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EZEQUIEL 17 – Até aqui Deus utilizou vários recursos didáticos objetivando alcançar o coração desviado e endurecido de Seu povo.
Ezequiel teve uma visão do Ser vivente no carro de fogo, cheio de rodas (Ezequiel 1). Ao ser chamado por Deus, ele recebeu sua comissão profética numa visão dramática que inclui comer um rolo de livro (Ezequiel 2-3).
O profeta foi instruído por Deus para encenar o cerco de Jerusalém, usando tijolos e um utensílio de ferro; desenhar um modelo de Jerusalém sitiada; deitar-se de lado por um determinado período, etc. (Ezequiel 4-7).
Através de Seu profeta, Deus utilizou várias parábolas que retratam a rebeldia de Seu povo e o julgamento pela desobediência – veja a parábola da prostituta infiel (Ezequiel 16).
Ezequiel 15 e 17 não estão diretamente conectados em termos de narrativa contínua, porém, ambos compartilham temas semelhantes e usam metáforas relacionadas à natureza para transmitir mensagens espirituais e teológicas:
• Em Ezequiel 15, Deus compara Israel a uma videira inútil, que, embora recebesse total cuidado, não produziu frutos úteis. A videira inteira foi considerada inútil para qualquer propósito, exceto como combustível ao fogo.
• Em Ezequiel 17, Deus apresenta uma parábola envolvendo duas águias e uma videira. A primeira águia representa Nabucodonosor, rei da Babilônia, enquanto a segunda águia representa o Egito. A mensagem principal aqui é sobre a aliança de Judá com outras nações em busca de proteção, em vez de confiar em Deus, e sobre a eventual desolação e exílio devido à quebra da aliança.
Em Ezequiel 15, o foco da videira está na falta de frutos espirituais, enquanto em Ezequiel 17, o foco está na quebra da aliança e na busca por segurança fora de Deus. Em ambos os casos, o resultado é juízo e desolação sobre Israel.
Assim como Israel enfrentou o juízo de Deus devido à sua idolatria e deslealdade espiritual, os crentes hoje devem evitar colocar qualquer coisa acima de Deus em sua vida e, apesar de qualquer situação, devem permanecer leais a Ele.
Em vez de buscar segurança em alianças com o mundo ou em seus recursos, os crentes devem confiar plenamente em Deus como fonte de proteção e provisão.
Diferentemente de Israel, os crentes devem produzir frutos espirituais para não serem classificados como inúteis para Deus!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 16 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1318 palavras
Segunda parábola: o cântico do amor de Deus. O povo que habitava em Jerusalém é simbolizado por uma bela mulher (duas imagens são entrelaçadas – ela é filha adotiva, mas também esposa). Quando nasceu, estava condenada a morrer, mas Deus cuidou dela e a fez prosperar, tornando-a rica e famosa. Infelizmente, ela se tornou infiel ao Senhor, viveu uma vida desregrada, promíscua e se comportou como uma prostituta, pior que Sodoma e suas filhas (v. 48). Ela não só adorava ídolos, como também ofereceu os próprios filhos a deuses estrangeiros (v. 20, 21, 36; 20:26, 31; 23:37, 39). Sua ingratidão e esquecimento do amor e cuidado divinos são surpreendentes, inacreditáveis. Todavia, Deus sempre estava disponível para ela: perdoando, sendo fiel, estendendo graça. A parábola termina com a esperança de que o Senhor interviria mais uma vez por ela e restabeleceria a aliança eterna (v. 60), pois a mulher se arrependeria (v. 61, 63), muito embora houvesse quebrado a aliança várias vezes (v. 59). Trata-se de uma magnífica história da filha pródiga. Bíblia de Estudo Andrews.
1 A palavra do SENHOR. Parte da linguagem empregada na alegoria é repulsiva a pessoas discretas e que não falam de coisas íntimas de maneira tão direta. Aqueles a quem Ezequiel se dirigia estavam acostumados com essa linguagem e não ficariam chocados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 686.
3 Amorreu … heteia. Sabe-se que os amorreus habitaram aquela região desde épocas muito antigas, e que os heteus, vindos do norte, se infiltraram na Palestina e ocuparam algumas áreas antes que os hebreus se estabelecessem na terra. … Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos habitantes da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. CBASD, vol. 4, p. 686, 687.
4 Quanto ao teu nascimento. O período da história de Israel representado por essa parábola, provavelmente, seja a época de peregrinação no Egito, onde Israel foi estabelecido como nação. CBASD, vol. 4, p. 687.
6 Deus é representado como um viajante que, ao passar, descobre a criatura de aparência repugnante e digna de pena. Apesar da sujeira em que ela se encontra, Ele se apieda dela e lhe salva. CBASD, vol. 4, p. 687.
8 Passando Eu por junto de ti. Esta visita é distinta da outra, quando a nação era infante no Egito, e Deus a abençoou e a fez crescer. Ela então chegou à idade de se casar, e o Senhor ficou noivo dela (ver Jer 2:2). CBASD, vol. 4, p. 687.
Estendi sobre ti as abas do Meu manto. Significando a intenção de conferir à moça a honra do casamento (ver com. [CBASD] de Dt 22:30; Rt 3:9). A referência é ao solene evento no Sinai, quando Yahweh entrou em aliança com os hebreus, que se comprometeram a amar, adorar e obedecer a Deus, com a exclusão de todos os outros deuses rivais (Êx 19:1-9; 24:1-8). CBASD, vol. 4, p. 687.
9 Então, te lavei. A lavagem e a unção eram parte dos preparativos para o casamento (ver Rt 3:3; Et 2:12). CBASD, vol. 4, p. 687.
11 Enfeites. O profeta emprega uma figura oriental e apresenta os enfeites de uma noiva oriental pertencente à realeza. CBASD, vol. 4, p. 688.
13 Chegaste a ser rainha. Provável referência ao tempo de Davi e Salomão, quando o reino de Israel se estendeu desde o Eufrates até “a fronteira do Egito” (ver com. [CBASD] de 1Rs 4:21), e muitos dos reinos vizinhos se tornaram vassalos. Este período foi a era de ouro de Israel. CBASD, vol. 4, p. 688.
14 Por causa da Minha glória que eu pusera em ti. O povo é lembrado de que a prosperidade e a glória não se deviam a qualquer mérito de sua parte. Deviam a Deus tudo que desfrutavam. CBASD, vol. 4, p. 688.
15 Confiaste da tua formosura. Cumpriu-se a previsão de Deuteronômio 32:15 (cf. Os 13:6). Elevado à glória no princípio do reinado de Salomão, Israel começou a confiar em sua grandeza e prosperidade. CBASD, vol. 4, p. 688.
E te entregaste à lascívia. Uma metáfora para descrever as alianças estrangeiras, que objetivavam conseguir vantagens políticas e que Deus havia proibido enfaticamente (Dt 7:2; Jz 2:2), ou para descrever a substituição do culto ao Deus verdadeiro por outra forma de adoração. … A referência aqui é às várias alianças com os pagãos que Salomão iniciou e à subsequente adoção do culto idólatra dessas nações. CBASD, vol. 4, p. 688, 689.
20 Sacrificaste. Referência ao culto a Moloque, que foi uma forma de idolatria comum no último período de Israel [especialmente no reinado de Acazias e Manassés, de Judá] (2Rs 16:3; Sl 106:37; Is 57:5; Jr 7:31, 32). Nesta forma de culto, crianças eram sacrificadas como holocaustos (ver p. 419 [CBASD]), um crime desumano e terrível (ver com. [CBASD] de Lv 18:21; 1Rs 11:7; 2Rs 16:3). CBASD, vol. 4, p. 688.
[Nota: ver mais sobre estes sacrifícios nos comentários sobre 2Rs 23 e Jeremias 7: em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2019/09/13/2-reis-23-comentarios-selecionados-2/ e https://reavivadosporsuapalavra.org/2020/11/02/jeremias-7-comentarios-selecionados-2/).
22 Não te lembraste. Israel é aqui acusado do pecado de ingratidão. A nação desfrutava grandes privilégios e fora exaltada em suas vantagens. Deus não omitiu nada que ajudasse a assegurar seu sucesso. … (Is 5:4). … Os cristãos devem cuidar para não se tornar mesquinhos em suas expressões de agradecimento. Uma proporção muito maior de suas orações devia ser devotada ao louvor dAquele que é a fonte de todas as bênçãos. CBASD, vol. 4, p. 688.
24 Prostíbulo de culto. Em muitas formas de culto da antiguidade, a prostituição assumia um caráter semirreligioso. CBASD, vol. 4, p. 688, 689.
26 Filhos do Egito. Alguns consideram uma referência ao caráter licencioso do culto egípcio. CBASD, vol. 4, p. 689.
De grande membros. Uma figura sem eufemismos que representa o poder do Egito e a força dos soldados egípcios (ver Ez 23:20). CBASD, vol. 4, p. 689.
27 Filisteus. desde os tempo dos juízes, os filisteus foram inimigos persistentes de Israel. Foram subjugados por Davi, mas se tornaram um problema durante o período dos últimos reis. CBASD, vol. 4, p. 690.
28 Filhos da Assíria. Tanto Judá (2Rs 16:7) como Israel (Os 5:13) fizeram aproximações com a Assíria. CBASD, vol. 4, p. 690.
29 Caldeia. Babilônia encerra a lista de nações com as quais Israel se prostituiu. CBASD, vol. 4, p. 690.
35 Ouve a palavra. Após apontar o pecado de Judá, o profeta começa a pronunciar seu castigo, e continua com a mesma linguagem figurativa. CBASD, vol. 4, p. 690.
44 Tal mãe. Um exemplo da tendência oriental de expressar experiências de vida na forma de ditados curtos e vigorosos. … O ditado quer dizer que Israel, apesar de ter se orgulhado de uma ascendência superior, na verdade não era melhor que seus antecessores heteus (ver com. do v. 3). CBASD, vol. 4, p. 691.
47 Não só. O maior pecado teria de ser entendido no sentido de mais culpa por ter tido mais oportunidade. … O castigo mais terrível virá sobre os que tiveram as maiores oportunidades, mas abusaram das misericórdias de Deus e desprezaram as advertências divinas [ver restante do com. CBASD sobre o v. 47]. CBASD, vol. 4, p. 692.
60 Uma aliança eterna. Embora Israel tivesse sido desleal e quebrado a aliança, sua infidelidade não pôde alterar a fidelidade de Deus. Ele estava disposto a entrar num novo relacionamento de aliança assim que eles se arrependessem. Infelizmente, por causa da contínua infidelidade do povo que restou na terra, o cumprimento foi adiado até a era evangélica, quando a permanência da aliança foi assegurada, não mais em base nacional, mas individual [ver mais sobre a aliança do com CBASD sobre o v. 60]. CBASD, vol. 4, p. 693.
61 As mais velhas. O plural mostra que a referência é não apenas a Samaria e Sodoma, mas que estão incluídas todas as nações que aceitassem a nova aliança. CBASD, vol. 4, p. 694.
Tua aliança. A referência provavelmente seja à interpretação errônea de Judá sobre a aliança original de Deus, cujo alcance, conforma o plano do Senhor, devia se estender ao mundo todo, mas de cujos benefícios os judeus excluíram todas as outras nações. CBASD, vol. 4, p. 694.
63 Para que te lembres. O perdão de Deus não apaga a recordação do passado pecaminoso. A vergonha que acompanha tal recordação é uma salvaguarda necessária para a nova experiência. Isso também conserva a consciência da grandeza da salvação (ver PR, 78). CBASD, vol. 4, p. 694.
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EZEQUIEL 16 – Exilado com os judeus, o profeta Ezequiel recebe uma visão vívida de Deus. Ele recebeu ordem para que expressasse a infidelidade de Israel através de uma alegoria:
• Uma criança abandonada (Ezequiel 16:1-5). O povo de Deus é comparado a um bebê abandonado; mas Deus relembra como Israel foi resgatado da miséria e abençoado.
• Uma adolescente ingrata (Ezequiel 16:6-14). Deus recorda como Israel cresceu e floresceu como uma bela adolescente; mas embora fosse adornada com as preciosas bênçãos de Deus, tornou-se orgulhosa, vaidosa e rebelde.
• Uma jovem prostituta (Ezequiel 16:15-59). Apesar de tudo o que Deus fez por Sua noiva, Israel prostitui-se com nações idólatras, abandonando a aliança com Deus; por isso, Deus revela as consequências da infidelidade espiritual: Julgamento e destruição.
• Uma adúltera perdoada (Ezequiel 16:60-63). Mesmo diante da traição, prostituição e adultério de Israel, Deus promete restauração e renovação. Apesar da infidelidade na aliança espiritual de Seu povo, Deus mostra Sua fidelidade inabalável ao restabelecer a aliança com Israel.
Mais do que expor a condição imoral, perversa e corrupta de Seu povo, Deus pretende revelar Seu caráter fantástico, extraordinário e inigualável. Esta alegoria expõe a imensurável fidelidade e graça de Deus frente à terrível desgraça e horrível condição moral do povo, que fora graciosamente separado para ser bênção e exemplo para outras nações, mas falhou terrivelmente.
• Como Sodoma em sua depravação moral e perversão sexual, Israel envolveu-se em práticas imorais, inclinou-se para os ídolos e abandonou a aliança com Deus.
• Como Samaria, a capital do reino de Israel do Norte, que na sua rebeldia tornou-se infiel a Deus envolvendo-se em idolatria e perversão religiosa, os Judeus seguiram por esse mau caminho.
• Os assírios são mencionados brevemente como parceiros em aliança e práticas promíscuas com Israel (Ezequiel 16:28).
• Os cananeus exerceram forte influência com suas práticas pagãs e rituais impuros levando Israel a desobedecer a Deus e Seus mandamentos.
• A referência às filhas de Faraó revela a prostituição política apontando a profundidade da perversidade, imoralidade e infidelidade atingida pelo povo de Deus.
É sensato evitar ser corrompido pelas práticas e valores do mundo; para isso, precisamos manter-nos afastados do pecado e buscar viver uma vida consagrada ao Deus gracioso, mesmo que isso signifique ir contra a correnteza da cultura secular!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 15 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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654 palavras
As mensagens dadas para Ezequiel nos capítulos 15-17 proveem evidência adicional que Deus iria destruir Jerusalém. … Tem você também se tornado dormente e infrutífero para Deus?Como pode você começar a atingir o Seu plano para você? Life Application Study Bible Kingsway.
Primeira parábola: a videira, símbolo do povo de Deus (ver Sl 80:8-13; Is 5:1-7; Jo 15:1-17), também simboliza prosperidade, riqueza e crescimento fecundo. Seu único propósito é dar fruto. Se a videira não produz, serve apenas de combustível. Bíblia de Estudo Andrews.
Em toda a história de Israel, a videira tem sido o símbolo deste povo. Transplantada por Deus da terra da escravidão (o Egito) para a terra Prometida (a Palestina), ficara bela e frutífera. Mas, a videira que não se poda e não se aduba, logo torna a ser um cipó inútil, com bagos amargos, cuja madeira é inútil, que nem sequer serve para se fazer estacas. Inútil é a nação ou a pessoa que despreza a assistência de Deus; torna-se duplamente inútil quando cai debaixo do castigo divino, o fogo do julgamento. Assim, também a comunhão com Cristo faz o ser humano belo, útil, frutífero e forte, mas a interrupção desta dependência do divino Mestre torna-o digno de merecida destruição pelo fogo (Jo 15.1-11). A graça de Deus escolhe o objeto mais fraco, para ser transformado de glória em glória, o qual precisa aceitar estes cuidados, em arrependimento e fé. Bíblia Shedd.
1 A palavra do SENHOR. O cap. 15 é um curto poema que poderia ser intitulado “A alegoria da vinha”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 683.
2 Por que mais é o sarmento de videira … ? No cap. 14, o profeta declara que Deus não pouparia Jerusalém por amor aos poucos justos que estivessem nela. Aqui, ele elimina completamente outro refúgio no qual o povo aparentemente confiava. Sua parábola ensina que Israel não tem superioridade inata sobre outras nações. O povo não deve colocar sua confiança no fato de que fora especialmente escolhido por Deus, pois não era mais uma videira verdadeira, mas apenas madeira, e a mais inútil de todas elas, a que serve apenas como combustível. … Alguns comentaristas acham que a descrição aqui seja a de uma videira brava. CBASD, vol. 4, p. 683.
3 toma-se dele alguma estaca para que se lhe pendure algum objeto? NVI: “Alguém faz suportes com ela para neles pendurar coisas?” [v. Is 22.23-25].
algum objeto. A madeira da videira não servia para fabricar qualquer objeto de valor, nem mesmo uma pequena estaca. Deus lembra os exilados que o fato de ele haver escolhido Israel como seu povo não se deveu a qualquer valor intrínseco deles, mas foi, exclusivamente, uma questão de sua graça (Dt 7.6-8). Biblia de Genebra.
4 Serviria … ? Como madeira, o sarmento [galho novo] da videira é totalmente inútil. Se em seu estado perfeito não poderia servir a qualquer propósito útil, quanto menos estando parcialmente queimada e destruída? CBASD, vol. 4, p. 683.
Condensando a comparação: Israel foi amputado do território da Samaria em 720, e o do de Judá em 597. A própria Jerusalém (a “parte média”) não está mais intacta, pois já sofreu um cerco e uma deportação. Bíblia de Jerusalém.
6 Assim entregarei. Neste versículo, está representada a condição imperante na Judeia. … Os judeus, tendo falhado completamente em cumprir o propósito divino como testemunhas de Yahweh, para o qual haviam sido chamados, deviam ser completamente arruinados como nação. CBASD, vol. 4, p. 684.
7 Ainda que saiam do fogo. A frase diz, literalmente: “Sairão do fogo e o fogo os consumirá.” Isto descreve com exatidão a condição de Israel. A nação já havia sido consumida em ambas as extremidades, o meio havia sido chamuscado e logo seria completamente entregue ao fogo. CBASD, vol. 4, p. 684.
do fogo saíram. Referência ao cerco de Jerusalém em 597 a.C., que resultou no exílio do qual Ezequiel fez parte (v. 1.2; 2Rs 24.10-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
mas o fogo os consumirá. Essa profecia prevê outro cerco, mais devastador – era a mensagem principal de Ezequiel antes de 586 (v. 5.2, 4; 10.2, 7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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EZEQUIEL 15 – Há neste texto uma alegoria e depois o significado dessa alegoria, como indica Merrill Unger:
• Alegoria (Ezequiel 15:1-5): “O ramo da videira não é bom para comer. Serve somente para produzir fruto. Mesmo como combustível é praticamente inútil”.
• Significado (Ezequiel 15:6-8): “A videira representava Israel (Jerusalém; cf. Salmo 80:8-12; Isaías 5:1-7; Oséias 10:1). Jerusalém, videira improdutiva, já não servia para nada a não ser para o fogo. É a primeira das três parábolas (outras, nos capítulos 16 e 17) que mostram a vã esperança de libertação para a cidade pecaminosa”.
A única solução estava em Deus, no caminho de volta a Ele, que inevitavelmente passa pelo arrependimento que leva à conversão. “As palavras para ‘convertei-vos’ e ‘apartai-vos’ são duas formas verbais diferentes da mesma raiz, e são usadas em combinação para dar ênfase. Os anúncios dos versículos anteriores [ao versículo 6] formam a base para o solene chamado ao verdadeiro arrependimento. Não pode haver esperança para Israel sem qualquer reforma meramente externa. A nação tem de tratar com o Deus que esquadrinha os corações, e o único arrependimento aceitável é o que alcança os mais profundos recessos da alma”, explica o Comentário Bíblico Adventista.
Fazendo uma ponte da época de Ezequiel até os nossos dias, podemos extrair as seguintes recomendações: Precisamos…
1. Compreender que a fé verdadeira não é meramente um conjunto de regras e práticas externas, mas sim uma transformação interna que reflete em ações genuinamente regidas pelos princípios divinos.
2. Reconhecer a importância da verdadeira produtividade espiritual em vez de produzir apenas uma aparência exterior de religiosidade.
3. Entender que uma vida espiritual superficial será inútil e vazia sem uma conexão íntima e autêntica com Deus.
4. Avaliar se estamos verdadeiramente buscando uma relação profunda com Deus ou apenas seguindo meros rituais vazios.
5. Lembrar que Deus deseja um relacionamento íntimo e significativo conosco, e não apenas uma adesão superficial a regras e tradições religiosas.
6. Examinar se nossas práticas religiosas estão enraizadas num coração verdadeiramente arrependido e transformado, ou se são meramente uma fachada para uma suposta espiritualidade (Mateus 15:8-9; Isaías 29:13).
7. Buscar constantemente uma comunhão íntima com Deus, que resulta numa vida frutífera e significativa, em vez de contentar-nos com uma religiosidade superficial e estéril.
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 14 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1034 palavras
Juízo sobre os anciãos ligados à idolatria e sobre os falsos profetas, continuação do cap. 13, em forma de processo judicial. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Anciãos de Israel. O objetivo da consulta a Ezequiel não é mencionado, nem mesmo é expressamente declarado que os anciãos foram para uma consulta. Parece que era costume deles se assentar diante do profeta, aguardando qualquer mensagem que o Senhor pudesse enviar (ver Ez 33:31). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 680, 681.
3 Ídolos. Do heb. gillulim, … A LXX diz dianoemata, “pensamentos [de seus corações]”, talvez para expressar o anseio deles pela idolatria de tempos passados. … Provavelmente não estivesse se referindo à idolatria aberta entre os cativos, mas sim à condição pecaminosa e à alienação do coração deles. CBASD, vol. 4, p. 681.
O pior é que o povo no cativeiro babilônico continuava com atitudes pecaminosas e idolatria no coração. Mesmo afastados de seus ídolos (6:9), não aprenderam a lição. Necessitavam passar por um intenso processo de conversão. Bíblia de Estudo Andrews.
No cativeiro, não havia ensejo para construir templos, seja para adorar a Deus, seja para a idolatria; mas quem amava a Deus construía no seu íntimo um templo do amor do Senhor para adorá-lO em espírito e em verdade (11.19-20; Jo 4.23-24). E quem não amava a Deus, trazia a idolatria no seu íntimo, seja na forma de superstição, seja na forma de apego às coisas materiais. Bíblia Shedd.
4 Vindo ele. Ninguém pode esperar conhecer plenamente o que Deus quer que ele ou ela faça, a menos que seu coração seja verdadeiramente submisso à vontade divina. Isto se deve ao fato de que o coração não regenerado, não controlado pelo Espírito Santo, não pode entender as coisas de Deus (1Co 2:14). Mesmo que a mente carnal fosse instruída, ela iria entender mal, aplicar mal e distorcer as coisas divinas, pois os seres humanos creem apenas no que desejam crer. Deus, que nunca coage a vontade humana, permite que essas criaturas obstinadas se apeguem a seus enganos (ver Jo 7:17; 2Ts 2:11, 12). CBASD, vol. 4, p. 681.
6 Convertei-vos. Os anúncios dos versículos anteriores formam a base para o solene chamado ao verdadeiro arrependimento. Não pode haver esperança para Israel em qualquer reforma meramente externa. A nação tem de tratar com o Deus que esquadrinha os corações, e o único arrependimento aceitável é o que alcança os mais profundos recessos da alma. CBASD, vol. 4, p. 681.
7 Estrangeiros. Ver Lv 17:10; 20:1, 2; etc. Os estrangeiros residentes haviam partilhado da luz e dos privilégios confiados a Israel, e seriam considerados igualmente culpados. CBASD, vol. 4, p. 681.
8 Sinal. Sua punição seria um exemplo que serviria para impedir que outros seguissem curso semelhante. CBASD, vol. 4, p. 681.
9 O profeta. A referência aqui é aos falsos profetas cujas práticas são reprovadas no cap. 13. CBASD, vol. 4, p. 681.
Eu, o SENHOR. Isto é, o Senhor permite que o mau profeta seja enganado no mesmo sentido em que Ele endureceu o coração do faraó, ao permitir que a semente da obstinação brotasse e produzisse frutos (ver com. [CBASD] de Êx 4:21; 1Rs 22:22). CBASD, vol. 4, p. 681.
E o eliminarei. O pecador traz destruição sobre si mesmo por sua impenitência (ver T5, 120). Quando deixa de dar ouvidos aos convites, reprovações e advertências do Espírito de Deus, a consciência da pessoa se torna parcialmente cauterizada e, na ocasião seguinte em que for admoestada, será mais difícil prestar obediência do que antes. Ela é como alguém que está sucumbindo à doença, mas se recusa a tomar o remédio. Contudo, nas Escrituras, Deus, o médico, muitas vezes é figurativamente descrito como se enviasse também os resultados da doença sobre os que rejeitam o remédio. Por exemplo, a Bíblia O representa como se Ele tivesse colocado um espírito mentiroso na boca dos profetas para que aconselhassem determinado rei a escolher um caminho que, na verdade, ele já estava determinado a seguir (1Rs 22:19-23). … Não se deve considerar isso como se Deus, alguma vez, pudesse ser o autor do pecado e do engano; o que ocorre é que, em Seu plano, Ele simplesmente não opera o milagre que seria requerido para impedir os resultados do pecado. Ele retira Seu espírito do coração que O rejeita, entrega aquela pessoa a seus próprios enganos e permite que o pecado produza seu inevitável fruto: a morte. “A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim, o teu socorro”(Os 13:9; ver GC, 36, 37; ver com. [CBASD] de 2Cr 22:8). CBASD, vol. 4, p. 681, 682.
11 Não se desvie mais. Um raio de esperança na noite escura da apostasia: o povo de Deus andaria uma vez mais na verdade. Aqui pode ser discernido o objetivo da disciplina: que Israel fosse ao verdadeiro arrependimento, fosse reunido e recebesse de volta seus antigos privilégios. CBASD, vol. 4, p. 682.
13 Quando uma terra pecar … estenderei a mão contra ela. Este comunicado parece ser dirigido contra uma crença corrente entre o povo de que Jerusalém seria poupada por amor aos justos que estivessem nela, como poderia ter ocorrido som Sodoma e Gomorra. CBASD, vol. 4, p. 682.
14 Noé, Daniel e Jó. Esses homens foram exemplos de uma vida verdadeiramente justa. Foram íntegros em sua geração (ver Gn 6:9; Jó 1:1; Dn 1:8; 6:22). … É significativo que esses três homens foram instrumentos para salvar outros. Por amor a Noé, toda a sua família foi poupada (Gn 6:18). Por meio de Daniel, seus companheiros foram salvos (Dn 2:18). Jó evitou a punição de seus amigos por meio de intercessão (Jó 42:7, 8). Embora pudessem salvar alguns, eles foram impotentes para salvar a geração na qual viviam. CBASD, vol. 4, p. 682.
Mais uma vez estamos percebendo a doutrina da responsabilidade pessoal do indivíduo perante Deus. Nenhum lugar, nenhum rito, nenhuma organização, nem mesmo pessoa alguma pode substituir a relação pessoal do indivíduo com Deus. Bíblia Shedd.
21 Quatro maus juízos. A presença de homens justos não poderia evitar um só desses quatro juízos mencionados; quanto menos poderiam fazê-lo em vista de que os quatro cairiam sobre Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 682.
22 Ficareis consolados. Quando os que estavam no exílio observassem o comportamento e os atos dos recém-chegados, saberiam que Deus não havia feito o que fez em Jerusalém sem motivo. Por outro lado, a mudança de atitude por parte de alguns dos que escaparam, evidenciando seu arrependimento (ver v. 11), ajudaria os cativos a verem que o objetivo dos juízos de Deus tinha sido a disciplina e não a vingança. CBASD, vol. 4, p. 682, 683.
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EZEQUIEL 14 – Existe uma lei fundamental que permeia a existência humana: Toda pessoa, ciente de sua limitação, busca por algo superior para crer, seja Deus ou um ídolo – apesar de que esse ídolo é inferior a ela mesma!
Querendo preservar a religião verdadeira, o Deus verdadeiro ordenou que além de que não se adore outros deuses além dEle (Êxodo 20:3), também ordenou que não fizesse nenhuma imagem de escultura de nada do que existe no universo, nem deveria inclinar-se a nada que não fosse Ele (Êxodo 20:4-7).
Tão errado quanto criar e adorar um ídolo, é criar ídolos invisíveis, no coração. É disso que trata Ezequiel 14, quando as autoridades de Israel foram ter com Ezequiel e Deus mostrou-lhe ídolos no coração deles. Em Ezequiel 9, Deus revela ídolos secretos, mas reais; agora, em Ezequiel 14, Deus revela ídolos imaginários no coração de Seus líderes (versos 1-11). Tal tipo de religiosidade é considerada por Deus não apenas falsidade religiosa, mas traição espiritual (infidelidade para com Ele) – e, tal prática, merece punição (versos 12-23).
Chamado a profetizar aos exilados judeus em Babilônia, advertindo-os sobre o juízo divino por causa de seus pecados e especialmente a idolatria, em Ezequiel 14:14 o profeta aborda a questão da justiça de Deus e como mesmo indivíduos justos, como Noé, Daniel e Jó, não poderiam salvar o povo devido à sua própria retidão. Esse versículo deixa claro e nos ensina que:
• Cada pessoa é responsável por suas próprias ações diante de Deus, e que, nenhuma quantidade de justiça pessoal pode compensar os pecados coletivos de uma nação.
• Deus é soberano sobre todos, e é impossível escapar do Seu juízo baseado na retidão dos outros – indicando assim a responsabilidade individual diante dEle e a necessidade de cada pessoa buscar uma relação pessoal com Ele.
• Mesmo na presença de pessoas justas como Noé, Daniel e Jó, cada indivíduo é responsável pela própria relação com Deus.
• O favor de Deus não pode ser obtido por meio da retidão dos outros, portanto, requer uma resposta individual de fé e obediência.
• Não dá para depender da retidão de outras pessoas para nossa salvação ou para evitar o juízo divino.
Somente Jesus é nosso Intercessor; Ele deve ser nosso Senhor e Salvador pessoal (João 3:16). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.