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29:1 – 32:32 Sete profecias contra o Egito, a maioria delas durante os últimos anos antes da destruição de Jerusalém, quando o faraó-Hofra … insistia em que o rei Zedequias se rebelasse contra Nabucodonosor (Jr 37:5-8; Ez 17:15). Bíblia de Estudo Andrews.
O Egito tinha grande tesouros artístico, uma florescente civilização e poder militar mundialmente reconhecido. Infelizmente, era um país mau, egoísta, idólatra e tremendamente cruel com os cativos. Por estes pecados Deus condenou o Egito. Na batalha de Carquemis em 605 a.C., Babilônia esmagou o Egito junto com a Assíria, seus rivais à posição de potência hegemônica mundial. Life Application Study Bible Kingsway.
1 No décimo ano. Do cativeiro de Joaquim (ver com. de Ez 1:2). A data do mês aqui dada corresponde a janeiro de 587 a.C. … Talvez a profecia tenha sido dada pouco depois de os babilônios levantarem temporariamente o cerco a Jerusalém por causa da aproximação dos egípcios enviados por Hofra (Jr 37:5, 11). Jeremias havia profetizado o fracasso dessa tentativa (37:6-10). A notícia desses acontecimentos pode ter produzido nos exilados nova esperança de que Jerusalém seria livrada, e talvez a profecia de Ezequiel contra o Egito tenha sido dada por causa dessas circunstâncias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 745.
3 Faraó. O faraó que estava no trono era Hofra, o Ápries dos gregos, o qual reinou de 589 a 570 a.C. (vol. 2 [CBASD], p. 65, 76). CBASD, vol. 4, p. 745.
eu o fiz. Ver também Ez 29:10. … Esta era uma reivindicação de divindade por parte do faraó-Hofra. O historiador grego Heródoto (ii.170) relata a arrogância de Ápries ao afirmar que nem mesmo um deus poderia tirá-lo do poder. Os faraós da 26ª dinastia ousaram sonhar que seriam capazes de reconstruir o antigo império egípcio na Ásia e desafiaram o então recente império neobabilônico. Bíblia de Estudo Andrews.
O Nilo é meu. O Nilo era e alegria e o orgulho do Egito, um rio doador de vida que cortava o deserto. Em vez de agradecer a Deus, contudo, o Egito dizia: “O Nilo é meu, eu o fiz”. … Muitas vezes não damos valor o que Deus nos tem dado, pensando que tudo o que fazemos é de nosso único crédito. Sem dúvida, nós colocamos um bocado de esforço, mas Deus nos forneceu os recursos, nos deu as habilidades e nos proveu as oportunidades para que tudo viesse a acontecer. Em vez de proclamar nossa grandeza, como os egípcios fizeream, devemos proclamar a grandeza de Deus e dar a Ele a glória. Life Application Study Bible Kingsway.
O meu rio. De acordo com Heródoto (ii.170), Ápries se gabava de estar tão bem estabelecido que nem mesmo um deus poderia tirá-lo do poder. Os monumentos do Egito dão testemunho do orgulho dos faraós. CBASD, vol. 4, p. 745.
4 Os peixes dos teus rios. Provavelmente, representavam os exércitos egípcios ou os aliados do Egito. O faraó não pereceria sozinho; envolveria outros na mesma ruína. CBASD, vol. 4, p. 746.
5 Campo aberto. Lançados em campo aberto, eles seriam devorados pelas aves de rapina e por animais predadores. O Egito seria destinado à pilhagem. CBASD, vol. 4, p. 746.
6 Um bordão de cana. A figura é local. Canas ou juncos crescem abundantemente nas margens do Nilo (ver Êx 2:3). … A aliança de Zedequias com o Egito estava fadada ao fracasso (Jr 37:5-7). CBASD, vol. 4, p. 746.
Os habitantes de Judá depositaram falsas esperanças em Hofra, julgando que a cidade [Jerusalém] seria poupada se confiassem nele. Bíblia de Estudo Andrews.
10 Sevene. Uma cidade na fronteira do sul do Egito, representada pela moderna Aswân (ou Assuã), que está situada próxima às ruínas da antiga. As duas cidades, Migdol e Sevene, representam as extremidades norte e sul da terra. CBASD, vol. 4, p. 746.
11 Quarenta anos. O número 40 lembra o castigo que a geração do deserto recebeu por ter se rebelado contra o Senhor. O Egito sucumbiu aos babilônios em 568 a.C.; Nabucodonosor atacou o palácio do Faraó em Tafnes, queimou o templo dos deuses egípcios e destruiu o obelisco do faraó de Heliópolis (Jr 43-44; ver notas sobre Ez 30:13-18). Não existe nenhum registro preservado de um exílio de 40 anos do povo egípcio, seguido de um retorno (durante o governo persa), mas isto não é improvável. Bíblia de Estudo Andrews.
reino humilde. O Egito nunca mais recuperaria sua glória do passado. Bíblia de Estudo Andrews.
13 Ajuntarei os egípcios. Diferentemente de Tiro, de outras cidades-estados cananeias e, posteriormente, de Babilônia, o Egito devia ter uma restauração. É difícil determinar o evento histórico aqui predito. CBASD, vol. 4, p. 746.
15 Nunca mais se exaltará sobre as nações. Isto se cumpriu historicamente. O Egito foi dominado por nações estrangeiras pouco mais d meio século depois dessa época, e embora tenha sobrevivido a todos os dominadores estrangeiros, nunca mais voltou a ter grandeza e o prestigio antigos. CBASD, vol. 4, p. 746.
16 A confiança. O povo de Deus havia pecado repetidamente ao olhar para o Egito em busca de ajuda (2Rs 17:4; 23:35; Is 30:2, 3; cf. Is 35:4, 6). Esta tentação seria inteiramente removida. CBASD, vol. 4, p. 746.
17 No vigésimo sétimo ano. Do cativeiro de Joaquim (ver com. [CBASD] de Ez 1:2); a data do mês se dá em abril de 571 ou 570 a.C. (ver p. [CBASD] 624). Esta é a data mais tardia em Ezequiel. A mensagem dos v. 17 a 21 foi colocada aqui a fim de que todas as profecias sobre o Egito fossem agrupadas. CBASD, vol. 4, p. 746.
18 Não houve paga. O cerco de Tiro, que durou 13 anos, terminou em 573 a.C. Nabucodonosor não conseguiu conquistar a cidade que ficava na ilha (ver com. [CBASD] de Ez 26:7). O cerco de Tiro é representado como um serviço prestado a Deus, pelo qual Nabucodonosor não havia sido devidamente recompensado. CBASD, vol. 4, p. 746.
19 Nabucodonosor. Tabletes cuneiformes de Nabucodonosor falam de uma campanha contra o Egito no 37º ano desse rei … O tablete está quebrado e, por isso, não se tem o relato completo da campanha. CBASD, vol. 4, p. 746.
21 Naquele dia. Fórmula comum para indicar um período escatológico e/ou a era messiânica (ex., 38:19; 39:11; ocorre mais de 40 vezes em Isaías). Bíblia de Estudo Andrews.
O poder. No hebraico, “chifre”, um símbolo do poder (ver Dt 33:17; Sl 92:10). Quando Israel aprendesse a colocar a confiança unicamente em Deus, e não em um poder terreno como o Egito, esse chifre que fora cortado começaria a despontar novamente. CBASD, vol. 4, p. 747.
Farei brotar o poder. Prediz a vinda do Messias, ecoando a oração profética de Ana (ver nota sobre 1Sm 2:10; ver também Sl 132:17; 148:14). É uma das cinco profecias messiânicas em Ezequiel. Bíblia de Estudo Andrews.
E te darei que fales livremente. Provavelmente, não uma referência ao silêncio imposto a Ezequiel (mencionado em Ez 24:27), mas à obra do profeta como ensinador do povo. CBASD, vol. 4, p. 746.
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EZEQUIEL 29 – Justo e generoso, santo e misericordioso – assim Deus quer ser reconhecido por todos os habitantes do mundo.
O capítulo em pauta é interessante quando visto sob o ângulo espiritual e conforme a intenção da proclamação do profeta Ezequiel.
1. De forma específica, é um oráculo contra Faraó e o Egito; de forma, geral, é um recado para cada pessoa (vs. 1-2).
2. A motivação do oráculo divino parte da ideia de que tomar posse do que pertence a Deus é furtar. Professar ser dono de algo que não nos pertence caracteriza-se como roubo. Faraó toma posse do que pertence a Deus, como muitos de nós fazemos. E Deus não ignora tal depravação (vs. 3-5).
• O teólogo Charles E. Bradford argumenta que “Deus não permitirá que os seres humanos assumam a posição de proprietários. Eles serão sempre mordomos, representantes [bons ou maus]. Caso se permitisse aos seres humanos agir como proprietários, logo atribuiriam a si mesmos as próprias prerrogativas da divindade”, como fez Tiro nos capítulos anteriores.
3. Tudo o que Deus pretende fazer é salvar; por isso, quer que todos O conheçam (v. 6; Oseias 6:3; João 17:3).
4. Deus julga para ensinar aos que tomam para si o que é dEle, que tal pretensão gera egoísmo, orgulho, arrogância, vanglória e resulta em desgraça total (vs. 7-10).
5. Deus explica o fim de quem toma para si o que é dEle, desejando que o pecador se arrependa e se converta (vs. 11-12). Sim, Deus intencionava salvar o Faraó e o Egito com tais profecias (vs. 13-16).
6. Os detalhes proféticos revelam um incomparável Deus conhecedor do futuro – Ele deve ser o único Deus reconhecido em cada nação. Os egípcios deveriam saber que Deus é justo, os babilônicos deveriam reconhecer que Deus é misericordioso recompensador. A cada povo Deus sabe como Se revelar (vs. 17-20).
7. O maior alvo de Deus nesta profecia era reavivar Israel, de onde viria o Messias (v. 21).
Deus condenou o Egito por sua grande ambição, e recompensou Babilônia por sua pequena submissão. Escolha ficar longe da ambição e busque à máxima submissão, então, verás o resultado!
Estas profecias se cumpriram, vasculhe a história. Com elas, Deus queria reavivar poderosamente a Israel no passado; mas, agora, anseia pelo nosso despertamento… – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 28 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 28 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
EZEQUIEL 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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2 príncipe. Do heb nagid, “um chefe”, “um líder”. Segundo Josefo, o rei tírio na época do cerco de Nabucodonosor era Etbaal (Contra Apion, i.21). Contudo, o profeta, sem dúvida, está censurando a insolência e o orgulho desmesurado dos líderes de Tiro em geral. CBASD, vol. 4, p. 741.
eu sou Deus. Etbaal II de Tiro é uma representação de orgulho sem limites do seu povo, por dominar os mares a partir de uma fortaleza considerada inexpugnável. Bíblia Shedd.
3 mais sábio que Daniel. Isto é uma ironia. … O rei de Tiro é comparado a ele, provavelmente, por causa de sua satisfação própria e de seu senso de superioridade. CBASD, vol. 4, p. 741.
10 Da morte de incircuncisos morrerás. Segundo Heródoto (ii.104), os fenícios praticavam a circuncisão. Como os judeus, eles considerariam os incircuncisos um desdém. CBASD, vol. 4, p. 741.
12-19 rei de Tiro. Os v. 11 a 19, embora apresentados como um hino fúnebre ao rei de Tiro, dificilmente podem ter sua aplicação limitada a esse príncipe. As figuras usadas vão além da referência local; … Ao considerar o caráter e as atividades do rei literal de Tiro em visão, Ezequiel viu mais longe, por revelação divina, e enxergou o ser invisível mais poderoso a quem o rei de Tiro servia. Da mesma forma, foi permitido que Isaías enxergasse além do rei literal de Babilônia (Is 14:4) e visse Satanás, cujo caráter e política era reproduzidos por aquele rei (v. 12-16). …
Foi o Espírito Santo quem planejou e unificou as Escrituras, e foi Ele que providenciou que fossem dadas informações suficientes sobre todos os assuntos essenciais, inclusive a história de Satanás. Além disso, foi Ele quem determinou quando, como e por meio de quem devia ser dada a revelação. A ocasião envolvida na passagem em questão era especialmente apropriada, uma vez que o príncipe de Tiro havia imitado de maneira tão notável o exemplo de seu verdadeiro líder, o diabo. À luz do grande conflito, a nação de Tiro, juntamente com todas as nações pagãs, era controlada pelos princípios desse grande líder rebelde, e a influência dele na história dessas nações precisava ser devidamente exposta (para mais informações sobre a origem e o destino de Satanás, ver PP, 33-43; GC, 492-504). CBASD, vol. 4, p. 742.
A linguagem desta seção não é mais aplicável a um governante terreno. O foco muda para o reino cósmico, enfatizando o ser sobrenatural por trás das cenas, o mentor angélico do seu representante humano no trono terrestre. Esta passagem descreve a origem cósmica do pecado e da rebelião contra Deus (vv. 15-17); é paralela a Is 14:12-14, onde o ser sobrenatural responsável pelo mal é chamado Lucifer, e a Apoc. 12:4,7-9, onde este ser após a sua queda é chamado Satanás ou o diabo. Esta seção central e culminante do livro de Ezequiel é arranjada num padrão simétrico (quiástico):
A. Condição antes da expulsão (vv. 12b-13)
B. “Querubim da guarda ungidor” (v. 14)
C. “Te estabeleci” (v. 14)
D. “No monte santo de Deus” (v. 14)
E. “No brilho das pedras andava” (v. 14)
F. “Perfeito eras nos teus caminhos” (v. 15)
F’. ”Se achou iniquidade em você” … “pecaste” (v. 15)
E’. “Em meio ao brilho das pedras” (v. 16)
D’. “Fora do monte de Deus” (v. 16)
C’. “Te farei perecer” (v. 16)
B’. “Querubim da guarda” (v. 16)
A’. “Condição após a expulsão” (vv. 17-19). Andrews Study Bible.
Sinete da perfeição. A ACF traduz a frase como: “Tu eras o selo da medida.” A palavra traduzida como “perfeição” ocorre somente aqui e em Ezequiel 443:10, em que é traduzida como “modelo”. O significado geral é claro. Lúcifer foi revestido de sabedoria, glória e beleza, acima de todos os outros anjos CBASD, vol. 4, p. 742.
13 Éden. Não o Éden terreno, mas o “jardim de Deus” celestial, no santo monte (v. 14). Andrews Study Bible.
O lugar da habitação de Deus (ver PP, 35). CBASD, vol. 4, p. 742.
Todas as pedras preciosas. As pedras mencionadas aqui se encontram também na lista de pedras preciosas que se encontravam no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.17-20; 39:8-14). … A enumeração dessas várias joias enfatiza a exaltada posição do anjo mais honrado no Céu. CBASD, vol. 4, p. 742.
Foste criado. Por se tratar de um ser criado, Lúcifer era distintamente inferior ao Pai e ao Filho, em quem havia vida original, não emprestada, não derivada. Contudo, foi com o Filho que Lúcifer reivindicou igualdade. Quando Deus disse ao Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem”, Satanás teve ciúmes de Jesus (ver PE, 145). Desejava ser consultado na formação do homem. Ao aspirar assim, ao poder que era prerrogativa apenas do criador exercer, caiu de sua exaltada posição e se tornou o diabo. É incorreto dizer que Deus criou o diabo. Deus criou um belo anjo, santo e imaculado, mas esse anjo fez de si mesmo um diabo. CBASD, vol. 4, p. 742, 743.
14 querubim da guarda ungido. Um ser não humano, mas sobrenatural, um anjo que guardava o trono (no Lugar Santíssimo do Santuário). Andrews Study Bible.
A posição original de Satanás é ilustrada pelos querubins que cobriam o propiciatório no templo hebraico. Lúcifer, o querubim cobridor, estava à luz da presença divina. Era o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao universo os desígnios divinos (ver DTN, 758). CBASD, vol. 4, p. 743.
Na sua soberba, o rei de Tiro é semelhante àquele anjo que era revestido de glória, mas caiu até as profundezas por causa da sua soberba; descreve bem a origem e a natureza de Satanás. Os ornamentos são a glória sacerdotal. Bíblia Shedd.
Monte santo. O termo representa aqui a sede do governo de Deus, o próprio Céu, que é figurativamente representado como um monte (ver com de Sl 48:2). CBASD, vol. 4, p. 743.
15 até que se achou iniquidade. Literalmente, “injustiça”. Aparentemente este querubim abrigou em seu coração a falsa crença de que Deus era injusto. Andrews Study Bible.
16 comércio. No contexto cósmico, o sentido “difamação” se ajusta melhor: o querubim da guarda difamou a Deus ao acusá-Lo de injustiça. Andrews Study Bible.
A imagem é extraída do comércio de Tiro, mas a figura do rei de Tiro não se perde. A obra de Lúcifer em disseminar a rebelião no Céu é comparada ao comércio ganancioso, muitas vezes desonesto de Tiro. CBASD, vol. 4, p. 743.
Violência. A difamação cresceu ao ponto de se tornar violenta rebelião (como descrito em Apoc 12:7-8) Andrews Study Bible.
Te farei perecer. Literalmente, “[tratar como] profano”, no sentido de “expulsar, expelir”(Apoc 12:9). Andrews Study Bible.
17 elevou-se o teu coração. O querubim se tornou orgulhoso de sua beleza e sabedoria (ver Is 14:13-14). Andrews Study Bible.
corrompeste a tua sabedoria. O poder, a riqueza e a sabedoria perdem seu valor quando se misturam com a soberba; é como uma tomada elétrica desligada da força. Até mesmo um arcanjo que se desligue do contato amoroso de Deus nada mais faz com seus poderes sobrenaturais senão arruinar os homens e decretar sua própria e eterna destruição (AP. 20.10). Bíblia Shedd.
18 comércio. Após sua expulsão para a terra, ele continua sua difamação (comércio de palavras difamatórias). Andrews Study Bible.
Teus santuários. Muitos manuscritos hebraicos e algumas versões dizem “Teu santuário”. A óbvia referência é ao próprio lugar santo do Céu, que foi contaminado pela entrada do pecado. CBASD, vol. 4, p. 743.
E te reduzi a cinzas. A destruição de Satanás é ilustrada com a figura da eliminação de Tiro e de seu rei pelo fogo. Na verdade, a aniquilação do instigador do mal será pelo fogo que, no último dia, removerá todo o vestígio de pecado e purificará a Terra para futura habitação dos justos (Ap 20:14, 15; 21:1). CBASD, vol. 4, p. 743.
19 espantados. Precisa-se considerar que isto é uma figura. Satanás vai sofrer por longo tempo no lago de fogo depois de todos os outros pecadores já terem morrido (ver PE, 294, 295). Os justos, dentro da cidade, irão testemunhar a ação do fogo renovador. CBASD, vol. 4, p. 743.
Jamais subsistirás [NVI: você não mais existirá]. Esta declaração proporciona a certeza de que o pecado, uma vez erradicado, nunca mais maculará o universo de Deus (ver Na 1:9). Ao permitir que a rebelião amadurecesse plenamente, Deus garantiu o futuro. Os habitantes do vasto universo de Deus terão desenvolvido uma imunidade contra o mal que os tornará seguros contra qualquer transgressão futura. Os resultados da apostasia contra o governo de Deus já serão plenamente conhecidos. Todos estarão convencidos da justiça, benevolência e sabedoria do caráter de Deus. Nunca o pecado perturbará a perfeita harmonia que vai permear a Terra recriada por Deus. CBASD, vol. 4, p. 743.
21 Sidom. Uma cidade fenícia situada cerca de 40 km ao norte de Tiro. Andrews Study Bible.
Normalmente mencionada juntamente com Tiro; era uma cidade gêmea de Tiro, e lhe era súdita, naquela época. Bíblia Shedd.
22. glorificado. Isto é, vindicado. Andrews Study Bible.
23 pela espada. Depois do cerco de Nabucodonosor e da vitória parcial sobre Tiro, Sidom se tornou a principal cidade-estado fenícia. Mais tarde, Cambises colocou a cidade sob domínio persa (c. 526 a.C.). Uma revolta em 351 a.C. levou à destruição da cidade. Mais tarde, Sidom se rendeu a Alexandre e, posteriormente foi dominada por Roma. CBASD, vol. 4, p. 743, 744.
24 espinho que a pique. Uma figura provavelmente tomada de Números 33:55, aplicada ali aos cananeus em geral. CBASD, vol. 4, p. 744.
Sidom não era um espinho no sentido de ser uma ameaça bélica no lado do território dos israelitas, mas sim por ser um centro do paganismo organizado, cujos pensamentos nunca cessaram de influenciar os israelitas. Nisto se descobre porque Deus tinha ordenado aos israelitas extirpar qualquer sinal de paganismo, logo ao entrar em Canaã. (Dt 7.1-5). Bíblia Shedd.
A destruição de Sidom eliminou o último dos vizinhos inimigos de Israel, chamados “espinhos que piquem” e “abrolhos dolorosos” (Num 33.55) portando consistindo-se em uma mensagem implícita para Israel. Andrews Study Bible.
26 edificarão casas. Ver Is 65:9, 10; Jr 30:18; 32:41. Isto ilustra a condição ideal que Deus planejou para o Israel restaurado. Se tivesse cumprido os planos divinos, o povo de Deus teria habitado em segurança nas casas que eles próprios construiriam e teria comido livremente das vinhas que eles próprios plantariam. Contudo, nem mesmo a severa disciplina do cativeiro conseguiu efetuar a regeneração espiritual necessária para garantir o cumprimento da promessa divina. CBASD, vol. 4, p. 744.
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EZEQUIEL 28 – Quando chega o dia do julgamento até os grandes, com suas alusões de grandeza, experimentam a dolorosa realidade da mortalidade.
Quando Deus julga, nenhuma máscara permanece; por isso, quem se escondeu atrás de riquezas, status e grandezas se verá humilhado diante de sua triste realidade.
Os oráculos contra Tiro tiveram início no capítulo 26:1 e vai até o capítulo 28:9.
Ao continuar sua profecia contra Tiro, Ezequiel destacou o líder político, o rei. Ele se elevou acima da humanidade, acreditou ser Deus, o poderoso. Devido a sua riqueza, braveza e segurança… pensava ser invencível.
Torna-se orgulhoso, arrogante, autoritário todo aquele que não passa de um homem, mas age como se fosse um deus. Além disso, o rei de Tiro se achava:
• …mais sábio que Daniel
• …onisciente
• …proprietário da prata e do ouro
• …onipotente negociador
Devido à independência do Deus verdadeiro, consequências viriam sobre o rei de Tiro:
• Seria atacado pelos mais terríveis estrangeiros;
• Espadas feririam a formosura de sua sabedoria e maculariam seu esplendor;
• Seria assassinado e morreria como qualquer homem mortal;
• Morreria no meio dos mares, onde se jactava ser deus poderoso.
A profecia de Ezequiel disseca o físico e penetra no âmbito invisível, também real. Por trás de Tiro, estava Satanás que, querendo ser Deus, foi expulso do Céu; pretendendo ser mais do que era, foi humilhado. Qualquer pessoa que deixa o poder dominar, rejeita submissão a Deus e alia-se ao poder satânico; então, Deus precisa agir, dando um “Basta!”.
Isso aconteceu com:
• Senaqueribe (Isaías 37);
• Faraó (Ezequiel 29:1-6);
• Babilônia (Isaías 47);
• Nabucodonosor (Isaías 14:1-23; 3:15);
• Herodes (Atos 12:21-23);
• O líder do cristianismo apostatado (II Tessalonicenses 2:3-4; Apocalipse 13:1-10).
Cuidado: Qualquer poder apodrece quando não se submete a Deus. A realidade é maior do que podemos perceber. Satanás é dono de todo coração orgulhoso.
Sobre os últimos versículos do capítulo em análise, Daniel Isaac Block sintetiza:
Planos de Jeová para as nações (28:20-26):
1. Objetivo teológico de Jeová (vs. 20-23);
2. Projeto de Jeová para Israel (vs. 24-26).
Deus quer salvar, purificar e renovar Sua criação; e, certamente o fará! Através do juízo, Deus Se revela. Caso Seu povo não O torne conhecido, isso não O impedirá de dar-Se a conhecer.
Bens materiais não salvam ninguém! Apeguemo-nos a Deus! Priorizemos a espiritualidade! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 27 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 27 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
EZEQUIEL 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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A antiga cidade de Tiro se transformou na atual cidade libanesa de Sour.
A ilha de Nova Tiro que distava 800 m da antiga Tiro, no continente, foi ligada a ele através de um aterro construído pelas tropas de Alexandre, para tomar a cidade.
Com o tempo, a deposição de areia formou e ampliou praias, que transformaram Tiro em um istmo.
Veja algumas fotos da Tiro atual e desenhos que reconstituem a linha original da costa e o cerco de Alexandre:
Foto de Tiro/Sour em foto aérea de 1934.

Representação artística da construção do aterro para a tomada da cidade

Desenho que mostra o cerco de Tiro

A costa original e atual de Tiro/Sour

Fotos retiradas dos sites:
http://wonderland1981.wordpress.com/2012/10/11/alexander-the-great-made-the-island-of-tyre-into-a-peninsula/
http://www.emersonkent.com/map_archive/tyre.htm
http://wonderland1981.files.wordpress.com/2012/10/tyre-aerial-photo-by-france-military-1934.jpg
http://www.biblearchaeology.org/post/2010/01/26/the-biblical-cities-of-tyre-and-sidon.aspx
http://sophismata.files.wordpress.com/2009/02/tyre_today_satellite.jpg
http://sophismata.wordpress.com/2009/02/20/the-siege-of-tyre/
http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1551557/How-Alexander-the-Great-used-Mother-Nature.html
http://generationword.com/notes/Alexander_Battles.html
Publicado originalmente em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/25/
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538 palavras
Este capítulo retrata Tiro como um imponente navio mercante realizando um próspero comércio entre os principais países do mundo mediterrâneo, mas que acabou naufragando em alto-mar. Bíblia de Estudo Andrews.
O lamento retrata Tiro sob a figura de um navio de luxo, totalmente equipado e com tripulação completa, que viaja por toda parte e realiza um próspero comércio, mas que afinal se vê em águas tempestuosas e naufraga. Ocasionalmente, a realidade aparece em meio à figura, o que é característico do estilo de Ezequiel.
Talvez a razão pela qual tanto espaço é dedicado a Tiro é que seu orgulho, sua ambição, organização e conduta se assemelham ao do líder rebelde, Satanás. Em Ezequiel 28:11 a 19, sob a figura do príncipe de Tiro, o profeta faz um lamento pelo anjo caído. Mais tarde, o profeta João faz uso da profecia de Ezequiel contra Tiro para proferir seu lamento pelo colapso da satânica organização religiosa de falsificação universal (Ap 18). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 737.
3, 4 A beleza de Tiro era a fonte de seu orgulho, e o orgulho de Tiro garantia que seria julgada. O orgulho de nossas próprias realizações deve ser um sinal de perigo para nós (ver Tiago 4:13-17). Deus não se opõe a que encontremos prazer ou satisfação no que fazemos; ele é contra a auto-estima arrogante e inflada que despreza os outros. Devemos reconhecer Deus como a base e fonte de nossas vidas. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Gebal. É a antiga Biblos, a moderna Jebeil, que fica a 65 km de Sidom. CBASD, vol. 4, p. 738.
14 Togarma. Um nome para os armênios do norte, povo descendente de Jafé (ver com. de Gn 10:3); referiam-se a si mesmos como “a casa de Torgom“. Comercializavam cavalos e asnos e habitavam as rústicas regiões montanhosas no lado sul do Cáucaso. CBASD, vol. 4, p. 738.
16 Esmeralda. Do heb. nofek, possivelmente, a turquesa (cf. NVI, BJ). CBASD, vol. 4, p. 738.
Pedras preciosas. Do heb. kadkod, possivelmente, o rubi ou o jaspe vermelho. CBASD, vol. 4, p. 738.
22 Sabá. Os descendentes de Cuxe, o filho de Cam (ver Gn 10:7). Seu território ficava na parte sudoeste da Arábia e incluía o Iêmem. Era a terra da rainha de Sabá, que visitou Salmoão, e se destacava já naquela época pelas especiarias e pelo ouro (1Rs 10:1, 2, 10; Sl 72:10, 15; Is 60:6; Jr 6:20; ver com. de Gn 10:7). CBASD, vol. 4, p. 739.
23 Harã. O profeta deixa a Arábia e passa a falar da Mesopotâmia. Harã, onde Abraão morou por um tempo (Gn 12:4), ficava na parte noroeste da Mesopotâmia, junto ao rio Balikh, na encruzilhada e duas grandes rotas de caravanas. CBASD, vol. 4, p. 739.
26 Os teus marinheiros. São enumerados os vários tipos de homens do mar. Juntos, os que contribuíam para o poder, a glória e a riqueza de Tiro pereceram em um grande desastre. Todos foram lançados no meio do mar quando o forte navio se quebrou. CBASD, vol. 4, p. 739.
28 Praias. Ou, “os arrabaldes” (ARC). A palavra assim traduzida geralmente significa a área aberta que cerca uma cidade (ver com. [CBASD] de Js 14:4). Aqui, a referência é aos arredores das cidades. CBASD, vol. 4, p. 739.
29 Todos os que pegam no remo. O mundo mercantil chora a perda do imponente navio com todos os atos costumeiros de luto, e compõe um hino fúnebre (v. 32-36). CBASD, vol. 4, p. 739.
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EZEQUIEL 27 – As profecias bíblicas são muito interessantes e impressionam a cada crente que dedicar seu tempo a estudá-las.
Observe estas comparações proféticas:
• Do mesmo jeito que o julgamento de Tiro afetou suas músicas (Ezequiel 26:13), Deus extinguirá às músicas da Babilônia espiritual no fim dos tempos (Apocalipse 18:22).
• A grandiosidade de Tiro representada por um grande navio comercial (Ezequiel 26:16-17, 29), é também usada para a Babilônia mística (Apocalipse 18:17, 19, 23).
• Assim como a queda de Tiro suscitou um lamento mundial (Ezequiel 26:17; 27:30-32, 36), o mesmo se dará com a Babilônia espiritual (Apocalipse 18:9-11, 15-19).
• Tiro pereceu, embora fosse uma afamada cidade (Ezequiel 26:17), Babilônia foi devastada, embora tivesse domínio sobre os reis da Terra (Apocalipse 18:10, 18-19).
• Uma grande tempestade afundaria o navio Tiro e ele não mais seria encontrado (Ezequiel 26:19, 21; 27:26-27, 34, 36); Babilônia também será arrojada no profundo mar (Apocalipse 18:21).
• Tiro era forte no comércio internacional (Ezequiel 27:3, 36), Babilônia teve grandes comerciantes no mundo (Apocalipse 18:15, 23).
• A profecia de Ezequiel enfatiza as mercadorias de Tiro (27:27), a profecia de João enfatiza a mercadoria da Babilônia mundial (Apocalipse 18:11).
• Ezequiel declara que “lançarão pó sobre a cabeça” de Tiro (27:30); João usa a mesma expressão para a Babilônia (Apocalipse 18:19).
• Um sentimento de nostalgia é evidente na pergunta “Quem foi Tiro…?” (27:32); o mesmo sentimento se percebe em Apocalipse 18:10, 18-19.
• Tiro favoreceu o enriquecimento dos reis da Terra (Ezequiel 27:33), Babilônia enriqueceu os políticos do mundo (Apocalipse 18:9, 15).
• As riquezas de Tiro promoveram orgulho (Ezequiel 28:5), com Babilônia não foi diferente (Apocalipse 18:14-15, 17, 19).
• Deus puniria Tiro com estrangeiros de diversas nações (Ezequiel 28:7); as nações se ajuntarão num lugar chamado Armagedom, onde Babilônia enfrentará seu julgamento (Apocalipse 16:16; 17:14; 19:11, 15, 19).
• Fogo consumiu e reduziu a cinzas a megalomaníaca cidade de Tiro (Ezequiel 28:18), o mesmo castigo consumirá a megalomaníaca Babilônia apocalíptica (Apocalipse 17:16; 18:8-9).
As profecias do Antigo Testamento são a base para se entender as profecias do Novo Testamento. Quem negligencia o complemento entre o Antigo e o Novo Testamento cai em especulações teológicas sem fundamento.
O passado explica o futuro!
Vamos reavivar no estudo da Bíblia e de suas profecias para preparar-nos para o fim dos tempos? – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 26 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 26 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
EZEQUIEL 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
