Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de abril de 2024, 0:50
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2286 palavras

Este capítulo-chave (o ano é 590 a.C.) recorda a bondade e a fidelidade de Deus em meio à rebelião de Israel e estabelece a base para o juízo divino. A ênfase está na notória devoção do povo à idolatria, em vez da consagração ao Senhor. Bíblia de Estudo Andrews.

A ênfase está nas tentativas de Deus de trazer a nação de volta para si e na misericórdia de Deus por seu povo constantemente rebelde e desobediente. Ezequiel transmite a mensagem de que as pessoas sozinhas são responsáveis pelos problemas e julgamentos que experimentaram. Life Application Study Bible Kingsway.

1 Sétimo ano. Do cativeiro de Joaquim [aprox. quatro anos antes da queda de Jerusalém, ocorrida em 587/586 a.C.] (ver com. [CBASD] de Ez 1:2, isto é, 591/590 a.C. (ver p. [CBASD] 620). Esta nova data se aplica a Ezequiel 20:1 a 23:49) (ver Ez 24:1). A unidade da nova série de mensagens é mostrada pela tripla repetição da expressão “porventura tu os julgarias … ?” ou “porventura julgarás … ?”(cf. Ez 20:4; 22:2; 23:36). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 707.

Para consultar. A natureza da consulta não é revelada. Sem dúvida, eles desejavam saber que mensagem o Senhor tinha para lhes dar na presente crise. CBASD, vol. 4, p. 707, 708.

3 Vós não Me consultareis. Deus nunca retém a luz do inquiridor honesto; mas, se este se recusa a andar na luz revelada, é presunção pedir mais luz. As pessoas frequentemente buscam mais luz na esperança de evitar algum dever desagradável que Deus manda que realizem (ver 2Ts 2:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 708.

4 Faze-lhes saber. O profeta é orientado a contar novamente a história passada de Israel. Este capítulo se compara a Neemias 1, ao Salmo 78 e ao discurso de Estêvão, em Atos 7. CBASD, vol. 4, p. 708.

5 Assim diz o Senhor. Os v. 5 a 9 são uma discussão sobre o período egípcio da história de Israel. CBASD, vol. 4, p. 708.

8 Rebelaram-se contra Mim. A história não menciona diretamente essa revolta no Egito. Contudo, a propensão do povo para os costumes idólatras do Egito confirma isso (ver Js 24:14; cf. PP, 259). Quando chegou a oportunidade para sair do Egito, muitos relutaram em fazê-lo (PP, 260). CBASD, vol. 4, p. 708.

10 Para o deserto. Os v. 10 a 22 recapitulam o segundo período da história de Israel, isto é, a vida no deserto. CBASD, vol. 4, p. 708.

11 Viverá por eles. Cf. Gl 3:12. Não se deve concluir, a partir de Ezequiel 20:11, que tudo o que era requerido era uma observância externa, técnica e superficial de certos preceitos. Deus esperava que a obediência fosse motivada pelo amor e por uma apreciação inteligente do caráter divino. Contudo, devido à falta de discernimento espiritual, Israel não conseguiu, a princípio, entrar nesse relacionamento mais elevado. Porém, Deus planejava guiar o povo para essa experiência o mais cedo possível. CBASD, vol. 4, p. 708.

12 Também lhes dei os Meus sábados. Isto não significa que o sábado foi instituído no Sinai, pois existia desde a criação (Gn 2:1-3); mas foi ali ordenado novamente. A palavra “lembra-te”, no quarto mandamento, aponta para a existência anterior do sábado (ver Êx 16:22-28; PP, 258). … As pessoas podem arrazoar que os propósitos salutares do sábado poderiam ser alcançados em qualquer outro dia. Contudo, Deus especificou um dia determinado e ordenou que fosse santificado e conservado livre de empreendimentos mundanos e prazeres pessoais (Is 58:13). Ninguém pode se excluir impunemente dessa obrigação. CBASD, vol. 4, p. 708.

As profecias de Apocalipse 12 a 14 deixam claro que o sábado é o ponto especialmente controvertido no período que precede a segunda vinda de Cristo (ver GC, 605). O remanescente de Deus será distinguido pela observância dos mandamentos divinos (Ap 12:17; 14:12), incluindo o mandamento do sábado. Ao mesmo tempo, os podres religiosos apóstatas exaltarão um falso dia de repouso e exigirão sua observância. Os seres humanos serão chamados a decidir entre o dia de repouso do Senhor e o falso dia de repouso, o primeiro dia da semana.

Assim, a guarda do sábado se tornará novamente um teste distintivo e se constituirá num sinal (chamado selo, em Ap 7) dos verdadeiros adoradores (ver GC, 640). CBASD, vol. 4, p. 709.

14 Por amor do Meu nome. Por causa de Seu nome, Deus não destruiu completamente o povo, mas simplesmente excluiu aquela geração da posse de Canaã (Nm 14:29-33). O motivo foi a idolatria durante as vagueações no deserto (ver Am 5:2, 26; At 7:42, 43). CBASD, vol. 4, p. 709.

18 A seus filhos. Os v. 18 a 26 recapitulam a terceira parte da história de Israel: a geração que cresceu no deserto sob a influência da legislação e das instituições dadas no Sinai. O povo foi claramente advertido a evitar os pecados dos pais. Os discursos de Deuteronômio são dirigidos a essa geração. CBASD, vol. 4, p. 709.

20 Santificai os Meus sábados. Ver com. [CBASD] do v. 12. … O sábado, por ocorrer regularmente a cada sétimo dia, devia conservar Deus sempre na lembrança (ver PR, 182). Se o sábado tivesse sido guardado como Deus planejou, os pensamentos e as afeições do ser humano teriam sido levados ao Criador como objeto de reverência e adoração, e nunca teria havido um idólatra ou ateu (ver PP, 336; para mais exemplos da forma plural “sábados”, ver Êx 31:13; Lv 23:38). CBASD, vol. 4, p. 709.

21 Os filhos se rebelaram. Os filhos seguiram o exemplo de seus pais. Há evidências históricas disso (ver Nm 15-17). CBASD, vol. 4, p. 709.

23 Espalhá-los. Esta ameaça deve ser entendida à luz das advertências de Levítico 26:33; e Deuteronômio 4:27; e 28:64. O exílio predito não sobreveio àquela geração. Muitos séculos se passaram antes que a penalidade fosse infligida em sua totalidade. Na época da profecia de Ezequiel, ela já havia se cumprido em parte e estava para se cumprir completamente. CBASD, vol. 4, p. 709.

25 Estatutos que não eram bons. Estes não são os “estatutos … os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles”(v. 11). Não são parte da lei mosaica. Isto fica evidente pela referência, feita no v. 26, ao sacrifício dos filhos a Moloque. Os estatutos que o povo havia adotado, que não eram bons, vinham dos pagãos que os rodeavam. Mas, como pode ser dito que Deus deu esses estatutos a eles? No pensamento bíblico, alguns atos são atribuídos a Deus, não porque Ele de fato os realiza, mas porque, em Sua onipotência e onisciência, Ele não os impede. Uma compreensão deste princípio ajuda a explicar declarações aparentemente contraditórias, as quais parecem se opor ao ensino bíblico de que o caráter de Deus é puro e santo (ver Is 63:17; 2Ts 2:11, 12). CBASD, vol. 4, p. 709.

Por que Deus daria a eles leis que não eram boas? Isso não está falando sobre nenhum aspecto da Lei mosaica – Ezequiel reforça essa lei (20:11, 13, 21). Evidentemente, os judeus haviam adotado Êxodo 13:12 e 22:29, a dedicação dos animais primogênitos das crianças, como justificativa para o sacrifício de crianças ao deus cananeu Moloque. Deus os estava entregando a essa ilusão para fazê-los reconhecê-lo, abalar suas consciências e revitalizar sua fé (20:26). Life Application Study Bible Kingsway.

26 Permiti que eles se contaminassem. A frase deve ser entendida em harmonia com o v. 25. Deus, na verdade, não contaminou o povo; apenas permitiu que sofresse as consequências da própria conduta. CBASD, vol. 4, p. 710.

tudo o que abre a madre. Todos os primogênitos pertenciam ao Senhor, mas os filhos não deveriam ser sacrificados. Bíblia de Genebra.

27 Nisto me blasfemaram. Os v. 27 a 29 recapitulam o quarto período da história de Israel, o mais longo de todos, que começa com a entrada em Canaã e se estende até os dias do profeta. CBASD, vol. 4, p. 710.

32 Como as nações. Israel desejava ser “como as nações”ao redor (ver 1Sm 8:5, 20). O profeta desvenda as aspirações secretas dos que o consultam e diz categoricamente que suas ambições não serão alcançadas. É possível que enganassem a si mesmos com o pensamento de que se pudessem ser liberados da responsabilidade espiritual como povo escolhido de Yahweh, escapariam das severas punições que os profetas anunciavam. Talvez acreditassem que, se eles estivessem na mesma condição dos pagãos, tendo responsabilidade menores, Yahweh os deixaria em paz. … A resposta é que isso não aconteceria, pois Israel se encontrava numa relação bem diferente daquela dos pagãos. Deus lida com as pessoas segundo a luz e os privilégios que receberam. Ele não retira esses privilégios nem abandona facilmente aqueles para quem planejou um elevado destino. O que Ele planeja e executa é para o bem dos envolvidos, como eles próprios, por fim, vão admitir. CBASD, vol. 4, p. 710.

35 Deserto dos povos. É pouco provável que a referência seja a qualquer deserto literal, como o da Arábia ou Síria. A expressão “deserto dos povos”é vaga. … Historicamente o plano que Ezequiel menciona aqui nunca se cumpriu, pelo menos não em grau significativo. A regeneração espiritual que Deus estava buscando efetuar entre os cativos não se materializou. Se esses propósitos houvessem se concretizado, e se os exilados que retornaram sob o comando de Zorobabel tivessem sido pessoas espiritualmente reavivadas, a história subsequente de Israel teria sido bem diferente. CBASD, vol. 4, p. 711.

37 Passar debaixo do meu cajado. Uma figura que representa o pastor que conta e separa seu rebanho (Lv 27:32; Jr 33:13). Como em Mateus 25:33, o pastor separa as ovelhas dos bodes. A terra do Israel restaurado deverá ser uma terra de justiça, e os rebeldes não entrarão nela. CBASD, vol. 4, p. 711.

Esta frase alude à prática de contar os animais para efeito do pagamento de dízimos (Lv 27.32-33); ela sugere que uma décima parte seria deixada (cf. Is 6.13). Bíblia de Genebra.

39 Cada um sirva. Ver Js 24:15. Se, depois de advertidas, as pessoas ainda se recusam a obedecer, não há mais nada que Deus possa fazer. A coerção é contrária ao caráter divino. Portanto, Ele não as impede de servir aos ídolos. A linguagem é semelhante à de Apocalipse 22:11, que diz, literalmente: “Que o injusto ainda faça injustiça, e que a pessoa imunda continue a se contaminar.” CBASD, vol. 4, p. 711.

Os israelitas estavam adorando ídolos e dando presentes do Deus ao mesmo tempo! Eles não acreditavam em seu Deus como o único Deus verdadeiro; em vez disso, eles o adoraram junto com os outros deuses da terra. Talvez eles gostassem dos prazeres imorais da adoração de ídolos; ou talvez não quisessem perder os benefícios que os ídolos poderiam lhes dar. Frequentemente, as pessoas acreditam em Deus e lhe dão presentes de frequentar a igreja ou serviço, enquanto ainda se apegam a seus ídolos ou dinheiro, poder ou prazer. Eles não querem perder nenhum dos benefícios possíveis. Mas Deus quer todas as nossas vidas e toda a nossa devoção; ele não as irá compartilhar porque devoção a qualquer outra coisa é idolatria. Life Application Study Bible Kingsway.

40 No Meu santo monte. Isto é, o monte Sião [monte do templo, em Jerusalém], também chamado o “monte alto de Israel”(ver Ez 17:13′; Sl 2:6; Is 2:2-4; Mq 4:1-3). CBASD, vol. 4, p. 711.

Requererei as vossas ofertas. A lei ritual ainda estaria em vigor após a restauração, e, portanto, a referência não é primariamente à era cristã. É uma das promessas condicionais de glória futura que nunca se cumpriu porque Israel não abandonou seus pecados. Se as condições tivessem sido satisfeitas, o mundo inteiro poderia ter sido preparado para a vinda do Messias, e nem diferente teria sido o desfecho da história … ! [ver vol. 4, p. 15-17]. CBASD, vol. 4, p. 711.

43 Tereis nojo de vós mesmos. Este é o sinal de que a pessoa está verdadeiramente arrependida. Os que procuram desculpar os próprios pecados ainda não deram o primeiro passo em direção ao verdadeiro arrependimento. … A aversão pelos próprios pecados é um dos antídotos mais eficientes contra uma posterior repetição deles. A razão pela qual se recorre tão repetidamente aos mesmos erros é que não se tem tristeza pelos pecados. CBASD, vol. 4, p. 711.

44 Não segundo. A salvação é e sempre será uma dádiva imerecida. A conduta ímpia só merece a morte. Não há nenhuma quantidade de “obras”que o pecador possa acumular para, no fim, torná-lo digno do Céu. CBASD, vol. 4, p. 712.

45 Veio a mim. Na Bíblia hebraica, os v. 45 a 49 formam a abertura do cap. 21. … As palavras “volve o rosto”(v. 46) parecem ligar esta seção ao cap. 21, pois a mesma frase ocorre em 21:2. CBASD, vol. 4, p. 712.

46 Para o Sul. A expressão designa a terra de Judá, que, embora estivesse quase a oeste da Babilônia, só poderia ser alcançada se os babilônios chegassem pelo norte (ver com. de Jr 1:13). CBASD, vol. 4, p. 712.

47 Toda árvore verde. Isto é, pessoas de todas as classes, toda a população. Se a distinção está baseada na moralidade (ver Ez 21:4), deve-se lembrar que numa catástrofe nacional sofrem todos os que fazem parte da nação, bons ou maus. A calamidade não representa necessariamente a perdição eterna do indivíduo. As pessoas têm o privilégio da salvação individual. CBASD, vol. 4, p. 712.

48 Não se apagará. O fogo seria tão feroz que ninguém poderia extingui-lo. Portanto, arderia até completar sua obra de destruição. então se apagaria espontaneamente. Esta mesma expressão, aplicada aos fogos do inferno (Mc 9:43, 45), é considerada por alguns como se o fogo do inferno continuasse por toda a eternidade. Outro texto mostra que tal interpretação é errônea, pois o fogo em Jerusalém que foi aceso pelos caldeus seria inextinguível (Jr 17:27), embora tenha se apagado logo que a obra de devastação foi realizada. CBASD, vol. 4, p. 712.

49 Não é ele proferidor de parábolas? O povo desejava evitar a aplicação da profecia a si mesmo, rotulando-a como obscura. Fingiam não compreendê-la. CBASD, vol. 4, p. 712.

O ridículo e a zombaria eram, com frequência, dirigidos contra os profetas (2Cr 36.16; Mt 20.19; 27.29). Bíblia de Genebra.

Ezequiel estava exasperado e desanimado. Muitos israelitas reclamaram que ele falava apenas em enigmas (“parábolas”), então eles se recusaram a ouvir. Não importa quão importante seja nosso trabalho ou quão significativo seja nosso ministério, teremos momentos de desencorajamento. Aparentemente, Deus não respondeu ao apelo de Ezequiel; em vez disso, ele deu outra mensagem para proclamar. O que tem te desanimado? Você já sentiu vontade de desistir? Em vez disso, continue fazendo o que Deus lhe disse para fazer. Ele promete recompensar os fiéis (Marcos 13:13). A cura de Deus para o desânimo pode ser outra tarefa. Ao servir aos outros, podemos encontrar a renovação de que precisamos. Life Application Study Bible Kingsway.



EZEQUIEL 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
14 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 20 – Este capítulo é estruturado de forma a destacar a infidelidade do povo de Israel e a fidelidade de Deus, bem como o resultado de cada uma dessas atitudes:

• O capítulo inicia com o contexto histórico, indicando o tempo e o propósito da profecia (Ezequiel 20:1-3). Aqui, Deus chama Ezequiel para profetizar contra os anciãos de Israel e contra a rebelião deles.
• Uma grande seção é utilizada para recordar o passado, podendo ser dividida nas seguintes partes:

1. Deus relembra as ações passadas de Israel, desde o Egito até Canaã, enfatizando como eles foram persistentemente rebeldes e desobedientes (Ezequiel 20:4-17).
2. Depois, Deus destaca especificamente os pecados de idolatria do povo, especialmente relacionados à adoração de ídolos e à profanação do sábado (Ezequiel 20:18-26).
3. Finalmente, Deus também lembra como Ele planejava destruir Israel por causa de sua infidelidade, mas Ele relutou em fazê-lo completamente por causa de Seu nome, para não profaná-lo perante as nações (Ezequiel 20:27-29).

• Depois disso, o texto apresenta promessas de restauração. Após relembrar os pecados do povo, Deus promete restaurá-lo futuramente. Apesar de declarar que os exilará entre as nações, assegura que os reunirá na Terra Prometida novamente (Ezequiel 20:30-44). Fica evidente a ênfase da fidelidade de Deus, frente à infidelidade do povo.
• No final do capítulo é proferido um julgamento contra os líderes corruptos, especialmente contra aqueles que lideram o povo para a idolatria; evidenciando que o perdão e a restauração estão condicionados à verdadeira mudança e arrependimento do povo (Ezequiel 20:45-49).

Ao examinar atentamente Ezequiel 20, podemos extrair princípios missionários relevantes para a igreja contemporânea, que busca cumprir sua missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos num mundo em constante mudança.

A recorrência da infidelidade ao longo da história de Israel deve levar-nos a reconhecer a realidade do pecado e da falha humana. Todos nós precisamos abraçar a salvação oferecida por Cristo e oferecer esperança e perdão aos perdidos e desesperados.

A mesma fidelidade e obediência exigida de Israel quanto à missão, Deus espera da igreja contemporânea. A missão da igreja é comprometer-se com todos os princípios do Reino de Deus e refletir o evangelho de Cristo em todas as áreas da vida.

Deus anseia a redenção do mundo inteiro, sem exceção. Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí



EZEQUIEL 19 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
13 de abril de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 19 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 19 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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EZEQUIEL 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
13 de abril de 2024, 0:50
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423 palavras

2 Tua mãe. A mãe representa Jerusalém [A Bíblia de estudo Andrews a interpreta como sendo a rainha-mãe Hamutai] (ver Gl 4:26) ou talvez, toda a comunidade nacional (sobre a figura do leão, ver Gn 49:9; Nm 23:24; 24:9). Israel, personificado como uma leoa, se deitou entre os leõezinhos, isto é, os outros reinos do mundo, as nações gentias; assumiu seu lugar na família das nações. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 704.

3 Um dos seus filhotinhos. Jeoacaz, o filho [um dos] de Josias, também conhecido como Salum (1Cr 3:15; Jr 22:11; ver com. [CBASD] de 2Rs 23:30, 32), que foi levado cativo para o Egito (ver v. 4). CBASD, vol. 4, p. 704.

Devorou homens. Jeoacaz voltou as costas às reformas de seu pai Josias (2Rs 23:1-5), e fez o que era mau perante o Senhor (2Rs 23:32; sobre a figura de “devorar homens”, ver Ez 22:25, 27). CBASD, vol. 4, p. 704.

4 Ganchos. Do heb. chachim, “espinhos”ou “ganchos”, como os que eram colocados no nariz dos cativos ou dos animais. A estes eram presas cordas com o propósito de guiar as vítimas (ver 2Rs 19:28; Is 37:29; Ez 38:4). CBASD, vol. 4, p. 704.

5 Outro dos seus filhotes. Identificado pelos detalhes do v. 9 como Joaquim. O reinado intermediário de Jeoaquim (2Rs 23:34 a 24:6) é passado por alto. CBASD, vol. 4, p. 704.

9 Ao rei da Babilônia. Joaquim havia reinado cerca de três meses quando Jerusalém foi conquistada por Nabucodonosor, que o levou cativo para Babilônia e o colocou na prisão (2Rs 24:8-17). Ele estava lá no tempo em que foi dada esta profecia. Anos mais tarde, foi libertado (2Rs 25:27-30). CBASD, vol. 4, p. 704, 705.

10 Videira. É introduzida uma nova alegoria, na qual Israel é comparado a uma florescente videira. CBASD, vol. 4, p. 705.

11, 12 Nem mesmo o poder político e militar dos reis de Judá poderia salvar a nação. Como ramos de um vinho, eles seriam cortados e arrancados pelo “vento leste” – o poderoso exército babilônico. Life Application Study Bible Kingsway.

12 Arrancada. Isto se refere ao cativeiro e à deportação de Joaquim e de parte do povo (2Rs 24:10-16). CBASD, vol. 4, p. 705.

13 Terra seca e ardente. Isto é, Babilônia. A figura é de uma videira removida de solo rico e transplantada para solo seco e estéril. CBASD, vol. 4, p. 705.

14 Saiu fogo. O ato de Zedequias se revoltar contra Nabucodonosor fez com que aquele monarca entrasse com seu exército na Judeia, tomasse Jerusalém e levasse os judeus cativos para Babilônia (2Rs 25:1-17; ver com. [CBASD] de Ez 17:11-21). Desta forma foi posto um fim à videira e a seus ramos. CBASD, vol. 4, p. 705.

Esta é uma lamentação. A assolação era somente parcial. A destruição completa seria motivo para mais lamento. CBASD, vol. 4, p. 705.



EZEQUIEL 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
13 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 19 – Grandes verdades levam-nos à profundas reflexões neste capítulo. “Aqui temos uma elegia na forma literária de uma lamentação (v. 14), que versa sobre o cativeiro do rei Jeoacaz (609 a.C.) e sobre o colapso da dinastia de Davi sob o reinado de Zedequias (586 a.C.)”, sintetiza John MacArthur.

O fim da casa de Davi com Zedequias marcou um ponto crucial na história do povo de Israel, um ponto de virada que reverberou por quase 2600 anos. A linhagem real de Davi, que foi estabelecida com promessas divinas de uma descendência duradoura e um reino eterno, chegou a um fim trágico e vergonhoso. Essa queda não foi apenas uma derrota política, mas também espiritual, pois representou a quebra da aliança entre Deus e Seu povo escolhido.

• A ausência de um rei da linhagem davídica por tantos séculos é uma lembrança vívida das consequências da desobediência e da rebelião contra Deus.

Quando o Messias finalmente veio, em Jesus Cristo, foi a realização das promessas feitas à linhagem de Davi. Ele era o herdeiro legítimo do trono de Davi, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. No entanto, em vez de receberem e acolherem seu verdadeiro Rei, o povo de Deus O rejeitou. Eles escolheram seguir os caminhos do mundo e colocaram sua confiança em líderes terrenos, como César, em vez de se submeterem ao reino de Cristo (João 1:11).

• Essa triste ironia da história de Israel lembra-nos de uma importante lição espiritual: A importância de reconhecer e receber a liderança de Cristo.
• Assim como Israel teve que enfrentar consequências de rejeitar seu verdadeiro Rei, nós também lidamos com escolhas semelhantes em nossa vida diária.
• Podemos optar por seguir padrões mundanos, colocando nossa confiança em poderes terrenos e soluções temporárias, ou podemos escolher submetermo-nos ao senhorio de Cristo (Mateus 6:10).

Reconhecer a Jesus como Rei e Senhor de nossa existência vivendo em conformidade com os princípios de Seu Reino significa priorizar Seu reinado e Sua justiça, buscando adaptarmos como Seus súditos em obediência à Sua vontade em todas as áreas de nossa vida.

A história de Israel e sua rejeição do Reino divino convida-nos a uma profunda reflexão sobre nossas próprias escolhas e prioridades. Que os erros do passado sirvam para reavivarmo-nos no presente! – Heber Toth Armí



EZEQUIEL 18 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
12 de abril de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 18 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 18 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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EZEQUIEL 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
12 de abril de 2024, 0:50
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2145 palavras

O povo de Judá acreditava que havia sido punido pelos pecados de seus ancestrais, não pelos seus próprios. … Ezequiel ensinou que a destruição de Jerusalém foi devido à decadência espiritual nas gerações anteriores. Mas essa crença na vida corporativa de Israel levou ao fatalismo e irresponsabilidade. Assim, Ezequiel deu a nova política de Deus para esta nova terra porque o povo havia interpretado mal a antiga. Deus julga cada pessoa individualmente. Embora muitas vezes soframos os efeitos do pecado cometido por aqueles que vieram antes de nós, Deus não nos pune pelos pecados de outra pessoa. Cada pessoa é responsável perante Deus por suas ações.
Além disso, algumas pessoas de Judá usavam o guarda-chuva corporativo das bênçãos de Deus como desculpa para desobedecer a Deus. Eles pensavam que por causa de seus ancestrais justos (18:5-9) eles viveriam. Deus disse-lhes que não; eles eram os maus filhos de pais justos e, como tais, morreriam (18:10-13). Se, entretanto, alguém voltasse para Deus, ele ou ela viveria (18:14-18). Life Application Study Bible Kingsway.

Um capítulo singular sobre a responsabilidade de cada pessoa pelas próprias ações. Questiona a visão de que o juízo resultava dos pecados da geração passada (citada em forma de provérbio no v. 2). No contexto, encontra-se a incompreensão das passagens bíblicas acerca da punição que se estende até a terceira ou quarta geração (ver Êx 20:5, 6; 34:7; Dt 5:9, 10. Três gerações são mencionadas neste capítulo: um homem justo (Ez 18:5), seu filho ladrão (v. 10) e o filho arrependido do ladrão (v. 14), a fim de demonstrar que cada um é responsável pela própria vida. Desse modo, prestará contas perante Deus e será julgado segundo as próprias obras. Estes princípios são explicados nos v. 21-24 (ver também 33:12-20). O comportamento revela nossas escolhas, atitudes, valores e, portanto, nosso caráter. Bíblia de Estudo Andrews.

1 A palavra do SENHOR. Inicia-se uma nova seção, que trata da responsabilidade individual. Ezequiel havia repetidamente enfatizado a certeza dos juízos vindouros, esperando levar o povo ao arrependimento. Mas este propósito salutar foi frustrado pela maneira como esses juízos foram interpretados. As pessoas se consideravam filhos inocentes que sofriam pela iniquidade dos pais, e que, consequentemente, o arrependimento era desnecessário e inútil. Não estavam inclinadas a reconhecer a culpa pessoal ou a responsabilidade individual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 699.

2 Proferis este provérbio. O fato de a frase ser chamada de “provérbio”indica que era popular. O tempo do verbo hebraico mostra que as palavras eram repetidas com frequência. Jeremias se referiu ao mesmo provérbio e o condenou (Jr 31:29, 30). As uvas verdes que os pais comeram representavam seus próprios pecados. O fato de os dentes dos filhos se embotarem representava o sofrimento que os judeus achavam que viera sobre eles em consequência do pecado dos pais. Superficialmente pode parecer que este provérbio esteja em harmonia com o que é declarado no segundo mandamento, de que as iniquidades dos pais são visitadas nos filhos (Êx 20:5; 34:7; Dt 5:9). Então, por que Ezequiel o condenou de maneira tão veemente? A declaração mencionada por Exequiel e a da lei tratam de dois aspectos diferentes do problema. Os contemporâneos de Ezequiel insistiam que estavam sofrendo por culpa de seus pais. A lei fala que os pais transmitem a depravação para os filhos. “É inevitável que os filhos sofram as consequências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não ser que participem de seus pecados”(PP, 306). O pecado depravou e degradou a natureza de Adão e Eva. … Portanto, nós, como seus descendentes, sofremos o resultado da transgressão de nossos antepassados, mas não através de uma imputação arbitrária da culpa deles. CBASD, vol. 4, p. 699.

4 Todas as almas são minhas. Elas são de Deus por direito de criação. Todos os seres humanos são igualmente Suas criaturas, e Seu trato para com eles é sem preconceito ou parcialidade. Ele ama e deseja salvar a todos, e o castigo só é aplicado quando necessário. CBASD, vol. 4, p. 700.

A alma que pecar. Embora Ezequiel estivesse falando primariamente dos juízos prestes a cair, suas palavras têm aplicação mais ampla.  Dizem respeito igualmente à segunda morte, irrevogável e definitiva (Ap 20:14; cf. Mt 10:28). No universo restaurado de Deus, todos os vestígios do pecado terão sido removidos. Não restará nenhuma lembrança da maldição, como almas queimando eternamente num inferno. O triunfo de Deus sobre o mal será completo. A ideia de que será concedida aos ímpios a vida eterna, ainda que em tormentos, é inteiramente contrária às Escrituras. Esta doutrina repousa na falsa premissa de que a alma é uma entidade separada e indestrutível. Tal ideia, porém, é derivada, não da Bíblia, mas dos falsos conceitos filosóficos que cedo penetraram no pensamento judaico e cristão. A palavra traduzida como “alma” (nefesh) não se refere a qualquer parte imortal do homem, nem mesmo ao princípio que dá vida ao ser humano. É equivalente a “ser humano”, “pessoa”, ou a “si mesmo”. Nefesh se refere ao ser humano como um indivíduo singular, diferente de todos os outros. Quando essa identidade peculiar é enfatizada, a Bíblia se refere à pessoa como uma “alma”(sobre nefesh, ver com.[CBASD] do Sl 16:10). Ezequiel está declarando: “A pessoa que pecar, esta morrerá.”. CBASD, vol. 4, p. 700.

6 Não comendo carne sacrificada nos altos. Deus condenou a participação em festividades pagãs (Ez 16:16; 22:9; cf. Dt 12:2). CBASD, vol. 4, p. 700.

Levantando os olhos. É provável que a expressão signifique o desejo de participar da idolatria (ver Gn 19:26; Mt 5:28-30). CBASD, vol. 4, p. 700.

Contaminando. Ver Êx 20:14; Lv 20:10. CBASD, vol. 4, p. 700.

Nem se chegando. Ver Lv 18:19; 20:18. CBASD, vol. 4, p. 700.

7 A coisa penhorada. Ver Êx 22:26; Dt 24:6, 13. CBASD, vol. 4, p. 700.

Dando o seu pão. Uma virtude frequentemente estimulada e exaltada (ver Jó 31:16-22; Is 58:5-7; Mt 25:34-46; Tg 1:27; 2:15, 16). CBASD, vol. 4, p. 700.

8 Usura. Juros, não só os exorbitantes, mas os de qualquer tipo. A lei mosaica proibia aos judeus cobrar juros de seus irmãos “empobrecidos”, mas permitia que os cobrassem do estrangeiro (ver com. [CBASD] de Êx 22:25; ver Dt 23:19, 20). CBASD, vol. 4, p. 700.

9 Certamente viverá. Ezequiel, sem dúvida, pretendia que estas palavras se aplicassem primariamente à prosperidade temporal, mas elas se aplicam igualmente à vida futura e imortal. A vida eterna é recebida quando a pessoa aceita a Cristo. Jesus disse: “Quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47; cf. 1Jo 5:11, 12). “Cristo tornou-Se uma mesma carne conosco, a fim de podermos nos tornar um espírito com Ele. É em virtude dessa união que havemos de ressurgir do sepulcro – não somente como manifestação do poder de Cristo, mas porque, mediante a fé, Sua vida se tornou nossa”(DTN, 388). CBASD, vol. 4, p. 700, 701.

10 Ladrão. Os v. 10 a 13 descrevem o caso de um filho que, em vez de seguir o bom exemplo de seu piedoso pai, adota conduta diretamente oposta, abandona a virtude e passa a cometer crimes. CBASD, vol. 4, p. 701.

14 Não cometer coisas semelhantes. Os v. 14 a 18 descrevem o caso de um filho que, chocado com os pecados do pai, é influenciado a evitar a maldade que aquele praticava. Neste caso, o pai comeu “uvas verdes”e os dentes do filho não se embotaram (ver v. 2). Demonstra-se diretamente, assim, que a parábola é falsa. Cada pessoa será julgada de acordo com seu caráter.

Não obstante, é verdade que o filho de um homem justo pode ter certas vantagens, e o filho de um pai ímpio tem certas desvantagens, no que diz respeito à formação do caráter. A responsabilidade da pessoa é diretamente proporcional aos privilégios (ver Lc 12:48). CBASD, vol. 4, p. 701.

21 Se o perverso se converter. Passa-se a considerar a mudança no caráter individual, primeiramente no caso de um homem perverso que se arrepende e faz justiça (v. 21-23, 27, 28) e, então, no caso de um justo que cai na perversidade (v. 24-26). CBASD, vol. 4, p. 701.

22 Não haverá lembrança. Ezequiel aqui se torna um pregador do evangelho. Seu tema é a justificação pela fé. Os pecados não são mais mencionados contra o pecador, porque, por meio do arrependimento e da confissão, foram completamente perdoados. Todos eles foram colocados sobre Jesus, que Se tornou o substituto e fiador do pecador. E o Senhor, por Sua vez, “lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador”, e “a justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso humano; e Deus recebe, perdoa e justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho” (ME1, 367). Estas são as maravilhosas previsões do plano da salvação. CBASD, vol. 4, p. 701, 702.

23 Tenho eu prazer … ? Ver 1Tm 2:4; 2Pe 3:9. A acusação de que o Senhor não é justo e direito em Seu trato com as pessoas é respondida pela afirmação de que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que todos se convertam e vivam. Além disso, Ele proporcionou oportunidades a todos. É com o mais forte apelo que Ele pleiteia com todo pecador para se desligar do pecado a fim de que não seja destruído com ele no final. CBASD, vol. 4, p. 702.

24 Não se fará memória. No caso de o justo apostatar, o livro memorial que registra todos os bons atos não é levado em conta no juízo. Ele recebe a retribuição de acordo com sua longa lista de pecados. Não somente são computados os pecados dos quais ele não se arrependeu, mas também aqueles para os quais já havia recebido perdão. Quando se separa de Deus, a pessoa rejeita o amor e perdão divinos e, consequentemente, fica “separada de Deus e na mesma condição em que estava antes de ser perdoada”. Ela “desmentiu seu arrependimento, e os pecados sobre ela estão como se não se tivesse arrependido” (PJ, 251). Às vezes, é erroneamente afirmado que, quando um pecado é perdoado, é imediatamente apagado. Assim como, no cerimonial típico, o sangue “removia do penitente o pecado”, mas o deixava “no santuário até ao Dia da Expiação”, os pecados do arrependido “serão eliminados dos livros do Céu”no dia do juízo (PP, 357, 358; ver também GC, 483-485) [Ver também o com. [CBASD] sobre Ez 3:20]. CBASD, vol. 4, p. 702.

25 Direito. O povo ainda insistia que Deus não agia de leis uniformes, e que Seus caminhos eram marcados pelo capricho. Em resposta, o profeta reafirmou a equidade dos juízos divinos (v. 25-29). CBASD, vol. 4, p. 702.

30 Convertei-vos e desviai-vos. Os v. 30 a 32 constituem um apelo baseado nos princípios da justiça de Deus para com os homens. Quando é dado o conselho “criai em vós coração novo e espírito novo”(v. 31), o profeta não quer dizer que o ser humano pode se salvar por seu proprio poder, mas que há uma parte que ele desempenha na obra da salvação. Deus não pode fazer nada pela pessoa sem seu consentimento e cooperação (ver DTN, 466). O significado do arrependimento não é tão claramente expresso pela raiz heb. shuv, como pela palavra grega metanoia. … A palavra metanoia é composta de duas palavras. A primeira, meta, significa “depois”, e a segunda, nous, significa “mente”. O significado resultante é ter depois uma mente diferente.

O pecado tem sua sede na mente. A pessoa precisa decidir praticar o ato pecaminoso antes de a paixão dominar a razão. A raiz do pecado é, então, uma inclinação mental que faz com que o ser humano escolha o mau caminho. A solução para o problema é corrigir a disposição básica. É isso que o arrependimento tem o objetivo de realizar. É preciso que ocorra uma mudança no pensamento. Uma vez que Deus nunca coage a vontade, esse ato precisa ser voluntário, mas o Espírito Santo é concedido para auxiliar no processo. É completamente impossível que o indivíduo, por si mesmo, realize a transformação. mas, quando ele escolhe fazer a mudança e em sua grande necessidade clama a Deus, as faculdades da mente são imbuídas do poder divino, e a propensão da mente é corrigida.

O verdadeiro arrependimento, então, é uma função da mente. Inclui um exame completo da situação para descobrir que fatores levaram à queda, e também um estudo quanto a como erros semelhantes podem ser evitados no futuro. O arrependimento é o processo pelo qual o pecado é expulso da vida. Quando ocorre o arrependimento pelo pecado, este pode ser confessado e será perdoado. A confissão sem o arrependimento, porém, não tem sentido. Deus não pode perdoar pecados que ainda estão ativos no coração. Esta é a razão pela qual a ênfase na Bíblia é sobre o arrependimento e não sobre a confissão. O ensino de fundamental de Jesus era: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”(Mt 4:17; Mc 1:15). …

Uma compreensão adequada do verdadeiro significado do arrependimento em sua relação com a confissão é essencial à experiência espiritual bem sucedida. A razão pela qual muitos cristãos caem tão repetidamente no mesmo erro é que nunca permitiram verdadeiramente que o Espírito Santo mudasse seu pensamento básico com respeito àquele pecado; nunca consideraram seriamente seus pecados, para descobrir como, através da graça capacitadora de Deus, poderiam ter completa vitória sobre eles. CBASD, vol. 4, p. 702, 703.

Não vos servirá de tropeço. Os israelitas fizeram a acusação de que Deus era injusto e que causava a ruína deles. Deus declarou que a ruína foi causada pelo pecado, esco



EZEQUIEL 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
12 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 18 – Esse texto é abrangente e se aplica tanto a Israel, no passado, quanto à humanidade, no presente.

No passado, Ezequiel 18 significou um chamado à responsabilidade individual perante Deus. Israel havia caído numa mentalidade fatalista, onde culpava os pecados de seus pais por seu próprio sofrimento. O profeta, então, proclamou que cada indivíduo é responsável por suas próprias ações diante de Deus e que não é sensato culpar os pecados dos antepassados por sua condição espiritual. Ezequiel desafiava a ideia de que a punição de Deus era injusta ou arbitrária, mostrando que Ele julga cada pessoa com base nas próprias obras.

Atualmente, Ezequiel 18 continua sendo relevante a todos nós, pois lembra-nos da importância da responsabilidade individual em nossa relação com o Criador. Não podemos culpar nossos pais, nossa cultura ou qualquer outra coisa por nossas próprias escolhas e ações diante do Soberano do Universo. Cada um de nós é chamado a arrepender-se individualmente de nossos pecados e a buscar a justiça de Deus em nossa vida pessoal. Também nos lembra que Deus é justo e misericordioso, disposto a perdoar aquele que genuinamente se arrepende.

Em Ezequiel 18:4, 20 o termo “alma” não se refere à concepção tradicional de uma entidade separada do corpo. Em vez disso, o termo “nephesh” (no hebraico) refere-se a uma pessoa viva – indivíduo. Quando Ezequiel fala sobre a alma que peca e morre, está enfatizando que uma pessoa que peca está sujeita à morte causada pela separação de Deus que é a fonte da vida. Biblicamente, a “alma” não é imortal, e nem impecável; é o indivíduo sujeito às consequências de suas ações diante de Deus.

Embora o capítulo enfatize a responsabilidade individual e as consequências do pecado, ele também oferece esperança através do arrependimento e da restauração. Deus não deseja a morte do ímpio, mas que ele se arrependa e viva (Ezequiel 18:23, 32). Desta forma, o evangelho está presente em Ezequiel 18.

• Ezequiel 18 esclarece que Deus não tem prazer em nos condenar e punir; Seu propósito é salvar-nos.
• Revela também que cada um de nós é responsável por nossas ações, e que “alma” é o indivíduo como um todo que sofre as consequências do pecado ou os benefícios do evangelho!

Devemos reavivarmo-nos no evangelho! – Heber Toth Armí



EZEQUIEL 17 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
11 de abril de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 17 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 17 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



EZEQUIEL 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
11 de abril de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

945 palavras

A terceira parábola é sobre duas águias e uma videira. Refere-se a uma situação política. Revela, de maneira especial a Zedequias, qual seria seu destino (e o de seu exército), caos ele não obedecesse a palavra de Deus (v. 16-21). A primeira grande águia representa o rei Nabucodonosor, que havia nomeado Zedequias (“muda”que se transforma em “videira”, v. 5, 6) rei de Jerusalém (simbolizada por “Líbano”, v. 3). O “cedro” aponta para a dinastia de Davi e “a ponta mais alta dos seus ramos”para Joaquim, a quem Nabucodonosor levou prisioneiro para “uma terra de negociantes”, identificada como babilônia (v. 12). Infelizmente, o último rei de Judá, Zedequias, rebelou-se e se aliou ao Egito, cujo faraó (Psamético II, 595-589 a.C., ou Hofra, 589-570 a.C.) é a segunda águia (v. 7). Bíblia de Estudo Andrews.

Estes fatos aconteceram enquanto Ezequiel, a quilômetros de distância, descrevia esses eventos. Jeremias, um profeta em Judá, também estava advertindo Zedequias a não formar esta aliança (Jr 2:36, 37). Apesar de estarem um a muitos quilômetros do outro, os profetas tinham a mesma mensagem porque ambos falavam por Deus. Deus ainda dirige seus porta-vozes escolhidos para falar a verdade em todo o mundo. Life Application Study Bible Kingsway.

Os v. 12 a 24 permitem fixar a data da profecia como sendo o tempo em que Zedequias procurava o auxílio do Egito contra Nabucodonosor. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 696.

3 Uma grande águia. Literalmente, “a grande águia”. Segundo o v, 12, o símbolo representa o rei da babilônia (cf. Jr 48:40; 49:22). CBASD, vol. 4, p. 696.

2 Parábola. No Antigo Testamento, ninguém usava mais parábolas do que o profeta Ezequiel. Em método de ensino, Ezequiel era, portanto, um precursor de Jesus Cristo. Note-se que as parábolas de Ezequiel devem ser classificadas como alegorias, parabolas nas quais todas as minúcias representam algum objeto ou acontecimento real. Bíblia Shedd.

4 A ponta mais alta dos seus ramos. A referência é a Joaquim, que Nabucodonosor levou cativo para Babilônia (2Rs 24:12). CBASD, vol. 4, p. 696.

A “terra de negociantes”representa Babilônia (Ez 17:12). CBASD, vol. 4, p. 696.

5 Muda da terra. Isto se refere a Zedequias, que Nabucodonosor tornou rei em lugar de Joaquim. É possível que Joaquim tenha sido removido devido às tendências pró-Egito. Esperava-se que Zedequias, um vassalo de Babilônia, permanecesse fiel a seu senhor. CBASD, vol. 4, p. 696.

O propósito do rei Nabucodonosor, da Caldeia (ou seja, da babilônia), era transferir para sua capital os melhores elementos da cultura dos judeus, para tornar o seu império mais glorioso ainda (Dn 1.3-7). Um segundo propósito era privar Jerusalém da liderança dos que podiam liderar uma rebelião (2 Rs 24.10-17). Só depois de muita rebelião dos restantes, é que Nabucodonosor procedeu ao seu terceiro propósito, de destruir completamente a Jerusalém (2 Rs 25.8-22). As datas destas três etapas são 605 a.C., 597 a.C. e 587 a.C. Bíblia Shedd.

6 Videira mui larga. Foi permitido ao estado judaico, sob o governo de Zedequias, se tornar um reino frutífero e próspero, embora dependente. Zedequias havia jurado reconhecer a Nabucodonosor como suserano (2Cr 36:13). Nabucodonosor, sem dúvida, esperava que Israel, sendo um reino florescente, servisse como um tipo de para-choque entre ele e a nação do Egito, que tinha pretensões imperialistas. CBASD, vol. 4, p. 696.

7 Outra grande águia. O faraó Hofra, também chamado Ápries (v. 15; cf. Jr 44:30). CBASD, vol. 4, p. 696.

Para ela. Embora tivesse jurado lealdade a Babilônia (2Cr 36:13; cf. Ez 17:14), Zedequias buscou traiçoeiramente a ajuda do Egito. Jeremias se esforçou para dissuadir o rei de fazer essa aliança (Jr 37:7). CBASD, vol. 4, p. 696.

10 Vento oriental. Um símbolo apropriado dos babilônios, que habitavam ao leste da Palestina. O vento leste ou oriental é notório por seu efeito destruidor sobre as plantas (Jó 27:21; Ez 19:12; Os 13:15; Jn 4:8). CBASD, vol. 4, p. 696.

19 Meu juramento. O Senhor designa o juramento e a aliança feitos com Nabucodonosor como sendo Seus, sem dúvida porque foram feitos em Seu nome (2Cr 36:13). Além disso, sendo o Senhor o árbitro da história, era Seu plano que os judeus nesse momento se submetessem ao jugo da babilônia (Jr 27:12). CBASD, vol. 4, p. 697.

22, 23 o renovo mais tenro. Esta profecia é messiânica. De maneira completamente nova e inesperada, um renovo cresce da casa de Davi, estabelecendo um novo Rei e expandindo seu reino. O monte representa Jerusalém. A figura do rei davídico aponta, em última instância, para Jesus, o Messias (Is 11:1-5; Jr 23:5, 6; 33:25; Zc 3:8; 6:12). Bíblia de Estudo Andrews.

22 Também Eu tomarei. Uma promessa de restauração futura. … A predição se refere ao Messias. CBASD, vol. 4, p. 697.

23 Aves de toda espécie. Representando os vários habitantes da Terra (cf. Mt 13:32), pessoas de “cada nação, e tribo, e língua, e povo”. CBASD, vol. 4, p. 697.

24 Todas as árvores. Isto é, as nações vizinhas. Elas testemunhariam a restauração da nação de Israel e reconheceriam que o poder vem de Deus, que, de forma silenciosa e paciente, executa os propósitos de Sua vontade. Deus designa uma tarefa para cada nação e para todo indivíduo. A todos é permitido ocupar um lugar para cumprir o propósito divino (ver Ed, 178; PR, 535, 536). CBASD, vol. 4, p. 697.

A aplicação moral da parábola é que o ser humano fraco e inútil (o renovo mais tenro do v 22) pode se entregar nas mãos do Senhor, para Este o transformar, mdificar e exaltar, glorificando-o na eternidade. Mas quem se glorifica a si mesmo, não aceitando a condição de necessitado da graça de Deus, é um louco na terra (Dn 4.30-37) e louco perante o ju;izo eterno de Deus (Lc 12.20). Bíblia Shedd.

A profecia de julgamento de Ezequiel termina com esperança. Quando as pessoas colocam sua esperança em alianças estrangeiras, elas serão desapontadas. Somente Deus poderá lhes dar verdadeira esperança. Deus disse que ele plantaria um ramo novo [renovo], o Messias, cujo reino cresceria e se tornaria um abrigo a todos os que viessem a Ele (ver Is 11:1-5). Esta profecia foi cumprida com a vinda de Jesus Cristo. Life Application Study Bible Kingsway.