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“Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus; portanto, serão santos” (v.6).
As leis para os sacerdotes consistiam não apenas em preservar a honra de tal posição, mas também em conservar a integralidade do relacionamento deles para com Deus e de suas obrigações como “homem principal entre o seu povo” (v.4). Cada sacerdote representava a figura de Cristo, santo, incontaminado e sem defeito. Aos sacerdotes era ilícito o achegar-se a um morto, e ao sumo sacerdote essa regra era ainda mais rígida, já que nem a morte de seu pai ou de sua mãe o autorizava a descumpri-la. O sacerdócio era um ministério privilegiado, que exigia um estilo de vida santo e totalmente dependente de Deus. Cabia aos sacerdotes a grande missão de unificar a nação na adoração ao Senhor como único Deus verdadeiro e incentivá-la na busca por uma vida cada vez mais santa e consagrada.
O exemplo dos sacerdotes e do sumo sacerdote deveria ser para Israel uma visão provisória do plano de Deus para a humanidade: “Ele vos será santo, pois Eu, o Senhor que vos santifico, sou santo” (v.8). Esses líderes espirituais deveriam manter uma constante comunhão com Deus, através de um relacionamento pessoal que os fizesse crescer no verdadeiro conhecimento. Reconhecendo a sua falibilidade e exaltando ao Senhor como soberano Provedor, seu ministério, impulsionado pelo Espírito Santo, seria o mais eficaz testemunho de que havia um Deus a guiar o Seu povo. Desta forma, sua eleição jamais seria considerada como uma predileção, mas um privilégio de superiores responsabilidades, tendo de representar o Ministro de superior aliança, Cristo Jesus. Para tal encargo, portanto, nada menos do que isto poderia ser exigido: “o sacerdote é santo a seu Deus” (v.7).
Hoje, nossos pastores e obreiros correspondem àquela privilegiada função. Apesar de não ser-lhes mais impostas as mesmas leis, o princípio que as norteava deve prevalecer: “Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus” (v.6). Mais do que um eloquente pregador ou de um exímio teólogo, o mundo precisa de homens que correspondam ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A Bíblia não faz menção a pastoras, como líderes espirituais da igreja de Deus. Não se trata de algum tipo de preconceito, mas do fato do sacerdote simbolizar o próprio Cristo, além da importância do papel da mulher dentro do lar e de sua presença e influência no seio da família. Por negligenciar esta obra, tão sagrada quanto a função sacerdotal, é que muitas famílias têm sofrido as consequências desta inversão de papéis.
Quando Cristo pendeu na cruz do Calvário, ressuscitou e subiu aos Céus, tornando-Se uma vez por todas o nosso Sumo Sacerdote, o sacerdócio deu lugar ao discipulado. Hoje, todos nós somos chamados para ser “sacerdócio real, nação santa” e proclamar as virtudes dAquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Todos nós recebemos o sagrado privilégio de sermos testemunhas de Jesus. Cada um em sua esfera de influência pode participar desta obra. Aos pastores cabe a função de pastorear, de cuidar das ovelhinhas do Senhor. Mas é o cuidado de uns para com os outros que mantém o “rebanho” unido e mais forte. Santidade não tem a ver com padrões de comportamento, e sim em imitar o perfeito Padrão, Jesus Cristo.
A vida exemplar cristã começa quando o crente compreende que não é a sua vida ou não são as suas obras que devem ser vistas. Ninguém pôde e nem poderá onerar uma vida de perfeita consagração. Até mesmo Jó, o homem que foi tido por justo e íntegro pelo próprio Deus, reconheceu a sua impotência diante da grandeza do Senhor. Assim como uma lâmpada precisa da fonte para iluminar, precisamos de Cristo para que a nossa vida seja luz, a fim de que o Pai seja glorificado (Mt.5:16). Seja o nosso sentimento como o foi o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade” (Sl.115:1).
Se homens e mulheres assumirem cada qual a sua função como o Senhor nos orienta em Sua Palavra, as famílias do Seu povo serão benditas, Sua igreja será fortalecida, o mundo será sacudido pelo último clamor e mais rápido veremos o regresso do nosso Senhor e Salvador, que nos santifica.
“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:19).
Bom dia, sacerdócio real de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Ser-Me-eis santos porque Eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes Meus” (v.26).
Israel já era mui numeroso no deserto, e, certamente, se estabeleceria como uma nação deveras numerosa em Canaã. Era imprescindível que houvesse leis, inclusive, leis penais que inibissem a prática de crimes no meio do povo. Os crimes descritos no capítulo de hoje compõem, por assim dizer, a lista dos mais hediondos aos olhos de Deus. Suas sanções que incluem pena de morte e esterilidade já dizem por si só que a tolerância divina não os admite. Sacrifícios humanos, idolatria, imoralidade sexual, filhos rebeldes, alimentação imunda e feitiçaria eram práticas comuns entre os povos que habitavam Canaã, “porque fizeram todas estas coisas”, por isso o Senhor os lançaria para fora daquela terra (v.23).
Até hoje, as penas estabelecidas por Deus chamam a atenção para o rigor que possuem. Não parece haver piedade, contrastando com a compaixão do Salvador nas linhas que descrevem o Seu ministério terrestre. Todavia, este contraste desaparece quando examinamos toda a história de Israel e a misericórdia e paciência de Deus para com os filhos do Seu povo. De todos os reis de Judá, por exemplo, creio que Manassés foi o pior deles. Dentre os crimes citados neste capítulo, pelo menos 90% deles Manassés praticou, e ainda outros cometeu. Mas, quando preso por ganchos e cadeias, Manassés se humilhou diante de Deus e orou insistentemente. Resultado: o Senhor lhe perdoou, ele conduziu Israel a uma reforma e à verdadeira adoração, e dormiu em paz o sono da morte dos que serão despertados para a vida eterna na volta de Jesus.
Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Suas leis e penas aplicadas aos transgressores, ao contrário do que aparentem, não eram para a morte, e sim para a vida. Quando uma mulher adúltera foi levada à presença de Jesus, a lei dizia que ela deveria morrer, mas também dizia que não apenas ela deveria morrer: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (v.10). Jesus estava diante de uma acusação justa, considerando que a mulher adulterou, mas também de um julgamento injusto, porque ela não adulterou sozinha. O povo corrompera tanto a pena como a motivação da pena e cada pedra que tinham em mãos era a materialização de seus corações endurecidos. Aquele, porém, que sonda os corações, jamais aplicaria uma pena de morte a alguém que estivesse disposto a ser por Ele transformado.
Amados, estamos cercados pelo mal que o pecado tem causado a este mundo. A respeito disto, está escrito: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). E “fechar os olhos para não ver” (v.4) as abominações que acontecem todos os dias, e o pior, que acontecem até mesmo dentre o professo povo de Deus não resolve nada, pelo contrário, só faz com que o pecado de um atinja também “a sua família” (v.5). Quando lemos o relato do rei Manassés, de seus pecados e de sua conversão (2Cr.33:1-20), percebemos que não cumpre a nós julgarmos a ninguém, mas, certamente, cumpre-nos falar e viver a vontade do Senhor como Seus atalaias e interceder por nossos irmãos. Porque não há repreensão mais eficaz para o impenitente do que o exemplo de uma vida consagrada a Deus.
Cumpre-nos viver como aqueles que estão à espera do selamento final. Porque, como nos dias do profeta Ezequiel, assim será nos últimos dias. O selo de Deus só será posto sobre a fronte daqueles “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” não somente na Terra, mas também no seio de Sua igreja (Ez.9:4). A profunda angústia levou o ímpio rei Manassés ao arrependimento. Creio que o Senhor trará grande angústia aos “Manassés” atuais a fim de que a pena de morte não seja o seu destino final. Nunca foi e nunca será desejo de Deus que o perverso morra em sua perversidade, mas “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez.18:23).
Seja hoje o dia de buscarmos ao Senhor com angústia de alma! Olhemos para a cruz, para o sacrifício do Inocente que sofreu a pena de morte pelos nossos pecados. Olhemos para a tumba vazia, para o Salvador que nos resgatou para a vida eterna. Cristo, eis o incomparável Exemplo!
Bom dia, selados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
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“Guardareis todos os Meus estatutos e todos os Meus juízos e os cumprireis. Eu sou o Senhor” (v.37).
Na providência de Deus, instruções foram estabelecidas e leis instituídas a fim de que o Seu povo permanecesse separado dos demais povos da Terra. O atributo divino que mais se destaca em toda a Bíblia foi requerido daqueles que representam a Deus: “Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (v.1). A santidade coloca em ordem as prioridades estabelecidas por Deus e rejeita as estabelecidas pelo homem. Antes mesmo de proferir uma espécie de resumo das diversas leis dadas a Seu povo, o Senhor deu destaque ao seu objetivo: para que se tornasse santo como Ele é santo. Israel estava para deparar-se com povos cujo grau de corrupção e depravação sobrepujava a malignidade do Egito. Apenas se fossem fiéis em guardar e cumprir as leis do Senhor, dEle receberiam poder para não contaminarem-se com as abominações daqueles povos.
A obediência verdadeira requer disciplina, perseverança, mas, acima de tudo, a prática do amor altruísta. Em todas estas leis podemos perceber que elas nos elevam a uma atmosfera de amor a Deus e uns pelos outros. Todos os “nãos” de Deus apresentam um claro e sonoro “Eu amo vocês!” Se apreciássemos devidamente as Escrituras como um tesouro de inestimável valor, nossos ouvidos compreenderiam e nossos olhos se abririam para ver que, ainda que algumas leis tenham sido criadas apenas para o antigo Israel, outras prevalecem em sua eterna força normativa, e todas elas apresentam princípios que não se invalidam com o tempo. O Decálogo, por exemplo, é a inscrição do caráter de Deus, algo que é eterno como Ele mesmo o é. E a mesma posição em que foi colocado, no mais interior do lugar Santíssimo do santuário terrestre, permanece diante do trono de Deus, no Santíssimo do santuário celeste (Ap.11:19).
Outras leis específicas que encontramos como reivindicações de um Deus santo ao Seu povo, podemos encontrar no Novo Testamento. As leis com relação ao cuidado com os pobres e os estrangeiros, por exemplo, revelam o mesmo princípio nas palavras do apóstolo Paulo à igreja de Corinto: “Quanto à coleta para os santos… No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando” (1Co.16:2). E também no trabalho dos diáconos para com as viúvas da igreja primitiva (At.6:3). E no ministério do próprio Jesus que, compadecendo-Se de uma multidão faminta a alimentou a partir de cinco pães e dois peixinhos (Mt.14:13-21).
A verdade, a honestidade e a transparência também devem nortear a vida do fiel filho de Deus. É uma questão de caráter. Fofocas, rancor que consome o coração e vingança são venenos tomados a conta gotas e, mais cedo ou mais tarde, destroem o possuidor. O mesmo princípio destacado no verso 17 do capítulo de hoje, Paulo aplicou ao perceber a insensatez de Pedro: “Quando, porém, Cefas [Pedro] veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível” (Gl.2:11). O amor ao próximo bíblico não tem nada a ver com o amor mundano romantizado. Aquele que ama busca o bem do seu próximo ainda que para isso tenha que repreendê-lo ou afastar-se, como Paulo também advertiu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos… afastai-vos deles” (Rm.16:17). Não é uma questão de política da boa vizinhança, é uma questão de salvação, pois “nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1Jo.3:14).
Repetidas vezes o Senhor tem mostrado o Seu amor para conosco no exame de cada capítulo sagrado. O Espírito Santo tem nos revelado os segredos do Céu e a cada “chave” que nos é dada, uma nova porta é aberta para que possamos entrar na presença de Deus oferecendo-Lhe o nosso culto racional (Rm.12:1). Precisamos cooperar com o poder divino a fim de recebermos porções de sabedoria cada vez maiores do divino Professor. O testemunho de um povo que ama a Deus e ao próximo; que não se contamina com ídolos e nem com homens que professam adivinhar o futuro; um povo que guarda os sábados do Senhor como sinal de que pertence ao Criador do Universo; que trata com respeito os seus progenitores e anciãos do povo; que teme a Deus e pratica a justiça; será este povo que terminará a derradeira obra do Senhor na Terra. Nele cumprir-se-á a profecia de Isaías:
“Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os Seus caminhos, e andemos pelas Suas veredas” (Is.2:2-3).
Há uma igreja invisível à procura de um lugar de adoração ao Deus verdadeiro. Mas, o que Cristo disse à mulher samaritana, ecoa até nós hoje: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). “O Capitão de nossa salvação nos deu Suas ordens, e devemos prestar-Lhe implícita obediência; se, porém, fecharmos o Livro que revela Sua vontade, e não investigarmos ou examinarmos, nem buscarmos compreender, como poderemos cumprir suas obrigações?””(Ellen G. White, E Recebereis Poder, p.129).
O Senhor tem um só povo em cada tribo, língua e nação, um povo unido no mesmo propósito de adorá-Lo em espírito e em verdade. Que por meio de Sua Palavra, seguros na âncora da graça de Cristo, façamos parte do povo que o Senhor erguerá perante o Universo como “fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Portanto, os Meus estatutos e os Meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor” (v.5).
Após a queda do homem, a primeira impressão que Adão e Eva tiveram do pecado foi de sua nudez. Despidos das vestes da glória de Deus, o homem e sua mulher fizeram para si vestes com “folhas de figueira” e, ouvindo a voz de Deus, “que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus” (Gn.3:7 e 8). A nudez causou-lhes a sensação de impotência diante de tal situação. Tiveram medo de apresentarem-se daquela forma diante do Criador. Mas com que amor o Senhor lhes proveu a solução! Antes mesmo de criá-los, o plano já estava estabelecido, através do “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Ali no Éden, o primeiro sacrifício foi realizado e “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn.3:21).
Não podemos cobrir a nudez do pecado mediante nossos próprios esforços, mas Deus nos proveu os vestidos da salvação: “Aconselho-te que de Mim compres… vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a tua nudez” (Ap.3:18). A nudez representa a condição vergonhosa do homem perante Deus. E os estatutos e juízos estabelecidos quanto aos casamentos ilícitos e uniões abomináveis revelam as bênçãos de Deus em cumpri-los, e as consequências destrutivas em desobedecê-los. O Senhor instituiu uma lista de parentes como proibida para o matrimônio. Antes mesmo da entrada do pecado, Deus já havia estabelecido a união entre o homem e a mulher. O casamento heterogêneo e monogâmico fora instituído por Deus para ser uma bênção à humanidade. E o sexo, planejado como uma bênção exclusiva para o uso sagrado dentro do casamento.
O pecado deturpou a sexualidade humana de tal forma que a respeito do que o Senhor disse: “maldade é” (v.17), o homem responde: “é normal”. O que dantes causara grande vergonha no Éden, hoje é publicado em praça pública. Estamos, de fato, devendo, e muito, a Sodoma e Gomorra. Os povos que ainda habitavam em Canaã estavam contaminados com uniões abomináveis, e Deus precisava instruir o Seu povo a fim de não praticarem “nenhum dos costumes abomináveis” (v.30) que ali se praticavam. O incesto, a homossexualidade, a bestialidade, dentre outras práticas sexuais ilícitas e repugnantes diante de Deus eram naturalmente aceitáveis entre os povos cananeus e praticadas em seus cultos pagãos. Os filhos de Israel estavam para entrar em terreno perigoso e o Senhor precisava alertá-los e protegê-los. Seus estatutos e juízos não são imposições arbitrárias, mas segurança: “cumprindo-os, o homem viverá por eles” (v.5).
Ainda moro em zona urbana, mas quanto mais os dias passam mais me convenço de que o povo de Deus precisa sair das cidades. Está chegando o tempo (se é que não já chegou), em que os anjos do Senhor estão apelando, como fizeram com Ló, de que os filhos de Deus abandonem, o mais rápido possível, os grandes centros. A demora de Ló lhe custou a perda de parte de sua família e de sua esposa e a gravidez abominável de suas filhas. A terra em que habitava tornou-se tão maligna que a homossexualidade era praticada em plena luz do dia. Estamos longe deste contexto, amados? Músicas, novelas, filmes e até desenhos animados incentivam nossas crianças e adolescentes a serem sexualmente ativos antes da hora, da forma que desejarem e com quem ou o quê desejarem. O mundo está testemunhando a desconstrução da família e do casamento, e o surgimento de uma nova geração cujo pudor é ignorado e a moral rechaçada.
Muitos carregam marcas de uma infância vivida em uma família que não era temente a Deus, ou de escolhas erradas que fizeram antes de conhecer ao Senhor. Todos nós, na verdade, possuímos marcas causadas pelo simples fato de existirmos. O pecado é letal e “a terra se contaminou” (v.25), e a menos que guardemos e andemos no caminho que o Senhor nos orienta a andar, carregaremos em nosso corpo e em nossa mente feridas que nos causarão dor por toda a vida. É desejo do Senhor que os Seus filhos se mantenham puros. Mas ainda que o pecado tenha nos causado manchas difíceis de limpar, o Senhor nos prometeu: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e Me ouvirdes” (Is.1:18 e 19).
Ao que o Senhor chamou de abominável sob a recorrente lembrança: “Eu sou o Senhor” (v.6), não consideremos aceitável. Não é normal, “é abominação” (v.22)! Não é natural, “é confusão” (v.23)! A repetida declaração de Deus como Senhor declara a Sua autoridade em legislar sobre a sexualidade humana. Aquele que cobriu a nudez de nossos primeiros pais é O mesmo que deseja cobrir a nossa, não mais com vestimenta de peles de animais, mas com “vestes de salvação… e com o manto de justiça” (Is.61:10). Não permita que o inimigo exponha a sua nudez, mas confiante nos méritos de Cristo Jesus, dEle adquira a roupa da vitória.
“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).
Bom dia, vestidos pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações” (v.7).
Haviam práticas pagãs observadas pelos povos vizinhos que, de igual forma, eram realizadas no Egito. Uma delas era o sacrifício aos deuses pagãos. Deus orientou o Seu povo para abster-se de tais práticas, pois elas, na verdade, não passavam de cultos a demônios. Ou seja, só o Senhor Deus é digno de toda adoração; só o Senhor é Deus, e não há outro. Fora disso, a adoração é adulterada. O Senhor mesmo disse: “Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22). Nos dois primeiros mandamentos do Decálogo, está escrito: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura… não as adorarás, nem lhes darás culto…” (Êx.20:3-5). Só ao Senhor devemos prestar culto! Somente a Ele!
Semelhantemente, os pagãos tinham costume de beber do sangue de seus sacrifícios aos deuses estranhos, inclusive, sacrifícios humanos. Deus advertiu o Seu povo a não contaminar-se com a mesma prática. O derramamento de sangue no santuário prefigurava a Cristo, que verteria o Seu sangue para o perdão de nossos pecados. Ellen White escreveu: “Fazendo os homens violarem o segundo mandamento, visava Satanás rebaixar suas concepções acerca do Ser divino. Pondo de lado o quarto, fá-los-ia esquecer-se completamente de Deus. A reivindicação divina à reverência e culto, acima dos deuses dos gentios, baseia-se no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem sua existência” (Patriarcas e Profetas, p.239).
A ênfase do capítulo de hoje está, portanto, na contrafação à verdadeira adoração. Só o Senhor é Deus, o Senhor é único! A idolatria afasta o povo de Deus e, por consequência, o coloca em terreno inimigo. Não era apenas uma proibição quanto ao consumo de sangue de animais, mas uma questão que afetava o relacionamento entre o povo e Deus, que feria a identidade de um povo escolhido para ser santo. Podemos afirmar categoricamente que servimos somente ao Senhor? Ellen White também escreveu: “Por meio das tentações de Satanás o gênero humano todo se tornou transgressor da lei de Deus; mas, pelo sacrifício de Seu Filho, abriu-se um caminho por onde podem voltar a Deus. Mediante a graça de Cristo, podem habilitar-se a prestar obediência à lei do Pai. Assim, em todos os séculos, do meio da apostasia e rebelião, Deus reúne um povo que Lhe é fiel, povo em cujo coração está a Sua lei.” (Is.51:7; Patriarcas e Profetas, p.241).
Cuidado com as contrafações atuais! Elas não deixaram de existir, só mudaram de forma. A última batalha universal não será por força ou violência, mas pela diferença entre os verdadeiros e os falsos adoradores, os que conhecem ao Senhor e os que não O conhecem. E Satanás está usando todas as suas armas “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Que Deus nos ajude e continue a nos santificar através de Sua Palavra. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11).
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR” (v.30).
Todos os dias, pela manhã e no final da tarde, dois cordeirinhos eram sacrificados no tabernáculo como oferta pelos pecados de Israel. Todos os dias, também, o sacerdote entrava no lugar santo do santuário para queimar o incenso, que representava as orações do povo. O capítulo de hoje fala sobre um dia especial, um feriado anual chamado Dia da Expiação, em hebraico, “Yom Kippur”. Neste dia acontecia o que não podia ser feito em nenhum outro: o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo. Lembram? Aquele terceiro compartimento do santuário em que ficava a arca da aliança com as tábuas da lei. Era um dia de purificação. Durante todo o ano os filhos de Israel haviam levado seus pecados para o tabernáculo. Neste dia era realizada uma expiação, uma espécie de “limpeza” do santuário.
Dois bodes eram trazidos e sobre eles eram lançadas sortes. Um seria o bode expiatório, ou seja, o bode da purificação. Sobre este bode não seria lançada culpa, mas, sem culpa alguma, seria morto e seu sangue era aspergido no lugar Santíssimo representando a Cristo, o Inocente que Se ofereceu em sacrifício por nós. Já sobre o bode emissário ou Azazel, cujo significado é “demônio do deserto”, eram lançadas todas as iniquidades do povo e levado para fora do arraial, em local distante, e lá era solto vivo no deserto. Ou seja, demônio, que merecia receber toda a culpa, lançado vivo no deserto à sua própria sorte. É praticamente uma ilustração apocalíptica.
Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mas, apesar de receber sobre Si as nossas iniquidades, Ele morreu sem culpa. Ele não merecia tal condenação. Porém, o Seu sangue tinha que ser derramado para que tivéssemos vida, para que fôssemos purificados, ou seja, o bode expiatório. Existe, porém, uma criatura na qual se originou o pecado e que, um dia, receberá a culpa merecida por todas as iniquidades (bode Azazel), sendo lançado vivo nesta terra que estará desolada como um deserto durante mil anos. A Bíblia diz que, após o retorno de Cristo, Satanás ficará aqui por um período de mil anos sem ter a quem tentar, ou seja, num verdadeiro deserto (Ap.20:1-3). O Dia da Expiação representava, portanto, algo grandioso. Era uma sombra daquilo que um dia se tornará realidade. Cristo virá e trará purificação sobre os Seus filhos e Satanás receberá a sua primeira condenação.
Um dia, todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (1Co.5:10). Conforme Daniel 8:14, desde 1844 vivemos no dia da expiação profético. Jesus Se encontra, hoje, no lugar Santíssimo do santuário celeste intercedendo por cada um de nós. É tempo, pois, de afligirmos a nossa alma; de nos consagrar para encontrarmos com o nosso Deus. Hoje é o dia de buscarmos esta purificação. Nas palavras de Guilherme Müller: “Hoje, e hoje, até que Ele venha”. E semelhante à ordem estabelecida a Arão para entrar no Santíssimo três vezes, primeiro indo ao Senhor com o incensário, depois oferecendo sacrifício por ele e pela sua família, e, por último, pelos pecados de todo o povo, precisamos obedecer esta ordem em nossa jornada para o Céu:
- Deus;
- Eu e minha família;
- Todos os demais.
Em obedecermos a esta lógica divina há bênçãos sem medida. Nosso Pai do Céu tanto nos amou que entregou o Seu único Filho, o Inocente, por mim e por você (Jo.3:16). Não há maior amor do que este! Aceite, hoje, este amor incondicional que espera ansiosamente pelo Dia em que nos levará “para o Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13)
Feliz sábado, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Também a mulher, quando manar fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua menstruação… todos os dias do fluxo será imunda…” (v.25).
A lei sobre as imundícias do homem e da mulher apresentam algumas restrições que em alguns pontos podemos até entender como um exagero, mas que naquele tempo se tratava de uma proteção divina. Foi a forma que Deus encontrou para preservar tanto a saúde quanto a intimidade de Seus filhos. Provavelmente, a primeira parte do capítulo sobre o vazamento de fluxo seminal ou a retenção dele fosse referente a alguma enfermidade no homem, podendo ser até alguma doença venérea. Logo após, o capítulo trata sobre o período menstrual da mulher. O Senhor buscou ensinar o Seu povo noções importantes acerca do cuidado com a higiene e de como isto pode ser uma questão de vida ou morte.
Habitando em tendas no meio do deserto, tanto homens quanto mulheres precisavam seguir as orientações de Deus para o bem geral da nação. Além de que a mulher não possuía os recursos que temos hoje para conter “o fluxo costumado do seu corpo” (v.19). Então, por uma questão tanto de higiene como de cuidado para com a mulher neste período, Deus também estabeleceu regras para que nenhum homem a incomodasse nos dias de sua menstruação. Dada a cultura predominantemente patriarcal, se Deus não tivesse sido tão enfático com relação a isto, o homem não respeitaria este período feminino tão íntimo e incômodo. Mas, o versículo 25 revela algo ainda mais crítico: a mulher que era acometida do fluxo de sangue além do período normal.
Nos evangelhos, encontramos o relato de uma mulher que há 12 anos sofria deste mal. Conforme estudamos no capítulo de hoje, tudo o que aquela mulher tocasse tornava-se imundo. Contudo, ela rompeu todas as barreiras do preconceito e se pôs no meio de grande multidão. Imaginem quantas pessoas ela não tocou até conseguir chegar perto de Cristo. Nada mais importava para ela, a não ser tocar nas vestes dAquele que era o Único capaz de torná-la limpa, e com muita dificuldade, ela tocou na orla das vestes do Médico dos médicos! Sabem o que é mais lindo nesta história, amados? Em meio àquela multidão, Jesus perguntou: “Quem Me tocou?… porque senti que de Mim saiu poder” (Lc.8:46). Notem que a Bíblia não diz que foi o poder da fé que a curou, mas o poder que saiu de Jesus. O toque da fé é o conduto que faz com que o poder divino possa atuar em nosso favor. Quando confiamos nAquele que nos salvou, a consequência inevitável é a salvação.
Qual tem sido a barreira que lhe tem impedido de ir ao encontro de Jesus? Hoje, o Senhor nos diz que nem demônios, nem multidões, nem a morte, nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Por isso, não pense que o seu problema não tem solução, mas continue suplicando insistentemente. Deus tem o poder de transformar maldição em bênção! Aleluia! Aquela mulher entendeu isso e sua fé em Cristo a salvou! E o sangue que era símbolo de imundícia, tornou-se símbolo de fé. Deus reverteu este conceito ao enviar o Seu único Filho em favor de nós, que éramos imundos em nossos pecados.
Aceite ser purificado pelo único sangue que tem poder para salvar, o sangue do Cordeiro de Deus. Não permita que pessoas ou situações desfavoráveis lhe impeçam de tocar nas vestes de justiça de Cristo. Lembre-se que, no meio de grande multidão, os olhos do Salvador percorriam ao redor para encontrar o olhar de uma única mulher. Jesus está, agora, olhando para a Terra e a pergunta é esta: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc.18:8). Que muito em breve possamos ouvir da boca do nosso Resgatador: “Filho(a), a tua fé te salvou” (Mc.5:34).
Bom dia, salvos pela fé em Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra” (v.57).
Tanto a comprovação da lepra quanto a cura da doença exigiam cerimônias que deveriam ser observadas. Mesmo depois de sarado, o leproso precisava novamente apresentar-se ao sacerdote, e este deveria exigir do sarado “duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo” (v.4). Realizada a cerimônia de purificação, o ex-leproso era declarado limpo e a ave viva, manchada do “sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes” (v.6), era solta “para o campo aberto” (v.7), como símbolo de uma praga que fora mandada embora. Havia ainda uma série de condições para que a pessoa pudesse ser declarada definitivamente limpa. Mesmo que pudesse entrar novamente no arraial, precisava aguardar o prazo de sete dias antes de entrar em sua tenda. Também tinha que rapar o cabelo e todo o pelo do corpo, lavar as suas vestes e tomar banho. Além de que, ao oitavo dia, precisava oferecer oferta pela culpa, oferta pelo pecado, holocausto e oferta de manjares.
Em seguida, o Senhor apresenta uma segunda forma de lepra, a “lepra a alguma casa” (v.34). Neste caso, o mais provável é que se tratasse de praga de bolor ou de fungo. Este era um problema que ainda não afetava o povo, pois que habitavam em tendas. Deus os estava preparando para saberem como lidar com tal dificuldade quando estivessem habitando “na terra de Canaã” (v.34). Manchas “esverdeadas ou avermelhadas” (v.37) precisavam ser cuidadosamente observadas. Caso elas se estendessem “nas paredes da casa” (v.39), eram arrancadas as pedras contaminadas, a casa era rapada por dentro e por fora, eram colocadas novas pedras e a casa era rebocada com “outra argamassa” (v.42). Mas caso todo este processo não fosse suficiente, e a praga retornasse, a casa era declarada imunda, sendo derrubada, restando apenas entulho em “lugar imundo” (v.45).
A primeira situação nos remete ao pecador e às consequências do pecado. Há uma obra individual a ser feita na vida do pecador. Como está escrito: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). Precisamos prestar contas a Deus do que estamos fazendo de nossa existência. O pecado nos torna sujos e indignos de estarmos na presença de Deus, mas a Sua graça nos é estendida, e então percebemos que ela é suficiente para nos limpar e purificar de todo mal. Contudo, mesmo retornando ao aprisco do Senhor com a certeza da cura oferecida por Jesus, nossa vida deve ser um testemunho vivo de que estamos curados e livres das imundícies que dantes nos maculavam. A família e a sociedade precisam assegurar-se de que o indivíduo está no caminho direito. A mudança interior sempre reflete em uma mudança exterior. Com os ouvidos atentos à vontade de Deus, as mãos dispostas a servi-Lo e os pés firmes no caminho em que deve andar, segue confiante na perfeita expiação de Cristo, e, por Seu sangue, torna-se limpo (v.20).
A segunda situação ilustra a triste realidade de famílias afetadas pela praga do pecado. São, inicialmente, pequenas concessões que, a longo prazo, produzem resultados difíceis de consertar, e, como a casa cujo fungo se espalha e a reforma não adianta, “há nela lepra maligna; está imunda” (v.44). Quantos não têm declarado a respeito de seu lar: “Parece-me que há como que praga em minha casa” (v.35)! Quantos têm sofrido a dor de um casamento fracassado, de um filho desencaminhado ou de uma família que não se ama! Cristo nos oferece uma nova vida, uma reforma por dentro e por fora. Muitos, porém, apesar de inicialmente aceitar a reforma da casa, logo permitem que novamente o pecado torne a adoecê-la, causando-lhe a total ruína.
Amados, o Senhor deseja limpar a nossa vida e a nossa casa. Este é o objetivo da salvação em Cristo Jesus: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). A mudança precisa começar em você. E por mais que a sua família tenha sido afetada pelo Maligno, saiba que Jesus já o derrotou e está com todo o material em mãos para renovar e purificar o seu lar. Não desista! Ore, persevere, ame e confie no Deus que não conhece o impossível.
Bom dia, famílias purificadas pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo!” (v.45).
De todas as doenças ou pragas que assolavam o mundo daquela época, certamente a lepra era a mais temida. Além de ser incurável, dolorosa e humilhante, privava o doente do convívio social, tendo que habitar fora do arraial (v.46). Pensando em poupar sofrimentos desnecessários, o Senhor instituiu que fossem feitos exames minuciosos a fim de que ninguém fosse declarado leproso sem a exata comprovação. Cada caso exigia um exame rigoroso, podendo incluir um período de até 14 dias de reclusão. Como se tratava de uma doença altamente contagiosa, a reclusão protegia a própria família do paciente de ser contaminada pela praga. Caso não fosse confirmada a lepra, “o homem (ou a mulher)” (v.29) podiam retornar à sua casa e atividades normais. Mas caso o sacerdote confirmasse a praga, o leproso era obrigado a submeter-se à condição vexatória de proclamar de longe a sua terrível situação: “Imundo! Imundo!” (v.45).
O leproso mais famoso do Antigo Testamento não foi um filho de Israel. Naamã, o capitão do exército da Síria, sofria com esta enfermidade. Mas apesar de ser um pagão, o Senhor encontrou em Naamã um coração disposto a servi-Lo. E através da menina israelita cativa e do profeta Eliseu, Naamã encontrou o caminho da cura. Ao invés de uma reclusão de sete dias, sete mergulhos no rio Jordão foram suficientes para que ele pudesse contemplar o poder de Deus através de sua pele renovada (2Rs.5:14). Jesus também curou muitos leprosos. Na cura dos dez leprosos, por exemplo, Ele ordenou que fossem se apresentar ao sacerdote, porém, ainda no caminho, eles perceberam que estavam diferentes, e ao olharem para a pele limpa como a de uma criança, tiveram a certeza da cura. Todavia, dos dez leprosos curados, apenas um retornou para agradecer a Jesus, “e este era samaritano” (Lc.17:16).
Hoje, a lepra ainda existe, mas a conhecemos como hanseníase e, ao contrário daquela época, existe tratamento e cura. Mas, pior do que a lepra física, é a lepra do pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), e o salmista Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Já nascemos todos manchados pelo pecado e inevitavelmente condenados à morte. Como a lepra, primeiramente o pecado se mostra pequeno, uma mancha apenas que, a depender de nossas escolhas, pode se espalhar, ou regredir. Assim como no caso de Naamã e do samaritano, Jesus tem buscado Seus verdadeiros adoradores que ainda estão fora do aprisco. Homens e mulheres que estão a definhar pela lepra do pecado e cuja condição é uma sonora declaração ao mundo: “Imundo! Imundo!”, mas que ao se depararem com Cristo Jesus, a Água da Vida, o Purificador de pecados, não gritam mais de sua imundície, mas clamam pela cura: “Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” (Lc.17:13).
Os dez leprosos reconheceram em Cristo o antídoto da purificação, o tratamento eficaz e instantâneo. Imediatamente ficaram livres da mazela que os afligia. O que antes os matava passou a ser uma vaga lembrança, e o corpo saudável, a linda e miraculosa manifestação do poder que só o Senhor possui. Essa ilustração não nos remete a uma cena que muito em breve ocorrerá? “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). O Rei vem vindo! Vem vindo para dar fim uma vez por todas à morte. Em Sua morte e ressurreição, Cristo nos proveu a cura para o pecado. Todo o mal já não mais existirá e, num piscar de olhos, receberemos um corpo completamente são e perfeito: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54).
Muito em breve nossa tristeza se converterá em alegria e, como Naamã e o samaritano que receberam a restauração, exultaremos no Deus de nossa salvação! “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“… esta é a lei da que der à luz menino ou menina” (v.7).
A lei instituída por Deus à Israel acerca da purificação da mulher depois do parto dá sequência às leis de saúde. Os prazos distintivos de acordo com o sexo do bebê, porém, são a maior causa de dúvidas quanto a este capítulo. Não se sabe ao certo o porquê da diferença entre o nascimento de um menino ou de uma menina exigir da mãe prazos divergentes de purificação: 40 dias para menino e 80 dias para menina. Alguns dizem que era porque o menino era circuncidado e a menina precisava, portanto, de um período maior de purificação. Outros afirmam que era devido ao sexo masculino ser mais valorizado naquela época. Porém, uma coisa é certa, se foi uma lei estabelecida por Deus, havia um amoroso objetivo e uma recompensa em seu fiel cumprimento.
De acordo com a medicina, o puerpério é um período em que a mulher passa por alterações tanto físicas quanto psicológicas até que recupere a sua condição anterior à gravidez. O período em que a mãe ficava somente em função de seu bebê a mantinha mais protegida contra enfermidades, dado o seu sistema imunológico estar mais vulnerável (lembrando que naquela época não se tinha os recursos que temos hoje, como hospitais, medicamentos ou absorventes). Este período puerperal promovia também a construção de fortes laços entre a mãe e o bebê, além de proporcionar o descanso necessário para a total recuperação pós-parto. Creio que estas tenham sido as principais finalidades desta ordem de Deus, o Médico dos médicos. E como o nascimento de uma menina não era bem visto como o era o nascimento de um menino, certamente a mãe precisava de um tempo maior para assimilar a realidade de que sua filha não receberia os mesmos benefícios e tratamento que os filhos homens recebiam.
Muitas vezes não compreendemos os desígnios de Deus, e outras vezes nos parecem loucura. Questionamos o Senhor e procuramos justificar nossas atitudes com nossa própria noção do que seja certo ou errado. Contudo, a lógica humana é infinitamente aquém da sabedoria divina. Certamente o objetivo principal da criação de tal lei tenha sido a preservação da vida da mãe e do bebê e mais uma forma do Senhor fazer distinção entre o limpo e o imundo. Deus não está preocupado em que tentemos desvendar os motivos para tal ordem, e sim, que pelo poder da Sua Palavra, sejamos santificados. Que possamos perceber em cada ordem divina o Seu amor ali impresso. Que em cada relato possamos ver o Seu cuidado para conosco.
Este sempre será o real objetivo de Deus para conosco: amar para salvar! Assim como Ele desejava preservar a vida dos filhos do Seu povo Israel e purificá-los desde o nascimento, Ele deseja preservar e purificar o Israel de Deus dos últimos dias. Foi pensando no bem-estar das mulheres e das crianças que Ele estabeleceu tal lei. O salmista Davi escreveu: “Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl.139:16). Se Deus olhou para nós quando ainda nem éramos um feto formado, quanto maior cuidado Ele não tem quando iniciamos a nossa vida neste mundo. Que muito acima de leis e estatutos, possamos enxergar o amor de um Deus que se preocupa conosco nos mínimos detalhes. Que o nosso “eu acho” se curve perante a majestade do “EU SOU”, Aquele que nos criou e age para o nosso próprio benefício conforme as nossas necessidades.
Bom dia, filhos e filhas do Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico12 #RPSP
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