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“… e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão” (v.3).
A atitude insensata de Gideão deu origem a um desastre familiar que se estendeu ao povo também. A fabricação da estola sacerdotal de ouro, “veio a ser um laço a Gideão e à sua casa” (Jz.8:27). Por mais que Gideão não tivesse a intenção de tornar a estola um objeto de idolatria, todo o Israel se prostituiu após ela. Ele teve 70 filhos, pois tinha muitas mulheres, além de outro filho com uma concubina, a quem chamou de Abimeleque.
A proposta que Gideão havia rejeitado, de ser o primeiro monarca de Israel, Abimeleque, filho ilegítimo, reivindicou para si. Contratando a seu serviço “homens levianos e atrevidos que o seguiram” (v.4), Abimeleque matou os seus setenta irmãos “sobre uma pedra” (v.5), restando apenas o filho mais novo de Gideão, Jotão, que havia se escondido. E foi da boca deste que foi proferida a profecia de maldição sobre Abimeleque e sobre o povo que o havia declarado rei.
Resumindo: em cima de uma pedra havia matado seus irmãos, e por meio de uma pedra lançada do alto, Abimeleque recebeu o golpe de morte. Que história trágica, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outrem volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.
Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Jesus nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende a nós hoje. Jesus se relacionava com todos, e Sua pregação estava aberta a todos, mas Seus amigos se restringiam a doze. E mais restringido ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração, antes o amou, demonstrando isto por preceito e por exemplo.
Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não é para nos afastarmos das pessoas, mas para nos afastarmos daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos íntimos. A Bíblia deixa bem claro de que Pedro, Tiago e João, estes três discípulos, definitivamente eram amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Porque a comunhão que Cristo tinha com o Pai O instruía a reconhecer os de coração sincero.
Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento Deus foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provém daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).
Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. E não deixemos de seguir o exemplo de Cristo, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como Jesus, por preceito e por exemplo, o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor.
Bom dia, sábios e símplices do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).
Após a vitória sobre os midianitas, Gideão ainda teve que aplacar a insatisfação dos efraimitas, que sentiram-se excluídos da batalha. Mas ao colocar a sua linhagem como sendo menor do que “os rabiscos de Efraim” (v.2), Gideão conseguiu aplacar-lhes a ira. Começava a surgir um tímido espírito de divisão entre as tribos de Israel que despontaria na futura divisão da nação.
“Cansados mas ainda perseguindo” (v.4), Gideão e seu exército de trezentos homens precisavam de provisão de alimento, o que lhes foi negado duas vezes. Gideão “deu severa lição aos homens de Sucote” (v.16) e, ao descobrir que os reis dos midianitas que estavam em seu poder haviam matado seus irmãos, “dispôs-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna” (v.21).
Vendo os filhos de Israel que Gideão liderava com valentia e acumulava conquistas, desejaram, através dele, dar início a uma sucessão de reis em Israel. Tal pedido demonstrava o total descaso e distanciamento do povo para com Deus, atribuindo a um homem a vitória do Senhor. Israel ainda não havia compreendido que o homem é apenas instrumento e que o efetuar vem de Deus. Almejaram uma monarquia terrena assim como viam nos povos cananeus. Mas a resposta de Gideão frustrou-lhes os propósitos na direção de levantar quem quer que fosse para liderá-los: “Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).
Gideão não aceitou tal pedido, contudo, sua atitude posterior revelou um coração ainda dividido. Mesmo que não houvesse a intenção de tornar aquela estola de ouro um objeto de adoração, ele não consultou ao Senhor. Agindo por conta própria, lançou sobre si mesmo, sua família e todo o povo uma armadilha que novamente faria de Israel uma nação prostituída. Obscurecidos os olhos da fé, e seu desejo pelo visível e palpável tornou-se tão grande quanto o de seus inimigos.
Hoje, líderes religiosos têm sido aclamados como senhores, e Deus, tratado como um curandeiro ou banqueiro que abre as portas do cofre sem reservas. As pessoas têm seguido líderes que prometem curas e uma vida financeira abundante. E em meio a uma geração doente física e financeiramente, quem não deseja saúde e prosperidade? É errado desejar tais coisas? De modo algum. Mas é errado ir em busca de Deus apenas movido por estas coisas. Estamos buscando ao Senhor ou as bênçãos que Ele pode nos oferecer? Israel pensou: ‘Vamos seguir este homem (Gideão) pois ele é bem-sucedido em tudo o que faz!’ E multidões igualmente têm trocado o “Assim diz o Senhor” pelo “assim diz o pastor”, como bem pontua o teólogo Leandro Quadros.
Temos a Palavra de Deus como a nossa regra de fé e prática, amados! Enquanto Gideão era guiado pelas palavras do Senhor, prosperou. Mas quando tomou decisões sem consultá-Lo, teve de sofrer os prejuízos. Como diz a letra da canção: “No trono do viver só existe lugar pra um, lugar de quem governa todo o ser. No trono do viver só pode haver um senhor, se forem dois, um será amado e outro rejeitado” (Arautos do Rei). Que o Senhor reine soberano em seu coração!
Bom dia, servos do Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Rosana Garcia Barros
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“Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para Eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou” (v.2).
Confiante de que Deus o chamou na missão de livrar Israel dos midianitas, Gideão reuniu “todo o povo que com ele estava” (v.1) para marchar contra os inimigos. Gideão certificou-se de que todos os homens de guerra o acompanhassem naquela investida, quando foi surpreendido com a ordem divina de fazer uma espécie de processo seletivo. Inicialmente, o Senhor ordenou que todos os tímidos e medrosos voltassem para casa. E pasmem! Voltaram do povo vinte e dois mil! Isto já nos diz algo muito importante, amados: o que enxergamos como sendo um exército grande e forte, pode não passar de um bando de tímidos e medrosos. A quantidade não revela a qualidade.
Na sequência, restaram dez mil homens. E disse Deus: “Ainda há povo demais” (v.4). Deus não necessita de multidões para ver cumpridos os Seus propósitos, porque o pouco com Deus se torna maioria. Ele sabia exatamente a quem usar. E daqueles dez mil, 300 foram destacados. Divididos “em três companhias” (v.16), aqueles homens estavam dispostos a compartilhar com Gideão as recompensas da confiança em Deus. Confiaram no Deus de seus pais e confiaram em seu líder, obedecendo-lhe a ordem: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” (v.17). Com espírito humilde e manso, à semelhança do Anjo do Senhor que o elevou de agricultor à comandante da nação, Gideão tornou-se um líder digno de ser imitado.
Conhecendo-lhe o coração e de como começou a ser ameaçado pelo medo, o Senhor propôs a Gideão outra prova. Na companhia de seu servo, ele ouviu da boca de seus inimigos a confirmação de sua vitória, e “adorou” (v.15). Foi quando Deus mesmo propôs o sinal de Seu cuidado e o confirmou, que Gideão finalmente compreendeu o cerne da questão: a verdadeira adoração. Ao experimentar a benignidade do Senhor, tornou-se um eficiente instrumento para transmiti-la a seus liderados. A espada de Gideão não era outra, senão a Palavra de Deus. Tudo quanto o Senhor havia ordenado, assim fez Gideão. Quanto mais devemos lhe imitar o exemplo! “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).
Dos trezentos é dito isto: “E permaneceu cada um no seu lugar” (v.21). O Senhor tem uma obra específica para cada um de nós. Ninguém é chamado ao ócio na seara do Senhor. Há um sagrado ofício e uma santa convocação a todos os que, como Gideão, manifestam depender de Deus. Precisamos de líderes como Gideão, assim como precisamos ser um povo unido no mesmo propósito como foram os trezentos. Antes de ouvir qualquer voz humana, Gideão buscava ouvir a voz de Deus. Sua insegurança foi mudada em dependência; seu medo, em confiança; sua fraqueza, em força. E no Senhor e na força do Seu poder, liderou o pequeno grupo de valentes apenas com trombetas e cântaros iluminados. Porque onde há genuíno louvor e adoração, há o fogo do Espírito; e onde há o fogo do Espírito, a vitória é garantida.
Como Paulo, declaremos: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fortes e vitoriosos no Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” (v.14).
Como um bumerangue que alça vôo mas acaba voltando para o mesmo lugar, Israel era inconstante e sempre voltava às práticas que o tinha levado à escravidão. Após quarenta anos em paz, os filhos de Israel voltaram a fazer “o que era mau perante o Senhor” (v.1), tendo que submeter-se ao jugo dos midianitas. Dessa vez, “Israel ficou muito debilitado”, e “os filhos de Israel clamavam ao Senhor” (v.7). Porém, antes de levantar um novo libertador, o Senhor lhes enviou um profeta a fim de que compreendessem a razão exata de seu sofrimento: “não destes ouvidos à Minha voz”, disse Deus (v.10).
Após ter escolhido uma mulher para liderar o Seu povo, o Senhor escolheu um simples homem do campo que, segundo ele mesmo, pertencia à família “mais pobre em Manassés”, além de ser o menor na casa de seu pai (v.15). Gideão estava malhando o trigo para escondê-lo dos midianitas; estava garantindo a subsistência de sua casa e não tinha intenção alguma de chamar a atenção de quem quer que fosse. Seus pensamentos, contudo, vagueavam na esperança de livramento, e em muitos questionamentos acerca do que estava acontecendo com Israel.
A princípio, Gideão não percebeu que estava falando com o próprio Jesus e simplesmente começou a verbalizar tudo o que estava lhe afligindo o coração: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). Ele havia ouvido falar sobre as maravilhas realizadas por Deus a favor de Israel, e diante da realidade de ter de esconder até o próprio alimento, desabafou: “Porém, agora, o Senhor nos desamparou” (v.13). Mas ao ver consumida a sua oferta, percebeu que aquele diálogo fora feito entre Criador e criatura.
Na inocência de quem desejava fazer o que era correto e na prudência de estar seguro quanto ao seu dever, Gideão provou a Deus. Sua força e coragem, entretanto, não lhe foram características próprias, mas doadas por Aquele que sonda os corações. Orientado pelo Senhor, Gideão destruiu o altar de Baal e o poste-ídolo e ergueu ali um altar de adoração ao único Deus verdadeiro. Ele não fez isso à luz do dia, “mas de noite” (v.27). Parece que tudo o que Gideão fazia, o fazia às escondidas. Mas em sua insegurança, Deus enxergou um líder obediente e capaz de arriscar a própria vida em favor de sua família e de seu povo.
Quantos se encontram na mesma situação de Gideão, envoltos em seu labor, tendo de enfrentar situações difíceis, enquanto questionam: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). E não conseguem perceber que Jesus está com a mão estendida pronto para conceder livramento. Quantos têm pedido por sinais e provas do cuidado de Deus, e enquanto se ocupam em fazer tantas coisas, pacientemente o Senhor diz: “Esperarei até que voltes” (v.18).
Dê ouvidos à voz de Deus, faça de sua casa um lugar de adoração a Ele, e, certamente, “o Espírito do Senhor” (v.34) lhe revestirá com poder para que sejas uma testemunha de Jesus no final deste grande conflito. E mesmo em meio à perseguição e à tribulação, conseguirás ouvir a divinal voz a te dizer: “Paz seja contigo! Não temas! Não morrerás!” (v.23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, valentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Assim, ó Senhor, pereçam todos os Teus inimigos! Porém os que Te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor” (v.31).
Como o foi com Moisés, após o livramento do Mar Vermelho, Débora, juntamente com Baraque, entoou um cântico de gratidão ao Senhor pela vitória contra Jabim. Este poema, ou salmo hebraico, é atribuído à autoria de Débora e perfaz com louvor a conquista dada a Israel. “Naquele dia” (v.1), em que Deus humilhou seus inimigos, Débora fez de seu cântico o som de uma trombeta em vitória. Todo o Israel deveria ouvir aquele salmo e bendizer ao Senhor.
Como “mãe em Israel” (v.7), Débora buscou orientar e encorajar seu povo como a um filho, a falar “dos atos de justiça do Senhor”, que os conduziu “ao seu lar” (v.11). E, ao mesmo tempo, reconheceu que este despertamento deveria começar por ela mesma: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico” (v.12). Houvesse ela olhado para a condição miserável do povo ao invés de confiar em Deus e tomar uma atitude pessoal, “até que eu, Débora, me levantei” (v.7), e quão diferente teria sido o desfecho dessa história.
Em tempos de crise espiritual em que se repete a atitude dos rubenitas: “Entre as facções de Rúben houve grande discussão” (v.16), há um predominante espírito de divisão e dissensões entre aqueles que deveriam ser os nobres da Terra: “Então, desceu o restante dos nobres, o povo do Senhor em meu auxílio contra os poderosos” (v.13). E isto inclui os líderes, pois, depois de Débora, “desceram guerreiros”, “desceram comandantes… os que levam a vara de comando” (v.14).
Qual tem sido a nossa atitude frente às investidas do inimigo e a realidade de uma igreja morna? Precisamos despertar, amados! Precisamos acordar do sono de uma vida cristã acomodada e crítica para a fulgurante vida que irradia a luz da glória de Deus! Nunca foi tão contemporânea a advertência do apóstolo: “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
“Avante, ó minha alma, firme!” (v.21). Ore e peça ao Senhor que a mudança comece em você e farás parte do “restante dos nobres” (v.13) que entoarão o cântico dos salvos (Ap.15:2-4) e que serão conduzidos em paz ao lar eterno. Vigiemos e oremos!
Bom dia, nobres de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo” (v.4).
Pela reiterada desobediência, Israel teve de sofrer vários períodos de retorno à escravidão. Bastava clamar ao Senhor para que Ele Se compadecesse de Seu povo e lhe provesse um meio de escape. A eleição de Débora como juíza de Israel foi inusitada, mas por todo o povo reconhecida. Sua biografia resumida a ter sido “mulher de Lapidote” também contava com o fato de ter sido uma profetisa. Como alguém que transmitia ao povo as palavras de Deus, Débora tornou-se respeitada como a única mulher a assumir tal posição política em Israel.
Ainda absorto pela responsabilidade de comandar os filhos de Israel contra um exército aparentemente imbatível, Baraque só consentiu em avançar se Débora o acompanhasse. Aquela mulher de Deus transmitia segurança e coragem. Suas palavras tinham a força de um exército em batalha e a sua presença, a imponência de quem anuncia a vitória, mas também a brandura e paz de quem acalenta uma criança. Tudo indica que os exércitos inimigos com seus carros de ferro foram conduzidos a um atoleiro. “E o Senhor derrotou a Sísera, e todos os seus carros, e a todo o seu exército a fio de espada diante de Baraque” (v.15).
Uma segunda personagem feminina fez a diferença neste episódio. Os queneus eram descendentes do sogro de Moisés, e, portanto, tinham algum grau de parentesco com Israel. Apesar disso, “Héber, queneu” (v.11), havia feito um acordo de paz com os inimigos de Israel; o que não era do agrado de sua esposa Jael que, na primeira oportunidade, provou ser temente a Deus e a favor de Israel. Grandes coisas acontecem quando o Senhor empreende Seus propósitos “às mãos de uma mulher” (v.9).
O principal empreendimento dado pelo Senhor às mulheres está na edificação do lar. “A mulher sábia edifica a sua casa” (Pv.14:1). Isto não implica que a mulher não possa assumir outras funções laborais, mas desde que estas não descaracterizem e nem minimizem a sua função principal como esposa e mãe. Ao descrever Débora primeiro como profetisa, ou seja, como mulher guiada por Deus, e depois como mulher de Lapidote, isto é, esposa e dona de casa, e, por último, como juíza em Israel, a Bíblia nos revela a ordem de prioridades que deve reger a nossa vida: Deus, família e trabalho.
O espírito voluntário de Débora em ser usada por Deus e a coragem de Jael de exterminar o mal de sua casa devem nos inspirar a buscar no Senhor a sabedoria necessária para que sejamos homens e mulheres que andem concordemente.
Precisamos, como nunca antes, atender ao apelo deixado por Paulo: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Co.1:10). Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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“Tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (v.6).
Ignorando a ordem de Deus, os homens de Israel cobiçaram e tomaram para si as mulheres de Canaã. Selaram o seu total descaso com o “Assim diz o Senhor”. Firmaram aliança entre o santo e o profano e o resultado disso foi idolatria e escravidão. Dormindo com o inimigo, Israel gerou uma descendência ainda pior que a anterior, pois não tinha a referência de pais tementes a Deus, e sim, de pais coniventes com o erro.
O casamento é um passo que deve ser dado com todo o zelo e cuidado. A união entre um homem e uma mulher tem mais impacto social do que possamos imaginar. Assumir tal compromisso sem a devida preparação e certeza da aprovação divina é arriscar ter sua vida marcada por traumas e feridas difíceis de cicatrizar. E quando a emoção e o romance inicial assumem o controle da razão, decisões são tomadas precipitadamente dando início a um relacionamento sem estrutura para suportar as dificuldades da vida a dois.
O grande erro dos filhos de Israel nesse quesito foi o jugo desigual. A mistura com os povos pagãos causou grande ruína ao povo de Deus, levando-o à mesma condição de escravidão que seus pais viveram no Egito. O jugo desigual, contudo, não se trata apenas de diferença de crenças, mas de tudo o que possa causar danos a curto ou longo prazo no casamento e na família. Existem casamentos entre cristãos que terminam em divórcio, simplesmente porque o tempo de namoro não foi maduro o suficiente para perceberem que apenas o romance não é o bastante para sustentar o matrimônio. Fossem eles, como Israel, ao Senhor em humilhação, e Jesus, o justo Juiz, lhes mostraria o caminho excelente de um casamento feliz e abençoado.
“Clamaram ao Senhor os filhos de Israel, e o Senhor lhes suscitou libertador” (v.9). Da mesma forma, Deus deseja nos libertar de todos os males que fazem de nosso século “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Foi por tomar para si das mulheres da Terra, que os filhos de Deus se corromperam na época de Noé (Gn.6:2). O Senhor não enviará mais um dilúvio sobre o mundo, mas virá com juízo definitivo. Até lá, em tempo de graça, Ele nos suscitou Libertador. Mas Jesus não invade a vida e nem o casamento de quem não clama por Seu auxílio. Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20).
Se você ainda não deu o passo inicial para o casamento, entregue este assunto nas mãos de Deus, certo de que será um passo dado de forma racional. Se, porém, você já vive em jugo desigual, saiba que Jesus tem o poder de santificar o seu casamento. Basta reconhecer que necessita e depende dEle, crendo que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27).
Bom dia, libertos por Cristo!
O desafio desta semana é para os casados: Além do culto familiar diário, separe um horário do dia para fazer com seu cônjuge um culto especial do casal. Orem e leiam a Bíblia juntos. Se o seu cônjuge não for cristão e não aceitar o desafio, não se preocupe. Ore por ele e torne esta semana a mais especial de sua vida. Jesus lhe ajudará!
Rosana Garcia Barros
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“Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (v.10).
Israel já habitava em Canaã, mas não havia cumprido por completo a ordem do Senhor de expulsar todos os cananeus. Insistiram em compartilhar da herança do Senhor com os “espoliadores” (v.14). E na reincidência dos filhos de Israel em não dar ouvidos à voz de Deus, “se tornavam piores do que seus pais” (v.19). Pela negligência quanto à religião do lar, surgiu uma geração de fundamento arenoso. A falha na instrução e edificação espiritual dos filhos, custou o alto preço de uma nação constantemente perseguida e prejudicada pelos povos inimigos.
Em Sua grande misericórdia, Deus suscitou juízes a fim de livrar o povo das mãos de seus opressores. “Contudo, não obedeceram aos seus juízes” (v.17). Logo se desviaram do caminho “seguindo após outros deuses” (v.19). Eles “provocaram o Senhor à ira” (v.12), e “deixaram o Senhor” (v.13). O deserto e a guerra ensinaram a seus pais os percalços da vida e a dependerem de Deus; em contrapartida, a prosperidade e a tranquilidade de Canaã foram mal administradas por aqueles que deveriam ensinar por preceito e por exemplo que só há vida e felicidade em conhecer e servir a Deus.
Todavia, àquela geração foi concedida graça sobre graça, pois “o Senhor Se compadecia deles ante os seus gemidos” (v.18). E não havia desculpas para justificar a iniquidade, porque “fazia Israel o que era mau perante o Senhor” (v.11). Ainda que seus pais não lhes tenham ensinado o temor do Senhor, Deus estava disposto a ensiná-los. Desde a entrada do pecado no mundo, o homem tem revelado a natureza de acusação, sempre transferindo a culpa a terceiros. Cristo, porém, afirmou: “Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração” (Lc.16:15).
“Sucedeu que, falando o Anjo do Senhor estas palavras a todos os filhos de Israel, levantou o povo a sua voz e chorou” (v.4). Sobreviria juízo sobre o povo por causa de sua desobediência. Por vezes, Deus permite que estejamos cercados por inimigos para colocar à prova a nossa fé e obediência. Não era plano do Senhor que Israel sofresse “grande aperto” (v.15). Ele bem sabia que o povo se desviaria de Sua vontade, mas também que surgiriam servos fiéis em meio à infidelidade. “Que é isso que fizestes?” (v.2), é uma pergunta que ecoa até nós hoje. Jesus geralmente respondia as perguntas que Lhe faziam com outra pergunta. Ele não dá simplesmente a resposta, mas nos dá a oportunidade de refletir.
Porque “o coração do justo medita o que há de responder” (Pv.15:28). A resposta de Israel foi levantar a voz e chorar. E esta geração, que se arrependeu, serviu ao Senhor “todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo” (v.7). Aquela geração de Israel se foi, e surgiu outra “que não conhecia o Senhor” (v.10). Infelizmente, ela se foi sem deixar à próxima a influência de sua fidelidade. Que tremenda obra Deus confiou aos pais em instruir seus filhos! Quando esta obra é considerada em toda a sua importância e é operada por pais diligentes e tementes a Deus, anjos são comissionados para ajudá-los. Temos um desafio imenso em meio a uma geração que não conhece o Senhor, mas Deus suscitou o perfeito Juiz para estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Se dermos ouvidos às palavras de Jesus e buscarmos cumpri-las, certamente as nossas últimas palavras nesta Terra, serão: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente desta geração!
Rosana Garcia Barros
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“Depois da morte de Josué, os filhos de Israel consultaram o Senhor, dizendo: Quem dentre nós, primeiro, subirá aos cananeus para pelejar contra eles?” (v.1).
Após a morte de Josué, a atitude inicial do povo lhe rendeu a bênção do Senhor e a vitória sobre os seus inimigos. Como dantes firmado, Calebe recebeu a sua parte por herança e cumpriu o seu juramento dando a mão de sua filha Acsa em casamento para Otniel, e atendendo ao pedido de Acsa dando-lhe terras com “fontes de água” (v.15).
O período dos juízes foi desafiador e durou cerca de 400 anos. Os primeiros passos desse período, contudo, desconsiderando uma ordem de Deus, resultou em decadência espiritual e sofrimento. Os filhos de Israel deveriam expulsar os moradores de Canaã por completo, mas foram permissivos, habitando com os inimigos. Sofreriam na pele as consequências de sua desobediência.
O zelo do Senhor em orientá-los a expulsar aquelas nações pagãs tinha o objetivo de mantê-los puros em Seus princípios, a fim de que não se contaminassem com a idolatria e licenciosidade dos habitantes de Canaã. Era desejo de Deus que Seu povo fizesse brilhar a Sua luz às demais nações da Terra; que fosse uma nação modelo com um chamado mundial para adorar ao único Deus verdadeiro.
Precisamos, hoje, ter a prudência que os líderes de Israel não tiveram. Permitindo que seus filhos convivessem de perto com os filhos de Canaã, as gerações seguintes foram se enfraquecendo e logo se tornariam tão prostituídas quanto as nações pagãs. A infância é a fase de molde do ser humano. Uma criança bem instruída segundo a sabedoria dada por Deus em Sua Palavra, dificilmente dará as costas ao Senhor. O contrário, porém, é devastador.
A firme resolução de Daniel e seus três amigos exemplificam uma educação familiar com êxito (Dn.1:8). Mesmo longe de casa e infiltrados em uma nação idólatra, revelaram os rijos princípios adquiridos no lar. Eles são um exemplo de que Deus sempre tem um remanescente para chamar de Seu. E com o relógio deste mundo a marcar os seus instantes finais, quanto mais necessitamos guardar o nosso coração e a nossa casa como fiéis sentinelas do Senhor.
Nesse dia em homenagem às mães, que nós mães lembremos de nossa sagrada e santa missão de preservar o nosso lar como sendo um pedacinho do Céu. Debaixo da graça de Deus, seremos vitoriosas: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, famílias de Deus! Feliz dia das mães, missionárias do lar!
Rosana Garcia Barros
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“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15).
A despedida de Josué marcou a renovação da aliança entre Israel e o Senhor e a sua firme resolução de servir ao Senhor com toda a sua família. Conforme a autoridade que por Deus lhe foi conferida, Josué provou que a sua liderança excedia a dos monarcas da Terra, introduzindo o seu último discurso com um claro e sonoro “Assim diz o Senhor” (v.2). Nenhum destaque pessoal ou conquistas particulares serviram como tema. Nenhuma homenagem que pudesse exaltar a criatura em lugar do Criador pôde ter lugar naquela assembleia solene.
Dirigindo-se ao povo com as cãs da experiência, Josué dispensou falar suas próprias palavras e, com temor e tremor, foi pela última vez usado por Deus como Seu porta-voz. Que grande e sublime responsabilidade repousava sobre ele! Sentiu maior peso do que quando liderou os exércitos de Israel em batalha. Estava diante de um conflito que arma nenhuma pode resolver; o conflito pela conquista dos corações. Através de seu testemunho de fidelidade, deixou o legado de uma família entregue à vontade de Deus. Mas sabia que isso não seria suficiente se o povo não erradicasse por completo a idolatria do meio de Israel.
Ao descrever a história de Israel desde o seu início, o Senhor desejava promover no coração de cada filho Seu o reconhecimento e gratidão imprescindíveis para o crescimento e aperfeiçoamento do caráter. Sendo a geração que desfrutava da herança prometida, que dava início a uma nova fase na história do povo de Deus, selar um compromisso de integridade e fidelidade em servir ao Senhor resultaria um forte impacto às futuras gerações.
Contudo, o compromisso assumido diante de Josué: “nós também serviremos ao Senhor” (v.18), logo mostraria a sua natureza perecível tão logo morressem todos os “que sabiam todas as obras feitas pelo Senhor a Israel” (v.31). Ou seja, houve uma terrível falha no cumprimento da ordem dada aos pais de Israel: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:5-7).
Aos pais cumpre a mais solene e sagrada obra, que é a de educar filhos para a eternidade. Em tempos de crise familiar, distorção de valores e ídolos modernos, como povo de Deus, somos chamados para fazer a diferença. Não há maior desafio, hoje, do que manter a chama do altar da família sempre acesa. E nesse grande conflito não há estratégia melhor e mais eficaz do que a dos joelhos dobrados e coração contrito. Precisamos orar por nossos filhos! E, acima de tudo, ser o exemplo que eles precisam ver.
As três vozes angélicas estão gritando o último chamado (Ap.14:6-12). E “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37), assim será na segunda vinda de Jesus. Semelhante a Noé que teve toda a sua família salva do dilúvio, Deus deseja salvar “tu e a tua casa” (At.16:31). Tome, hoje, a firme decisão de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Josué24 #RPSP
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