Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 27 – Comentado por Rosana Barros
22 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim me disse o Senhor: Faze correias e canzis e põe-nos ao pescoço” (v.2).

O canzil é um símbolo de jugo, de submissão. São dois pedaços de madeira unidos a uma parte central, usado geralmente no boi, amarrado com cordas. Mais uma vez, de uma forma ilustrativa, Deus enviou Jeremias com outro apelo ao Seu povo. Ou eles se entregavam ao rei de Babilônia, ou teriam de sofrer as consequências da desobediência. E a prova do amor de Deus para com as demais nações, ainda que inimigas declaradas de Israel, é que Ele também enviou mensageiros a Moabe, Amom, Tiro e Sidom (v.3).

Imagine a cena: O rei Zedequias poderia estar em um de seus banquetes, comendo e bebendo e pensando em como tudo estava tranquilo. De repente, entra em sua presença Jeremias preso a um canzil, como um animal de carga, e declarando que aquela paz que os falsos profetas haviam declarado não era real e que ele precisava conduzir o povo a entregar-se ao jugo de Nabucodonosor. Zedequias deve ter pensado: Mas este homem só pode estar louco! Quando é que ele vai desistir?

Vocês percebem o intenso desejo de Deus em salvar o Seu povo? Ele estava implorando para que Lhe dessem ouvidos. E ninguém em sã consciência faria o que Jeremias fez se antes não amasse a Deus e ao próximo. Era muito amor envolvido em cada mensagem. O Criador de todas as coisas (v.5) desejava simplesmente que a obra-prima de Suas mãos compreendesse que Ele a formou e fez para um propósito grandioso. Ele criou todas as coisas para o nosso deleite e deseja nos dar o melhor da terra. A nossa obediência é a resposta de que aceitamos a Sua oferta gratuita.

A justiça de Cristo nos concede o privilégio imerecido de, pela Sua graça, nos tornarmos justos com Ele. Em todo o tempo, desde que o pecado entrou no mundo, o conceito de graça iniciou os seus efeitos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Esta foi a primeira profecia messiânica, dada aos nossos primeiros pais. A partir dali, o homem deveria aprender a viver pela fé nAquele que pagou o preço para nos libertar do jugo do pecado.

Desde então, todos nós estamos presos a um canzil que se chama pecado. E a única forma de nos vermos livres dele é conhecendo Aquele que é a verdade: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). O povo de Judá não conhecia mais o Senhor, por isso que também não reconheceram a Jeremias como um mensageiro enviado de Deus. Limitaram-se a uma vida de aparatos religiosos, enquanto a verdadeira religião era ignorada. Preocupavam-se mais com “os utensílios da Casa do Senhor” (v.16), do que em cultivar uma vida de oração (v.18) e confiança em Deus.

Coisas vêm e coisas vão, mas fé, amor e fidelidade são legados que ficam para a posteridade como testemunho do poder de Deus na vida daqueles que são “chamados segundo o Seu propósito” (Rm.8:28). Creia que o Senhor te criou com o propósito específico de glorificar o Seu nome (Is.43:7), e, ainda que você não entenda a princípio os planos dEle para a sua vida, “[ore] ao Senhor dos Exércitos” (v.18) e Ele te conduzirá ao conhecimento que liberta. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, libertos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 26 – Comentado por Rosana Barros
21 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim diz o Senhor: Põe-te no átrio da Casa do Senhor e dize a todas as cidades de Judá, que vêm adorar à Casa do Senhor, todas as palavras que Eu te mando lhes diga; não omitas nem uma palavra sequer” (v.2).

O ministério profético dado a Jeremias não foi apenas desafiador, mas um risco de morte. Não, o profeta não foi mandado a pregar dentro de um presídio perante os piores assassinos. Ele foi enviado a pregar na igreja! E, ainda que a sua integridade física estivesse em jogo, a ordem de Deus era de que ele não omitisse “nem uma palavra sequer” (v.2). Enquanto sua voz ecoava pelas paredes do templo, chocava-se com os corações endurecidos do povo. Mas o Senhor não desistia deles, pois a Sua essência não permitia. O Seu amor para com aquela nação fazia com que colocasse na boca de Jeremias um apelo após o outro. Mas eles consideravam a sua situação muito confortável para dar ouvidos à mensagem de juízo.

O inimigo tem usado seus agentes na luta contra o povo de Deus e tem levantado dentre o próprio povo pessoas que, enfermas espiritualmente, vivem apenas um cristianismo superficial. Essa foi a realidade não somente nos dias de Jeremias, mas também nos tempos de Cristo e da igreja apostólica. Jesus foi condenado e morto pela dureza de coração de Seu próprio povo. Paulo e seus companheiros de missão foram duramente perseguidos, açoitados e muitos foram mortos por seus patrícios. E nem o fato do rosto de Estêvão ter brilhado como o rosto de um anjo (At.6:15) impediu os líderes judeus de apedrejá-lo até à morte (At.7:59).

A Bíblia está repleta de testemunhos de pessoas que deram a vida por amor ao evangelho, simplesmente porque aceitaram transmitir as palavras do Senhor. Alguns são mais conhecidos e notórios como no caso do profeta Jeremias. Outros, possuem um tímido registro nas Escrituras, como no caso do profeta Urias. Mas ambos profetizaram “em nome do Senhor” (v.20). Falando aos gálatas, Paulo escreveu: “Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” (Gl.4:16). Jeremias tornou-se um inimigo nacional porque declarava as palavras que de Deus recebia, e Urias perdeu a vida por exercer o ministério profético. A acusação contra Jeremias era de que ele falava o que não era agradável de se ouvir. Porque, aos olhos dos habitantes de Jerusalém, estava tudo bem, quando, na verdade, suas ações eram más continuamente.

Amados, Deus tem pressa em nos salvar e, “começando de madrugada” (v.5), tem nos falado a mesma mensagem com um tom ainda mais urgente do que o foi nos dias de Jeremias ou nos dias apostólicos. Precisamos depositar o nosso coração no cofre celeste e clamar pelo poder transformador do Espírito Santo. Lembremos que o homicídio não só acontece fisicamente, mas também ocorre dentro do coração rancoroso e vingativo (Mt.5:22), que derrama sangue inocente com palavras e sentimentos maliciosos. “E traríamos nós tão grande mal sobre a nossa alma?” (v.19). Odiaríamos aqueles que sabemos ser usados por Deus para nos alertar, só para podermos mascarar os pecados que precisamos abandonar? Que o Senhor nos livre de derramar “sangue inocente” (v.15) e nos faça influentes para o bem assim como foi Aicão, que “protegeu a Jeremias” (v.24). Disse Jesus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt.5:7). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, alvos da misericórdia divina!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias26 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 25 – Comentado por Rosana Barros
20 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Recebi o cálice da mão do Senhor e dei a beber a todas as nações às quais o Senhor me tinha enviado” (v.17).

O ministério de “Jeremias, o profeta” (v.2), consistia em anunciar palavras de juízo a um povo obstinado e rebelde. Durante muitos anos, sua vida foi considerada um estorvo nacional e, sua pregação, odiada de todos, principalmente dos líderes judeus que se recusavam a dar-lhe ouvidos. Em nenhum momento, porém, houve o registro de que o profeta houvesse rejeitado o seu chamado ou desistido de declarar as palavras da parte do Senhor. Apesar de sua condição emocionalmente frágil, Deus o tornou em muro intransponível preservando-lhe a vida e fortalecendo-lhe mediante Sua constante e consoladora presença.

Ao profeta foi revelado o tempo do cativeiro babilônico: setenta anos. Seria esse o período em que os judeus estariam sob o jugo de Babilônia, quando, cumprindo-se o seu término, poderiam retornar à sua terra natal. “Também, começando de madrugada” (v.4), Jeremias despertava a nação anunciando a palavra do Senhor, bem como os demais profetas, antes e depois dele, serviram a Deus declarando a mesma mensagem: “Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho e da maldade das suas ações, e habitai na terra que o Senhor vos deu e a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre. Não andeis após outros deuses para os servirdes e para os adorardes, nem Me provoqueis à ira com as obras de vossas mãos; não vos farei mal algum” (v.5-6).

Não era desejo do Senhor aplicar nenhum de Seus juízos sobre qualquer povo ou nação, mas conduzi-los ao arrependimento e abençoá-los com toda sorte de bênçãos. No capítulo de hoje, Jeremias declarou o tempo em que profetizava em nome de Deus: “vinte e três anos” (v.3). Portanto, a nação estava cheia do conhecimento dos acontecimentos futuros, mas vazia do conhecimento que salva (Jo.17:3). Conhecer a Deus e fazer a Sua vontade não se trata de um conhecimento teórico de sinais e profecias, e sim do que fazemos com relação ao que nos é revelado.

Jesus foi obediente em tudo porque, “começando de madrugada” (v.3), buscava o poder do alto enquanto estreitava o Seu íntimo relacionamento com o Pai. A Bíblia relata que Ele “Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16), o que geralmente fazia “alta madrugada” (Mc.1:35). Sua vida de obediência e altruísmo, portanto, era o resultado de sua comunhão com Deus. Assim também deseja Deus estabelecer este vínculo pessoal e diário com Seus filhos. Disse Jesus: “o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo.6:37). Assim como os profetas do Senhor eram enviados aos povos e nações para conduzi-los ao arrependimento e confirmá-los em seu reino terrestre, Jesus nos foi enviado com a mesma mensagem de salvação a fim de nos conduzir ao Seu reino celeste: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17).

A mensagem da salvação em Cristo Jesus é dirigida “a todos os reinos do mundo sobre a face da Terra” (v.26), como está escrito: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Mas para que essa mensagem seja eficaz, a mensagem de juízo deve ser igualmente aceita e obedecida: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Há um clamor sendo erguido, não por apenas vinte e três anos, mas por quase dois mil anos. Há um cálice de ira que está prestes a cumprir o seu propósito não por apenas setenta anos, mas com consequências eternas. O cálice que Israel e as nações pagãs não queriam beber, mas logo será derramado “sobre todos os moradores da Terra” (v.29), foi o objeto da grande angústia de Cristo, ao suplicar: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (Mt.26:39). Entretanto, como os impenitentes, Aquele que não tinha pecado algum teve de aceitar a vontade do Pai: “Tereis de bebê-lo” (v.28). Jesus tomou do cálice da cólera de Deus para que você e eu não tenhamos de bebê-lo. Oh, precioso Redentor!

Amados, “o Senhor tem contenda com as nações” e logo “entrará em juízo contra toda carne” (v.31). Não faça como Judá e as nações pagãs, rejeitando ouvir as palavras do Senhor e O provocando à ira com obras de corrupção, mas que, ao findar dos “tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (At.1:7), que Ele nos encontre como Suas testemunhas, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Hoje, agora, é o tempo da minha e da sua oportunidade. Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barrosz

#PrimeiroDeus #Jeremias25 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 24 – Comentado por Rosana Barros
19 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Dar-lhes-ei coração para que Me conheçam que Eu sou o Senhor; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus; porque se voltarão para Mim de todo o seu coração” (v.7).

A visão dos dois cestos de figo representava a situação dos filhos de Judá no período do exílio babilônico. O fato de os figos terem sido recolhidos em cestos, indica que o Senhor mesmo separaria os frutos bons dos frutos ruins. A rendição daqueles que foram levados como exilados os favoreceu em terra estranha, de forma que Deus os conservou e os conduziu à verdadeira adoração. Já os que insistiram em permanecer em Jerusalém ou em fugir para as terras do Egito, sofreram as consequências da desobediência, sendo privados da bênção do Senhor.

Diferente da atitude do grande patriarca de Israel, a maioria escolheu não dar ouvidos ao Senhor e permanecer na terra natal ou voltar à terra onde outrora havia sido liberta da escravidão. Quando Deus disse a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn.12:1), o resultado foi obediência. Abraão não questionou a ordem de Deus, mas prontamente obedeceu. Simplesmente porque ele fez uma coisa: ele confiou nas palavras de Deus.

A descrença dos filhos de Judá os levou à triste realidade de frutos “ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer” (v.2). Ou seja, que não prestavam para mais nada, senão para serem lançados fora. E essa mesma realidade incrédula pode ser percebida hoje também. Notem bem que as advertências que temos estudado não foram dadas a povos pagãos, mas ao povo escolhido de Deus. Judá tornou-se uma nação arrogante e, cheios de si, seus líderes transmitiam “ao restante de Jerusalém” (v.8) uma religião repleta de rituais, mas vazia de Deus.

Nossa geração de cristãos, chamada por Deus de Laodiceia, nos coloca diante da mesma visão dada a Jeremias centenas de anos atrás. Estamos no cesto dos frutos bons ou no cesto dos frutos ruins? Os laodiceanos são aqueles que não rejeitam a Deus totalmente, mas que também não O servem por completo. Ou seja, se intitulam cristãos, vivem como cristãos, se orgulham de ser chamados cristãos, mas não se gloriam em conhecer a Deus e sim em seus próprios méritos: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”, porém, não sabem que são figos “muito ruins” (v.3), infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17).

O fato de fazermos parte desta geração não nos condiciona a vivermos a realidade de Laodiceia. Podemos, pela graça maravilhosa de Jesus, fazer parte da cesta dos “figos temporãos” (v.2), se tão-somente buscarmos nEle tudo o que precisamos para a nossa subsistência espiritual: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).

A declaração de Cristo “Venho sem demora” (Ap.3:11) nunca esteve tão perto de seu cumprimento. O mundo geme e grita as dores de um planeta que não suportará mais tanto tempo as consequências advindas das ações dos “que destroem a Terra” (Ap.11:18). O Senhor está separando os frutos bons dos frutos ruins e tem clamado com a linguagem da súplica e das lágrimas para que todos tenham a oportunidade de ouvir o Seu último convite. Volte-se para o Senhor “de todo o seu coração” (v.7)! Permita que Deus lhe conceda um coração que O conheça e que seja completamente conduzido por Ele. Então, recolhido no cesto divino dos bons frutos, terás o olhar do Pai a seu favor e Ele lhe conduzirá ao “Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13), onde Jesus verá “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, figos muito bons!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 23 – Comentado por Rosana Barros
18 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Não é a Minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (v.29).

Todas as manhãs eu olho para o céu e contemplo um cenário diferente. O formato, tamanho e disposição das nuvens fazem do firmamento uma tela em constante mudança. Nunca conseguiremos contemplar o céu exatamente igual ao que já vimos, mas isso não muda o fato de que estamos olhando para o mesmo céu que no princípio foi criado. Assim também o mundo está em constante transformação. Cada dia é uma caixinha de surpresas. Olhe para o contexto mundial há apenas dez anos atrás e você perceberá a grande diferença para o contexto atual. Mas apesar das diferenças entre as gerações, o mundo continua sendo o alvo do imutável amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Munido com a arma forjada, que é a Palavra de Deus, Jeremias teve que lidar com pastores que dispersavam e destruíam as ovelhas do Senhor (v.1) e profetas que cometiam adultérios, andavam com falsidade e fortaleciam as mãos dos malfeitores (v.14). Cada dia, o profeta de Deus contemplava um cenário diferente de degradação enquanto tentava desesperadamente advertir o povo sobre os resultados de sua maldade. Mas apesar da corrupção nacional, e mundial, porque “a Terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina” (v.10), como o Seu amor, a fidelidade de Deus também é imutável. Em um tempo sobremodo escuro, Deus cumpriu as “Suas santas palavras” (v.9), e levantou “a Davi um Renovo Justo” (v.5).

Jesus veio, “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml.4:2) e sendo o “Senhor, Justiça Nossa” (v.6). Desde a Sua concepção até à Sua morte e ressurreição, tudo aconteceu conforme estava escrito sobre Ele por intermédio dos profetas. A indiferença de Seu povo, os dias de duras provas e a rejeição final da nação eleita não mudou o fiel cumprimento de cada sagrada palavra escrita a Seu respeito. Por preceito e por exemplo Jesus executou “o juízo e a justiça na Terra” (v.5). E, como bom Pastor, tem recolhido o restante das Suas ovelhas, “de todas as terras” e as feito “voltar aos seus apriscos” (v.3). Ele tem provado o Seu amor para com a humanidade caída ainda que a condição do mundo se mostre cada vez pior.

Eis a tempestade do Senhor!” (v.19). “Eis que vêm dias” (v.5) em que este mundo estará completamente envolto por grossas e densas nuvens de corrupção. E, como Sodoma e Gomorra (v.14), quase todos andarão “segundo a dureza do seu coração”, dando ouvidos aos falsos profetas que os enchem de “vãs esperanças” (v.16), dizendo: “Não virá mal sobre vós” (v.17). Como profetizou Daniel, assim sucederá: “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Se buscarmos a verdadeira sabedoria, que só há nas Escrituras; se a Palavra de Deus estiver em nós e a falarmos “com verdade” (v.28), então, “nos últimos dias, entendereis isso claramente” (v.20).

Amados, assim como Jesus foi fiel aos reclamos da Palavra do Senhor, mesmo em um cenário completamente desfavorável, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), Ele venceu para que sejamos vitoriosos com Ele. Ser obediente em meio a um mundo cada vez mais desobediente e corrupto é possível se estivermos dispostos a ouvir e praticar as “santas palavras” (v.9) do nosso Senhor. Qual casa edificada sobre a rocha, “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mt.7:25), olhemos para Cristo, nosso supremo Modelo, e tomemos também “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10). Que a Bíblia seja para nós qual fogo que nos purifica de nossos pecados, e qual martelo, que nos quebra e nos refaz como um vaso novo. Que façamos parte do “restante” (v.3) que o Senhor recolherá e, muito em breve, levará para a Sua casa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, praticantes das “santas palavras” do Senhor!

* Oremos para que a Palavra de Deus seja pregada em todo o mundo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 22 – Comentado por Rosana Barros
17 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-Me? – diz o Senhor” (v.16).

Digamos que eu saiba o seu nome, a sua profissão e onde você mora. Isso significa que eu lhe conheço intimamente? Não. É apenas um conhecimento superficial. Era esta a situação do povo e, principalmente, de seus governantes. As profecias agora se dirigem a uma sucessão dos reis de Judá. De uma forma reiterada, um rei após o outro buscava apenas seus próprios interesses egoístas e ignorava as palavras do Senhor por intermédio de Seu servo Jeremias.

A coroa real não representava uma posição privilegiada apenas, mas deveria ser o peso da responsabilidade que sobre cada monarca repousava de governar sob a esteio do direito e da justiça. Abaixo do rei estava o povo, mas acima dele deveria estar Deus. Quando o Rei dos reis e Senhor dos senhores governava o coração de um rei terreno, sob Sua administração havia justiça prática e “tudo lhe ia bem” (v.16). No entanto, os reis citados no capítulo de hoje buscaram seu próprio infortúnio e, servindo a outros deuses, edificaram para si patrimônio para destruição.

Não tem nada mais ofensivo a Deus do que a injustiça. Como também não tem nada mais agradável ao Senhor do que a prática da justiça. Os reis de Judá também atuavam como juízes do povo. Sua jurisdição compreendia toda a nação e, diante de tal encargo, com que demasiado interesse deveriam pedir a Deus o mesmo que pediu Salomão: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (1Rs.3:9).

A prática da justiça segundo o coração de Deus é a prova mais contundente de que verdadeiramente O conhecemos: “Julgou a causa do aflito e do necessitado… Porventura, não é isso conhecer-Me?”. O discípulo amado, em sua primeira epístola, disse o seguinte: “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nEle não está a verdade” (1Jo.2:4). Ao ser indagado sobre qual seria “o grande mandamento na Lei”, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:36-39). Cristo não criou algo novo, mas repetiu as palavras de Deuteronômio 6:5 e de Levítico 19:18, declarando que a essência da lei de Deus é o amor. O apóstolo Paulo, igualmente inspirado por Deus, declarou: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei”, ou seja, a prática da justiça, “é o amor” (Rm.13:10).

No grande Dia da volta de Jesus, Ele fará a separação entre dois grupos: os justos e os injustos; os que amam e os que não amam; os que O conhecem e os que não O conhecem. E a descrição feita por Ele em Mateus 25:31-46 comprova a veracidade do título perfeitamente apropriado de uma das obras do pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo”, que diz o seguinte na página 60: “Se não existir um relacionamento de amor entre Cristo e nós, a vida se torna vazia, oca. O cristianismo vira um fardo, uma pesada carga de proibições e deveres. Podemos carregá-lo um ou dois ou vinte anos, mas um dia chegamos ao limite e o largamos, ou nos tornamos zumbis, homens [e mulheres] sem vida.”.

Precisamos, amados, desfrutar de um relacionamento íntimo com o nosso Salvador e não viver um cristianismo de formalidades. Jesus deseja ter uma relação de amizade conosco. “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (v.29), é um clamor dAquele que pagou o preço do nosso resgate para que possamos muito em breve morar com Ele (Jo.14:1-3). Saber o nome de Jesus, que Ele é Deus e que mora no Céu, não faz de ninguém um cristão. Ser cristão é calçar as “sandálias” de Cristo e desgastá-las por amor a Deus e ao próximo. Conhecer Jesus é amar como Ele amou. Está você disposto? Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 21 – Comentado por Rosana Barros
16 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“A este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (v.8).

As profecias dadas a Jeremias começaram a mostrar a sua veracidade. De uma forma persistente e muito clara, o profeta havia predito a futura destruição caso o povo não se arrependesse dos seus maus caminhos. Porém, obstinados e insubmissos, os líderes do povo tinham sido os primeiros a negar-se a ouvir as palavras proféticas, e encaminharam a nação rumo a uma guerra já vencida. Nabucodonosor foi escolhido por Deus como um vingador e o momento de isso cumprir-se era chegado. Durante muito tempo o profeta havia erguido o último chamado de Deus, sendo por isso ridicularizado e escarnecido. Então, ao ver os exércitos de Babilônia cercar a cidade, o rei Zedequias reconheceu, pela primeira vez, a autenticidade das palavras de Jeremias: “Pergunta agora por nós ao Senhor” (v.2). Contudo, era tarde demais!

A invasão era inevitável e o cerco estava estabelecido. O que o Senhor havia dito que faria estava diante dos olhos de todo o povo. Contudo, novamente, Ele colocou diante de todos a possibilidade de escolherem “o caminho da vida” (v.8). Dentro dos portões de Jerusalém, a corrupção e a idolatria prevaleciam e, fora deles, o Senhor lhes estendeu uma nova chance: “mas o que sair e render-se aos caldeus, que vos cercam, viverá, e a vida lhe será como despojo” (v.9). A mensagem central era: Entreguem-se à Babilônia, e vocês não irão participar dos juízos que recairão sobre Jerusalém e toda a Judá.

A história comprova que Babilônia assumiu o governo do mundo da época e, com cetro de ferro, Nabucodonosor ergueu um império que teve grande êxito por quase 70 anos. Porém, após esse período, Deus faria o Seu povo sair de Babilônia e regressar para Jerusalém. O que nos mostra que, para cada fase da história, o Ele tem um chamado especial para o Seu povo, que se resume na seguinte ordem: “Ouvi a palavra do Senhor!” (v.11).

A escatologia bíblica nos revela, de uma maneira evidente e, historicamente contundente, que as profecias para o tempo do fim iniciaram suas aplicações no ano de 1798, segundo o livro de Daniel e o livro de Apocalipse (Profecias que estudaremos mais adiante). Desde 1798, não estamos diante de uma guerra entre nações apenas, mas de um conflito que dará fim a toda a história de pecado deste planeta. E, semelhante ao término do jugo babilônico, o chamado do Senhor é que o Seus filhos saiam da Babilônia contemporânea: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A situação dos seres humanos nos últimos dias é descrita por Paulo em sua segunda epistola a Timóteo 3:1-5. E a sua advertência para todo filho de Deus é: “Foge também destes”, porque “estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé” (2Tm.3:5 e 8). Da mesma forma que os que seguiram os falsos profetas e líderes foram punidos juntamente com eles na época de Jeremias, o mesmo se dará nestes últimos dias. O Espírito Santo tem apelado a cada coração: “Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2Tm.2:22). Coração puro não significa ouvir a voz do nosso coração enganoso, e sim a voz dAquele que é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6).

Jesus mesmo foi enfático ao declarar: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). A vontade do Pai está contida em Sua Palavra, e, conhecendo-a, passamos a conhecer também o caminho da vida (Jo.17:3). Não há meio termo no fato de que estamos diante do mesmo dilema: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte”. E, como nunca antes, a profecia de Joel é um clamor urgente de um Deus que deseja ardentemente nos salvar: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Invoquemos o nome do Senhor e Ele nos guiará pelo caminho da vida. Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados para a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 20 – Comentado por Rosana Barros
15 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro…” (v.11).

Pela primeira vez, o livro de Jeremias relata uma violência física contra o profeta. Pasur, “presidente na Casa do Senhor” (v.1), feriu o homem de Deus “e o meteu no tronco” (v.2). Atentem bem para dois detalhes muito importantes: Pasur era líder religioso e feriu e prendeu o profeta “na Casa do Senhor” (v.2). Ou seja, a mensagem de advertência que deveria ser aceita em primeiro lugar pelos líderes da igreja, além de ter sido rejeitada, ainda foi motivo de uma violência contra Jeremias com o propósito de que em algum momento ele se deixasse persuadir (v.10). Só que existe uma coisa que ímpio algum consegue entender, e é esta:

Quando um cristão assume um compromisso genuíno de fidelidade a Deus e nEle confia de todo o coração, um “tronco” não o impede de avançar, mas o impulsiona para o alvo!

Pasur receberia exatamente o preço de seu ato maligno. Ele, bem como todos os seus amigos que seguiram as suas falsas profecias, receberiam a mesma punição e, pela primeira vez, algo na sua vida seria uma profecia verdadeira: o seu novo nome, “Terror-Por-Todos-Os-Lados” (v.3). A saga do mal teria fim com Jeremias ainda em vida. O profeta seria testemunha ocular da destruição de seus inimigos pelos exércitos de Babilônia (v.5). E em meio a este completo caos, “todo o dia” (v.8), Jeremias tinha que enfrentar escárnios e zombarias (v.7) do povo pelo qual tinha “de gritar e clamar: Violência e destruição!” (v.8). Era uma mensagem de juízo, mas também de redenção. Contudo, até os “íntimos amigos” (v.10) do profeta planejavam a sua queda. Que cenário desesperador! Jeremias não podia contar com absolutamente ninguém! Sua família o perseguia, seus amigos conspiravam contra ele e os líderes religiosos desejavam matá-lo. O que fazer diante de tão aterradora realidade?

Ó Senhor” (v.7), manifesta o nome do único em quem o profeta podia confiar. E foi a Ele a quem Jeremias recorreu. Fazer a vontade de Deus estava muito além de suas forças. E negar fazer a vontade de Deus, muito aquém do desejo ardente de seu coração. O Poderoso Guerreiro estava a postos em favor de Seu profeta e o livraria “das mãos dos malfeitores” (v.13). O mesmo Deus que disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mt.10:34), também estava com seu servo Jeremias a lhe confortar pelo desprezo dos “da sua própria casa” (Mt.10:36).

Ao aceitar o desafio de caminhar na contramão do mundo e na direção de Deus, todo discípulo assume o compromisso de andar nas pisaduras de seu Mestre. E este compromisso tanto requer fidelidade quanto exige humildade. Humildade para reconhecer que a sua natureza pecaminosa precisa constantemente do toque restaurador e purificador de Cristo; que como uma criança de colo, depende totalmente dos cuidados do Pai; e que, como Filipe, deve obedecer prontamente à voz do Espírito Santo (At.8:29).

Os sofrimentos do profeta eram muitos, porém, passageiros. Semelhante a Jó, considerou mais vantajoso o não nascer do que prosseguir contemplando a dureza do coração humano e os resultados de tal mal. Ainda assim, conseguia encontrar forças para erguer louvores ao Deus que lhe faria justiça (v.13). A Bíblia não é um conto de fadas com fábulas que te iludem e te levam a suspirar por coisas banais. A Bíblia é a Palavra do Senhor Deus Todo-Poderoso, que te fala a verdade, ainda que esta verdade não reflita o que você deseja ouvir. Erguer a bandeira da verdade, portanto, é estar envolvido em uma batalha e, onde há batalha, há inimigos. Mas Jesus nos orienta com as seguintes palavras: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28).

Assim como Jeremias confiou no Senhor, confie a tua causa a Ele (v.12), e diga, “todo o dia” (v.8): “Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro”! “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6:12). Sigamos os passos de Jesus e sempre poderemos desfrutar da tão preciosa promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 19 – Comentado por Rosana Barros
14 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo” (v.10).

A tolerância do Senhor para com a maldade do Seu povo não duraria por muito tempo. O Seu terno convite de torná-los um vaso novo foi rejeitado e, confiantes em “outros deuses, que nunca conheceram” (v.4), terminariam da mesma forma como suas imagens: despedaçados. Ao comprar “uma botija de oleiro” na presença de “alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1), e dirigindo-se “ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro” (v.2), de forma didática e significativa Jeremias proclamou as palavras do Senhor aos moradores de Jerusalém e a sentença que sobre eles recairia “porque endureceram a cerviz, para não ouvirem” (v.15) as palavras do Senhor por intermédio do Seu profeta.

A descrição dos resultados da desobediência é de uma nação completamente destruída e destituída de amor ou piedade, onde cada um comeria “a carne do seu próximo” (v.9). A ilustração realizada sob o olhar “dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1) foi mais um apelo de Deus para que aqueles líderes caíssem em si e dirigissem o povo a um genuíno arrependimento. Só que, ao invés de encontrar nos experientes líderes compreensão e contrição, Jeremias se deparou com corações endurecidos que se negavam a ouvir a voz de Deus (v.15). Diante de um quadro tão desanimador, cumpria ao profeta mostrar a alegoria do resultado de suas ações: uma botija quebrada.

Enquanto Jeremias ia “para onde o Senhor o enviara a profetizar” (v.14), o povo insistia em praticar as abominações que Deus nunca lhes ordenou, nem falou e muito menos pensou (v.5). Tofete era um lugar de sacrifícios humanos e de abomináveis cultos pagãos. Era como “o vale da Matança” (v.6) das famílias. A “herança do Senhor” (Sl.127:3) era sacrificada e, à semelhança daquele lugar, “as casas de Jerusalém e as casas de Judá” tornaram-se imundas (v.13) por suas práticas perversas. Foi com lágrimas nos olhos e na voz que Jeremias proferiu a triste sentença da parte do Senhor: “Eis que trarei sobre esta cidade e sobre todas as suas vilas todo o mal que pronunciei contra ela, porque endureceram a cerviz, para não ouvirem as Minhas palavras” (v.15).

O maior inimigo do homem tem sido o próprio homem. E quanto mais o tempo passa, mais comprovado fica que esta triste realidade começa dentro de casa. A maioria esmagadora das famílias têm sido verdadeiras bombas-relógio prestes a explodir. Os filhos são entregues no altar do “deus” internet e abandonados à própria sorte, enquanto os pais “queimam incenso” perante suas ocupações. Hoje, amados, o Senhor conclama a cada pai: “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gn.18:19). E a cada mãe é dito: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15).

Pois, “eis que vêm dias” (v.6), meus irmãos, em que o mundo se fechará completamente para ouvir os reclamos de Deus. Estamos caminhando a passos largos para que isso finalmente aconteça e, como Tofete, as piores atrocidades têm sido realizadas enchendo a terra “de sangue de inocentes” (v.4). Mas, por mais que a maldade humana se multiplique, chegará o Grande Dia do Senhor que quebrará todos os vasos que não foram por Ele moldados. O povo de Deus tem uma sagrada obra a cumprir e ela deve começar em casa. E todo aquele que, à semelhança de Caim, negligenciar essa obra sob o maligno pensamento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9), colherá os terríveis resultados de sua insensatez.

Ouvi a palavra do Senhor” (v.3), amados! Restaure o altar da família em sua casa “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4). Não permita que a imundície do pecado invada o lugar onde, primariamente, Deus nos chama a proclamar e praticar as Escrituras. Deus nos molde para esta grande e sagrada obra! Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias moldadas pelo Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 18 – Comentado por Rosana Barros
13 de novembro de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19).

A arte de transformar barro ou argila em objetos é um dos mais antigos ofícios e um método utilizado para diversos fins desde então. Tijolos, cerâmicas, vasos e esculturas são cuidadosamente modelados pelas mãos do oleiro e uma série de etapas precisam ser realizadas a fim de se obter um bom resultado final, incluindo o cozimento da peça em forno. Enquanto observava o trabalho do oleiro, Jeremias ouvia as palavras do Senhor e percebia em cada processo o cumprimento dessas palavras no contexto em que estava vivendo.

Como o barro que havia se estragado na mão daquele artesão foi reaproveitado para “fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (v.4), diz o Senhor: “eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (v.6). Todos os esforços do Senhor e tudo o que permitia acontecer “a uma nação ou… um reino” (v.7) possuía a finalidade não de os destruir, mas de salvá-los, como a peça que o oleiro cozinha em alta temperatura para torná-la forte e preparada para o uso. Na mensagem profética “aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém” (v.11) isso fica bem claro: “se a tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu Me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8). “Convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (v.11).

Um coração endurecido é aquele que rejeita os projetos de Deus a fim de andar consoante os próprios projetos (v.12). Sua ambição, egoísmo e orgulho não permitem a modelagem das mãos do supremo Oleiro. Como “a virgem de Israel” (v.13), cometem a vileza de esquecer do Senhor e apegar-se aos ídolos deste mundo. Enquanto isso, também cometem o desatino de perseguir e ferir aqueles que intercedem “pelo seu bem-estar, para desviar deles” a indignação de Deus (v.20). “Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19) foi o clamor de Jeremias diante da profunda tristeza de ser maltratado pelo seu próprio povo.

Exposta a fraqueza do profeta através de suas lágrimas e rogos, seus inimigos descobriram a forma mais eficaz de atingi-lo: “firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras” (v.18). Certamente, Jeremias era constantemente afrontado e humilhado com palavras de maldição e com o descaso daqueles que o ouviam. “Coisa sobremaneira horrenda cometeu” (v.13) aquele povo, bem como tem cometido a geração atual. Notem que o Senhor chamava os Seus profetas em tempos críticos; quando as pessoas haviam rejeitado os Seus ensinos. Ou seja, se tão-somente a humanidade houvesse dado ouvidos às leis estabelecidas por Deus para reger o mundo não haveria necessidade de levantar profetas para corrigi-las.

Mas por Sua bondade e misericórdia, o Senhor abençoou o mundo com homens e mulheres que permitiram ser vasos de honra e suportar o calor das perseguições e sofrimentos. No momento mais crítico da história deste mundo, Deus não nos deixou sem a orientação profética. Através de uma mulher frágil e humanamente incapaz de suportar os revezes de um chamado tão grandioso, as palavras de Paulo se cumpriram: “Deus escolheu… as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes… a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co.1:27 e 29).

Faça um estudo sério e sincero sobre a vida e os escritos de Ellen G. White e você vai descobrir que há uma orientação profética para o povo de Deus hoje; há um processo a ser obedecido para que sejamos Seus vasos de honra. Rogo que deixe de lado qualquer discriminação ou opinião humana e perceba, por si mesmo, que os escritos da irmã White não se tratam de um acréscimo à Bíblia, e sim de palavras que apontam para a Bíblia como a nossa única regra de fé e prática e que nos ajudam a compreendê-la e amá-la como a Palavra viva e eficaz do nosso Deus. Lembremos que a última Igreja de Deus na Terra é aquela que tem “o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), e “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja profética e com uma mensagem profética. Em nome de Jesus, não rejeite as verdades do Senhor! Vigiemos e oremos!

Bom dia, barro nas mãos do supremo Oleiro!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jeremias18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100