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A. JÓ É TESTADO
Jó, um homem rico e correto, perde suas posses, seus filhos e suas riquezas. Jó não entende porque está sofrendo. Por que Deus permite que Seus filhos sofram? Apesar de haver uma explicação, talvez não a conheçamos enquanto estamos ainda nesta terra. Neste meio tempo, devemos estar prontos para sermos testados em nossas vidas.
B. OS TRÊS AMIGOS RESPONDEM A JÓ
Os amigos de Jó assumem erroneamente que o sofrimento vem como resultado do pecado. Com isto em mente, eles tentam persuadir Jó a se arrepender de seu pecado. Mas os três amigos estão errados. O sofrimento não é sempre um resultado direto do pecado pessoal. Quando experimentamos severo sofrimento, isto pode não ser nossa falta. Portanto, não precisamos adicionar este sentimento de culpa de que algum pecado oculto está causando nosso problema.
C. UM JOVEM RESPONDE A JÓ
Um jovem chamado Eliú, que ouvira toda a conversação, critica os três amigos por serem incapazes de responder a Jó. Ele diz que Jó, apesar de ser um bom homem, se permitiu se tornar um homem orgulhoso e Deus o estava punindo para humilhá-lo. Esta resposta era parcialmente correta porque o sofrimento purifica nossa fé. Mas Deus está além de nossa compreensão e não podemos saber por que Ele permite que cada momento de sofrimento venha à nossa vida. Nossa parte é simplesmente permanecer fiel.
D. DEUS RESPONDE A JÓ
Deus finalmente responde a Jó. Deus está no controle do mundo e somente Ele entende porque é permitido que o justo sofra. Isto somente se torna claro quando vemos Deus pelo que Ele é. Devemos corajosamente aceitar o que Deus permite que aconteça em nossas vidas e permanecer firmemente comprometidos com Ele.
E. JÓ É RESTAURADO
Jó finalmente percebe que quando nada mais resta, ele tinha a Deus. E isto era suficiente. Através do sofrimento aprendemos que Deus é o suficiente para nossas vidas e nosso futuro. Devemos amar a Deus independentemente se recebemos bênçãos ou sofrimento. O teste é difícil, mas o resultado é sempre um relacionamento mais profundo com Deus. Aqueles que resistem ao teste de sua fé experimentarão grandes recompensas de Deus ao final.
Fonte: Life Application Study Bible Kingsway
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/1
Satanás tinha acesso a Cristo até a cruz, mas não depois (ver História da Redenção, p. 26). No livro de Jó, o objetivo de Satanás era questionar o mérito e culpa das criaturas de Deus. Quando o Filho de Deus perguntou a Satanás se ele havia visto Jó e quão íntegro e reto ele era (v. 8), a resposta foi negativa. Satanás não presta atenção às coisas boas. Ele acusou Jó de ser fiel somente porque Deus o estava abençoando e exaltando (v. 10) e pediu uma chance para derrubá-lo.
Satanás concluiu que Jó iria se voltar contra Deus se as coisas fossem na direção oposta. Após quatro grandes desastres, em choque, Jó fez seis coisas: ele se levantou, rasgou as suas roupas, raspou a cabeça, caiu no chão, adorou a Deus, e discursou, louvando a Deus. Deus se agradou disso, mas Satanás não. Jó não pecou e não culpou a Deus.
Querido Deus,
Dá-nos a força para que, como Jó, “não caiamos quando em tentação”. E que possamos dizer, tanto nos bons quanto nos maus momentos: “Bendito é o meu Deus”. Em nome de Jesus, amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=683
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 1 – Grandes nomes de persongens intelectuais como Tomas Carlyle e Victor Hugo tem o livro de Jó em alta estima alegando que o mesmo foi considerado “a obra prima da literatura humana”.
Este foi o primeiro livro bíblico a ser escrito. Seu autor é Deus, mas o escritor é Moisés – que pastoreava ovelhas do sogro (Jetro), um não-israelita, quando soube da história de Jó, outro não-israelita.
Jó viveu na parte leste do rio Jordão, conhecido atualmente como Jordânia. Ele era rico e respeitado na região. Mesmo não sendo descendente de Abraão, servia o mesmo Deus e tinha a mesma atitude de adoração que o patriarca que se tornou o pai da fé.
Enquanto que Abraão fosse oriundo de uma família pagã, politeísta e idólatra conforme revelado por Deus em Josué 24:2-3, e seus netos fossem avessos à piedade (Gênesis 34-38), os filhos de Jó tinham um pai exemplar, que, conforme revelado por Deus, era íntegro, reto, temente/fervoroso/piedoso e desviava-se do mal.
Além de estruturada espiritualmente, a família em questão era estruturada financeiramente. Entretanto, sua vida passou por uma reviravolta negativa. O capítulo foi assim sintetizado por John E. Hartley:
• Fé e prosperidade de Jó (vs. 1-5);
• Primeira cena diante de Yahweh (vs. 6-12);
• Infortúnio trágico de Jó (vs. Vs. 13-22).
As cenas alternam entre o céu e a terra. Deus provoca Satanás e Satanás provoca a Deus infernizando a vida de Seu servo Jó. Satanás tem acesso ao Céu e a Terra; contudo, não tem poder para ultrapassar os limites instituídos por Deus.
• Deus é soberano; Satanás não pode fazer nada sem Sua permissão!
Jó era homem de oração; todavia, tragicamente perdeu tudo o que tinha. Ele, que orava pelos filhos, os perdeu num só dia! Satanás é um ser real, mau, cruel e destruidor; sem a interferência divina sua periculosidade aumentaria desmedidamente.
Jó, embora seja o livro bíblico mais antigo, escrito décadas antes da composição de Gênesis, que conta uma história ocorrida cerca de 2000 anos antes de Cristo, não apresenta assuntos elementares nem está desatualizado.
Jó ficou falido num só dia, fez o funeral dos dez filhos e, depois, adorou a Deus (vs. 20-22). Um exemplo de fé e motivação para enfrentarmos as dificuldades e injustiças do dia-a-dia.
Observaste o servo Jó? Reaviva-te! – Heber Toth Armí.
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862 palavras
Ao vermos calamidade e sofrimento no livro e Jó, devemos lembrar que vivemos em um mundo caído, onde o bom comportamento nem sempre é recompensado e o mau comportamento nem sempre é punido. Quando vemos um criminoso notório prosperar ou uma criança inocente em sofrimento, dizemos: “Isto está errado”. E está. O pecado distorceu a justiça e tornou nosso mundo imprevisível e feio. O livro de Jó mostra um bom homem sofrendo por nenhuma sua falta aparente. Tristemente, nosso mundo é exatamente assim. Através da vida de Jó podemos ver que fé em Deus é justificável mesmo quando nossa situação parece sem esperança. Fé baseada em recompensas ou prosperidade é vazia. Para ser inamovível, a fé precisa ser construída na confiança de que o propósito final de Deus será realizado. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Devemos experimentar a vida como Jó fez – um dia por vez e sem possuir as respostas para todas as questões da vida. Confiaremos nós, como Jó, completamente em Deus, não interessa o que aconteça? Ou cederemos em tentação, dizendo que Deus realmente não se importa? Life Application Study Bible Kingsway.
terra de Uz. Território extenso a leste do Jordão (cf. v. 3), incluía Edom, no sul (v. Gn 36.28; Lm 4.21), e as terras araméias, no norte (v. Gn 10.23; 22.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
íntegro e justo. Espiritual e moralmente reto. Não significa que Jó fosse impecável. Posteriormente, defende sua integridade moral, mas também se reconhece pecador (6.24; 7.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
que se desviava do mal. Rejeitou as oportunidades que tinha para cometer o pecado. Prevenir o mal é a antítese de satisfazer os maus desejos. Pv 13.19. Podemos desviar-nos do mal ao andarmos pelo caminho reto. Jó dedica sua vida a fugir da iniquidade e a aproximar-se de Deus. Bíblia Shedd.
5 oferecia um holocausto. Antes de serem introduzidas as leis cerimoniais de Moisés, o pai de família fazia o papel de sacerdote (v. Gn 15.9, 10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jó mostrava profunda preocupação pelo bem estar espiritual de seus filhos. Temeroso de que eles pudessem haver pecado sem o saber [por ignorância], ele oferecia sacrifícios por eles. Os pais hoje podem mostrar a mesma preocupação por seus filhos. Isto significa “sacrificar” algum tempo todo dia para pedir que Deus os perdoe, ajude-os a crescer, proteja-os e os ajude a agradá-Lo. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Satanás [NVI]. Lit., “o acusador”. … Em Jó, a palavra hebraica assim traduzida sempre recebe o artigo definido. No texto hebraico de 1Cr 21.1 o artigo já não é usado, porque na ocasião o nome “Satanás” já era usado como nome próprio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 ao SENHOR. Nome israelita de Deus [Iavé, Yahweh], segundo a aliança. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7-12 Alguns sugerem que esse diálogo foi criado pelo autor desse livro. … Se essa conversação não aconteceu, então as razões para o sofrimento permanecem desconhecidas e o livro de Jó é reduzido a ficção em vez de fato. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Debalde. Do heb. chinnam, “por nada”, “para nada”, “sem reservas”, “em vão”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 557. [Por favor, leia tb o comentário do Pr. Christian Abendroth, que comenta o outro possível sentido de chinnam, “de graça”].
Porventura, Jó debalde teme a Deus? (ARA; NVI: “Será que Jó não tem razões para temer a Deus?”). O “acusador” tem a ousadia de acusar o homem a quem Deus elogia: diz que a justiça de Jó, na qual Deus se deleita, é interesseira – âmago do ataque feito no livro de Jó contra Deus e contra Seu servo fiel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Satanás insinuou que Jó servia a Deus por motivos egoístas, pelo ganho material que Deus lhe permitia acumular como estímulo e recompensa pelo seu serviço. Ele tentou negar que a verdadeira religião emana do amor e de uma apreciação inteligente do caráter de Deus; [negar que] que os verdadeiros adoradores amam a religião por causa da própria religião e não da recompensa dela; que os que servem a Deus o fazem porque o servir é correto em si mesmo e não meramente porque o Céu é cheio de glória; e que se ama a Deus porque Ele é signo de afeição e confiança, não porque Ele abençoa que o faz. CBASD, vol. 3, p. 557.
15 sabeus. Provavelmente árabes do sul, de Sabá, cujos descendentes vieram a ser comerciantes ricos de especiarias, de ouro e de pedras preciosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 fogo de Deus. Raio (v. Nm 11.1; 1Rs 18.38; 2Rs 1.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 caldeus. Povo que consistia em beduínos até c. 1000 a.C., quando se estabeleceram no sul da Mesopotâmia e posteriormente se tornaram o núcleo do império de Nabucodonosor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 vento muito forte. Furacão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 Ao ouvir isso, Jó levantou-se. Mantém silêncio, até ficar sabendo que seus filhos foram mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Rasgou o manto e rapou a cabeça. Em sinal de luto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 O SENHOR o deu, o SENHOR o levou. Jó, com a fé que tem, enxerga a mão de Deus em operação, e esse fato lhe dá tranquilidade mesmo da presença da calamidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/RA/et/10
Embora este livro tenha o nome de Ester, a jovem e corajosa rainha, Mordecai é seu ator coadjuvante. Sem a orientação e inspiração da fé, integridade e coragem de Mordecai, Ester provavelmente não teria desenvolvido a força do caráter e da fé em Deus que lhe permitiram falar e salvar seu povo.
Mordecai é um herói humilde, trabalhando silenciosamente nos bastidores, servindo um rei persa, longe de sua amada terra natal. Até o poderoso, egoísta e extravagante rei Xerxes reconhece o valor de Mordecai, seu humilde, sábio e obediente servo.
Quando Mordecai se torna o segundo homem mais poderoso do país, ele ainda se lembra de seus companheiros judeus e trabalha duro para garantir seu bem-estar e proteção. Ele aprendeu o que significa amar a Deus e amar os outros, sejam primos órfãos, seus compatriotas e crentes, ou o rei pagão de um vasto império.
Como sua fé em Deus o inspira a buscar a bênção, o bem-estar e a proteção de outras pessoas, em sua casa, entre os necessitados em sua família mais ampla, em seu local de trabalho, em sua comunidade e em sua igreja? E até o bem-estar de pessoas como o rei Xerxes, que ainda não acreditam em Deus?
Karen Holford
Diretora do Ministério de Família
Divisão Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=682
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Texto devocional da rodada anterior de leitura bíblica:
O curto último capítulo do livro de Ester começa com um claro sinal de que, apesar da crise e da guerra posterior, algumas coisas na Pérsia continuavam as mesmas. O rei Assuero impôs aumentos de impostos sobre a terra e sobre as ilhas. Teria sido este um esforço para compensar os fundos que Hamã havia proposto ao planejar o decreto de morte dos judeus e expoliação de seus bens? Talvez, mas o mais provável é que isto mostrasse o rei simplesmente olhando para o seu personagem favorito: ele mesmo.
Mordecai é confirmado como primeiro ministro [ou grão vizir] e somos lembrados de que tudo foi registrado nas crônicas oficiais dos medos e persas. Mordecai não buscou poder e não permitiu que o poder ou posição envenenassem sua mente com orgulho, como aconteceu com Hamã, seu antecessor. Deus colocou um homem bom em uma posição de influência e abençoou não só o povo judeu através deste ato, mas também todo o Império Persa.
O capítulo final não menciona o nome de Ester. Só nos resta supor que o resto de seu tempo como rainha foi muito parecido com os primeiros cinco anos. Após evitar uma crise terrível, ela continuava casada com o mesmo homem. Mordecai ainda cuidava dela, protegendo-a. Só que agora, ele poderia fazer isso de dentro da corte, em vez de a partir do pátio do palácio. Não sabemos se Ester teve filhos, envelheceu ou morreu feliz. Só conhecemos um momento de sua vida, talvez o de maior bravura e mais difícil e, quem sabe, o seu momento mais brilhante.
Que a nossa vida, também, possa ser reconhecida pela nossa fé. Que a nossa superação dos momentos de dificuldade possam revelar a atuação soberana de Deus em nossa vida, mesmo que o nome dele não seja mencionado, como no livro de Ester.
Jean Boonstra
Voz da Profecia
Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/2016/09/19/
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ESTER 10 – Fim do túnel, beco sem saída, desgraça iminente, suspense, e, por fim emoção, satisfação e alegria. A história bíblica do livro de Ester é fantástica, extraordinária.
“Enquanto a trama dá reviravoltas, o autor desenvolve uma história subjacente sobre o caráter de Deus. A narrativa demonstra a providência e a soberania divinas em uma situação que parecia sem saída. Os israelitas estavam vivendo entre estrangeiros que não se importavam com eles […]. Mas numa época em que Deus parecia estar distante, Ele na verdade se preparava para libertar Seu o povo […]. Na capital persa, Deus demonstrou Sua lealdade ao pacto com os israelitas. Muito tempo antes, Ele prometera a Abraão que amaldiçoaria qualquer pessoa que amaldiçoasse os israelitas (Gn 12.2,3). A queda de Hamã ilustrou de forma dramática a fidelidade de Deus a essa promessa. Até com relação aos israelitas que permaneceram em terras estranhas Ele manteve Sua palavra, pois, apesar disso, considerou-os Seu povo. Assim, o autor de Ester ilustra claramente o que os israelitas estavam festejando no Purim: a fiel proteção que Deus provê a Seu povo” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne House).
O último capítulo de Ester é bem curtinho, contém somente três versículos. Ester não é mencionada na conclusão de seu livro como não foi mencionada no primeiro capítulo. Mordecai tornou-se o segundo maior do reino persa, teve o prestígio do povo; isso tudo, porém, foi pela reviravolta que Deus fez na Pérsia em seus dias.
O Comentário Bíblico Adventista destaca o caráter religioso e o ensino moral do livro de Ester:
• Embora o nome de Deus não seja mencionado, Sua providência é manifestada no livro todo.
• O livro de Ester fornece um relato da origem de um importante festival nacional judaico, a Festa de Purim, que ainda é observada com alegria a cada ano.
• Uma lição moral vital permeia a narrativa. Com o decorrer do breve dia de popularidade de Hamã, a natureza transitória da prosperidade e do poder terrestre se torna dolorosamente evidente. Deus humilha os soberbos e exalta aqueles que confiam nEle.
• A providência de Deus é impressionantemente apresentada. O poder divino está unido ao esforço humano. Os meios utilizados são humanos, mas a libertação, em si, é divina.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Atenção! Escreva tua reação ao livro de Ester:
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735 palavras
1 tributo sobre a terra. Dario Histaspes foi o primeiro monarca a cobrar impostos universais, mas Xerxes (Assuero) se distinguiu como um grande arrecadador de tributos (ver Dan 11:2). O tributo teria que ser ajustado ao longo do tempo, e Xerxes estaria em extrema necessidade de aumentar os impostos depois de retornar da desastrosa campanha contra a Grécia (CBASD, vol. 3, p. 544).
A guerra contra os gregos prolongou-se na Ásia Menor durante muitos anos depois da batalha de Salamina. Havia necessidade desses tributos, para que o império arcasse com as enormes despesas havidas (Bíblia Shedd).
A referência a esses impostos talvez diga respeito a um material presente na fonte utilizada pelo autor, a qual ele recomenda aos leitores que quiserem mais informações e confirmação (Bíblia de Estudo NVI Vida).
as ilhas (ARC). Ou “terras do mar” (ARA), neste caso, as províncias marítimas na fronteira com o Mediterrâneo e o mar Egeu. Estas foram ocupadas por um tempo considerável por guarnições persas, mesmo após a derrota na Grécia, e estariam incluídas em qualquer tributações feitas por Xerxes (CBASD, vol. 3, p. 544 e 545)
Note que o rei e Mordecai são mencionados duas vezes nos últimos três versos do livro. Este não é um livro sobre um imprevisível rei persa, mas sobre um povo cuja sobrevivência se articulou na coragem no comprometimento de duas pessoas (Andrews Study Bible).
2 estão escritos. Esta frase usa as mesmas forma e linguagem utilizadas pelo(s) editor(es) dos livros de Reis e Crônicas para concluir os registros dos reis de Judá e Israel (1Rs 14:29; ver tb 1Rs 15:23; 16:14; 2Cr 25:26). O propósito é claro: apesar de Israel estar disperso por toda a terra, seus líderes compartilham status similar aos reis dos séculos passados (Andrews Study Bible).
livro da história. As Crônicas do império persa, cf 2.23; 6.1. Essas Crônicas devem ter sido estudadas na composição do Livro de Ester (Bíblia Shedd).
3 segundo depois do rei Assuero. Mordecai tinha galgado à posição oficial de Hamã (3.2 e 8.15). Os registros históricos mostram que no ano 465 a.C., aquela posição pertencia a Artabano, que naquele ano assassinou o rei Assuero (Xerxes I). Se os acontecimentos narrados nestes capítulos pertencem ao ano 474 a.C., então é provável que entre 474 e 465 a.c., tanto Ester como Mordecai teriam morrido ou caído do poder; naquele intervalo Vasti recuperou sua posição, apesar dos esforços dos nobres para isso evitar. No caso de Ester ter caído do poder, podemos frisar a expressão de 4.14 “Quem sabe se para tal conjuntura como essa é que foste elevada a rainha?”. A mensagem da sua vida é “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”, (Rm 8.28) (Bíblia Shedd).
Não foram descobertos registros arqueológicos de Mordecai sendo o segundo em comando, mas durante este tempo existe uma estranha falha nos registros persas. […] Foi descoberto um tablete com o nome Mardukaya como sendo um oficial nos primeiros anos do reinado de Assuero; alguns acreditam que este seja Mordecai (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Mordecai é avaliado como um estadista judeu ideal. A importância dele como modelo para os judeus e no estabelecimento da Festa de Purim foi reconhecida no livro apócrifo dos Macabeus, em que a Festa de Purim é chamada de “o dia de Mordecai” (2Macabeus 15.35) (Bíblia de Genebra).
Percebe-se claramente a providência divina em todos os incidentes aqui registrados. Em todos os governos humanos e todos os acontecimentos há sempre um propósito divino; e, assim como Deus exaltou Mordecai com honra e glória, de igual modo poderá agir em favor dos que O amam, e, desse modo, por fim, porá todos os inimigos sob os pés (Comentário Bíblico Devocional-VT, FBMeyer).
No livro de Ester podemos ver claramente Deus trabalhando na vida de indivíduos e nos assuntos de uma nação. Mesmo quando parece que todo o mundo está nas mãos de pessoas perversas, Deus ainda está no controle protegendo aqueles que são Seus. Apesar de não entendermos tudo o que acontece ao nosso redor, devemos confiar na proteção de Deus e manter nossa integridade, fazendo o que sabemos que é correto. Ester, que arriscou sua vida ao comparecer diante do rei, tornou-se heroína. Mordecai, que estava efetivamente condenado à morte, não só sobreviveu, como chegou a se tornar a segunda mais alta autoridade na nação. Não importa quão sem esperança é a nossa condição ou o quanto queiramos desistir, não precisamos nos desesperar. Deus está no controle de nosso mundo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/RA/et/9
Quando chegou o dia para o decreto de Hamã ser executado e todos os judeus serem aniquilados, o edito de Ester e Mordecai entrou em vigor para protegê-los. Com os nobres e líderes locais ao seu lado, os judeus estavam em uma posição forte para se defender. Em dois dias eles massacraram milhares de seus inimigos, incluindo os dez filhos de Hamã.
Olhando para trás, a partir do ponto de vista do século XXI, essas cenas violentas tornam a leitura desconfortável. Mas acima e além do derramamento de sangue, a grande história de Ester é que Deus proporcionou uma importante vitória ao seu povo e os resgatou de seus inimigos. Esta é uma história que vale a pena lembrar, celebrar e passar às gerações futuras.
O Purim ainda é comemorado por muitos judeus hoje, com presentes, festas e histórias. É um momento de alegria e riso para crianças, famílias e comunidades inteiras.
Quais são as histórias das vitórias de Deus em sua família? Como Ele te protegeu, guiou e respondeu às suas orações sinceras? O que você pode fazer para lembrar esses tempos com alegria, gratidão e celebração e como passará essas poderosas histórias do amor de Deus através das gerações de sua própria família?
Karen Holford
Diretora do Ministério de Família
Divisão Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=681
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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ESTER 9 – Se chegarmos ao extremo de nossas forças sem percebermos possibilidades de resistir, portas e janelas da graça abrem-se miraculosamente para observarmos a poderosa providência de Deus agindo sobre a ignorância e arrogância dos incorrigíveis pecadores maus.
Antes, porém, se Deus nos conduz ao limite de nossas capacidades é porque quer despertar a fé dormente em nosso coração, moldar nossa espiritualidade e desenvolver nossa confiança nEle.
É exatamente essa preparação que o autor inspirado nos demonstra nos capítulos 1-8. Deus preparou Ester, a qual tornou-se corajosa, destemida e ousada; foi sábia, estrategista e muito capaz. Porém, o herói da história é Deus, mesmo que Seu nome não apareça explicitamente no texto. Como reverter uma lei irrevogável como a lei dos Persas?
Por causa disso, e de outras reviravoltas sobrenaturais, foi óbvia a atuação de Deus em prol de Seu povo, “a menina de Seus olhos”. Neste capítulo, Seu povo reage após a graça de Deus operar e criar oportunidades de livrar-se dos seus inimigos cruéis e destrutivos.
• Ester: Uma menina órfã, cujo povo estava na terra do exílio quando deveria ter voltado à Terra da promessa, foi alvo da graça de Deus para livrar Seu povo negligente da desgraça eminente (vs. 1-2);
• Mordecai: Um homem comum, permitiu-se, assim como Ester, ser alvo da graça do Deus que transformou o que ele fez em bênçãos revertendo a desgraça dos judeus em graça (vs. 3-15);
• Os judeus na Pérsia: Um povo acomodado, negligente, materialista, porém deu ouvidos às instruções de Ester, jejuaram e agiram com ousadia e fé diante de uma ameaça irreversível. Por fim, criaram e celebraram a festa do Purim por causa da graça divina (vs. 16-32).
“Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração. O mundo é uma oficina em que pela cooperação de agentes divinos, Jesus está, por Sua graça e divina misericórdia, fazendo experiências em corações humanos” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.