “limpo e sem pecado”, embora algumas de suas palavras tivessem sido entendidas dessa forma por Elifaz (15.14-16). Jó reconhece-se pecador (7.21; 13.26), mas nega ter cometido os pecados brutais por que pensa estar sendo castigado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus é maior. Poder não significa justiça, e dizer que Deus pode fazer o que Lhe agrada porque é todo-poderoso é um argumento incoerente para defendê-Lo. CBASD, vol. 3, p. 661.
13 O maior teste de Jó não era o sofrimento, mas que ele não sabia porque estava sofrendo. Nosso maior teste pode ser que devemos confiar na bondade de Deus mesmo quando não entendemos por que nossas vidas seguem certo caminho. Devemos aprender a confiar em Deus, que é bom, e não na bondade da vida. Life Application Study Bible Kingsway.
14 Deus fala de um modo, sim, de dois modos. Deus tem mais de um modo de falar ao homem, mas o homem nem sempre reconhece Sua voz. CBASD, vol. 3, p. 661.
19 castigado com dores. Eliú se aproxima progressivamente do problema de Jó Ele expressa sua própria compreensão do ministério da dor. Para ele, Deus é bom e amoroso ao infligir a dor, não como punição, mas como disciplina. Parece haver certa progressão no discurso de Eliú. Primeiramente, ele menciona sonhos, depois, advertências e, então, a dor. CBASD, vol. 3, p. 661.
20 sua vida abomina o pão. O sofrimento de Jó o havia levado a uma situação tal que coisas que comumente trariam prazer, como guloseimas, haviam perdido todo o atrativo. CBASD, vol. 3, p. 662.
23 o que lhe convém. Isto é, o caminho que ele deve seguir. CBASD, vol. 3, p. 662.
25 a sua carne se renova … como a de uma criança. Linguagem semelhante é empregada em 2Rs 5.14, em referência a alguém curado de lepra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 duas e três vezes. Sua inferência é a de que as aflições de Jó são disciplinares e, dessa forma, podem atuar para seu benefício. CBASD, vol. 3, p. 662.
30 para recuperar sua alma da cova. Eliú ensina que o que parece crueldade de Deus quando castiga os seres humanos é, na realidade, gesto de amor, já que o homem nunca recebe nesta vida todos os castigos que de fato merece (cf. v. 27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/32
Quando Zofar, Elifaz e Bildade desistiram e ficaram em silêncio, depois de tentar convencer Jó de que ele havia sofrido por causa de um pecado que cometera, um jovem chamado Eliú, que observava silenciosamente os argumentos, começa a falar, e ele está bravo. Ele está frustrado com Jó por tentar justificar-se como justo e consternado com os três amigos por condenar Jó sem evidência de culpa. Eliú tinha se contido em falar até que, como ele descreve, “o espírito dentro de mim me obriga” a falar.
Ao esperar até que os outros ficassem sem argumentos, Eliú tem uma vantagem sobre eles. Ele é sensível sobre como sua juventude será percebida e, se ele tivesse entrado na conversa mais cedo, um dos outros provavelmente teria dito para ele parar de falar para que os “adultos” pudessem continuar a conversa. Eles poderiam até ter modificado seus argumentos para refutar os dele, mas agora o palco está limpo e Eliú reclama a atenção.
Embora tenha funcionado para Eliú, esperar nem sempre é a melhor opção. Pedir ao Espírito Santo que nos mostre o momento certo para falar pode ser ainda mais importante do que os argumentos que usamos.
Michael Peabody
Advogado
Los Angeles, Califórnia EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=714
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 32 – Deus estava encurralado. Jó “colocou” o Criador do Universo no banco dos réus. Seu caráter estava sendo julgado. Jó aparentemente se colocava acima da justiça divina. Já havia silenciado seus amigos com seus argumentos, agora quer respostas de Deus!
Eliú, aparentemente jovem, aparece do nada para chamar a atenção de Jó e seus três amigos. Quando todos não tinham mais o que falar, Eliú apresenta novidades. Por ser um bom ouvinte, quem fala por último pode falar melhor. Quem ouve, medita; quem presta atenção nos mais velhos, pondera melhor seus pensamentos; quem avalia o que os outros dizem aprende a sabedoria.
O discurso de Eliú é único, sem réplica ou tréplica; é longo, profundo e impactante. Este capítulo é apenas uma introdução de sua preleção sobre o sofrimento e o Deus soberano. Eliú se apresenta; sendo jovem, havia permanecido em silêncio, respeitando os mais velhos; mas irritou-se, perdeu a paciência e, então, furioso e explodindo de raiva expôs sua opinião (vs. 1-5);
Eliú contesta alguns paradigmas tradicionais:
1. Nem sempre idade significa maturidade, inteligência e sabedoria; a sabedoria vem de Deus não da idade, nem da experiência e nem mesmo da faculdade (vs. 6-10);
2. Nem sempre pensar que ter razão significa ter razão, pode ser arrogância; Eliú acha que vai conseguir convencer a Jó daquilo que os outros três amigos fracassaram (vs. 11-22).
Embora muito educado, Eliú explodiu de raiva. Embora tenha honrado aos mais velhos com seu silêncio, Eliú agora passou a atacar a sabedoria e as ideias dos experientes com o quebrar do silêncio.
Sua ira se acendeu; ele falou cheio de indignação…
• …Contra Jó, por ele justificar a si mesmo diante de Deus (v. 2);
• …Contra os três amigos filósofos de Jó, por condenarem Jó sem conseguir provar que Jó estava errado (v. 3);
• …Por ver os três sábios se renderem ao silêncio (v. 5).
Aplicações: Ser motivado pela…
• Raiva, indignação e ira não promove sabedoria, mas arrogância;
• Coragem, intrepidez e ousadia pode revelar insegurança;
• Força, vigor e raciocínio jovial só aparentará resolução aos dilemas da vida.
Eliú intentará dar a resposta que definirá a questão de Jó, será que conseguirá? Não perca, acompanhe até o fim. Seja perseverante!
Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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553 palavras
Eliú … introduziu um novo ponto de vista. Enquanto os três amigos de Jó tenham dito que ele estava sofrendo por algum pecado passado, Eliú disse que o sofrimento de Jó não iria desaparecer até que ele percebesse o seu pecado presente. Ele sustentava que Jó não estava sofrendo por causa do pecado, mas que estava pecando por causa do sofrimento. Eliú apontava que a atitude de Jó se tornara arrogante ao ele tentar defender sua inocência. Eliú também disse que sofrimento não significa punição tanto quanto pode significar correção e restauração, para manter-nos no caminho certo. Há muita verdade na fala de Eliú. Ele estava pedindo para que Jó olhasse para seu sofrimento de uma perspectiva diferente e com um propósito maior em mente. Enquanto seu discurso esteja num nível espiritual mais elevado do que os de seus amigos, Eliú ainda assume equivocadamente que uma resposta correta ao sofrimento sempre trará cura e restauração (33:23-30) e que sofrimento está, sempre, de algum modo, conectado a pecado (34:11). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Cessaram … de responder. Apesar da magnífica defesa de Jó, seus amigos desistiram dele, pois o consideraram teimoso, obstinado e cheio de justiça própria. Não puderam responder aos argumentos dele, mas não ousaram abrir mão de suas próprias tradições. Jó os teria satisfeito apenas se confessasse, humilhado, que pecara. isto ele não podia, em sã consciência, fazer; portanto, a discussão entre Jó e Elifaz, Bildade e Zofar terminou num impasse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 658.
7-9 o fôledo do Todo-Poderoso, que lhes dá entendimento. Não é suficiente reconhecer uma grande verdade; ela deve ser vivida em cada dia. Eliú reconheceu a verdade de que Deus é a única fonte da real sabedoria, mas ele não usou a sabedoria de Deus para ajudar a Jó. Enquanto que ele reconhecia de onde a sabedoria vinha, ele não buscou adquiri-la. Tornar-se sábio é uma busca constante, de uma vida inteira. Não se contente em apenas saber sobre a sabedoria, faça ela parte da sua vida. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Espírito. Aqui Eliú dá a razão para se aventurar a falar, embora fosse o mais novo do grupo. ele concluiu que o entendimento vem, não da idade, mas do Espírito de Deus. Uma vez que a sabedoria é dom divino, tanto os jovens quanto os idosos podem possuí-la. CBASD, vol. 3, p. 658.
18 não me faltam palavras. Os discursos de Eliú continuam sem trégua até o fim do cap. 37. Tem, porém, uma contribuição genuína a oferecer para o problema que Jó está enfrentando. Ao mesmo tempo, não se rebaixa a falsas acusações a respeito da vida pregressa de Jó, mas em geral limita suas críticas às citações extraídas das próprias palavras de Jó. Talvez seja essa a razão porque Deus, no epílogo, não condena Eliú junto com os três amigos de Jó (v. 42.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 odres novos prestes a se romper. Odres velhos tendem a rachar ou rebentar-se (v. Mt 9.17), mas não os novos. Obviamente, Eliú está ansioso para falar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 acepção. Eliú sinceramente deseja ser justo. Nega que tenha preferências pessoais. Não deseja ser influenciado pela idade, posição social ou amizade pessoal. Sua filosofia certamente vai desagradar alguns de seus ouvintes; portanto, ele sente a necessidade de fazer esta declaração com respeito a sua objetividade. CBASD, vol. 3, p. 659.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/31
No primeiro versículo deste capítulo, Jó declara que fez uma aliança com os olhos. O uso do termo “aliança” indica quão sério ele considerava seu compromisso e o limite que havia imposto a si mesmo. Vários versículos depois, Jó se refere ao seu coração seguindo seus olhos, seu passo se afastando e suas mãos manchadas de impureza. Muitos séculos depois, no Sermão da Montanha, Jesus também enfatizou a importância dos olhos e o cuidado com o olhar que pode levar o coração a se desviar.
Tem sido dito que não importa o que uma pessoa pensa – que este é um assunto particular e ninguém deve julgar a ninguém pelo que se passa na sua cabeça e que o importante é o que a pessoa faz.
Jó discordaria desse conceito. Jesus e Tiago e Salomão também: Uma árvore é conhecida por seus frutos; uma fonte envia água do mesmo caráter; o modo como a pessoa pensa é um bom preditor de como irá agir. Nosso comportamento trai nossa identidade … mas apenas até certo ponto. Nós somos rebeldes por natureza. Lutamos, caímos, choramos por nossos deslizes morais. Então Deus nos oferece um novo coração e graça enquanto crescemos até o Seu ideal para nós.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Spokane Valley, Washington USA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=713
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ – Nem todo sofrimento é colheita de pecados. O justo, às vezes, sofre mais que o ímpio, o sábio mais que o tolo, o bom mais que o mau…
Em seu indescritível sofrimento, Jó faz uma defesa judicial de sua integridade, ele revela que…
1. Não se envolveu com nenhuma imoralidade. Jó foi veementemente contra o adultério; desde o simples olhar à mulher alheia até consumação, o ato lhe é repugnante. Como seria diferente nossa sociedade se todo homem estivesse disposto a ser punido por algum tipo de imoralidade praticada! (vs. 1-12).
2. Não se rendeu à rudeza e nem à frieza. Jó era justo com seus funcionários e compassivo com todos os seus semelhantes mesmo quando poderia tirar vantagens. Como seria diferente se nossos dirigentes, políticos e patrões tivessem um senso de bondade, justiça e equidade como Jó! (vs. 13-22, 31-32).
3. Não se apegou às riquezas. Jó não amou bens materiais mais que a Deus, nem idolatrou qualquer coisa no lugar de Deus. Quem dera todos os ricos fossem como Jó em suas atitudes (vs. 23-28).
4. Não se curvou às algemas do ódio. O ódio escraviza, promove sentimentos ruins e ações impuras. Quão bom seria se toda população odiasse mortalmente o ódio e almejasse apenas o bem a todos! (vs. 29-30).
5. Não se ateve diante da hipocrisia. Jó sabia claramente que era inocente dos pecados de que seus amigos o acusaram; ele não temia ser investigado. Nenhuma das “carapuças” indicadas serviram nele. Que maravilha seria se fôssemos mais íntegros e menos hipócritas! (vs. 33-40).
Jó emite um documento judicial de sua integridade. “Este testamento de inestimável valor é uma conclusão apropriada ‘das palavras de Jó’ (v. 40). É um juramento de liberação na forma de uma confissão negativa. O procedimento era bem-conhecido no sistema judiciário antigo. Um crime podia ser compensado se a pessoa criminosa rogasse sobre si uma maldição […]. Jó 31 alista crimes específicos, negando-os todos. A fórmula que Jó emprega é: ‘Se fiz X, então me aconteça Y!’ X é o crime; Y é a penalidade” (Francis I. Andersen).
Contudo, ao findar seu livro, Jó muda de ideia sobre si mesmo: “Retrato-me e arrependo-me”. Só avançando em nosso estudo entenderemos tal mudança de atitude que também devemos ter! – Heber Toth Armí.
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1097 palavras
A mais importante questão na mente de Jó no cap. 31 é a falsa acusação de que fosse homem de iniquidade excepcional, não sofrendo mais do que o merecido. … Ele apela para Deus com um juramento para o nome divino, desafiando as sanções divinas se estivesse mentindo. … Jó é vítima de falsas acusações, por isso a sua defesa lhe era uma obsessão. Bíblia de Genebra.
1-4 Jó não tinha apenas evitado o grande pecado do adultério; ele não tinha tomado nem os primeiros passos em direção ao pecado ao olhar para uma mulher com desejo. Jó sabia que ele era inocente de pecados internos e externos. No cap. 29, Jó revisou suas boas ações. Aqui, no cap. 31, ele lista os pecados que ele não cometeu – em seu coração (v. 1-12), contra seus vizinhos (v. 13-23) e contra Deus (v. 24-34). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Fiz aliança com meus olhos. Prometi solenemente para mim mesmo. Andrews Study Bible.
como, pois, os fixaria eu numa donzela? A fim de estar à altura do padrão divino, tanto os pensamentos quanto os atos deviam ser puros. Jó enfrentou o problema fazendo um pacto consigo de que não permitiria sua mente demorar-se na sedução da lascívia. Na linguagem figurada do texto, foi feita uma aliança entre a consciência e os olhos, um acordo que impunha aos olhos uma obrigação definitiva de não se demorar sobre o que sugerisse pensamentos impuros. CBASD – Comentário Bíblico Dventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 654.
6 não tenho culpa. Não subentende perfeição impecável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 às minhas mãos se apegou qualquer mancha. Esta é a conhecida ilustração das mãos limpas. Não é preciso entender que Jó estava afirmando nunca ter havido qualquer mancha em suas mãos, mas ele nega que qualquer mancha tenha se apegado a suas mãos. CBASD, vol. 3, p. 655.
12 seria fogo. A condescendência com este pecado [“seduzir por causa de mulher”, v. 9] tende a destruir tudo que é bom num homem. Ela é desoladora em seus efeitos. CBASD, vol. 3, p. 655.
desarraigaria toda a minha renda. A experiência revela como a imoralidade frequentemente leva à pobreza (ver Lc 15:11-32). CBASD, vol. 3, p. 655.
13-23 Jó revela entender de modo genuíno as questões da justiça social: a igualdade entre os seres humanos baseia-se na criação(v. 13-15); é essencial a compaixão pelos necessitados (v. 16-20), e não deve haver abuso de poder e de influência (v. 21-23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aquele que me formou … não é o mesmo que nos formou…? Este verso revela clara compreensão da igualdade dos seres humanos diante de Deus (ver At 17:26). Jó estava muito á frente de sua época no reconhecimento da atitude apropriada de um senhor para com um escravo. O fato de Deus ser o criador de todos, tanto senhores como escravos, é uma das grandes revelações da Bíblia. CBASD, vol. 3, p. 655.
18 desde o ventre CBASD, vol. 3, p. 655. Uma hipérbole [exagero]que indica que Jó não se lembrava de não ter atendido às necessidades dos indefesos. CBASD, vol. 3, p. 655.
19 por falta de roupa. Jó precedeu Dorcas (At 9:36-42) em muitos séculos (ver Is 58:7; Ez 18:7,16; Mt 25:36). CBASD, vol. 3, p. 655.
22 caia a omoplata. Que o juízo caia particularmente sobre as partes do corpo que fizeram o mal ou que se recusaram a fazer o bem. CBASD, vol. 3, p. 656.
23 o castigo de Deus…enfrentar Sua majestade. Jó declara temor e respeito por Deus,os quais apresenta como razões por que não poderia ter sido culpado dos atos cruéis a ele atribuídos. CBASD, vol. 3, p. 656.
24-28 Jó afirma que depender da riqueza para a felicidade é idolatria e nega ao Deus do Céu. Nós desculpamos a obsessão de nossa sociedade por dinheiro e posses como se fossem um mal necessário ou o “modo como tudo funciona” no mundo moderno. Mas todas as sociedades em todas as eras tem valorizado o poder e o prestigio que o dinheiro traz. Os verdadeiros crentes devem se despojar do profundamente arraigado desejo por mais poder, prestígio e posses. Eles não devem negar seus recursos a vizinhos de perto e de longe que tem necessidades físicas desesperadas. Life Application Study Bible Kingsway.
26 se olhei para o sol. Uma referência específica à idolatria. O culto ao sol era comum no antigo Oriente e dominante no Egito havia longo tempo. A adoração à Lua era subordinada à adoração ao Sol. Parecia haver uma tendência natural para se adorar aquilo que fornecia luz (ver Dt 4:19; 2Rs 23:5; Ez 8:16). CBASD, vol. 3, p. 656.
27 beijos lhes atirei com a mão. Era costume beijar os ídolos (1Rs 19:18; Os 13:2). Os corpos celestes estavam tão longe que os adoradores não podiam ter acesso a eles e, portanto, expressavam sua adoração beijando a mão. O que Jó quer dizer é que nunca participou dessa idolatria. CBASD, vol. 3, p. 656.
28 infiel a Deus (NVI). A prática da idolatria nega a Deus. Andrews Study Bible.
29-32 O pecado de se alegrar com a desgraça do inimigo era condenado por Moisés (Êx 23.4, 5) e por Cristo (Mt 5.43-47). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33-34 Forte repúdio à hipocrisia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jó declarou que ele nem mesmo tentou esconder seus pecados , como os homens costumeiramente fazem. O medo de que nossos pecados sejam descobertos nos leva ao engano. Nos cobrimos de mentiras para que pareçamos bons aos outros. Mas não podemos nos esconder de Deus. … Quando você reconhece seus pecados, você se liberta para receber perdão e uma nova vida. Life Application Study Bible Kingsway.
35-37 O clímax: Jó coloca a sua assinatura de compromisso (“Eis aqui a minha defesa assinada!” e desafia que alguém lhe faça uma acusação específica. Bíblia de Genebra.
37 mostrar-Lhe-ia. Jó não tinha nada a esconder de Deus. Ele está disposto a divulgar todos os atos de sua vida. Irá responder à acusação de Deus em todos os pormenores. CBASD, vol. 3, p. 657.
38 Se a minha terra clamar contra mim. a razão para a reclamação da terra é dada no v. 39: práticas antiéticas nas fazendas [roubo ou morte/apropriação indébita]. Andrews Study Bible.
39 Jó está seguro de que não cometeu um dos pecados comuns dos grandes proprietários de terra. CBASD, vol. 3, p. 657.
40 Fim das palavras de Jó. Jó encerra seu caso com a sua assinatura. Agora o resto depende do juiz. Bíblia de Genebra.
Suas queixas e seus argumentos chegaram ao fim. Só voltará a fazer declarações breves de arrependimento (40:4, 5; 42:2-6) depois dos discursos divinos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Assim termina o argumento do patriarca em seu próprio favor. Até o fim ele protesta sua integridade. Jó oscila entre a esperança e o desespero. Sua atitude para com Deus é a de alguém ferido, que busca ser curado. Houve avanço ruma a uma solução, mas os fios emaranhados só são alinhados quando Deus se revela (Jó 38:1). CBASD, vol. 3, p. 657.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/30
Este capítulo nos ensina mais sobre Jó. A geração mais jovem ri dele agora na sua doença. Jó nada fez de errado para esses jovens trabalhadores não qualificados e uma vez que eles precisavam de sustento, Jó deu a seus pais um lugar para trabalhar. Jó seguiu práticas de trabalho adequadas e tratava seus empregados melhor do que o que era habitual nos seus dias. Acreditar em Deus e ainda oprimir seus funcionários é algo que não pode ser atribuído a Jó.
A oração é parte da terapia de Jó, mas aqui ele a usa para lamentar: “Clamo a Ti, Senhor, mas Tu não me respondes” (v. 20). Em tudo isso, a fé de Jó manteve-se inalterada e ele testemunha, mesmo sabendo que passará pela morte (v. 23). Jó sabe sobre a ressurreição e da reunião de todos os santos no mundo por vir [eschaton, no original].
Querido Deus,
O que podemos aprender com Jó é que ele permaneceu fiel apesar da sua tribulação. Que possamos também permanecer inabaláveis. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=711
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 30 – Quando a vida vira de “cabeça para baixo” a reviravolta vivida pelo indivíduo não é nada agradável. A desgraça ofusca a graça. O sofrimento rouba o contentamento. A angústia promove a lamúria. As canções se transformam em reclamações.
Das boas recordações cheias de nostalgia do capítulo anterior, Jó mergulha fundo num mar de lamentações devido a sua situação caótica do presente (vs. 1-15):
1. Alvo de piadas de jovens arrogantes e mal-educados;
2. Considerado o excluído dos excluídos pelos pais dos jovens mal-educados, pior que cachorro velho de donos insensíveis, enxotado pelas pessoas, faminto;
3. Sua reputação foi atirada ao chão, sua honra tornou-se desprezo, insulto e zombaria;
4. O apreço que tinham por ele virou ódio, todos o desprezam.
Jó interpreta que Deus é causador dessa desgraça terrível que lhe acometera (vs. 16-19). Mesmo assim, ele ora a Deus, conta-Lhe como está sentindo, expressa com sinceridade a frustração de sua alma (vs. 20-31).
Jó…
• …recebe o mal depois de ter feito o bem;
• …foi encoberto de trevas, quando só buscava a luz;
• …planta sementes boas, e tem uma colheita de ervas daninhas;
• …viveu o amor, recebeu toneladas de dor;
• …promoveu a paz, e foi jogado no meio da tempestade;
• …ajudou aos outros quando podia, porém quando precisou ninguém o acudia.
A lei da vida estava invertida para Jó, assim como esteve para Abel, Daniel, Jesus Estevão, Paulo e todos aqueles que viveram/vivem piedosamente neste mundo injusto e deprimente (II Timóteo 3:12).
Injustiça! Na Bíblia, a pergunta “Até quando?” aparece aproximadamente 50 vezes. O Salmo 13 expressa quatro vezes:
• Até quando, ó Senhor, esquecer-te às de mim para sempre?
• Até quando esconderás de mim o teu rosto?
• Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração a cada dia?
• Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?
Até quando veremos o bem encurralando o mal, a injustiça suplantando a justiça, o ódio pisando no amor… crianças/moças inocentes sendo estupradas, estranguladas…?
Em Apocalipse 6:9-10 os mártires clamam por justiça: “Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam na terra?”
Resposta: Até Jesus voltar! Ele virá fazer justiça, nenhuma injustiça será negligenciada, nenhum ato de amor desconsiderado. Jó e todo piedoso serão recompensados! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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254 palavras
1-31 Jó lamenta sua miséria atual. Andrews Study Bible.
Sofrer extrema perda, como Jó sofreu, era humilhante. Mas encarar abuso na mão de jovens acrescentava insulto à injúria. Jó havia perdido sua família, posses, saúde, posição e seu bom nome. Ele nem era respeitado por sofrer bravamente. Infelizmente pessoas mais jovens podem zombar e se aproveitar de pessoas mais velhas e daquelas que possuem alguma limitação de qualquer forma. Em vez disso, ele deviam perceber que suas capacidades e habilidades físicas tem vida curta e que Deus ama igualmente todas as pessoas. Life Application Study Bible Kingsway.
4 malvas … zimbro (ARA; NVI: “giesta”). Plantas usualmente não comidas. Andrews Study Bible.
zimbro. Os beduínos, muitas vezes, acampam-se onde ela cresce, a fim de usá-la como abrigo do vento e do sol. Seria usada como alimento apenas por quem estivesse na mais absoluta penúria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 650.
15 felicidade. Do heb. yeshu’ah, “salvação”, “livramento”; aqui, provavelmente “prosperidade”. A dissolução de uma nuvem pelo vento é um símbolo apropriado da suspensão da prosperidade e do bem-estar de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.
18 a gola de minha veste (NVI). Colarinho muito apertado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 chacais… corujas (NVI; ARA: “avestruzes”). Dois animais do deserto que se expressam em sons de lamentos. Andrews Study Bible.
31 minha harpa se tornou em prantos de luto. O que antigamente emitia sons alegres passa a emitir apenas notas de queixa e lamentação. Este é um agudo contraste entre a passada e a presente experiência de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.