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“Contende, Senhor, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam” (v.1).
Davi tinha “fome e sede de justiça” (Mt.5:6). Seus adversários o oprimiam e o seu desejo era ver, na prática, a justiça divina. À primeira vista, pode-se dizer que o Salmo de hoje é um clamor por vingança. Mas entendo que Davi estava apenas cansado de lidar com a falsidade. Enquanto se compadecia das pessoas (v.13-14), estas se alegravam com a sua desgraça (v.15). Enquanto jejuava e orava por elas, elas se reuniam contra ele. Enquanto lhes fazia o bem, era retribuído com o mal (v.12). É realmente uma desolação — como disse Davi — uma situação como esta! O que pensar? O que fazer? Como reagir? Jesus disse que devemos amar os nossos inimigos. E mais: que além de amar os nossos inimigos, devemos orar por quem nos persegue, “para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste”, disse Ele (Mt.5:45).
Somos filhos de Deus quando compreendemos que os nossos irmãos não deixam de sê-lo quando decidem nos odiar ou nos perseguir; quando as suas atitudes, por piores que sejam, não podem apagar o amor do Pai em nosso coração; quando, ainda que machucados e tristes pela ingratidão sofrida, somos gratos a Deus porque Ele mantém o nosso coração fortalecido. Este amor, contudo, não nos é inerente, amados. Necessitamos buscá-lo na Fonte. Precisamos pedir por ele. Então, “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5).
Não gosto de pensar que Davi desejava o mal aos seus adversários, mas que esperava pela justiça divina, que é longânima e misericordiosa. Sendo assim, a sua atitude não era de fazer justiça com as próprias mãos, e sim fazer o que estivesse ao seu alcance para vê-los bem (v.13-14). Porém, de graça era perseguido e sem causa era odiado (v.19). O que tornava o seu clamor um constante questionamento: — Para que tanto rancor sem causa?
Na verdade, é maravilhoso quando o nosso amor é correspondido. É prazeroso estar perto de quem nos quer bem. E isso chega até a ser saudável. Mas o genuíno amor cristão não depende da empatia do outro. Se Cristo habita em nosso coração, podemos até entender que nem todo relacionamento é possível, mas, no que depender de nós, a paz e o bem prevalecerão. Como Davi com relação aos seus “inimigos gratuitos” (v.19), procederemos “como se eles fossem [nossos] amigos ou [nossos] irmãos” (v.14), com compaixão e disposição em servi-los no que precisarem.
Oh, amados, por mais que seja difícil entender algumas situações, o Senhor nos conforta, dizendo: “Eu sou a tua salvação” (v.3). Sejamos, pois, agentes da paz! Que a nossa vida glorifique a Deus, de forma que “digam sempre: Glorificado seja o Senhor!” (v.27).
Oração: Julga-nos, Senhor, nosso Deus, segundo a Tua justiça. Entregamos em Tuas mãos todos os nossos perseguidores e todos os que nos odeiam sem causa, para que “o anjo do Senhor os persiga” (v.6), com a finalidade de preservar-lhes a vida, para que tenham a oportunidade de se arrepender e de serem transformados pelo doce amor de Cristo. E livra-nos, Senhor, de agirmos de forma injusta uns com os outros! Mas que o Teu amor seja derramado em nosso coração, a cada dia mais. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#SALMO35 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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