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495 palavras
O Salmo 79 é uma elegia* sobre a desolação de Jerusalém na época do cativeiro babilônico (ver Sl 74). Começa com a descrição de Jerusalém em ruínas e de seus habitantes mortos à espada, segue com a oração por livramento e para que os invasores sejam punidos. Finalmente, termina com uma canção de louvor e promessa de gratidão eterna. Embora tenha estrofes de métrica irregular, este salmo tem muita fluidez de pensamento. Era um dos favoritos dos huguenotes franceses e dos puritanos ingleses. CBASD, vol. 3, p. 919.
1 Profanaram. Ao entrar no templo, roubar suas sagradas mobílias, demolir seus adornos e atear fogo, os babilônios profanaram o templo (ver 2Cr 36:17, 18; Jr 52:17-23; cf.Sl 74:4-7). CBASD, vol. 3, p. 919.
2 cibo (ARA; NVI: “alimento”).
Cadáveres. Este versículo descreve a horrível mortandade quando Jerusalém foi tomada pelos caldeus. Os mortos insepultos serviram de alimento para animais selvagens e abutres (ver 2Cr 36:17; cf. Dt 28:26; Jr 7:33; 8:2; 9:22; etc.). CBASD, vol. 3, p. 920.
6 Derrama. Ver a notável semelhança entre os v. 6 e 7 e Jeremias 10:25. CBASD, vol. 3, p. 920.
De acordo com o Antigo Testamento, a ira e o juízo de Deus muitas vezes caíam sobre nações inteiras por causa dos pecados das pessoas dessas nações. Aqui Asafe pediu juízo sobre reinos que se recusavam a reconhecer a autoridade de Deus. Ironicamente, a própria nação de Judá, de Asafe, estava sendo julgada por Deus por se recusar a fazer isso mesmo (2Cr 36: 14-20). Essas eram pessoas que haviam jurado lealdade a Deus, mas agora o estavam rejeitando. Isso tornou seu julgamento ainda pior. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Glória do Teu nome. Pede-se a Deus que ajude Israel, não por amor deste, pois não é digno, mas pela glória divina (ver Êx 32:12). CBASD, vol. 3, p. 920.
10 Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Na antiguidade, a vitória sobre uma nação estrangeira era considerada triunfo sobre seus deuses. O salmista clama pela vindicação do poder de Deus. Moisés fez uma súplica similar pelo menos em duas ocasiões (Êx 32:12; Nm 14:13-19). CBASD, vol. 3, p. 920.
No final, a glória de Deus será evidente para todas as pessoas, mas, enquanto isso, devemos suportar o sofrimento com paciência e permitir que através dele Deus fortaleça o nosso caráter . Por razões que desconhecemos, as pessoas pagãs são frequentemente permitidas a zombar dos crentes. Devemos estar preparados para críticas, piadas e comentários indecentes, porque Deus não nos coloca além dos ataques dos escarnecedores. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Retribui, SENHOR, aos nossos vizinhos, sete vezes mais o opróbrio com que Te vituperaram (ARA; NVI: “Retribui sete vezes mais aos nossos vizinhos as afrontas com que Te insultaram, Senhor!”).
Vizinhos. As nações vizinhas a Israel, que se alegraram com sua desgraça em vez de tentar ajudá-lo contra o invasor (ver com. do v. 4; cf. Sl 44:13; Dn 9:16). CBASD, vol. 3, p. 920.
13 Proclamaremos. Por sua localização geográfica privilegiada, Israel devia ser a luz do mundo (ver Is 43:21). CBASD, vol. 3, p. 920.
De geração em geração. Num hino de louvor, o poeta promete transmitir às gerações futuras o relato da misericórdia divina. CBASD, vol. 3, p. 920.
*elegia: “gênero literário e poético marcado por um tom triste, melancólico, nostálgico ou fúnebre.” (Dicio).
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SALMO 79 – Nós sofremos por causa de nossas atitudes e também por causa das atitudes dos outros. Causamos problemas a nós mesmos e aos outros; outros também causam problemas a nós.
Portanto, mesmo que nos esforcemos intensamente pelo que é certo, sempre terá alguém tentando nos prejudicar.
A nossa fuga diante de toda esta triste fatalidade é buscar orientação, consolo e perdão através da oração ao Deus ricamente misericordioso e generoso. Podemos clamar a Ele quando perversos incomodam a Seu povo ou quando pessoas cruéis chacinam aos representantes de Deus neste mundo.
1. Neste mundo injusto e corrupto existem invasores que surgem de vários lugares, em diversas ocasiões. Invadem a vida das pessoas, saqueiam a paz e roubam a alegria. Escarnecedores blasfemam de Deus e de Seus representantes no mundo tenebroso (Salmo 79:1-4).
2. Deus não esquece Seu povo, ainda que Seu povo se esqueça dEle. Deus não despreza Seu povo; por isso, nos momentos de dificuldades é só orar que Deus ouve e dá atenção aos feridos. Asafe nos deixa esse legado inspirado permeado de intercessão pelo povo em aflição:
É preciso…
a) …reconhecer os pecados, pedir pela misericórdia de Deus e depender genuinamente de Sua graça (Salmo 79:5, 8).
b) …clamar por ajuda de Deus pela libertação e salvação de tudo aquilo que assola ao povo em suas debilidades (Salmo 79:6-7, 9).
c) …buscar a intervenção de Deus para lidar com os opositores e detratores do povo de Deus (Salmo 79:10-12).
d) …depender de Deus como ovelhas para então dar-Lhe graças para todo o sempre (Salmo 79:13).
Ao nos aproximarmos de Deus, muitas coisas mudam em nosso coração. Alguém disse que “onde há mansidão, as tendências naturais estão sob o controle do Espírito Santo. A mansidão não é uma espécie de covardia. É o espírito que Cristo manifestou ao sofrer injúria, ao tolerar ofensas e insultos. Ser manso não é abrir mão de nossos direitos, mas nos manter sob controle diante da provocação de cedermos à raiva ou ao espírito de vingança. A mansidão não permitirá que a paixão tome a dianteira”.
Jesus foi além de Asafe, deixando-nos um legado maior e mais nobre (ver Lucas 6:22-23, 27-36). Vamos elevar nosso padrão de vida? Vamos ser mais cristãos em nossas atitudes?
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 78 – Primeiro leia a Bíblia
COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 78
Este capítulo é uma reapresentação da história de Israel, do Egito até Davi. Você gosta de ser lembrado pela sua história? Não seria bom se sempre falassem de você apenas com descrições positivas? Algum de nós gosta de ouvir sobre as escolhas negativas que fizemos? Podemos aprender com nossas experiências e escolhas negativas?
Sim, nós podemos. Aprender com nossos erros, para não repeti-los depois, é o objetivo. Podemos fazer isso sozinhos? Absolutamente não! Nós precisamos da ajuda de Deus. Com Sua ajuda e orientação, podemos fazer melhores escolhas e decidir não repetir o negativo.
Assim como Deus não desistiu dos israelitas, Ele não desistiu de nós! Não importa a nossa história; é como permitimos que Deus nos corrija e nos forme para a eternidade que importa.
Kirsten Machado
Professora da Escola Adventista Americana de Taipei, Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/78
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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774 palavras
O Salmo 78 é o mais longo dos hinos nacionais de Israel (ver Sl 105, 106). Ele narra a história de Israel desde o Egito até o estabelecimento do reino sob o governo de Davi. O salmista recorda o passado com suas repetidas rebeliões e consequente sofrimento e punição, como propósito de advertir a nação a ser fiel a Deus no presente e no futuro. O salmo é basicamente didático: busca instruir de forma correta. Como tal, não segue o curso histórico com exatidão cronológica. O salmista dispõe dos acontecimentos conforme sejam mais apropriados para seu propósito, para mostrar a bondade de Deus a despeito da rebeldia da Israel. CBASD, vol. 3, p. 916.
2 Parábolas. Do heb. mashal (ver com. de Sl 49:4; cf. Mt 13:34; 35). Uma parábola requer atenção e raciocínio para que possa ser compreendida. CBASD, vol. 3, p. 916.
4 Vindoura geração. Indica-se o curso da tradição. É uma responsabilidade sagrada de toda geração transmitir à seguinte o relato da providência divina. CBASD, vol. 3, p. 916.
9 Efraim. É provável que esta tribo seja nomeada porque foi por um período a mais numerosa e agressiva de todas. Josué era da tribo de Efraim (Nm 13:8, 16). Se, por acaso, refere-se a alguma ocasião específica, não se sabe qual. Nesta passagem, Efraim pode significar todo o reino. CBASD, vol. 3, p. 916.
17 Deserto.Do heb. tsiyyah, que designa uma região seca. CBASD, vol. 3, p. 916.
19 Preparar-nos mesa. Ver Sl 23:5. As perguntas poéticas dos v. 19 e 20, colocadas de forma poética na boca dos murmuradores, tornam mais vívidas a narrativa histórica. Suas queixas eram “contra Deus”, que lhes tinha dado todos os motivos para que confiassem nEle. CBASD, vol. 3, p. 916.
20 Pão também. De acordo com a narrativa histórica, a ordem desses milagres foi inversa (ver Êx 16:8, 12, 17:6; Nm 11:31, 32; 20:8-11). O salmista não se atém a uma estrita ordem cronológica. CBASD, vol. 3, p. 917.
23 As portas dos céus. Comparar com 2Rs 7:2, 19; Ml 3:10. O Salmo 17:23 a 25 é uma belíssima descrição poética do maná. CBASD, vol. 3, p. 917.
24 Cereal. Do heb. dagam, “grão” ou cereal para fazer pão (ver Êx 16:4; Sl 105:40; cf Jo 6:31). O maná era parecido com “semente de coentro” (Êx 16:31). CBASD, vol. 3, p. 917.
25 Pão dos anjos. Literalmente, “pão de poderosos”. Os poderosos de Deus são os anjos (Sl 103:20). A LXX traz “pão dos anjos”. Com esta declaração, não devemos deduzir que o maná seja o alimento dos anjos. A frase simplesmente significa “alimento que lhes foi provido pelos anjos” (PP, 297). CBASD, vol. 3, p. 917.
36 Mentiam. O arrependimento deles não era aborrecimento do pecado, mas medo do castigo (ver com. de Sl 32:6). CBASD, vol. 3, p. 917.
43 Seus sinais. Retorna-se à narrativa das pragas. O salmista parece mencionar apenas seis das dez pragas. ele começa com a primeira, continua com a quarta, depois com a segunda, a oitava e a sétima, nesta ordem, e termina seu relato com a décima. O salmo não é um tratado científico, mas um poema inspirado em que se escolhe apenas os fatos suficientes do registro histórico para criar a impressão desejada. CBASD, vol. 3, p. 917.
51 Tendas de Cam. Cam era o pai de Misraim, ancestral dos egípcios (ver com. de Gn 10:6; cf. Sl 105; 23, 27). CBASD, vol. 3, p. 918.
57 Um arco enganoso. Um arco que não lança a flecha diretamente ao alvo, e que, portanto, frustra o arqueiro (ve Os 7:16). CBASD, vol. 3, p. 918.
60 Siló. Por cerca de 300 anos, o tabernáculo e a arca ficaram em Siló, um lugar situado a mais ou menos 16 km ao norte de Betel (ver Js 18:10; Jz 18:31; 1Sm 4:3). Depois que foi tomada pelos filisteus (1Sm 4) e recuperada, a arca nunca mais retornou a Siló. em vez disso, foi levada diretamente a Jerusalém (ver PP, 514; cf. Jr 7:12, 14). CBASD, vol. 3, p. 918.
63 O fogo devorou. Um quadro de desolação: jovens mortos na batalha, mulheres sem se casar, sacerdotes assassinados (ver 1Sm 4:11), ninguém para lamentar pelos mortos (ver Jó 27:15). Quão grande é a desolação de um país quando não existem cerimônias de casamento ou funerais dignos! CBASD, vol. 3, p. 918.
65 Despertou como de um sono. Com esta metáfora, o salmista representa Deus como completamente indiferente a Seu povo, até que Se levanta para ajudá-lo. O uso desta metáfora estranha e da figura do valente que grita estimulado pelo vinho parece anormal para o modo de pensar ocidental, mas não é incomum para a mente oriental. CBASD, vol. 3, p. 918.
70 Escolheu a Davi. O salmo termina com um belo quadro de um pastor do rebanho tornando-se o pastor de Israel, por indicação divina (ver 1Sm 16:11-13; 2Sm 3:18; 7:5, 8). CBASD, vol. 3, p. 918.
71 As ovelhas e suas crias. O pastor não só guia as ovelhas, como também segue as fêmeas do rebanho para que possa atender, quando necessário, aos cordeiros recém-nascidos. CBASD, vol. 3, p. 918.
72 Ele os apascentou. Um belo tributo ao pastor-rei de Israel: ele governou com integridade e habilidade (ver 1Rs 9:4). CBASD, vol. 3, p. 918.
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SALMO 78 – Ellen White atesta que: “Como educador, não têm rival as Escrituras Sagradas. A Bíblia é a história mais antiga e mais compreensiva que os homens possuem. Procede diretamente da Fonte da Verdade Eterna e através dos séculos a mão divina lhe preservou a pureza. Ela ilumina o remoto passado, onde a pesquisa humana em vão procura penetrar… Ali, unicamente, se apresenta, não contaminada pelo orgulho e preconceito humano, a história de nossa espécie” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 52).
• Visto pela ótica cronológica, o Salmo 78 divide-se em seções que acompanham a sequência dos eventos históricos. Começa com a narrativa da libertação do Egito, seguida pelos milagres e maravilhas de Deus durante a jornada de Israel no deserto, a entrada na Terra Prometida, os períodos de desobediência e rebeldia do povo; e, finalizando, com a restauração e a fidelidade do Deus que nunca falha. Deste modo, destaca-se a história do povo de Deus como uma linha do tempo e demonstra a mão de Deus agindo em diferentes momentos.
• Outra forma de observar o Salmo 78 é pelo contraste, destacando a contraposição entre as ações de Deus e as atitudes do povo de Israel. As seções alternam entre os atos poderosos de Deus em favor de Seu povo e a desobediência e a incredulidade do povo. Assim, acentua o caráter de Deus caracterizado pela fidelidade e misericórdia, contrastado com o caráter dos religiosos caracterizado pela infidelidade e ingratidão.
• Ainda, é possível analisar de forma temática a mensagem do Salmo 78. Há vários temos centrais em seus 72 versículos, tais como a importância do ensino e da transmissão da história para as novas gerações, as terríveis consequências da desobediência, as maravilhas da graça e da fidelidade de Deus, entre outros.
Ellen White também afirma que “a Bíblia revela a verdadeira filosofia da história” (Educação, p. 173). Com isso em mente, observe a seguinte síntese:
• Precisamos ouvir as instruções e os ensinamentos divinos e transmiti-los às próximas gerações (Salmo 78:1-8).
• Devemos ver a infidelidade a Deus e suas consequências como falta de confiança nEle e em Sua disciplina (Salmo 78:9-55).
• Nossa rebeldia e infidelidade requer a intervenção sobrenatural de Deus baseada em Sua misericórdia para prover-nos restauração (Salmo 78:56-72).
Graças a Deus, temos esperança! Contudo, precisamos de prontidão para responder ao Seu plano! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 77 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 77
Há muitas coisas tristes acerca da autopiedade. Uma delas é que ninguém mais sabe o que está acontecendo. A autopiedade nos devora silenciosamente. Se não detectada, ela pode nos causar grave dano, muito mais do que os eventos que a originaram. O problema com a autopiedade é que ela nunca melhora a nossa situação. Na verdade, ela pode prejudicar a nossa saúde causando depressão e stress.
Consideremos a vida de Elias, por exemplo. Deus tinha demonstrado um grande apoio ao profeta quando juntos acabaram com o culto a Baal e exterminaram todos os falsos profetas, trazendo a nação de Israel de volta para Deus. Parecia que nada era impossível para Deus. No entanto, horas depois, o valente profeta fugiu de uma única mulher. Imagine o efeito que o conhecimento disso causou sobre as milhares de pessoas que tinham acabado de voltar a adorar o poderoso Deus de Elias!
Durante os primeiros dez versos, nosso salmista se demora na autopiedade referindo-se a si mesmo e aos seus questionamentos, mais de dez vezes. Felizmente ele tomou uma decisão muito importante nos versos 11 e 12: “Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os Teus antigos milagres. Meditarei em todas as Tuas obras e considerarei todos os Teus feitos”.
Ao demorar-se em Deus e Seu poder, o abatimento do salmista termina. Ao meditar nas obras de Deus, ele é erguido acima de seus próprios problemas.
Gordon Christo
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/77
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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527 palavras
O Salmo 77 é o registro poético de uma alma que tenta encontrar uma razão para o aparente abandono de Deus e descobrir uma saída da escuridão. Finalmente supera sua tristeza ao relembrar as misericórdias de Deus para com Israel no passado. O salmo se divide em duas partes. O v. 11 marca a transição do pesar e do protesto para a esperança e a confiança. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 912.
2 No dia da minha angústia. Os v. 2 e 3 expressam a realidade e a intensidade da oração. Tudo o que o salmista fazia, até meditar em Deus, parecia apenas intensificar sua dor. CBASD, vol. 3, p. 912.
Recusa. A experiência do salmista deve confortar aqueles que não conseguem encontrar uma resposta imediata aos questionamentos sinceros da alma (ver Gn 37:35; Jr 31:15). CBASD, vol. 3, p. 912.
3 Passo a gemer. Quanto mais o salmista meditava sobre a administração incompreensível do governo de Deus, mais triste ele ficava e mais inclinado a se rebelar. CBASD, vol. 3, p. 912.
4. Não me deixas pregar os olhos. Literalmente, “Tu sustentas as vigílias dos meus olhos”. Na maneira de ver do salmista, Deus o mantém acordado para que medite a noite toda. CBASD, vol. 3, p. 912.
6 De noite. O salmista mostra preferência por meditar e orar na quietude da noite (ver Sl 16:7; 17:3). CBASD, vol. 3, p. 912.
8 Graça. Ou, “amor”, do heb. chesed (ver nota adicional ao Salmo 36). CBASD, vol. 3, p. 912.
9 Benigno. O salmista parece sentir que Deus esqueceu-se de um dos principais atributos de Seu caráter (Ver Êx 34:6). CBASD, vol. 3, p. 912.
10 Minha aflição. O salmista não encontra falta em Deus, mas reconhece sua própria fraqueza de espírito e sua capacidade de entender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 912.
11 Recordo. Este verso marca a transição do pesar e do protesto, da primeira seção do poema, para a esperança e a confiança da segunda seção. CBASD, vol. 3, p. 912.
13 De santidade. Embora o ser humano não possa compreendê-lo, o caminho de Deus é sempre santo, justo e bom (ver Gn 18:25). CBASD, vol. 3, p. 913.
15 Com o Teu braço. O braço é símbolo de força (ver Êx 6:6; Sl 10:15; 98:1). CBASD, vol. 3, p. 913.
16-20 Os v. 16 a 20 são uma descrição bem compacta e, contudo, dramática do milagre da libertação no Mar Vermelho. Esses versículos fornecem valiosos adicionais à narrativa do êxodo (ver PP, 287; comparar com a narrativa em Êx 14:27-29). CBASD, vol. 3, p. 913.
16 Viram-Te as águas. É sublime o recurso de personificação utilizado pelo salmista, que representa as águas como que reconhecendo a presença do Senhor e fugindo de medo dEle, para abrir caminho a Seu povo. CBASD, vol. 3, p. 913.
16 Temeram. Literalmente, “eles se contorciam em dor”, como dores de parto. CBASD, vol. 3, p. 913.
19 O Teu caminho. Embora invisível, Deus estava com Seu povo ao atravessar o leito seco do mar (ver Êx 15:13; Sl 78:52, 53). Deus está sempre com Seus filhos quando estes seguem Sua direção.. CBASD, vol. 3, p. 913.
20 De Moisés e de Arão. Deus era o verdadeiro Líder. Moisés e Arão eram Seus instrumentos (ver Nm 33:1). Assim como Deus libertou Israel no Mar Vermelho, libertará Seu povo em tempos de perigo. Esta percepção deve nos ajudar a sempre depositar a confiança nEle. O salmista termina expressando confiança no poder redentor de Deus. CBASD, vol. 3, p. 913
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SALMO 77 – Ao mergulharmos profundamente no conteúdo deste Salmo sagrado, somos conduzidos a um mundo de emoções intensas e questionamentos sinceros, abrindo o coração para uma corajosa jornada de auto descoberta espiritual.
As palavras deste Salmo permitem-nos explorar a experiência do desespero e dúvida que inúmeras vezes trazem momentos de grandes aflições; ao mesmo tempo, a motivação do salmista encoraja-nos a busca pela presença divina e a encontrar esperança, mesmo quando as evidências apontam na direção contrária.
“O versículo 10 é o pivô desse Salmo, passando da descrição de uma experiência de escuridão e tristeza para a descrição de alegria e louvor. A primeira relata uma tristeza que está esmagando a alma. A segunda descreve um cântico que é resultado de uma visão que apagou a origem da tristeza. Na primeira parte, uma grande enfermidade ou debilidade obscurece o céu, e não se ouve cântico. Na segunda parte, vemos o irromper de um grande cântico, e a tristeza é esquecida. A diferença está entre um [indivíduo] que se preocupa com as dificuldades e um [indivíduo] que vê Deus entronizado lá no alto”, analisa criteriosamente Campbell Morgan.
Após isso, ele destaca: “Na primeira parte [do Salmo], o ego predomina. Na segunda, Deus é visto em Sua glória. Um aspecto muito simples desse Salmo deixa isso perfeitamente claro. Nos versículos 1 a 9, o pronome pessoal da primeira pessoa ocorre 22 vezes, e há referências a Deus por nome, título e pronome. Na segunda parte, há apenas 3 referências pessoais e 24 menções a Deus”.
Então, Morgan conclui com maestria numa aplicação impactante: “A mensagem do Salmo é que focar na tristeza deixa a pessoa quebrada e desanimada, enquanto olhar para Deus faz com que a pessoa cante mesmo no dia mais escuro. Quando nos conscientizamos de que nossos anos estão nas mãos dEle, encontramos luz por toda parte e nosso cântico se eleva”.
Considere:
• A mudança do pronome pessoal da primeira pessoa para as menções a Deus reflete uma importante mudança de perspectiva.
• Ao invés de nos concentrarmos apenas em nossos problemas e dificuldades para reclamar, devemos ser redirecionados ao poder da glória de Deus.
• Desta forma, encontramos uma fonte de esperança que transcende nossas circunstâncias e nos capacita a cantar, mesmo em dias nebulosos!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.