Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/29
É muito natural para os seres humanos pensarem que grandes calamidades em uma vida são um claro indicador de grandes crimes e enormes pecados; mas os homens erram ao assim medir um caráter. Nós não estamos vivendo no tempo do juízo retributivo. O bem e o mal se misturam e calamidades vem sobre todos. Às vezes os homens cruzam o limite do cuidado protetor de Deus; então Satanás exerce seu poder sobre eles e Deus não intervirá. Jó foi duramente atingido e seus amigos tentaram fazê-lo reconhecer que seu sofrimento foi o resultado do pecado e levá-lo a sentir-se sob condenação. Eles apresentavam o seu caso como o de um grande pecador; mas o Senhor os repreendeu por este julgamento de Seu fiel servo.
Ellen G. White (Manuscrito 56, 1894).
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=711
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
JÓ 29 – O livro de Jó apresenta personagens como nós em busca do verdadeiro Deus e de explicação para a vida. A vida humana de pecado carece de sentido e é preciso buscar a Deus para encontrar o sentido para viver neste mundo de sofrimento. O problema é a distorção da teologia, dos preceitos préformados ou deturpados a que chegamos.
O problema de Jó e seus amigos continuou no cristianismo. Veja esta análise de Augusto Cury: “Mais de um terço da população mundial se diz cristã. Entretanto, a grande maioria tem a imagem de um Deus que não existe. Por possuirmos um rico imaginário, é muito fácil construir um palco de inverdades no inconsciente e propagá-las”, como fizeram os personagens do livro de Jó.
Pior ainda quando se usa os conceitos equivocados sobre Deus para tentar consolar o sofredor; nesta situação, é melhor nem falar. Esta frase de Augusto Cury é uma lição que podemos destacar da atitude dos amigos filósofos de Jó: “Às vezes é muito melhor dar o ombro para alguém chorar e mostrar uma solidariedade silenciosa do que fazer grandes discursos”.
Por não se compadecerem, chorar e o consolarem de fato, Jó não tinha nada para agradecer a seus amigos. Assim, em tom nostálgico, ele relembra seu passado, ajudando-nos a conhecer melhor seu caráter antes dos ataques de Satanás:
1. Boas lembranças com Deus (vs. 1-3);
2. Recordações das aventuras da mocidade como fruto da amizade com Deus (vs. 4-6);
3. Alguém de respeito, sábio, justo no fórum da cidade (vs. 7-10);
4. De bom testemunho, honrado por suas inúmeras investidas sociais (vs. 11-20)
• Ajudava pessoas em dificuldades;
• Motivava os desanimados;
• Guiava os cegos e aleijados;
• Era pai aos órfãos;
• Defendia os injustiçados;
• Fez justiça confrontando um ladrão e fazendo-o devolver o que havia roubado…
5. Era valorizado por jovens, adultos e idosos (vs. 21-25), por…
• …suas palavras sapienciais;
• …suas reflexões impressionantes;
• …seus conselhos certeiros;
• …seus sorrisos;
• …sua liderança;
• …seu exemplo…
Tudo isso dava sentido à existência de Jó, fazendo dele o homem mais poderoso do Oriente. O certo é que quem não vive para servir, não serve para viver. O sentido da vida é ser bênção ao próximo, o que só é possível mediante o priorizar da amizade com Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
444 palavras
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2). Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/25/.
5 filhos. As duas experiências mais dolorosas para Jó são colocadas paralelamente neste verso: a aparente retração da amizade de Deus e a perda de seus filhos. A mais elevada felicidade traz consigo as possibilidades de mais profunda tristeza. As maiores bênçãos, quando removidas, deixam o maior vazio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 647.
6 leite. A ARC diz assim: “Quando lavava meus pés na manteiga.” A manteiga e o óleo eram símbolos de prosperidade entre os orientais. Jó descreve sua antiga vida como um tempo em que o leite e a manteiga eram tão comuns como a água, e quando o solo rochoso no qual as oliveiras cresciam derramavam rios de óleo. O óleo era utilizado para alimentação, para luz, para passar no corpo e para propósitos medicinais (ver Dt 32:13, 14), e era um artigo apreciado e valioso. CBASD, vol. 3, p. 647.
7-25 Jó estava andando na fina linha entre gabar-se sobre suas realizações passadas e recordar de seus bons feitos, com o objetivo de responder às acusações feitas contra ele. A única fraqueza de Jó ao longo dessa conversação é que ele se aproximou perigosamente demais do orgulho. O orgulho é especialmente enganoso quando estamos fazendo o que é correto. Mas ele nos separa de Deus ao nos fazer pensar que somos melhores do que realmente somos. Então nos vem a tendência de confiar em nossas próprias opiniões, o que nos leva a outros tipos de pecado. Enquanto não é pecado recontar os feitos passados, é muito melhor recontar as bênçãos de Deus sobre nós. Isto nos ajudará a cairmos inadvertidamente em orgulho. Life Application Stydy Bible Kingsway.
8 os moços. A imagem toda apresenta uma bela ilustração dos modos orientais e do respeito demonstrado a um homem de caráter e distinção. … A homenagem prestada não era tanto em função da idade, como da dignidade. CBASD, vol. 3, p. 647.
12 eu livrava os pobres…o órfão. Este verso revela o espírito de Jó em contraste com as acusações de seus amigos (ver Jó 22:5-10). Um dos princípios éticos mais enfatizados no AT é a justiça em favor dos pobres e a misericórdia em favor dos indefesos (ver Sl 72:12-14; Pv 21:13; 24:11, 12; Is 1:17). CBASD, vol. 3, p. 647.
16 as causas dos desconhecidos. Jó estava disposto a fazer esforços em favor dos estrangeiros para garantir que eles receberiam justiça. CBASD, vol. 3, p. 648.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/28
De onde vem a sabedoria? (v. 12). Há muitas maneiras pelas quais os seres humanos retiram a riqueza da terra – colhem sua vegetação para obter alimentos, extraem seus minerais – até ao ponto de arrancar montanhas, por assim dizer, em sua busca, manipulando a natureza numa dominação obsessiva, sempre buscando um bem maior.
Mas essa não é a essência da sabedoria. Nenhum pássaro ou animal a viu; as profundezas da terra ou do mar, mesmo da morte e da sepultura, não são o lugar do insight. Ninguém que respira pode falar sobre a natureza da sabedoria, a não ser aquele que a projetou. Então Deus diz: “Eis que o temor do Senhor é a sabedoria; E o apartar-se do mal é o entendimento” (v. 28).
Provérbios 3:18, 19 falam de Deus criando a terra pela sabedoria e 8:22-31 oferece a perspectiva do ponto de vista da sabedoria em um amplo espectro dessa atividade geradora, sugerindo que a sabedoria inclui a Lei do Design, pela qual tudo opera.
Jó 28:25-27 faz referência a Deus dando peso ao vento, medindo as águas, estabelecendo regras para a chuva, os raios e os trovões, e naquele momento vendo e estabelecendo sabedoria … indicando grande mudança na natureza. Estaria Jó nesses versículos refletindo a tradição oral do dilúvio de Noé?
Lembre-se hoje: “…o temor do Senhor é a sabedoria”.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Spokane Valley, Washington USA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=710
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
JÓ 28 – Ser sábio deveria ser o objetivo principal de todo mortal a fim de saber viver bem os poucos dias de vida que tem. Este capítulo mostra crescimento e maturidade em Jó que progrediu no conhecimento através do sofrimento.
“Jó nos ensina uma lição muito valiosa. Quanto maior o sofrimento, tanto melhor determinamos o que verdadeiramente importa, e isto nos faz voltar ao começo. O sofrimento no ajuda a discernir as nossas prioridades e nos concentrar nos objetivos certos” (Charles R. Swindoll).
A sabedoria é essencial em cada situação da vida, e Jó demonstra o valor dado a ela. John E. Hartley chama este capítulo de “hino da sabedoria”, dividindo-o em quatro partes:
• Habilidade humana para a mineração (vs. 1-11);
• Valor da sabedoria, não pode ser comparada (vs. 12-19);
• Deus conhece a sabedoria (vs. 20-27);
• Sabedoria para a humanidade (v. 28).
O auge da sabedoria está na conclusão do capítulo: “O temor do Senhor é a sabedoria, e o afastar-se do mal é ter entendimento”.
Compare a definição da sabedoria de Jó 28:28 com Provérbios 1:7 e 9:10. Creio ser essa a definição mais nobre de sabedoria, por conseguinte, “você pode obter quatro diplomas de doutorado e nunca alcançar sabedoria ou entendimento. Com certeza não é o estudo superior que vai fazê-lo temer ao Senhor. Mesmo as melhores universidades não oferecem um curso sobre o temor do Senhor. A fonte? Deus e só Deus. Por ‘temor do Senhor’ estou me referindo a um grande respeito por Deus, acompanhado de ódio pessoal pelo pecado” (Swindoll).
• A sabedoria verdadeira não está nas riquezas, nem nas habilidades humanas, nas escolas ou universidades deste mundo, nem na ciência e também não está na tecnologia, por mais avançada que seja (vs. 1-19).
• A sabedoria pode estar com cada pessoa apenas quando aceita a revelação de Deus (a Bíblia) com reverência e submissão para sua vida (vs. 20-28).
• Medite na introdução do livro de Provérbios que começa no capítulo 1 e termina no capítulo 9, ali terás incentivo intenso para viver sabiamente.
Jesus é a essência da sabedoria (I Coríntios 1:30; Colossenses 2:3) e o mais alto nível de sabedoria é ser sábio para a salvação (II Timóteo 3:15)! Vamos dedicar tempo para aprofundar-se visando obter verdadeira sabedoria. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
1028 palavras
Este capítulo é um belo poema sobre a sabedoria, mostrando que ela está inteiramente fora do alcance do homem, a não ser quando procurada no espírito de temor ao Senhor. Jó, vendo quão insolúvel é o problema do destino dos justos e dos injustos, e conhecendo a falência dos argumentos dos seus amigos, decide, então, entregar sua sorte, juntamente com suas dúvidas, diretamente nas mãos de Deus (Bíblia Shedd).
Este capítulo é uma das mais antigas e belas obras de história natural do mundo. É também um dos grandes poemas da literatura universal. O capítulo não é argumentativo, senão meditativo. Seu objetivo parece ser mostrar que o ser humano deve aceitar a providência divina, ainda que não a entenda. Jó mostra que o homem fez surpreendentes descobertas com respeito á natureza, mas a verdadeira sabedoria se encontra somente no temor do Senhor. A mineração do ouro e da prata é mencionada como um exemplo da habilidade humana (CBASD, vol. 3, p. 642).
3 Os homens põem termo á escuridão. As lanternas dos mineiros põem fim à escuridão debaixo da terra (Bíblia Shedd).
5 revolvida como fogo. “Os túneis seguiam os veios de quartzo até o interior da montanha. O fogo era usado para fazer com que a pedra ficasse quebradiça, e então ela era extraída com o uso de enxadas por homens que usavam lamparinas. O quartzo era esmiuçado, transformado em pó e lavado até que permanecesse só o ouro” (Erman, Life in Ancient Egipt,p. 463-22, citado em CBASD, vol. 3, p. 643).
7,8 essa vereda [NVI: “caminho oculto”].Ninguém conhece o “caminho” de Deus. Jesus comparou-o ao vento (v. Jo 3.8). É maravilhoso pensar que Deus é onipresente e que, ainda assim, pode ter uma presença imediata (Bíblia de Estudo NVI Vida).
9 revolve. A idéia é que nada, por mais difícil que seja, nem mesmo o trabalho de cortar a rocha mais dura, detém o mineiro em sua tarefa (CBASD, vol. 3, p. 643).
11 Tapa os veios de água. A referência talvez seja à criação de barragens, diques e outras formas de represamento para controlar a água no processo de mineração (CBASD, vol. 3, p. 643).
o que estava escondido. Tesouros ocultos, ouro e pedras preciosas que estão nas profundezas da terra. A ilustração foi admiravelmente escolhida. O objetivo de Jó era mostrar que a verdadeira sabedoria não podia ser encontrada pelo conhecimento humano ou por mera investigação. Portanto, ele escolhe um exemplo em que o ser humano demonstra grande habilidade e sabedoria, e em que adentra mais longe na escuridão. Ele escava poços através das rochas, fecha fontes que esguicham e desnuda tesouros ocultos. Tudo isso, porém, não o capacita a compreender como funciona o governo de Deus (CBASD, vol. 3, p. 644).
13 nem se acha ela na terra dos viventes. O homem precisa olhas para uma fonte mais elevada de sabedoria. A verdadeira sabedoria vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644).
14 O abismo diz: ela [a sabedoria] não está em mim . Do heb tehom. A idéia é que as vastas profundezas podem ser investigadas, mas a verdadeira sabedoria não se encontra desta forma (CBASD, vol. 3, p. 644).
15 ouro fino. São usadas quatro diferentes palavras hebraicas para aumentar a força da figura, indicando que não existe nenhum tipo de ouro que possa comprar a sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 644).
20 Donde, pois, vem, a sabedoria […]? Em vista do fato de que a sabedoria não pode ser obtida pela mineração nem comprada, onde é possível encontrá-la? Esta pergunta, feita no v. 12, é repetida para ênfase. É a pergunta básica considerada no capítulo (CBASD, vol. 3, p. 644).
22 abismo. Do heb. ‘abaddon (ver com. de Jó 26:6) (CBASD, vol. 3, p. 644).
23 Deus lhe entende. O ser humano estendeu as investigações da ciência muito além dos limites de conhecimento alcançado nos dias de Jó. Ele mergulhou nos segredos do átomo. Contudo, a declaração de Jó é tão verdadeira hoje como quando foi proferida. A verdadeira sabedoria só vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644, 645).
25 vento […] águas. Estas coisas, que estão entre os elementos mais incontroláveis da terra, estão sob o controle de Deus (CBASD, vol. 3, p. 645).
“Muito antes de se reconhecer cientificamente que o ar possuía peso (a força exercida sobre um corpo pela atração gravitacional da terra), a Bíblia já o disse” (Richard Gunther, citado em Bíblia de Estudo NVI Vida).
27 viu Ele a sabedoria e a manifestou. Esse versículo usa uma série de verbos para revelar a relação de Deus com a sabedoria. Só Deus a compreende e revela. A sabedoria não tem nenhuma outra fonte (ver Pv 8:22-30). Ela não é resultado do acaso; está em Deus, uma vez que Ele é a causa primeira de todas as coisas (CBASD, vol. 3, p. 645).
28 eis que… Jó indica a seus ouvintes a conclusão para a qual todo o capítulo converge. O que é a sabedoria? A resposta é dada: “o temor do Senhor”. O devido reconhecimento de Deus e a submissão a Ele constituem o fator de suprema importância. Humildade, reverência, respeito, adoração e fé são aspectos da sabedoria que ultrapassam o conhecimento terreno. O que é o entendimento? A resposta é igualmente clara: “o apartar-se do mal”. O entendimento é mais do que intelectual – é ético; exige um padrão de vida. Reverência e retidão são os dois grandes requisitos divinos (CBASD, vol. 3, p. 645).
O caminho para se obter a verdadeira sabedoria é a comunhão com o próprio Deus (Bíblia Shedd).
Jó declara que a sabedoria não pode ser encontrada entre os vivos. É natural para as pessoas que não entendem a importância da Palavra de Deus buscarem a sabedoria aqui na terra. Eles buscam filósofos e outros líderes por uma direção para a vida. Entretanto, Jó disse que a sabedoria não é encontrada aqui. Nenhum líder ou grupo de líderes podem produzir suficiente conhecimento ou ponto de vista que explique a totalidade da experiência humana. A interpretação maior [original: ultimate] da vida, de quem somos e para onde estamos indo, deve vir de fora e acima de nossas vidas mortais. Quando buscando por orientação, busque a sabedoria de Deus como revelada na Bíblia. Para sermos elevados acima e além dos limites da vida, devemos conhecer e confiar no Senhor da vida (Life Application Study Bible Kingsway).
Filed under: Sem categoria
Os amigos de Jó escolheram o momento certo certo para visitá-lo, mas não escolheram a maneira certa de aproveitar sua visita; se tivessem passado um tempo em oração por ele, em vez de ter discutido com o amigo, teriam feito mais bem a Jó e agradado mais a Deus.
William Gurnall, Puritano do século XVII
(citado na Bíblia Evangelismo em Ação, p. 459)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/27
“Enquanto Deus viver, enquanto o fôlego dEle estiver no meu corpo, manterei minha integridade: não concordo com você! … Eu vou te ensinar sobre DEUS! ” [v. 5, 6, 11, trad. livre do autor].
Os companheiros de Jó haviam passado muito tempo tentando convencê-lo de que ele era um grande pecador, mas Jó sabia que não era verdade. Mais tarde, ele tenta convencê-los de que sua vida havia sido bastante nobre: ele se comprometera com a virtude e a generosidade, não merecia todas aquelas tragédias. “Se eu somente pudesse discutir meu caso com o Todo-Poderoso! Se ao menos Ele me desse uma audiência!”
Aqui, ele parece concordar com seus amigos – coisas ruins acontecem com pessoas más.
Elas acontecem, mas também acontecem coisas boas para eles. Deus envia Sua chuva aos justos e injustos, e faz Seu sol brilhar sobre os maus e os bons. Mas há também o mal sobrenatural – “satanás” [adversário] – que causa problemas em geral e assedia especialmente aqueles que escolheram Deus. É muito complicado julgar.
O ponto parece ser: não avalie uma pessoa pelo que está acontecendo com ela – e não inveje os malvados por seu sucesso: sempre há uma perspectiva mais ampla, que se esclarecerá à frente. Aprenda a esperar.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Spokane Valley, Washington USA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=709
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
JÓ 27 – Quem deve teme, quem não deve não teme. Jó conhecia quem era e sabia que tinha vivido corretamente, não tinha do que se envergonhar. Contudo, Jó não era perfeito. Ele tinha natureza pecaminosa como a nossa. Ele não era impecável/infalível. Ele errava e falhava como qualquer crente fervoroso e íntegro nos dias de hoje.
O capítulo em questão pode-se dividir em três partes:
1. Jó revela confiança em si mesmo (vs. 1-6);
2. Jó profere imprecações aos seus inimigos (vs. 7-10)
3. Jó intenta ensinar aos seus amigos (vs. 11-23).
Observemos atentamente: Jó insinua que Deus é injusto ao deixar a injustiça solapar o justo (neste caso, ele): “O Deus santo me negou justiça! O Todo-poderoso arruinou minha vida!” (AM).
• Será que Deus fez isso mesmo, ou… isso é Jó acusando Deus?
• Seria essa uma crítica infundada diante de seu sofrimento intenso?
Mais à frente, Jó admite ter falhado, se humilha e arrepende-se (Jó 42:1-6). Desta forma, precisamos cuidar ao estudar e pregar sermões extraídos de seu livro.
Nem tudo o que Jó disse é correto. Ele falhou. Ele admitiu que:
- queixava-se como revoltado (23:2),
- revelou estar confuso (26:3), e,
- além de outros comentários duvidosos sobre Deus, agora O acusou de injusto, causador de injustiças,
Quem amargurou a sua alma, mesmo ele (Jó) sendo “justo ao máximo”, “aos próprios olhos” (27:1-6; 32:1).
Certamente, Jó…
• …era de carne e osso e dotado de natureza pecaminosa como todos nós.
• …era frágil, sentia dor e sofria como qualquer ser humano;
• …tinha fome, sede, sono, era limitado física e intelectualmente como qualquer mortal.
• …tinha emoções e sentimentos como nós; consequentemente, sentia a dor do abandono, as críticas, calúnias e frieza de seus amigos.
Assim, em meio ao sofrimento titânico, Jó ficou confuso, desesperado, deprimido. Desamparado, ele reclamou e falou coisas incorretas sobre teologia.
Contudo, em meio às suas crises emocionais e espirituais, Jó não rejeitou Deus como fazem os ímpios (27:7-10). Ele é referência de perseverança a todos nós; pois, mesmo incompreendido pelos amigos (vs. 11-12) e sendo “evangelizado” com mensagens de um Deus tirano (vs. 13-23), não ousou apostatar-se!
Tendo tudo para desistir, Jó persistiu! Que legado!
Amigo(a)! Inspire-se em Jó: Busque, comprometa-se com Deus, confie apesar de tudo, mesmo sem entender muitas coisas! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
507 palavras
Este capítulo pode ser dividido em três partes distintas. Na primeira (v. 1-6), Jó afirma sua integridade e determinação de permanecer fiel até o fim. Na segunda (v. 7-12), ele censura seus inimigos. Na terceira (v. 13-23), considera novamente o modo como Deus trata os ímpios e admite a punição e a destruição final deles. Este discurso toma a forma de uma série de provérbios que Jó cita, um após o outro (CBASD, vol. 3, p. 639).
1 discurso. Do heb. mashal […] O termo sugere uma nova tendência nas palavras de Jó. As palavras combativas e carregadas de emoção estão dando lugar a uma expressão calculada de opiniões que são fruto de grande reflexão (ver a repetição do termo em Jó 29:1) (CBASD, vol. 3, p. 640).
2 Tão certo como vive Deus. Este é o único lugar em que Jó recorre a um juramento. Diante da solenidade da ocasião, ao exortar pela última vez os amigos, Jó acha que é apropriado iniciar suas observações com um apelo a Deus como sua testemunha […] Tamanha é a confiança que Jó tem de sua sinceridade, que ele se sente livre para apelar ao Deus que, conforme sua visão humana, o tem tratado como se ele fosse culpado (CBASD, vol. 3, p. 640).
amargurou a minha alma. Tornou minha vida miserável (Andrews Study Bible).
3. sopro. Heb. ruach […] “vento” (Jó 26:13) e […] o próprio princípio que anima a vida (Ec 3:19) (CBASD, vol. 3, p. 640).
4 injustiça. Os amigos de Jó tentaram extrair dele uma confissão de culpa. Jó não só permanece firme na consciência de sua integridade, mas faz um compromisso decidido de lealdade futura. A despeito da pressão e da tradição, Jó está determinado a ser honesto (CBASD, vol. 3, p. 640).
5 que eu vos dê razão. Os amigos de Jó afirmaram resolutamente que ele era culpado de algum pecado. Em linguagem forte, Jó se recusa a admitir que eles tivessem razão. Algumas pessoas, sob coerção, confessam faltas que não cometeram. Jó se recusou firmemente a fazer isso (CBASD, vol. 3, p. 640).
6 à minha justiça me apegarei. Uma pessoa pode perder propriedades, famílias, amigos, saúde; mas ainda pode ter uma infalível fonte de consolo: a consciência limpa (ver At 23:1; 24:16; 1Co 4:3,4; 2Tm 1:3; 1Jo 3:21) (CBASD, vol. 3, p. 640).
9 tribulação. A hipocrisia consciente e a constante impiedade separam a pessoa de Deus e, freqüentemente, tornam impossível que Ele atenda as orações. Os amigos de Jó fizeram declarações semelhantes, aplicando-as a ele (CBASD, vol. 3, p. 640).
10 invocará a Deus em todo o tempo? O ímpio ora apenas em ocasiões extraordinárias; não habitualmente. Ele permite que suas ocupações interrompam o tempo destinado à oração, negligencia a devoção particular pelo menor pretexto e logo acaba abandonando-a por completo (CBASD, vol. 3, p. 640).
18 traça.Um símbolo da fragilidade, impotência e decomposição (CBASD, vol. 3, p. 641).
choça. Frágil habitação, feita para a época da vindima ou da ceifa, que se desfaz ao ser abandonada, no fim do serviço (Bíblia Shedd).
19 já não a vê. O homem acorda e se vê arruinado ou na mão de assassinos, ou então acorda e descobre que sua riqueza se foi (CBASD, vol. 3, p. 640).
23 batem palmas. O ímpio é objeto de zombaria (CBASD, vol. 3, p. 641).