Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
23 de setembro de 2021, 0:44
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3572 palavras

1 Também (ARC). Este capítulo contém o que se pode chamar de a glória com a qual culmina a epístola: uma exposição da verdade sobre a ressurreição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 878.

2  Salvos. Literalmente “estão sendo salvos”. A salvação é uma experiência contínua. CBASD, vol. 6, p. 879.

Crido em vão. Não havia nada de errado com a mensagem pregada, mas a forma como os coríntios criam na mensagem podia dar espaço a questionamentos. Se a crença deles era indiferente, teria pouco o valor. Se a fé fosse firme, então considerariam a doutrina de Paulo suficiente para guiá-los no caminho da salvação. CBASD, vol. 6, p. 879.

5  Cefas. Do gr. Kêphas, uma transliteração do aramaico Kepha’, que é traduzido para o grego como Petros. … Paulo recorre ao testemunho daqueles que em primeiro lugar souberam da ressurreição, e em especial aos que ainda viviam para atestar sua veracidade. Como estava apenas relembrando a eles a doutrina previamente ensinada, ele não buscou reproduzir toda a evidência disponível, mas apenas resumiu o que eles já sabiam. CBASD, vol. 6, p. 880.

8 Nascido fora de tempo. Do gr. ektroma, “aborto”, “natimorto”. …  O apóstolo quer dizer que, comparado aos outros apóstolos, ele não passa de um bebê que nasce morto. Os outros cresceram e amadureceram no ministério, ao passo que Paulo foi introduzido ao apostolado de forma abrupta.  CBASD, vol. 6, p. 881.

9  O menor. Ele tinha sido o último de todos (v. 8) e afirma ser o menor (cf. com. de Ef 3:8). CBASD, vol. 6, p. 881.

Não sou digno. Isto é, não qualificado o suficiente. Paulo reconhece que ninguém, em sentido algum, é digno de ser chamado ao serviço de Deu s (ver com. de 2Co 3:5). CBASD, vol. 6, p. 881.

Pois persegui. Parece que ele nunca se perdoou por sua antiga oposição feroz aos crentes, e a lembrança dessa experiência o mantinha humilde e grato pela bondade do Senhor (ver At 22:4; 26:9-11; Gl 1:13; lTm 1:13). No coração verdadeiramente convertido, o perdão divino produz percepção do pecado bem como sentimento s de gratidão e humildade. Tal experiência capacita a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 881.

Trabalhei muito mais. Isto é, com mais intensidade. Consagração e trabalho duro quase sempre produzem colheita abundante. Mas, como revela a frase seguinte, o apóstolo não permitia que o orgulho destruísse seu êxito evangelístico. CBASD, vol. 6, p. 882.

Não eu. Paulo não deu margens para alguém imaginar que tomava o crédito para si. Ele confere toda a glória a Deus. CBASD, vol. 6, p. 882.

14 Vã. Do gr. kenos, “vazio”, “sem conteúdo”, “carente de verdade” (cf. com. do v. 17), uma

descrição adequada de qualquer tentativa de pregar o evangelho sem a ressurreição de Jesus. Tal pregação de fato seria “vã”, sem um de seus fatos históricos centrais. Se Cristo não foi ressuscitado, o testemunho cristão é falho por dois motivos: (1) Jesus declarou várias vezes que ressuscitaria dos mortos (ver Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19), e, se Ele não ressuscitou, seria um impostor; (2) os apóstolos baseavam sua pregação num fato que afirmavam ter acontecido; portanto, seriam

cúmplice s do impostor, pregando sobre uma esperança que não poderia ser cumprida. CBASD, vol. 6, p. 882.

Vossa fé. A descrença na ressurreição invalida não só a pregação apostólica, mas também a crença nessa pregação. Ao duvidar da possibilidade da ressurreição, os incrédulos estavam destruindo tudo o que outrora estimavam.  CBASD, vol. 6, p. 882.

15 Falsas testemunhas de Deus. A implicação é que teria sido um pecado pregar que Cristo ressuscitou dos mortos, se isso não fosse verdade. CBASD, vol. 6, p. 882.

17 Vã. Do gr. mataios, “inútil”, “sem objetivo”, “sem propósito” (cf. com. do v. 14). A atenção é dirigida à absoluta falta de objetivo da fé cristã se Cristo não tivesse sido levantado dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 883.

Pecados. Nos v. 16 e 17, Paulo repete a linha de raciocínio dos v. 13 e 14, mas com uma diferença. Antes, ele enfatiza o vazio da fé sem a ressurreição de Cristo; depois, ele revela a condição perdida e sem esperança da humanidade sem a ressurreição. … Se Jesus não foi ressuscitado dos mortos, então Ele seria um impostor; a fé nEle não traria perdão pelo pecado, e o pecador permaneceria culpado. … Além disso, o batismo, que é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, perderia

sua importância se não houvesse ressurreição, pois se dá a exortação de que “andemos nós em novidade de vida”, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos (ver Rm 6:3, 4). CBASD, vol. 6, p. 883.

20 Primícias. Os antigos israelitas deviam apresentar um molho das primícias da colheita de cevada ao sacerdote, que o movia diante do Senhor como uma promessa da colheita completa que se seguiria. Essa cerimônia devia ser realizada no dia 16 de nisã (abibe; ver com. de Lv 23:10; ver v. 11). A Páscoa era celebrada no dia 14 de nisã (ver com. do v. 5) e, no dia 16, s e realizava a oferta das primícias. O molho das primícias da colheita tipificava Cristo, as “primícias”, ou promessa, da grande colheita que se seguirá quando todos os justo s mortos forem ressuscitados na segunda vinda de

Jesus (ver 1Co 15:23; lTs 4:14-16). Cristo levantou dos mortos no mesmo dia que as primícias foram apresentadas no templo (ver com. de Lv 23:14; Lc 23:56; 24:1; ver vol. 5, p. 246-249). Assim como as primícias eram uma promessa e uma certeza da reunião de toda a colheita, também a ressurreição de Cristo é uma promessa de que todos os que confiam nEle serão ressuscitados dos mortos. CBASD, vol. 6, p. 884.

Dos que dormem. Sobre o sono como metáfora da morte, ver com. do v. 6. O termo se refere aos que morreram como cristãos, crendo no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. CBASD, vol. 6, p. 884.

25 Debaixo dos pés. Isto corresponde a “escabelo” (SI 110:1, AA). CBASD, vol. 6, p. 886.

26 O último inimigo . A morte é personificada, como no v. 55 e em Apocalipse 6:8. CBASD, vol. 6, p. 886.

27 Por que. O primeiro Adão perdeu seu domínio e sucumbiu à morte; o segundo Adão recuperou

esse domínio perdido e destruiu a morte. CBASD, vol. 6, p. 887.

29 Os que se batizam por causa dos mortos. Esta é uma das passagens difíceis dos escritos de Paulo. Comentaristas elaboraram 36 tentativas de solucionar os problemas suscitados por este versículo, sendo que a maioria das sugestões não é relevante. … o v. 29 poderia ser parafraseado assim: ”mas se não há ressurreição, o que devem fazer os mensageiros do evangelho, se continuamente encaram a morte em favor de pessoas destinadas a perecer na morte de qualquer forma? ” Para eles, seria tolice (v. 17) enfrentar a morte para salvar outros, “se os mortos não ressuscitam” (v. 16, 32). A constante coragem dos apóstolos em face da morte é uma importante evidência de sua fé na ressurreição. Muitas passagens bíblicas declaram que não é possível, como ensinam alguns, que cristãos sejam batizados em favor de parentes e amigos mortos. A pessoa deve crer em Cristo e confessar seus pecados para poder ser batizada e salva (At 2:38; 8:36, 37; cf.

Ez 18:20-24; Jo 3:16; 1Jo 1:9). Mesmo os justos “salvariam apenas a sua própria vida” (Ez 14:14, 16; cf. Sl 49:7). A morte marca o fim da provação e das oportunidades humanas (ver Sl 49:7-9; Ec 9:5,6, 10; Is 38:18 , 19; Lc 16:26; Hb 9:27, 28). CBASD, vol. 6, p. 887. [Para uma discussão mais aprofundada das três propostas mais relevantes para entendimento desta passagem, favor consultar a fonte.]

32 Lutei em Éfeso com feras. Esta parece ser uma referência figurada ao episódio da luta de Paulo com adversários ferozes em Éfeso (cf. At 19:23-41). Um cidadão romano não podia ser punido sendo forçado a lutar com animais ferozes. Ele pergunta: “O que ganhei ao me expor a perigos comparáveis a lutar com animais ferozes, se a mensagem de ressurreição para a vida eterna por meio de Jesus  Cristo não fosse verdadeira? Por que passaria eu por tais riscos para anunciar um falso ensinamento? Isso não faria sentido. Eu poderia ter deixado as pessoas a sua sorte e não lhes dizer nada.” Não se

sabe a quais experiências em Éfeso Paulo se refere. Na sua fúria insana, os adoradores pagãos da deusa Diana (ou Ártemis) se pareciam mais com animais selvagens do que com seres humanos. Paulo, no entanto, não poderia ter se referido a esse incidente em particular neste versículo, pois isso aconteceu depois de esta carta ter sido enviada (cf. 1Co 16:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 889.

Comamos e bebamos. Citação de Isaías 22:13…. Seria tolice de Paulo, ou de qualquer pessoa, passar por privações, dificuldades e perseguição a fim de pregar o evangelho da salvação do pecado e da felicidade futura e eterna se os mortos não ressuscitarão. Ele deveria, em vez disso, aproveitar

ao máximo esta vida desfrutando os prazeres, sabendo que a morte será o fim de tudo. Essa de fato parece ser a filosofia hedonista de muitos, principalmente à medida que o segundo advento de Cristo se aproxima (ver Mt 24:38, 39; 2Tm 3:1-4). CBASD, vol. 6, p. 889.

33 Não vos enganeis. Ou, “parai de serdes desviados”. CBASD, vol. 6, p. 889.

Conversações. Ou, “companhias”. Este é um verso da poesia de Menandro (343-c.280), talvez um provérbio comum. Visto que todos são grandemente influenciados por aqueles com quem se associam, a escolha de amigos e companhias requer cuidado. Paulo exortou os crentes a ter cuidado com os argumento s enganosos dos falsos mestres, que negavam a ressurreição dos mortos. A companhia de tais indivíduos deveria ser evitada. A associação com aqueles que têm opiniões errôneas, ou cujas vidas são impuras, tende a corromper a fé e a moral. A associação diária com os que não criam na ressurreição dos mortos e as frequentes conversações sobre esse assunto poderiam

fazer com que os crentes perdessem sua compreensão clara da verdade. A familiaridade com o erro tende a remover a objeção a ele e a minimizar o cuidado contra ele. Por essa razão, Deus sempre aconselhou Seu povo a não se associar aos incrédulos (ver Gn 12:1-3; Êx 3:9, 10; Dt 7:1-4; Is 52:11; Jr 51:6, 9; 2Co 6:14-17; Ap 18:4), o que não exclui o testemunho. CBASD, vol. 6, p. 889, 890.

Conhecimento de Deus. Alguns dentre os coríntios não conheciam a Deus como o Onipotente; a crença deles era mera teoria. Como resultado, podiam aceitar prontamente a ideia de não haver ressurreição. A presença dessas pessoas era uma desonra para toda a igreja e não devia ser tolerada.  CBASD, vol. 6, p. 890.

35 Como …? A mente natural levanta objeções à ideia da ressurreição dos mortos. A constatação é a de que depois da morte vem a decomposição e, por fim, o corpo se esvai por completo. Portanto, pode-se perguntar como o pó poderia ser reunido para a ressurreição do indivíduo como era antes (ver Jó 34:15; Ec 12:7). Outra pergunta que traz perplexidade é: como o corpo reconstituído será comparado ao corpo que se desfez?  CBASD, vol. 6, p. 890.

36 O que semeias. A dificuldade proposta no v. 35 poderia ser solucionada com a ilustração sobre o crescimento do grão, fenômeno com o qual todos estavam familiarizados. Quando se coloca um grão no solo, ele morre . Esse processo é essencial para que nasça uma nova planta. Se esse processo natural é bem aceito sem questionamentos, por que deveria haver problema com a ressurreição de um novo corpo a partir do antigo que se desfez?  CBASD, vol. 6, p. 890.

37 Simples grão. Isto é, uma semente sem folhas, nem talos. Assim é o grão quando semeado. A planta que brota não é a mesma que a semente . Assim, o corpo que ressurgirá do túmulo na ressurreição não será o mesmo que foi depositado ali. É claro que haverá semelhanças, mas, ao

mesmo tempo, diferenças. O novo corpo não é composto das mesmas partículas de matéria que formavam o antigo. Contudo, a identidade do indivíduo será preservada (ver Ellen G. White  Material Suplementar sobre os v. 42 a 52). CBASD, vol. 6, p. 890.

38 Deus lhe dá corpo. O milagre da natureza que produz os muitos tipos de grão tem sua fonte em Deus, o autor de toda vida e todo crescimento. Não há nada na semente que por si, sem auxílio, a faça brotar para a vida (ver T8, 259, 260) . Do mesmo modo, não há nada no corpo desfeito que, por si só,

resulte na ressurreição. No entanto, Deus ordenou que houvesse  uma ressurreição, e é somente por Seu poder que o milagre acontece. CBASD, vol. 6, p. 890.

39 Nem toda carne é a mesma. Carne é a matéria da qual se compõe o corpo. A natureza tem diferentes tipos de matéria. Se Deus ordenou que houvesse tantas variedades de carne, e assim de corpos, não é de se surpreender que Ele venha a prover, na ressurreição, um tipo glorificado

de corpo para o ser humano. CBASD, vol. 6, p. 890, 891.

40 Glória dos celestiais. Embora pássaros, flores, árvores, minerais e seres humanos tenham sua beleza e atrativo, diferem do que é celestial. O s seres humanos não questionam a diferença entre a beleza das coisas celestiais e das coisas terrenas. Então, por que deveria haver alguma hesitação

em reconhecer uma diferença entre o corpo do ser humano adaptado à vida nesta Terra e o adaptado à vida no Céu? CBASD, vol. 6, p. 891.

  1. Uma é a glória do sol. No v. 40, Paulo mostra que há diferença entre os variados tipos de corpos

celestes e terrenos. Neste versículo, ele declara que há diferenças entre os corpos do mesmo tipo, a saber, corpos celestes. Ele diferem não só dos corpos terrenos, mas também entre si. Dessa forma, ele fortalece seu raciocínio de que o corpo ressurreto será diferente do corpo mortal. Deus estabeleceu

essa variedade na natureza e não está limitado em poder para fornecer um corpo novo e diferente para Seus santos na ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 891.

42 Semeia-se o corpo na corrupção. Paulo volta à comparação entre o reino vegetal e o ser humano (v. 37, 38). Ele fala dos corpos dos remidos como sementes lançadas ao solo que produzirão uma colheita para o reino de Deus. O cemitério é apropriadamente chamado, algumas vezes, de campo

de Deus. A decomposição que silenciosamente acontece ali, sem ser vista, é o preâmbulo da ressurreição gloriosa, quando findar a história deste mundo e começar a do eterno reino celestial, com o retorno de Cristo (ver 1Co 15:52; 1Ts 4:16). CBASD, vol. 6, p. 891.

Ressuscita. Paulo afirma que a ressurreição dos justos mortos com corpos glorificados não só é possível, mas de fato acontecerá. Essa é uma das verdades mais encorajadoras aos que lutam contra uma enfermidade e que temem a morte. CBASD, vol. 6, p. 891.

Incorrupção. O corpo ressuscitado do crente jamais será sujeito outra vez à enfermidade,

decomposição e morte. CBASD, vol. 6, p. 891.

43 Semeia-se. Em certo sentido, o  cadáver é uma desonra. Devido à rápida decomposição, torna-se repugnante e deve ser sepultado. CBASD, vol. 6, p. 891.

Fraqueza. Do gr. astheneia, “falta de força”, “fragilidade”, “doença”. Isso não se refere simplesmente à debilidade do corpo terreno quando vivo, mas também à sua completa impotência como cadáver e à incapacidade de resistir à corrupção. CBASD, vol. 6, p. 891.

Ressuscita. Dignidade, beleza, honra e perfeição caracterizarão os santos ressuscitados. Seus corpos serão semelhantes ao de Cristo (Fp 3:20, 21; GC, 645). CBASD, vol. 6, p. 891.

Poder. Do gr. dynamis, “força”, “energia”, “poder”. O poder de Deus se manifestará no milagre da ressurreição. O corpo  ressuscitado não experimentará nenhuma das debilidades e falta de resistência que afligem o corpo terreno (ver Is 33:24; 40:31; Ap 7:15, 16; 22:5; GC, 676). CBASD, vol. 6, p. 891.

44 Natural. Do gr. psuchikos, adjetivo derivado da palavra psychê, traduzida em geral como “alma”. Psychikos significa pertencente a esta vida presente. É uma palavra difícil de ser traduzida para o português. …  O corpo natural é o que está sujeito às limitações da existência temporal, como dor, doença, fadiga, fome e morte. Esse corpo é posto no túmulo no fim da vida mortal (ver J ó 14:1, 2, 10-12; 21:32 , 33). O corpo espiritual será livre de todas as marcas da maldição do pecado (ver GC, 644 , 645).  CBASD, vol. 6, p. 892.

45 Espírito vivificante. Isto é, um ser que tem o poder de dar vida. Adão se tornou “alma vivente”, mas Cristo é o doador de vida. Jesus afirmou poder ressuscitar os mortos (ver Jo 5:21, 26; 11:25) e exerceu esse poder ao ressuscitar alguns nesta vida temporal (ver Lc 7:14, 15; 8:54, 55). Essas demonstrações de Seu poder de dar vida devem ser aceitas como evidência de Seu poder para ressuscitar os mortos no segundo advento. CBASD, vol. 6, p. 892.46 Primeiro o espiritual. Os corpos espirituais que os santos terão na ressurreição são uma continuação de seus corpos naturais. O natural vem primeiro. O corpo espiritual não existe ainda, e não existirá antes da ressurreição. Deus dá a cada santo um corpo novo. CBASD, vol. 6, p. 892.

48 Como foi o primeiro homem, o terreno. Isto é, Adão. Todos os descendentes de Adão partilham sua natureza pecaminosa. Eles são frágeis, mortais e sujeitos a corrupção e morte. CBASD, vol. 6, p. 892.

50 Isto afirmo. “Carne e sangue” é uma figura de linguagem que designa as condições humanas no contexto de pecado (ver Mt 16:17; Gl 1:16; Ef 6:12). Portanto, não deve ser tomada com significado literal. Paulo apenas afirma que o corpo presente é inadequado para entrar no reino de Deus. O corpo ressuscitado terá carne e sangue, e isso se pode deduzir do fato de que o novo corpo terá a semelhança do glorioso corpo do Cristo ressuscitado (Fp 3:20 , 21), que consistia de carne e ossos (Lc 24:39; cf. DTN, 803) . Também é razoável concluir que o corpo dos santos ressuscitados não será muito diferente do tipo de corpo que Adão possuía quando foi criado (Gn 2:7). Se não tivesse pecado, ele teria permanecido com esse corpo para sempre. …  Tudo que Deus criou era perfeito; portanto, o corpo de Adão e Eva também era perfeito, livre de corrupção, e adequado ao ambiente perfeito. Quando o homem pecou, sua natureza foi mudada. Portanto, antes de desfrutar a bem-aventurança do Éden restaurado, o corpo será mudado e adaptado à perfeição celestial. CBASD, vol. 6, p. 893.

52 Num momento. Do gr. en atomo, “num ponto do tempo indivisível”, “num instante”. Átomos ocorre apenas nesta passagem no NT. É a palavra da qual deriva “átomo”. Junto com a expressão “piscar de olhos”, esta frase indica a extrema rapidez com que se dará a mudança do corpo dos santos vivos. CBASD, vol. 6, p. 893.

Da última trombeta. O tempo em que se dará essa gloriosa transformação é indicado a seguir. Será na segunda vinda de Cristo, pois é então que a “trombeta de Deus” soará, e os fiéis que tiverem morrido serão ressuscitados com corpo inteiramente livre de todos os efeitos do pecado (Cl 3:4; ver com. de lTs 4:16). Então, os salvos que estiverem vivos e ansiosos pela vinda do Senhor passarão por uma maravilhosa mudança, em que todos os traços de corrupção e imperfeição serão removidos de seu corpo, que se tornará como o corpo glorioso de Cristo (ver Fp 3:20, 21; 1Jo 3:2). Eles passarão pela maravilhosa experiência de serem levados da Terra para o Céu sem morrer, como Elias, que foi um símbolo de todos os salvos que estarão vivos quando Cristo retornar (ver 2Rs 2:ll; PR, 227). CBASD, vol. 6, p. 893.

53 É necessário que. É essencial que ocorra uma mudança no corpo dos santos, seja pela ressurreição com corpo imortal incorruptível (v. 42), ou pela transformação sem ver a morte; pois não podem entrar no paraíso com as marcas da corrupção (v. 50). CBASD, vol. 6, p. 893.

54 Tragada foi a morte. A citação é de Isaías 25:8 … Quando, por ocasião da volta de Cristo, ocorrer a transformação da mortalidade para a imortalidade, tanto nos justos mortos como nos que vivem, o grande inimigo não mais perturbará os remidos. O último pensamento que lhes ocupava a mente à medida que a sombra da morte os envolveu foi o do sono que se aproximava, seu último sentimento foi o da dor da morte. Ao verem que Cristo voltou e lhes concede o dom da imortalidade, a primeira sensação será de grande regozijo, pois jamais sucumbirão ao poder da morte (ver GC, 550). CBASD, vol. 6, p. 894.

55 Ó morte. Alusão a Oséias 13:14 (ver com. ali). Neste clamor feliz e vitorioso, tanto a morte quanto a sepultura são personificadas, e as palavras são-lhes dirigidas, provavelmente por todos os santos triunfantes, que estarão libertos para sempre do sofrimento e da separação impostos pela morte. O domínio que esse inimigo exerce sobre todos desde a queda de Adão será para sempre removido dos remidos na segunda vinda de Cristo.  CBASD, vol. 6, p. 894.

Aguilhão. Do gr. kentron, “ponta aguda”, “um ferrão [como de abelha , vespa e escorpião]”. CBASD, vol. 6, p. 894.

56 O aguilhão da morte. Ou, o “pecado”. A morte, como o escorpião, tem um ferrão, um poder fatal concedido a ela por meio do pecado, a causa da morte (ver Rm 6:23). Mas os remidos não pecarão outra vez; portanto, jamais sentirão de novo o ferrão da morte (ver Na 1:9; Is 11:9; Ap 21:4). CBASD, vol. 6, p. 894.

57 Graças a Deus. Este versículo apresenta o tema ou objetivo de toda a Bíblia, a saber, que a restauração do ser humano ao favor de Deus e à condição original de perfeição e liberdade de todos os efeitos do pecado ocorre pelo poder de Deus que opera por meio de Cristo (ver Ed, 125, 126; cf. Rm 7:25). Os remidos darão louvor e graças a Deus por toda a eternidade por esse triunfo sobre o poder do adversário (ver Ap 5:11-13; 15:3, 4; 19:5,6). CBASD, vol. 6, p. 894.

58 Sede firmes, inabaláveis. Os crentes são instados a permanecer firmes na fé, sem permitir que nada os perturbe. Este apelo para se manter uma firmeza inabalável é reforçado pela verdade da ressurreição exposta pelo apóstolo neste capítulo. À luz de garantias maravilhosas para o futuro, crentes não deveriam ser influenciados pelas tentações do diabo, seja para satisfazer a carne ou se desviar dos fatos evidentes do evangelho por meio da influência das filosofias mundanas. Não se deve permitir que nada nem ninguém abalem o crente do fundamento de sua fé e esperança. CBASD, vol. 6, p. 894.

Abundantes. O grande incentivo à contínua atividade na causa da verdade é a certeza de que tais esforços não serão vãos no Senhor, mas resultarão na salvação de pessoas e no avanço da glória de Deus (ver Sl 126:6; Ec 11:6; Is 55:11; 1Co 3:8, 9). CBASD, vol. 6, p. 895.



I CORÍNTIOS 15 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de setembro de 2021, 0:40
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I CORÍNTIOS 15 – A ressurreição de Cristo decreta a extinção da morte e, promove esperança aos fieis do corpo de Cristo, Sua igreja. A doutrina da ressurreição pode ser desviada; consequentemente, Paulo escreve visando corrigir tais desvios tomados pelos coríntios.

O capítulo supracitado também é muito útil aos crentes do século XXI, pois Satanás continua investindo em seu ataque à verdade e, muitos de nós somos suas vítimas. Analisemo-lo:

1. A doutrina bíblica da ressurreição (vs. 1-19):
• Quando existem dúvidas quanto à ressurreição, precisa-se provar que a ressurreição de Cristo é a essência do evangelho.
• Se Cristo não ressuscitou, a esperança futura inexiste; então, a pregação do evangelho não tem razão de existir.
• A ressurreição de Cristo é o ponto de partida para erradicar dúvidas que possam surgir em uma comunidade de crentes imaturos.

2. A distinção da ressurreição dos crentes (vs. 20-34):
• A ressurreição de Jesus, mais que ser as primícias do primeiro dia da semana seguida pela Páscoa (Levítico 23:9-11), representa toda a colheita de ressurretos para Deus.
• A ressurreição de Cristo é a garantia que os crentes ressuscitarão para viverem a vida eterna.
• A doutrina da ressurreição promove a motivação no coração do crente para enfrentar, testemunhado, aos desafios deste mundo incrédulo, injusto e corrupto.

3. O que implica a ressurreição? (vs. 35-58)
• O corpo do ressurreto será o mesmo, com a diferença de que será transformado/restaurado.
• O corpo frágil e perecível será ressuscitado glorioso, poderoso e imperecível; sem deixar de ser físico, concreto e palpável; consequentemente, nos reconheceremos, e mataremos a saudade.
• Os mortos ressuscitarão transformados, e os vivos também o serão instantaneamente sem passar pela morte.

Em Corinto, alguns duvidavam da ressurreição. Outros batizavam pelos mortos. Hoje, muitos acreditam que os mortos vão diretamente ao Céu. Se vão para o Céu assim que morrem, a doutrina da ressurreição é vã, incoerente e ilógica.

Caso queiramos ser coerentes com Cristo e com a Bíblia, devemos rever conceitos e corrigir desvios teológicos. Do contrário, a esperança estará fora de foco.

Além disso, a reencarnação e o espiritualismo são aberrações que estão adentrando muitos círculos evangélicos. Devemos reorientar nossos conceitos conforme prescritos na Bíblia.

“Senhor, que minha forma de enxergar a ressurreição seja conforme Tu vês, para que minha esperança seja real” – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 14 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
22 de setembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO I CORÍNTIOS 14 – Primeiro leia a Bíblia

I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
22 de setembro de 2021, 0:50
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660 palavras

1 Que profetizeis. No capítulo 14, Paulo contrasta o dom de profecia com o de línguas, mostrando que o primeiro traz mais benefícios a um maior número de pessoas. Os coríntios exaltavam o dom de línguas acima do de profecia, sem dúvida, devido a sua natureza espetacular. Alguns talvez desprezassem a profecia, como parece ter acontecido em Tessalônica (ITs 5:20). Os coríntios foram advertidos a buscar o amor, que leva as pessoas a obter dons que beneficiam os outros, bem como a si mesmos. Não se deve buscar os dons para exaltação própria, mas para servir melhor a Deus e ajudar a igreja. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 866.

2 Língua estranha. A palavra “estranha” foi acrescentada. CBASD, vol. 6, p. 866.

5 Superior. O dom de profecia era superior devido a seu valor para a igreja. Mais pessoas eram beneficiadas por ele do que pelo dom de línguas. Os dons do Espírito devem ser avaliados segundo a utilidade e não segundo sua natureza espetacular. CBASD, vol. 6, p. 867.

8 Trombeta. A linguagem da trombeta era inteligível para o exército. Mas, se a pessoa que tocava a trombeta não fizesse um chamado claro, resultaria em confusão, e o exército não estaria preparado para a batalha. CBASD, vol. 6, p. 867.

20 Meninos. Os coríntios tinham muito orgulho de sua sabedoria. Eles exultavam por suas conquistas intelectuais, mas estavam se comportando como crianças em relação aos dons do Espírito. Tinham mais interesse nos dons espetaculares, como o de línguas, do que nos dons que atuavam de forma mais discreta, contudo, com mais eficiência para a igreja, como o de profecia. CBASD, vol. 6, p. 869.

Malícia. Do gr. kakia, “maldade”, “impiedade”, “depravação”, “malignidade”. Com respeito a essa qualidade, as crianças pequenas são consideradas inocentes. Essa é a atitude que será vista em todos que estão cheios do Espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 869.

22 Para os que crêem. A profecia edifica a igreja, o corpo de crentes. É um sinal da presença contínua de Deus. CBASD, vol. 6, p. 870.

32 Estão sujeitos aos próprios profetas. Devia haver pessoas que afirmavam não poder ficar em silêncio quando estavam sob inspiração do Espírito Santo. Paulo rejeita essa pretensão. Os verdadeiros profetas tinham controle de sua mente e podiam falar ou permanecer em silêncio. A inspiração não elimina a individualidade e o livre-arbítrio. O agente humano expressa em seu próprio estilo e pensamento as verdades reveladas a ele. CBASD, vol. 6, p. 871.

33 Confusão. Deus não é de desordem, desunião, discórdia ou confusão. O verdadeiro culto a Deus não encoraja desordem de nenhum tipo. Este versículo apresenta um princípio geral que rege o cristianismo e deriva da natureza divina. Ele é o Deus da paz, e não se deve ensinar que Ele Se agradaria de uma forma de culto caracterizada por confusão de algum tipo. CBASD, vol. 6, p. 872.

34 Lei. As Escrituras ensinam que, devido a seu papel na queda do homem, a mulher foi designada por Deus a uma posição subordinada ao marido. Por causa da mudança na natureza humana resultante da entrada do pecado, a harmonia que o ser humano desfrutava foi alterada. Não convinha mais que o homem e a mulher tivessem a mesma autoridade na direção do lar, e Deus escolheu colocar sobre o homem mais responsabilidade na hora de tomar decisões e instruir a família. CBASD, vol. 6, p. 872.

35 É vergonhoso. Isto era assim por causa do costume dos gregos e dos judeus de que as mulheres deviam se retirar quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada vergonhosa e traria desonra à igreja. CBASD, vol. 6, p. 872.

37 Se alguém se considera profeta. Quem afirmasse ter qualquer dom do Espírito, mas se recusasse a reconhecer que a instrução dada por Paulo provinha do Senhor, demonstraria que sua inspiração não “era divina. CBASD, vol. 6, p. 873.

40 Ordem. Do gr. kata taxin, “segundo a ordem”. Na igreja, não deve haver confusão, ruído desnecessário, nem desordem. O cristão deve sempre se guardar contra o mal da formalidade no culto público. Deus não deseja demonstração exterior ou exibições de talento, mas a devoção sincera com amor externada em oração e louvor. Dignidade e reverência são essenciais, mas serão inspiradas por um genuíno senso da majestade e da grandeza de Deus, e não pela resposta ao impulso do coração natural por exaltação própria. Para que a adoração pública a Deus seja de fato reverente deve ser conduzida de modo que todos os presentes possam participar de forma inteligente de tudo o que é feito. Portanto, o uso de línguas ininteligíveis é inadequado, a menos que sejam interpretadas para o benefício de todos. CBASD, vol. 6, p. 874.

by tatianawernenburg



I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de setembro de 2021, 0:40
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I CORÍNTIOS 14 – É mais importante estudar a Bíblia do que as notícias do mundo. É mais importante saber sobre Jesus, do que sobre o Papa. Assim como também é mais relevante atentar para as repreensões do apóstolo Paulo a respeito do dom de línguas do que pesquisar exaustivamente o real problema das línguas na igreja de Corinto.

Estudar as repreensões de Paulo, nos…
• …ajudará a evitar a falsificação do dom de línguas!
• …anestesiará contra a contrafação do dom de línguas!
• …preparará para não nos iludirmos com falsos dons de línguas!

Aprofundemo-nos da Palavra, pois reavivamento espiritual fora dela é reavivamento espúrio.

Nossas crenças precisam se fundamentar na Bíblia:
Paulo nunca falou a língua dos anjos (13:1). Nem indicou o dom de línguas como evidência de quem tem o Espírito Santo. Dons do amor e de profetizar/pregar excedem em valor ao de glossolalia (ver capítulos 12-14).

No capítulo 14 temos que:
• Profetizar/pregar importa mais que falar em línguas (vs. 1-5);
• Culto incompreensível não passa de confusão; Deus não quer isso (vs. 6-12);
• É preferível falar pouco e os ouvintes entenderem, do que falar muito sem ninguém entender (vs. 13-19);
• Crentes infantis não fundamentam suas crenças na revelação bíblica, daí falam em línguas incompreensíveis, todos juntos, roubando a ordem do culto – Paulo condena isso (vs. 20-25);
• Dom de línguas existe, assim como sua contrafação. Precisamos discernir o verdadeiro e orientar a igreja quanto ao seu uso – como Paulo fez; do contrário, ordene calar-se (vs. 26-28);
• Em todos os aspectos litúrgicos, a ordem deve prevalecer. Pois “Deus não é Deus de confusão”, conquanto, para homens e mulheres vem a advertência: “faça-se tudo com decência e ordem” (vs. 29-40).

Precisamos vigiar e orar, porque “a espiritualidade contemporânea, que permeia o pentecostalismo e o carismatismo, e mesmo as igrejas cristãs históricas, apresenta-se como um fenômeno abarcante capaz de envolver as religiões mundiais. Essa religiosidade mística é impulsionada por ritos e exercícios litúrgicos cujo objetivo é o resgate das culturas nativas e a estimulação das emoções como meio eficaz para a experiência mística de encontro com Deus e com o sobrenatural. O surgimento dessa espiritualidade pós-moderna, baseada na experiência e não na verdade, parece romper as barreiras para o ecumenismo, com a instituição de um culto universalizante”, alerta-nos Vanderlei Dorneles.

Porquanto, reavivemo-nos biblicamente! Sejamos ordeiros! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 13 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
21 de setembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO I CORÍNTIOS 13 – Primeiro leia a Bíblia

I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



I CORINTIOS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de setembro de 2021, 0:50
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746 palavras

1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (1Co 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de “a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo”. Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (1Co 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.

Amor. Do gr. agape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.

2 Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.

3 Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo se referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.

4 Não se ufana. Do gr. perpereuomai, “vangloriar-se”, “jactar-se”. O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.

5 Não se ira facilmente. O advérbio “facilmente” foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra “facilmente” seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.

11 Menino. Do gr. nepios, literalmente, “alguém que não fala”, um “infante”. O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.

12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.

13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.

by tatianawernenburg



I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de setembro de 2021, 0:40
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I CORÍNTIOS 13 – Desde o início desta carta, Paulo está preparando o coração do leitor para o capítulo do amor.

Para as brigas da igreja, para igrejas divididas, para as imoralidades entre os cristãos, para os problemas eclesiásticos levados à justiça, para uma comunidade pautada pelo orgulho e egoísmo, para as disputas de autoridade, etc., a solução de tudo está no dom do amor.

Seria interessante ler rapidamente os 12 capítulos que antecedem a este. Tua visão se ampliará. Logo após, observe atentamente à divisão de John Mc Vay:

1. A supremacia do amor (vs. 1-3): O amor é maior que…
• …qualquer dom espiritual.
• …qualquer outra qualidade de caráter.
• …todos, porque tudo mais é imperfeito se faltar amor.

2. A natureza do amor (vs. 4-7):
• O amor é uma qualidade divina.
• O que o amor não é: não está centrado no próprio eu, seu bem-estar, prosperidade e interesses (vs. 4-6).
• O que o amor é: sempre põe os outros à frente de si mesmo, pensa primeiramente neles, busca o bem-estar deles, de preferência ao seu próprio (vs. 4, 7).

3. A constância do amor (vs. 8-9):
• Tudo o mais passará, o amor jamais perecerá.
• Unicamente o amor jamais acaba.

4. Amor: O alvo da vida (vs. 11-13):
• Desistir das coisas de menino (v. 11);
• Finalmente, o amor em sua clareza (v. 12);
• A palavra final – o amor é maior, até mesmo que a fé (v. 13).

Crianças são egoístas. Pensam exclusivamente em sua própria satisfação. Não pensam no cansaço da mãe, choram a qualquer hora querendo ser atendidas. “A criança é fonte de sofrimentos infinitos. Para ela e para as demais. A criança é uma praga… A criança de dois anos tem uma carinha de anjo que a protege de umas boas palmadas e nos obriga a tomá-la nos braços e afagá-la… Precisa ser sempre ajudada” – diz Giulio Casare Giacobbe.

E tem mais, complementa Giacobbe: “Quem permanece criança arruína a própria vida. E arruína a dos outros… A criança é uma praga. Já o é com dois anos. Imagina o que é aos 35”. O adulto infantil é pior que criança. Pior ainda é o crente que nunca amadurece! É terrível! Para tais, Paulo indica deixar as coisas de menino!

Amadureçamos. Amemo-nos de verdade! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 12 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
20 de setembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO I CORÍNTIOS 12 – Primeiro leia a Bíblia

I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I Cor 12:4 “…ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pelo Espírito Santo”
20 de setembro de 2021, 0:53
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…ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pelo Espírito Santo.   A confissão genuína de que Jesus é o Senhor vem somente dos lábios de alguém dirigido pelo Espírito (cf Mt 16:16, 17). Os que verdadeiramente honram o nome e a obra de Jesus provam que são influenciados pelo Espírito Santo. Jamais alguém terá verdadeiro apreço por Cristo, nem amará Se nome ou Sua obra, a menos que seja dirigido pelo Espírito a perceber a natureza divina do Salvador. Ninguém pode mostrar seu amor pelo nome e pela obra de Cristo seguindo as inclinações do coração não regenerado. Em todos os casos em que alguém aceita a Cristo, é por meio do Espírito de Deus. A pessoa que fala de Jesus de modo leviano ou desacredita de Sua obra, ou ainda ensina doutrinas contrárias à Sua Palavra, prova com isso que não é dirigida pelo Espírito (ver DTN, 412). CBASD, vol. 6, p. 846.