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445 palavras
1 Concentra-te. Uma vez que a união das pessoas aumenta a força por meio de um mesmo parecer, da confissão conjunta e da súplica a Deus, o profeta admoesta o povo a se congregar (ver Hb 10:24, 25; cf. Jl 1:14; 2:16-18).
Que não tens pudor. Se a nação não “se envergonhava”, isso significa que o povo não tinha o devido senso de culpa por seus pecados (ver Is 29:22).
3 Buscai. Dirigindo-se aos que afirmavam servir a Deus e obedecer à Sua lei, o profeta os encoraja a se apegarem firmemente a Deus.
Mansos. Os que têm caráter oposto aos orgulhosos, autossuficientes e impudentes (ver com. do v. 1; sobre o espírito de orgulho, ver com. de Mt 5:5).
Cumpris. Embora Judá tivesse se tornado um povo apóstata e degenerado, ainda havia quem permanecia leal a Deus.
Porventura. do heb. ‘ulay, “talvez”; uma expressão de esperança, súplica ou medo.
4 Gaza. Quatro cidades principais dos filisteus são mencionadas aqui para representar a totalidade daquele país (ver Am 1:6-8).
Ao meio-dia. Uma vez que esta era a hora mais quente do dia, quando seria menos provável que o inimigo atacasse, a expressão “ao meio-dia”evidentemente “inesperadamente” ou “repentinamente” (ver Jr 15:8).
7 Atentará para eles. O profeta expressa uma firme confiança de que seu povo será restaurado do cativeiro babilônico e, evidentemente, considera a derrota da Filístia como parte do preparo para esse evento.
8 O escárnio de Moabe. Os descendentes de Ló (os moabitas e amonitas) eram inimigos implacáveis dos israelitas, embora tivessem com eles parentesco de sangue (ver com. de Am 1:13; 2:1).
11 Aniquilará. Do heb. razah, “diminuir”. O profeta ansiava pelo tempo em que Deus faria com que “todos os deuses da Terra” diminuíssem, quando eles não teriam mais adoradores para lhes oferecer sacrifícios.
Ilhas. Ou, “terras costeiras”. Uma referência a países distantes aos quais se chegava por mar.
13 Assíria. Embora a Assíria parecesse próspera e florescente, o profeta predisse que ela também sofreria a ira divina (ver Is 10:12; Ez 31:3-12; o livro de Naum).
Terra seca como um deserto. A abundante fertilidade de Nínive era devida à irrigação. Quando o sistema de irrigação foi destruído, não levou muito tempo para que Nínive se tornasse uma região árida.
14 Rebanhos. É dada aqui uma descrição detalhada da “desolação” que sobreviria a Nínive (ver v. 3). Em linguagem vívida, o profeta retrata a ausência de habitantes humanos nas ruínas da cidade.
15 Confiante. Ou, literalmente, “de maneira segura” ou “tranquila”. A cidade é retratada como se não tivesse medo de ataques. Em seu orgulho, Nínive atribuía a si mesma as características de divindade: “Eu sou a única, e não há outra além de mim” (cf. Is 14:13, 14; Is 47:7; Ap 18:7).
Assobiará. Para mostrar escárnio ou desprezo (ver Jr 19:8; Mq 6:16).
Agitará a mão. Um gesto de repúdio.
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SOFONIAS 2 – Se você concorda com Sofonias, então, está na hora de confrontarmos o pecado; de falar mais do juízo e da única forma de livrar-se da condenação.
Tem muita gente enganada indo em direção do inferno. Fique alerta: Ou você serve a Deus, ou é escravo do pecado. Não há meio termo – não tem como servir a Deus permanecendo escravo do pecado.
Os profetas não brincavam com coisa séria, não faziam shows de suas mensagens. Preste atenção em Sofonias:
“Busquem o Eterno, todos vocês, que promovem paz com disciplina, que vivem segundo a justiça do Eterno. Busquem as estradas retas do Eterno. Busquem uma vida pacífica e disciplinada. Talvez assim sejam poupados no dia da ira do Eterno” (vs. 2-3).
Embora o tema da ira divina não atraia a atenção de pregadores que desejam popularidade, J. L. Packer observa que “uma das coisas mais impressionantes sobre a Bíblia é o vigor com que os dois Testamentos destacam a realidade e o terror da ira de Deus”.
• Ainda mais impressionante é continuarmos vivos mesmo sendo objetos da ira divina, devido a nossa rebeldia.
O restante do capítulo refere-se à condenação da parte de Deus aos…
• …Filisteus (vs. 4-7);
• …Moabitas e amonitas (vs. 8-11);
• …Etíopes (v. 12);
• …Assírios, principalmente ninivitas (vs. 13-15).
Sofonias é abrangente na mensagem, contudo, sucinto nas palavras. Martin Bucer afirma: “Quem deseja todos os oráculos secretos dos profetas resumidos em um único compêndio deve ler o breve livro de Sofonias”. Ele foi direto ao ponto. Veja o que ele havia dito no capítulo anterior representando a voz de Deus (1:12-13):
“Vou achar e castigar os gordos e preguiçosos, que estão sentados, divertindo-se e relaxando. Eles pensam: ‘O Eterno não faz nada, nem bem nem mal…’. Mas esperem para ver. Eles vão perder tudo o que possuem: dinheiro, casa e terra”.
Agora, ao iniciar o capítulo dois, o profeta expõe: “Portanto, preparem-se. Aprumem-se! Vocês são uma nação que não sabe o que quer. Façam isso antes de serem soprados para longe, como folhas na tempestade, antes que a ira do juízo do Eterno caia sobre vocês, antes que a ira do juízo do Eterno desça com força total”.
O caminho da vida é arrepender-se. Portanto, refugiemo-nos em Deus através de Jesus! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO SOFONIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
SOFONIAS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
SOFONIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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874 palavras
1 Palavra de Sofonias. A mensagem não era de Sofonias, mas de Deus (ver 2Sm 23:1, 2; 2Tm 3:16, 17; 2Pe 1:21).
Ezequias. O fato de se nomearem os ancestrais de Sofonias até a quarta geração, ao passo que em geral só se menciona o pai de um profeta, isso quando é mencionado um antepassado, confere peso ao ponto de vista de que esse “Ezequias”eera alguém notável, muito provavelmente o rei de Judá que teve esse nome. Além disso, o intervalo entre esses dois personagens torna possível que Sofonias fosse um trineto do rei Ezequias.
2 Sobre a face da terra. Esta expressão, especialmente quando considerada com a primeira parte do versículo, indica a severidade dos juízos então iminentes.
3 Os homens e os animais. A maldição resultante do pecado repousa não só sobre o ser humano, mas também sobre o restante da criação (Gn 3:17; Rm 8:19-22).
Ofensas. Todos os ídolos, todas as maquinações ímpias, os erros, os enganos e os “frutos”da iniquidade serão destruídos juntamente com os próprios pecadores (ver Jr 17:10; Mt 7:17-19; Rm 6:21).
4 A mão. Esta é símbolo de poder, pois é o instrumento pelo qual a pessoa exerce poder (ver Js 4:24).
O resto. Tudo o que resta de Baal. A LXX diz nesta frase: “Removerei os nomes de Baal” (ver com. de Os 2:17).
Ministrantes dos ídolos. Oficiantes idólatras nomeados pelos reis de Judá para conduzir a adoração nos lugares altos (ver com. de Os 10:5).
5 Eirados. Nos telhados planos, as famílias faziam altares para adorar os corpos celestes, ofereciam sacrifícios de animais e queimavam incenso (ver com. de Jr 19:13).
Exército do céu. Desde os tempos antigos, o Sol, A Lua e as estrelas têm sido adorados como representantes dos poderes da natureza e principais causadores dos eventos terrestres (ver Jr 8:2; 19:13; ver com. de Dt 4:19).
Milcom. O deus amonita mencionado em vários documentos antigos (ver com. de 1Rs 11:7).
6 Deixam de seguir. Aqui o profeta denuncia os apóstatas consumados, que rejeitaram a adoração ao Deus verdadeiro.
7 Dia do SENHOR. O profeta se refere à punição iminente que acompanharia a invasão babilônica (ver com. de Is 13:6). Contudo, é preciso lembrar que as “profecias de juízo impendente sobre Judá [pronunciadas por Sofonias] se aplicam com igual força aos juízos a sobrevirem ao mundo impenitente por ocasião da segunda vinda de Cristo” (PR, 389; sobre os princípios ao se fazerem aplicações para os últimos dias, ver p. 17-25).
Santificou os Seus convidados. Isto é, os babilônios são apresentados como se tivessem sido separados, de acordo com o propósito de Deus, para executar a punição dos transgressores (ver com. de Is 13:3).
8 Os filhos do rei. Os membros da família real. É muito provável que o rei Josias não tenha sido mencionado aqui porque fora leal ao Senhor (ver 2Cr 34:1, 2, 26-28).
Estrangeiras. Do heb. nakri. Talves as vestes estrangeiras indicassem a presença de hábitos e costumes pagãos entre o povo (ver Is 3:16-24). Os filhos de Israel deviam ser lembrados, por meio de seu vestuário, de que eram um povo especial, dedicado ao serviço de Deus (ver Nm 15:37-41).
10 Grito. Os babilônios são então retratados como se estivessem invadindo os lugares onde ficavam os mercadores e os agiotas.
Porta do Peixe. Esta porta provavelmente ficava na metade do muro norte da cidade. Tinha este nome porque havia ali um mercado de peixes onde os tírios vendiam essa mercadoria (ver com. de Ne 3:3).
11 Mactés. Literalmente, “o pilão”, “o moedor”, ou “o [dente]”. Muitos eruditos creem que maktesh é aqui o nome de um setor de Jerusalém. O contexto (ver v. 10) parece favorecer este ponto de vista.
12 Jerusalém. A capital e a representante de toda a nação.
Com lanternas. Uma figura que mostra a intensidade da busca que os inimigos de Judá fariam para matar ou capturar o maior número possível de pessoas.
À borra do vinho. Isto é, o povo estava endurecido em seus caminhos iníquos. os professos seguidores do Senhor nos dias de Sofonias não perceberam, como muitos cristãos não percebem hoje, que não pode haver descanso na luta espiritual neste mundo. Ninguém deve ficar satisfeito com suas atuais conquistas espirituais. Somente mostrando contínuo progresso é que se vive à altura das oportunidades concedidas por Deus. A complacência é o maior inimigo de uma viva experiência cristã.
Dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal. Um falso conceito de Deus sempre resulta em padrão errado de conduta. As pessoas aqui mencionadas era praticamente deístas. Concordavam que havia um Deus, mas O concebiam como um governante ausente que pouco se importava com Seus filhos e que prestava pouca atenção a eles. Para elas, as promessas de bênçãos e as advertências quanto a punições eram igualmente sem sentido; e Deus não era diferente dos deuses dos pagãos.
13 Mas não habitarão. Os que eram contínuos agressores da lei de Deus receberiam uma punição que seria o posto da recompensa aos fiéis ao Senhor (ver Is 65:21).
15 Aquele dia. O profeta descreve vividamente os terríveis efeitos deste dia: a ardência da “ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia da ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia e alvoroço” por parte dos seres humanos (ver Jó 15:23, 24) e dia de “escuridão e negrume” (ver Jl 2:2; Am 5:18, 20).
18 Nem a sua prata nem o seu ouro. A riqueza das pessoas não poderia comprar segurança contra a destruição (ver Is 13:17; Ez 7:19). De pouco valor são as riquezas em momentos de profunda angústia.
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SOFONIAS 1 – Corrupções, maldades, imoralidades, despudor, torpor sexual, infidelidades e injustiças te incomodam demais? Você não aguenta mais ter de sobreviver às mazelas da sociedade atual?
Veja no capítulo em pauta a boa notícia: “O grande dia do juízo do Eterno está quase aí. É hora de contagem regressiva: ‘…sete, seis, cinco, quatro…’ […] Esse é o dia do juízo do Eterno – da minha ira! Eu me importo com o pecado, e meu zelo é um fogo para consumir o mundo corrompido, um incêndio incontrolável sobre os que se corrompem” (vs. 14-18).
Deus falou com Sofonias e através dele: • “Vou fazer uma limpeza na terra; uma faxina geral na casa”. • “Homens, mulheres e animais, incluindo as aves e os peixes; qualquer coisa que cause o pecado será destruída, mas especialmente as pessoas” (vs. 1-3). • “Gritos amargos e estridentes se ouvirão no dia do juízo, até homens fortes gritarão por socorro” (v. 14).
Se as pessoas soubessem como Deus abomina o pecado, não dariam atenção a nenhuma tentação. Todavia, a maioria perdeu a noção de santidade, e o que significa a ira de Deus (sendo esse assunto, conforme diz Geoffrey Bromiley, um aspecto essencial da mensagem do Antigo Testamento).
É importante que tenhamos uma visão abrangente do livro de Sofonias a fim de que compreendamos a grandiosidade das suas aplicações: 1. A filosofia do juízo divino: Deus adverte (1:1-2:3); 2. A aplicabilidade do juízo celestial: Deus admira-Se (2:4-3:7); 3. A consequência do juízo universal: Deus regozija-Se (3:8-30).
O primeiro capítulo revela que Deus aniquilará pagãos, sincretistas religiosos e apóstatas (vs. 4-6). Falsos líderes religiosos, líderes políticos indiferentes, gananciosos, materialistas, relaxados, preguiçosos (vs. 7-13) sofrerão as consequências de suas escolhas insanas.
• Só contrastando nossa sociedade com a santidade de Deus é possível mensurar a malignidade do pecado.
Atualmente muitos pregam meias-verdades: graça sem juízo; amor a Deus sem compromisso; tradições humanas, não o pleno/puro evangelho bíblico. Consequentemente, tem muita gente na estrada do inferno crendo piamente que chegará ao Céu.
Há algo positivo neste capítulo? Claro! Deus fará “uma limpeza na terra, uma faxina geral…”. Quando o Planeta for purificado, estará seguro somente quem estiver firmado nAquele que sofreu as consequências do juízo sem ter pecado: Jesus!
O juízo divino é positivo para o pecador arrependido! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO HABACUQUE 3 – Primeiro leia a Bíblia
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551 palavras
2 Alarmado. O profeta que, anteriormente questionava, reconhece ser sábia a maneira de Deus tratar os seres humanos (ver com. de Hc 1:2, 12; 2:1) e humildemente admite seu erro.
Aviva. O profeta sabe que o Deus, embora fosse punir seu próprio povo por causa da apostasia, haveria de exercer seguros juízos sobre os inimigos deles. Também compreende que, no fim, Israel será redimido e toda a Terra “se encherá do conhecimento da glória do SENHOR” (Hc 2:14). Por isso, ele solicita fervorosamente a Deus que essa boa “obra”de restauração seja avivada. Com o espírito corrigido, ele não deseja de maneira menos fervorosa o sucesso do plano de Deus para Israel (ver p. 13-17) do que desejava a princípio (ver com. de Hc 1:2).
3 Deus vem. Os v. 3 a 16 apresentam um quadro sublime da vinda do Senhor em juízo para o livramento de Seu povo. O quadro é apresentado no contexto do livramento do Israel literal, mas descreve também a vinda de Cristo para inaugurar o reino de justiça (ver GC, 300; …). Numa figura impressionante, ele descreve o efeit odessa vinda sobre a natureza e sobre os ímpios. Habacuque usa exemplos do trato passado de Deus para com Seu povo a fim de ilustrar esses eventos finais da história (ver com. do v. 11).
4 Ali está velado o Seu poder. Quando o Salvador Se manifestar, as feridas do Calvário, os sinais de Sua humilhação, serão vistos como Sua mais elevada honra; ali estará Sua glória, “o esconderijo de Sua força”(ARC; ver GC, 674; ver com. do v. 3).
8 Irado. Para enfatizar o poder divino sobre toda a criação. Habacuque pergunta retoricamente se Deus estava irado com a natureza inanimada quando exibiu Seu poder.
9 Tiras a descoberto. O significado é deixar pronto para a ação. O profeta retrata o Senhor como um guerreiro (ver Êx 15:3), que prepara Seu arco para usá-lo.
10 E se contorcem. Literalmente, “se contorcem de dor”; a linguagem figurada indica um terremoto (ver Êx 19:18; Sl 114:6, 7; ver com. de Sl 114).
11 O sol e a lua. Aqui o profeta usa o evento de quando o sol e a lua se detiveram nos dias de Josué (Js 10:11-14; ver PP, 508) como ilustração da vinda do Senhor (ver com. de Hc 3:3).
13 Tu sais. O propósito da vinda do Senhor é salvar Seu povo, Seu “ungido”(ver Sl 20:5, 6; 28:8, 9).
17 Figueira. Neste versículo são previstos os efeitos da invasão babilônica: a destruição da “figueira” e da “oliveira”, tão prezadas na Palestina , junto com o igualmente necessária “vide”, com os cereais e o gado. O mesmo ocorrerá durante as cenas finais da história da Terra, quando esta será igualmente desolada (ver DTN, 122; GC, 629).
18 Eu me alegro. Por mais terríveis que sejam os eventos que este capítulo prenuncia, ele se encerra com uma consoladora e reconfortante nota de alegria e de esperança da salvação “no SENHOR”. O profeta assegura a si mesmo que, no fim, tudo ficará bem, por causa da fidelidade de Deus (ver Sl 13:5, 6; 31:19, 20; Mq 7:7). Uma vez resolvido o problema (ver p. 1153, o profeta alegremente submete sua própria vontade à de Deus.
19 Altaneiramente. O povo de Deus triunfará sobre toda oposição e habitará seguro sobre os altos da salvação (ver Dt 32:13; 33:29; Is 58:13, 14; Am 4:13). Todas as perguntas do profeta são respondidas pela fé em Deus, e Habacuque descansa satisfeito, sabendo que, por fim, o direito e a verdade triunfarão para sempre.
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1163-1165
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HABACUQUE 3 – Ao olhar à política, educação, saúde, economia, sociedade e até à religião, poderás ter grandes decepções, tristezas e angústias; porém, quando se olha além do horizonte e, pela fé, é possível contemplar ao Soberano Deus, que tem a história nas mãos. Tal visão alegra o coração em meio à corrupção.
Ainda que o mundo esteja em estado de calamidade pública total devido a tanta corrupção e imoralidade, é possível enxergar luz no fim do túnel: a glória divina.
Habacuque deixa, segundo Isaltino Filho, as seguintes aplicações:
• Uma lição estarrecedora: O povo de Deus não está isento do julgamento.
• Uma lição gloriosa: A história não está descontrolada, Deus deu-lhe destino.
• Uma lição moral: Os violentos e maldosos colherão o que plantaram.
• Uma lição espiritual: O justo viverá pela fé, não pelas circunstâncias.
• Uma lição final: Há alegria em viver pela fé.
Além dessas, o último capítulo do livro do profeta Habacuque revela-nos alguns princípios essenciais para nossa espiritualidade. Grave-as no coração:
1. O crente fiel, que confia plenamente em Deus, não reclama da situação, mas clama a Deus para agir em favor de Seu amado povo (vs. 1-2).
2. O servo de Deus não faz greve ou critica pessoas erradas, Ele ora a Deus e recorda Seus cuidados especiais (vs. 3-15).
3. O indivíduo que se submete a Deus não se vinga do inimigo, espera pela vingança divina: a justiça de céu não falha (v. 16).
4. O filho de Deus se dispõe a confiar totalmente nEle, a despeito do que os olhos carnais veem, pois a fé enxerga mais longe (vs. 17-19).
Quando contemplamos situações específicas, pode ser que não entenderemos Deus; porém, quando Ele nos desvenda os olhos, veremos as maravilhas de Suas ações; então, como Habacuque, exclamaremos:
“Mesmo que não haja figos na figueira, e as uvas da videira não amadureçam; mesmo que não se colham azeitonas, e os campos de trigo não produzam; mesmo que os apriscos estejam sem ovelhas e as estrebarias sem gado, desde já cantem louvor jubilante ao Eterno. Pulando de alegria diante de Deus, meu Salvador. Por saber que o governo do Eterno será vencedor, sinto-me fortalecido e encorajado…” (vs. 17-19).
Unamo-nos em Oração: “Aviva a tua obra, ó Senhor! Dá-nos urgentemente o reavivamento prometido!” – Heber Toth Armí.
Escreva o que mais você gostou em Habacuque:
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TEXTO BÍBLICO HABACUQUE 2 – Primeiro leia a Bíblia
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1375 palavras
1 Por-me-ei. Habacuque demonstra aqui claramente sua fé em Deus. Apresenta-se como alguém que toma posição, assim como um atalaia (ver Ez 3:17; 33:7), num lugar alto, a fim de ter uma visão clara de tudo ao redor e poder ver e ouvir qualquer coisa que se aproxime.
Torre. Do heb. matsor, “uma fortaleza”, isto é, um lugar a partir do qual se resiste a um cerco.
Vigiarei para ver. Habacuque acredita ter apresentado a Deus uma objeção válida ao plano de usar os caldeus como instrumentos contra Judá. (Hc 1:6, 13). Assim ele espera uma resposta (ver p. 1153, 1154).
2 Escreve. O Senhor responde à fé de seu servo e o encoraja em sua obra. A escrita daria permanência às mensagens do profeta.
Tábuas. A referência deve ser a placas colocadas em lugares públicos onde todos poderiam lê-las.
Quem passa correndo. A frase diz, literalmente: “para que seu leitor possa correr”, isto é, lê-la prontamente, fluentemente e sem esforço.
3 No tempo determinado. A visão se cumprirá no devido tempo (ver Gl 4:4).
Se tardar. Segundo o texto hebraico … embora o cumprimento da visão sobre a vinda dos conquistadores caldeus parecesse demorada, no devido tempo ela se cumpriria. Segundo o texto da LXX, a ideia parece ser de que, embora o inimigo parecesse tardar, certamente viria, conforme o predito. … A profecia de Habacuque 2:1 a 4 foi fonte de encorajamento e conforto para os primeiros crentes no Advento, conhecidos como mileritas. Quando o senhor não voltou na primavera de 1844, como se esperava a princípio, os mileritas experimentaram profunda perplexidade. Foi pouco depois do desapontamento inicial que eles viram um significado especial nas palavras do profeta: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a” (NVI). Eles se apoiaram “na linguagem do profeta” (T1,52) e saíram a proclamar o clamor da meia noite: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25:6; ver GC, 392).
4 Sua alma. Em sua aplicação primária, estas palavras reprovam o profeta por sua imprudência e falta de fé.
Justo. Do heb. tsadiq, “justo”, “sem culpa”, usado em referência a uma pessoa ou coisa que foi examinada e encontrado em boas condições. Esta frase final apresenta o caráter do homem bom em contraste com o do homem mau descrito na primeira parte do versículo.
Fé. Do heb. ‘amunah, “constância”, “fidedignidade” ou “fidelidade”, usada aqui para descrever a relação de alguém para com Deus. A confiança em Deus vem da certeza de que Ele irá guiar, proteger e abençoar os que cumprem a Sua vontade. Habacuque afirma principalmente que o que vive por fé e confiança pura no Senhor será salvo, mas que perecerá o soberbo, que mostra orgulho obstinado e perversidade no pecado … uma pessoa “viverá ou será aceita aos olhos divinos”, pela fidelidade a Deus que, por sua vez, baseia-se na fidelidade de Deus em cuidar de Seus filhos … Embora primariamente este versículo se refira aos que, por causa de sua fé no Senhor, seriam salvos dos caldeus e encontrariam paz, ainda que Judá fosse destruída, num sentido mais amplo, o versículo enuncia uma verdade aplicável a todos os tempos. Paulo emprega essa declaração do AT mais de uma vez como tema de uma dissertação sobre a justiça pela fé (ver Rm 1:16, 17; Gl 3:11; Hb 10:38, 39).
5 Assim como. Em Habacuque 2:5 a 19, Deus enumera os pecados de Babilônia. Ele sabe que os babilônios são perversos, como Habacuque os acusa (1:13). Deus ainda está no comando dos negócios da Terra e todos – inclusive Habacuque – devem calar-se diante dEle (2:20).
Boca. Do heb. nefesh (ver com. De 1Rs 17:21; Sl 16:10).
Sepulcro. Do heb. she’ol (ver com de Pv 15:11). Como a morte e o she’ol são representados como insaciáveis (Pv 27:20; Is 5:14), assim os babilônios se reuniam e ajuntavam para si “todas as nações” e “todos os povos”.
6 Todos estes. As “nações” e os “povos” (v. 5) conquistados pelos babilônios.
Penhores. Do heb. ‘abtit, palavra que ocorre apenas aqui no AT e cujo significado é considerado como sendo “penhores”, isto é, vestes ou outras coisas dadas como garantia por dívidas. Em outras palavras, faz-se a pergunta: “Quanto tempo a Babilônia vai continuar acumulando dívidas de direito e justiça para com os povos que ela subjuga antes que esses penhores sejam resgatados mediante a aplicação de irada retribuição aos habitantes da Babilônia?
7 Os teus credores. Aqueles que os babilônios prejudicaram se levantariam e os atacariam. Historicamente, foram os medos e os persas que saquearam os caldeus e destruíram os impérios deles.
8 Despojaram a ti. Como vingança, todas as nações tomadas e saqueadas pelos babilônios, principalmente os medos e os persas, iriam destruir os caldeus (ver Rs 21:2; 33:1. A tomada de Babilônia vingaria o “sangue” que os babilônios cruelmente derramaram.
A Terra. Alguns creem que o profeta aqui se refira particularmente à Terra da Palestina.
9 Ajunta… bens mal adquiridos. Literalmente, “um ganhador de mau ganho” para a sua casa; provavelmente, uma referência à família real ou à dinastia babilônica.
Por em lugar alto o seu ninho. Uma figura que significa segurança.
11 Pedra. Uma figura notável para indicar a enormidade da culpa de Babilônia. Não só os homens, mas as coisas inanimadas iriam condenar a iniquidade dos caldeus (ver Lc 19:40).
12 Edifica. Neste terceiro “ai” (ver v.6,9), a condenação repousa sobre os babilônios porque seu poder foi edificado sobre a matança e a “iniquidade” (ver Dn 4:27; cf Mq 3:10). Babilônia foi ampliada e embelezada por despojos tomados das nações conquistadas. Embora este versículo se aplique primariamente a Babilônia, as verdades aqui declaradas são atemporais.
13 Para o fogo. Todos os edifícios e fortalezas dos babilônios erigidos por meio de trabalho escravo, no final apenas combustível para o fogo e assim, ele se fatigariam em vão (ver Jr 51:29, 30, 58.
14 A terra se encherá. Habacuque reitera um pensamento já expresso por Isaías (Is 11:9). A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os ímpios no dia final.
15 Misturando… seu furor. Como o homem que dá de beber ao seu companheiro para tirar vantagem dele, os caldeus fizeram o mesmo com as outras ações, e era justo que, por sua vez, eles tivessem de beber do cálice da ira de Deus (ver Ap 14:8, 10).
Contemplar as vergonhas. Esta é uma figura que ilustra (ver Gn 9:20-23) a condição humilhante à qual as nações conquistadas eram reduzidas sob o governo iníquo e tirano dos babilônios (ver Lm 4:21).
16 Farto. O mau tratamento imposto por Babilônia aos oprimidos provocaria sua própria queda. Eles iriam beber até o fim a taça da retribuição divina.
Exibe a tua incircuncisão. Isto é, que Babilônia receba o mesmo tratamento ignominioso que dispensou a outros (ver com. do v. 15). … Em outras palavras, os babilônios deviam sofrer as mesmas indignidades e crueldades impostas aos inimigos conquistados.
17 Violência contra o Líbano. Alguns consideram que “Líbano” aqui seja uma referência ao templo de Jerusalém, que fora construído de cedros do Líbano (ver 1Rs 5; Zc 11:1, 2).
18 Aproveita. O profeta ironicamente pergunta que benefício os caldeus tiram da confiança depositada em seus deuses (ver Is 44:9, 10; Jr 2:11). Frequentemente, o AT enfatiza a loucura de se confiar em “ídolos mudos” (ver Sl 115:4-8; Jr 10:1-5; etc.).
19 À maneira. Madeira e pedra eram os materiais comuns usados no antigo Oriente para fazer estátuas.
De ouro e de prata. Estes metais preciosos eram usados para embelezar a pedra ou a madeira (Is 40:19; ver com. de Dn 3:1).
20 O senhor. Deus está em Seu templo, sentado no trono. Ele guia o destino das nações (ver com. Hc 2:5; Dn 4:17).
Seu santo templo. Habacuque, de maneira desafiadora, apresenta a diferença entre o Deus vivo e majestoso e os ídolos vãos e sem vida. Embora o profeta primariamente se refira ao templo de Jerusalém como o lugar da habitação do Deus verdadeiro, em sentido mais amplo, ele talvez estivesse pensando também no “templo” de Deus do Céu (ver 1Rs 8:27-30; Sl 11:4; Mq 1:2, 3). Devido à exaltada majestade de Deus, “toda a terra”, constituída pelos súditos do Rei do universo, é convocada a esperar, silenciosa e humildemente, diante dele (Sl 46:10; ver com. de Sl 76:8).
Cale-se. Isto é, não se atreva a questionar a sabedoria de Deus na condução do destino das ações, como Habacuque o fez (Hc 1:1; 2:1). A linguagem deste versículo é, às vezes, apropriadamente aplicada à reverência na casa de Deus, embora esse não fosse o intento original.
Toda a terra. Isto é, todos os seres humanos inclusive o profeta Habacuque (ver com. de Hc 1:13; 2:1, 4).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1159-1160.