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“Também a mulher, quando manar fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua menstruação… todos os dias do fluxo será imunda…” (v.25).
A lei sobre as imundícias do homem e da mulher apresentam algumas restrições que em alguns pontos podemos até entender como um exagero, mas que naquele tempo se tratava de uma proteção divina. Foi a forma que Deus encontrou para preservar tanto a saúde quanto a intimidade de Seus filhos. Provavelmente, a primeira parte do capítulo sobre o vazamento de fluxo seminal ou a retenção dele fosse referente a alguma enfermidade no homem, podendo ser até alguma doença venérea. Logo após, o capítulo trata sobre o período menstrual da mulher. O Senhor buscou ensinar o Seu povo noções importantes acerca do cuidado com a higiene e de como isto pode ser uma questão de vida ou morte.
Habitando em tendas no meio do deserto, tanto homens quanto mulheres precisavam seguir as orientações de Deus para o bem geral da nação. Além de que a mulher não possuía os recursos que temos hoje para conter “o fluxo costumado do seu corpo” (v.19). Então, por uma questão tanto de higiene como de cuidado para com a mulher neste período, Deus também estabeleceu regras para que nenhum homem a incomodasse nos dias de sua menstruação. Dada a cultura predominantemente patriarcal, se Deus não tivesse sido tão enfático com relação a isto, o homem não respeitaria este período feminino tão íntimo e incômodo. Mas, o versículo 25 revela algo ainda mais crítico: a mulher que era acometida do fluxo de sangue além do período normal.
Nos evangelhos, encontramos o relato de uma mulher que há 12 anos sofria deste mal. Conforme estudamos no capítulo de hoje, tudo o que aquela mulher tocasse tornava-se imundo. Contudo, ela rompeu todas as barreiras do preconceito e se pôs no meio de grande multidão. Imaginem quantas pessoas ela não tocou até conseguir chegar perto de Cristo. Nada mais importava para ela, a não ser tocar nas vestes dAquele que era o Único capaz de torná-la limpa, e com muita dificuldade, ela tocou na orla das vestes do Médico dos médicos! Sabem o que é mais lindo nesta história, amados? Em meio àquela multidão, Jesus perguntou: “Quem Me tocou?… porque senti que de Mim saiu poder” (Lc.8:46). Notem que a Bíblia não diz que foi o poder da fé que a curou, mas o poder que saiu de Jesus. O toque da fé é o conduto que faz com que o poder divino possa atuar em nosso favor. Quando confiamos nAquele que nos salvou, a consequência inevitável é a salvação.
Qual tem sido a barreira que lhe tem impedido de ir ao encontro de Jesus? Hoje, o Senhor nos diz que nem demônios, nem multidões, nem a morte, nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Por isso, não pense que o seu problema não tem solução, mas continue suplicando insistentemente. Deus tem o poder de transformar maldição em bênção! Aleluia! Aquela mulher entendeu isso e sua fé em Cristo a salvou! E o sangue que era símbolo de imundícia, tornou-se símbolo de fé. Deus reverteu este conceito ao enviar o Seu único Filho em favor de nós, que éramos imundos em nossos pecados.
Aceite ser purificado pelo único sangue que tem poder para salvar, o sangue do Cordeiro de Deus. Não permita que pessoas ou situações desfavoráveis lhe impeçam de tocar nas vestes de justiça de Cristo. Lembre-se que, no meio de grande multidão, os olhos do Salvador percorriam ao redor para encontrar o olhar de uma única mulher. Jesus está, agora, olhando para a Terra e a pergunta é esta: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc.18:8). Que muito em breve possamos ouvir da boca do nosso Resgatador: “Filho(a), a tua fé te salvou” (Mc.5:34).
Bom dia, salvos pela fé em Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra” (v.57).
Tanto a comprovação da lepra quanto a cura da doença exigiam cerimônias que deveriam ser observadas. Mesmo depois de sarado, o leproso precisava novamente apresentar-se ao sacerdote, e este deveria exigir do sarado “duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo” (v.4). Realizada a cerimônia de purificação, o ex-leproso era declarado limpo e a ave viva, manchada do “sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes” (v.6), era solta “para o campo aberto” (v.7), como símbolo de uma praga que fora mandada embora. Havia ainda uma série de condições para que a pessoa pudesse ser declarada definitivamente limpa. Mesmo que pudesse entrar novamente no arraial, precisava aguardar o prazo de sete dias antes de entrar em sua tenda. Também tinha que rapar o cabelo e todo o pelo do corpo, lavar as suas vestes e tomar banho. Além de que, ao oitavo dia, precisava oferecer oferta pela culpa, oferta pelo pecado, holocausto e oferta de manjares.
Em seguida, o Senhor apresenta uma segunda forma de lepra, a “lepra a alguma casa” (v.34). Neste caso, o mais provável é que se tratasse de praga de bolor ou de fungo. Este era um problema que ainda não afetava o povo, pois que habitavam em tendas. Deus os estava preparando para saberem como lidar com tal dificuldade quando estivessem habitando “na terra de Canaã” (v.34). Manchas “esverdeadas ou avermelhadas” (v.37) precisavam ser cuidadosamente observadas. Caso elas se estendessem “nas paredes da casa” (v.39), eram arrancadas as pedras contaminadas, a casa era rapada por dentro e por fora, eram colocadas novas pedras e a casa era rebocada com “outra argamassa” (v.42). Mas caso todo este processo não fosse suficiente, e a praga retornasse, a casa era declarada imunda, sendo derrubada, restando apenas entulho em “lugar imundo” (v.45).
A primeira situação nos remete ao pecador e às consequências do pecado. Há uma obra individual a ser feita na vida do pecador. Como está escrito: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). Precisamos prestar contas a Deus do que estamos fazendo de nossa existência. O pecado nos torna sujos e indignos de estarmos na presença de Deus, mas a Sua graça nos é estendida, e então percebemos que ela é suficiente para nos limpar e purificar de todo mal. Contudo, mesmo retornando ao aprisco do Senhor com a certeza da cura oferecida por Jesus, nossa vida deve ser um testemunho vivo de que estamos curados e livres das imundícies que dantes nos maculavam. A família e a sociedade precisam assegurar-se de que o indivíduo está no caminho direito. A mudança interior sempre reflete em uma mudança exterior. Com os ouvidos atentos à vontade de Deus, as mãos dispostas a servi-Lo e os pés firmes no caminho em que deve andar, segue confiante na perfeita expiação de Cristo, e, por Seu sangue, torna-se limpo (v.20).
A segunda situação ilustra a triste realidade de famílias afetadas pela praga do pecado. São, inicialmente, pequenas concessões que, a longo prazo, produzem resultados difíceis de consertar, e, como a casa cujo fungo se espalha e a reforma não adianta, “há nela lepra maligna; está imunda” (v.44). Quantos não têm declarado a respeito de seu lar: “Parece-me que há como que praga em minha casa” (v.35)! Quantos têm sofrido a dor de um casamento fracassado, de um filho desencaminhado ou de uma família que não se ama! Cristo nos oferece uma nova vida, uma reforma por dentro e por fora. Muitos, porém, apesar de inicialmente aceitar a reforma da casa, logo permitem que novamente o pecado torne a adoecê-la, causando-lhe a total ruína.
Amados, o Senhor deseja limpar a nossa vida e a nossa casa. Este é o objetivo da salvação em Cristo Jesus: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). A mudança precisa começar em você. E por mais que a sua família tenha sido afetada pelo Maligno, saiba que Jesus já o derrotou e está com todo o material em mãos para renovar e purificar o seu lar. Não desista! Ore, persevere, ame e confie no Deus que não conhece o impossível.
Bom dia, famílias purificadas pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo!” (v.45).
De todas as doenças ou pragas que assolavam o mundo daquela época, certamente a lepra era a mais temida. Além de ser incurável, dolorosa e humilhante, privava o doente do convívio social, tendo que habitar fora do arraial (v.46). Pensando em poupar sofrimentos desnecessários, o Senhor instituiu que fossem feitos exames minuciosos a fim de que ninguém fosse declarado leproso sem a exata comprovação. Cada caso exigia um exame rigoroso, podendo incluir um período de até 14 dias de reclusão. Como se tratava de uma doença altamente contagiosa, a reclusão protegia a própria família do paciente de ser contaminada pela praga. Caso não fosse confirmada a lepra, “o homem (ou a mulher)” (v.29) podiam retornar à sua casa e atividades normais. Mas caso o sacerdote confirmasse a praga, o leproso era obrigado a submeter-se à condição vexatória de proclamar de longe a sua terrível situação: “Imundo! Imundo!” (v.45).
O leproso mais famoso do Antigo Testamento não foi um filho de Israel. Naamã, o capitão do exército da Síria, sofria com esta enfermidade. Mas apesar de ser um pagão, o Senhor encontrou em Naamã um coração disposto a servi-Lo. E através da menina israelita cativa e do profeta Eliseu, Naamã encontrou o caminho da cura. Ao invés de uma reclusão de sete dias, sete mergulhos no rio Jordão foram suficientes para que ele pudesse contemplar o poder de Deus através de sua pele renovada (2Rs.5:14). Jesus também curou muitos leprosos. Na cura dos dez leprosos, por exemplo, Ele ordenou que fossem se apresentar ao sacerdote, porém, ainda no caminho, eles perceberam que estavam diferentes, e ao olharem para a pele limpa como a de uma criança, tiveram a certeza da cura. Todavia, dos dez leprosos curados, apenas um retornou para agradecer a Jesus, “e este era samaritano” (Lc.17:16).
Hoje, a lepra ainda existe, mas a conhecemos como hanseníase e, ao contrário daquela época, existe tratamento e cura. Mas, pior do que a lepra física, é a lepra do pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), e o salmista Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Já nascemos todos manchados pelo pecado e inevitavelmente condenados à morte. Como a lepra, primeiramente o pecado se mostra pequeno, uma mancha apenas que, a depender de nossas escolhas, pode se espalhar, ou regredir. Assim como no caso de Naamã e do samaritano, Jesus tem buscado Seus verdadeiros adoradores que ainda estão fora do aprisco. Homens e mulheres que estão a definhar pela lepra do pecado e cuja condição é uma sonora declaração ao mundo: “Imundo! Imundo!”, mas que ao se depararem com Cristo Jesus, a Água da Vida, o Purificador de pecados, não gritam mais de sua imundície, mas clamam pela cura: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” (Lc.17:13).
Os dez leprosos reconheceram em Cristo o antídoto da purificação, o tratamento eficaz e instantâneo. Imediatamente ficaram livres da mazela que os afligia. O que antes os matava passou a ser uma vaga lembrança, e o corpo saudável, a linda e miraculosa manifestação do poder que só o Senhor possui. Essa ilustração não nos remete a uma cena que muito em breve ocorrerá? “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). O Rei vem vindo! Vem vindo para dar fim uma vez por todas à morte. Em Sua morte e ressurreição, Cristo nos proveu a cura para o pecado. Todo o mal já não mais existirá e, num piscar de olhos, receberemos um corpo completamente são e perfeito: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54).
Muito em breve nossa tristeza se converterá em alegria e, como Naamã e o samaritano que receberam a restauração, exultaremos no Deus de nossa salvação! “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“… esta é a lei da que der à luz menino ou menina” (v.7).
A lei instituída por Deus à Israel acerca da purificação da mulher depois do parto dá sequência às leis de saúde. Os prazos distintivos de acordo com o sexo do bebê, porém, são a maior causa de dúvidas quanto a este capítulo. Não se sabe ao certo o porquê da diferença entre o nascimento de um menino ou de uma menina exigir da mãe prazos divergentes de purificação: 40 dias para menino e 80 dias para menina. Alguns dizem que era porque o menino era circuncidado e a menina precisava, portanto, de um período maior de purificação. Outros afirmam que era devido ao sexo masculino ser mais valorizado naquela época. Porém, uma coisa é certa, se foi uma lei estabelecida por Deus, havia um amoroso objetivo e uma recompensa em seu fiel cumprimento.
De acordo com a medicina, o puerpério é um período em que a mulher passa por alterações tanto físicas quanto psicológicas até que recupere a sua condição anterior à gravidez. O período em que a mãe ficava somente em função de seu bebê a mantinha mais protegida contra enfermidades, dado o seu sistema imunológico estar mais vulnerável (lembrando que naquela época não se tinha os recursos que temos hoje, como hospitais, medicamentos ou absorventes). Este período puerperal promovia também a construção de fortes laços entre a mãe e o bebê, além de proporcionar o descanso necessário para a total recuperação pós-parto. Creio que estas tenham sido as principais finalidades desta ordem de Deus, o Médico dos médicos. E como o nascimento de uma menina não era bem visto como o era o nascimento de um menino, certamente a mãe precisava de um tempo maior para assimilar a realidade de que sua filha não receberia os mesmos benefícios e tratamento que os filhos homens recebiam.
Muitas vezes não compreendemos os desígnios de Deus, e outras vezes nos parecem loucura. Questionamos o Senhor e procuramos justificar nossas atitudes com nossa própria noção do que seja certo ou errado. Contudo, a lógica humana é infinitamente aquém da sabedoria divina. Certamente o objetivo principal da criação de tal lei tenha sido a preservação da vida da mãe e do bebê e mais uma forma do Senhor fazer distinção entre o limpo e o imundo. Deus não está preocupado em que tentemos desvendar os motivos para tal ordem, e sim, que pelo poder da Sua Palavra, sejamos santificados. Que possamos perceber em cada ordem divina o Seu amor ali impresso. Que em cada relato possamos ver o Seu cuidado para conosco.
Este sempre será o real objetivo de Deus para conosco: amar para salvar! Assim como Ele desejava preservar a vida dos filhos do Seu povo Israel e purificá-los desde o nascimento, Ele deseja preservar e purificar o Israel de Deus dos últimos dias. Foi pensando no bem-estar das mulheres e das crianças que Ele estabeleceu tal lei. O salmista Davi escreveu: “Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl.139:16). Se Deus olhou para nós quando ainda nem éramos um feto formado, quanto maior cuidado Ele não tem quando iniciamos a nossa vida neste mundo. Que muito acima de leis e estatutos, possamos enxergar o amor de um Deus que se preocupa conosco nos mínimos detalhes. Que o nosso “eu acho” se curve perante a majestade do “EU SOU”, Aquele que nos criou e age para o nosso próprio benefício conforme as nossas necessidades.
Bom dia, filhos e filhas do Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
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“Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que Eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque Eu sou santo” (v.45).
Sem dúvida, este capítulo apresenta um dos assuntos bíblicos mais polêmicos: a diferença entre animais puros e animais imundos. O Senhor fez distinção entre os animais que se podem comer e aqueles que são impróprios para o consumo humano. Quando retornamos ao relato da criação, em Gênesis 1:29, vemos que o plano original do Criador era que o ser humano tivesse uma dieta totalmente vegetariana. Porém, após o dilúvio, não havia vegetação, e o Senhor permitiu que Noé e sua família incluíssem a carne em sua dieta (Gn.9:3). Mas, antes mesmo dos animais entrarem na arca, Deus mesmo fez diferença entre os limpos e os imundos (Gn.7:2). A lei sobre animais limpos ou imundos, portanto, não é uma nova lei, mas um reforço de uma lei que já existia.
Como podemos, hoje, saber se esta lei permanece válida ou não? Digamos que você tenha que se submeter a uma cirurgia. Quais são as carnes que o médico prontamente proíbe na recuperação do pós cirúrgico? Carne de porco e seus derivados, frutos do mar e peixe de couro. Não é assim? Existe uma lógica em tal prescrição. Estas carnes são potencialmente inflamatórias, e Deus, em Sua infinita sabedoria, já nos tinha deixado orientações para que delas nos abstenhamos. Não são alimento, mas abominação: “Ser-vos-ão, pois, por abominação; da sua carne não comereis e abominareis o seu cadáver” (v.11). A nutrição de Seu povo é importante para Deus, pois como nosso Criador Ele sabe bem como o que comemos tem influência direta sobre a nossa mente.
Assim como o apetite foi usado no Éden para a queda de Adão e sua mulher, Satanás usou da mesma estratégia na primeira tentação de Cristo no deserto: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt.4:3). A diferença foi que a vitória provisória que o inimigo teve no Éden, não pôde se repetir no deserto da tentação. Ali, o nosso Senhor venceu para que com Ele participemos de Sua vitória. Chegando ao fim de Seu ministério terrestre, Jesus orou por nós e nos deixou a receita da santidade: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Deus nos deixou a Sua Palavra escrita para que por ela fôssemos santificados. E o fato do Senhor associar alimentação com santidade nos deixa um recado bem claro, vocês não acham?
Existe um abismo entre a pureza e a impureza; entre a vontade de Deus e a nossa própria vontade. Cristo mesmo disse: “A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo.4:34). Quando desafiamos a vontade de Deus para satisfazer o nosso próprio apetite, estamos maculando o templo do Espírito Santo (1Co.6:19). Mais do que qualquer médico, o Médico dos médicos deseja que você e eu tenhamos vida e vida em abundância (Jo.10:10). A frase que diz que “somos o que comemos” resume bem a nossa meditação de hoje. Esta “máquina” incrível que é o corpo humano pode ter o seu “prazo de validade” prolongado de forma útil se seguirmos as sábias orientações de Deus.
Lembremos de Daniel, ele decidiu “firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Daniel 1:8) e a Bíblia diz que, além dos benefícios físicos, ele e seus amigos foram considerados “dez vezes mais doutos” do que os outros sábios do reino (Dn.1:20). Percebem, amados? Há uma ligação lógica entre mente e corpo. O Espírito Santo fala conosco através da nossa mente. Logo, um corpo saudável possui uma mente sã e esta mente sadia, consequentemente, consegue ter uma maior conexão com Deus.
Diante de nossa realidade de carnes e produtos de origem animal contaminados e causadores de doenças e alergias, creio na mensagem para nossos dias de que o retorno à dieta edênica é a melhor escolha a se fazer. Que assim como Daniel e seus amigos, e como o próprio Jesus, o nosso alimento seja fazer a vontade de Deus. Cuidar da saúde é uma questão espiritual. Oro para que você aceite e pratique esta verdade. Mas, cuidado, que a sua decisão pessoal seja uma bênção para os outros, e não um instrumento de condenação.
“Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3Jo.1:2).
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
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“Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que não ordenara” (v.1).
De todas as experiências vividas desde o Egito, certamente esta foi a mais difícil para Arão. Eleito por Deus como líder espiritual da nação de Israel, ele e seus filhos foram consagrados para assumir a primeira geração de sacerdotes do Senhor. Deus lhes colocara em posição privilegiada, mas que também demandava uma imensa responsabilidade. Este episódio levanta alguns questionamentos: Se Deus sabia que Nadabe e Abiú não seriam fiéis, porque não os exclui da eleição? Eles tiveram a oportunidade de se arrepender? Por que o Senhor foi tão severo em Seu juízo? Não poderia haver um jeito diferente de resolver a situação?
A Bíblia não relata mais detalhes acerca deste incidente, mas a morte prematura daqueles recém-sacerdotes indica não apenas a importância do sacerdócio para Deus, mas também de como a Sua adoração é conduzida. O fogo no santuário era uma manifestação de Deus no meio do Seu povo, um sinal de Sua aprovação aos sacrifícios ali oferecidos, e a expressão “fogo estranho” simbolizava a tentativa humana em acrescentar os seus esforços no plano divino. Nadabe e Abiú permitiram que seus corações fossem tomados pelo orgulho de sua função, acrescentando à adoração talvez o que lhes fosse mais conveniente e agradável, fazendo o que o Senhor “não lhes ordenara” (v.1).
Basta uma leitura superficial deste capítulo para que muitos pintem uma tela de um Deus carrasco que tinha prazer em fulminar pecadores. Atentando, porém, para o contexto da época, pela necessidade geral e urgente de educar um povo para fazer “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (v.10), fica mais fácil de entender as medidas que o Senhor teve de tomar a fim de preservar toda uma nação. Apesar das muitas deficiências e limitações daquele povo, era dele que viria o Messias, o Salvador do mundo. O Senhor precisava intervir e impedir que a insensatez daqueles recém-sacerdotes fosse causa de apostasia entre o povo.
O silêncio de Arão diante de tão terrível tragédia familiar marcou o início de seu sacerdócio com o derramamento de sangue mais difícil de seu ministério. Ele pôde sentir a agonia que Deus Pai sentiria quando contemplasse a morte de Seu Unigênito. Arão não pôde chegar perto dos corpos de seus filhos e nem sequer pôde chorar ou observar o período e rituais de luto. Deveria permanecer no tabernáculo com os filhos que lhe restaram somente a ouvir e contemplar a lamentação de “toda a casa de Israel” pelo “incêndio que o Senhor suscitou” (v.6). Quão machucado não deveria estar o coração do velho sacerdote! Como comer das ofertas daquele dia diante de tamanho infortúnio?
Sabem, amados, em matéria de adoração Deus não abre mão de que sejam observados os princípios por Ele estabelecidos em Sua Palavra. Em nenhum outro momento da vida de Jesus encontramos Ele reagindo de forma tão enérgica quanto quando expulsou os cambistas do pátio do templo. O local designado para adorá-Lo deve ser um lugar onde tão somente o resultado seja a verdadeira adoração através da manifestação do fogo do Espírito. Quando o homem age pelo impulso de suas próprias paixões e vontades, confundindo adoração com sensações, está acendendo “fogo estranho” em lugar sagrado, incitando a ira de um Deus que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8).
Nunca a igreja viveu um momento tão crítico e confuso como este em que vivemos. Assim como na época de Jesus, há uma clara divisão de grupos erguendo bandeiras: a do extremismo, e a do liberalismo. E neste conflito interno muitos têm esquecido da única Bandeira que deveríamos defender: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15). Arão sofreu a morte de seus filhos, mas o Senhor a sofreu muito mais. Deus não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez.18:32), mas o homem “cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17). Estamos diante de uma guerra bem maior que envolve vida ou morte eterna, e Satanás tem feito de tudo para distrair a igreja de Deus com guerrinhas sem sentido enquanto há um mundo que necessita ver em nós os resultados do “Assim diz o Senhor”.
Precisamos usar de muito cuidado e zelo para com a nossa adoração ao Senhor. Mas não podemos fazer disso uma desculpa para ferirmos uns aos outros ainda que fique notória a reprovação divina. Lembrem que a morte de Nadabe e Abiú não deveria despertar no povo um espírito justiceiro, mas misericordioso: “vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o Senhor suscitou” (v.6). O Senhor está à procura de Seus verdadeiros adoradores. Homens e mulheres que estejam dispostos a deixar de lado sua própria vontade para adorá-Lo, mas que façam isto movidos pelo amor de Deus que os impulsiona a amar seus semelhantes. Se aceitarmos, hoje, a Jesus como o nosso Advogado, não precisaremos temê-Lo quando Ele vier como Juiz.
Feliz semana, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“Disse Moisés: Esta coisa que o Senhor ordenou fareis; e a glória do Senhor vos aparecerá” (v.6).
Cumpridos os sete dias da consagração de Arão e seus filhos, eles estavam prontos para ministrar no santuário. Antes, porém, que pudessem interceder pelo povo e abençoá-lo, novamente o Senhor deixou bem claro que ninguém poderia comparecer diante de Sua presença de forma impura. Toda “a congregação se pôs perante o Senhor” (v.5), para aguardar a Sua manifestação. Arão ofereceu o primeiro sacrifício ao Senhor e o holocausto, “que era por si mesmo” (v.8), “como o Senhor ordenara a Moisés” (v.10). Logo após, “fez chegar a oferta do povo” (v.15), e o holocausto, e o “sacrifício pacífico, que era pelo povo” (v.18). “Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou” (v.22). Moisés e Arão entraram na tenda da congregação e, ao sair, “abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo” (v.23), no que vendo que saiu fogo diante de Deus, consumindo o sacrifício, todo o povo “jubilou e prostrou-se sobre o rosto” (v.24).
Esta experiência ecoa um princípio eterno do Reino de Deus: a pureza é um requisito indispensável para que possamos contemplar a glória de Deus. Encontramos o conceito de pureza e santidade destacado no livro de Levítico. O Senhor fez questão de distinguir o puro do imundo, o santo do profano. Se o povo seguisse fielmente as orientações do Senhor, a Sua glória estaria sempre diante deles (v.6). Este era o diferencial na vida de Moisés. Moisés estava sempre na presença de Deus porque era um homem que vivia a vontade do Senhor em sua vida. Havia uma particular intimidade entre ele e o Ser infinito. Tudo na vida de Moisés declarava “Santidade ao Senhor” (Êx.28:36). Enquanto seus olhos estivessem voltados para Deus, os perigos que o assediavam eram substituídos pela confiança na destra do Senhor dos Exércitos a guardá-lo.
É uma fé semelhante a esta que o Senhor deseja que tenhamos, mediante uma vida de dependência de Deus e de comunhão pessoal e diária com Ele. Tenho visto inúmeros testemunhos de cristãos que só tiveram um encontro real com Cristo após anos de igreja. Pessoas que viviam uma religião vazia e cuja letargia espiritual não lhes permitia avançar na jornada cristã. Jovens que nasceram e cresceram em um lar cristão, mas que, apesar de sua fidelidade em cumprir os mandamentos de Deus, qual o jovem rico, eram infelizes em seu legalismo formal. Estavam paralisados, estáticos e, o pior disso tudo, não percebiam ser esta a sua situação. Apenas sentiam que havia algo estranho, inexplicável.
O amável e compassivo Salvador tem vasculhado o mundo a fim de encontrar Suas ovelhas e Suas dracmas perdidas, e com braços abertos aguarda os pródigos retornarem ao lar. Muitos têm correspondido aos esforços de um Deus que não desiste de nos procurar, outros, porém, quando finalmente O encontram, à semelhança do jovem rico, ficam tristes em ter de abandonar o que há no mundo e dão as costas à vida eterna.
Ser puro, amados, não tem a ver com limpeza exterior, mas com pureza de coração. Todas as cerimônias de purificação em Israel declaravam o desejo de um Deus que deseja nos lavar por dentro. Como Davi, precisamos pedir todos os dias: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Sl.51:7). O salmista estava se referindo não a um banho para lavar as impurezas de seu corpo, mas de seu coração: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl.51:10). Como Moisés mantinha o olhar fixo no Senhor, somos chamados para fazer o mesmo. Olhemos para Jesus, Suas obras, Sua vida. Ouçamo-lhes a voz das colinas do Jordão e do barquinho à beira mar. Sigamos os passos do Mestre. Ele mesmo nos convidou a fazer parte de Sua escola: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29).
Hoje, o nosso Sumo Sacerdote está com as mãos levantadas para abençoar o Seu povo. Há uma necessidade urgente de que a Sua igreja, purificada pelo fogo da provação, declare em alto e bom som de que a glória do Senhor está prestes a aparecer a toda a Terra. Pois eis que o Senhor “vem com as nuvens, e todo olho O verá” (Ap.1:7). E quando este Dia chegar, “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Sl.24:3-4). Lembre-se de que há um Deus que deseja lhe salvar muito mais do que você deseja ser salvo. Busque ao Senhor. Apegue-se a Ele. Como Jacó, não desista de lutar até que Ele te abençoe. “Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (Sl.24:5).
Feliz sábado, limpos de mãos e puros de coração!
Rosana Garcia Barros
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“E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés” (v.36).
Uma das coisas que podemos perceber no estudo sobre o santuário é que Deus estabeleceu como ele deveria ser construído, quais os materiais que seriam utilizados, quem o construiria, o que ficaria dentro dele, quem o ministraria, como realizaria este ofício e até com que roupa faria isso. Absolutamente nada poderia fugir das instruções “que o Senhor ordenou que se fizesse” (v.5). Pela primeira vez, alguém iria oficiar no tabernáculo, realizando o primeiro sacrifício, e este alguém foi Moisés. Conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara, Moisés seguiu o passo a passo divino na obra de consagração do templo e de Arão e seus filhos. Antes de assumir a posição dada por Deus, Arão precisou submeter-se a um ritual simbólico mas muito significativo. Ele e seus filhos foram lavados, vestidos, ungidos e consagrados por Moisés.
A respeito do simbolismo de tal cerimônia, já aprendemos nos capítulos 28 e 29 do livro de Êxodo. Assim como o pecado entrou no mundo através de um só homem, Arão, o sumo sacerdote carregava o peso de semelhante responsabilidade. Precisava fazer expiação não somente pelo povo, mas também por ele mesmo e por sua família. Sua vida deveria corresponder ao chamado que recebera. E a cada animal imolado, sob a forte impressão do quanto o pecado é repulsivo, suas palavras ao pecador que ali chegava com sua oferta deviam ser mais ou menos assim:
“Estou triste por haverdes pecado, e estou certo de que vós também estais. Mas Deus proveu o perdão para o pecado. Trouxestes aqui uma oferta. Ponde as mãos sobre a oferta e confessai vosso pecado a Deus… O cordeiro que ireis matar simboliza o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Messias há de vir e dar Sua vida pelos pecados do povo. Pelo Seu sangue sois perdoados. Deus aceita vossa penitência. Ide, e não mais pequeis” (O Ritual do Santuário, p.49).
O pecado deve gerar tristeza e aversão. A errônea compreensão acerca dos rituais de sacrifício, no entanto, podem torná-lo prazeroso e aceitável. Ali estavam os sacerdotes e o sumo sacerdote, em seu dever de fazer mediação entre Deus e o povo. Ali estava sempre à disposição dos filhos de Israel um lugar em que pudessem “pagar” pelos pecados que cometiam. Caso fosse esta a concepção que tivessem acerca do objetivo do santuário, e seria apenas um depósito de indulgências. Assim como o Senhor não Se alegra com sacrifícios e nem tem prazer em holocaustos (Sl.51:16), a morte daqueles animais deveria comover seus corações e levá-los a entender que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
Há uma ênfase neste capítulo sobre a obediência do servo de Deus. “Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara” (v.4). Por sete vezes é mencionada a obediência quanto às ordens dadas pelo Senhor a Moisés. Muitos há que têm confundido obediência com sacrifício. Antes da obediência deve haver a confiança. Moisés fez tudo conforme o “Assim diz o Senhor”, porque confiava nEle. Arão e seus filhos se submeteram a serem banhados, vestidos e consagrados por Moisés porque confiavam de que ele era um enviado de Deus. Quando Saul retornou da batalha contra os amalequitas trazendo os animais e o rei daquele povo com vida, desafiou as ordens divinas. O que dizia ser para sacrifício, na verdade eram emblemas que trazia para sua própria glória perante o povo. Mas logo suas vestes reais não teriam significado algum sem a bênção de Deus e sob o forte impacto da rejeição isso ficou bem claro nas palavras do profeta Samuel: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm.15:22).
Saul escolheu fazer o que era agradável à vista do povo. Moisés fez tudo conforme a vontade de Deus perante “toda a congregação à porta da tenda da congregação” (v.3). A condição para que Arão e seus filhos permanecessem na posição que o Senhor lhes designara era a obediência. Da mesma forma que Saul um dia perderia as suas vestes reais, o sacerdote que não cumprisse com fidelidade o seu voto feito ao Senhor, seria destituído de seu cargo, podendo até perder a vida (como veremos mais adiante, no capítulo 10). Como servos e servas de Deus, precisamos revelar ao mundo não o que lhe seja agradável, e sim o que lhe seja necessário. A diferença não deve ser vista apenas nas vestes, mas na vida que dentro delas exala o bom perfume de Cristo. Que nossa voz e nosso exemplo possam soar qual trombeta de Deus a advertir o mundo caído. Eis, agora, o tempo oportuno para isso.
Bom dia, vestidos e consagrados por Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico8 #RPSP
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“Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao Senhor” (v.11).
A finalidade de cada uma das ofertas, além de seus peculiares significados, era a verdadeira adoração. Os sacrifícios e ofertas de manjares motivavam os filhos de Israel a perseverar e crescer em seu conhecimento acerca de quem era Deus e o que Ele representava em suas vidas. Todos eles apontavam para o Emanuel, Deus conosco, que viria para dar cumprimento a todos aqueles símbolos. Era desejo do Senhor que cada adorador percebesse a grandiosidade da mensagem e permitisse que ela tomasse conta de seu coração. Era uma mensagem grandiosa, mas, ao mesmo tempo, simples de ser compreendida. Todos, ricos e pobres, leigos e versados, eram convidados ao pátio do tabernáculo para de lá saírem igualmente doutos no amor de Deus.
O Senhor estabeleceu leis para reger o holocausto e as ofertas. Cada ritual precisava obedecer os critérios estabelecidos por Ele. Não poderia haver concessões nas cerimônias. Tudo precisava acontecer exatamente como Deus instituiu. E quando observamos os detalhes percebemos que neles podemos extrair lições de grande valor espiritual. Vimos que as ofertas pacíficas podiam ser oferecidas por três razões específicas: “por ação de graças” (v.13), pelo cumprimento de um voto ou voluntariamente. Se ela fosse oferecida por motivo de gratidão, nada dela poderia ser deixado até pela manhã (v.15). Ela precisava ser consumida no mesmo dia, não servia mais para o dia seguinte. A nossa oferta de gratidão a Deus deve ser realizada diariamente. Todos os dias o Senhor espera ansioso que Lhe entreguemos o coração “por ação de graças”. A nossa gratidão de ontem não serve para hoje, e a de hoje não serve para amanhã. A verdadeira adoração requer de nós uma oferta diária de gratidão.
Mas se a oferta pacífica fosse “voto ou oferta voluntária” (v.16), poderia ser consumida no mesmo dia e no dia seguinte, mas, jamais, no terceiro dia; “se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniquidade” (v.18). O sacrifício de Cristo foi o cumprimento do voto de Deus à humanidade e a suprema oferta voluntária, que, ao terceiro dia, deixou de ser sacrifício para ressurgir como “as primícias dos que dormem” (1Co.15:20). Essas ofertas simbolizavam a vitória de Cristo sobre a morte e a gloriosa promessa de sermos participantes com Ele em Sua vitória.
Precisamos conservar em nossa mente os princípios do Reino dos Céus. Todos eles estão contidos nas Escrituras. Temos acesso a eles quando dedicamos tempo de qualidade ao estudo da Bíblia em espírito de oração. Nunca teremos um coração verdadeiramente grato para ofertar ao Senhor enquanto não permitirmos que ele esteja posto, a cada dia, nas mãos do Oleiro. Creio que estamos vivendo um período de pré-angústia que antecede o tempo de grande angústia “qual nunca houve” (Dn.12:1). Um período em que o Espírito Santo está derramando as últimas gotas temporãs e preparando um povo que, qual ação de graças, revelará ao mundo o poder da derradeira chuva. “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).
Que você e eu façamos parte da última oferta de gratidão a Deus, que já tem dia e hora marcados para acontecer. “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” (Sl.50:14-15).
Bom dia, purificados, embranquecidos e provados para a salvação!
Rosana Garcia Barros
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“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (v.13).
Temos uma ideia superficial acerca do pecado e creio que o estudo de todas estas ofertas específicas deixe isso bem claro. Em um mundo secularizado e domesticado pelo relativismo, o pecado foi transformado em peça de museu no acervo de um contexto religioso ultrapassado. Desde que as leis dos homens não sejam violadas, o conceito do que é certo e do que é errado depende do ponto de vista de cada um. E até mesmo as leis que dantes asseguravam o mínimo de justiça e de moral estão sendo modificadas a fim de atender os desejos de uma sociedade que cada vez mais se torna escrava da “liberdade” que pretende defender.
Somente através das lentes do Céu, conseguimos visualizar o perfil do pecado e identificá-lo como “fake” de um inimigo que joga cada vez mais sujo. E se tem uma estratégia maligna que tem dado muito certo é a de incutir na mente humana que o diabo é uma lenda e o pecado não existe. Esta mentira tem destruído famílias e enfermado a humanidade. Na ausência de um padrão ou modelo correto a ser seguido, o homem, falível e corrupto, tem sido transformado à sua própria imagem, negando a sua origem como ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gn.1:26). Mesmo que não nos seja mais exigido todo o aparato de sacrifícios ou a restituição obrigatória, há um dever que cumpre a todo homem: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13).
Em cada oferta oferecida, em cada sacrifício realizado, o pecador podia contemplar o resultado do pecado e o alto preço que um dia seria pago. No caso de pecados voluntários, o sacrifício tinha particular significação. Quem o oferecia sabia que ali estava porque voluntariamente anuiu com o pecado; conhecia o estabelecido por Deus como errado e mesmo assim prosseguiu em ir de encontro com a vontade divina. Esta “oferta pela culpa” (v.6) não era um escape para se cometer pecados, afinal, lá estava ela para aliviar o furor de um Deus irado. De forma alguma. De todas as ofertas estabelecidas, creio que seja a que mais revela qual seja o sacrifício agradável a Deus e o Seu infinito amor pela raça caída.
Na sequência de nosso estudo acerca da peregrinação de Israel, veremos que, por vezes, o Senhor precisou intervir no meio do povo e exterminar parte dele. Mas por que o Senhor lhes tirou a vida quando havia a possibilidade da oferta pelos pecados voluntários? Porque o Senhor não deseja a entrega de ofertas, mas a entrega do ofertante. Muitos pensavam: “Vou pecar, mas não tem problema. Depois vou no templo e ofereço uma oferta pela culpa”. Se o Senhor não tomasse uma providência, este tipo de atitude contaminaria todo o arraial. Assim como negar a existência do pecado é uma estratégia maligna, torná-lo um costume é tão maligno quanto, é pecado “contra o Espírito Santo” (Mc.3:29).
Há um fogo a arder do altar do Senhor de forma contínua. São os olhos do Salvador, “como chama de fogo” (Ap.1:14) voltados para a humanidade, declarando continuamente o Seu desejo de salvá-la. Ele deseja transformar a nossa vida levedada em “coisa santíssima” (v.17). Não permita que o pecado cauterize o seu coração. Se você está lendo esta mensagem é porque as misericórdias do Senhor se renovaram mais um dia em sua vida. Não perca a oportunidade e o privilégio de ser purificado e santificado pela verdade (Jo.17:17). “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15).
Bom dia, santificados pela verdade!
Rosana Garcia Barros
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