Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 19 – Comentado por Rosana Barros
30 de maio de 2019, 0:30
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“Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30).

Após a leitura deste terrível relato (creio eu que seja o mais desagradável para as mulheres), surgem alguns questionamentos: Como pode uma história tão horrível estar nas páginas da Bíblia Sagrada? Deus não poderia ter apenas citado que Israel cometeu muitas maldades e pronto? Precisava contar os detalhes? É que são nos detalhes que percebemos os pecados que levaram o povo a uma apostasia sem limites. O concubinato nunca foi plano de Deus, mas havia se tornado costume em Israel, onde as mulheres concubinas não possuíam os mesmos direitos das esposas e, em sua maioria, eram tratadas como mercadoria.

A rejeição por parte da concubina provavelmente se tenha dado por razão de maus tratos. Passado algum tempo, porém, o levita “foi após ela para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-la” (v.3). Apresentou-se como um homem agradável e ganhou a afeição de seu sogro. Todavia, aquele homem com título de líder religioso logo provaria a sua covardia e insanidade. Não encontrando quem os recebesse em Gibeá, eis que “um homem velho” (v.16) os acolheu em sua casa. “Enquanto eles se alegravam” (v.22), enquanto ignoravam seus corações endurecidos pelo pecado, enquanto buscavam prazer em coisas temporais, estavam prestes a tornarem-se cúmplices de um crime hediondo.

A casa do homem velho foi cercada por “filhos de Belial” (v.22), que insistiam para que o homem lhes entregasse o levita a fim de que pudessem abusar dele. Juízes 19 não nos faz lembrar de Gênesis 19? Da mesma forma que Ló chegou a oferecer suas filhas virgens para aplacar a fúria dos sodomitas, aquele homem ofereceu sua filha virgem e a concubina do levita para que delas abusassem. Por razões que não conhecemos, apenas a concubina foi lançada à mão daqueles monstros, sofrendo um estupro sem precedentes. Creio que este seja o crime mais temido por toda mulher. Agora imaginem ser entregue pelo próprio marido para sofrer tamanha maldade! Pior ainda, sendo o seu marido um sacerdote, um líder religioso! Este episódio é uma prova inequívoca do que o homem sem Deus é capaz de fazer.

No caso de Ló, suas filhas foram poupadas e os anjos os conduziram em segurança para fora daquela cidade perversa. E por que a pobre da concubina não foi poupada também? Não sei, amados. Só sei de uma coisa: ela não foi a única vítima da perversidade de Israel. A sua triste morte ilustra a situação do ser humano longe do Criador: pior do que um animal. O esquartejamento da concubina também é um registro que reflete esse cenário. “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai”. Três ações diretas que deveriam abrir os olhos de Israel para o grande horror em que estavam vivendo.

A condição espiritual de Israel tornou-se deplorável. Mas por pior que fossem suas atitudes, até então, nada se comparava com aquela brutal covardia. E ainda mais covarde foi a atitude do levita, que foi conivente com aquele crime a fim de salvar sua própria vida. A multiplicação da iniquidade naqueles dias aponta para uma sociedade insensível e egoísta, aponta para o tempo do fim: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Certamente aquela concubina gritou por socorro. Hoje, podemos ouvir gritos de socorro da parede ao lado de nossa casa, da mesa de um colega de trabalho, dos corredores da escola. Ao nosso redor, eis o cenário da dor! Não permita que o seu coração se torne insensível às necessidades de seus semelhantes, mas que, como os anjos que livraram Ló e suas filhas, sejamos instrumentos de Deus, levando o evangelho de Cristo e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva. Ponderai nisso, considerai e falai. Vigiemos e oremos!

Bom dia, arautos do evangelho eterno!

Rosana Garcia Barros

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JUÍZES 18 – Comentado por Rosana Barros
29 de maio de 2019, 0:30
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“Então, se alegrou o sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo” (v.20).


Esses capítulos que sucedem a história de Sansão não estão em ordem cronológica. Ou seja, não aconteceram logo após Sansão, mas em período anterior. E foi nesse período que a tribo de Dã buscava a sua herança. Na verdade, já a havia recebido (Js.19:40-46), mas julgaram pequena a sua porção (Js.19:47) e foram pelejar contra a terra de Laís. Antes, como de costume, cinco homens foram enviados para “espiar e explorar a terra” (v.2). E nessa missão, pernoitaram na casa de Mica.

Estando ali, reconheceram a voz do levita, que lhes explicou como Mica o havia recebido e como lhe oferecera tudo o que precisava para o seu sustento. Então, aqueles espias pediram ao levita para lhes dar resposta sobre a conquista da terra de Laís. Resumindo: o levita deu o seu parecer favorável, os espias perceberam que a cidade era de “um povo em paz e confiado” (v.27), convocaram 600 homens para tomá-la e, no fim, ainda levaram consigo os ídolos de Mica e o levita que lhe servia de sacerdote.

Os filhos de Dã não tinham pequena porção, mas demonstraram insatisfação com a herança que receberam. E ao pedido de seus espias, veio-lhes a resposta: “Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do Senhor” (v.6). Mas que resposta mais fajuta! Primeiro, que quando um profeta ou homem de Deus ia falar da parte do Senhor, antes O consultava; o que não aconteceu. Segundo, que ele não prometeu nenhuma vitória, só expressou uma bênção comum àqueles dias: “Ide em paz”. E por último, declarou um dos atributos divinos: a onipresença. Pois, “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv.15:3). Portanto, não houve uma profecia, e sim um diagnóstico abstrato, praticamente uma previsão de horóscopo.

Os danitas roubaram os ídolos da casa de Mica e ofereceram ao sacerdote um cargo mais importante e mais riquezas, o que nos leva a concluir que aquele que era para ser um mensageiro de Deus não passava de um ambicioso charlatão. Duas formas de falsa adoração se destacam no capítulo de hoje: a fé em palavras de falsos profetas e a fé depositada em imagens.

O Senhor, em todo o tempo, tem suscitado profetas para encaminhar o Seu povo. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Mas, Jesus mesmo nos advertiu: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Querem, pois, saber se uma profecia é verdadeira? Prove-a, se está em harmonia com as Escrituras.

A segunda forma de falsa adoração é uma contrafação aos dois primeiros mandamentos da lei eterna do Senhor: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4). Vejamos o que diz o salmista: “Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Sl.115:4-8). E em Apocalipse 9:20, está escrito: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.

Entendam, amados. Esse estudo não é um ataque à fé de ninguém, e sim a explanação das Escrituras tal como ela é: a verdade que liberta (Jo.8:32), a inspiração de Deus (2Tm.3:16). O desejo do Senhor para cada um de nós, é que aceitemos a Sua Palavra, ainda que não seja aquilo que gostaríamos de ouvir, mas, sem dúvidas, sempre será o que precisamos ouvir. Que adoremos apenas a Deus, e que a única imagem que busquemos seja a imagem de Cristo refletindo em nós. “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo.2:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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JUÍZES 17 – Comentado por Rosana Barros
28 de maio de 2019, 0:30
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto” (v.6).


A sequência de histórias que veremos a partir do capítulo de hoje, confirma o que está relatado no início do livro de Juízes: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz.2:10). Ou seja, era uma geração idólatra, corrompida, onde cada um determinava o que era correto ou não. O povo tinha se corrompido de tal forma, que veremos nos próximos capítulos as consequências terríveis que isto lhes causou.

“Havia um homem da região montanhosa de Efraim cujo nome era Mica” (v.1). Sua mãe havia sido furtada. Levaram dela “mil e cem ciclos de prata” (v.2), o que era uma grande riqueza para a época. Na tentativa de reaver o seu dinheiro, ela lançou uma maldição sobre a pequena fortuna. As maldições eram muito temidas entre os povos do Oriente. Certamente, com receio da “praga” lançada pela mãe, Mica resolveu confessar que havia sido o autor do furto: “eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei”. Para espanto e temor da mãe, o que havia sido uma maldição tentou transformar em bênção: “Bendito do Senhor seja meu filho” (v.2).

Na tentativa de afastar do filho a maldição que ela mesma lançou, pensou estar fazendo grande feito destinando parte daquela soma para a confecção de imagens de escultura. E Mica passou “a ter uma casa de deuses” (v.5). Certo dia, ia passando um levita que andava errante e pensando: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9). Mica lhe ofereceu a sua “casa de deuses” e uma vida tranquila se ali ele ficasse e oficiasse como sacerdote. “Então, disse Mica: Sei, agora, que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote” (v.13).

Todo este relato apresenta elementos de bastante relevância para a nossa compreensão acerca da importância em conhecer o Senhor e a Sua Palavra. Quando um casal começa a namorar, por exemplo, essa fase entre namoro e noivado é justamente um período de conhecimento, onde começam a firmar laços de amizade, de amor, de companheirismo, de respeito, enfim, de tudo o que é necessário para que assumam o futuro compromisso de viverem juntos até que a morte os separe. E esse período é extremamente importante, porque se não conhecemos o suficiente a pessoa com quem vamos casar, corremos o risco de entrar em um grande apuro. Então vem o casamento, e se passam os anos. O que acontece se os cônjuges não mantiverem todos aqueles laços que construíram na fase inicial? Brigas, e, muito provavelmente, o divórcio.

Deus havia firmado uma aliança com o Seu povo e jamais voltaria atrás. Só que Israel abandonou o Senhor, se esqueceu do primeiro amor. Adulterou com outros deuses permitindo que a imagem de Deus fosse apagada de seu coração. O que aconteceu então? Sentiam a necessidade de imagens de fundição, pois não conheciam o verdadeiro Deus. A fala do levita: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9), ilustra a realidade de muitos que possuem título de cristão, mas que, na realidade, buscam somente uma religião que lhes seja conveniente. Não estudam a Bíblia para descobrir a verdade, mas para adaptá-la aos seus próprios conceitos.

A tentativa de Mica em adorar a Deus da forma errada é um retrato de gerações e gerações que têm seguido pelo mesmo caminho. Por isso que Jesus, referindo-se ao grande Dia de Sua volta, disse que muitos se achegarão a Ele dizendo: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:22-23).

Fazer o que pensamos ser correto e não o que Deus nos manda fazer não se chama adoração, e sim contrafação. Assim diz o Senhor: “Estendi Minhas mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (Is.65:2). Tendo à nossa disposição o Espírito Santo como nosso Guia e Mestre da Palavra de Deus, não temos desculpas para permanecer no erro. À semelhança do eunuco, que foi ensinado por Filipe (At.8:26-40), o Espírito do Senhor permanece recrutando servos e servas de Deus com a mesma disposição de apresentar o evangelho eterno aos que, de coração sincero, desejam aprendê-lo e vivê-lo.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Então, “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o Teu Deus” (Is.62:5). Que em uma geração de verdades relativas, a verdade absoluta da Palavra de Deus seja lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos (Sl.119:105). Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Desafio da semana: Você tem separado um tempo especial de comunhão com Deus nas primeiras horas da manhã? Não conheço a sua realidade, mas imagino que deva corresponder à rotina da maioria: corrida e cansativa. O Senhor nos desafia a provar de Sua bondade. Acorde de madrugada se preciso for. Encontre o Senhor nas primeiras da manhã e não O perderá de vista no restante do dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes17 #RPSP

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JUÍZES 16 – Comentado por Rosana Barros
27 de maio de 2019, 0:30
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“Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-Te que lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus…” (v.28).


Governado por seus impulsos e desejos sensuais, Sansão provocou o seu próprio infortúnio. O capítulo de hoje encerra a vida daquele que tinha tudo para ser um dos líderes mais respeitados de Israel. Ao invés disso, os últimos instantes de sua vida foram relatados como sendo exposto ao ridículo. Aquele que conseguiu arrancar a porta de uma cidade e carregá-la montanha acima, permitiu que os desejos de seu coração o empurrassem precipício abaixo. E ao se envolver com Dalila, uma filisteia, provou que, se não fosse a intervenção de Deus, selaria para sempre o seu destino eterno.

Os filisteus ofereceram a Dalila riquezas para toda uma vida se ela descobrisse o segredo da força de Sansão. A partir daí, foi dado início ao diálogo da morte. Por três vezes Sansão tentou enganá-la. Por três vezes Sansão brincou com o inimigo. Por três vezes pensou ser muito esperto e estar no controle da situação. Sua autoconfiança o fez agir com indiferença à estranha insistência daquela mulher. Enquanto pensava ter conquistado o seu coração, ela o amarrava em uma cilada mortal. “E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede” (Pv.7:22). Dalila “seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas de seus lábios o arrastou” (Pv.7:21).

Nos braços de Dalila, Sansão perdeu a última força racional que possuía, e foi assim que perdeu a principal: a força que vem de Deus. Dalila foi tão insistente, que “apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar” (v.16). E foi de matar mesmo! Foi a partir dali que Sansão ofereceu a Dalila o que ele nunca havia oferecido a Deus: todo o coração. “…agora, me descobriu ele todo o coração” (v.18). Unicamente a entrega completa do coração ao Senhor tem como consequência uma vida santificada e feliz. Eis que Ele nos apela, hoje: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).

O pecado não entra em nossa vida instantaneamente. Ele começa a entrar através de pequenas concessões. E quando fazemos como fez Sansão, acariciando o pecado pensando ter o total controle da situação, eis o perigo! Quanto maior a nossa confiança própria, maior será a queda. Sansão depositou em suas tranças a pouca dignidade que lhe restava. Exaltou o seu voto de nazireado e desprezou o Autor do voto. Pensando ser forte o bastante, tornou-se fraco e motivo de piada.

No entanto, ainda não era o fim. Deus não desistiu daquele homem que procurou a própria ruína. E isso é o que há de mais precioso na história de Sansão. Não foi a sua força sobrenatural, nem a sua queda por mulheres pagãs o que se destacou em sua vida, e sim a misericórdia de Deus sobre ele, a ponto de ser citado na galeria dos heróis da fé: “E o que mais direi? Certamente, me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão… os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça… da fraqueza tiraram força…” (Hb.11:32-34).

Se a resposta de Sansão a Dalila tivesse sido: “O Senhor é a minha força” (Sl.28:7), sua história teria um registro final bem diferente. Como o salmista, declare, hoje, que o Senhor é a sua força, e como Paulo, que você possa experimentar a verdadeira força: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Sansão precisou ficar cego para enxergar que dependia totalmente de Deus. Se as suas más escolhas lhe trouxeram severas consequências, tenha certeza de uma coisa: Deus está disposto a transformá-las em pontes de ligação com o Céu. Que a sua força seja notoriamente conhecida como um dom de Deus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, dependentes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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JUÍZES 15 – Comentado por Rosana Barros
26 de maio de 2019, 0:29
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“Disse-lhes Sansão: Se assim procedeis, não desistirei enquanto não me vingar” (v.7).


Após o desastre daquela festa de casamento, Sansão voltou irado para casa de seus pais e ali passou algum tempo. Na época da colheita do trigo, a Bíblia diz que “Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher” (v.1). Contudo, o pai da moça, pensando que Sansão a tinha desprezado, a entregou por esposa “ao companheiro de honra de Sansão” (Jz.14:20). Grande cólera apoderou-se dele que, contrariado e humilhado, tomou trezentas raposas e com elas causou grande destruição nas plantações dos filisteus. Sem esposa, caçado pelos filisteus e odiado por seus compatriotas, nada lhe restou a não ser o isolamento em uma caverna.
 
Sansão havia decidido casar-se com aquela mulher sem o consentimento de Deus, sem a aprovação de seus pais, movido apenas por uma paixão cega. Só que seus planos foram frustrados. E em suas duas falas percebemos o que o dominava: “não desistirei enquanto não me vingar” (v.7); “Assim como me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles” (v.11). No coração de Sansão só havia lugar para a vingança! Sua impulsividade o fazia agir antes mesmo de pensar. Ele sabia que sua força física vinha do poder de Deus, mas suas motivações estavam distantes dos propósitos divinos.
 
De acordo com o dicionário, vingança significa “punição, revide”. Em linguagem jurídica, poderíamos dizer que se trata de uma sanção. Mas Deus cuidou em deixar bem claro que a Ele “pertence a vingança” (Rm.12:19). Ou seja, vingança é um ato divino que não nos foi outorgado decidir. Podemos até fazer parte da vingança do Senhor, como foi com Sansão com relação aos filisteus, mas jamais podemos tomar em nossas próprias mãos qualquer assunto que seja, que tenha a finalidade de prejudicar alguém.
 
Observem que Deus não deixou de usar Sansão para cumprir a Sua promessa de libertar Israel dos filisteus (v.14), mas isso não queria dizer que Ele aprovasse as suas intenções. Uma coisa faltava em Sansão, e ele não buscava: esperar em Deus. Ele não esperava que o Senhor fizesse justiça, mas se antecipava em sua vingança. Está escrito, meus irmãos: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã Te apresento a minha oração e fico esperando” (Sl.5:3). Esta é a atitude de todo cristão verdadeiro. Esta era a atitude de Jesus: “Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lc.6:12). Uma vida de comunhão, de oração, resulta em uma vida de confiança e intimidade com Deus.
 
Do que chamamos de força, dos maus propósitos que nos orgulhamos, das nossas ações egoístas, das vantagens que contamos, das aparentes vitórias sobre aqueles que julgamos serem inimigos, só pode haver um resultado: sentimento de fracasso. A sede de Sansão foi muito além da física, foi da alma! Havia acabado de exterminar mil homens sozinho (v.15). O que acontecia após as vitórias de Israel sobre os inimigos? O povo entoava cânticos de vitória! Já estudamos sobre o cântico de Moisés, de Miriã, de Débora, da filha de Jefté.
 
Onde está, então, o cântico de Sansão? Não houve cântico, não houve gritos de alegria. Houve trágico sentimento de morte: “morrerei eu agora…? (v.18).
 
Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Se Ele o fizesse, estaríamos todos perdidos. Que seja esta a nossa oração, hoje: “Não permitas que meu coração se incline para o mal” (Sl.141:4), “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl.139:24). Eis o que o Senhor espera de nós: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Vigiemos e oremos!
 
Feliz semana, aqueles que esperam no Senhor!

Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus #Juízes15 #RPSP
 
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JUÍZES 14 – Comentado por Rosana Barros
25 de maio de 2019, 0:30
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“Porém, seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado” (v.3).


No capítulo anterior estudamos sobre o nascimento de Sansão, suas implicações e missão. A Bíblia não relata a infância de Sansão, mas revela o mais importante: a bênção de Deus estava sobre ele. Entre o desejo de Deus em nos abençoar e a nossa aceitação em fazer a vontade dEle há um espaço chamado livre arbítrio. E Sansão resolveu usar desta liberdade para se casar com a mulher que seus olhos cobiçaram. Entretanto, surge uma intrigante questão no versículo quatro. Vejamos: “Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor…”. Parece que tudo ficou confuso agora, não é mesmo? Mas eu lhes convido a analisar o contexto:

Deus escolheu Sansão para ser libertador de Israel, correto? Correto. Ele cresceu debaixo da bênção de Deus, certo? Sim. Então, isto o obrigava a sempre fazer a vontade de Deus, certo? Errado! Apesar do sábio Salomão dizer que é nosso dever temer a Deus e guardar os Seus mandamentos (Ec.12:13), não é algo que nos é imposto. Quando Adão e Eva pecaram, bastava Deus ter os destruído e criado outros em seu lugar. Mas Ele não fez isso. Não faz parte de Seu caráter justo e de amor agir de tal forma. Por que, pois, a Bíblia diz que aquela união em jugo desigual vinha de Deus? Em Êxodo 34:12 e 16, lemos: “Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada…e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses”. Esta ordem do Senhor era para preservar o povo de duas coisas: da corrupção moral dos pagãos, e da idolatria que os faria esquecer do Senhor e de Seus mandamentos (Êx.20).

Muitas vezes tomamos a direção contrária à vontade de Deus, mas Ele, que sonda os corações, sempre faz de tudo para trazer Seus filhinhos novamente para o caminho seguro. Ao colocar um leão no caminho de Sansão, Deus provou ainda estar com ele mesmo diante de sua constante rebeldia. A princípio, não foi o melhor dos encontros e nem tampouco era o que podemos chamar de caminho seguro, mas foi o que Deus usou para evitar um casamento que seria bem pior do que enfrentar uma fera. E Deus usou da ocasião para que Sansão ferisse os filisteus, dando início ao cumprimento da missão que lhe foi designada como libertador de seus irmãos.

Assim como o Espírito Santo fez Sansão matar aquele leão com as próprias mãos, Deus não permite que as dificuldades sejam maiores do que a força que Ele nos promete para vencê-las. Porém, quando escolhemos o caminho fácil, aparentemente sem “leões”, ou sem ninguém para interferir em nossos gostos e vontades, acontece como naquele casamento; há um curto período de festa e de alegria, mas no fim percebemos a amargura de nossas más escolhas e que elas afetam não somente a nós, mas a todos os envolvidos. Entendem agora o sentido do versículo quatro? Não que Deus aprovasse aquele casamento, mas que o usaria para tentar salvar Sansão de si mesmo, de seu egoísmo e presunção. Ele podia ser o homem mais forte fisicamente, mas havia se tornado o mais débil espiritualmente.

Aquela ilustração da colmeia na boca do leão era a tentativa de Deus de dizer a Sansão que o caminho que ele havia escolhido era um caminho de perigo, mas que se ele obedecesse à Sua Palavra, o Senhor o levaria a saborear o doce sabor da vitória. Como o salmista, sigamos o caminho que conduz à vida: “De todo mau caminho desvio os pés, para observar a Tua Palavra… Quão doces são as Tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca!” (Sl.119:101 e 103). Escolha ser fiel, enfrente seus “leões” com Deus, e Ele lhe dará a mais doce vitória. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, fortes no Senhor!

Rosana Garcia Barros

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JUÍZES 13 – Comentado por Rosana Barros
24 de maio de 2019, 0:30
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“Então, Manoá orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer” (v.8).


Do nascimento à morte de Sansão, temos o cenário da história de Israel. Deus gerou de Abraão uma nação que deveria ser consagrada a Deus. Até ali, todos os juízes de Israel foram indicados por Deus quando já em fase adulta. Desta vez, o Senhor estabeleceu que o próximo juiz fosse consagrado a Ele “desde o ventre de sua mãe” (v.5). Para anunciar a inesperada gravidez, o próprio Jesus apareceu e orientou a futura mamãe consoante às restrições que envolviam o nazireado. Atordoado com a notícia dada por sua mulher, “Manoá orou ao Senhor” (v.8), a fim de que o Mensageiro celeste novamente aparecesse e lhes ensinasse o que deveriam fazer ao menino que havia de nascer.

Manoá acreditou nas palavras de sua mulher, creu que o menino nasceria, mas agora a sua real preocupação era sobre uma nova missão: a de ser pai. E pai de uma criança cujo nascimento moveu um Ser celestial a descer para dar a notícia. Ele não duvidou das palavras de sua mulher, nem tampouco orou para ter a confirmação, ele orou como um pai de primeira viagem que necessitava de auxílio. Sabemos que Israel aguardava a chegada do Messias, e o fato do nascimento de Sansão ter movido o Céu para anunciar, provavelmente encheu de expectativa o coração do velho pai. Como educar aquela criança? Qual seria “o modo de viver do menino e o seu serviço”? (v.12).

Vendo a sincera preocupação de Manoá, Deus ouviu a sua voz, “e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher” (v.9). Correndo para chamar seu marido, os dois se apressaram em comparecer perante o Anjo do Senhor. A Sua tremenda aparência lhes causou grande temor, mas ao mesmo tempo alegria e gratidão. O convite para uma refeição era prova disso. Contudo, as respostas quanto à identidade daquele Mensageiro deveriam por si só revelá-la. “Ele respondeu: Eu sou” (v.11); “Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é Maravilhoso?” (v.18). Quando Jesus apareceu a Moisés, Ele disse: “Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros” (Êx.3:14). A respeito de Jesus, o profeta escreveu: “e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro…” (Is.9:6).

A aparição de Cristo àquele casal foi tão pessoal que até O convidaram para comer com eles. Mas, ao oferecerem ofertas ao Senhor, a Bíblia diz que “o Anjo do Senhor se houve maravilhosamente” (v.19), enquanto Manoá e sua mulher apenas O observavam. Jesus estava diante de um símbolo de Seu próprio sacrifício. Aquela oferta queimada representava a Sua entrega por cada ser humano. E na chama daquele altar, Ele subiu ao Pai, como um Deus que não via a hora de vir à terra, cumprir Sua missão e Se fazer oferta por nós. Por isso ficou tão maravilhado diante da sombra do que seria a Sua própria entrega pela humanidade.

O encontro dos pais de Sansão com Cristo revela a mais importante e primeira lição que todo pai e toda mãe devem saber: antes de apresentar Cristo a seu filho, é preciso conhecê-Lo! À mãe em especial, é dado o privilégio de ter este encontro com Cristo de forma muito particular, e atender-Lhe a ordem: “Guarde-se a mulher de tudo quanto Eu lhe disse” (v.13). Como podemos apresentar a nossos filhos um Deus que não conhecemos? A insistência de Manoá em saber quem era o Anjo do Senhor deve ser a nossa também. Quem é Deus para você? O segredo para a vitória na paternidade e na maternidade estava diante deles: o Eu Sou, o Maravilhoso! Pais que conhecem a Deus pelo nome ensinarão seus filhos a serem, antes de tudo, filhos de Deus.

Sansão pode não ter sido o melhor dos filhos. Você pode ser um pai ou uma mãe que sofre por um filho que tomou um caminho diferente do que você ensinou. Mas tenha certeza de uma coisa: se você segurou na mão do Senhor para instruir este filho de acordo com a vontade de Deus, ele tem o melhor pai, ou a melhor mãe que poderia ter! Quando os filhos largam de nossas mãos, os nossos joelhos se apegam ao chão! Portanto, não desista de ser um pai ou uma mãe que conhece ao Senhor, pois a sua missão vai “desde o ventre materno até ao dia de sua morte” (v.7). Vigiemos e oremos!

Bom dia, pais que conhecem o Senhor e prosseguem em conhecê-Lo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus  #Juízes13 #RPSP

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JUÍZES 12 – Comentado por Rosana Barros
23 de maio de 2019, 0:30
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“Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?” (v.3).


Apesar de Efraim ser o filho mais novo de José, antes de morrer, Jacó colocou sobre ele a sua mão direita para abençoá-lo (Gn.48:14). Foi profetizado que seria um grande povo, maior do que Manassés. E, de fato, assim aconteceu, mas as escolhas erradas levaram os filhos de Efraim a um caminho bem diferente do que o Senhor tinha para eles.

Quando estudamos nos capítulos anteriores sobre a história de Gideão, vimos que, após o Senhor lhe dar vitória sobre os midianitas, os efraimitas vieram e “contenderam fortemente com ele” (Jz.8:1). Gideão foi sábio ao aplacar-lhes a ira e evitar o confronto.

Contudo, a reação de Jefté foi diferente e usando de uma estratégia um tanto incomum, dizimou quarenta e dois mil efraimitas.

Fica muito claro que eles tornaram-se homens sanguinários e vingativos. Pela segunda vez, os filhos de Efraim fizeram questão de ter sido chamados para a guerra. E ao encontrar um líder que resolveu responder-lhes à altura, além do confronto pela guerra, tiveram de enfrentar um “trava-línguas” da morte. A tribo de Efraim tinha tudo para ser uma das mais poderosas e bem-sucedidas tribos de Israel, mas escolheram ser guiados por seus próprios instintos. E por suas ações e por suas palavras foram derrotados. E sabem o que é mais triste? Em Apocalipse 7:5-8, encontramos uma divisão simbólica dos salvos dos últimos dias, representados pelas 12 tribos de Israel. E, além da tribo de Dã, a tribo de Efraim também não aparece lá.

Entendam. Não foi o simples fato de não saberem pronunciar um fonema, foi muito além disso.

Quando Cristo foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu (Mt.12:24), mais a frente lhes disse: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). Os efraimitas faziam confusão justamente porque permitiram que o ódio e a vingança prevalecessem no coração. Eles podiam até fazer parte da nação eleita e estavam dentro da herança do Senhor, mas o Senhor não estava neles.

A palavra “chibolete”, em hebraico, possui dois significados: “espiga de cereal” ou “águas correntes”. Como “chibolete”, aquela tribo recebeu a recompensa de seus maus desígnios; como espiga de cereal mirrada foi lançada fora; como águas correntes foi levada pela correnteza de corações corrompidos. Por analogia, “chibolete”, representa a advertência que Cristo nos faz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). O que falamos diz muito quem realmente somos. Os efraimitas representavam a classe “encrenqueiros de plantão”. Você conhece alguém assim? Você tem sido assim? Precisamos ter muito cuidado, amados. Como filhos do Reino, nossas palavras devem corresponder à obra purificadora do Espírito Santo em nosso coração.

Mesmo que a nossa natureza pecaminosa, por vezes, nos desvie do caminho que o Senhor nos traçou, a Sua Palavra é poderosa para nos trazer de volta ao caminho eterno. Gostaria de saber o que Deus deseja que ocupe o seu coração e os seus pensamentos? Está escrito: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santificados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus  #Juízes12 #RPSP

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JUÍZES 11 – Comentado por Rosana Barros
22 de maio de 2019, 0:30
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“E ela disse: Pai meu, fizeste voto ao Senhor; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom” (v.36).


Após o genuíno arrependimento dos filhos de Israel, Deus suscitou um homem para livrá-los dos filhos de Amom. Jefté era filho de Gileade com uma prostituta. E devido à sua linhagem bastarda, ele foi rejeitado e provavelmente ameaçado por seus irmãos, já que teve de fugir. Andando com “homens levianos” (v.3), certamente recebeu influências negativas que o afastaram do Senhor. Porém, o mesmo título dado a Gideão também lhe foi atribuído: “homem valente” (v.1). Isso levou os anciãos de Gileade a buscá-lo de volta para que liderasse Israel contra os filhos de Amom.

Jefté tornou-se o cabeça de todo o Israel e a Bíblia diz que o Espírito do Senhor veio sobre ele. Mas já no verso seguinte, vimos que Jefté fez um voto equivocado ao Senhor, dando início a uma das histórias bíblicas mais intrigantes do Antigo Testamento. Jefté não fez simplesmente um voto, mas tentou barganhar com Deus. Percebendo, porém, a tragédia que sua promessa insensata lhe causaria, “rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto ao Senhor e não tornarei atrás” (v.35).

Alguns estudiosos afirmam que Jefté, ao proferir o voto, não especificou se referir a sacrifício humano, mas de um animal, já que os animais, naquela época, ficavam à porta das casas e que, de modo algum os sacerdotes aceitariam sacrificar uma pessoa; outros dizem que ele realmente se referiu a sacrificar uma pessoa, já que o sacrifício humano era um costume pagão e Israel já havia adquirido muitos destes costumes, mesmo sabendo que Deus não aprovava (Lv.18:21; Dt.18:10). Interessante que ele observou a lei dada a Moisés para ser fiel ao voto feito ao Senhor (Lv.19:12), em detrimento de outra ainda mais importante, pois preservava a vida.

A fim de evitar as consequências desastrosas de juramentos humanos insensatos, Jesus condenou os juramentos: “de modo algum jureis… Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Não era desígnio de Deus que Jefté sacrificasse a própria filha e nem ser humano algum, muito menos que a entregasse ao celibato. Mas a atitude da filha, cujo nome a Bíblia não revela, manifesta a mesma rendição que encontramos em Isaque, ao aceitar que seu velho pai o sacrificasse (Gn.22:9); e a mesma disposição de Cristo quando declarou: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39).

Quando a filha de Jefté disse: “Pai meu, fizeste voto ao Senhor”, vejo ali uma expressão de profunda entrega. Porém, observem as suas primeiras palavras: “Pai meu”. Assim como Cristo apelou “Meu Pai”, esta filha apelou ao seu pai. Era como se ela dissesse: “O senhor é o meu pai, aquele que me ama mais do que tudo, e se achas por bem cumprir o teu voto, eis-me aqui, não questionarei e nem frustrarei os planos daquele que mais me ama!” Apesar do mistério que vela este relato, ainda há uma corrente que defende que Jefté não ofereceu a filha em holocausto, mas a entregou ao celibato. Uma coisa é certa: aos pais é confiado o mais caro dever de zelar pela herança do Senhor (Sl.128:3) e pela negligência ou imprudência podem expor os filhos a situações que poderiam ser evitadas.

Naquela época, uma moça solteira era sinônimo de desgraça e, o fato de ser a única filha de Jefté, significava que o nome de seu pai seria esquecido sem uma descendência. Mas a sua atitude submissa lhe rendeu uma posição de honra na história de Israel, como bem pontua Warren Wiersbe: “Ela merece ser colocada ao lado de Isaque como filha fiel, disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço” (Comentário Bíblico Expositivo, v.2, p.141). Jefté foi infeliz em seu voto, mas sua filha lhe deu um “banho” de fidelidade.

E a questionável história de uma simples virgem, nos lembra a inquestionável história do Filho do Homem. Ela foi o cumprimento de um voto falível e transitório, Jesus, o cumprimento de um voto infalível e eterno! O maior “sacrifício” que Deus aceita é a nossa entrega pessoal. Não precisamos fazer juramentos para garantir que Deus nos abençoe. Basta atendermos ao apelo do apóstolo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Pai de amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes11 #RPSP

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JUÍZES 10 – Comentado por Rosana Barros
21 de maio de 2019, 0:30
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“E tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao Senhor; então, já não pôde Ele reter a Sua compaixão por causa da desgraça de Israel” (v.16).


Novamente, “tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor” (v.6), no que “acendeu-se a ira do Senhor contra Israel” e foram entregues nas mãos dos filisteus e dos filhos de Amom, cujos deuses escolheram servir. Mas a opressão destes povos sobre eles foi tão grande “de maneira que Israel se viu muito angustiado” (v.9).

E como nas situações anteriores, clamaram ao Senhor que os livrasse das mãos daqueles povos pagãos. Desta vez, porém, a resposta de Deus foi intrigante: “Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto” (v.14). Então, os filhos de Israel insistiram, voltando a clamar. Só que desta vez, além de clamar, eles tomaram uma atitude, livrando-se dos deuses estranhos do meio de si e servindo somente ao Senhor. E mediante aquele reavivamento e reforma, Deus não mais pôde reter a Sua compaixão.

Você pode ter se questionado após a leitura de hoje: Quer dizer que Deus Se cansou das idas e vindas de Israel e deu as costas quando eles clamaram? Era como se dissesse: “Não escolheram servir após outros deuses? Porque eles não os livram agora?” Mas não foi esta a intenção do Senhor. Esta não é a interpretação correta do caráter de Deus, mas um julgamento conforme o caráter humano. Na verdade, Ele esperava uma entrega completa de Seu povo, e não simplesmente um pedido de socorro. Eis o que Deus espera de Seus filhos: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). A expressão “Se” exige uma condição. Deus está pronto a nos ouvir, perdoar e curar, se antes estivermos dispostos a nos humilhar, orar, buscar a Sua face e mudar a direção de nossa vida.

Ora, é muito fácil para nós lermos a história dos filhos de Israel e julgá-los por suas ações. E nós? Ainda existem “ídolos” em nossa vida que nos afastam de Deus? Pode ser a televisão, a vaidade, a internet, as redes sociais, o excesso de trabalho, a fofoca, a gula, enfim, o que você precisa “tirar do meio de si” (v.16) para que então possa servir com integridade ao Senhor? Foi quando Israel orou, se humilhou, buscou ao Senhor e se converteu, que Deus não pôde mais reter a Sua compaixão (v.16). Quando o Senhor é o único Senhor em nossa vida, não temos o que temer. “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl.33:12). Ele move céus e terra em favor de um filho que se arrepende! Porque a redenção da nossa alma “é caríssima” (Sl.49:8).

Quem foi que disse que você e eu não valemos nada? Nós valemos o que Deus tinha de mais precioso: o Seu único Filho. Nós valemos o precioso sangue do Cordeiro de Deus! E foi por Deus nos amar tanto, que Ele não pôde reter a Sua compaixão, nos dando “o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Não podemos esperar a redenção, se a trocamos pelas coisas banais deste mundo. Porque qualquer escolha que façamos ao lado de Deus, qualquer coisa que abandonemos por amor a Jesus, não se compara e nunca poderá ser comparado ao que Deus fez por nós e à eternidade que Ele nos prometeu. Foi por isso que Josué proferiu palavras de decisão ao povo: “Escolhei a quem sirvais” (Js.24:15). Porque é uma questão de escolha. Não dá para dividir o nosso coração entre Deus e os ídolos que nos levam a um caminho diferente de Sua vontade. Quando o povo não apenas clamou, mas agiu, alcançou a misericórdia de Deus.

Agora é o tempo de profundo exame do coração e de termos a nossa vida transformada pelo Espírito Santo. Como está escrito: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2Co.13:5). “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). É tempo de reavivamento e reforma, que deve começar na minha e na sua vida. Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos da obediência!

Desafio da semana: Experimente fazer um jejum de suas redes sociais. Esta semana, só as utilize para fins de trabalho ou para anunciar o evangelho. Aproveite todo o tempo, que seria gasto nas redes sociais, em momentos de comunhão com Deus e para estreitar o relacionamento com sua família. Que Jesus lhe conceda uma semana de grandes vitórias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes10 #RPSP

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