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EZEQUIEL 27 – As profecias bíblicas são muito interessantes e impressionam a cada crente que dedicar seu tempo a estudá-las.
Observe estas comparações proféticas:
• Do mesmo jeito que o julgamento de Tiro afetou suas músicas (Ezequiel 26:13), Deus extinguirá às músicas da Babilônia espiritual no fim dos tempos (Apocalipse 18:22).
• A grandiosidade de Tiro representada por um grande navio comercial (Ezequiel 26:16-17, 29), é também usada para a Babilônia mística (Apocalipse 18:17, 19, 23).
• Assim como a queda de Tiro suscitou um lamento mundial (Ezequiel 26:17; 27:30-32, 36), o mesmo se dará com a Babilônia espiritual (Apocalipse 18:9-11, 15-19).
• Tiro pereceu, embora fosse uma afamada cidade (Ezequiel 26:17), Babilônia foi devastada, embora tivesse domínio sobre os reis da Terra (Apocalipse 18:10, 18-19).
• Uma grande tempestade afundaria o navio Tiro e ele não mais seria encontrado (Ezequiel 26:19, 21; 27:26-27, 34, 36); Babilônia também será arrojada no profundo mar (Apocalipse 18:21).
• Tiro era forte no comércio internacional (Ezequiel 27:3, 36), Babilônia teve grandes comerciantes no mundo (Apocalipse 18:15, 23).
• A profecia de Ezequiel enfatiza as mercadorias de Tiro (27:27), a profecia de João enfatiza a mercadoria da Babilônia mundial (Apocalipse 18:11).
• Ezequiel declara que “lançarão pó sobre a cabeça” de Tiro (27:30); João usa a mesma expressão para a Babilônia (Apocalipse 18:19).
• Um sentimento de nostalgia é evidente na pergunta “Quem foi Tiro…?” (27:32); o mesmo sentimento se percebe em Apocalipse 18:10, 18-19.
• Tiro favoreceu o enriquecimento dos reis da Terra (Ezequiel 27:33), Babilônia enriqueceu os políticos do mundo (Apocalipse 18:9, 15).
• As riquezas de Tiro promoveram orgulho (Ezequiel 28:5), com Babilônia não foi diferente (Apocalipse 18:14-15, 17, 19).
• Deus puniria Tiro com estrangeiros de diversas nações (Ezequiel 28:7); as nações se ajuntarão num lugar chamado Armagedom, onde Babilônia enfrentará seu julgamento (Apocalipse 16:16; 17:14; 19:11, 15, 19).
• Fogo consumiu e reduziu a cinzas a megalomaníaca cidade de Tiro (Ezequiel 28:18), o mesmo castigo consumirá a megalomaníaca Babilônia apocalíptica (Apocalipse 17:16; 18:8-9).
As profecias do Antigo Testamento são a base para se entender as profecias do Novo Testamento. Quem negligencia o complemento entre o Antigo e o Novo Testamento cai em especulações teológicas sem fundamento.
O passado explica o futuro!
Vamos reavivar no estudo da Bíblia e de suas profecias para preparar-nos para o fim dos tempos? – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 26 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 26 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
EZEQUIEL 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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26:1-28:19 Profecias contra Tiro, localizada no atual Líbano. A cidade era o principal porto marítimo dos fenícios. … É provável que o profeta dedique tanto espaço para descrever o caráter de Tiro porque este se assemelha tanto ao seu líder supremo, o querubim caído (ver nota sobre 28:12-19). Muitas de suas descrições de Tiro e de seu castigo nos cap. 26-28 são mencionadas em alusão ao julgamento da Babilônia mística (Ap 17-18). Bíblia de Estudo Andrews.
[Este capítulo] Prediz a sequência de destruição da cidade, envolvendo no mínimo dois poderes (v. 1-14; observe a alternância entre “ele” [referência a Nabucodonosor, v. 7-11] e “elas”, expresso ou subentendido, nos v. 4, 5, 12). Os acontecimentos históricos cumpriram esta profecia de modo notável. Primeiramente, Nabucodonosor conseguiu tomar a cidade velha, em terra firme, após um cerco de 13 anos (585-572 a.C.; v. 7-11; 29:18). Mais de 200 anos depois, as tropas de Alexandre, o Grande (o “elas”, expresso ou subentendido nos v. 4, 5, 12), cumpriram literalmente a outra parte da profecia (v. 4, 12), pois arrastaram para o mar as ruínas da cidade em terra firme, já destruída, e construíram um caminho para a cidade insular, terminando a conquista após um cerco de sete meses, em 332 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.
2 Tiro. Esta era uma poderosa cidade comercial composta da “antiga Tito”, situada no continente, e da “nova Tiro”, construída sobre uma ilha rochosa, com 57 hectares de área e que ficava a 800 m da costa. … Dali os tírios enviavam suas frotas de navios até África Ocidental, no Atlântico e, possivelmente, até o que seria hoje a Grã-Bretanha. Tiro fundou colônias na Espanha e no norte da África, algumas das quais se tornaram famosas, como Cartago, Gades (hoje Cádis) e Abdera. Tiro também foi famosa por seus artesãos. Seus produtos manufaturados como trabalhos em cobre, produtos têxteis (especialmente tecidos de púrpura) e artigos de vidro e cerâmica tinham fama mundial.
Os fenícios falavam uma língua semita. A religião desempenhava papel importante na vida deles. seu deus principal era Melcarte (às vezes, chamado Baal Melcarte), o deus patrono de Tiro. Este era o Baal adorado em Israel por influência de Jezabel. Também adoravam Astarote e outras divindades com orgias corruptas (ver vol. 2 [CBASD], p. 21-23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 732.
3 Muitas nações. Depois de Nabucodonosor ter destruído a cidade no continente, sucessivas conquistas reduziram ainda mais a orgulhosa cidade. Tiro se tornou parte do império persa, embora conservasse a condição de independência parcial. CBASD, vol. 4, p. 733.
4 Varrerei o seu pó. Uma figura que expressa extensa destruição. Posteriormente, quando Alexandre sitiou a nova Tiro, construiu uma passagem do continente para a ilha com o uso de pedras e entulho da antiga Tiro como material. CBASD, vol. 4, p. 733.
5 Enxugadouro de redes. O lugar da antiga Tiro ainda é usado pelos pescadores para enxugar suas redes. CBASD, vol. 4, p. 733.
7 O rei dos reis. Daniel aplica o mesmo título a Nabucodonosor (Dn 2:37). Os reis persas adotavam este título (Dn 2:37). Os reis persas adotavam este título (ver Ed 7:112), como se pode ver pelas inscrições. CBASD, vol. 4, p. 733.
Com cavalos. As várias divisões do exército mencionadas são todas forças terrestres. não há registro de uma força naval empregada para facilitar a conquista da cidade localizada na ilha. O cerco durou 13 anos. Nabucodonosor destruiu completamente a cidade que ficava no continente, mas não conseguiu tomar a da ilha. Chegou-se a um acordo pelo qual Tiro aceitou se submeter a Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 733.
13 Com cantigas. O simbolismo e a linguagem de certas passagens dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel repercutem no livro do Apocalipse. … Vários aspectos da punição da cidade literal de Tiro, apresentada em Ezequiel 26 a 28, são valiosos num estudo da punição à Babilônia mística, apresentada em Apocalipse 17 e 18.
14 jamais será edificada. Prediz a destruição total e permanente da cidade de Tiro. O local desértico da antiga Tiro ainda é usado por pescadores para secar suas redes. Entretanto, a passagem não significa que haveria, necessariamente, uma total ausência de construções neste lugar para sempre. A antiga cidade de Tiro, com sua cultura e civilização, extinguiu-se para sempre, por mais que construções modernas sejam levantadas nos lugares antigos. Bíblia de Estudo Andrews.
A profecia de Ezequiel foi contra a Tiro de seus dias, em sua antiga glória e cultura. Qualquer construção moderna de uma cidade naquele local não seria uma renovação da antiga cultura e, portanto, não invalidaria a palavra do profeta. CBASD, vol. 4, p. 734.
16 Príncipes do mar. Isto é, “príncipes mercadores”, que obtiveram riqueza e poder por meio do comércio, e não soberanos de fato (ver Is 23:8). CBASD, vol. 4, p. 735.
19-21 cova. Referência à sepultura. A cidade é personificada e retratada como que indo para a sepultura, onde “jamais será achada”(v. 21). Bíblia de Estudo Andrews.
19 Fizer vir sobre ti as ondas do mar. Nos v. 19 a 21, Tiro é descrita como se descesse ao abismo. Todos os que já morreram são representados como se estivessem ali. Às vezes, poeticamente, como em Isaías 14, quando chega alguém novo ao abismo, os habitantes desse lugar são descritos como se despertassem para saudá-lo ou dar-lhe as boas-vindas (ver com. [CBASD] de Is 14:9, 10). Tudo isto, evidentemente, é figurativo. Ezequiel usa a mesma linguagem com relação ao Egito (Ez 32:18-32). CBASD, vol. 4, p. 735.
20 Criarei coisas gloriosas. … quando a poderosa Tiro, que então se alegrava com a calamidade de Judá, fosse contada entre os mortos, Deus estabeleceria Seu povo. CBASD, vol. 4, p. 735.
21 Jamais será achada. … pode-se entender as palavras de Ezequiel com ose significassem que a antiga cultura e civilização de Tiro desapareceriam. Nuca mais o antigo império seria reavivado. CBASD, vol. 4, p. 735.
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EZEQUIEL 26 – O olhar divino está atento a tudo. Deus não deixa o mal escarnecer do bem. Ele é intolerante às desgraças causadas pelo pecado; portanto, o Seu juízo é o meio de impedir as ações do diabo por sobre a criação e as criaturas.
Os filisteus do capítulo anterior (vs. 15-17) receberam uma profecia de Ezequiel por causa de seu espírito de vingança para com o povo de Deus. “A hostilidade entres os dois povos remonta à época dos Juízes e durou vários anos” (Siegfried J. Schwantes). “Seu ódio infindável de Judá trairia sobre eles a vingança do Senhor” (William MacDonald).
Tudo o que os seres humanos semearem, isso também colherão. Com Deus não se brinca e ninguém pode driblá-lO, enganá-lO ou suborná-lO.
Com Tiro, não seria diferente. Ezequiel profetiza contra esse povo também. É a quinta nação alvo da revelação divina. E, também aqui, temos muitas lições a aprender.
1. Desejar ou celebrar a ruína das pessoas são formas de autodestruir-se (vs. 1-3).
2. Cobiçar as coisas alheias, movido por ambição e poder, é o caminho da queda (vs. 4-14).
3. A notícia da ruína de uma nação poderosa serve de alerta para outras nações que estão no mesmo caminho da destruição (vs. 15-21).
A profecia declara que Tiro, por seu orgulho e arrogância, desejo de supremacia em detrimento da desgraça dos outros, se tornaria em mero “enxugadouro de redes”. W. M. Thomson comenta sobre Tiro:
“A ilha propriamente dita tem não mais de 1,6 quilômetro de extensão. A parte que se projeta para o sul além do istmo mede cerca de quatrocentos metros de largura e apresenta um terreno rochoso e irregular. Ocupada hoje em dia por apenas alguns pescadores é, de fato, um ‘enxugadouro de redes’”.
Reflita! A Palavra de Deus…
• …não falha, ela se cumpre mesmo quando não parece provável seu comprimento.
• …é clara, devemos dar a atenção a tudo o que está escrito na Bíblia, revelado para nosso bem, nossa salvação e absolvição no dia do juízo.
• …nos alerta graciosamente, mostrando quais serão os resultados de nossos maus atos se os mantivermos.
Tiro foi inicialmente conquistada por Nabucodonosor, mas totalmente destruída por Alexandre Magno. A profecia de Ezequiel se cumpriu perfeitamente; as outras profecias bíblicas logo terão também seu pleno cumprimento. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 25 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 25 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
EZEQUIEL 25 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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25:1 – 32:32 Depois do cerco de Jerusalém, que selou a condenação nacional, Deus chamou a atenção de Ezequiel para as nações vizinhas. elas também seriam julgadas. O Senhor, “que possui os céus e a terra”, (Gn 14:19) é Rei sobre todas as nações (Sl 96:10), controlando seus territórios e suas fronteiras (Dt 32:8; 2Rs 10:32; Is 10:13), direcionando sua migração (Am 9:7), erguendo-as e as derrubando (Is 40:22; Jr 1:10; 27:5; Dn 2:21). Toda a Terra está sujeita a uma “aliança eterna”(Is 24:5), lei ou código internacional de padrões humanos segundo o qual todas as nações têm deveres éticos de civilidade e humanidade (Am 1-2). Deus, em sua soberania universal, é quem garante a justiça e a decência entre as nações, em seu trato umas com as outras. As nações que violam as normas universais de comportamento apropriado recebem sanções divinas por seus crimes. … Naquele ponto da história, Babilônia estava exercendo o papel de agente divino de julgamento a outras nações; portanto, nesse contexto, ela não seria julgada (Dt 28:32-57; 2Cr 36:17; Jr 25:9; Hc 1:5-11). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Veio a mim. Começa assim uma nova série de profecias que tem a ver com várias nações vizinhas. Ezequiel havia terminado seu testemunho relativo à destruição de Jerusalém e aos remanescentes da nação israelita. Ele não devia dizer mais nada com relação a isso, mas devia aguardar o cumprimento do juízo predito. No intervalo, Deus lhe ordena dirigir a atenção às nações vizinhas de Israel e a predizer o inevitável destino das mesmas. O juízo havia começado pela casa de Deus (ver Ez 9:6; cf. 1Pe 4:17), mas então devia se estender para o resto do mundo.
Deus não é Deus de uma nação apenas; é o Deus do mundo todo. Não faz acepção de pessoas. Todos são Seus, sem distinção de nacionalidade. Ele está tão ansioso por salvar os habitantes de uma nação como os de outra. … Esta nova seção contém mensagens para sete nações que estavam intimamente relacionadas com a sorte de Israel e Judá: Amom (Ez 25:1-7), Moabe (25:8-11), Edom (25:12-14), Filístia (25:15-17), Tiro (26:1 a 28:19), Sidom (28:20-23) e Egito (29:1-32:32). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 728, 729.
2 Os filhos de Amom. Eram descendentes de Ló por meio de sua filha mais nova, e, assim, parentes consanguíneos de Israel (Gn 19:38). Durante séculos haviam mostrado hostilidade (Jz 3:13; 11:12-15, 32, 33; 1Sm 11:1-11; 2Sm 10:6-14; Am 1:13-15). a religião deles era uma superstição degradante e cruel, que exigia sacrifícios humanos. O culto amonita a Moloque era uma contínua tentação para Israel (ver 1Rs 11:7). CBASD, vol. 4, p. 729.
3 Bem feito! Do heb. he’ach, uma interjeição que aqui indica perversa alegria pela queda de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 729.
4 Filhos do Oriente. Do heb. beneqedhem. O nome é aplicado a várias tribos nômades que percorriam de um lado para outro o deserto a leste de Amom e Moabe (ver Gn 29:1; Jz 6:3, 33; 7:12; 8:10; 1Rz 4:30; Jó 1:3). CBASD, vol. 4, p. 729.
5 Rabá. O nome moderno é ‘Ammân. CBASD, vol. 4, p. 729.
6 Bateste as palmas. Bater palmas e patear (bater os pés) são gestos de forte emoção (Nm 24:10; Ez 21:14, 17; 22:13); aqui estas ações são manifestações de alegria maliciosa. A causa do regozijo aparentemente não era a perspectiva de vantagem material, mas a malícia e a “maldade contra Israel”(NVI). CBASD, vol. 4, p. 730.
7 Saberás que Eu sou o SENHOR. Um fato que eles não estavam dispostos a reconhecer antes. Deus pretendia que um conhecimento se Seu poder os levasse a buscar a salvação. CBASD, vol. 4, p. 730.
8 Moabe e Seir. Os moabitas eram descendentes de Ló por meio de sua filha mais velha, e, portanto, parentes consanguíneos de Israel, da mesma forma que os amonitas (ver com. do v. 2). Esses dois povos, intimamente associados em sua história e no curso que seguiam, recebem a ameaça de destino semelhante. CBASD, vol. 4, p. 730.
Como todas as nações. Os habitantes de Judá afirmaram que seu Deus era superior aos deuses pagãos e capaz de livrá-los. Agora os infortúnios de Judá pareciam negar essa afirmação. Os moabitas exultaram ante a triste situação de seus vizinhos ao oeste [Judá]. CBASD, vol. 4, p. 730.
12 Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú, irmão mais velho de Jacó. A hostilidade entre Israel e Edom remonta à época em que Esaú vendeu o direito de primogenitura a Jacó (Gn 25:29-34). CBASD, vol. 4, p. 730.
13 Temã. A exata localização desta cidade é desconhecida; … As pessoas de Temã eram famosas por sua sabedoria (Jr 49:7; Ob 8, 9). CBASD, vol. 4, p. 731.
14 Por intermédio do Meu povo. Esta frase sugere que a vingança divina sobre Edom seria realizada por meio dos israelitas. Alguns propuseram que esta predição se cumpriu na época dos macabeus, quando João Hircano venceu os idumeus (Josefo, Antiguidades, xiii.9.1) e os obrigou a se submeter à circuncisão com o sinal de que haviam sido absorvidos pelo povo judeu. Parece mais provável que esta porção da profecia se cumpriria na execução dos planos de Deus para o reino restaurado de Israel. Esse novo Estado teria finalmente esmagado todos os seus inimigos (ver Ez 38; 39). CBASD, vol. 4, p. 731.
15 Filisteus. Habitavam a oeste de Judá, na planície costeira; perturbaram Israel continuamente até Davi subjugá-los (2Sm 21). em relação a sua origem, ver Am 9:7 e as notas [BEAndrews]sobre Gn 10:14; 20:1. Os filisteus continuaram a ser hostis a Israel (Is 14:29-31; Jr 47; Am 1:6-8; Sf 2:4-7) até o cativeiro imposto por Nabucodonosor. Bíblia de Estudo Andrews.
16 Os queretitas. Um tribo que, provavelmente, vivia na costa, ao sul dos filisteus (ver com. de 1Sm 30:14; cf. Sf 2:5). CBASD, vol. 4, p. 731.
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EZEQUIEL 25 – O texto bíblico, em Ezequiel, nos traz preciosos ensinamentos para nortear nossa vida e fortalecer nossa convicção nos planos divinos.
Os capítulos de Ezequiel 25 a 32 deveriam ser estudados em paralelo com os capítulos de Isaías 13 a 23 e de Jeremias 46 a 51. As nações destes capítulos são julgadas pelo Deus de Israel, pois Ele não tolera o pecado na vida de nenhum habitante deste planeta.
No capítulo em pauta, Ezequiel profetiza contra as seguintes nações:
1. Amom (vs. 1-7);
2. Moabe (vs. 8-11);
3. Edom (vs. 12-14).
Estas três nações tinham parentescos com Israel. Amonitas e moabitas eram filhos incestuosos de Ló com suas duas filhas (ver Gênesis 19:29-38). Os edomitas são os descendentes de Esaú, que por vender seu direito à primogenitura por um prato de lentilhas vermelhas, ficou conhecido como Edom, que quer dizer avermelhado.
Esaú era irmão gêmeo de Jacó que se tornou Israel, filhos de Isaque. Amom e Moabe eram sobrinhos de Abraão, o pai da fé, que gerou a Isaque, o filho da promessa.
Estas três nações poderiam ter seguido o exemplo de Abraão na questão da ética e da religião, mas preferiram um código de ética pautado pelo pecado e uma religião pagã, politeísta e intolerante aos princípios do verdadeiro Deus.
A independência ao Deus verdadeiro e a negligência aos Seus nobres princípios morais interferem na forma de lidar com o próximo. O analfabetismo teológico desemboca numa ética questionável. A ignorância na revelação de Deus torna o ser humano ignorante e intolerante até com seus parentes.
Anote em teu coração estas verdades:
• Brigas familiares causam dores e tragédias, isso é falta de aplicar os princípios de Deus na vida familiar.
• Uma religião pessoal sem base bíblica não possui poder de transformar o terrível coração dos nossos parentes.
• Imoralidades, corrupções e falta de ética com o próximo atraem o julgamento do Deus verdadeiro.
Portanto, dediquemo-nos a viver as verdades reveladas na Palavra de Deus; pois, além de vivermos mais felizes aqui neste mundo seremos absolvidos no dia do juízo!
Como o pecado penetrou em cada canto do mundo, Deus tomou providências para erradicá-lo de todos os lugares. Nada escapará de Sua vista; assim, o mal não driblará Deus e, então, o bem vencerá plenamente!
Amigos… animemo-nos! – Heber Toth Armí
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 24 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 24 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
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1374 palavras
1 Nono ano. Do cativeiro de Joaquim (ver com. [CBASD] de Ez 1:2), isto é, 589/588 a.C. Esta é a mesma data de 2 Reis 25:1; e de Jeremias 39:1, 2; 52:4 e 5. O dia foi posteriormente observado pelos judeus com um jejum (Zc 8:19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 726.
Este capítulo é uma das mais violentas acusações que já foi lançada contra uma nação. Qualquer busca de alianças internacionais com a Assíria, ou Egito, ou Babilônia (vv 3,5 e 15), nas quais os israelitas receberiam vantagens carnais em troca da aceitação da idolatria dessas nações pagãs, era adultério contra a fidelidade a Deus. Bíblia Shedd.
2 Escreve o nome deste dia. É ordenado ao profeta anotar o dia exato em que deu a mensagem, e o anunciar como o dia em que Nabucodonosor começou o ataque a Jerusalém. Uma vez que Babilônia ficava a cerca de 800 km de Jerusalém [em linha reta] e a mais de uma vez e meia essa distância pela estrada regular, a notícia não poderia ter alcançado o profeta por meios humanos. Portanto, posteriormente, quando receberam informações sobre o ataque a Jerusalém, os cativos tiveram, ao se comparar as datas, prova convincente de que as mensagens de Ezequiel eram de origem divina. CBASD, vol. 4, p. 726
3 Parábola. Do heb. mashal (ver vol. 3, p. 1061). Não é dito se Ezequiel apenas proferiu a parábola ou se, na verdade, encenou o ato simbólico. CBASD, vol. 4, p. 726.
Põe ao lume a panela (ARA). NVI: “Ponha a panela para esquentar”.
4 Pedaços de carne, todos os bons pedaços. …forma de enfatizar que todos, até os melhores, seriam envolvidos na ruína. CBASD, vol. 4, p. 726.
5 Ferver bem. A violência de um sítio rígido, típico da época. Bíblia Shedd.
6-13 A cidade de Jerusalém era como uma panela tão incrustada de pecado que não ficaria limpa. Deus queria limpar a vida daqueles que viviam em Jerusalém e deseja limpar nossa vida hoje. Às vezes, Ele tenta nos purificar por meio de dificuldades e circunstâncias difíceis. Quando você enfrentar tempos difíceis, permita que o pecado seja eliminado de sua vida. Veja seus problemas como oportunidades para que sua fé cresça. Quando essa hora chegar, as prioridades e desvios desnecessários serão eliminados. Podemos reexaminar nossas vidas para que façamos o que realmente importa. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Ferrugem. A cidade em si, representada pela panela, está, por assim dizer, corroída pela ferrugem. CBASD, vol. 4, p. 726
Pedaço por pedaço. Os habitantes de Jerusalém seriam levados pela morte ou pelo cativeiro. CBASD, vol. 4, p. 726.
7 Sobre a penha descalvada (ARA; NVI: “na rocha nua”). Representa um campo aberto para os pecados cometidos sem pudor, que aclamam sem punição perante toda sociedade humana (Gn 4.10; Jó 16.18; cf Hb 12.24 mostra que o sangue de Jesus, ao invés de clamar contra o pecador, intercede pela sua conversão, sua justificação e sua santificação. Bíblia Shedd.
Isso indica que os crimes de violência praticados em Jerusalém (ver Ez 22:12, 13; 23:37; etc.) tinham sido abertos e escancarados (ver Gn 4:10; Jó 16:18; Is 26:21). CBASD, vol. 4, p. 726
8 Seu sangue. Isto é, o sangue a ser derramado na destruição de Jerusalém. A punição seria tão notória aos olhos do mundo como o havia sido o pecado. CBASD, vol. 4, p. 726.
11 Vazia. A cidade sem habitantes. O fogo deve arder até consumir a ferrugem. A própria cidade seria destruída. Os v. 11 a 14 falam da ineficácia dos esforços anteriores em operar reforma e indicam que os juízos iminentes eram inevitáveis e completos. CBASD, vol. 4, p. 726, 727.
13 Nunca purificada. Este fogo é para destruição, e não para a refinação do metal (22.20). Bíblia Shedd.
15 Veio a mim a palavra. Inicia-se uma nova seção, não diretamente ligada à parábola dos v. 1 a 14. CBASD, vol. 4, p. 727.
15-27 A mulher de Ezequiel, “a delícia dos [seus] olhos”, havia morrido de repente, simbolizando que o santuário, a “delícia” e o “prazer”do povo, seria destruído. A maior catástrofe da nação aconteceria: o povo de Deus perderia o templo. O centro de adoração seria queimado; Jerusalém, a capital, seria destruída; a liberdade nacional se perderia; as casas e a terra seriam confiscadas; muitas pessoas morreriam ou ficariam feridas; a maioria seria levada em cativeiro para Babilônia. Bíblia de Estudo Andrews.
16 Tirarei. Ezequiel foi informado de que sua esposa, a quem ele amava, estava para morrer. Não é preciso inferir, a partir da linguagem usada aqui, que a morte dela foi resultado de uma ação direta de Deus. Talvez a mulher já estivesse doente havia algum tempo, e Deus quis adverti-lo de que ela morreria. Por uma figura de linguagem, com frequência se diz que Deus faz aquilo que Ele permite ou não impede que aconteça (ver DTN, 24, 470, 471). … Aqui a perda da delícia dos olhos de Ezequiel foi usada para impressionar a mente do povo com a mensagem divina.
A experiência de Ezequiel mostra que o dedicar-se ao serviço de Deus não significa imunidade contra sofrimento e infortúnio. Às vezes, parece que os mensageiros de Deus são mais assaltados do que outros não ativamente empenhados na causa divina. Muitos desastres acometem os que se dedicam a Deus em algum campo missionário. Por vezes, morte repentina ou penosa enfermidade sobrevém aos fiéis. Essas calamidades não devem ser consideradas como golpes do juízo divino. Elas são resultado da obra de Satanás. As ações do inimigo contra os fiéis e mesmo infiéis mostram a verdadeira natureza do mal no grande conflito. Este princípio é demonstrado na história de Jó. Contudo, quando o inimigo traz aflições, Deus pode fazer com que a tragédia se converta em bem, para a purificação dos que permanecem (ver DTN, 471). CBASD, vol. 4, p. 727.
17 Não faças lamentação. Os costumeiros sinais de luto deviam ser evitados (ver Js 7:6; 1Sm 4:12; 2Sm 15:30, 32; Is 20:2; Mq 3:7). CBASD, vol. 4, p. 727.
Mantenha apertado o seu turbante. O enlutado normalmente o retirava e colocava pó na sua cabeça (v. Js 7.6; 1Sm 4.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Pão que te mandam. Provável referência a uma refeição relacionada ao funeral (ver Dt 26:14; Jr 16:7; Os 9:4). CBASD, vol. 4, p. 727.
18 Falei. Não se diz o que o profeta falou. Talvez ele tenha partilhado com os concidadãos a trágica notícia com respeito à morte da esposa. CBASD, vol. 4, p. 727.
19 O que significam estas coisas.Já que o povo de Israel no cativeiro não quis escutar à pregação do profeta (3.7), ao menos não deixava de mostrar curiosidade sobre as ações invulgares do mensageiro de Deus. Bíblia Shedd.
Não se diz o que o profeta falou. Talvez ele tenha partilhado com os concidadãos a trágica notícia com respeito à morte da esposa. CBASD, vol. 4, p. 727.
21 profanarei o Meu santuário. O santuário, a delícia dos olhos do povo, devia ser profanado e destruído. Os pés profanos dos gentios adentrariam os sagrados recintos, aonde nem mesmo os sacerdotes podiam ir. CBASD, vol. 4, p. 727.
delícia dos vossos olhos. O templo, que embora possuindo a bênção de Deus, nunca seria suficiente para garantir a vitória e a prosperidade a um povo que estava vivendo na idolatria, em plena rebelião contra Deus. É o caso de uma igreja que, alegando ser portadora da graça divina, lança fora a palavra de Deus, em favor das próprias tradições. Qualquer lamentação contra a destruição de tal organização será forçosamente considerada como rebelião contra a própria justiça divina. Daí o silêncio do profeta sobre a morte da esposa inocente e amada, para mostrar que muito menos se podia lamentar a chorar pela ruína da cidade sanguinária (24.6). Bíblia Shedd.
22 bigodes. Cobrir a parte inferior do rosto era sinal de desgraça, de vergonha e de angústia (Lv 13.45). O pão. Aqui, apenas quer dizer comida em geral, que se manda ao enlutado, visto que sua aflição lhe tolhe a possibilidade de pensar nos misteres diários. Neste caso, a vida teria que seguir normalmente, daí para frente, pois havia já o tempo que Ezequiel estava preparando o povo a assumir a responsabilidade de remanescente único do Israel de Deus, e a reconhecer que Jerusalém precisava ser destruída para remover a iniquidade nacional. Bíblia Shedd.
27 Nesse dia. Ezequiel é informado de que, quando recebesse a notícia da queda da cidade (ver com. [CBASD] de Ez 33:21, 22), voltaria a falar (ver Ez 3:26, 27). CBASD, vol. 4, p. 727.
Por algum tempo, Ezequiel não teve permissão de falar, exceto quando Deus lhe desse uma mensagem para entregar ao povo (3:25-27). Essa restrição logo terminaria quando Jerusalém fosse destruída e todas as profecias de Ezequiel sobre Judá e Jerusalém se cumprissem (33,21, 22). Life Application Study Bible Kingsway.
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EZEQUIEL 24 – A realidade cruel em que se encontra nossa sociedade se deve ao abandono da verdade revelada por Deus em Sua Palavra.
Neste capítulo, “as inúmeras mensagens de Ezequiel para os exilados judeus espiritualmente cegos chegam a seu ponto culminante com um tom grave” – diz Warren Wiersbe.E continua: “Este capítulo encerra a seção do livro que se concentra na destruição de Jerusalém (caps. 4-24) e é dividido em duas partes: uma parábola sobre uma panela (Ez 24:1-14) e um ‘sermão prático’ envolvendo a morte súbita da esposa do profeta (vv. 15-27). Depois disso, Ezequiel trata do juízo de Deus sobre as nações gentias (caps. 25-32) e de suas gloriosas promessas para o povo de Israel”.
Do capítulo em análise, extraímos os seguintes ensinamentos:
• Colocar a panela ao fogo e deitar-lhe água mostra o início do julgamento. Os pedaços de carne acrescentados eram os judeus de Jerusalém buscando abrigo nas cidades vizinhas. A fervura e o cozimento eram o sofrimento pelo sítio babilônico. Deus não quer destruir – Ele inicia devagar e progressivamente sua disciplina, intentando mostrar que o mal não compensa (vs. 1-5).
• A panela enferrujada é a cidade de Jerusalém, “a cidade sanguinária”. A imundícia moral tomou conta total de seus habitantes que nem vergonha sentiam pelo que faziam. Deus faria com que a lenha fosse amontoada, o fogo aceso, a carne cozida, os ossos se queimarem… até a panela esvaziar-se. Deus coloca freio no desenvolvimento do pecado purificando Seu povo; todavia este prefere o pecado (vs. 5-14).
• Ezequiel era casado, sua esposa era “a delícia de seus olhos”. Subitamente ela morreria, segundo a orientação divina; e, ele não deveria adotar manifestações externas de luto. Assim como um profeta está disposto a tudo para ver a salvação dos pecadores, Deus também – a tal ponto de enviar Seu Filho para morrer de forma cruel, violenta e vergonhosa pelos pecadores (vs. 15-18).
• Os filhos dos judeus e o templo como objeto de “orgulho de seu poder” seriam destruídos pelos caldeus. Então, a dor seria tão grande que ninguém lamentaria ou choraria, apenas gemeria igual que Ezequiel pela morte da esposa (vs. 19-27). É isso que o pecado oferece!
Porque muitos estão negligenciando os princípios morais divinos nada vai frear a corrupção, imoralidade e perversidade de nossa nação, senão o juízo divino! Reavivemo-nos! Heber Toth Armí.