Reavivados por Sua Palavra


ESTER 2 – Comentado por Rosana Barros
14 de dezembro de 2019, 0:30
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“O rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti” (v.17).

Passado algum tempo, a ira de Assuero deu lugar à saudade. Lembrando-se de Vasti e sentindo sua falta, os sentimentos do rei logo foram interceptados por uma proposta. Comissários foram enviados a “todas as províncias do reino” a fim de reunir “todas as moças virgens, de boa aparência e formosura” (v.3). A moça que mais agradasse ao rei, seria coroada no lugar de Vasti. Com a anuência de Assuero, muitas moças foram levadas para a “casa das mulheres” (v.3), e “levaram também Ester à casa do rei” (v.8).

Criada por Mordecai, seu primo, Hadassa recebeu uma elevada educação. Não era apenas “jovem bela, de boa aparência e formosura” (v.7), mas seu delicado trato e semblante gentil fazia com que alcançasse “favor de todos quantos a viam” (v.15). O significado de seu nome persa, Ester, apontava para o brilho inconfundível de uma fiel adoradora de Deus. Uma “estrela” que por não chamar atenção para si, irradiava a beleza da humildade, o que imediatamente conquistou o favor de Hegai, que “a fez passar com as suas jovens para os melhores aposentos da casa das mulheres” (v.9).

Mesmo que não mais devesse obediência a Mordecai, Ester manteve sigilo quanto à sua origem, “como Mordecai lhe ordenara; porque Ester cumpria o mandado de Mordecai como quando a criava” (v.20). Cumprido o tempo determinado e levando consigo nada “além do que disse Hegai” (v.15), Ester foi conduzida à presença do rei. Assuero logo identificou a fragrância de uma mulher especial. Havia algo além da beleza exterior. Deus tinha um propósito para a eleição de Ester e Ele honrou a sua fidelidade e entrega voluntária. Ela foi usada primeira vez, juntamente com Mordecai, para salvar a vida do rei (v.22), e, mais tarde, seria instrumento para salvar o seu povo também.

Existe um propósito especial para a vida de cada um de nós. O Espírito Santo deseja nos ungir para as mais variadas tarefas e nos moldar para um mesmo objetivo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). O nosso período de vida consiste nos dias de nosso embelezamento (v.12) espiritual. Nosso caráter é aperfeiçoado para que, naquele Grande Dia, possamos comparecer à presença do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Se como Ester, permanecermos fiéis e permitirmos “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), Jesus nos dará “a coroa da vida” (Ap.2:10).

Que a nossa vida revele ao mundo o brilho da salvação em Cristo Jesus! Pois Ele mesmo declarou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ester2 #RPSP

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ESTER 1 – Comentado por Rosana Barros
13 de dezembro de 2019, 0:30
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“Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um” (v.8).

Anterior até mesmo ao período de Esdras, o relato de Ester se deu após o decreto de Ciro, autorizando os judeus a regressarem à sua terra. O rei Assuero, ou Xerxes I, era o líder político mundial da época e gostava de contar vantagem de seu poder, riqueza e domínio. No período de incríveis “cento e oitenta dias”, mostrou a todos “as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza” (v.4) e promoveu um grande banquete dando a liberdade de que “sem constrangimento” (v.8), cada um agisse por conta própria.

Após dias de embriaguez sem limites, Assuero decidiu encerrar as festividades com a joia de sua vaidade. O desfile da rainha Vasti, que a Bíblia descreve como “em extremo formosa” (v.11), seria a perfeita conclusão da exposição da prosperidade de seu reino. A recusa da rainha, contudo, causou-lhe o constrangimento que arruinou a sua alegre expectativa. Diante dos nobres e príncipes, sentiu-se desmoralizado e não permitiria que aquele ato ficasse sem punição. No que ouvindo o conselho de um de seus sábios, logo o anuiu. E devido à sua recusa pública, Vasti foi deposta de sua posição de rainha.

A atitude de Vasti foi considerada um mau exemplo a ser eliminado. Os sábios consideraram a afronta da rainha como a ameaça de uma revolução feminina. A sua influência e posição lhe concedia uma exposição de figura pública e muitas mulheres a viam como um modelo a ser seguido. O que deixa claro de que a preocupação de Memucã, portanto, fazia todo o sentido. Não estamos aqui considerando o motivo da desobediência de Vasti, pois ela teria até muitas razões para não aceitar aparecer diante de milhares de homens bêbados. Mas a necessidade de Assuero em expor o que tinha aliado à recusa da rainha, por pouco não se tornou em um problema de ordem pública.

Quando o homem dá lugar à dissolução e às obras da carne, “sem constrangimento” (v.8), o resultado não pode ser outro a não ser estado de embriaguez. Entorpecidos pelo pecado, muitos têm resumido suas vidas ao consumo de bens materiais e à exposição destes. Há uma necessidade quase que irresistível de revelar aos outros as coisas que perecem, e isso, à velocidade de um clique. Beleza, riquezas, luxúria e baixas diversões ganham exposição e destaque como amostras de uma prosperidade que, se pudessem ver o desfecho, se recolheriam em grande vergonha. E assim, o nosso mundo vai sendo moldado pelas aclamadas figuras públicas e seus exemplos que em nada edificam.

Qual tem sido a nossa escolha diante dessa realidade? Se os cristãos estudassem mais a vida de Cristo e contemplassem menos as redes sociais, certamente não haveria tanta incoerência no cristianismo. O teor do conselho de Memucã deveria ser o nosso norte frente à quantidade de “Assueros” e “Vastis” modernos. Não estaremos seguros a menos que nos recusemos a participar desse banquete atual de iniquidades. Se almejamos morar onde Cristo mora, precisamos viver como Ele viveu. Lembremos de que “o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo.2:17).

Enquanto a maioria deseja conhecer e contemplar seus ídolos modernos, que o nosso desejo seja conhecer a Jesus para, muito em breve, O contemplarmos face a face. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ester1 #RPSP

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NEEMIAS 13 – Comentado por Rosana Barros
12 de dezembro de 2019, 0:30
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“Ouvindo eles, o povo, esta lei, apartaram de Israel todo elemento misto” (v.3).

A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Casamentos mistos, mau uso da Casa de Deus, negligência quanto à devolução dos dízimos e comércio no dia de sábado despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica.

A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelha à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12).

Aquele ato de sua indignação foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e uma sessão de agressões físicas contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido.

Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo que em uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa em reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor; amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor.

Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil. É necessário, porém, capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou questionou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e orou por livramento e justiça. Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir ainda que isto lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos.

Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo e nem tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus também ainda tem servos fiéis que Ele usa neste mister, mas sempre com cautela e sabedoria. E o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida totalmente dedicada ao Senhor. Como diz Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).

A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo… não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias13 #RPSP

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NEEMIAS 12 – Comentado por Rosana Barros
11 de dezembro de 2019, 0:30
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“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe” (v.43).

Com muros erguidos e portas fixadas em seus lugares, Jerusalém começou a renascer das ruínas. Aqueles que antes haviam presenciado a glória da santa cidade e de seu templo sabiam que as reformas não mostravam sequer o mínimo do brilho que outrora revelava. Aqueles, contudo, que haviam nascido em cativeiro babilônico, contemplavam absortos o vislumbre de um lugar que só haviam conhecido por ouvir falar. Os dois grupos experimentavam sensações diferentes, mas uma mesma alegria que irrompeu em cânticos de louvor e alto júbilo.

Precedido pelos levitas e sacerdotes, todo o povo acompanhava “dois grandes coros em procissão” (v.31). Ao som dos coros, acompanhados pelos sacerdotes “com trombetas” (v.35) e pelos músicos levitas, “com os instrumentos músicos de Davi, homem de Deus; Esdras, o escriba, ia adiante deles” (v.36). “Purificaram-se os sacerdotes e os levitas, que também purificaram o povo e as portas e o muro” (v.30), até que “ambos os coros pararam na Casa de Deus” (v.40), e a alegria descrita no verso 43, por cinco vezes, pôde ser ouvida à grande distância.

Diante de um cenário tão propício à verdadeira adoração, da experiência do cativeiro, do reavivamento experimentado pelo estudo da Lei de Deus e dos episódios de livramento e auxílio sobrenaturais, tudo cooperava para que o povo permanecesse em santa convicção como fiéis adoradores do Deus vivo. O sentimento de finalmente estar em casa tomou cada coração em arrebatadora alegria. Estava longe, no entanto, de ser um culto meramente emocional. A presença de Esdras “adiante deles” (v.36) era-lhes uma constante lembrança do fundamento de sua fé: a Palavra de Deus. Se perseverassem em crescer firmes no conhecimento do Senhor, Jerusalém tornar-se-ia novamente o brilho de Deus na Terra, convidando todos os povos a conhecê-Lo.

Meus amados irmãos, o Senhor deseja nos levar de volta para casa, para a santa cidade que Ele mesmo nos edificou. Não estamos longe desse sublime momento! “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). O caminho que temos de trilhar até lá deve ser dado com passos não vacilantes, mas firmes segundo as orientações de um Deus que não muda (Ml.3:6). Aqueles que aguardam ser recolhidos deste mundo escuro no grande Dia de Deus são os que, pela Palavra têm sido edificados e purificados. Em oração, aguardam com expectativa contemplar o amoroso olhar de seu Senhor e Salvador, o Verbo, a Palavra; um desejo que o Espírito Santo torna em luz para o mundo.

Há um canto celestial e uma alegria suspensa no Universo, que em breve irromperá em louvores ao Criador. Mas há um cântico e uma alegria que só os salvos poderão cantar e sentir. Um louvor arrebatador será ouvido no espaço infinito quando a graça de Cristo consumar o seu resultado eterno. Olhando para o Autor e Consumador de nossa fé e contemplando as marcas de Seu amor, nosso coração se tornará em incansável instrumento de louvor. Enquanto aguardamos, “guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel” (Hb.10:23). “Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1Pe.4:7). Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da alegria sem par!

• Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Neemias 11 – Comentado por Rosana Barros
10 de dezembro de 2019, 0:30
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“O povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereciam ainda para habitar em Jerusalém” (v.2).

A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem do quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.

Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse custoso. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que pela primeira vez no relato histórico é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.

A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir com um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.

Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são estes santos? Quem são estes que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor ainda que isso signifique renúncia? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Estas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo aqueles que professam guardar a Lei de Deus. Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo como a maioria estando desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8) e é esse Amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento.

A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo pela coragem de estar indo morar em meio à destruição, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e Meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Perseveremos em permanecer no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos do Altíssimo!

Desafio da semana: Ore para que o Espírito Santo derrame em seu coração esse amor maravilhoso. E compartilhe esse amor da maneira que lhe for possível, ajudando os que estão ao seu redor. Eis o segredo de perseverarmos em amor: compartilhando-o.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias11 #RPSP

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NEEMIAS 10 – Comentado por Rosana Barros
9 de dezembro de 2019, 0:30
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“… todos os que tinham saber e entendimento, firmemente aderiram a seus irmãos; seus nobres convieram, numa imprecação e num juramento, de que andariam na Lei de Deus…” (v.28-29).

Você já tomou alguma firme decisão na vida? Na verdade, tudo em nossa vida implica em decisões a todo o tempo. Quando acordamos precisamos decidir levantar ou ficar mais um pouco na cama; tomar banho frio ou morno; que roupa usar; que sapato calçar; relevar o mau humor de alguém ou agir da mesma forma. Enfim, o nosso dia a dia envolve escolhas e são estas escolhas que nos farão obter os resultados que delas derivam.

O filhos de Israel fizeram uma escolha; tomaram uma decisão. Todavia não qualquer escolha, não qualquer decisão, mas o firme propósito de andar na Lei de Deus (v.29). A manifestação que vimos ontem do Espírito Santo a ensinar-lhes a Palavra de Deus foi o que conduziu o povo a firmar esta aliança com Deus. O papel fundamental do Espírito Santo não são manifestações exteriores de pessoas a se jogar no chão nem tampouco de palavras misteriosas que não edificam em nada seus ouvintes, mas é o de nos orientar por meio do estudo da Palavra, levando-nos a tomar a mesma firme decisão de Neemias e do povo, em andar conforme o que diz a Lei do Senhor e assim tornar-nos testemunhas de Cristo (At.1:8), mediante a revelação do fruto do Espírito Santo em nossa vida (Gl.5:22-23).

A pior das mazelas que acometia o povo de Deus daquela época era com relação aos casamentos mistos. E uma das cláusulas, por assim dizer, da aliança do povo com Deus foi a “de que não dariam as suas filhas aos povos da terra, nem tomariam as filhas destes para seus filhos” (v.30). Já estava mais do que confirmado de que Deus, em Sua infinita sabedoria e onisciência, não os havia advertido com respeito a este assunto simplesmente por requerer obediência estrita, e sim que a desobediência a tal ordem (Êx.34:15-16), seria a “causa mortis” de milhares de Israel. Quando o povo dava as costas à aliança feita com Deus para estabelecer aliança por meio de casamentos reprovados pelo Céu, os costumes e a idolatria dos povos pagãos encontravam guarida nos corações movidos pela paixão e logo tudo o que haviam aprendido acerca da Lei de Deus era esquecido. E o que acontecia depois? Esta deserção ao “assim diz o Senhor” era transmitida de geração em geração, atraindo assim a maldição da desobediência.

Amados do Senhor, o que estamos fazendo com o que Deus nos presenteou, que é o livre arbítrio? Por amor, Ele nos deixou livres para escolher a bênção ou a maldição, o bem ou o mal, a vida ou a morte (Dt.30:19). A escolha é minha. A escolha é sua. Não somos seres programados para fazer tudo o que Deus deseja, mas fomos criados para a Sua glória e para a vida eterna (Is.43:7). O pecado trouxe consigo a maldição, o mal e a morte; intrusos que desassossegam constantemente o nosso coração e nos fazem pensar duas vezes antes de tomarmos muitas decisões. O que ainda lhe prende a este mundo? O que ainda lhe faz pensar que Deus não está preocupado com a tua salvação? Como diz a letra de uma canção: “Você é a coisa mais linda de Deus!” Você é o alvo de Seu infinito amor! Foi por você que Cristo tomou a mais firme decisão do Universo, de vir a este mundo, ser humilhado, rejeitado, machucado e morto; e tudo isso, por você e por mim.

E como foi que Jesus, tornando-se em carne, encontrou forças para suportar tamanha humilhação? Simples, amados. Jesus, desde a infância foi ensinado nas Sagradas Letras e forjado na oração. Aos doze anos de idade impressionou os doutores da Lei com a Sua perfeita percepção das Escrituras (Lc.2:46-47). E foi por meio da oração e da Palavra que venceu o inimigo no deserto. A Sua comunhão com o Pai era a mais sublime forma de nos amar! Quer tomar hoje a firme decisão de amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo assim como Jesus nos amou? Olhe para Cristo! Dedique-se ao exame das Escrituras. Dedique-se à oração, pois a oração intercessora é uma das formas mais poderosas de dizer: eu te amo. Então, dia após dia, a sua vida estará sendo santificada e preparada para o resultado final da firme decisão do Salvador: a vida eterna. Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos do sublime amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias10 #RPSP

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NEEMIAS 9 – Comentado por Rosana Barros
8 de dezembro de 2019, 0:30
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“Porque Tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois Tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (v.33).

A renovação espiritual experimentada pelos judeus, através do estudo da Lei de Deus, gerou um dos capítulos mais ricos das Escrituras. Com jejum, pano de saco e terra sobre a cabeça, os filhos de Israel compunham o cenário do genuíno arrependimento. Mas a forma de nada valeria se não houvesse a essência. Desde a criação em Gênesis, de Abraão, de Moisés e dos períodos dos reis, ficou muito clara a distinção entre a fidelidade de Deus e a recorrente desobediência do Seu povo.

Nenhuma outra nação testemunhou tantos milagres quanto Israel. No Egito, no deserto e em Canaã; nas planícies do Jordão, às margens do mar da Galileia e nas cidadelas de Judá, essas gerações foram testemunhas oculares dos prodígios do Senhor. Ainda assim, uma foi cativa de Babilônia, e a outra, dependurou em uma cruz Aquele que diziam aguardar. Entre idas e vindas, “cometeram grandes blasfêmias” (v.26), “mas no tempo de sua angústia, clamando eles” (v.27), o Senhor os livrava “muitas vezes” (v.28). “Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de” (v.28) Deus.

Tendo como fundamento o “Livro da Lei do Senhor, seu Deus” (v.3), seus corações foram tocados pela brasa viva do altar do Céu. Como uma chama, cada sentença lida lhes consumia a alma no ardente e sincero interesse de viver conforme o “assim diz o Senhor”. E tendo como professor o “bom Espírito, para os ensinar” (v.20), reconheceram sua condição vulnerável e sua necessidade da “grande bondade” (v.25) de Deus.

Arrependimento e confissão de pecados são dois passos fundamentais na jornada cristã. Nenhum desses, no entanto, procedem da natureza humana. Porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm.2:4). E o arrependimento é que produz a confissão; o reconhecimento de nossa culpa e de que precisamos do perdão divino. Pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13).

Amados, os altos e baixos de Israel e a grande misericórdia do Senhor e Sua terna disposição em perdoar, nos revela o que muitas vezes temos dificuldade de admitir: somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17). Quando baixar a guarda torna-se uma opção, abrimos um caminho de largas ideias no campo da iniquidade. E sob a encomenda de um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), nos afastamos da influência do Espírito Santo e de Seu divino discernimento.

“Eis que hoje somos servos” (v.36). Servos de nossos gostos, servos do pecado que em nós habita. E a menos que busquemos andar com Deus, clamando por Seu auxílio e misericórdia, permaneceremos em nossos delitos. Agora é o tempo de estabelecermos “aliança fiel” (v.38) com o Deus de nossa salvação. Agora é o momento em que o Espírito Santo deseja selar essa aliança em nossa vida com tinta que não se apaga. Propensos como somos a falhar, seguremos firme no braço que não pode tombar: “Todavia, estou sempre Contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Sl.73:23). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pelo “Deus perdoador” (v.17)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias9 #RPSP

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NEEMIAS 8 – Comentado por Rosana Barros
7 de dezembro de 2019, 0:30
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“Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia” (v.8).

Homens, mulheres e crianças, “todos os que eram capazes de entender o que ouviam” (v.2), se reuniram “como um só homem” (v.1), “e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (v.3). Ali estavam reunidas diferentes gerações. Uma parte já havia ouvido a lei, mas também havia aqueles que provavelmente estavam tendo o primeiro contato com ela. Quando Esdras subiu ao púlpito e iniciou a leitura e com ele “os levitas que ensinavam o povo na Lei” (v.7), houve um momento de solene reverência e profundo reconhecimento do tempo de ignorância, de modo que “todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei” (v.9).

Não foi um momento de simples discurso, mas de diligente estudo das Escrituras. A iniciativa em aprender a lei “diante da Porta das Águas” (v.1), moveu sobre eles o mesmo Espírito que, no princípio, “pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). Grande luz lhes foi concedida, e suas lágrimas foram enxugadas com a maravilhosa notícia: “a alegria do Senhor é a vossa força” (v.10). Todos foram tomados de muita alegria, uma alegria que deveria ser compartilhada, “porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12).

“Como está escrito” (v.15), o povo celebrou a festa dos tabernáculos e “toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou” (v.17). Estavam todos reunidos num mesmo propósito “e houve mui grande alegria” (v.17). Em todos aqueles dias, “desde o primeiro dia até ao último”, “leu Esdras no Livro da Lei de Deus”, e, “no oitavo dia, houve uma assembleia solene, segundo o prescrito” (v.18). Foram dias de comunhão, de celebração e de renovação de suas vidas para com Deus.

Notem que a iniciativa de aprender a Lei de Deus partiu do próprio povo. Desde o juvenil até o mais experiente, cada judeu aplicou o coração para receber os sábios ensinamentos das palavras do Senhor. Homens iluminados pelo Espírito Santo foram capacitados para ensiná-los com firme convicção e santa alegria. Em cada palavra lida e em cada explicação proferida havia uma atmosfera tão sagrada que comoveu a todos. Tudo era tão claro que não havia como não reconhecer a ação divina.

Amados, este capítulo me remeteu à minha experiência com Deus. Após quinze anos de igreja, eu finalmente aceitei o chamado do Espírito Santo. E enquanto lia as Escrituras, meus olhos foram sendo abertos para verdades que eu desconhecia. E nesse processo de descobertas e de ardente desejo em compreender a Bíblia, por muitos dias me derramava em lágrimas pensando em quanto tempo havia perdido longe do Senhor e de Sua maravilhosa sabedoria. Até que a terna sentença do Salvador: “A Minha graça te basta”, me encheu o coração de alegria e do desejo de compartilhar as boas-novas do Evangelho com outros.

O estudo diário das Escrituras é útil para nos ensinar, corrigir, repreender e nos educar na justiça, como está escrito na segunda carta de Paulo a Timóteo, 3:15. Mas a finalidade é para que sejamos perfeitos e perfeitamente habilitados “para toda boa obra” (2Tm.3:16); é de que, assim como o Espírito Santo estava presente sobre as águas da criação e sobre as águas do Jordão no batismo de Cristo, que Ele esteja presente em nossa vida, “Dia após dia” (v.18), nos fortalecendo com a alegria que faz parte de Seu fruto (Gl.5:22), e nos capacitando a testemunhar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8).

Que o estudo da Palavra de Deus seja a sua alegria diária, e que esta alegria incontida transborde de seu coração para os que estão ao seu redor. O conhecimento das Escrituras não é um fim em si mesmo, mas é um meio de nos levar ao verdadeiro conhecimento e à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Um genuíno e feliz relacionamento com Deus, é o que promove o sincero estudo da Bíblia. Um presente e um privilégio que somente o Céu poderá superar. Sempre que examinando as Escrituras se deparar com a tristeza por erros passados, lembre-se das palavras de Jesus: “nem Eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, reavivados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 7 – Comentado por Rosana Barros
6 de dezembro de 2019, 0:30
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“Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias…” (v.5).

Concluída a edificação dos muros e das portas de Jerusalém, Neemias tomou providências com relação à segurança da cidade. Estabelecendo dois homens de confiança como chefes em Jerusalém, dentre eles Hananias, “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros” (v.2), também organizou um esquema de segurança, de forma que havia “guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3).

Movido pelo Senhor, Neemias encabeçou a tarefa de “registrar as genealogias”, deparando-se com “o livro da genealogia dos que subiram primeiro” (v.5). Os judeus eram identificados através dos nomes dos chefes de família, de forma que na ausência desse registro, alguns “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.61). As genealogias, portanto, tinham um papel importante para fins de administração, de organização, para fins testamentários e até mesmo espirituais, visto que fazem parte das Escrituras.

Tudo se encaminhava para que Jerusalém fosse novamente a Cidade de Deus. “Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra” (v.70) e muitos recursos foram doados para o templo. A força conjunta para proteger a cidade e seus moradores, e para reformá-la, foi seguida por um grande reavivamento. Enquanto guardavam suas casas ou se reuniam em adoração a Deus, sua fé era provada e fortalecida ainda que sob constante ameaça inimiga.

Deus tem uma cidade preparada para os Seus filhos, cujos fundamentos dos muros são adornados de pedras preciosas, e cujas portas são de pérola, “cada uma dessas portas, de uma só pérola” (Ap.21:21). Ali não há necessidade de um sistema de segurança, pois o Guarda de Israel nela habita. Nela também não há santuário, “porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap.21:22). Nela o homem não tem participação, pois “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10).

Não é desejo do Senhor que a realidade da antiga Jerusalém pós-exílio se repita na futura Jerusalém: “A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela” (v.4). E nem que não se ache o nosso nome no registro celeste. O Céu é movido pela ardente expectativa de nosso resgate definitivo. Os anjos relatores vibram cada vez que um pecador é liberto do exílio do pecado e tem o seu nome escrito no Livro da Vida. Há uma comovente espera de que Jesus venha colher “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Cada partícula da cidade santa contém o amor ilimitado de um Deus que sente saudades de nós. Que enquanto Cristo não vem, O aguardemos em constante vigilância, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3). Que o nosso lar seja um pedacinho do Céu na Terra. Quando a relação dos salvos estiver finalmente concluída, que a nosso respeito esteja escrito: “filhos de Deus, salvos pela graça de Cristo Jesus”. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 6 – Comentado por Rosana Barros
5 de dezembro de 2019, 0:30
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“Mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8).

A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate não alcançou sucesso por meio de ameaças, mudou a sua estratégia propondo um encontro entre ele, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E a oração o fortalecia e o precavia das ciladas que o estavam preparando. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).

Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Então, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).

Que coisa mais triste! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas encontrou mais um aliado à conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselho, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. Lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!

Percebemos que de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento este servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar, intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).

De coração para coração, amados do Senhor: Quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. Não que sejamos melhores do que eles, mas porque nossas escolhas foram diferentes. Enquanto eles endurecem o coração, nós (pela graça de Deus!) abrimos o nosso para que Jesus possa entrar e cear conosco (Ap.3:20). A minha oração é que não estejamos de modo algum sendo Tobias ou Sambalates modernos, mas Neemias atuais. E se por um acaso você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). As verdadeiras boas obras não são aquelas que aparecem, mas as que só Deus consegue ver. Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra! Vigiemos e oremos!

Bom dia, Neemias atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100