Reavivados por Sua Palavra


1SAMUEL 4 – Comentado por Rosana Barros
9 de junho de 2019, 0:30
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“Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel…” (v.21).


A palavra que o Senhor havia proferido a Samuel foi cumprida fielmente. Os filisteus pelejaram contra Israel e prevaleceram. Os filhos de Eli foram mortos e, quando Israel cometeu o sacrilégio de tirar a arca da aliança do templo e levá-la à guerra, pensaram que aquele objeto lhes concederia a vitória. De forma que “rompeu todo o Israel em grandes brados” (v.5). Jubilosos cantavam por causa da arca, como se ela fosse algum tipo de amuleto mágico acima da vontade de Deus. De início, aquilo causou espanto a seus inimigos. Os filisteus temeram, dizendo: “Os deuses vieram ao arraial…Ai de nós!” (v.7). “São os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto” (v.8).

Em Deuteronômio 6:4-9, Deus orienta que cada família seja um núcleo de adoração. Ao transmitir as palavras do Senhor de geração em geração, ao manter em cada lar a força motriz do infalível Testemunho, Israel avançaria como nação eleita cumprindo o objetivo pelo qual foi chamado. Acontece que o povo caiu em grande apostasia, e seus líderes religiosos eram os primeiros a pisar aos pés as leis do Senhor. Por negligência, como foi no caso de Eli, ou por rebelião, como o foi com Hofni e Fineias, Israel estava como ovelha que não tem pastor, sob a liderança de execráveis sacerdotes.

Os filisteus atribuíram a “grandiosos deuses” (v.8) os feitos do Senhor no Egito em favor de Israel. O povo do Deus vivo, aparentando servir a deuses mortos! O filho de Fineias representava a condição de Israel: destituída da glória de Deus. Icabô, em hebraico, significa “nenhuma glória”. O que seria de Israel sem a glória do Senhor? Assim como os povos pagãos, aprendera a confiar mais em coisas e pessoas do que em Deus. Sansão confiou em seus cabelos, e perdeu a glória de Deus. Israel confiou na arca, e foi declarado: “Foi-se a glória de Israel” (v.21).

Não foi a saída da arca que marcou a saída da glória de Deus. Foi justamente a ausência da glória de Deus que marcou a saída da arca. Poucos eram aqueles que permaneciam fiéis ao Senhor. Poucos os de coração quebrantado. Icabô não era, pois, uma novidade, e sim a confirmação da real situação de Israel: nenhuma glória. Em um mundo onde pessoas cruzam o oceano só para um momento de satisfação sexual sem compromisso; onde tatuar um crucifixo na pele é mais ovacionado do que viver o evangelho da cruz, onde registrar as melhores imagens de um acidente é mais importante do que socorrer um ferido, onde a moral e os bons costumes são ridicularizados e taxados como ultrapassados, corremos o sério risco de terminar como Eli, expectadores de más notícias.

Ainda que estejamos vivendo em meio a um Icabô contemporâneo, seja esta a sua firme decisão todos os dias: Amarei, servirei e serei fiel ao “Senhor dos Exércitos, entronizado entre os querubins” (v.4)! Então, o Senhor declarará a respeito de ti: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Que a glória do Senhor em nosso coração contraste com o Icabô de nossa geração!

Feliz semana, depositários da glória do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel4 #RPSP

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1SAMUEL 3 – Comentado por Rosana Barros
8 de junho de 2019, 0:30
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“Então, veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o Teu servo ouve” (v.10).


O capítulo anterior terminou com a profecia contra a casa de Eli. O terrível procedimento de seus filhos os levaria à morte e Deus suscitaria outro sacerdote para Sua casa. Mas, naquele tempo, “a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram frequentes” (v.1). Contudo, Deus escolheu uma criança como Seu porta-voz. A Bíblia não relata a idade de Samuel, só diz que “o Senhor chamou o menino” (v.4). Ao ouvir chamar o seu nome, “Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor” (v.7). Por isso, por três vezes Deus o chamou, e por três vezes Samuel prontamente correu a Eli, pensando que este o havia chamado. Na terceira vez, porém, Eli compreendeu ser o Senhor quem chamava Samuel. E orientou o menino a como proceder.

Então, “veio o Senhor, e ali esteve” (v.10). Ou seja, Samuel estava diante de uma visão divina, e, como o idoso sacerdote havia lhe orientado, respondeu: “Fala, porque o teu servo ouve” (v.10). O Senhor lhe revelou o juízo que sobreviria a Eli e sua casa, devido à negligência paterna de Eli e às abominações cometidas por seus filhos. O jovem garoto temeu revelar a visão àquele a quem amava. Eli tinha se tornado sua família desde que sua mãe o havia deixado no templo. Agora, lhe era dada a difícil tarefa de declarar a Eli o juízo de Deus.

Mas o Senhor entendeu a sua angústia, e fez com que o próprio Eli o constrangesse a relatar a visão. Então, “Samuel lhe referiu tudo e nada lhe encobriu” (v.18). Reconhecendo a tragédia que ele mesmo causou, Eli confessou: “É o Senhor; faça o que bem Lhe aprouver” (v.18). Oh, se ele tivesse reconhecido isso desde o início! Como teria sido diferente a sua história e de sua família! Enquanto isso, “crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra” (v.19). Então, “todo o Israel… reconheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor” (v.20) e “por Sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel” (v.21).

No coração de uma criança, Deus encontrou lugar para Se manifestar, ao passo que um sacerdote separado para o serviço de Deus, experiente e profundo conhecedor das Escrituras não teve tal privilégio. Eli se acomodou à sua posição no sacerdócio do Senhor, enquanto Samuel se apresentou como um servo. Notem que a cada chamado do Senhor, prontamente Samuel respondia: “Eis-me aqui!”. Na condição de servos, Deus nos eleva à posição de filhos, porque “a humildade precede a honra” (Pv.15:33). Eli estava tão absorto em seus próprios desígnios que o seu serviço limitava-se a rituais e não à verdadeira adoração. Porque “todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o coração” (Pv.16:2). Eli era um sacerdote, dirigia todos as cerimônias do templo, vestia-se conforme a orientação de Deus, comia conforme a orientação de Deus, falava como um ministro deveria falar, porém, o seu coração não correspondia aos apelos divinos. A honra do sacerdócio precedeu a humildade de um servo de Deus.

O fato de estar em função privilegiada não é sinônimo de privilégio espiritual, e sim de responsabilidade aumentada. Deus usa com grande poder Suas “crianças espirituais”. Em que sentido? Quando os discípulos discutiam entre si quem deles seria o maior no Reino dos Céus, Cristo lhes ilustrou e nos deixou registrado o que deve guiar o coração de todo cristão: “E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus” (Mt.18:2-4). Compreenderam a profundidade das palavras de Cristo? Deus nos convida a sermos Suas crianças, principalmente no sentido de dependência. Toda criança depende de cuidados. Quando uma criança confia em seu pai, ela se lança em seus braços de onde estiver. Deus espera que nutramos em nosso coração a mesma confiança, a mesma entrega. “Eis-me aqui!” Eis o que deve estar em nosso coração antes que nos chegue aos lábios!

Para nos tornarmos maduros no sentido de compreender acerca de permanecer no caminho, devemos ser crianças no sentido de que dependemos totalmente da guia divina.

O Senhor colocou Samuel no meio de Canaã, em Siló, e no meio do povo de Israel, e, por meio dele, manifestou a Sua Palavra. Exatamente igual à ilustração que Cristo fez com aquela criança, quando a colocou no meio de Seus discípulos.

Isso nos prova outra grande lição. A que tenho aprendido dia após dia com os filhos que o Senhor me deu. A de que pesa sobre os pais o dever de instruir os filhos, mas, pesa também sobre nós a humildade de aprender com eles. Em sua sinceridade, inocência e dependência, nossos pequeninos têm muito a nos ensinar, e nós, muito o que aprender. Precisamos nos tornar como eles, rápidos para amar, rápidos para perdoar.

Como um bebê de colo chora por alimento, precisamos chorar perante o Senhor em busca do Pão do Céu. Como uma criança que se machuca e chora por ajuda, em nossas quedas Deus espera que clamemos por Seu auxílio. Como uma criança que ri sem muito esforço, precisamos sempre encontrar motivos para sorrir. Como um bebê se diverte mais com a tampa de um depósito do que com um brinquedo caro, precisamos ser sempre gratos por tudo o que o Senhor nos tem dado. Como uma criança obediente prontamente atende ao chamado dos pais, precisamos estar perante o Senhor, e, como Samuel, exclamar: “Eis-me aqui!” Mas a todo aquele que endurece o coração, assim como os filhos de Eli, “abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune” (Pv.16:5). É uma questão de escolha, amados. Só há dois caminhos a seguir: o de Hofni e Finéias, que “não ouviram a voz de seu pai” (1Sm.2:25), ou o de Samuel, que em suas palavras revelou o tesouro de seu coração: “Fala, porque o Teu servo ouve”. A minha oração é que escolhamos estar onde Cristo colocou aquela criança e onde Deus colocou Samuel: no centro da Sua vontade! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, servos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel3 #RPSP

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1SAMUEL 2 – Comentado por Rosana Barros
7 de junho de 2019, 0:30
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“Abençoou, pois, o Senhor a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do Senhor” (v.21).


O cântico de Ana demonstra a sua profunda gratidão a Deus e, ao mesmo tempo, revela o seu relacionamento pessoal com Ele. Exaltando os atos de justiça do Senhor, Ana expressou a sua alegria em ter Ele ouvido e atendido ao seu clamor. O capítulo de hoje também apresenta contrastes: a sabedoria de Ana na educação de Samuel e a negligência de Eli para com seus filhos; a fidelidade e obediência de Samuel e o “mau procedimento” (v.23) e rebelião de Hofni e Fineias. Ana instruiu o pequeno Samuel nas Sagradas Escrituras. E não havia um momento sequer desperdiçado em que não ensinasse o menino no temor do Senhor.

Em contrapartida, a educação dispensada a Hofni e Fineias acabou por revelar a condescendência de Eli para com os crimes de seus filhos, o que lhes custaria um trágico fim. Notem que tipo de sacerdotes eram eles: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor” (v.12). Eles não faziam caso de Deus e nem tampouco das coisas sagradas. “Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor” (v.17). Quando Eli finalmente resolveu repreendê-los, seus corações obstinados já haviam decidido de que lado do conflito estavam. Os anos de negligência por parte de Eli refletiram em uma casa desordenada e em filhos iníquos.

Ana teve um papel fundamental e decisivo na vida de Samuel. Ela o dirigiu, conforme as Escrituras, sob a orientação do próprio Deus, e demonstrou tanto zelo em sua missão de mãe, que Deus a abençoou com mais cinco filhos. “Todavia, será preservada em sua missão de mãe, se ela permanecer em fé e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). E foi justamente o que aconteceu com Ana. Deus a preservou em sua missão, tornando-a capaz de discipular seu filhinho e inculcar-lhe na mente infante o amor, a sabedoria e a fé através de seu exemplo piedoso.

Eli foi conivente com o mau procedimento de Hofni e Fineias. Notem que eles ministravam no templo como sacerdotes. Ou seja, estavam na igreja, tinham título de igreja, vestes de igreja, mas um coração duro e rebelde. Enquanto Ana cumpriu fielmente a sua sagrada obra do lar, Eli foi condescendente com sua prole. Enquanto Samuel crescia conforme a ordem do Senhor, os filhos de Eli cresceram sob o manto de seus próprios temperamentos indomados. Enquanto Samuel crescia firme sobre a única Rocha, os filhos de Eli afundavam sobre um fundamento arenoso.

A repreensão deve ser encarada como parte integrante no processo de educação de uma criança, e não um excesso. Deve ser considerada uma declaração de amor, assim como diz o Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Ap.3:19). Se um filho age errado e os pais não o corrigem, estão lhe motivando a permanecer no erro. E isso, meus amados, não é amor, é inconseqüência. A criança só aprenderá a fazer o que é correto, se lhe for mostrado como agir corretamente. Por melhores e importantes que sejam as palavras, elas jamais terão o mesmo impacto que o exemplo. Permita que o Senhor lhe molde e lhe instrua acerca de como ser um pai ou uma mãe segundo o Seu coração, e, com toda certeza, como Ana, você se alegrará no Senhor e Ele lhe exaltará a força a papai ou mamãe conforme os Seus propósitos.

Bom dia, papais e mamães segundo o coração de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel2 #RPSP

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1SAMUEL 1 – Comentado por Rosana Barros
6 de junho de 2019, 0:30
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“Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu Lhe fizera” (v.27).


Iniciamos hoje o primeiro livro de um dos profetas mais significativos de Israel. E o livro inicia com o relato do pedido de sua mãe e de seu nascimento. Elcana, seu pai, tinha duas mulheres: Ana e Penina. Penina tinha filhos, mas Ana era estéril. Todos os anos, Elcana ia com sua família a Siló para adorar ao Senhor no templo. Ele levava sacrifícios e porcionava entre Penina e seus filhos, contudo, para Ana, ele “dava porção dupla, porque ele a amava” (v.5). A sua rival, provavelmente não satisfeita com a predileção de Elcana, provocava Ana “excessivamente para a irritar” (v.6), se valendo de sua esterilidade. E a reação de Ana era chorar e ficar sem comer.

Elcana sofria ao ver a tristeza de sua amada e procurava lhe consolar sendo o melhor marido que poderia ser. Vimos ontem que Rute foi louvada como sendo melhor do que sete filhos. Hoje, Elcana afirma ser melhor do que dez filhos. Isto significa que, por mais que Penina a provocasse, por mais que não tivesse filhos, Ana era completamente cercada do amor de seu marido. A atitude nobre de Ana em não responder às provocações de Penina já revelava o seu caráter manso e pacífico.

Temos muitas coisas a destacar neste capítulo. Já vimos que entre Ana e Elcana havia o maior de todos os dons: o amor. E, apesar de seu sofrimento, Ana demonstrava em sua atitude para com Penina mais uma virtude do fruto do Espírito: a mansidão. Mas seu coração estava arrasado! Como almejava ser mãe e colocar um filho nos braços de seu amado esposo! Estando, pois, em Siló, no templo do Senhor, “levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (v.10). Ela abriu o seu coração a Deus e fez um voto, prometendo que, se Deus a concedesse um filho varão, ela o devolveria a Ele para servi-Lo “todos os dias de sua vida” (v.11).

Em atitude de humildade, Ana clamou que Deus atendesse ao seu pedido. “Ana só no coração falava” (v.13), mas seus lábios se moviam. Aquele quadro de extrema angústia fez com que o sacerdote Eli pensasse que ela estivesse bêbada. Mas ao perceber que se tratava de uma petição, ao notar a sinceridade de propósito de Ana, Eli a consolou e a despediu com uma bênção. Então Ana voltou a comer e já não estava mais triste. Nem os constantes insultos de Penina poderiam lhe roubar a paz que lhe preencheu o coração. Sabia que, dali por diante, Deus lhe mudara a sorte. Porque muito se humilhou, Deus muito a honrou. Nasceu-lhe um filho varão e o “chamou Samuel, pois dizia: Do Senhor o pedi” (v.20).

Eu não sei quanto a você, mas a vida de Ana me faz pensar o quanto eu preciso de cada virtude do Espírito Santo em minha vida. Ana não respondeu às provocações de Penina, mas escolheu assumir uma atitude humilde perante Deus, e Deus lhe deu descanso. A mansidão e humildade de coração nos leva a confiar que o Senhor tem tudo sob controle e que podemos confiar-Lhe tudo o que nos aflige. Ana poderia ter levado Samuel ao templo quando fosse mais maduro, mas em seus braços ensinou o menino que nada era mais importante do que amar a Deus.

Mesmo sendo “ainda muito criança” (v.24), Samuel foi entregue aos cuidados de Eli com o caráter firme e íntegro. Jesus disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). Assim como Samuel aprendeu no colo de sua mãe as preciosas lições que o tornaram um homem de Deus, e como Ana, que aos pés de seu Salvador encontrou o verdadeiro descanso, que aceitemos o convite que Jesus nos faz todos os dias: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei… e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:28-29). Vigiemos e oremos!

Bom dia, crianças de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel1 #RPSP

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RUTE 4 – Comentado por Rosana Barros
5 de junho de 2019, 0:30
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“Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (v.15).


A vida de uma mulher de origem pagã, viúva, pobre e humilde, revelou grandeza, sabedoria, fé e amor. De uma história que tinha tudo para dar errado, à fantástica história de como uma vida entregue a Deus pode se tornar a maior declaração de amor por Ele. Rute abriu mão de viver conforme a sua vontade, para viver a vontade do Senhor. E Deus a livraria de um casamento infeliz. Havia outro resgatador antes de Boaz, que é chamado apenas de “fulano” (v.1). Contudo, não era plano de Deus que o fulano se casasse com Rute, pois suas atitudes revelaram seu verdadeiro caráter: descompromissado com o Senhor. Ele logo aceitou a terra de Noemi, mas recusou-se a arcar com as obrigações do levirato. Aceitou os direitos, mas não os deveres. Com isso, deixou a Boaz o caminho livre para assumir tanto um, quanto o outro.

“Disse, pois, o resgatador a Boaz: Compra-a tu. E tirou o calçado” (v.8). Esse costume encontra-se registrado em Deuteronômio 25:9-10. Se um resgatador não aceitasse assumir tal responsabilidade, este tiraria o calçado. Mas esta recusa era considerada tão desprezível, que até cuspiam em sua face. Além do mais, sua casa seria conhecida em Israel como “a casa do descalçado” (Dt.25:10). O Fulano não quis assumir sua obrigação, no entanto, havia um Boaz para assumi-la. Diante de testemunhas, Boaz comprou tudo o que pertencia a Noemi e tomou Rute por mulher. Do casamento, nasceu Obede, avô do rei Davi, da linhagem do Messias. Que privilégio!

Rute não precisou fazer muito, mas no pouco que fez amou sem medidas. E foi esse amor que a levou a ser reconhecida como “melhor do que sete filhos”. Vocês têm ideia do valor desse elogio? Um filho homem era considerado, naquela cultura, a maior das bênçãos. Ter um filho varão era como um tesouro de grande valor. Se tivessem dito que Rute valia mais do que um filho já seria um grande elogio. Imaginem uma mulher, de origem pagã, ser considerada melhor do que sete filhos! Isso nos prova que o verdadeiro amor supera qualquer grandeza aos olhos humanos; que Deus havia escolhido Israel como a nação eleita, mas todos eram convidados a fazer parte da nação do Senhor. Lembremos que, antes de tudo, Rute tomou uma decisão. Suas palavras comoventes e firmes (Rt.1:16) testificam do seu caráter íntegro e da sua fidelidade para com Deus.

Aonde você se encaixa nessa história? Você tem sido uma Rute, que se coloca nas mãos do Senhor, que espera, confia e faz a vontade de Deus por amor? Você é um Boaz, que cumpre fielmente a parte que lhe é devida, que escolhe assumir tanto os direitos quanto os deveres de um verdadeiro cristão? Ou você tem sido apenas mais um Fulano da vida, que prefere tirar o calçado do que pisar firme na decisão de seguir a Deus assumindo os direitos e deveres de seu compromisso com o Alto?

O mundo está repleto de “Fulanos”, que lotam as igrejas em busca de bênçãos, e não em busca do Senhor das bênçãos. Notem que Rute escolheu servir a Deus na adversidade. Ela não recebeu bênçãos para depois servi-Lo. Ela amou e serviu ao Senhor e, como consequência, recebeu as bênçãos.

A Bíblia diz: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13). Observem que a Bíblia não diz que é o dever de todo israelita, ou de todo judeu. Este é o dever de todo homem! Rute compreendeu isto mais do que o povo que batia no peito para dizer que era de Deus, e seu nome está escrito na genealogia de Jesus Cristo. Amados, o Senhor nos chama a tomar uma decisão firme e inabalável, assim como foi a decisão de Rute. Ele não promete as bênçãos que desejamos, Ele promete as bênçãos que precisamos. Ser Fulano é ficar limitado aos tesouros que o mundo oferece. Ser filho sábio é ser herdeiro dos ilimitados tesouros celestes. “Seja o Senhor bendito” em tua vida e que o teu nome “seja afamado” no meio do Seu povo (v.14)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos sábios do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Rute4 #RPSP

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RUTE 3 – Comentado por Rosana Barros
4 de junho de 2019, 0:30
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“Agora, pois, minha filha, não tenhas receio; tudo quanto disseste eu te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (v.11).


Ao retornar à companhia de sua sogra, Rute não só voltou com alimento, mas com as boas-novas do resgate. Noemi reconheceu a bondade do Senhor e foi consolada. Da notícia de que Rute havia sido tratada e acolhida como uma das servas de Boaz, enxergou a possibilidade de retribuir o amor de sua nora com um casamento aprovado pelo Céu.

Conforme a leitura do texto, percebemos que Rute não teve relações sexuais com Boaz. Primeiro, que ela chegou perto dele “de mansinho, e lhe descobriu os pés, e se deitou” (v.7). Ou seja, ela não o acordou. Segundo, que quando Boaz percebeu a sua presença, Rute fez um pedido que define bem o que ela foi buscar ali: “estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador” (v.9). Rute precisava de alguém que a protegesse e cuidasse, e não que a desonrasse. Terceiro, que Boaz confirmou o que estudamos ontem, que tanto ele quanto todo o povo sabiam que Rute era “mulher virtuosa” (v.11). E o verso 14 deixa ainda mais claro que não houve contato físico entre os dois: “Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã e levantou-se antes que pudessem conhecer um ao outro”.

Naquele encontro especial com Boaz, Rute estava banhada, perfumada e com sua melhor roupa. “…veste-se de linho fino e de púrpura” (Pv.31:22). Não se tratava de vaidade, mas de asseio e bom gosto. Até então, Boaz tinha visto o lado serva de Rute, agora, podia ver o lado princesa. Uma combinação perfeita de esposa virtuosa. Noemi, com muita sabedoria, promoveu o encontro que daria à Rute um lar feliz. E Rute também foi sábia ao fazer tudo quanto sua sogra lhe disse. Então, a possibilidade de casar-se com sua amada causou uma explosão de emoções no coração de Boaz. E Noemi teve certeza disso: “…aquele homem não descansará, enquanto não se resolver este caso ainda hoje” (v.18).

Fico imaginando se Rute tivesse feito a mesma escolha de Orfa e retornado a seus pais. Como teria sido diferente. Provavelmente sua história nem estivesse na Bíblia. Na verdade, Rute deixou de seguir o primeiro conselho de sua sogra, que instou para que ela voltasse à casa de sua mãe, pois este a levava para longe de sua companhia e, consequentemente, para longe de Deus. Mas, prontamente, seguiu o conselho seguinte de Noemi. Pois Rute escolheu ser de Deus, e, a partir dessa decisão, tudo o que é realizado não parte de nosso próprio ponto de vista, mas do Senhor. Porque “com os humildes está a sabedoria” (Pv.11:2). Rute foi, antes de tudo, humilde, e a sua humildade precedeu a sabedoria. Ela sabia quando dar ouvidos, quando falar e quando se calar, porque a sabedoria do Senhor a acompanhava. E isto se tornou conhecido de todos.

A virtude de Rute seria preservada no matrimônio. A nossa virtude é preservada na renovação diária de nossa aliança com Deus. Contudo, lembrem que, para que houvesse casamento, antes, houve fase de conhecimento. E foi nessa fase que Boaz descobriu o precioso valor de Rute. Não foi um casamento forçoso para se cumprir uma lei. Mas a lei foi um pretexto para selar um casamento honroso e precedido do amor. O mesmo deve acontecer em nosso relacionamento com Deus. Não existe relação forçosa entre Deus e o ser humano. Só pode haver relacionamento pessoal, íntimo com Ele, se formos à Sua presença como Rute foi à Boaz.

Observem:

  • Rute banhou-se, ungiu-se e colocou a melhor roupa para encontrar Boaz. Precisamos pedir ao Senhor que nos lave e nos unja, e nos vista com Suas vestes de justiça (Ap.3:18).
  • Ela chegou em silêncio, quando todos dormiam. Eis a hora mais oportuna para nos achegarmos a Deus: quando o mundo dorme. No silêncio da noite ou da madrugada é o momento mais especial para nossas orações e o momento em que Deus começa a nos falar: “diz o Senhor, e Eu vos falei, começando de madrugada” (Jr.7:13).
  • Rute deitou-se aos pés de Boaz. Precisamos nos colocar aos pés do Salvador, dia após dia. Assim como a mulher pecadora ungiu os pés de Cristo e os banhava com suas lágrimas (Lc.7:38), precisamos estar aos pés de Cristo, hoje, se um dia almejamos estar em pé diante de Sua face.
  • Rute pediu que Boaz a cobrisse com sua capa. Necessitamos ser cobertos pela “capa” de Cristo. Escondidos nEle, somos revelados ao mundo conforme à Sua imagem (Cl.3:3).
  • Rute saiu da presença de Boaz antes que todos a vissem. Não há necessidade de mostrar as suas obras para que vejam o quanto você é cristão. Não foi o que Rute fez que conquistou o coração de Boaz, foi o que ela permitiu que Deus fizesse nela.
  • Antes de conquistar o coração de Boaz e de todo o povo, o seu coração foi conquistado pelo Senhor. Esse é o segredo da virtude!

Assim como Rute seguiu as orientações de sua sogra, prossigamos em seguir as orientações do Senhor através de Sua Palavra. Sendo humildes, fazendo tudo conforme Deus nos ordena, permanecendo em Sua presença e aos Seus pés, estando cobertos pela graça de Cristo, o nosso Resgatador. Então, a virtude do Eterno se manifestará em nós e Ele não descansará enquanto não estivermos no Lar desfrutando das bodas do Cordeiro. Vigiemos e oremos!

Bom dia futuros cidadãos do Lar eterno e feliz!

Desafio da semana: A fase de namoro é cercada de cuidados, principalmente com a aparência. A rotina do casamento muitas vezes nos faz perder àqueles cuidados. O desafio desta semana é para os casados. Homens e mulheres de Deus, cuidem de si mesmos para a glória do Senhor e para o deleite no casamento! Asseio, bom gosto e cuidado com o corpo devem ser levados a sério como uma questão de adoração e uma atitude de amor para com seu cônjuge. Antes, porém, permita que o Espírito Santo embeleze o teu coração e, certamente, o exterior refletirá a verdadeira beleza.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Rute3 #RPSP

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RUTE 2 – Comentado por Rosana Barros
3 de junho de 2019, 0:30
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“O Senhor retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio” (v.12).


Ao chegar à terra de Judá, Rute não perdeu tempo e foi em busca de alimento. Conforme a lei dada a Moisés, o pobre e o estrangeiro poderiam ajuntar o alimento que caísse da colheita (Lv.19:9-10). Acontece que Rute, “por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque” (v.3). A intenção de Rute não foi proposital, mas acabou entrando nas terras de seu resgatador. Ao chegar de Belém, Boaz percebeu a presença da jovem moabita. Informado de sua dedicação por amor à sua sogra, ficou encantado com a atitude altruísta daquela estrangeira, proferindo-lhe uma bênção que encheu o coração de Rute de consolo e de paz. Apesar de estrangeira, Rute demonstrou uma fé e amor que há muito não se via em Israel.

Rute demonstrou na prática o que é servir a Deus. Ela abriu mão de uma vida de conforto em sua terra e da oportunidade de casar-se novamente para ir a uma terra desconhecida, de um povo que não conhecia, a fim de viver de favor e cuidar de uma mulher idosa que nada tinha a lhe oferecer. Ela não pensou em seus próprios interesses, nem tampouco em adquirir coisas para si mesma. Sua vida só passou a ter sentido quando conheceu o Deus único e verdadeiro. Ela podia até não conhecer as leis de Deus, mas viveu o cumprimento da lei, pois “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). E à cada espiga que apanhava, demonstrava uma gratidão que encantava.

A Bíblia não se refere à beleza física de Rute, mas, sem dúvidas, a sua beleza de caráter sobrepujava qualquer formosura exterior. Porque “enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Pv.31:30). E foi essa beleza que encantou a Boaz. A sua abnegação e serviço em favor de sua sogra, o seu desprendimento em trabalhar para mantê-la, foram os atributos que arrebataram o coração daquele homem. Boaz encontrou uma mulher virtuosa e soube reconhecê-la. “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias” (Pv.31:1).

Rute esbanjava simpatia e trabalhava com gratidão e singeleza de coração. “De bom grado trabalha com as mãos… É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa… Cinge os lombos de força, e fortalece os braços… Abre a mão ao aflito… A força e a dignidade são os seus vestidos… Fala com sabedoria e a instrução da bondade está na sua língua… Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” (Pv.31:10-31). Será que essas palavras foram inspiradas na vida de Rute? Não sabemos. O fato é que Rute escolheu servir, e o Senhor a recompensaria. Entendam, não são as boas obras que movem o coração de Deus, e sim a intenção por trás delas.

Vivemos em um mundo extremamente competitivo. O trabalho nos consome, a busca pelo primeiro lugar nos fatiga, a concorrência nos tira o sono e, num piscar de olhos, a vida passa. E nessa correria sem sentido alimentamos o que há de pior na natureza humana: o egoísmo e a cobiça. Foi justamente devido a ausência desses dois vilões que a vida de Rute ganhou destaque nas Escrituras. No lugar de egoísmo, havia altruísmo, e no lugar de cobiça, benignidade. Oh, amados, o quanto necessitamos aprender com tal testemunho! Uma mulher que tinha tudo para escrever a sua própria história, mas que escolheu entregar nas mãos de Deus as “páginas” de sua existência. E como valeu a pena buscar refúgio nas asas do Altíssimo (v.12)!

Rute não agiu pensando nas recompensas, mas por amor. Sua vida refletia o tesouro que havia em seu coração e, foi ali, que Boaz enxergou o bom tesouro. “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:21). Onde está o teu tesouro?

Rute escolheu o bom tesouro. A escolha de Rute não foi nada atraente, mas foi a que a levou para o centro da vontade de Deus. Através do testemunho desta mulher de fé, o Senhor nos diz hoje: “Descansa no Senhor e espera nEle” (Sl.37:7). Então, “dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” (Is.60:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, benditos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Rute2 #RPSP

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RUTE 1 – Comentado por Rosana Barros
2 de junho de 2019, 0:30
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“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (v. 16).


Damos início ao primeiro livro da Bíblia com o nome de uma mulher e que relata a sua história de uma forma muito especial. Primeiro, porque Rute era uma moabita, ou seja, uma estrangeira e, ainda assim, ganhou destaque na Bíblia a ponto de ter um livro próprio a seu respeito. Segundo, que esta estrangeira fez uma escolha que superou a fé de sua sogra Noemi e que demonstrou um amor que Israel há muito deixara de praticar. E o livro inicia dizendo que “nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra” (v.1). Então, Noemi, seu marido e filhos, foram viver em Moabe. Lembram da origem dos moabitas? Este povo surgiu da relação incestuosa de Ló e suas filhas, dando origem aos moabitas e aos amonitas (Gn.19:37-38).

Passado algum tempo, Elimeleque morreu, e, depois, seus filhos. Só ficaram Noemi e suas duas noras moabitas, Rute e Orfa. Sabendo que voltara a ter alimento em sua terra, Noemi decidiu retornar a Judá e insistiu para que suas noras voltassem à casa de seus pais. Noemi havia perdido as esperanças. O amor que suas noras haviam lhe ofertado aqueles anos a fez olhar para elas com compaixão e despedi-las. Orfa, com muito pesar, voltou. Mas Rute não. Ela tomou a firme decisão não apenas de acompanhar a sua sogra, mas a de servir ao mesmo Deus que ela servia. Por palavras e ações, Noemi, apesar de estar habitando em terra estranha, continuou servindo ao Senhor, e isto foi de tal modo enraizado no coração de Rute, que já não fazia sentido continuar em terra pagã e casar-se com um moabita que a fizesse retornar à sua antiga religião.

Noemi sabia que não seria fácil a vida de uma estrangeira dentro de Israel. Mas Rute se apegou à ela, que, na aflição, demonstrou profundo pesar e amargura, a ponto de dizer que não mais se chamava Noemi, e sim Mara, que significa “amarga”. Mulher, viúva, velha e sem recursos, Noemi sabia que voltaria à sua terra para lá tentar sobreviver de caridade. Os laços de amor que havia construído com suas noras não lhe permitia levá-las consigo para terem que passar por tais privações. Só que Rute fez a sua escolha, e demonstrou a sua fé e devoção a Deus ao declarar: “faça-me o Senhor o que bem Lhe aprouver” (v.17). A decisão de Rute foi totalmente contrária a que vimos ontem no último verso do livro de Juízes: “cada um fazia o que achava mais reto” (Jz.21:25). Que contraste! Como poderia uma estrangeira demonstrar uma fé tão genuína, enquanto Israel dava as costas ao Senhor?

Rute, como uma boa moabita, foi ensinada, desde a infância, a adorar outros deuses. Provavelmente, de início, tenha sido difícil compreender a religião de seu marido. Como assim adorar a um único Deus? Como acreditar no Invisível? Todavia, Rute creu! E a sua fé a tornou grande! O testemunho de sua sogra a tocou profundamente. O amor que lhe devotou a fez enxergar um Deus diferente dos deuses de seus pais. Rute viu na vida de Noemi, um Deus que ama, que cuida e que não faz acepção de pessoas. Neste pequeno relato podemos contemplar 1Coríntios 13. O dom supremo superabundou, e, por consequência, resultou em fé e esperança. Noemi poderia ter rejeitado suas noras e lhes acusado de sua desgraça. Mas escolheu amá-las, e, ao fazer isso, foi instrumento do Senhor em Seu plano de ação.

O discípulo do amor escreveu: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo.3:18). É muito fácil e muito cômodo expressar amor em palavras. Desafio é viver o que se diz. Lembremos, meus irmãos, que Deus sonda os corações. Podemos enganar as pessoas, mas a Deus ninguém engana. Rute amou, porque Noemi amou primeiro. E nós amamos, porque Cristo nos amou primeiro (1Jo.4:19). O amor de Deus não é para ser falado, é para ser vivido. E não vem de nós, é um dom de Deus. O amor prático, eis a maior e mais poderosa pregação do evangelho! Escolha o que Rute e Noemi escolheram, escolha viver o amor, e o Amor habitará em você. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, praticantes do amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Rute1 #RPSP

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JUÍZES 21 – Comentado por Rosana Barros
1 de junho de 2019, 0:30
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (v.25).


Último capítulo do livro de Juízes, e seu último versículo resume bem essa fase de Israel: desorientada. O que atesta que todos os episódios horríveis que lemos neste livro foram consequências de suas más escolhas. E, mais uma vez, o povo tomou decisões sem consultar a Deus. Eles deram as costas ao Rei dos reis e Senhor dos senhores! Quando estudamos o Pentateuco, em cada um dos estatutos e leis, percebemos um cuidado especial de Deus a fim de que o povo fizesse diferença entre o santo e o profano, entre o limpo e o imundo, buscando assim a santificação.

Através de uma vida de obediência, Israel revelaria ao mundo o caráter de Deus. Em Sua oração sacerdotal, declarou Jesus: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). A intercessão de Cristo por Seus filhos define bem o papel que os sacerdotes de Israel negligenciaram. Como líderes espirituais da nação, deveriam conduzi-la à verdadeira adoração e santificação. Cristo, como o nosso Sumo Sacerdote, resumiu perfeitamente, em Sua oração em João 17, o que deveria ter sido promovido no antigo Israel, mas não o foi.

Há uma sequência lógica, na oração de Cristo de que Seus seguidores O conheçam, escutem a Sua voz, sejam santificados por Sua Palavra e vivam a unidade cristã. Percebem? Existe uma senda bem ordenada para alcançar o objetivo da unidade: “a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós” (Jo.17:21). Todo aquele que se aproxima de Deus com o coração sincero e contrito torna-se um promotor da unidade, um reparador de brechas. Mas todo o que conserva um coração endurecido, mais cedo ou mais tarde revela a sua natureza bruta e separatista. Israel estava fazendo guerra entre si. E devido à atitude estúpida de um levita, quase toda uma tribo foi dizimada.

Nos juramentos dos filhos de Israel percebemos como levavam mais a sério o cumprimento de seus votos, de fazer juízo, do que de demonstrar misericórdia. Apesar de terem cometido um quase genocídio, ainda restaram alguns filhos de Benjamim. Então, Israel usou de sutilezas para conceder esposas para eles. Confuso, não? Mas tudo o que acontece sem a bênção de Deus é assim: uma confusão! E como explicar o verso 15? “Então, o povo teve compaixão de Benjamim, porquanto o Senhor tinha feito brecha nas tribos de Israel”. E agora? Foi Deus o causador da divisão das tribos? De forma alguma! Deus não causou, Deus permitiu. Porque a nossa vontade é o único lugar em que Deus não interfere, a menos que o permitamos. Israel provocou as próprias brechas, se envolvendo em guerras civis desnecessárias, causando o desequilíbrio da nação.

Apesar de compreender 12 tribos, Israel era um só povo, que deveria estar sob o senhorio de um só Deus. Assim deveria ter sido o antigo Israel. Assim deve ser o Israel de Deus, conforme Cristo orou: “…a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (Jo.17:23). Israel representa o corpo de Cristo. Cada tribo tinha a sua função, cada tribo tinha a sua importância, cada tribo era essencial nos planos de Deus. Mas o povo resolveu agir da forma que lhe fosse mais conveniente, e não da forma que Deus havia orientado. Quantos não têm agido do mesmo modo; pensando estar fazendo o que é certo, quando, na verdade, estão fazendo uma tremenda confusão! Fazem o que têm vontade de fazer, e pronto. E o resultado de tamanha insensatez se resume nas palavras de pesar dos filhos de Israel: “Disseram: Ah, Senhor, Deus de Israel, por que sucedeu isto em Israel, que, hoje, lhe falte uma tribo?” (v.3).

Deus quer o teu coração para que nele possa estabelecer o Seu trono. Lembrem-se que Jesus não orou pelo mundo: “Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus” (Jo.17:9). E quem são estes? Jesus mesmo nos diz: “eram Teus, Tu mos confiaste, e eles têm guardado a Tua Palavra” (Jo.17:6). O fato de ter Deus amado o mundo de forma tão intensa a ponto de dar o Seu único Filho (Jo.3:16), não significa que todos herdarão a salvação. Pois todos são convidados às bodas do Cordeiro, contudo, somos convidados, e não intimados. Jesus bate à porta do coração, Ele não a força. A minha oração e o meu desejo é que todos possamos compreender que entregar o coração a Deus envolve dependência e renúncia. E, que como o apóstolo Paulo, possamos dizer do íntimo de nosso ser: “logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20). Que Jesus reine soberano em nosso coração, e estaremos tão ligados uns aos outros como Ele e o Pai são um.

Feliz sábado, nação feliz cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes21 #RPSP

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JUÍZES 20 – Comentado por Rosana Barros
31 de maio de 2019, 0:30
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“Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos? Respondeu o Senhor: Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).


Ao espalhar entre as tribos de Israel as partes do corpo de sua concubina, o levita provocou grande revolta. De maneira que “todo o povo se levantou como um só homem” (v.8). De início, foi pedido que os filhos de Benjamim entregassem apenas os “filhos de Belial”, para que estes fossem mortos, mas “Benjamim não quis ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel” (v.13). Pronto! Estava instalado o cenário de guerra entre irmãos! Tudo por causa de um levita que foi conivente com a brutalidade cometida contra a sua concubina e que omitiu de seus irmãos tudo que não lhe fosse favorável. Como chefe de família e líder espiritual, seria sua obrigação defender a mulher com a própria vida (Ef.5:25), o que não aconteceu.

A sequência foi a seguinte: primeiro Israel se reuniu como um só homem, ou seja, com um só propósito: vingar a atrocidade cometida pelos benjamitas, confiando apenas na palavra do levita. Antes de consultarem a Deus, consultaram ao homem. Logo após, novamente sem consultar a Deus, enviaram mensageiros à Benjamim. Prosseguindo em seus desígnios, declararam guerra. E adivinhem só? De novo, Deus não foi consultado. Apenas quando prontos para a batalha, é que decidiram ir à presença de Deus. Era como se dissessem mais ou menos assim: “Senhor, já decidimos que vamos para a guerra, só queremos que nos diga quem vai na frente”. Era só isso que eles queriam saber. Então Deus deu exatamente a resposta que eles desejavam.

Ao voltarem com menos vinte e dois mil homens, choraram perante Deus e a pergunta então mudou: “Então, Senhor, podemos voltar à guerra?” “Vão”, respondeu o Senhor. Resultado: mais dezoito mil mortos de Israel. Só na terceira vez, Israel fez o que deveria ter feito desde o início: todo o povo, como um só homem, reunido, chorando e jejuando, e oferecendo ofertas pacíficas perante Deus. E pela terceira vez consultaram ao Senhor: “Voltaremos a pelejar contra nosso irmão, ou desistiremos?” Finalmente fizeram a pergunta certa. E para uma pergunta certa, Deus tem a resposta certa: “Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).

O mesmo orgulho e espírito competitivo que percebemos naquelas doze tribos, também foi perceptível na vida dos doze discípulos de Cristo. Por vezes indagavam entre si quem seria o maior no Reino dos Céus. Não haviam compreendido a real missão de Jesus na Terra. Foi quando os discípulos entenderam o verdadeiro amor, que tomaram o caminho certo: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At.2:46-47).

Unanimidade na oração, eis o segredo da vitória! Foi quando Israel compreendeu isso, que o Senhor venceu por eles. Não permita que seus impulsos o dominem. A vingança, o orgulho e o rancor são armas que matam o próprio agressor. O amor, a paz e a bondade proporcionam cura e libertação. Mas tanto o livramento do que é mau quanto a recepção do que é bom, deve ser resultado de uma vida consagrada à oração. Foi quando o povo orou que veio a vitória. Foi quando os discípulos oraram que veio o Espírito Santo. Os benjamitas olharam para Israel e viram a face da vitória. As pessoas olharam para os discípulos e viram neles o poder do Espírito Santo. Se estivermos unidos a Deus, num mesmo propósito, Ele trará a nossa justiça à luz (Jr.51:10) e seremos Suas testemunhas (At.1:8), anunciando entre as nações a Sua glória (Is.66:19). Vigiemos e oremos!

Bom dia, corpo de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Juízes 20 #RPSP

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